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<title>Jornal A Voz de Araxá &#45; : Brasil</title>
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<description>Jornal A Voz de Araxá &#45; : Brasil</description>
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<dc:rights>Copyright © 2026 Jornal a Voz de Araxá &#45; Todos os Direitos Reservados.</dc:rights>

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<title>ESTATUTO DA SEGURANÇA PRIVADA</title>
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<description><![CDATA[ ESTATUTO, SEGURANÇA ]]></description>
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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:11:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Inflação de maio fica em 0,58%, influenciada por preço dos alimentos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O preço dos alimentos pressionou o bolso dos brasileiros em maio e representou metade da inflação, que variou 0,58%, no mês passado.

O resultado mostra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) perdeu força em relação aos dois meses anteriores. Entretanto, fez com que o acumulado de 12 meses chegasse a 4,72%, saindo do limite de tolerância estipulado pelo governo.

Notícias relacionadas:Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano.Inflação tem alta para famílias de baixa renda em abril, diz Ipea. Inflação desacelera e fecha abril em 0,67%, pressionada por alimentos.Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p) para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%. 

Desde o início de 2025, o período de avaliação da meta é referente aos 12 meses imediatamente passados e não apenas o alcançado no fim do ano (dezembro). O teto é descumprido se a inflação estourar o intervalo de tolerância por seis meses seguidos.

A última vez que o acumulado de 12 meses ficou fora do limite havia sido em outubro de 2025, quando marcou 4,68%.

Veja o comportamento da inflação mensal ao longo de 2026:


	Maio: 0,58%
	Abril: 0,67%
	Março: 0,88%
	Fevereiro: 0,70%
	Janeiro: 0,33%


O IPCA de maio veio acima da estimativa do mercado. O Boletim Focus da última segunda-feira (8), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, projeta que a inflação de maio ficaria em 0,48%. Para o fim de 2026, o mercado projeta 5,11%.

Alimentos pressionam

O IBGE apura o comportamento de nove grupos de preços. O que mais subiu foi o de alimentação e bebidas, com alta de 1,33%. Isso representa impacto de 0,29 ponto percentual no IPCA do mês, ou seja, metade da inflação de maio.

Itens que mais impactaram o índice:


	batata-inglesa (+44,69% e impacto de 0,09 p.p.);
	tomate (20,62% e 0,06 p.p.);
	carnes (+1,39% e 0,04 p.p.);
	cebola (+16,80% e 0,02 p.p.).


Maio foi o terceiro mês seguido com a inflação dos alimentos acima de 1%. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o grupo alimentação e bebida sobe 4,81%.

Observando especificamente para meses de maio, a taxa de 2026 (1,33%) é a maior desde 2015 (1,37%).

O gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, aponta que a alta dos alimentos é explicada por menor oferta de alguns produtos e preço do frete. &quot;A gente usa muito frete rodoviário.&quot;

Gonçalves acrescenta que a alta no preço dos fertilizantes – reflexo do conflito no Oriente Médio – também pode ter onerado o custo da produção de alimentos e sido repassado para o consumidor. Se o grupo fosse retirado do cálculo do IPCA, a inflação de maio teria sido 0,37%.

Energia elétrica

O segundo grupo que mais pressionou a inflação foi o da habitação, que subiu 1,22% e representou impacto de 0,18%. A explicação está no preço da energia elétrica residencial, com alta de 3,67%. A conta de luz foi o custo individual que mais elevou a inflação no mês passado, com impacto de 0,15 p.p.

O especialista justifica que a conta pesou mais no bolso por causa da implementação da bandeira tarifária amarela, que representa acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kwh) consumidos. Para junho, também está valendo a bandeira amarela.

Além disso, o IBGE monitorou reajustes contratuais na conta de luz em seis regiões: Aracaju, Fortaleza, Salvador, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte. O IPCA é um índice nacional, mas os impactos regionais entram na média da inflação do país.

Alívio nos combustíveis

O grupo transportes foi o único com deflação (queda média de preços) no mês, recuando 0,46%. A explicação está no preço dos combustíveis (-1,95%), que aliviaram o custo de reabastecimento.


	etanol: -6,20%
	óleo diesel: -2,34%
	gasolina: -1,46%


A gasolina foi o produto que mais puxou a inflação para baixo em todo o IPCA de maio (impacto de -0,08 p.p.).

O gás veicular fez o movimento inverso: alta de 5,81% em maio.

Distribuição

O índice de difusão, que verifica o quanto a inflação está distribuída, mostra que 65% dos 377 produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em maio.

O IBGE desagrega o IPCA em dois grupos, o de serviços, que traz os preços que sofrem mais influência do aquecimento ou esfriamento da economia – ou seja, mais suscetíveis à taxa básica de juros, a Selic – e o de preços monitorados, que costumam ser controlados por contratos, e os combustíveis.

Em maio, o grupo de serviços teve inflação de 0,40%, somando 5,97% em 12 meses. O grupo monitorados ficou em 0,43% no mês e 5,85% em 12 meses.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju. 

Matéria alterada às 10h21 para acréscimo de informação. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:35:13 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Trabalhadores denunciam contaminação com material radioativo no Ipen</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) solicitou esclarecimentos após denúncia sobre possível contaminação por material radioativo no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), localizado no campus da Universidade de São Paulo (USP), zona oeste da capital.


“Nesses casos, a ANSN adota procedimento regular de verificação técnica, solicitando os registros e informações necessários à adequada avaliação da situação reportada”, divulgou a autoridade nessa quinta-feira (11).


Notícias relacionadas:Falha em painel de controle deve atrasar pesquisas nucleares na USP.Os relatos de contaminação com material radioativo nas dependências do Ipen levaram o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal no Estado de São Paulo (Sindsef-SP) e a Associação dos Servidores do Ipen (Assipen) a solicitar posicionamento oficial e providências em relação à ocorrência.

O Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Segundo as entidades de trabalhadores, a solicitação foi enviada às direções do Ipen e da CNEN.

Em nota, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou que o incidente consta em Relatório de Ocorrência Interna (ROI) nº 04/2026, de 29 de maio de 2026. O relatório segue para análise da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). “O documento foi elaborado por profissionais habilitados em proteção radiológica, que analisaram detalhadamente o episódio envolvendo a presença de traços de tecnécio-99 durante a retirada de sensores biológicos de uma autoclave utilizada no processo produtivo do radiofármaco. Além disso, aponta as medições realizadas, os procedimentos adotados e os resultados obtidos”, informou a comissão. 

Segundo a CNEN, o relatório descreve que o incidente envolveu dois trabalhadores - Indivíduos Ocupacionalmente Expostos (IOEs) — os quais foram submetidos a exames in vivo (Contador de Corpo Inteiro). “As contagens detectadas foram baixas e demonstraram que não houve contaminação interna. A contaminação ficou restrita à área controlada, do Centro de Radiofarmácia do Instituto”, diz a nota.

Informações divulgadas pelo Sindsef-SP dão conta de que a situação teria exigido procedimentos emergenciais de descontaminação radiológica, retenção de roupas utilizadas pelos trabalhadores envolvidos, inclusive terceirizados, e atuação da equipe de Proteção Radiológica para controle da situação.


“Consta também que parte dos procedimentos de descontaminação teria ocorrido em locais não destinados especificamente para esse tipo de atendimento, o que levanta preocupações sobre a adequação da infraestrutura disponível e o cumprimento dos protocolos de segurança exigidos para atividades que envolvem materiais radioativos”, diz nota do sindicato.


Diante da potencial gravidade do caso, a entidade solicita a divulgação de informações oficiais sobre a ocorrência, incluindo o material radioativo envolvido, o número de trabalhadores potencialmente atingidos, os níveis de contaminação detectados, os riscos à saúde e as medidas adotadas pela administração para contenção da ocorrência.

Denúncia de sucateamento


“Este não é, infelizmente, um caso isolado. Diversos outros casos e eventos, não diretamente ligados à contaminação por material radioativo, vêm ocorrendo por conta dos cortes no orçamento, da redução do quadro de pessoal e também de deficiências de gestão”, diz a entidade, ao lembrar de problemas ocorridos no Reator IEA-R1, como o incêndio da Sala de Controle, em março deste ano.


Os representantes dos trabalhadores ressaltam que já vinham denunciando o desmonte e sucateamento do Ipen, além de cobrar investimento em infraestrutura, concurso, contratação de servidores e a definição de uma verdadeira e soberana estratégia para o Programa Nuclear Brasileiro.


“O que vemos, ao contrário, é que os últimos governos, há mais de 15 anos, vêm, paulatina e continuamente, impondo a ideologia do neoliberalismo no Brasil. A política do ‘arcabouço fiscal’ é só o coroamento desse processo de desmonte do Estado”, acrescenta o Sindsef-SP.


Outro agravante, ainda segundo o sindicato, é que os servidores que trabalham com materiais ou substâncias radioativas estão com os seus exames médicos específicos atrasados em mais de um ano.

A USP informou, em nota, que apesar de estar localizado na Cidade Universitária, o Ipen é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). ]]></description>
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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:35:13 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Diagnosticar cardiopatias congênitas cedo aumenta qualidade de vida</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), quando se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país.

“Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, que é especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas.

Notícias relacionadas:Nova diretriz sobre obesidade e sobrepeso foca em risco cardiovascular.Violência sexual aumenta riscos cardiovasculares em mulheres.Vacina do Butantan não é aplicada em crianças nos postos de saúde.Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes.

A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas vão ter algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância.

Renata Mattos explicou à Agência Brasil que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade.


“É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”.


Diagnóstico fetal

A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda dentro da barriga da mãe, durante a gestação, é possível que haja cirurgias para corrigi-lo em alguns casos. Entretanto, é raro que haja indicação para tal.

“Na grande maioria das vezes, quando a gente faz o diagnóstico ainda dentro da barriga, no feto, isso serve principalmente para a gente planejar como vai ser o fim da gestação, como vai ser o parto”.

Se, por exemplo, se detecta um tipo de cardiopatia que pode precisar de tratamento assim que o bebê nascer, esse parto precisa ocorrer em um lugar que tenha uma UTI, para que seja realizada uma cirurgia ou cateterismo. Já se for uma doença menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente e ter o parto como estava planejado.

Em algumas doenças muito graves, se não houver tratamento nos primeiros dias de vida, o bebê pode não sobreviver. Já as cardiopatias menos graves podem apresentar sintomas ou alguma repercussão mais tarde.

Atenção aos sinais

Quando o bebê não é diagnosticado com uma cardiopatia grave ao nascer, as famílias devem prestar atenção a alguns sinais que podem indicar problemas cardíacos. 

Durante o acompanhamento com o pediatra, é preciso ver se a criança está crescendo e ganhando peso dentro da curva esperada para ela. 

“Se houver muita dificuldade de ganhar peso, tem que investigar se não é alguma coisa cardíaca”, indica a cardiologista.

Também é preciso atenção ao bebê que não consegue mamar, que mama pouco e cansa ou que apresenta uma respiração muito acelerada ou cansada. 

“São sinais de atenção para que os pais procurem atendimento cardiológico para o filho”.

Outro sintoma, no caso de problemas de oxigenação do sangue, é a criança ficar arroxeada, principalmente na ponta do nariz e nos lábios. 

Já crianças mais velhas podem relatar, por exemplo, dor no peito ou sensação de palpitação, que pode ser causada por alguma arritmia. 

Vida normal

É comum que as cardiopatias congênitas sejam solucionadas com um único procedimento. Mas, em outros casos, o paciente tem que fazer várias cirurgias em sequência, desde o nascimento até a vida adulta.


“Quando você diagnostica direitinho, a possibilidade de a pessoa ter uma vida normal é imensa”, afirmou Renata Mattos. 


Os profissionais que tratam esses pacientes têm de ficar atentos porque, à medida que eles envelhecem, além da cardiopatia congênita, eles passam a ter “os problemas de adulto”, como hipertensão ou colesterol alto. A médica destaca que os pacientes com cardiopatias estão cada vez mais sobrevivendo, trabalhando e tendo uma vida normal, com acompanhamento médico. 

“Antigamente, a gente achava que essas crianças não podiam fazer nada, não podiam fazer nenhum esporte, e isso não é verdade. Hoje em dia, a gente até estimula que esses pacientes façam exercícios”.

Três cirurgias

Nathan Senna Alves foi diagnosticado com cardiopatia congênita grave ao nascer. Sua tia, que era enfermeira, o levou ainda bebê para a instituição Pró Criança Cardíaca, que atende a crianças com esse problema de saúde há 30 anos.

“A doutora Rosa [fundadora da instituição] me acolheu desde que eu nasci. Fiz meu acompanhamento todo e, com 2 anos, tive que operar pela primeira vez. Sempre me tratei lá. Foi a minha segunda casa, desde que eu nasci”, disse Nathan Senna Alves, hoje com 30 anos, à Agência Brasil.

Aos 6 e aos 18 anos de idade, ele operou mais duas vezes, para trocar válvulas do coração. “Operei com 18 anos, no dia do meu aniversário, que é 19 de maio”.

Nathan é casado, tem um filho de 12 anos e não teve complicações depois da terceira cirurgia. Atualmente, ele se trata na Policlínica Piquet Carneiro, vinculada à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). 

A cardiologista pediátrica Rosa Célia, criadora do projeto, contou à Agência Brasil que histórias como a de Nathan mostram a importância do acesso à saúde.


“Quando há diagnóstico precoce e acesso ao tratamento adequado, a cardiopatia congênita não precisa definir os limites de uma vida”.


Ao longo dessas três décadas, a instituição atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes e realizou 130 mil atendimentos, garantindo cuidado completo e gratuito às famílias assistidas.

Acompanhamento no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral às crianças com cardiopatia congênita, desde o ecocardiograma no pré-natal até cirurgias de alta complexidade. 

Os principais pilares de atuação e prevenção no Brasil incluem:


	Ecocardiograma Fetal: Exame recomendado pelo ⁠Ministério da Saúde para ser realizado entre a 24ª e 28ª semana de gestação para detectar anomalias antes do nascimento;
	Teste do Coraçãozinho (Oximetria de Pulso): Triagem neonatal obrigatória realizada nos recém-nascidos ainda na maternidade, entre 24 e 48 horas de vida, para identificar precocemente cardiopatias críticas.
	Linha de Cuidado do SUS: Pacientes diagnosticados são encaminhados para a rede especializada, onde podem receber tratamento clínico ou cirúrgico custeado integralmente pelo Sistema Único de Saúde.
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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:35:13 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ao negar extradição de Zambelli, Justiça italiana cita Moraes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado. 

Notícias relacionadas:Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli .Corte italiana dá novo parecer a favor da extradição de Carla Zambelli.Para a Justiça italiana, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso. 

A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”.

A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”. 

Pouco antes da condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu, em julho do ano passado, para os Estados Unidos e em seguida para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela foi presa no país europeu para aguardar o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, mas acabou solta em maio deste ano, depois da decisão que rejeitou o procedimento. 

Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana. 

Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022. 

Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana. 

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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:35:13 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo regulamenta adesão ao sistema nacional de igualdade racial</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Igualdade Racial atualizou diretrizes e ampliou formas de adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir). 

Portaria publicada nesta sexta-feira (12) consolida novas diretrizes para organização do sistema e prevê critérios para participação em políticas estratégicas da pasta, no âmbito da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Notícias relacionadas:Aluno terá que pagar R$ 720 mil por ocupação indevida de cota racial.STJ lança curso gratuito sobre equidade racial na Justiça.Argentina ré por injúria racial no Rio está de volta ao seu país.Instituído pelo Estatuto da Igualdade Racial, o Senapir é responsável, entre outros pontos, por organizar e articular políticas públicas de combate ao racismo.

A adesão ao Sinapir continua sendo voluntária e pode ser feita por estados, o DF, municípios, consórcios públicos intermunicipais e associações municipalistas.

Requisitos 

Os interessados devem formalizar a adesão por meio de solicitação ao Ministério da Igualdade Racial. 

São requisitos:


	criação de um órgão específico;
	instituição de conselho com participação da sociedade civil;
	indicação de um gestor responsável pela política local.


Também devem ser apresentados atos normativos, registros de funcionamento do conselho, plano ou ações em andamento e informações sobre capacidade orçamentária. 

O ministério terá prazo de até 30 dias para analisar o pedido. Em caso de aprovação, será firmado um Termo de Adesão e Compromisso entre a União e o ente federativo, com definição das responsabilidades de cada parte.

A portaria também amplia a possibilidade de adesão por meio de consórcios intermunicipais e associações municipalistas. Nesses casos, é obrigatória a constituição de instâncias específicas, como o Conselho Intermunicipal de Promoção da Igualdade Racial e, quando aplicável, uma câmara temática dedicada ao tema.

Modalidades 

Uma das principais novidades da norma é a definição de três modalidades de gestão no âmbito do Sinapir: básica, intermediária e plena. A classificação dependerá do grau de estrutura institucional do ente participante.

A portaria prevê ainda que a modalidade escolhida influenciará a pontuação dos entes em chamamentos públicos do ministério, com maior peso para aqueles com maior nível de estruturação.
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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:35:13 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Petrópolis, na região serrana do Rio, terá novo sinal de TV aberta</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério das Comunicações vai levar novo sinal de televisão aberta para o município de Petrópolis, na região serrana do Rio. O canal vai ampliar o acesso da população à informação, cultura e ao entretenimento. A autorização para a retransmissão de TV foi publicada nessa quinta-feira (11), no Diário Oficial da União.

Com a ação, o ministério permite que sinais de emissoras geradoras de TV comercial ou educativa cheguem a localidades onde o sinal não alcança diretamente ou chega com baixa qualidade.

Notícias relacionadas:Jovens de até 24 anos veem 7 vezes menos TV aberta do que idosos.Diretoria destaca papel da EBC na implementação da nova TV Digital.Para o início das transmissões, as emissoras precisam obter autorização de funcionamento das antenas junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Quando habilitadas, os moradores poderão assistir à programação pelo canal 38.


“O serviço de retransmissão de televisão ajuda a garantir que mais brasileiros tenham acesso à televisão com qualidade e menos interferências, principalmente em localidades mais remotas”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.


A ampliação da retransmissão de TV aberta faz parte da estratégia de fortalecimento da radiodifusão no país, garantindo que mais comunidades tenham acesso gratuito à informação, programação educativa e conteúdos culturais. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:35:13 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 8 milhões nesta quinta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.017 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 8 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas e pela internet, no portal das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp 

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:14:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>STF: sem salário e FGTS, terceirizados da comunicação entram em greve</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os jornalistas e radialistas terceirizados que trabalham na comunicação do Supremo Tribunal Federal (STF), na TV Justiça e na Rádio Justiça aprovaram uma greve com início na próxima segunda-feira (15), em razão do atraso no pagamento de salários e de verbas trabalhistas. 

A decisão foi tomada por unanimidade por mais de 80 empregados da Fundação de Artes e Comunicação (Fundac), empresa terceirizada responsável por prestar os serviços de comunicação. O contingente representa mais da metade dos funcionários que trabalham no Supremo. 

Notícias relacionadas:Jornada menor e auxílio-creche: veja o que muda para terceirizados.Terceirizados do governo têm redução de jornada e auxílio para creche.Uma das motivações da greve são os atrasos de salário frequentes. O salário do mês de junho, por exemplo, que devia ter sido pago até o dia 8, ainda não havia sido depositado até o dia 10. A situação se repete a cada mês, segundo os funcionários. 

As verbas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) também não são recolhidas há quase um ano, segundo os sindicatos dos jornalistas e dos radialistas, que estão à frente do movimento paredista. 

De acordo com dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), até mesmo verbas de pensão alimentícia estariam sendo descontadas dos salários, mas não estariam sendo repassadas aos beneficiários, sendo apropriadas indevidamente pela Fundac. 


“A paralisação pode resultar em interrupção ou redução da cobertura jornalística, da transmissão de julgamentos, sessões, programas e notícias diárias, prejudicando a prestação do serviço público à sociedade”, disse o SJPDF. 


Responsável pelas operações da assessoria de comunicação e da TV e Rádio Justiça, a empresa possui um histórico de reclamações trabalhistas, o que levou o Supremo a impedir a participação em um próximo edital, orçado em mais de R$ 30.milhões. A Fundac, contudo, obteve na Justiça o direito de participar do certame, embora tenha perdido a disputa. 

Com isso, uma nova empresa deverá assumir a operação, o que gera mais receio entre os funcionários. O medo é que, ao deixar o contrato com o Supremo, a Fundac não honre os direitos atrasados nem pague verbas rescisórias devidas. 

Em nota, o Supremo Tribunal Federal afirmou que faz pagamentos regulares à Fundac em troca dos serviços prestados, nos termos dos três contratos que possui com a fundação. Tais contratos estão no final da vigência e serão substituídos. 


“Assim, os atrasos noticiados no pagamento aos trabalhadores não decorrem de inadimplemento do STF perante a contratada, mas de obrigações trabalhistas cuja responsabilidade primária é da própria Fundac, sem afastar as providências administrativas adotadas pelo Tribunal para cobrar a regularização das pendências”, diz o texto. 


Ainda segundo o Supremo, a Justiça de São Paulo, onde fica a sede da Fundac, já nomeou um administrador judicial para assumir o comando da empresa, após identificar irregularidades na gestão da mesma. 


O Supremo disse ainda que “tem acompanhado a execução contratual, cobrado a regularização das pendências identificadas e adotado as providências cabíveis dentro dos limites legais e contratuais”.


O tribunal acrescentou que “tem adotado providências administrativas em face da contratada, inclusive medidas de apuração de responsabilidade e aplicação das sanções cabíveis, observados o contraditório e a ampla defesa. Entre as medidas já adotadas, destaca-se o impedimento da Fundac de licitar e contratar com o STF, em razão de inadimplementos verificados no curso da execução contratual”.

A Agência Brasil tenta contato com a Fundação de Artes e Comunicação (Fundac) e deixa o espaço aberto para posicionamento da empresa. 

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<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:14:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PF combate tráfico internacional de drogas por rotas marítimas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação Balcãs, para combater uma organização criminosa transnacional investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro.

A apreensão de, aproximadamente, 2,7 toneladas de cocaína escondida em veleiro, interceptado em águas internacionais perto de Cabo Verde, na costa africana, deu início à investigação, segundo a PF.

Notícias relacionadas:Grupo especializado no tráfico internacional de cocaína é alvo da PF.Espanha apreende cocaína a bordo de navio que fez escala no Brasil.Ao longo de quase três anos de trabalho investigativo, os policiais federais identificaram uma “estrutura criminosa voltada ao envio de cocaína da América do Sul para a Europa mediante rotas marítimas transatlânticas”.

As ações policiais ocorrem em cidades de São Paulo onde foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos em Santos, Guarujá e na capital paulista. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia.


“A Justiça Federal também determinou bloqueio de contas bancárias, de aplicações financeiras, bem como sequestro de veículos, imóveis e demais ativos patrimoniais aos investigados, até o limite de R$ 20 milhões”.


De acordo com a PF, o material apreendido passará por perícia e “analisado no contexto das investigações, com o objetivo de aprofundar a identificação dos envolvidos, de esclarecer a dinâmica dos fatos apurados e de subsidiar a continuidade da persecução criminal”. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:14:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Inmet prevê pancadas de chuva em todas as regiões do país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê para esta quinta (11) e sexta-feira (12) pancadas de chuva na Região Sudeste, com maiores acumulados em São Paulo e Minas Gerais, enquanto nos demais estados o tempo se apresentará estável.

As mesmas condições climáticas estão previstas em todo o Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e a possibilidade de chuva no Distrito Federal.

Notícias relacionadas:Inmet alerta para condições favoráveis a novo episódio de El Niño.Clima instável do verão pode transformar Copa em teste de resistência.O Inmet informa ainda que as pancadas de chuva continuarão em grande parte da Região Norte. “Os estados do Amazonas, Acre, Roraima e Amapá apresentam os maiores acumulados da região”.

No Nordeste, a previsão indica que pancadas de chuvas são esperadas nos estados do Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco.

Já a Região Sul, de acordo com o Inmet, enfrenta hoje e amanhã pancadas de chuva com trovoadas, “com destaque para o oeste e meio-oeste de Santa Catarina, Paraná e do Rio Grande do Sul”.

Temperaturas

Os estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais deverão enfrentar temperaturas mínimas em suas regiões serranas, que podem chegar a 6° graus Celsius (°C). Nas demais áreas dos dois estados, as mínimas variam entre 14°C e 20°C.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:14:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo define horário de expediente em jogos do Brasil na Copa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) publicou portaria com orientações sobre o expediente nos dias de jogos da Seleção Brasileira de Futebol na Copa do Mundo 2026.

As regras valem para servidores públicos, empregados públicos, contratados temporários e estagiários de órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Notícias relacionadas:Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026.Abertura da Copa 2026 tem dois jogos pelo Grupo A .Copa do Mundo 2026 expõe tensões fora do campo.De forma excepcional, os órgãos poderão flexibilizar o horário de trabalho nos dias das partidas. A autorização prevê saída antecipada dos agentes públicos, conforme o horário do jogo. Segundo a Portaria Nº 4.779, as horas não trabalhadas deverão ser compensadas entre os dias 3 de agosto e 30 de setembro de 2026.

Nos dias em que os jogos ocorrerem às 14h, a liberação poderá ocorrer a partir das 11h. Para partidas às 16h, a saída será autorizada a partir das 13h; às 17h, a partir das 14h; às 18h, a partir das 15h e às 19h, a partir das 16h, sempre no horário de Brasília.

Nos jogos marcados para as 21h30, poderão sair às 18h30 os servidores cujo expediente se encerre depois desse horário.

Nas partidas às 22h, a liberação será a partir das 19h para aqueles com jornada além desse horário.

Para quem atua presencialmente fora do Programa de Gestão, a compensação de horas ocorrerá com antecipação ou extensão da jornada diária. Já os participantes do programa, em regime presencial ou de teletrabalho, deverão cumprir integralmente as entregas previstas em seus planos de trabalho.

Caso a compensação não seja feita, haverá desconto proporcional na remuneração. O limite de compensação é de até duas horas diárias para servidores, empregados públicos e temporários, e de uma hora diária para estagiários.

A portaria determina ainda que os órgãos sigam em funcionamento durante os jogos, caso o servidor prefira manter o expediente normal. Os dirigentes também devem assegurar a continuidade dos serviços essenciais. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:14:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Crise climática é o pior desafio da história humana, diz cientista</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A humanidade nunca enfrentou um desafio tão grande como a crise climática. Ainda assim, muitos parecem não ter entendido ainda a gravidade do problema, alertou o escritor e neurobiólogo italiano Stefano Mancuso nessa terça-feira (9), durante a inauguração do Centro de Ciências e Culturas Sesc RJ (CCCS) e da Galeria VÃO, no Rio de Janeiro.


&quot;A crise climática é o problema mais grave que a humanidade já enfrentou em toda a sua história. Não se trata de uma crise passageira ou de um ciclo natural superável. Estamos diante de um risco real de extinção da nossa própria espécie se não mudarmos radicalmente a nossa relação com o planeta&quot;, lembrou o cientista.


Notícias relacionadas:Unesco destaca contribuição de seus sítios para o meio ambiente global.Plano busca fortalecer Sistema Nacional do Meio Ambiente até 2036.Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente.Para Mancuso, a obsessão da humanidade em enxergar apenas a si mesma e ignorar a dependência em relação ao reino vegetal é uma das maiores ameaças à sobrevivência do planeta.


&quot;Viver sob uma lógica de monocultura humana, como se pudéssemos existir isolados das outras espécies e sem depender diretamente delas, é uma ilusão perigosa que está nos conduzindo ao colapso&quot;, afirmou o cientista.


Professor da Universidade de Florença, Mancuso é uma das maiores referências mundiais em neurobiologia vegetal. Suas obras são publicadas no país pela Ubu Editora, que conta com os títulos A revolução das plantas — vencedor do Prêmio Galileo de divulgação científica em 2018 —, A incrível viagem das plantas, A planta do mundo, Nação das plantas e Fitópolis.

Ciência x opinião

Mancuso defendeu o papel do conhecimento acadêmico diante das transformações climáticas globais e criticou negacionistas que relativizam dados científicos sobre o aquecimento global.


&quot;É uma tremenda estupidez tratar a ciência como se fosse apenas uma opinião, especialmente quando estamos discutindo a crise climática. A ciência trabalha com fatos, evidências e dados consolidados, não com pontos de vista subjetivos que podem ser aceitos ou descartados ao gosto de cada um&quot;, afirmou.


Como alternativa prática para conter o aquecimento urbano, o pesquisador defendeu medidas urgentes de renaturalização, como a substituição do asfalto por alternativas verdes. Segundo ele, é preciso agir rapidamente para remover coberturas impermeáveis e arborizar as cidades em massa.

&quot;Temos que retirar 20% das ruas e do asfalto das cidades para dar espaço às plantas. As administrações municipais que fizerem isso primeiro serão as que vão evitar milhões de mortes e poupar gastos econômicos colossais. As outras serão obrigadas a fazê-lo daqui a dez anos, sob regime de emergência, gastando dez vezes mais e carregando na consciência as mortes que poderiam ter sido evitadas&quot;, concluiu.

Cidades na floresta

Para ilustrar que a convivência equilibrada entre a urbanização e a natureza é possível, o cientista citou as antigas civilizações na Amazônia.

&quot;As cidades antigas da Amazônia nos mostram um caminho fascinante. Elas não destruíam a floresta para existir: eram criadas dentro da própria floresta, em conexão íntima com ela. É a prova histórica de que o ser humano é capaz de projetar espaços habitáveis que coexistem com a biodiversidade, em vez de aniquilá-la como fazemos na arquitetura moderna&quot;, disse.

Como os vegetais representam a maioria da biomassa do planeta, o neurobiólogo sustenta que a sobrevivência humana depende da capacidade de compreender as plantas não como recursos passivos, mas como sujeitos inteligentes.

De acordo com as pesquisas de Mancuso, as plantas apresentam inteligência descentralizada e cooperativa. A tomada de decisões no reino vegetal ocorre de maneira distribuída por todo o organismo, principalmente em suas raízes. Esse modelo horizontal é apontado pelo autor como uma lição de organização coletiva para as sociedades humanas frente às crises contemporâneas.

Caminho dos tribunais

O cientista italiano também apontou caminhos práticos para forçar governantes e grandes corporações a adotarem uma agenda verde real, destacando que o ativismo puramente discursivo não é suficiente.

&quot;Os tribunais têm hoje papel fundamental para garantir que as mudanças aconteçam. A via jurídica, por meio de processos contra governos omissos e empresas poluidoras, tem se mostrado um dos instrumentos mais eficientes e realistas que temos para exigir o cumprimento de metas climáticas e a preservação do meio ambiente&quot;, argumentou.

Exposição

Durante visita ao Rio de Janeiro, o escritor inaugurou a primeira exposição da Galeria VÃO, intitulada &quot;Revolução das Plantas&quot; em homenagem a um de seus livros.

A mostra reúne fotografias, instalações, pinturas e gravuras de artistas brasileiros, como Luiz Zerbini, Castiel Vitorino Brasileiro, Ana Kemper, Beta Azevedo, Isa Muriá, Moara Tupinambá, Renata Padovan e Rosana Palazyan, que exploram as intersecções entre natureza e tecnologia. A visitação pública é gratuita e ocorre de terça a domingo, das 10h às 17h.

De acordo com Moises Nascimento, coordenador do CCCS, o novo corredor cultural, vizinho de instituições como o CCBB e os museus de Arte do Rio (MAR) e do Amanhã, busca aproximar a sociedade da produção científica por meio da sensibilidade artística.

“A galeria nasce do desejo institucional de criar um espaço que cultive, na mesma proporção, a mediação e divulgação do conhecimento científico, a fruição artística e a reflexão crítica, fios costurados a partir do diálogo entre os programas Cultura e Educação do Sesc RJ, no intuito de pensar mundos contemporâneos nos quais caibam outros mundos, bem como as diversas formas de habitá-los”, disse ele. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo institui Política de Qualidade e Segurança do Paciente no SUS</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) começa a ser implementada nesta quarta-feira (10) em todo o país. A medida visa à melhoria contínua do atendimento, com foco na redução de riscos e danos evitáveis, além da promoção do cuidado mais eficiente e centrado no cidadão.

A nova política, publicada no Diário Oficial da União de hoje, estabelece diretrizes que deverão ser adotadas de forma progressiva por serviços públicos e privados, incluindo instituições filantrópicas, civis e militares, além de unidades de ensino e pesquisa vinculadas ao SUS.

Notícias relacionadas:Inca faz campanha para ampliar ajuda a pacientes vulneráveis.Mobilização cobra tratamento e direitos de pacientes com fibromialgia.Entre os principais objetivos está a redução de incidentes e eventos adversos relacionados à assistência em saúde. A proposta também prevê a integração entre os diferentes níveis de atendimento.

Outro eixo central é o incentivo à participação ativa de pacientes, familiares e cuidadores nas decisões clínicas.

Entre as diretrizes, destacam-se:


	a integração da qualidade e da segurança do paciente aos instrumentos de planejamento e financiamento do SUS;
	o fortalecimento da governança interfederativa;
	a incorporação de tecnologias digitais e inovação no cuidado em saúde.


Implementação 

A medida será implantada a partir de dimensões estratégicas que envolvem governança, gestão institucional, práticas assistenciais, educação em saúde e uso de dados. Essas dimensões se desdobram em eixos de ação que orientam a execução da política em todos os níveis de atenção.

A portaria também define áreas prioritárias:


	segurança na atenção primária, hospitalar, serviços de urgência e atendimento domiciliar;
	uso seguro de medicamentos;
	prevenção de infecções;
	identificação correta do paciente
	comunicação entre equipes.


Monitoramento

A implementação da política será compartilhada, de forma progressiva, entre União, estados, Distrito Federal e municípios. O Ministério da Saúde ficará responsável por coordenar a estratégia nacional, definir indicadores, apoiar tecnicamente os entes federativos e promover ações de capacitação e sensibilização.

A finalidade é alinhar ações já existentes, como o Programa Nacional de Segurança do Paciente, e promover avanço estruturado na qualidade do atendimento. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<item>
<title>PF investiga esquema criminoso que financiava campanha eleitoral no MA</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Duas organizações criminosas com atuações em desvio de recursos públicos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, no Maranhão, são alvos de investigações da Operação Fundo Oculto, deflagrada, nesta quarta-feira (10), pela Polícia Federal (PF)

Os policiais federais apuraram que o esquema criminoso envolvia empresas detentoras de contratos com prefeituras maranhenses para desviar recursos públicos que eram depositados em contas bancárias dessas empresas. “Os dois grupos operavam com o auxílio de um funcionário de um banco em São Luís”.

Notícias relacionadas:TSE adia decisão sobre suspensão de pesquisa de voto para presidente.Partidos fluminenses têm até o dia 30 para entregar contas de 2025.As investigações identificaram movimentação financeira que atingia picos nas semanas imediatamente anteriores ao pleito. Segundo a PF, “as movimentações atípicas totalizaram quase R$ 10 milhões”.


“Apenas em um dos núcleos investigados, os valores movimentados para repasses ilícitos somaram aproximadamente R$ 2 milhões”.


Lavagem de dinheiro

Ainda de acordo com as investigações, o esquema usava laranjas para lavar o dinheiro. “Os recursos eram sacados das contas das empresas e depositados em contas de laranjas”.

“Foram identificadas planilhas informais de caixa dois e arquivos que tratavam explicitamente da logística de entrega de valores e do monitoramento da presença policial nas imediações do banco”, informou a PF.

Beneficiados

As investigações identificaram, até agora, 15 candidatos beneficiados pelo esquema criminoso ou destinatários de repasses ilícitos. “Os repasses eram pulverizados entre servidores”.

A operação foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, além do afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

A medida judicial determinou também o afastamento de um funcionário público e sequestro de bens no valor de R$ 4 milhões.

“Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, desvio de recursos públicos e outros crimes contra a administração pública”, Informou a PF. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>São Paulo destinará R$ 90 milhões para audiovisual e economia criativa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo paulista anunciou a destinação de R$ 90 milhões para o setor cultural, por meio de editais que serão publicados nesta quarta-feira (10). O valor será destinado às áreas de audiovisual, games, arquitetura, economia criativa, além de festivais e eventos em municípios com menos de 50 mil habitantes.


            
        
    
Secretária de Cultura de SP, Marilia Marton - Rovena Rosa/Agência Brasil


“Este ano, aproveitamos o SP Audiovisual Hub para anunciar que estamos tirando do papel uma demanda histórica do audiovisual, que é o apoio direto às salas de cinema e de rua. Isso, somado aos já consolidados editais de fomento do Programa de Ação Cultural (ProAC), programa que celebra duas décadas em 2026”, afirmou Marilia Marton, secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas, durante o evento de apoio ao audiovisual promovido pela própria secretaria.  

Notícias relacionadas:MinC busca apoio do BRICS para infraestrutura cultural.Audiovisual brasileiro terá linhas de crédito e plano de exportação.O setor do audiovisual terá quatro editais de apoio distintos:


	Produção de longa-metragem (produção/coprodução);
	Produção de telefilme ou longa-metragem de baixo orçamento;
	Salas de cinema (módulos cinemas de rua e cinemas de rua e itinerante);
	Adaptação de obra literária para roteiro cinematográfico.


As linhas de apoio também incluirão a área de games, com edital para desenvolvimento ou finalização e publicação de jogos eletrônicos, dividido em dois módulos específicos. 

Para a área de arquitetura haverá o edital de elaboração de projeto de arquitetura para ocupação de bens tombados. 

A área de economia criativa terá o edital voltado para design de moda e de produtos, composto por dois módulos. 

Festivais e eventos

Está também previsto para hoje o lançamento do edital de mostras, festivais e eventos, além do destinado à realização de projetos culturais em municípios de até 50 mil habitantes. 

Esses dois chamamentos visam a complementar políticas de impacto mais restrito em cidades onde a estrutura municipal não tem condições de suprir as demandas dos artistas e da população. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fenasamba defende financiamento do carnaval como política cultural</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O encerrar congresso em São Paulo, a Federação Nacional das Escolas de Samba (Fenasamba) pediu políticas públicas de valorização das agremiações de todo o país, além da formação de trabalhadores e do fomento ao turismo fora das grandes cidades. O Conasamba 2026 lançou campanha por políticas públicas permanentes de apoio às escolas, especialmente àquelas ligadas ao carnaval de rua em cidades de menor apelo turístico.

Na &quot;Carta de São Paulo&quot;, divulgada ao fim do congresso, a organização defendeu um olhar voltado, para além dos grupos especiais do Rio de Janeiro e São Paulo, para as escolas de bairro e os desfiles comunitários.


Notícias relacionadas:Carnaval 2026 do Rio reafirma compromisso com a diversidade e inclusão.Tuiuti homenageará a matriarca do samba Tia Ciata no carnaval de 2027.&quot;Milhares de escolas de samba mantêm acesa a chama de uma tradição que atravessa gerações, formando artistas, preservando memórias e fortalecendo identidades&quot;, destacou o manifesto. 


O encontro, realizado entre os dias 4 e 7 de junho, discutiu carnaval de rua, empreendedorismo, sustentabilidade e a importância das mulheres na dinâmica da festa e das escolas, além de questões profissionais e desafios técnicos do setor. As discussões fizeram parte do documento, que destacou também o papel do samba na preservação das memórias e a importância de discutir a ampliação das fontes de financiamento.

A necessidade de financiamento é uma das propostas concretas do documento, com pedido de &quot;políticas públicas de Estado permanentes que garantam a qualificação dos profissionais do carnaval, ampliem o acesso aos mecanismos de financiamento, promovam o intercâmbio de experiências e fortaleçam as estruturas das escolas de samba em todas as regiões do Brasil&quot;. 

Os representantes das escolas presentes ao congresso consideraram imprescindível a distribuição justa e proporcional de verbas públicas, pensando em mecanismos de equidade para favorecer grupos que não contam com visibilidade e apoio privado. A medida, defendem, permitiria um planejamento financeiro e evitaria decisões apressadas ou pontuais, dependentes de recursos de última hora. 


&quot;Promover essas conexões é fortalecer o carnaval das escolas como identidade nacional na esfera global do samba, das escolas e do carnaval como manifestações culturais nacionais, presentes em todos os estados brasileiros&quot;, defendeu a Carta. Ela também cobrou, do Ministério da Cultura, a consolidação e criação imediata de uma Política Nacional de Fomento ao Carnaval, com recursos federais permanentes e distribuição equitativa entre estados, respeitando critérios técnicos, culturais e sociais. 
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Decreto regulamenta Lei da Segurança Privada no país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo federal definiu regras para autorizar, controlar e fiscalizar serviços de segurança privada em todo o país. Decreto publicado nesta quarta-feira (10) no Diário Oficial da União regulamenta a Lei da Segurança Privada e define procedimentos específicos para o caso de instituições financeiras, com maior rigor na atuação e supervisão do setor.

O texto consolida as atribuições da Polícia Federal como órgão responsável por acompanhar as atividades do setor, incluindo empresas, profissionais e sistemas eletrônicos de monitoramento.

Notícias relacionadas:PF fecha mais de mil empresas clandestinas de segurança privada.PMs do RJ são presos por fazer segurança privada durante serviço.Polícia Federal combate empresas clandestinas de segurança privada.De acordo com o decreto, empresas de segurança privada só poderão operar após autorização da Polícia Federal e deverão cumprir requisitos como comprovação de capital, origem lícita dos recursos, instalações adequadas e contratação de seguro. 

A norma detalha as atividades consideradas de segurança privada, como:


	vigilância patrimonial;
	transporte e escolta de valores;
	segurança pessoal;
	monitoramento eletrônico;
	gerenciamento de riscos.


Cada serviço exige requisitos específicos, como número mínimo de profissionais, veículos padronizados e equipamentos de segurança.

Atuação de profissionais

O decreto estabelece regras para formação, registro e atuação dos profissionais do setor, como vigilantes, supervisores, gestores e operadores de sistemas eletrônicos. Todos deverão passar por cursos específicos autorizados pela Polícia Federal, com atualização periódica.

Além disso, os profissionais deverão apresentar certidões negativas de antecedentes criminais para exercer a função, e o registro terá validade de dois anos. O uso de uniforme será obrigatório, com exceção de algumas funções específicas, e não poderá se confundir com o de forças de segurança pública.

Instituições financeiras

As instituições financeiras passam a ter exigências mais detalhadas para garantir a segurança de suas dependências. O decreto determina que agências com atendimento ao público e circulação de valores só poderão funcionar com plano de segurança previamente aprovado pela Polícia Federal.

Entre os requisitos mínimos estão a presença de vigilantes armados, instalação de sistemas de alarme e monitoramento por câmeras, além de cofres com dispositivos de segurança. 

Controle 

A nova regulamentação define regras rígidas para aquisição, uso, transporte e armazenamento de armas, munições, coletes balísticos e outros equipamentos utilizados na segurança privada. A autorização para compra continuará centralizada na Polícia Federal, com exigência de origem legal dos produtos e controle sobre sua destinação.

O decreto prevê penalidades para a prestação de serviços de segurança privada sem autorização. As multas variam de R$ 1 mil a R$ 30 mil, conforme o infrator seja pessoa física ou jurídica. Além disso, materiais utilizados em atividades clandestinas poderão ser apreendidos e destruídos. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Construção empregou 2,5 milhões e pagou média de 2,1 salários mínimos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A indústria da construção civil no Brasil ocupava 2,5 milhões de pessoas em 2024 e pagava remuneração média de 2,1 salários mínimos. Eram 191 mil empresas que injetavam R$ 95,6 bilhões nos bolsos dos trabalhadores.

Os dados fazem parte da Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Notícias relacionadas:Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo.Desemprego chega a 5,8% no trimestre encerrado em abril, diz IBGE.Brasil fecha 2025 com aumento de 5% no estoque de empregos.O levantamento traz informações de empresas de três grandes grupos de atividade: construção de edifícios (inclui residenciais, comerciais, industriais e reformas); obras de infraestrutura, como pontes, rodovias e praças; e serviços especializados para construção, que englobam pintura e instalação elétrica, por exemplo.

A edição de 2024 do levantamento absorveu mudanças de metodologia, de forma que o IBGE não aplica comparações com anos anteriores. A série histórica anterior era iniciada em 2007.

Onde estão os empregos

O levantamento revela que as empresas classificadas no grupo construção de edifícios são as maiores empregadoras. Nesses empreendimentos estão 894,8 mil pessoas, o que representa 35,7% dos ocupados.

Logo em seguida figuram as firmas de serviços especializados, com 34,4% da mão de obra do setor. Já as obras de infraestrutura empregavam 29,9% dos trabalhadores em 2024.

Apesar de estarem no grupo com o menor número de ocupados, as empresas de obras de infraestrutura têm a maior média de funcionários por empresa: 39 pessoas.

Nos empreendimentos destinados à construção de edifícios, o contingente médio é de 13 trabalhadores. Nos de serviços especializados, oito funcionários.

Salários

As companhias que trabalham com obras de infraestrutura são as que pagam maiores remunerações, com média de 2,6 salários mínimos.

As empresas de atuam na construção de edifícios pagaram 1,9 salário mínimo, à frente das de serviços especializados (1,8). Em 2024, o salário mínimo nacional era R$ 1.412.
 


            
        
    
Arte/Agência Brasil


Valor de obra

Os pesquisadores do IBGE chegaram ao valor total de incorporações, obra e serviços de construção, que alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024.

Veja o valor de obra por segmento:


	Infraestrutura: R$ 200,9 bilhões;
	Construção de edifícios: R$ 1989 bilhões;
	Serviços especializados: R$ 122,8 bilhões.


Com os dados sobre valor de obra, a pesquisa chegou ao RC8, indicador que aponta o tamanho do mercado abocanhado (grau de concentração) pelas oito principais empresas do setor, que ficou em 3,1%. Esse patamar indica uma indústria pouco concentrada, sem monopólios.

Obras entregues

A pesquisa revela os principais empreendimentos entregues no país pelo setor de construção civil em relação ao valor de obra. Confira o ranking:


	Rodovias, ferrovias, obras urbanas e obras de arte especiais: 22,8%;
	Obras residenciais: 22,2%;
	Serviços especializados para construção: 19,2%
	Obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto e transporte por dutos: 12,8%;
	Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais: 10,7%;
	Construção de outras obras de infraestrutura: 10,5%;
	Incorporação de imóveis construídos por outras empresas: 1,9%.


Custos

Sob a ótima dos custos, a mão de obra é o que mais pesa no orçamento das empresas, com 30,7% do total.

Logo em seguida, a maior fatia ficou com o chamado &quot;consumo intermediário&quot;, que reúne despesas operacionais como combustíveis, manutenção, aluguéis de máquinas e serviços prestados por terceiros (excetuando materiais e empreiteiras), respondendo por 22,5%.

Os demais custos foram materiais de construção (22,3%), demais despesas ─ compostas por impostos, taxas, custos com terrenos, depreciação e gastos financeiros ─ (14,7%) e obras e serviços contratados a terceiros (9,7%).

Contratantes de obras

De acordo com o IBGE, de cada R$ 3 em valor de obra em 2024, R$ 1 foi demandado pelo setor público, ou seja, 33%, cabendo 67% à iniciativa privada.

No caso específico das obras de infraestrutura, o setor público representa 48,2% da demanda por construção. Na atividade construção de edifícios, a participação dos governos como contratante se reduz a 22,9%. Em serviços especializados, 19,5%.

Para o analista do IBGE Marcelo Miranda Freire de Melo, esses dados revelam a relevância do setor público para a construção civil no país.

“Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público. Nos outros dois segmentos, essa relevância do setor público é um pouco menor, a grande parte é o setor privado”, avalia. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Exército mantém patrulha de fronteiras mesmo com bloqueio do orçamento</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Exército brasileiro mantém as atividades de caráter permanente nas fronteiras do Brasil mesmo com o contingenciamento de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa (MD) anunciado pelo Executivo no final de maio. Além das atividades permanentes, a Força mantém as ações adicionais de combate ao crime já iniciadas.

Por outro lado, o bloqueio está levando a Força a reavaliar as ações extras de intensificação do combate a crimes na região que, apesar de inicialmente planejadas, ainda não foram iniciadas. Essas ações adicionais são diferentes do patrulhamento contínuo realizado o ano todo. Porém, o levantamento das medidas planejadas que podem precisar de ajustes ainda não foi finalizado pelo comando do Exército.

Notícias relacionadas:Defesa e Cidades lideram bloqueios no Orçamento de 2026.Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026.Brasil defende inclusão dos pobres no orçamento público.As atividades permanentes do Exército nas fronteiras, conhecido como Operação Escudo, incluem vigilância e fiscalização contínuas, patrulhamento fluvial e reconhecimentos de fronteira com objetivo de reafirmar a presença do Estado brasileiro na faixa de fronteira.

A Operação Escudo atua contra crimes ambientais e ilícitos transfronteiriços, como narcotráfico e tráfico de armas e de munições. O Estado brasileiro ainda conta com ações da Polícia Federal (PF) no combate ao crime na faixa de fronteira, com auxílio das polícias civis e militares de cada estado.

Arcabouço fiscal

No final de maio, o governo anunciou o contingenciamento adicional de R$ 22,1 bilhões do orçamento, chegando a 23,7 bilhões o total de recursos bloqueados em 2026. Esses valores podem ser ainda desbloqueados até o final do ano.

O contingenciamento é uma exigência do limite de gastos do arcabouço fiscal, lei aprovada pelo Parlamento, em 2023, em substituição ao antigo teto de gastos do governo de Michel Temer, que tinha regras mais restritivas para gastos públicos.

O limite de gastos da União é justificado como parte do esforço para controlar a dívida pública. Porém, o fator que mais contribui para o aumento da dívida são os altos juros praticados pelo Banco Central (BC). 

Enquanto gastos com saúde, educação, segurança e defesa são obrigados a cumprir os limites do Arcabouço Fiscal, os gastos financeiros com a dívida e os juros não sofrem qualquer restrição orçamentária.

Segundo os Ministérios da Fazenda e do Planejamento, esse bloqueio foi necessário porque o governo terá de abrir crédito para acomodar o crescimento de gastos obrigatórios, como Benefício de Prestação Continuada (BPC), com crescimento de R$ 14,1 bilhões; e benefícios previdenciários (+R$11,5 bilhões). 

Em contrapartida, a equipe econômica reduziu a previsão dos gastos com o funcionalismo público. Despesas com pessoal e encargos sociais: –R$ 3,8 bilhões.

  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 11:28:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio estimado em R$ 3,5 milhões nesta terça&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.016 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas ou pela internet, no portal das Loterias Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>TSE julga liminar que suspendeu pesquisa desfavorável a Flávio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (9), em sessão marcada para as 19h, se mantém ou derruba uma decisão liminar do ministro Nunes Marques que mandou suspender a divulgação de uma pesquisa que havia mostrado queda nas intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

O levantamento fora realizado e divulgado em maio, após o vazamento de áudios nos quais Flávio aparece pedindo dinheiro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono de extinto Banco Master e investigado por fraudes financeiras bilionárias.

Notícias relacionadas:Flávio Bolsonaro admite cobrança a Vorcaro, mas nega crime.Flávio confirma encontro com Vorcaro após banqueiro ter sido preso.Operação em SP investiga ONG da produtora do filme sobre Bolsonaro.Pela decisão, a empresa responsável pela pesquisa eleitoral, a AtlasIntel, deve retirar o levantamento de seus canais de comunicação e interromper qualquer divulgação da pesquisa.

A decisão de Nunes Marques, que é presidente do TSE, é liminar, ou seja, tem caráter provisório e deve ser referendado ou não pelo plenário, que é composto, além dele, por mais seis ministros. São eles: André Mendonça, Dias Toffoli, Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.

Na decisão, Marques concordou com os argumentos apresentados pelo PL, que alegou ter havido direcionamento negativo contra Flávio. O partido apontou que de 49 perguntas que compunham o questionário do levantamento, oito eram relativas ao Master e faziam ligação do pré-candidato com o escândalo financeiro, de forma indevida.

 


            
        
    
Brasília (DF), 30/06/2023 - O ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE. Foto-arquivo: Marcelo Camargo/Agência Brasil - Marcelo Camargo/Agência Brasil


A sigla argumentou ainda que as perguntas, além de tendenciosas, foram feitas em sequência, influenciando o entendimento do entrevistado. Além disso, o partido alegou que áudio que embasou as perguntas ainda não teve a autenticidade auferida pela Justiça, motivo pelo qual não poderia ter embasado o levantamento.

O ministro escreveu que os argumentos da legenda são plausíveis e vão além da “mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.

AtlasIntel

Em nota divulgada após a liminar, o instituo AtlasIntel defendeu a pesquisa e disse que “a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo&quot;. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Poupança tem entrada líquida de R$ 2,6 bilhões em maio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O saldo da aplicação na caderneta de poupança subiu em maio deste ano, com registro de mais depósitos do que saques. As entradas superaram as saídas em R$ 2,6 bilhões, de acordo com relatório divulgado nesta terça-feira (9) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 368,4 bilhões, contra saques de R$ 365,8 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,2 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.

Notícias relacionadas:Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano.Pedido de vista adia votação de autonomia financeira do Banco Central.Esta é a primeira vez, neste ano, que a poupança tem entrada líquida. Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram de R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

Nos primeiros cinco meses deste ano, a caderneta já acumula R$ 39,1 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

Na última reunião, no mês de abril, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, pela segunda vez, para 14,5% ao ano. Apesar das tensões causadas pela guerra no Oriente Médio e das expectativas de inflação em alta, a autoridade monetária manteve o ciclo de redução da taxa básica, mas não deu pistas sobre a evolução dos juros.

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operação do MP&#45;SP investiga infiltração do PCC na polícia</title>
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				O Ministério Público de São Paulo faz na manhã desta terça-feira (9) a Operação Infiltrados com o objetivo de investigar a atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) junto a agentes públicos. O MP investiga ainda a prática de extorsões, violação do sigilo funcional e até mesmo infiltração de criminosos no próprio órgão.

A operação é um desdobramento das operações Pronta Resposta e Off White e tem a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), 1º Batalhão de Ações da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal (Baep) de Campinas, da Corregedoria da Polícia civil e da Corregedoria da Polícia Penal.

Notícias relacionadas: Gaeco prende 8 advogados e líder nacional de célula jurídica do PCC.Operação do Gaeco combate exploração sexual infantil em São Paulo.Segundo as investigações, o PCC planejava um atentado contra Amauri Silveira Filho, promotor de Justiça do Gaeco. De acordo com o MP, um dos principais acusados de planejar a morte de Silveira, se reuniu com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas uma semana antes da operação que frustrou a suposta tentativa de assassinato, em 2025. Há vídeos comprovando o encontro entre o criminoso e o servidor público.

Através das investigações, o MP também descobriu que um estagiário da instituição praticava o crime de extorsão contra um membro do PCC. Este funcionário se infiltrou em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas e, com a ajuda de outros servidores, identificou um criminoso com grande poder econômico. A partir disso, passou a extorquir dinheiro em troca de proteção em investigações.

O estagiário teria recebido ajuda de um policial penal e de um ex-policial civil expulso por crime de extorsão.

Estão sendo cumpridos nesta terça dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária nas cidades de Campinas e Cardoso. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Estudantes encerram greve de quase dois meses na USP</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os alunos da Universidade de São Paulo (USP), por meio do Diretório Central dos Estudantes (DCE), anunciaram na noite desta segunda-feira (8) o fim da greve que faziam há quase dois meses.

Eles reivindicavam melhores condições de alimentação, moradia e aumento das bolsas estudantis.

Notícias relacionadas:Estudantes da USP em greve têm nova reunião com Reitoria.Estudantes da USP entram em greve e fazem ato em frente à reitoria .Estudantes da USP pedem cotas, creches e moradia e mantêm ocupação de prédio.A decisão pelo fim da greve ocorreu após assembleia que teve 323 votos pelo fim da paralisação contra 255 pela manutenção do movimento.

Segundo decisão coletiva, os cursos podem decidir de forma independente se mantêm ou encerram a greve.

Invasão

Também na noite desta segunda, um grupo de seis jovens, entre 18 e 22 anos, foi detido após invadir o prédio da Administração Central da USP. Segundo a Polícia Militar, que foi acionada, eles bloquearam o acesso ao edifício com barricadas.

No confronto, três seguranças ficaram feridos. A PM prendeu seis pessoas que estavam, de acordo com a autoridade, com fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, megafone, marreta e estilingue. Houve ainda danos a equipamentos e móveis da universidade.

O DCE da USP informou que não ter relação com a invasão. Em manifesto publicado nas redes, o grupo de alunos que invadiu o prédio se declarou independente e se colocou contra o fim da greve.

Os manifestantes foram levados para o 7º distrito Policial, na Lapa (zona oeste), onde foram ouvidos e liberados. O caso foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>RJ: líder do Comando Vermelho que coordenava roubo de cargas é preso</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Policiais da Delegacia de Duque de Caxias e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense prenderam, nessa segunda-feira (8), Wagner William Amâncio, o Waguinho, de 32 anos, considerado uma das lideranças do Comando Vermelho (CV), no Parque das Missões, em Duque de Caxias.

De acordo com as investigações, o criminoso era responsável por coordenar e gerenciar o roubo de cargas na Baixada Fluminense, sendo apontado como autor de diversos crimes ocorridos em rodovias da região, principalmente a Rio-Petrópolis. Na ação, mais dois traficantes de drogas foram presos.

Notícias relacionadas:Polícia faz operação contra núcleo financeiro do Comando Vermelho.Operação Contenção: Defensoria do Rio quer acesso a câmeras e perícias.Capitão da PM é preso por envolvimento com a facção Comando Vermelho .A finalidade da ação era prender integrantes da facção criminosa Comando Vermelho e desestruturar o núcleo da região. O lugar é utilizado como base logística e ponto estratégico de coordenação de crimes como tráfico de drogas, roubos de veículos, receptação e ocultação de criminosos.

Os agentes identificaram a liderança da facção responsável pela logística no local. Waguinho coordenava os roubos de veículos, fornecendo armamentos para os criminosos e organizando a remessa de automóveis roubados para comunidades dominadas pelo grupo, especialmente para o Complexo da Penha, na zona norte do Rio, principal reduto da liderança do CV no Rio.

As investigações demonstraram que diversos ladrões de veículos e cargas agiam sob ordens do criminoso, evidenciando sua posição de liderança dentro da organização. Waguinho também atuava no tráfico de drogas na região e tinha ligação com Edgar Alves de Andrade, o “Doca”.

Por meio de monitoramento, os policiais localizaram a residência utilizada por Waguinho. Durante a abordagem, foi cumprido mandado de prisão preventiva. Ele já tinha anotações criminais por roubo de carga, receptação e tráfico de drogas.

Ainda na região, foram presos mais dois traficantes de drogas. Um dos homens era responsável por exercer funções de apoio e sustentação das atividades. Ele já havia sido preso em 2019 e tinha anotações criminais por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A ação faz parte da Operação Contenção, uma ofensiva para conter o avanço territorial da facção. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do grupo.

Até agora, mais de 345 homens foram presos e outros 137 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas 477 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Senadores discutem ritmo de tramitação da PEC do fim da escala 6x1</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 terá seu cronograma de tramitação definido nesta semana no Senado. O texto, aprovado no fim de maio pela Câmara dos Deputados, institui a obrigatoriedade de dois dias de descanso por semana, além de redução jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Uma reunião de líderes, prevista para esta terça-feira (9), deverá discutir o ritmo de tramitação da matéria. Na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a PEC não será analisada diretamente pelo plenário da Casa e terá de passar pelas comissões. A primeira delas é a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), comandada por Otto Alencar (PSD-BA).

Notícias relacionadas:Alcolumbre sugere “melhorar” 6x1 e quer passar PEC por comissões.Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6x1.Entenda PEC que acaba com escala 6x1: mais tempo livre e mesmo salário.Davi Alcolumbre também reforçou que o Senado precisa ouvir todos os setores envolvidos, o que talvez arraste a análise da proposta ao longo dos próximos meses. Desde que chegou ao Senado, no dia 28 de maio, a PEC ainda não teve nenhum andamento e acabou tendo a tramitação desacelerada por causa do feriado prolongado de Corpus Christi, na semana passada. Defendida pelo governo federal e apoiada por amplos setores da sociedade civil, a expectativa é que a PEC do fim da escala 6x1 seja aprovada até meados de julho.

Assim como na Câmara, após passar por uma ou mais comissões, a PEC ainda precisará ser aprovada por três quintos dos senadores em plenário, o que dá 49 votos, em duas votações seguidas. Havendo alterações no texto, a proposta retorna à Câmara dos Deputados, que dará a palavra final.

Autonomia financeira do BC

Outro projeto importante que está na pauta do Senado nesta semana é a PEC que cria um regime jurídico próprio e concede autonomia orçamentária e financeira ao Banco Central (BC). O texto é um dos itens de votações da CCJ nesta quarta-feira (10).

De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), a PEC transforma o BC em entidade pública de natureza especial, uma nova categoria jurídica criada pela proposta. O BC passaria a ser definido como entidade que exerce atividade estatal, integrante do setor público financeiro e dotada de poder de polícia, incluindo regulação, supervisão e resolução. 

A proposta coloca o Banco Central fora do âmbito do Orçamento da União. Favorável à autonomia, o relator da PEC, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) considera que a autarquia, embora já conte com autonomia operacional, depende do Orçamento e pode sofrer limitações administrativas e financeiras impostas pelo governo federal. A autonomia de gestão do BC existe desde 2021, garantida pela Lei Complementar 179, que instituiu mandatos fixos aos diretores e ao presidente da instituição. Eles são indicados pelo presidente da República, mas não podem ser demitidos por ele no decorrer do mandato.

*Com informações da Agência Senado. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 09 Jun 2026 12:13:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,11% este ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,09% para 5,11% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (8), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima terceira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação.Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

A inflação de maio será divulgada na próxima sexta-feira (12) pelo IBGE.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,02% para 4,03%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 subiu de 13,25% ao ano para 13,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,9% para 1,91%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,15 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,20. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Caminhos da Reportagem aborda Pink money e o valor da diversidade</title>
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<description><![CDATA[ O termo pink money ou dinheiro rosa, em tradução livre, ganhou força nos Estados Unidos na década de 1980 e se refere ao poder de consumo da população LGBTQIAPN+.

De acordo com a consultoria Out Now, esse consumo pode chegar a R$ 420 bilhões por ano no Brasil. Ricardo Sales, presidente do Instituto Mais Diversidade, explica que, historicamente, esse mercado era associado a nichos específicos de consumo:

&quot;Nos anos 80 e 90, a gente associava a noção de pink money muito à viagem, lazer, entretenimento e muitas vezes o fazia isso de uma forma até bastante estereotipada.” 

Nos anos 1990, o mercado brasileiro esteve muito ligado aos espaços considerados seguros para a comunidade, com bares e casas noturnas. Com isso, a noite paulistana moldou a carreira de figuras icônicas como a drag queen e apresentadora Silvetty Montilla. 


“Quando eu comecei, eu falei: ‘eu não quero ser artista de um lugar só’. [...] Quando eu vi que o dinheiro estava entrando, aí eu decidi ficar só na noite”, explica.


A partir dos anos 2000, o mercado voltado para pessoas LGBT+ começou a crescer no país. “Foi quando a gente sentiu, por exemplo, que a Parada de São Paulo teve um grande crescimento. Por quê? As pessoas estavam mais tranquilas em ficar fora do armário”, afirma Clovis Casemiro, gerente de membros da Associação Mundial de Turismo LGBT+ (IGLTA).

Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que, em 2025, o evento movimentou cerca de R$ 550 milhões na economia paulistana. Contudo, a dificuldade para captar patrocínios ainda é uma questão:

&quot;As empresas aqui no Brasil investem pouco em relação ao que elas investem em outros eventos”, enfatiza Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).

Pink washing

Muitas empresas lucram com os símbolos LGBT+, especialmente em junho, Mês do Orgulho, mas sem promover direitos para essa comunidade. Tal conceito é conhecido como pink washing.

Para combater essa prática, o Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+ reúne empresas que assinaram a carta Dez Compromissos da Empresa com a Promoção dos Direitos LGBTI+.

O Grupo Heineken é uma delas. A multinacional investe no empoderamento de funcionários LGBT+ e na formação de bares parceiros para o mundo dos negócios:

“A gente apadrinhou esses bares que eram de proprietários LGBT para que a gente fizesse essa jornada, uma trilha de desenvolvimento mesmo, para que esse dinheiro volte e prospere para a comunidade de maneira saudável e segura”, explica Vetusa Pereira, gerente de diversidade, equidade e inclusão do Grupo Heineken.

Outros eventos têm chamado a atenção do público LGBT+, como o Todo Mundo no Rio, que arrastou milhões de pessoas para a praia de Copacabana com os shows de Madonna (2024), Lady Gaga (2025) e Shakira (2026).


            
        
    
A drag queen Silvetty Montilla apresenta o show Segunda Dose com Montilla, em uma casa noturna de São Paulo - Frame TV Brasil


De acordo com a Prefeitura do Rio, o evento movimentou cerca de R$ 800 milhões na economia carioca, um retorno financeiro quarenta vezes maior que o investimento no show: “90% do público que frequenta a loja nessas datas são LGBT”, diz Siluana Bezerra, dona de uma loja no Saara, coração do comércio popular carioca, que vende roupas e acessórios para fãs de divas pop.

A rede hoteleira também tem faturado: “A gente acabou de passar por uma expansão que fez com que a gente dobrasse a capacidade até para conseguir pegar mais esse público agora nesse momento”, explica Pedro Barroso, general manager de um hostel que fica a quatro quadras da praia de Copacabana.

Apesar dos avanços, o preconceito ainda traz grandes prejuízos para a economia brasileira. De acordo com um estudo do Banco Mundial, o país perde anualmente mais de R$ 94 bilhões com a exclusão de pessoas LGBT+ do mercado de trabalho.

População trans

A população trans é ainda mais afetada pelo desemprego. Em 2023, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, apenas 25% tinham emprego formal, com salários 32% menores que a média nacional. 

A assessora parlamentar Andréa Brazil teve dificuldades para permanecer no mercado de trabalho formal. “Eu fui operadora de telemarketing por mais de três anos na minha vida. Eu tomava bronca por causa da minha voz”, explica.

Ter seu próprio negócio foi a forma que Andréa encontrou para ter mais dignidade. Ela abriu um salão de beleza e, logo após, conseguiu realizar o sonho de ser estilista:


“Eu comecei a pensar nos looks que tivessem as bandeiras para que as pessoas se sentissem vestindo, abraçando a causa.”


O empreendimento da Andréa cresceu e se tornou um projeto social, o Capacitrans, que capacita a população LGBT+, especialmente pessoas trans e travestis, em ofícios como maquiagem, corte de cabelo e design de roupas. 

O jornalista Francisco Borges, pai solo de seis filhos adotivos, vê essa transformação de perto. Para ele, a sociedade está mais atenta à maneira como empresas e demais instituições trabalham com as pautas do universo LGBT+.

&quot;Quando eu vou colocar um filho na escola, eu não quero só saber se eles têm Dia da Família, porque isso é o mínimo. Eu quero entender como eles se colocam frente aos personagens históricos, de livros infantis, por exemplo, que tipo de histórias, que tipo de autores eles têm ali?”, explica.

O episódio Pink Money: o Valor da Diversidade, do Caminhos da Reportagem, vai ao ar às 23h desta segunda-feira (8), na TV Brasil.

&gt;&gt; Clique aqui e saiba como sintonizar a TV Brasil

Ficha técnica

Produção e reportagem: Thiago Padovan
Apoio à produção: Lucas Cruz
Apoio operacional à produção: Acácio Barros
Reportagem cinematográfica: JM Barboza e Marcelo Padovan
Apoio à reportagem cinematográfica: Denis Vianna, Eduardo Guimarães e Rodolpho Rodrigues
Auxílio técnico: Rafael Carvalho e Caio Araujo
Apoio à imagem: Yuri Ledesma
Edição de texto: Márcio Garoni
Edição e finalização de imagem: Rodrigo Botosso
Assessoria: Maura Martins
Arte: André Maciel, Aleixo Leite e Carol Ramos ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Terremoto de magnitude 7,8 atinge sul das Filipinas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O número de mortos em um forte terremoto de magnitude 7,8 ao largo da ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira (8), subiu para pelo menos 32. Dezenas de pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades da área de desastres, enquanto Manila intensifica as operações de busca e resgate.

O terremoto, que provocou alertas de tsunami em vários países, atingiu a província de Sarangani no início da manhã, a cerca de 20 km da costa. O tremores foram sentidos fortemente em Mindanao e a 420 km de distância, na cidade de Manado, na ilha indonésia de Sulawesi.

Notícias relacionadas:Terremoto de magnitude 6,9 atinge norte do Chile.Terremoto no Chile é sentido em bairros da cidade de São Paulo.As Filipinas mobilizaram equipes militares e de resposta a desastres, e as autoridades estão verificando relatos preliminares de 32 pessoas mortas e 134 feridas em Mindanao, a maioria devido à queda de escombros e deslizamentos de terra, de acordo com representantes da Defesa Civil.

Os alertas de tsunami foram cancelados depois de mais de seis horas no sul das Filipinas, no norte da Indonésia e no estado malaio de Sabah, na ilha de Bornéu, onde os moradores das áreas costeiras foram orientados a sair imediatamente para terrenos mais altos.

O desastre ocorreu oito meses depois que as Filipinas sofreram seu tremor mais mortal em 12 anos, quando um terremoto superficial de magnitude 6,9 atingiu a ilha central de Cebu, matando 79 pessoas. Dois fortes terremotos atingiram Mindanao duas semanas depois, sendo o mais forte de magnitude 7,4.

O presidente Ferdinand Marcos Jr. ordenou uma resposta imediata ao desastre em Mindanao, uma ilha do tamanho da Coreia do Sul. Agências foram orientadas a preparar suprimentos de socorro e centros de retirada e a estar prontas para possíveis operações de resgate.


&quot;O governo nacional está se movimentando e não deixaremos Mindanao para trás&quot;, disse Marcos em comunicado.


As Filipinas e a Indonésia sofrem centenas de terremotos todos os anos e estão situadas em partes tectonicamente complexas do &quot;Anel de Fogo do Pacífico&quot;, um cinturão sismicamente ativo que se estende da América do Sul até o Extremo Oriente russo.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lei torna crime exercício ilegal da medicina veterinária </title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Código Penal Brasileiro passa a incluir nesta segunda-feira (8) o exercício ilegal da medicina veterinária como crime. 

Pela legislação, aquele que exercer a profissão de médico veterinário sem autorização legal, ainda que de forma gratuita, está sujeito à pena de detenção de seis meses a dois anos.

Notícias relacionadas:Governo abre consulta pública sobre genéricos e similares veterinários.Hospital veterinário municipal passa a funcionar 24 horas em São Paulo.Câmara aprova projeto que tipifica exercício ilegal da veterinária.A norma modifica o Artigo 282 do Código Penal, que já trata do exercício irregular de profissões da área da saúde, como medicina, odontologia e farmácia. Com a mudança, passa a incluir de forma expressa a medicina veterinária. 

Pena e agravantes

O texto também estabelece agravantes para situações em que a conduta resulte em consequências mais graves:


	Em caso de lesão corporal grave ou gravíssima em pessoa, o autor responderá também pelos crimes correspondentes previstos no Código Penal;
	Se houver morte, a responsabilização inclui o crime de homicídio;
	Quando a prática causar lesão ou morte de animal, o infrator também responderá por crime ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.


Suspensão profissional

Comete o mesmo crime o profissional que exercer a atividade durante período de suspensão ou após o cancelamento do registro ou habilitação profissional. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Voz do Brasil divulgará rede de apoio a mulheres vítimas de violência</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A partir desta segunda-feira (8) o programa A Voz do Brasil terá um minuto da programação diária – dentro do tempo reservado à Câmara dos Deputados – para para divulgar serviços de enfrentamento e prevenção à violência contra as mulheres.

Atualmente, o programa reserva 25 minutos para o Poder Executivo, 5 minutos para o Poder Judiciário, 10 minutos para o Senado Federal e 20 minutos para a Câmara dos Deputados. Com a alteração, parte desse último bloco deverá ser dedicada ao tema.

Ampliação do acesso à informação

Notícias relacionadas:Senado aprova cadastro de condenados por violência contra mulher.Homens se mobilizam para combater machismo e violência contra a mulher.Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres.A iniciativa busca ampliar o alcance de informações sobre serviços públicos de acolhimento, proteção e orientação às mulheres – como o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher), por meio do alcance do programa A Voz do Brasil.

As emissoras de radiodifusão continuam obrigadas a retransmitir diariamente o programa oficial dos Poderes da República, no período entre 19h e 22h, exceto aos sábados, domingos e feriados. A distribuição do tempo permanece prevista em 60 minutos ininterruptos.

Criado em 1935 durante o governo Getúlio Vargas, A Voz do Brasil é o programa de rádio de caráter oficial mais antigo do Brasil, reconhecido pelo Guiness Book, o livro dos recordes. Atualmente, o programa traz notícias dos Três Poderes. O noticiário sobre o Poder Executivo é produzido e apresentado pela equipe da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Dor crônica terá 5 de julho como dia nacional de conscientização</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Lei publicada nesta segunda-feira (8) define diretrizes básicas para a melhoria do atendimento de saúde a pessoas que convivem com a dor e institui 5 de julho o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica.

A norma assegura atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS) e prevê orientações prévias sobre riscos e possíveis efeitos adversos dos tratamentos.

Notícias relacionadas:Sancionada lei que amplia atendimento a pacientes com dor crônica.Saúde abre inscrições para curso de cuidados em caso de dor crônica.Dor crônica afeta pelo menos 37% dos brasileiros.De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor, dor crônica é aquela com duração maior que 30 dias.

Campanhas anuais

A data será representada pela cor verde e deverá mobilizar o Poder Público na promoção de campanhas de conscientização todos os anos. 

A iniciativa busca ampliar o acesso a informações qualificadas sobre opções terapêuticas disponíveis no SUS, combater o preconceito e estimular gestores de saúde a adotarem abordagens multiprofissionais humanizadas e eficazes.

Impacto na população

Estima-se que a dor crônica afete cerca de 60 milhões de brasileiros. Ao reconhecer a dimensão do problema, a lei pretende fortalecer políticas públicas voltadas ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento desses pacientes.
  ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Semana começa com frente fria e chance de tempestade no Sul do País</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Temporais acompanhados por rajadas de vento e chance até de granizo estão entre as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para praticamente todo o Rio Grande do Sul (incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre) e também para parcela dos territórios do Paraná e de Santa Catarina.

A frente fria no Sul do Brasil pode gerar outros dias de instabilidade durante esta semana. O Inmet chama atenção para cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana, onde há risco para chuva forte e possibilidade de granizo isolado. 

Notícias relacionadas:Inmet tem alerta para tempestade no Sul nesta madrugada.Inmet mantém alerta para o frio; Sul e Sudeste podem ter geada.Inmet emite aviso amarelo para queda de temperatura em 12 estados e DF.Em Porto Alegre, por exemplo, há previsão de tempo encoberto para a semana inteira, com temperatura mínima de 14ºC. Curitiba também está com previsão de instabilidade e com temperatura máxima de 16ºC. 

Ainda nesta segunda, as chuvas devem chegar no oeste e interior de Santa Catarina, incluindo as cidades de Chapecó, Concórdia, Xanxerê e Lages.

No Paraná, os maiores riscos estão para as cidades do oeste, sudoeste e sul do estado, incluindo Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco.

Chuva e frio pelo País

O órgão também prevê perigo potencial de chuvas intensas para esta manhã de segunda no Norte do País, incluindo a maior parte dos estados do Pará e do Amazonas, e do Amapá, além do Sul de Roraima.

No Sudeste, São Paulo (SP) deve ter temperatura mínima de 9ºC na terça (9), e Belo Horizonte, pode experimentar também o frio de 11ºC.

No Centro-Oeste, os brasilienses também podem sentir o frio de 11ºC nesta segunda e 13ºC, nesta terça. De quarta a sexta, a capital do Brasil deve ter muitas nuvens no céu.

  ]]></description>
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<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 10:53:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>O Brasil está preparado para o El Niño?</title>
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<description><![CDATA[ El, Niño? ]]></description>
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<pubDate>Sun, 07 Jun 2026 16:49:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio estimado em R$ 32 milhões neste sábado</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.015 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 32 milhões.

Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias 

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp 

As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no portal das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:21:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial  publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Notícias relacionadas:Acordo Mercosul-Canadá avança em décima rodada de negociações.Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul.Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta após 26 anos.Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor. 

A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec

Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:21:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rio: mostra sobre Iemanjá ocupa Biblioteca Parque Estadual até dia 15</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A exposição gratuita Saudação a Iemanjá - 3 Tempos, promovida pelo movimento artístico independente Tabuleta Itinerante, ocupa até o próximo dia 15 a Biblioteca Parque Estadual, ligada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

A atração reúne obras mais de 100 pessoas, desde artistas plásticos renomados, galeristas, curadores até outros que fizeram suas primeiras exposições dentro do movimento Tabuleta Itinerante.

Notícias relacionadas:Uber terá que indenizar passageira vítima de intolerância religiosa. X retira postagem de intolerância religiosa após ação da AGU.Todas as 123 peças expõem a temática de Iemanjá e podem ser adquiridas pelo público durante a mostra. As pinturas têm tamanho de 40 por 60 centímetros e o preço varia de R$ 200 a mais de R$ 4 mil. 

A mostra apresenta diferentes leituras e linguagens inspiradas na figura de Iemanjá, a Rainha do Mar e mãe de quase todos os orixás. As obras convidam o público a refletir sobre a diversidade de interpretações e manifestações artísticas relacionadas à divindade, símbolo do amor maternal e puro e padroeira dos amores.
 


            
        
    
Exposição Saudação a Iemanjá - 3 Tempos, na Biblioteca Parque Estadual - Foto: Secec-RJ/Divulgação


Evolução

Em entrevista à Agência Brasil, a organizadora e curadora da exposição, Bianca Branco, contou que o movimento Tabuleta Itinerante foi criado em 2 de fevereiro de 2024, Dia de Iemanjá, com uma mostra de 15 artistas na Praia do Arpoador, em Ipanema, zona sul da capital fluminense.

Ao todo, já foram realizadas 15 exposições com temáticas variadas, sendo três sobre Iemanjá, “sem patrocínio, sem apoio, sem dinheiro, sem cobrar dos artistas&quot;. &quot;Eu vou fazendo no peito e na raça”, disse Bianca, que é artista plástica e pinta desde criança.

Na segunda mostra sobre Iemanjá no Arpoador, o número de artistas subiu para 50. A terceira mostra já somava 100 artistas. Bianca conseguiu levar essa exposição para o Parque Glória Maria, em Santa Teresa, região central do Rio, no período de 7 de março a 12 de abril deste ano, com mais de 150 peças.

“Eu sempre vi o quão difícil era se inserir nessa área”, comentou Bianca, ao afirmar que &quot;o meio da arte é uma &#039;panela&#039; muito grande”. Quando ela veio para o Rio, em 2008, montou um ateliê aberto e teve contato maior com outros artistas, muitos desconhecidos. A criação do movimento Tabuleta Itinerante teve a intenção de “puxar uma galera que não tinha o costume de estar nas galerias&quot;.

Alguns dos artistas do Tabuleta já estão expondo em outros lugares. “Dá muito trabalho porque a gente gasta muito dinheiro. Mas compensa muito. Eu tenho conseguido estar em lugares que, eu vejo, a galera não tem muita facilidade de ter acesso”, contou.

Na avaliação da secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, receber a exposição na Biblioteca Parque Estadual reforça o &quot;compromisso com a valorização das diferentes manifestações culturais que compõem a identidade do povo fluminense”. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:21:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enem: prazo de inscrição é prorrogado até dia 12 de junho</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo de inscrição para o Enem 2026 até o dia 12 de junho, próxima sexta-feira. Com isso, os interessados ganham uma semana a mais para se inscrever na principal porta de entrada do ensino superior gratuito do Brasil.

Para se inscrever, basta acessar a Página do Participante do Enem na internet e preencher as informações solicitadas. Para os estudantes não isentos, o prazo para pagar a taxa de inscrição vai até o dia 17 de junho. 

Notícias relacionadas:MEC estende até dia 17 o prazo para redes de ensino aderirem à PND.Professores de licenciatura podem se inscrever em premiação até dia 8.Bienal nas Escolas entra em clima de Copa para estimular leitura no RJ.A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país.

Isenção

Têm direito à isenção da taxa de R$ 85 para inscrição do Enem os estudantes do 3º ano do ensino médio da rede pública de ensino; os estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio; e pessoas de famílias de baixa renda inscrita no Cadastro Único do governo federal (CadÚnico).

Os participantes do programa Pé-de-Meia do governo federal também se enquadram nos requisitos para isenção da taxa de inscrição. Independentemente de ser isento, o candidato deve fazer a inscrição no Enem.

O estudante do Pé-de-Meia que concluiu o ensino médio em 2026 e participar dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$200.

Todos os detalhes do Enem 2026 estão no edital da prova com informações sobre atendimento especializado para pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, diabéticos, idosos ou com outra condição específica.

O Inep ainda preparou uma seção de perguntas e respostas para tirar as dúvidas mais comuns dos participantes. Confira aqui. 

Cronograma


	Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
	Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho; 
	Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
	Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
	Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
	Resultado do recurso: 10 de julho;
	Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
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<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:21:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Professores de licenciatura podem se inscrever em premiação até dia 8</title>
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<description><![CDATA[ Os professores de cursos de licenciatura, em instituições públicas ou privadas, podem se inscrever na 16ª edição do Prêmio Professor Rubens Murillo Marques, da Fundação Carlos Chagas (FCC) até as 23h59 de segunda-feira (8), no horário de Brasília. É preciso que os interessados tenham experiências já implementadas e voltadas à formação inicial de docentes da educação básica.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site da Fundação Carlos Chagas.

O professor formador deverá preencher o formulário online de inscrição e anexar documentos comprobatórios das atividades realizadas, entre eles, a declaração da instituição de ensino superior (IES), em papel timbrado e assinada, de que a experiência foi desenvolvida em até três anos anteriores ao lançamento do edital do prêmio.

Premiação

A premiação tem o objetivo de reconhecer e divulgar experiências educativas, propostas e realizadas por docentes dos cursos de licenciatura que contribuam para a aprendizagem do futuro professor da educação básica.

A divulgação dos premiados ocorrerá em 8 de setembro. Serão contempladas até três experiências formativas. Cada trabalho vencedor receberá a premiação no valor de R$ 30 mil líquidos.

Os trabalhos vencedores também serão publicados pela série Textos FCC – que desde 1989 divulga estudos realizados no Departamento de Pesquisas Educacionais da instituição.

Projetos

Os projetos devem destacar práticas estruturadas, perfil dos alunos, avaliação da aprendizagem e resultados, impacto no processo de formação dos estudantes ou professores em início de carreira, referências bibliográficas, entre outros requisitos, conforme detalhado no edital.

Uma comissão julgadora da Fundação Carlos Chagas irá selecionar e avaliar as iniciativas. Será considerada a metodologia de ensino que use estratégias criadas, adaptadas ou aprimoradas pelo autor do trabalho, com foco no desenvolvimento do aprendizado da docência.

Cronograma do prêmio


	inscrições: até 8 de junho;
	divulgação das experiências formativas finalistas: 19 de agosto;
	entrevista remota com os finalistas: de 24 a 27 de agosto;
	divulgação dos premiados: 8 de setembro;
	cerimônia de premiação: 27 de novembro.


Mais informações podem ser obtidas no site da premiação ou por e-mail (premiormm@fcc.org.br). ]]></description>
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<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:21:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<item>
<title>Parlamentares governistas vão aos EUA apresentar contraponto à direita</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um grupo de parlamentares brasileiros esteve em Washington, de 3 a 5 de junho, com o objetivo de apresentar um contraponto às narrativas da direita brasileira junto a instituições americanas.

Formado pelos deputados federais Pedro Uczai (PT/SC), Jandira Feghalli (PcdoB/RJ), Pedro Campos (PSB/PE) e André Janones (REDE/MG), o grupo governista representa 114 deputados de suas bancadas.

Notícias relacionadas:Lula responsabiliza clã Bolsonaro por ataque dos EUA ao Pix e taxação.Durigan afirma que Pix não está na mesa de negociação com EUA.Entra em vigor decisão dos EUA de considerar facções como terroristas.Segundo Feghalli, a delegação focou em três pontos principais:


	reafirmar a soberania brasileira em sua economia, democracia e política;
	entregar três documentos a parlamentares e instituições americanas;
	e discutir as tarifas impostas ao Brasil, como o PIX, que, segundo os parlamentares, não possuem base técnica jurídica.


A deputada federal explicou que um desses documentos solicita cooperação, e não intervenção, no combate ao crime organizado, abrangendo tráfico de armas, tráfico de drogas, monitoramento de recursos e outras pautas de cooperação já solicitadas pelo governo brasileiro. 

Em outro texto, os deputados contestam, com contribuições de especialistas em economia, as tarifas impostas pelo governo americano, argumentando que elas têm um sentido político e não se justificam.

“A questão do PIX foi abordada com a declaração de que não será aceita qualquer intervenção que inviabilize, fragilize ou dificulte o uso do PIX, considerado uma soberania financeira do povo brasileiro e uma ferramenta moderna para transações financeiras gratuitas, transparentes e lícitas”.

Segundo a deputada, na Organização dos Estados Americanos (OEA), a missão abordou o aspecto democrático do ano eleitoral, alertando sobre possíveis intervenções diretas dos Estados Unidos, crimes no ambiente digital e violência política física, de gênero e geral.

“Foi solicitado o acompanhamento e observação da OEA, não apenas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, mas também da Secretaria de Fortalecimento da Democracia, cujo observatório eleitoral já teve o acompanhamento solicitado pelo governo brasileiro para as eleições”, informou Feghalli.

De acordo com a deputada, parlamentares americanos demonstraram sensibilidade e muitos se comprometeram a tomar iniciativas em relação aos temas apresentados.

“A missão considerou sua atuação produtiva e válida na conjuntura atual. A missão foi concluída com a sensação de dever cumprido e vamos acompanhar os desdobramentos”, finalizou. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 13:21:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Parlamentares, governistas, vão, aos, EUA, apresentar, contraponto, direita</media:keywords>
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<title>Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento.

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país. 

Notícias relacionadas:Emprego feminino aumenta 11%, mas desigualdade salarial persiste.Mulheres são as que mais impulsionam outras carreiras femininas.Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.  

Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.


“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.


A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

Renda e trabalho formal

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

Políticas públicas além das cotas

Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redução das desigualdades, as cotas raciais não são suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas populações precisam. 

Para Shirley, o estudo evidencia que políticas estruturantes são fundamentais, focadas em garantir permanência, mobilidade social, proteção social e acesso a posições de decisão e liderança.

Segundo a pesquisadora, entre as experiências que apresentam resultados positivos estão: 


	Políticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos públicos;
	Programas de permanência estudantil; 
	Ampliação do acesso à creche e políticas de cuidado; 
	Programas de qualificação profissional voltados à juventude negra;
	Metas de diversidade e inclusão no setor privado; 
	Fortalecimento da educação para as relações étnico-raciais; 
	Políticas territoriais para periferias urbanas; 
	Incentivos à formalização do trabalho e 
	Programas de transferência de renda articulados à inclusão produtiva


Políticas públicas de reparação e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de ação também são caminhos importantes, segundo a coordenadora. 


“O enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento público, compromisso institucional e participação social. Uma transição justa — seja no mercado de trabalho, na educação ou na agenda climática — só será efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira”, reflete Shirley Santos.
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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A inserção de mulheres negras no mercado editorial brasileiro, que historicamente privilegia homens brancos, faz com que suas histórias ganhem vida, dignidade e humanidade. A avaliação é da autora Cidinha da Silva, que lança Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: Nós e os livros, da Relicário Edições, nesta sexta-feira (5), durante mesa de conversa n’A Feira do Livro. 


“Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho - trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas”, disse Cidinha da Silva, em entrevista à Agência Brasil.


Notícias relacionadas:Conceição Evaristo é a 1ª personalidade homenageada em vida pela Flup.Carolina de Jesus deve receber novo memorial, diz filha da escritora.O lançamento da autora ocorre a partir das 13h, no Tablado Literário Mário de Andrade. Na obra, ela investiga as tensões, armadilhas e insurgências que atravessam a experiência de escritoras negras no mercado editorial. Após a programação, Cidinha receberá o público em sessão de autógrafos.

A escritora ressalta que é preciso enfrentar os critérios racistas, machistas, misóginos e lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos nesse espaço.


“Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.”


A trajetória de Carolina Maria de Jesus, lembrou a autora, abriu caminhos para mais escritoras negras, além de revelar elementos como: “a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la”.

Além da programação integralmente gratuita do festival literário, cada visitante pode escolher dois títulos de uma seleção diversa, disponibilizados gratuitamente, na tenda da prefeitura de São Paulo. No estande, o público terá informações sobre a rede de bibliotecas municipais, ferramenta de democratização do acesso à leitura.

Dois dos títulos disponíveis são Escritoras de Cadernos Negros, com textos de Esmeralda Ribeiro e Conceição Evaristo; e Olhos de Azeviche, que reúne dez autoras negras, como a própria Cidinha da Silva e Geni Guimarães.

Confira os principais trechos da entrevista com Cidinha da Silva:

Agência Brasil - Qual é o lugar das mulheres negras no mercado editorial atualmente?

Cidinha da Silva - No mundo das editoras, o lugar ocupado pelas autoras negras é diverso e está muito relacionado ao poder de fogo da autora em tela, mensurado, por exemplo, pelo interesse manifesto de outras editoras em publicá-la, o que leva a editora da vez a oferecer boas condições para ter mais títulos dela no catálogo, ou mesmo para fidelizá-la. A definição desse lugar deve-se também às cotas raciais, toda editora quer uma autora negra para chamar de sua.

No que concerne aos eventos literários, é o lugar de alguns grandes nomes que ocupam espaços por elas mesmas, pelo reconhecimento do trabalho construído, ou seja, já ultrapassaram as cotas de participação destinadas às escritoras negras, são elas Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro, Elisa Lucinda, Marilene Felinto, Ana Paula Maia e Grace Passô. Tem um outro pelotão em ascensão que em breve integrará o primeiro, composto por mulheres como Bianca Santana, Luciany Aparecida, Eliane Marques, Bárbara Karine, Carla Akotirene e Rosane Borges.

Depois vem um terceiro pelotão que ocupa um lugar de alternância na cota destinada a autoras negras nos eventos literários de diferentes portes, por motivos como contemplar uma autora negra por ano ou edição do evento ou disparidade de cachês. O ideal seria contratar as autoras X, Y e Z, mas, como o cachê destas é considerado muito alto e a agenda muito ocupada por eventos que realmente valem a pena, os organizadores fazem cruzamentos de visibilidade pública, número de seguidores em redes sociais, histórico de participação em outros eventos, humores, local de residência no país - valor do bilhete aéreo -, traquejo para tirar a galera do chão e capacidade geral de entretenimento. Depois de descreverem e solucionarem a equação, as substitutas são escolhidas e convidadas.

[Outro elemento para a escolha é a] avaliação de linguagem da autora em tela - doce, contemplativa, ácida, raivosa, amarga, assertiva, ressentida, vitimista, altiva, vingativa, ou aquilo que os organizadores consideram ponderação - para definir o que é mais adequado ao momento, baseado nos interesses dos patrocinadores, do público, do peso na bolsa de valores da imprensa cultural, da crítica literária etc. [Além da] capacidade de articulação e trânsito junto aos donos e donas da banca, ou seja, aos players que definem quem entra e quem sai de cena, quem é lembrado e quem é esquecido, quem ficará sob holofotes e quem será relegado às sombras ou às feras.

Agência Brasil - Por muito tempo, as principais referências no mercado editorial eram homens brancos. Você avalia que há alguma mudança nesse modelo?

Cidinha da Silva - Sim, há mudanças, mas ainda estamos longe de alcançar um percentual de escritoras que se aproxime do número avassalador de leitoras que compõem o todo da audiência leitora. O que fazer para mudar? Enfrentar de peito aberto e com medidas propositivas os critérios racistas, machistas, misóginos, lesbofóbicos que têm privilegiado os homens brancos.

Agência Brasil - Quais obstáculos as mulheres negras enfrentaram e ainda enfrentam para inserção nesse espaço?

Cidinha da Silva - Os obstáculos enfrentados são aqueles atinentes às sociedades racializadas - hierarquicamente organizadas por critérios raciais - e racistas como a sociedade brasileira. Neste espaço, como em todos os outros, a inserção se deu e se dá pela luta política, afinal, ninguém aqui adormece ouvindo a canção da meritocracia estética, não é?


[As estratégias que viabilizaram essa inserção incluem] não alimentar ilusões, ter atenção incessante aos jogos de interesses e de poder, compreender que nada está ganho, tudo está em disputa.


Agência Brasil - Que resultados e reflexos podemos observar a partir da maior participação das mulheres negras no mercado editorial?

Cidinha da Silva - Histórias novas e desconhecidas têm sido contadas; personagens antes tratados como utensílios de casa, objetos de cama, mesa e banho - trabalhadoras domésticas e outras funções laborais subalternizadas e mal remuneradas -, têm ganhado vida, dignidade e humanidade. A expressão “bibliodiversidade” tem tido os sentidos ampliados. Sujeitos que não nasceram em berço de livros, que não herdaram bibliotecas de pais, avós, trisavós, têm conseguido falar, criar, fabular histórias, para as quais há muito interesse.


A gente refloresta os imaginários, como nos ensinou a irmã guarani, Geni Núñez, e, reflorestá-los é potencializar a vida em alternativas mais saudáveis e plenas.


Agência Brasil - Gostaria que você citasse algumas das mulheres negras fundamentais para abrir os caminhos no mercado editorial brasileiro.

Cidinha da Silva - São muitas, em diferentes épocas, citarei algumas, embora seja consciente do risco de cometer grandes injustiças. Dentre as escritoras precursoras temos Maria Firmina dos Reis e Auta de Souza, nomes que tiveram existência isolada no século 19 e cujo significado foi recuperado mais de século depois de elas terem partido.

O fenômeno Carolina Maria de Jesus também escancarou portas e mostrou pelo menos três coisas fundamentais: a coragem de alimentar um projeto literário, mesmo em condições absolutamente adversas; o apetite do mercado editorial para extrair todo o sumo do que possa vender; os ardis do racismo para construir uma personagem, exauri-la e depois descartá-la. A gente aprendeu e aprende muito com a trajetória de Carolina.

Antonieta de Barros e Ruth Guimarães foram autoras negras que construíram a obra e um lugar na literatura brasileira nas primeiras décadas do século 20, totalmente à revelia dos holofotes. Geni Guimarães tem aproximações de Ruth Guimarães, as duas são do interior de São Paulo, atuaram como professoras e ousaram bater na porta das editoras estabelecidas para apresentar seu trabalho, conseguiram, se firmaram, foram premiadas e isso nos abriu portas. 


Conceição Evaristo é um dos fenômenos contemporâneos de acolhimento do público, vendagem de livros e reconhecimento da crítica, tendo sido a primeira representante consagrada daquilo que desde os anos 1980 tem sido compreendido como literatura negra.


Agência Brasil - Quais outras contemporâneas você citaria?

Cidinha da Silva - A meu ver, existem quatro escritoras contemporâneas pouco incensadas que ao longo de décadas têm feito um trabalho despreocupado dos ditames do mercado e muito focado em projetos literários consistentes, implementados como possível nas editoras tradicionais: Marilene Felinto, Elisa Lucinda, Heloísa Pires Lima e Ana Paula Maia.

Djamila Ribeiro tem também atuação gigantesca em nosso favor no mercado editorial brasileiro e não abriu apenas portas, abriu comportas. A existência de rios de diferentes matizes tem sido possível a partir de suas articulações e projetos, [como] a coleção Feminismos Plurais e o espaço de protagonismo negro ocupado por ela, [que] merece estudos aprofundados. A capacidade de negociação de Djamila no mercado também é algo admirável, inspirador e definidor de novos patamares para autorias negras.

Bárbara Karine, que me parece seguir com estilo próprio as veredas abertas por Djamila, também ensina muito, principalmente às novas gerações. Por fim, nossa imortal da ABL [Academia Brasileira de Letras], Ana Maria Gonçalves, que é acadêmica, reconhecida, premiada e imortalizada também pelo samba - samba-enredo da Portela em 2024 -, abrindo possibilidades para que outras autoras também sejam imortalizadas em vida pelo cancioneiro popular. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Festejos juninos de Caruaru e Campina Grande são atração da TV Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As celebrações de São João das cidades de Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, embalam a faixa temática Arraiá Brasil nesta sexta (5), às 23h, e no sábado (6), às 21h, na TV Brasil. O especial acompanha as performances de artistas renomados, além de trios de forrós, grupos de danças regionais e quadrilhas, com o objetivo de promover uma comunicação diversa, atenta ao regionalismo, às tradições e manifestações culturais do país.

As transmissões direto de Caruaru e Campina Grande acontecem em parceria com a PrefTV de Caruaru e a UERN TV, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O público vai conferir os festejos juninos das duas cidades em todas as dez noites de exibição do Arraiá Brasil.

Notícias relacionadas:Imagens do fotojornalista Paulo Pinto integram exposições em São Paulo.Rádio MEC estreia Damas do Jazz, série apresentada por Ruy Castro.Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras.Ancorado no estúdio da TV Brasil no Rio de Janeiro pelos apresentadores Bruno Barros, Cibele Tenório, Marília Arrigoni, Maurício Costa, Muka e Verônica Dalcanal, o especial temático ganha a tela da emissora pública durante o mês de junho, sempre às sextas e sábados, e também nos dias 23 e 24 (noites especiais de São João).​ O projeto da TV Brasil em parceria com a RNCP reúne música, cultura e tradições populares, em uma cobertura colaborativa das principais festas juninas do Nordeste

Sobre a RNCP

A RNCP é a rede que reúne emissoras públicas de rádio e televisão parceiras da EBC em todo o Brasil. Seu objetivo é fortalecer a comunicação pública em escala nacional, garantindo à população acesso a conteúdos informativos, educativos, culturais e de entretenimento com qualidade e relevância social.

Ao mesmo tempo em que integra a programação nacional, a RNCP valoriza a produção regional e estimula a diversidade e a pluralidade de vozes, princípios centrais da comunicação pública. Prevista na lei de criação da EBC, a RNCP é um instrumento estratégico para ampliar a presença, a cooperação e o alcance do sistema público de rádio e televisão no país.

Coordenada pela EBC, a rede foi inaugurada em 2010 com 22 instituições parceiras e atualmente conta com 165 emissoras de televisão e 168 de rádio em todas as regiões, consolidando-se como o principal sistema de integração da comunicação pública do Brasil.

A RNCP vem passando por um processo histórico de expansão nos últimos anos. Em 2025, a EBC alcançou a marca de 14 novas estações colocadas em operação ao longo do ano, em parceria com emissoras públicas de diferentes regiões.

Em 2026, o ritmo de crescimento da RNCP se intensificou. Para o primeiro semestre, está prevista a entrada em operação de mais de 30 novas estações de televisão e rádio em diferentes regiões do país.

Serviço
Arraiá Brasil - dias 05/06 (sexta-feira), 12/06 (sexta-feira), 19/06 (sexta-feira), 23/06 (terça-feira), 24/6 (quarta-feira) e 26/06 (sexta-feira), às 23h, na TV Brasil
Arraiá Brasil - dias 6/06 (sábado), 13/06 (sábado), 20/06 (sábado) e 27/06 (sábado), às 21h, na TV Brasil ]]></description>
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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enem 2026: inscrições estão abertas até hoje na Página do Participante</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 devem se ater ao prazo de inscrição que termina às 23h59 desta sexta-feira (5), no horário de Brasília.

A inscrição será exclusivamente na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Notícias relacionadas:Enem 2026 terá atendimento especializado para TOC, ansiedade e TDAH.Resultados de recursos do Enem 2026 já estão disponíveis.Começa primeira etapa do Censo da Educação Básica 2026.Para os concluintes do ensino médio de escolas públicas, a inscrição é automática. Nesse caso, o estudante precisa apenas confirmar sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira, se inglês ou espanhol, e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social. 

Inclusão e acessibilidade

Também termina nesta sexta-feira o prazo para os candidatos que querem ser tratados pelo nome social em todas as fases do exame. O tratamento é destinado àqueles que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero. As pessoas trans devem sinalizar a opção no momento da inscrição.

Os participantes que necessitam de atendimento especializado também devem fazer a solicitação até esta sexta-feira.  Neste ano, o Inep incluiu no edital as novas condições de pessoas com fibromialgia e transtornos mentais, como ansiedade, TOC, entre as situações possíveis para solicitar atendimento especializado.

Outras condições específicas dos candidatos para pedir o atendimento especializado são: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85. O pagamento deve ser feito até o dia 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

O estudante beneficiado pelo programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC) concluinte do ensino médio é isento da taxa de inscrição.

Isenção

O Inep lembra que, mesmo os estudantes que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição, precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame.

Também deve se inscrever o candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026. Será necessário pagar o valor da taxa para ter a inscrição confirmada.

O Inep criou uma página virtual com as principais orientações para os participantes do Enem 2026. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. 

Nessa página, os candidatos podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.

Locais de provas

Neste ano, a aplicação das provas do Enem está agendada para os domingos 8 e 15 de novembro.

O Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas nos dois dias na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Para os estudantes que precisarem fazer a prova em outro município, o MEC informou que estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. 

Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Justiça manda prender jornalista perseguido por Carla Zambelli</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo, que em outubro de 2022 foi alvo de uma perseguição a mão armada pelas ruas de São Paulo por parte da então deputada federal Carla Zambelli.

A medida foi determinada devido ao não pagamento de uma indenização por difamação a qual Araújo foi condenado. Ele foi considerado culpado por difamar Zambelli ao ter publicado após a perseguição um texto com críticas a Zambelli.

Notícias relacionadas:Zambelli é libertada na Itália após tribunal negar extradição.Moraes cobra ação do governo brasileiro para extradição de Zambelli.Defesa de Zambelli apresenta recurso na Itália para evitar extradição.No texto, Araújo afirmou, por exemplo, que Zambelli integrava uma “seita de doentes de extrema direita que a segue incondicionalmente e segue cometendo atrocidades”. Tal seita seria composta por “mercadores da morte”, escreveu o jornalista.

Processado pela então parlamentar, Araújo foi absolvido do crime de injúria, mas acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação. Em valores atuais, acrescido de multas e custas processuais, o valor não pago é de pouco mais de R$ 2,2 mil.


“Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta, nos termos do artigo 44,  parágrafo 4º, do Código Penal, converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada”, escreveu o magistrado responsável pelo caso, em decisão publicada em 1º de junho.


A Agência Brasil tentou, sem sucesso, contato com a defesa de Luan Araújo.

Entenda

Dias antes do segundo turno da eleição presidencial de 2022, Zambelli e Araújo se envolveram em um bate-boca que culminou com a então deputada sacando um revólver e perseguindo o jornalista pelas ruas da São Paulo e dentro de uma lanchonete. A ação foi gravada por transeuntes e o caso obteve grande repercussão nacional.

Em agosto do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão em razão do episódio. Ela foi considerada culpada pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.

&gt;&gt;STF: condenação de Zambelli por perseguição armada é definitiva

Zambelli, contudo, já havia ido em julho para a Itália, para fugir da prisão para o cumprimento de uma pena anterior, de 10 anos de prisão, a qual foi sentenciada por ser a mentora de uma invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O Brasil pediu a extradição de Zambelli, que chegou a ser concedida pelas primeiras instâncias da Justiça italiana, mas acabou sendo cassada em maio pela Corte de Apelação de Roma. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Justiça, manda, prender, jornalista, perseguido, por, Carla, Zambelli</media:keywords>
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<title>Entra em vigor decisão dos EUA de considerar facções como terroristas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Entrou em vigor nesta sexta-feira (5) a decisão do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos (EUA), de classificar facções criminosas do Brasil como organizações terroristas, o que pode ter consequências econômicas e geopolíticas para o país. A medida havia sido anunciada no dia 28 de maio.

O governo brasileiro criticou a decisão por considerar que ela abre margem para que Washington interfira nos assuntos internos com a desculpa do combate ao terrorismo. O Palácio do Planalto defende que o combate ao crime deve ocorrer por meio da cooperação internacional respeitando as soberanias dos Estados sob os territórios. 

Notícias relacionadas:Febraban rebate críticas dos EUA ao Pix e nega barreira à concorrência.Durigan afirma que Pix não está na mesa de negociação com EUA.Ministério detalha setores mais afetados em caso de taxação pelos EUA.Para especialistas consultados pela Agência Brasil, a medida tenta limitar a soberania no Brasil e pode servir de pretexto para intervenções estrangeiras direitas contra o país. 

Governo e especialistas alegam ainda que a medida pode prejudicar a economia do país, com impactos sobre o turismo, investimentos, comércio exterior e sobre o sistema financeiro. 

O governo Trump tem designado cartéis mexicanos e organizações criminosas de países como Venezuela, Equador e Colômbia como terroristas. A Casa Branca ainda formou, em março deste ano, a coalizão chamada Escudo das Américas, reunindo governos alinhados ideologicamente à Washington para, em tese, combater o narcotráfico, mas também afastar a influência econômica de adversários geopolíticos da Casa Branca, como China e Rússia. 

O combate ao narcotráfico foi a justificativa usada para sequestrar o então presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, além de pressionar o México, o que vem sendo denunciado pela presidenta do país Claudia Sheinbaum como interferência estrangeiras em assuntos internos.

Taxação

Quatro dias após anunciar a classificação das facções do país como terroristas, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA publicou recomendação para a Casa Branca taxar importações do Brasil em 25% devido a supostas práticas comerciais desleais.

O documento ainda critica o Pix brasileiro, que estaria prejudicando as empresas de pagamento estadunidense, como Visa, Mastercard e Whatsapp Pay. 

No dia seguinte ao ataque ao Pix, o governo Trump anunciou a intenção de taxar as importações de 60 países, incluindo o Brasil, em tarifas adicionais de 10% ou 12,5%, alegando falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado.

O governo brasileiro contestou as justificativas, alegando que elas servem para encobrir medidas protecionistas unilaterais. O Itamaraty aponta que o Brasil poderá recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, que autoriza o governo brasileiro a adotar medidas comerciais contra países e blocos que imponham barreiras unilaterais aos produtos nacionais transacionados no mercado global. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:26 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>SP: A Feira do Livro recebe Ana Maria Machado nesta sexta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A escritora Ana Maria Machado participa, nesta sexta-feira (5), d’A Feira do Livro, realizada na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu. Membro da Academia Brasileira de Letras e Personalidade Literária do Jabuti 2025, a autora repassa mais de 50 anos de carreira literária em um encontro com o público, às 11h, no Palco da Praça. 

O festival literário conta com extensa programação de encontros e debates sobre temas que abordam literatura, quadrinhos, meio ambiente, consumismo na era digital e lendas e saberes da cultura afro-brasileiros. Além disso, diversos autores recebem o público em sessões de autógrafo. O evento acontece até domingo (7), com entrada e programação gratuitas.

Notícias relacionadas:Literatura como resistência: tema ganha espaço na A Feira do Livro .A programação para crianças e jovens tem oficinas, bate-papos, mediação de leitura e contação de histórias ao longo do dia no Espaço Rebentos. Destaque para o bate-papo “Nas sextas usamos branco”, às 12h, em que Maytê Freitas, Rodrigo Andrade e Waldete Tristão falam sobre mitos, lendas e saberes ancestrais africanos e afro-brasileiros que a literatura infantil ajuda a preservar.

Palco da Praça

No encontro “Laços de família”, às 14h30, as escritoras francesa Estelle-Sarah Bulle e a brasileira Bianca Santana conversam, com mediação de Adriana Ferreira Silva, sobre Onde o vento faz a curva, obra em que Bulle tematiza suas raízes familiares em Guadalupe, e Apolinária, romance de Bianca Santana sobre a vida de sua avó, baiana, na periferia de São Paulo.

Às 16h15, em Infância sob ditadura, Chico Mattoso e Maria Brant, com mediação de Patrícia Ditolvo, conversam sobre livros que narram histórias do Brasil visto por crianças que viveram o fim da ditadura e a cultura dos anos 1980.

No fim do dia, às 18h, a mesa “É sempre hora” reúne Mariana Salomão Carrara e Carla Madeira, duas das autoras de ficção brasileira mais premiadas e lidas dos últimos anos, com mediação de Iara Biderman.

Auditório Museu do Futebol

Às 13h15, Clara Rellstab recebe Gabriela Borges e Dani Marino, criadoras do Minas de HQ, projeto pioneiro de quadrinhos de autoria feminina e que celebra 10 anos de existência.

Na sequência, às 15h, os especialistas Januária Cristina Alves e Fernando José de Almeida  conversam sobre o papel da educação frente às transformações tecnológicas, sociais e culturais contemporâneas.

Tablados Literários

Às 13h, no Espaço Motiva, a pesquisadora Ana Rüsche e a escritora e cineasta Gisele Mirabai debatem, com mediação de Ana Luiza Sério, a produção literária e cinematográfica, de ficção e não ficção, sobre a emergência climática no Brasil. No debate “Narrar o som”, às 15h40, Roberta Martinelli e Vinicius Castro conversam sobre escuta e reinvenção na escrita sobre música.

No Tablado Mário de Andrade, às 13h, Cidinha da Silva, que lança o livro Quando borboletas furiosas se tornam mulheres negras: nós e os livros, conversa com Tatiana Nascimento sobre o lugar das mulheres negras no mercado editorial brasileiro, e as estratégias que têm reconfigurado o sistema literário, ampliado o acesso a narrativas que foram historicamente invisibilizadas.

No Tablado Bubu, às 17h, em “Raízes do Brasil avivado”, o pesquisador André Castro e o filósofo Douglas Barros debatem o fenômeno evangélico no Brasil, movimento religioso contemporâneo que se reflete em transformações no país.

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<pubDate>Fri, 05 Jun 2026 11:26:26 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rio das Ostras Jazz &amp;amp; Blues Festival reúne importantes nomes da música</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A 22ª edição do Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival começa nesta quinta-feira (4) reunindo alguns dos principais nomes da música instrumental contemporânea em uma programação gratuita. Os destaques serão transmitidos pela Rádio MEC, durante o mês de junho, dentro da faixa do programa Jazz Livre, às 21h. 

O festival, que é o maior encontro do gênero na América Latina, segue até o dia 7 de junho com mais de 30 atrações. Astros da música brasileira e internacional fazem performances em cinco espaços montados em diferentes pontos turísticos de Rio das Ostras ao longo do encontro. 

Notícias relacionadas:Rádio MEC estreia Damas do Jazz, série apresentada por Ruy Castro.Inscrições abertas para o 17º Festival de Música Rádio Nacional.EBC e MinC assinam acordo para integrar acervo ao Tela Brasil.Entre os destaques da programação está a saxofonista britânica Nubya Garcia, uma das artistas mais influentes da nova geração do jazz mundial, que se apresenta nos dias 5 e 6 de junho. 

Um dos momentos mais aguardados desta edição é o encontro inédito entre Guinga e Marcel Powell no show Tributo a Baden, no dia 6 de junho, que celebra pela primeira vez os dois violonistas juntos no palco, em homenagem à obra de Baden Powell, um dos maiores nomes da música brasileira.

Filho de Baden Powell, Marcel conduz o espetáculo em uma homenagem afetiva e musical ao legado do compositor e violonista, reunindo clássicos como Berimbau, Consolação e Refém da Solidão. O show também contará com participações especiais da cantora Ana Paes, momentos em duo entre Marcel e Guinga, apresentações solo e histórias sobre as canções, bastidores e passagens marcantes da trajetória de Baden. 

A programação inclui ainda artistas como Larkin Poe, Stanley Jordan, Mark Lettieri Group, Bill Laurance Trio, Linda May Han Oh, Taj Farrant, The Brooks, Guinga &amp; Marcel Powell, Gabriel Grossi, Bixiga 70 e Afrojazz. A expectativa é reunir entre 100 mil e 130 mil pessoas durante o feriadão de Corpus Christi. 

&gt;&gt; A programação completa pode ser acessada na página do evento

Transmissão na Rádio MEC

Os espetáculos gravados pela Rádio MEC no Palco Costa Azul do festival ganham janela na programação da emissora pública nos dias 5, 6, 12, 13, 19 e 20 de junho, com dois shows por noite.

Confira a programação das transmissões:


	Jazz Livre - Esquenta Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Live Gabriel Grossi Trio - quarta-feira (3), às 21h, ao vivo na Rádio MEC e no YouTube da emissora
	Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Estação 66 e Gabriel Grossi Quarteto - sexta-feira (5), às 21h, na Rádio MEC;
	Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Fred Sunwalk e Stanley Jordan - sábado (6), às 21h, na Rádio MEC;
	Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Nubya Garcia e Mark Lettieri Group - sexta-feira (12), às 21h, na Rádio MEC;
	Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Larkin Poe e Bixiga 70 - sábado (13), às 21h, na Rádio MEC;
	Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Linda May Han Oh e Bill Laurance Trio - sexta-feira (19), às 21h, na Rádio MEC;
	Rio das Ostras Jazz &amp; Blues Festival - Taj Farrant e The Brooks - sábado (20), às 21h, na Rádio MEC.


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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enem 2026: estudante do Pé&#45;de&#45;Meia é isento da taxa de inscrição</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os participantes do programa Pé-de-Meia que concluem o ensino médio em 2026 são isentos da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Estes estudantes beneficiários da política pública têm inscrição pré-preenchida automaticamente no sistema. No entanto, devem acessar a Página do Participante do Enem até às 23horas e 59 minutos desta sexta-feira (5), no horário de Brasília, para complementar as informações.

Notícias relacionadas:MEC estende até dia 17 o prazo para redes de ensino aderirem à PND.Adesão ao Programa Dinheiro Direto na Escola vai até 10 de junho.Em greve, servidores da Uerj apresentam demanda ao governo do RJ.Os candidatos devem escolher o município onde desejam realizar as provas, fazer a opção pela língua estrangeira (inglês ou espanhol) e, se necessário, solicitar atendimento especializado e/ou tratamento pelo nome social.

Incentivo Enem

Os estudantes do Pé-de-Meia do terceiro ano do ensino médio que participarem dos dois dias de provas do Enem e concluírem esta etapa da educação básica em 2026 receberão um incentivo adicional em parcela única de R$ 200.

O pagamento será efetuado no primeiro trimestre de 2027, após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.

Inscrições

Os interessados que não têm a inscrição pré-preenchida no sistema devem ficar atentos ao prazo final de inscrições.

Para se candidatar, a pessoa deve se inscrever online exclusivamente na Página do Participante.

No momento da inscrição deve ser preenchido o questionário socioeconômico do Enem. A etapa obrigatória da inscrição é composta por mais de 20 perguntas que revelam o perfil do candidato.  As respostas não afetam a nota do candidato.

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a GRU Cobrança no valor de R$ 85.

O pagamento da taxa de inscrição deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

Pedidos de isenção da taxa

O Inep lembra que todos os candidatos precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame, mesmo que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa.

Igualmente, deverá se inscrever aquele candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026 Estes precisarão pagar o valor da taxa para ter a inscrição confirmada.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Enem, 2026:, estudante, Pé-de-Meia, isento, taxa, inscrição</media:keywords>
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<title>Enem 2026: inscrições ficam abertas até sexta&#45;feira na internet</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O prazo de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina na sexta-feira (5).

Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela internet, na Página do Participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Notícias relacionadas:MDIC terá cursos de comércio exterior para mulheres e pessoas negras.Governo publica lei que cria Universidade Federal Indígena.Edgar Morin, filósofo francês, morre aos 104 anos de idade.O prazo vale também para os candidatos que querem pedir o tratamento pelo nome social em todas as fases do exame. O tratamento é destinado àqueles que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente pela sua identidade de gênero.

Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. Neste ano, o Inep incluiu no edital do Enem 2026 novas condições de pessoas com transtornos mentais, como ansiedade e TOC..

Outras condições específicas dos candidatos para pedir o atendimento especializado são: baixa visão, cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, dislexia, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar, fibromialgia.

Para os estudants que concluíram o ensino médio em escolas públicas, a inscrição é automática. No entanto, estudante precisará confirmar sua participação no sistema de inscrição, escolher a opção de prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol) e indicar, se for o caso, a necessidade de recursos de acessibilidade ou se quer ser tratado pelo nome social. 

Taxa de inscrição

Após a inscrição, o sistema do Enem vai gerar a guia de recolhimento da união (GRU) no valor de R$ 85.

O pagamento da taxa de inscrição deve ser feito entre 25 de maio e 10 de junho.

A opções de pagamento são via Pix, cartão de crédito, débito ou boleto. A quitação poderá ser feita em qualquer banco, casa lotérica ou aplicativos bancários.

A inscrição somente será confirmada após o processamento do pagamento da taxa de inscrição.

O Inep lembra que, mesmo os alunos que tiveram aprovado o pedido de isenção da taxa de inscrição, estes precisam acessar o sistema do Inep para confirmar a participação no exame de 2026.

Igualmente, deverá se inscrever aquele candidato que teve seu pedido de isenção negado em definitivo ou teve a justificativa de ausência reprovada, conforme regras do edital do Enem 2026. Para ter a inscrição confirmada, devem pagar o valor da taxa..

Mais locais de provas

Neste ano, a aplicação das provas do Enem está agenda para os domingos 8 e 15 de novembro.

Nesta edição, o Inep quer ampliar o número de locais de aplicação do exame para cerca de 10 mil, em todo o país.

De acordo com estimativas do Inep, aproximadamente 80% dos concluintes da rede pública devem fazer as provas dos dois dias do Enem na própria escola em que estudam. A medida tem o objetivo de facilitar o acesso ao exame e reduzir deslocamentos.

Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC divulgou que também estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre os municípios.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mais de 70 mulheres tiveram mandatos cassados em 10 anos no país</title>
<link>https://www.jornalavozdearaxa.com.br/mais-de-70-mulheres-tiveram-mandatos-cassados-em-10-anos-no-pais</link>
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<description><![CDATA[ 
                    
				De 2015 a 2025, 71 mulheres tiveram seus mandatos cassados ou tornados alvo de cassações malsucedidas, em 19 unidades federativas. De acordo com o Instituto E Se Fosse Você, que divulgou o dado hoje (3), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), com o levantamento Mulheres Ameaçadas no Brasil: dos feminicídios às cassações de mandatos (2015-2025), foi a partir de 2019, início do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro, que houve um boom de casos.

No ano de 2015, ainda não havia sido registrada nenhuma ocorrência. Em 2026 foi inaugural nesse tipo de situação, quando a então presidenta da República, Dilma Rousseff, foi deposta, por meio de um golpe.

Notícias relacionadas:Candidatos podem ter mandatos cassados por uso negativo de IA .Entenda as novas regras que aumentam a proteção das mulheres .Em 2023, em que as Casas do Congresso Nacional, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, se renovaram, o total foi 11 casos. O recorde, de 30 episódios, foi atingido no ano passado. 

Apesar desse contexto eleitoral, são as vereadoras as principais vítimas de perseguição. Sete de cada dez (73%) mulher com cargo eletivo atacada ocupam essa função. Parlamentares estaduais/distritais e federais estão no centro de um quinto (20%) dos casos. 

Sua identidade de gênero, o poder que têm em suas mãos, ao ocuparem assento em espaços onde o destino de populações inteiras é decidido, e o partido ao qual são filiadas diz bastante sobre os motivos do cerco que enfrentam. Como destaca a entidade no relatório, constata-se o que o movimento feminista denomina de backlash, que é uma reação organizada contra avanços obtidos por mulheres. 

Quase metade (40%) das mulheres eleitas para serem representantes do povo e que tiveram a legitimidade de seu trabalho posta em xeque eram do Partido dos Trabalhadores (PT) ou do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Do outro lado, os agressores pertencem, majoritariamente, a siglas do espectro conservador (70%), como o Partido Liberal (PL), União Brasil, Partido Progressistas (PP), Partido Social Democrático (PSD) e Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Outra característica inerente a eles é ser identificado como homem cisgênero, ou seja, que vê compatibilidade entre sua identidade de gênero e seu sexo biológico (78%).


&quot;Esse dado sugere que a incidência dos ataques não se dirige apenas à condição de gênero, mas também a posicionamentos políticos e agendas de gênero assumidas publicamente&quot;, dizem os especialistas que conduziram o estudo. 


&quot;Essa assimetria sugere que as cassações respondem a padrões estruturados de hostilidade político-ideológica contra mulheres progressistas, frequentemente orquestradas por bancadas conservadoras. Vale destacar que o PT aparece nos dados tanto como partido de algumas vítimas quanto, em menor grau, como agente em conflitos intrapartidários internos– ou seja, casos em que disputas dentro do próprio partido levam à tentativa de cassar mandatos de correligionárias, em geral por divergências ou disputas de poder locais. Em suma, mulheres que desafiam hegemonias políticas locais – seja por posição ideológica, atuação oposicionista ou renovação geracional – têm sido alvos preferenciais desse tipo de violência institucional.&quot;

  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão a Monique</title>
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				O Conselho de Sentença do II Tribunal do Júri do Rio condenou, na madrugada desta quinta-feira (4), o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, ocorrida em 8 março de 2021. Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, teve seu crime desclassificado para homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e recebeu o perdão judicial.

O julgamento, que durou 11 dias, é considerado o mais longo da história do Judiciário fluminense. A sessão iniciada no dia 25 de maio, terminou à 1h43 minutos de hoje, com a leitura da sentença pela juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu a sessão.

Notícias relacionadas:Decisão dos jurados no caso Henry Borel deve sair até quinta-feira.Testemunhas acusam Jairinho de agredir outros filhos de namoradas.Caso Henry: Monique diz em depoimento que &#039;suspeita ter sido dopada&#039;.Ao descrever a sentença de Jairinho, a magistrada destacou a violência desproporcional e a rara e desmesurada covardia contra uma criança de apenas 4 anos, descrita como doce e bondosa. A juíza afirmou que o condenado possui uma &quot;personalidade insidiosa, capaz de simular gentileza para esconder uma natureza truculenta e de extrema periculosidade”.

Jairinho foi condenado por homicídio qualificado (com agravantes por meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa e com causa de aumento de pena por Henry ser menor de 14 anos), além de tortura e coação no curso do processo. Ele deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado e ainda condenado a pagar R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel.

Absolvição por homicídio

Monique Medeiros, mãe de Henry, teve a decisão marcada por um discurso forte da juíza sobre o papel da mulher na sociedade. O Conselho de Sentença decidiu desclassificar a acusação de homicídio intencional para homicídio culposo [quando não há a intenção de matar] e condená-la pelo crime de tortura por omissão.

 


            
        
    
A juíza Elizabeth Louro durante interrogatório do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, no caso Henry Borel no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro - Tomaz Silva/Agência Brasil


Ao aplicar o perdão judicial, a juíza Elizabeth Louro justificou que Monique já sofreu um castigo severo, o suficiente. A magistrada criticou a “reação desproporcional da sociedade, classificando-a como discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma mãe perfeita”.

A juíza citou o &quot;massacre nas redes sociais&quot; e as agressões sofridas por Monique no cárcere, afirmando que ela foi alvo de uma perseguição implacável contra sua honra.

Monique foi sentenciada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e como já vinha cumprindo prisão preventiva, a pena foi considerada encerrada.

A sentença conclui um capítulo doloroso iniciado na madrugada do dia 8 de em março de 2021, quando Henry Borel morreu devido a uma laceração hepática causada por ação contundente no apartamento onde morava com o casal.

Enquanto Jairinho retorna ao sistema prisional para cumprir a pena, a Justiça considerou que o sofrimento de Monique pela perda do único filho e o inchamento público já excederam o limite da punibilidade para sua negligência.

Nota

 


            
        
    
Rio de Janeiro (RJ), 23/03/2026 – A mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros e advogados de defesa durante Tribunal do Júri, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, no centro da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil - Tomaz Silva/Agência Brasil


Leniel Borel, pai de Henry, divulgou nota à imprensa na qual diz que irá recorrer da decisão em relação a Monique.


“Nós vamos continuar lutando para anular essa absolvição da Monique. Eu já falei com meu advogado, e vou pedir ao Ministério Público que recorra da decisão”.


O advogado de Leniel, Cristiano Medina da Rocha, que atuou como assistente de acusação, disse que o Conselho de Sentença reconheceu o mesmo crime para os dois réus.

“Os jurados votaram de forma idêntica e a juíza [Elizabeth Louro], criando uma situação, fez a votação novamente. Isso que nos deixa indignados”, afirmou Cristiano, acrescentando que vai recorrer da absolvição da mãe de Henry. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Corpus Christi no Rio terá procissão, confecção de tapetes e missas</title>
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				A Arquidiocese do Rio celebra, nesta quinta-feira (4), o dia de Corpus Christi, uma das mais importantes datas do calendário litúrgico da Igreja Católica, que vai reunir milhares de fiéis no centro da capital fluminense. A programação contará com missas, procissão e outras manifestações de fé.

As celebrações começaram às 5h da manhã, com a tradicional confecção do tapete de Corpus Christi, na Catedral Metropolitana da Avenida Chile. A peça é confeccionada de tecidos reciclados, transformando retalhos em símbolos de fé.

Notícias relacionadas:Infraero e Inframerica estimam 400 mil passageiros no Corpus Christi.Bancos não terão atendimento presencial no feriado de Corpus Christi.Pelas mãos de voluntários, cada pedaço costurado ganha novo significado e compõe o grande tapete que será exposto durante a missa.

Às 6h30, o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta realizou a tradicional bênção ao Rio de Janeiro, no Santuário Cristo Redentor, no Alto do Corcovado.

Em seguida, às 10h, na Igreja de Sant’Ana, no centro da cidade, será celebrada pelo arcebispo do Rio, D. Orani Tempesta, a missa de Corpus Christi.

Na parte da tarde, às 16h, terá início a tradicional procissão de Corpus Christi, que este ano partirá da Igreja de Sant’Ana em direção à Catedral Metropolitana, na Avenida Chile.

Percurso seguirá pelas ruas Clementino Fraga, Marquês de Pombal, Riachuelo e Henrique Valadares, passando pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) até chegar à Catedral Metropolitana.

Em seguida, dom Orani preside a missa solene de Corpus Christi, encerrando às festividades.

Em muitas paróquias, grupos de fiéis se reunirão para ornamentar os pisos das Igrejas ou trechos de ruas com os tradicionais tapetes artesanais, por onde o cortejo do Santíssimo Sacramento passará. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Judiciário do Rio atende pedidos de medida protetiva no feriado</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Devido ao aumento de pedidos de medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha, o Plantão Judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) está atendendo  urgentes nesta quinta-feirra (4), dia de Corpus Christi.

Somente nos quatro primeiros meses de 2026, o Tribunal de Justiça recebeu mais de 14 mil pedidos de medidas protetivas a mulheres vítimas de violência. Os dados são do Painel da Violência Doméstica, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Notícias relacionadas:Adilsinho, da cúpula do jogo do bicho, tem nova prisão decretada no RJ.Caso Henry Borel: Justiça condena Jairinho e concede perdão a Monique.STF derruba idade mínima para aposentadoria em atividades nocivas.No Plantão Judiciário da Comarca da Capital, de janeiro a maio deste ano, foram analisadas 5.490 medidas protetivas de urgência.

Plantão

Na capital, o plantão funcionará ininterruptamente, com turnos noturnos (18h às 11h do dia seguinte) e diurnos (das 11h às 18h). Os atendimentos terminam às 11h da segunda-feira, (8), quando o Tribunal retoma o expediente normal.

Também são medidas urgentes: habeas corpus, autorização para viagem de crianças e adolescentes, de prisão, pedidos de liminar, mandados de segurança, entre outros casos que precisem de decisão imediata.

O Plantão Judiciário está localizado no prédio do Palácio da Justiça, na Praça XV, na região central da cidade.

Interior

No interior do Rio de Janeiro, haverá plantão apenas no período diurno (11h às 18h), de quinta a domingo (7). É escalado um magistrado por região para atendimento das demandas urgentes. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Adilsinho, da cúpula do jogo do bicho, tem nova prisão decretada no RJ</title>
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				O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decretou a prisão preventiva do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como “Adilsinho”, do ex-policial militar Rafael do Nascimento Dutra, o “Sem Alma”, e de Jefferson Rodrigues da Silva, o “Jefe”. 

Os três foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pela morte do policial penal Bruno Kilier da Conceição Fernandes, em junho de 2023, no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio.

Nova cúpula do Bicho

Notícias relacionadas:Operação Pretorianos prende suspeitos de integrar jogo do bicho.Ação da PF e da Polícia Civil do Rio prende bicheiro Adilsinho.Operação cumpre mandados contra esquema que lavava dinheiro do CV.Adilsinho, faz parte do grupo chamado de nova cúpula do jogo do bicho do Rio e já está preso por outro crime. Ele é considerado pelas forças de segurança fluminenses como o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do Rio.

De acordo com a denúncia, a vítima foi executada com tiros de fuzil, após ser monitorada por integrantes do grupo criminoso por meio de um equipamento de rastreamento GPS instalado clandestinamente no veículo da vítima.

As investigações revelaram que Bruno Kilier representava uma fabricante de cigarros e teria se tornado um obstáculo aos interesses da organização criminosa liderada por Adilsinho. Segundo o MPRJ, o acusado controla o comércio de cigarros clandestinos do Paraguai com fábricas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Monopólio de cigarros ilegais

O grupo é apontado como responsável por tentar monopolizar a comercialização ilegal de cigarros no estado do Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, o crime integra uma série de homicídios relacionados à chamada “máfia do cigarro”, que também mantém ligações com disputas envolvendo a contravenção do jogo do bicho.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), o ex-policial militar Rafael Dutra é apontado como homem de confiança de Adilsinho e participou do monitoramento e do planejamento da execução.

Já Jefferson Rodrigues da Silva teria adquirido, configurado e fornecido o rastreador utilizado para acompanhar os deslocamentos da vítima.

Prisão de segurança máxima

Na decisão da Justiça, além da decretação da prisão preventiva dos três acusados, foi determinada a permanência de Adilsinho em presídio federal de segurança máxima.

Adilsinho já cumpre pena na Penitenciária Federal em Brasília. Ele foi transferido para a unidade de segurança máxima logo após sua prisão em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no dia 26 de fevereiro deste ano. 

Ele também é o presidente de honra da Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro.
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<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 12:53:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Comércio ilegal de cigarros eletrônicos e convencionais é alvo da PF</title>
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				A Operação Não Fume da Polícia Federal (PF) foi deflagrada, nesta quarta-feira (3), para combater a entrada e a comercialização ilegal de cigarros eletrônicos e convencionais no país.

A ação ocorre nos estados do Pará, Paraná, Tocantins, Espírito Santo, de Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás, onde cerca de 200 policiais federais o cumprem 51 mandados de busca e apreensão nos endereços ligados aos investigados.


Notícias relacionadas:Anvisa e MPF assinam acordo para combater cigarros eletrônicos.OMS: 15 milhões de jovens de 13 a 15 anos fumam cigarros eletrônicos.“As investigações apuram a atuação de grupos envolvidos na internalização, distribuição e comercialização ilegal desses produtos em diferentes regiões do país”, informou a PF.
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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido</title>
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				Um em cada quatro brasileiros desconhece que o câncer é uma doença que pode ser prevenida. A informação faz parte do relatório Mais Dados Mais Saúde - Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer, divulgada nesta quarta-feira (3). 

O estudo investigou de que forma a população percebe e se relaciona com alguns fatores de risco para o câncer como tabagismo, bebidas alcoólicas, alimentos ultraprocessados e sedentarismo. 

Notícias relacionadas:Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama.Resolução proíbe uso de PMMA por médicos em procedimentos na pele.Dia Mundial sem Tabaco: novas tecnologias camuflam vapes e são desafio.De acordo com Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 781 mil casos novos de câncer por ano no triênio 2026/2028. O volume representa aumento de 10,9% em relação ao período anterior, impulsionado pelo envelhecimento da população e por hábitos de vida.  

A pesquisa é a primeira edição de abrangência nacional que investiga o conhecimento dos brasileiros em relação à prevenção do câncer, incluindo o que pensam e fazem sobre o assunto. O estudo foi realizado pelas organizações Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do Inca. Foram entrevistadas 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.  

Fatores de risco  

Enquanto alguns hábitos, como o fumo e a exposição solar sem proteção são mais percebidos pela população como perigosos, outros não são vistos como fatores de risco para o câncer. É o caso do sedentarismo, por exemplo, que aparece nas últimas posições dessa lista. Menos da metade dos brasileiros (48,3%) acha que a falta de atividade física favorece o desenvolvimento da doença.  

Na avaliação da Chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do Inca, Luciana Grucci Moreira, percebe-se uma melhora no Brasil em termos de percepção da população, especialmente em comparação aos estudos internacionais.  

O maior exemplo disso é o fumo, que apresenta reconhecimento de fator de risco bastante elevado entre a população adulta brasileira: 90,5% disseram saber que fumar causa câncer. Os outros dois fatores com maior índice de percepção são herança genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%).  

Já outros fatores não são percebidos da mesma forma pela população como bebidas alcoólicas, apontadas como fator de risco por 71,3%, bem como alimentos embutidos como presunto e salsicha (70,7%), e ultraprocessados como macarrão instantâneo, salgadinhos e sorvete (65,6%). 

Para a especialista, a principal diferença para os distintos graus de percepção são políticas públicas e campanhas informativas, como as implementadas em relação ao cigarro nas últimas décadas.  


“Advertências em embalagens, impostos para elevar o preço do tabaco, ambientes restritos de fumo. Ou seja, um conjunto de políticas públicas e muita campanha informativa, de comunicação, que já foram desenvolvidas acerca do tabaco”, compara.  


Ela acredita que para ampliar a percepção da população, é preciso avançar em ações semelhantes para os outros fatores de risco.  

O estudo mostra, ainda, que a população desconhece que o aleitamento materno é um fator de proteção para o desenvolvimento do câncer de mama. A cada 10 entrevistados, 4 não sabiam dessa informação.  

“A mulher que amamenta tem uma proteção maior contra o câncer de mama quando comparada com aquela mulher que não tem oportunidade de amamentar”. 

Obesidade 

Já o sobrepeso e a obesidade são conhecidos como fator de risco para o câncer por apenas 54,1% da população. O mesmo ocorre em relação ao consumo de bebidas adoçadas (refrigerantes), baixa ingestão de frutas e verduras e o sedentarismo, que são associados ao câncer por somente 55,3%, 53,3% e 48,3% dos adultos brasileiros, respectivamente. A carne vermelha é reconhecida como item que aumenta a chance de desenvolver câncer por menos de três em cada dez brasileiros, ou 27,5%. 


“Lembrando que não é só a informação que é determinante para uma escolha alimentar. Existem outras questões como o acesso ao alimento, renda, preço dos alimentos, marketing. A gente precisa avançar em outras políticas públicas também conjuntamente para promover não só essa percepção, como a melhora das escolhas mais saudáveis por parte da população”, defende. 


Ela reforça a necessidade de políticas públicas para prevenir fatores ambientais e comportamentais que aumentam a chance de se desenvolver um câncer, como por exemplo a atividade física e a alimentação adequada.  


“Não é só falar: ‘faça atividade física’. A rua em que a pessoa mora tem que estar iluminada, com segurança, para ela praticar exercício. A política pública tem esse papel de dar a opção de melhores escolhas para todos esses fatores de risco”, explica. 


Comportamentos 

 


            
        
    
Consumo de ultraprocessados é fator de risco para o câncer - Marcello Casal Jr./Agência Brasil


A pesquisa também investigou hábitos da população relacionados aos fatores de risco para o câncer, como o consumo de alimentos embutidos, ultraprocessados, carne vermelha e bebidas adoçadas. E também questionou os entrevistados se havia intenção ou não de reduzir o consumo. 

Cerca de 45% dos indivíduos relataram consumir produtos ultraprocessados e ter tentado reduzir o consumo, enquanto 33% afirmam não consumir e 15% consomem e não têm intenção de reduzir esse hábito. Em relação aos refrigerantes e demais bebidas adoçadas, aproximadamente 53% relataram consumo com tentativa de redução, 27% não consomem e cerca de 15% não querem reduzir a ingestão. 

Em relação à carne vermelha, foi observada maior proporção de indivíduos que relataram consumir sem ter tentado reduzir (cerca de 45%), seguida por aqueles que consomem e tentam reduzir (aproximadamente 40%), enquanto o não consumo é menos frequente (em torno de 10%). 

Em contrapartida, 86,3% da população afirmou consumir frutas, legumes e verduras. Entre os que não consomem, 8,3% disseram ter intenção de começar. 

Jovens  

O relatório revela que os jovens até 24 anos são os que mais consomem os alimentos mais relacionados como fatores de risco sem a intenção de reduzir. Esse comportamento foi acusado por 32,3% com relação aos ultraprocessados, 24,4% quando se trata de bebidas adoçadas, 29,5% embutidos e 49,1% em relação à carne vermelha. 

Sobre bebidas alcoólicas, substância associada a pelo menos oito tipos de câncer, metade da população (50,1%) relatou não consumir enquanto 32,5%, entre os que consomem já tentaram reduzir o hábito. Os jovens até 24 anos são maioria entres os que declaram beber e não ter a intenção de reduzir (16,9%), mesma resposta dada por 8,7% das pessoas de 25 a 59 anos e por 7,1% daqueles com mais de 60 anos. 

Sedentarismo 

 


            
        
    
Prática de atividades físicas é fator de prevenção do câncer - José Cruz/Agência Brasil


Em relação ao sedentarismo, 52,2% disseram que praticam atividade física e 39% manifestaram querer começar a se exercitar. Os mais ricos são os que mais sabem da importância da atividade física na prevenção do câncer. Cerca de 45% dos que recebiam até R$ 2 mil apresentaram menor proporção de conhecimento sobre o sedentarismo como fator de risco em comparação àqueles com renda igual ou superior a R$ 10 mil (59,6%). 

Indagados sobre o peso corporal, 48,8% se declararam com peso saudável. Entre os que reconhecem ter excesso de peso, 31% afirmaram estar fazendo algo a respeito, mas esse número cai para 22,9% entre pessoas com renda menor que R$ 2 mil, contra mais de 40% entre os de renda acima de R$ 3 mil. 

Estratégias 

Na avaliação da gestora do Inca, Luciana Moreira, o resultado do estudo permite pensar e planejar quais esforços devem ser feitos para levar informação de qualidade para população.  


“Se a população hoje não reconhece, por exemplo, que as carnes processadas aumentam o risco de câncer, essa informação é muito importante para nós, que trabalhamos com ações de prevenção e com criação de políticas públicas, de que é preciso investir em estratégias de comunicação”, afirma. 


Luciana Sardinha, da Vital Strategies, acredita que o estudo tem um efeito muito positivo para despertar na população o interesse pelo assunto. “Ao dar visibilidade aos resultados, eles chamam a atenção da população para os fatores de risco para o câncer”. 

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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Anvisa anuncia recolhimento voluntário de lote da água Crystal sem gás</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (3) a Resolução 2.247/2026, na qual comunica o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 da Água Mineral Natural sem Gás da marca Crystal. 

O produto é fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda (CNPJ: 07.245.544/0001-62), localizada em Luziânia, em Goiás. A própria empresa determinou o recolhimento após laudo laboratorial constatar contaminação pela bactéria Pseudomonas.

Notícias relacionadas:Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama.Anvisa libera fábrica da Ypê e produtos feitos a partir de 1º de abril.Saiba como pedir reembolso de produtos Ypê suspensos pela Anvisa.O lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml e foi distribuído no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a Mineração Bom Jesus, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

Bactéria Pseudomonas

O recolhimento voluntário está sendo feito “após a emissão de laudo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), que identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostra do produto coletada durante ação de rotina da Diretoria de Vigilância Sanitária do DF (Divisa/DF) para análise de alimentos”.

Segundo a empresa, a contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme “previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada”. Diante do resultado, a Divisa/DF determinou a interdição do local e comunicou o caso à Anvisa.

Orientação ao consumidor

A Anvisa orienta os consumidores que verifiquem sem têm em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026 e com validade até 20/01/2027. “Caso tenham o produto em casa, não devem consumi-lo e precisam aguardar as orientações públicas da empresa sobre devolução e reembolso”.


“De acordo com as informações apresentadas pela empresa à Anvisa, o recolhimento do produto foi iniciado imediatamente em distribuidoras, e cerca de 99,2% das unidades do lote já não estariam mais disponíveis nas prateleiras para compra pelo consumidor”.


A Anvisa comunicou ainda que a Mineração Bom Jesus protocolou documentos junto à Agência no qual demonstra a abertura de “investigação interna abrangente para avaliar a ocorrência e suas possíveis causas. Representantes da empresa se reuniram com a Agência, prestaram esclarecimentos e vêm cooperando com as autoridades sanitárias, adotando providências de forma diligente”.

“A investigação sobre o caso segue em andamento, com acompanhamento da Anvisa e das vigilâncias sanitárias envolvidas. Até o momento, as informações disponíveis, incluindo o laudo fiscal e as evidências apresentadas, indicam ocorrência restrita ao lote informado”, acrescentou.

Nota

A Mineração Bom Jesus  informa, por meio de nota à imprensa, que o lote, envasado em janeiro, tem “distribuição restrita e foi comercializado apenas no Distrito Federal, em municípios específicos do Tocantins (Arraias, Combinado e Novo Alegre), de Goiás (Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Novo Gama, Valparaíso de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Planaltina de Goiás e Cristalina, Formosa, Campos Belos, Alexânia, Abadiânia e Catalão) e nas cidades de Sorocaba, Itapetininga, Itu, São Roque e Tatuí (SP)”. 

Diz ainda que, desde a notificação da contaminação, foram feitas análises em mais de 300 amostras no processo e nos produtos, todas negativas para quaisquer microrganismos indicadores de contaminação.

A empresa reforça o “compromisso permanente com elevados padrões de qualidade e segurança, reconhecidos internacionalmente, e seguimos cooperando de forma técnica, responsável e transparente com as autoridades competentes”.

Ressalta que a comunicação se “refere exclusivamente ao lote mencionado, envasado pela Mineração Bom Jesus (MBJ), não havendo qualquer relação com outros lotes ou produtos da marca Crystal”.

A fabricante orienta consumidores que eventualmente tenham unidades do lote P 200126 (leia-se na embalagem LZ1 VAL 200127 3 P 200126) a contactarem o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para orientações sobre substituição ou reembolso. O contato pode ser feito pelo telefone: 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br.

*Texto alterado às 10h59 para acréscimo de informação ]]></description>
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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mostra de arte quilombola ressignifica antigo espaço de violências</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O espaço histórico conhecido hoje como Osoca, na cidade de Cavalcante (GO), já abrigou a cadeia pública do lugar e guarda memórias das violências contra pessoas escravizadas. Sobraram as ruínas desse espaço que foi ressignificado pelos artistas do lugar. Neste  feriadão (de quinta a domingo) o lugar será palco da 4ª Mostra Afro Cena e da 3ª Mostra de Teatro Afro Cena. 


“É um evento que representa muito para a comunidade de Cavalcante porque amplia o acesso à arte e à cultura em uma cidade que não tem um teatro ou equipamento cultural voltado para as artes cênicas”, disse uma das coordenadoras do evento, Fátima Tertuliano, à Agência Brasil. 


Notícias relacionadas:SP: mostra exibe mais de 100 filmes que abordam justiça social e clima.Tombamentos ajudam a proteger comunidades quilombolas.Governo cria Cadastro Geral das Comunidades Quilombolas.Ela explica que, mais do que assistir aos espetáculos, a comunidade participa, de fato, da construção do evento seja na produção, na organização ou nas atividades formativas.


“Eu acredito que isso fortalece a identidade local, gera oportunidades e aproxima as pessoas da arte”, considera. 


A coordenadora lembra que o Osoca é um prédio histórico que faz parte da memória coletiva da cidade e que já teve diferentes funções ao longo do tempo.


            
        
    
Brasília (DF), 03/06/2026 – Mostra de arte quilombola ressignifica antigo espaço de violências. Foto: Arthur Monteiro/divulgação - Arthur Monteiro/divulgação



“Hoje é ressignificado pela cultura, pela arte e pelo encontro de pessoas. Realizar a mostra nesse local é também uma forma de valorizar a história de Cavalcante”.


Transformações

O evento em território Kalunga, considerado o maior território quilombola do Brasil, reúne espetáculos, apresentações musicais, oficinas, rodas de conversa e atividades formativas. &quot;Onde hoje se realiza a mostra, no passado funcionou uma guilhotina e, depois, uma cadeia pública. Anos mais tarde, foi erguida a construção da Osoca, que virou palco de ações sociais e de muitos eventos&quot;, afirma a também coordenadora do evento, Edymara Diniz. A Osoca é sigla para &quot;Obras Sociais da Paróquia da Senhora Sant&#039;Ana de Cavalcante&quot;.

Ela explica que a escolha do lugar não tem a intenção de apagar o passado, mas encará-lo de frente. “Ao trazer o teatro negro para esse espaço, afirmamos que um local que já foi cenário de dores pode se ressignificar por meio da arte&quot;.

Nesta quinta-feira (4), o evento reúne artesãos, cozinheiras, artistas, estilistas e empreendedores culturais negros e quilombolas. Estarão no palco a Pequena Orquestra de Cavalcante, a Curraleira Engenho 2, a Dança Sussa Kalunga e o cantor quilombola Allexy Nerys.

De sexta (5) a domingo (7), a Mostra de Teatro Afro Cena tem como destaques o espetáculo Danúbio (DF), o Sarará Crioulo, dos artistas de Cavalcante e do Quilombo Kalunga, o recital Vozes Negras, de Salvador (BA), e e a performance Ancestrais a Benção, de um coletivo de mulheres negras e indígenas de Goiás. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Alcolumbre sugere “melhorar” 6x1 e quer passar PEC por comissões</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 terá que tramitar nas comissões da Casa, sugerindo que o Senado deve melhorar o texto que chegou da Câmara dos Deputados.  


“Quero dizer, como presidente do Senado, que essa proposta vai ter que tramitar nas comissões porque as cobranças de todos os senadores sobre a presidência são que todas as matérias possam passar, no mínimo, por uma comissão”, disse Alcolumbre.


Notícias relacionadas:Fim da jornada 6x1 opõe trabalhadores e empresários.Proposta sobre fim da jornada 6x1 movimenta redes sociais.Alcolumbre mantém silêncio sobre 6x1 e oposição tenta preservar escala.Ele quebrou o silêncio sobre a tramitação da PEC após questionamento, em plenário, do senador Styvenson Valetim (Podemos-RN), que pediu uma previsão de data para votação da matéria. 

O presidente do Senado defendeu que a PEC do fim da 6x1 seja votada “sem pressa”, ouvindo todos os setores da sociedade. Segundo ele, a definição do processo de tramitação será após reunião de líderes na próxima semana.


“Tenho certeza absoluta de que assim como outros senadores, que pensam como eu, seria muito razoável se o Senado pudesse melhorar um texto com essa importância, se os senadores pudessem debater um assunto dessa envergadura com calma”, completou.


Alcolumbre criticou a pressão para analisar a PEC do fim da 6x1 e da redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas “do dia para a noite”, acrescentando que não é “a favor nem contra a PEC, mas sim “a favor do debate”.


“Não é razoável que a Câmara dos Deputados passe cinco meses debatendo um assunto muito relevante para o Brasil, para o povo brasileiro, para a nação e também para os trabalhadores e para os empreendedores, e o Senado seja obrigado a carimbar um texto aprovado na Câmara”, ressaltou.


Lideranças governistas têm defendido que a proposta seja apreciada no Senado ainda em junho, sem alterações em relação ao texto que veio da Câmara. Se alterada pelo Senado, a PEC precisa voltar para nova análise dos deputados.  

Já a oposição apresentou PEC alternativa para manter a jornada de trabalho atual, abrindo possibilidade para contratos por hora trabalhada. O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), é contrário a redução da jornada no Brasil. 

Alcolumbre falou ainda sobre votações em anos eleitorais. “Muitas vezes, o que é razoável não pode vir à tona por causa da eleição”, disse.

O presidente do Senado informou que vai discutir a tramitação da matéria com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), por onde o texto teria que passar, inicialmente. O relator da PEC também ainda não foi definido. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Indústria cresce 0,7% em abril, quarto mês seguido de avanço</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A produção industrial brasileira teve alta de 0,7% em abril de 2026 frente a março de 2026, na série com ajuste sazonal, quarto mês seguido de aumento, acumulando 4,4% de avanço neste período.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Notícias relacionadas:Lula defende indústria brasileira de carros na América Latina e África.Indústria brasileira acredita em diálogo para reverter taxação do aço.Ações de petróleo, gás e combustível têm movimentação recorde na B3.Com o resultado, a indústria está 4,7% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas registra 12,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

A indústria brasileira acumula crescimento de 1,7% nos quatro primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano anterior.

Na passagem de março para abril de 2026, duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados avançaram na produção. As influências mais significativas vieram dos segmentos de indústrias extrativas (3,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,1%), ambas crescendo pelo quinto mês consecutivo.


“Nestas atividades, as pressões positivas mais relevantes vieram de óleos brutos de petróleo, gás natural e minério de ferro, no caso do setor extrativo, e de álcool etílico e dos derivados do petróleo, especialmente o óleo diesel, para a atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, explicou o gerente da PIM, André Macedo.


Segundo o IBGE, outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de produtos de borracha e de material plástico (3,1%), produtos de madeira (8,5%), produtos têxteis (4,1%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,2%).

Por outro lado, entre as 11 atividades que recuaram na produção, produtos químicos (-3,9%) exerceu a principal influência no mês. &quot;Destaca-se também os impactos negativos dos setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,0%), máquinas e equipamentos (-2,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%) e metalurgia (-1,0%)&quot;, diz o IBGE. 

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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou que pretende estabelecer tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 países, incluindo o Brasil. A alegação é de que as falhas no combater o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

A decisão do USTR é baseada em investigações de práticas comerciais desleais da Seção 301 - mecanismo da Lei de Comércio americana de 1974 que permite aos Estados Unidos investigarem e retaliarem países que adotam práticas comerciais ou regulatórias consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses norte-americanos. O governo Trump busca restabelecer tarifas de emergência que foram anuladas por decisão da Suprema Corte do país em fevereiro.

Notícias relacionadas:Corte de Comércio dos EUA se pronuncia contra tarifas globais de Trump.Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias.O USTR determinou tarifas de 10% relacionadas à investigação de trabalho forçado sobre as importações do Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, El Salvador, Guatemala, Malásia, Taiwan e Reino Unido. Em relação ao Brasil, o Escritório de Comércio disse que propõe tarifas adicionais de 12,5%, junto a outros 44 países que foram investigados.

O USTR informou que aceitará comentários públicos sobre as tarifas propostas até 6 de julho, com audiência pública marcada para 7 de julho.

*Com informações da Agência Reuters.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 11:12:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Literatura como resistência: tema ganha espaço n’A Feira do Livro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu, Norman G. Finkelstein, lançará o livro “A indústria do Holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu”, na próxima quinta-feira (4), n’A Feira do Livro, festival literário realizado na capital paulista. Com entrada gratuita, a programação se estende até 7 de junho. 

O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina. Filho de sobreviventes de campos de concentração nazistas e do Gueto de Varsóvia, o autor é uma voz contundente contra o genocídio na Palestina. 


Notícias relacionadas:Com Milton Santos, Fliaraxá coloca a literatura no centro do mundo.A boa literatura contém rios e fragrâncias, diz Nobel da China.Festa literária de Santa Teresa reúne cultura, arte e literatura.“Ele é a principal voz internacional crítica a Israel, sobretudo porque ele é um judeu antissionista, com muitos livros publicados e traduzidos no mundo, e foi perseguido também”, avaliou Cauê Seignemartin Amenio, editor e publisher da editora Autonomia Literária, pela qual Finkelstein está sendo publicado.


Na obra, o autor examina a instrumentalização política da memória do extermínio promovido pelos nazistas. Finkelstein argumenta que a memória do Holocausto foi transformada em uma representação ideológica a serviço de interesses de classe e das elites judaicas dos Estados Unidos. Essa instrumentalização do sofrimento judeu traria uma imunidade ideológica ao Estado de Israel.

“Israel está em guerra com dois países [Líbano e Irã], depois de ter dizimado os palestinos na Faixa de Gaza, e também está em permanente guerra na Cisjordânia expandindo suas colônias - que é um processo desde 1936. Agora está bombardeando o sul do Líbano, para anexar também”, lembrou Cauê.


“É o país que está mais em guerra no mundo, sendo uma ferramenta central do imperialismo norte-americano e ocidental no Oriente Médio.”


Para Cauê, o autor adquiriu ainda mais relevância no contexto internacional após rechaçar, conforme e-mails vazados, as investidas de Jeffrey Epstein.


“Ele é um teórico, estudioso, filhos de vítimas do Holocausto, tem seu lugar de fala para abordar tudo isso. E é um dos caras mais íntegros hoje em dia no mundo, porque o resto caiu ‘no bolso’ do Epstein, desde Chomsky a Trump e Clinton.”


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Bibliodiversidade

Também n’A Feira do Livro, uma conversa sobre como a literatura de países pouco traduzidos está redefinindo o panorama literário global vai ocupar o Espaço Motiva Tablado Literário, nesta quarta-feira (3), às 15h40. Os convidados Graziella Beting (Carambaia), Laura di Pietro (Tabla) e Leonardo Garzaro (Rua do Sabão) comentam ainda, na mesa Literatura Além do Eixo, o que se perde quando essas histórias deixam de ser lidas.

Diretora editorial da Tabla, Laura di Pietro ressalta a importância de trazer para o Brasil diversidade de referências e culturas, especialmente diante dos conflitos internacionais mais recentes.


“A literatura é uma forma de resistência, e a diversidade da literatura [também é], porque ela alcança as pessoas”, disse, em entrevista à Agência Brasil.


“Trazer essa bibliodiversidade, criar empatia, abrir os horizontes, porque a narrativa hegemônica está vindo com muita força, e de uma forma muito equivocada. É uma maneira de furar essa grande barreira das grandes mídias e dessa narrativa única. Isso é muito importante, neste momento mais do que nunca”, acrescentou.

Ela afirmou que o trabalho das editoras independentes no país é o que tem garantido essa bibliodiversidade.


“O trabalho que essas editoras fazem é muito impressionante. A qualidade literária e a coragem editorial vem muito dessas editoras. As literaturas da África e da América Latina eram super esquecidas, o Brasil tinha muito essa visão de trazer só a Europa e Estados Unidos”, lembrou Laura.


O recorte da editora Tabla atualmente abarca produções da Ásia Ocidental e Norte da África. Embora o termo mais popular seja Oriente Médio, Laura explica que já existe uma crítica por ser um termo colonial. “É um território muito pouco conhecido no Brasil, tanto a política, a história e a literatura. Tudo que a gente recebe sobre esse território vem da grande mídia, uma visão completamente distorcida, estreita e equivocada também.”


“Nesse mundo tão conturbado, violento e injusto, estamos vendo essas forças, essas potências, tentando impor uma narrativa, tentando justificar o injustificável. Então é fundamental criar critério, pensamento crítico, diversidade”, avalia. Ela acrescenta que, nos territórios trabalhados pela Tabla, existe uma diversidade étnica, linguística, religiosa e cultural muito grande, e que é pouco traduzida no Brasil.

 
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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enem 2026 terá atendimento especializado para TOC, ansiedade e TDAH</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) incluiu no edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 novas condições para solicitações de atendimento especializado durante as provas. É o caso de situações relacionadas a fibromialgia e também a transtornos mentais. Entre elas, crise de ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Com a ampliação das situações previstas na edição deste ano, uma pessoa diagnosticada, por exemplo, com histórico de transtorno de ansiedade, poderá contar com um acompanhante para lhe dar suporte nos dias de aplicação das provas.

Notícias relacionadas:Enem 2026: inscrições vão até 5 de junho.Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública.O atendimento especializado deverá ser solicitado pelo interessado no momento da inscrição, exclusivamente na Página do Participante do exame.

O prazo de inscrições se encerrará nesta sexta-feira (5).

Outras condições

Como nas edições anteriores do Enem, também podem solicitar o atendimento especializado os candidatos nas seguintes condições: baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, dislexia, Transtorno do Espectro Autista (TEA), diabetes, além de gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar e outras condições específicas.

Aprovação da solicitação

A solicitação do candidato precisa ser confirmada pela equipe do Inep para o candidato ter garantido seu atendimento especializado.

Para a análise do pedido, todas as solicitações devem ser comprovadas por documentação adequada, como laudo médico, além de outras previstas no edital do Enem 2026.

O participante que tiver solicitação aprovada poderá ser acompanhado, por exemplo, por um cão-guia/cão de apoio emocional, usar material próprio e outros recursos de acessibilidade, como aparelho auditivo ou implante coclear, máquina de escrever em Braille, caneta de ponta grossa, óculos especiais, lupa, tábuas de apoio, bolsa de colostomia, medidor de glicose, bomba de insulina, entre outros.

Todos os recursos serão vistoriados pelo chefe de sala de aplicação das provas.

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Sala reservada

No caso de lactantes, nos dois dias de realização do exame, em 8 e 15 de novembro, o acompanhante adulto ficará em uma sala reservada para ser o responsável pela guarda da criança em fase de amamentação ou para ser acionado em caso de intercorrências com a participante.

Da mesma forma, o candidato diagnosticado com transtornos mentais poderá contar com um acompanhante, que também aguardará nesta sala reservada, monitorada por fiscais, para casos de necessidade de apoio ou estabilização do participante.

O espaço reservado nos dias de provas poderá também acolher profissionais ou parentes do participante que precisem de apoio e auxílio para ir ao banheiro e se alimentar durante as provas.

O acompanhante não terá acesso à sala de provas e todos serão submetidos a revista eletrônica por meio do uso do detector de metais.

Acessibilidade no Enem

Em 2025, o Inep autorizou o uso de cerca de 165 mil recursos de acessibilidade durante as provas do Enem para pouco mais de 116 mil participantes que solicitaram atendimento especializado.

De 2022 a 2025, o quantitativo de pessoas com atendimento especializado no Enem aumentou 191%: passou de 30.856 para 89.770.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

 Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>&amp;quot;Quem tinha que aumentar a taxa seríamos nós&amp;quot;, diz Lula sobre EUA</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta terça-feira (2), o argumento do governo dos Estados Unidos de que o Brasil adota práticas “irrazoáveis” na relação entre os dois países. Lula voltou a lembrar que os norte-americanos têm superávit na relação comercial com o Brasil. E, se alguém deveria aplicar tarifas, deveria ser o Brasil.

“O superávit americano, nos últimos 15 anos, foi de US$ 415 bilhões. Então, quem tinha que aumentar a taxação seríamos nós, não eles”. Lula lembrou também que tanto ele quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, haviam concordado em dar 30 dias de prazo para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Notícias relacionadas:Veja argumentações apresentadas em relatório para taxar Brasil.EUA atacam Pix para favorecer empresas de pagamentos estadunidenses.Governo dos EUA propõe nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.“Vocês viram que faz pouco tempo que fui aos Estados Unidos. Tive três horas de conversa com o presidente Trump. O secretário do Comércio dele começou a dizer que havia taxação e eu disse que havia divergência entre o ministro de Comércio dele e o meu ministro do Comércio”, relatou o presidente, contando que entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil.


“Então, eu disse a ele [Trump], nós dois vamos dar 30 dias para eles provarem quem está certo e quem está errado. Se eu estiver errado, eu aceito; se você estiver errado, você aceita. E demos 30 dias. Até agora já conversaram três vezes e não houve acordo”, completou.


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A conversa entre os dois, citada por Lula, ocorreu no início de maio, na Casa Branca. O presidente brasileiro foi recebido pelo seu homólogo estadunidense e a conversa teve como principais eixos a relação comercial entre os dois países, o combate ao crime organizado internacional e a exploração de minerais estratégicos.

Em um dia em que, mais uma vez, os Estados Unidos propõem taxas contra os produtos brasileiros alegando deslealde comercial, Lula afirmou que sua guerra é a “guerra da verdade”.


“Como eu não tenho navio para fazer as guerras que o Trump gosta de fazer e não tenho bomba atômica, a minha guerra é a guerra da verdade contra a mentira.”


Desta vez, o governo estadunidense alegou que o Brasil políticas e práticas brasileiras são “irrazoáveis” e “oneram ou restringem” o comércio norte-americano.

O relatório final da investigação prevê a imposição de “tarifas ou outras restrições à importação de produtos brasileiros. Tendo por base essa possibilidade, o representante de comércio dos EUA propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre todos os bens do Brasil”.

Apoio da oposição ao tarifaço

Lula discursou em evento de inauguração novo campus do Instituto Federal Goiano, em Catalão (GO). Na ocasião, ele também lembrou o posicionamento dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro quando Trump aplicou tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA. Sem dizer o nome, citou uma postagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que, à época, agradeceu a Donald Trump pelas tarifas contra produtos brasileiros.

“No dia que ele [Trump] taxou, vou dizer o que fez os meninos do Bolsonaro. Um deles, que é candidato à Presidência, tuitou no dia 9 de julho de 2025: &#039;Obrigado, Trump, faça o Brasil livre de novo&#039;”, lembrou. “O filho dele, que foi hoje à televisão dizer que não disse nada, agradeceu.”

Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que pediu a Trump para não taxar os produtos brasileiros. Os dois se encontraram na Casa Branca no final de maio. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Anvisa suspende lote de medicamentos para hipertensão e câncer de mama</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e consumo de medicamentos para controle de pressão e tratamento de câncer de mama. A Resolução 2.238/2026 foi publicada hoje (2) no Diário Oficial da União (DOU). 

Um dos medicamentos é o Halaven (mesilato de eribulina) - 0,5mg/ml sol inj ct fa vd trans x 2ml, fabricado pela farmacêutica United Medical Ltda e utilizado para tratamento de câncer. A empresa comunicou o recolhimento voluntário do Lote 148386 em razão de desvio de qualidade, relacionado ao teor do princípio ativo que estaria abaixo da especificação aprovada.

Notícias relacionadas:RJ: polícia faz ação contra venda clandestina de canetas emagrecedoras.Acre luta para reverter desinformação e ampliar vacinação contra o HPV.Resolução proíbe uso de PMMA por médicos em procedimentos na pele.O outro medicamento é o maleato de enalapril - 20 mg com ct bl al plas trans x 500 (emb hosp), da fabricante Hipolabor Farmacêutica Ltda, usado no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca. A Anvisa informa que houve um erro em relação às embalagens do produto. 

As embalagens apresentam equivocadamente a indicação de “10 mg” na descrição de composição, ao invés de “20 mg”, que seria a descrição correta. Para esse medicamento, estão suspensos os lotes: 


	0062/26M 
	0063/26M 
	0064/26M 
	0088/26M 
	0089/26M 
	0358/26M
	0415/26M
	0506/26M
	0507/26M 


Como proceder 

 Aqueles que têm em casa os medicamentos vetados pela Anvisa devem interromper imediatamente o uso.

O indicado é entrar em contato com um médico, farmacêutico ou outro responsável pelo tratamento para orientações.Também é indicado entrar em contato com o SAC das empresas fabricantes, a United Medical Ltda e a Hipolabor Farmacêutica Ltda. 

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Outras proibições 

A Anvisa suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A. Segundo laudo emitido pelo Instituto Adolfo Lutz, o produto apresentou resultado insatisfatório em uma inspeção de qualidade. A medida prevê o recolhimento do lote, além de proibir a venda, a distribuição e o uso.  

Foi determinada também a apreensão de todos os lotes do medicamento Cápsulas de óleo de pequi, produzidas pela R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda. A Anvisa aponta que o produto não tem registro, notificação ou cadastro, e a fabricante não possui autorização de funcionamento. 

Está proibida a comercialização, a distribuição, a fabricação, a propaganda e o uso deste medicamento. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia ]]></description>
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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>CNI vê risco para exportações com tarifa de 25% dos EUA</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta na indústria nacional. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (2), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou acompanhar com preocupação a iniciativa apresentada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

A entidade defendeu o fortalecimento do diálogo entre os dois países para evitar prejuízos econômicos. Segundo a CNI, a eventual adoção da medida pode afetar cadeias produtivas integradas entre Brasil e Estados Unidos e comprometer uma relação comercial construída ao longo de décadas.

Relação

Notícias relacionadas:&quot;Quem tinha que aumentar a taxa seríamos nós&quot;, diz Lula sobre EUA.Veja argumentações apresentadas em relatório para taxar Brasil.EUA atacam Pix para favorecer empresas de pagamentos estadunidenses.Para a CNI, a parceria econômica entre os dois países é estratégica e beneficia empresas e consumidores dos dois lados. A entidade avalia que a imposição de novas barreiras tarifárias tende a gerar impactos negativos não apenas para a indústria brasileira, mas também para o mercado norte-americano.

“O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações”, afirmou, em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban.

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Exportações

Dados levantados pela entidade mostram que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos encolheram em 2025.

As vendas do setor somaram US$ 30,2 bilhões no ano passado, queda de 4,2% em comparação com 2024.

Entre os 15 principais segmentos exportadores da indústria de transformação, nove apresentaram redução nos embarques para o mercado norte-americano. As maiores quedas ocorreram nos setores de produtos de metal (31,6%), madeira (20%), celulose e papel (19,9%) e veículos automotores (17,6%).

Na avaliação da CNI, a aplicação de uma tarifa adicional pode ampliar as dificuldades enfrentadas por esses setores e reduzir ainda mais a competitividade dos produtos brasileiros nos Estados Unidos.

Próximos passos

A discussão sobre a medida deve avançar nas próximas semanas. O USTR agendou para 6 de julho uma audiência pública para debater a proposta e receber contribuições de empresas, entidades e governos interessados.

A CNI considera que a consulta pública representa uma oportunidade para que o Brasil apresente informações técnicas e argumentos em defesa da manutenção do fluxo comercial entre os dois países.

Diálogo

A entidade informou que continuará acompanhando o tema e atuando com autoridades brasileiras, representantes do setor produtivo e interlocutores norte-americanos.

O objetivo, segundo a CNI, é buscar soluções negociadas que preservem a parceria econômica bilateral e evitem a adoção de medidas que possam afetar investimentos, empregos e comércio entre as duas maiores economias das Américas. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:10 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Alcolumbre mantém silêncio sobre 6x1 e oposição tenta preservar escala</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Seis dias após aprovação na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que acaba com a escala 6x1, segue sem tramitação no Senado. 

O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mantém silêncio sobre o andamento da matéria, enquanto a oposição apresentou PEC alternativa que preserva a escala de seis dias de trabalho e a jornada de 44 horas semanais.

Notícias relacionadas:Saiba como votaram os deputados na PEC que acaba com a escala 6x1.Entenda PEC que acaba com escala 6x1: mais tempo livre e mesmo salário.A PEC 12/2026 da oposição foi apresentada no dia seguinte à aprovação da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 para 40 horas semanais.

Diferentemente da PEC aprovada na Câmara – que segue aguardando tramitação no Senado –, Alcolumbre despachou a proposta da oposição para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), no mesmo dia.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria de Alcolumbre não se manifestou.

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Cautela

Para a cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a demora na definição da tramitação da PEC no Senado demonstra certa “cautela institucional” de Alcolumbre.


“O silêncio do presidente do Senado pode ser interpretado como uma tentativa de evitar um posicionamento precoce diante de uma pauta que reúne forte apoio popular, mas também intensa resistência de setores empresariais e de parte dos parlamentares”, destacou.  


A professora acrescentou que, nos últimos dias, representantes dos empresários defenderam que a discussão ocorra de forma mais lenta, inclusive após as eleições, “e têm pressionado o Senado por mudanças no texto”.

Tramitação

Lideranças governistas esperam a definição da tramitação após a reunião de líderes que deve ocorrer na próxima semana, devido ao feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (4).

Nesta terça (2), as comissões e corredores do Senado estavam esvaziados. Há a previsão apenas de uma sessão semipresencial – quando os senadores podem votar sem estarem presentes no Plenário.

A cientista política Luciana Santana acrescenta que Alcolumbre quer equilibrar interesses contraditórios, com seu comportamento indicando mais uma estratégia para controlar o ritmo da tramitação do que uma rejeição aberta ao mérito da PEC.

“Se acelerar a PEC, atende à pressão social e evita o desgaste de ser visto como obstáculo a uma pauta popular. Se retardar ou permitir alterações profundas, responde às preocupações de empresários e de grupos parlamentares que consideram a proposta precipitada”, acrescentou.

PEC da Oposição

O texto da oposição prevê um regime de trabalho alternativo à carteira regida pela CLT. Nesse modelo, a jornada deve ser definida por negociação direta e individual entre patrão e trabalhador, via contrato por hora trabalhada e não por jornada semanal.

A PEC da oposição mantém a escala de até seis dias de trabalho na semana e 44 horas semanais. Além disso, a jornada negociada valeria mais que acordos coletivos, negociados pelo conjunto dos trabalhadores de uma empresa ou setor com mediação de sindicatos.

A proposta alternativa, de autoria do líder Rogério Marinho (PL-RN), já conta com a assinatura de apoio de 41 senadores. Ele criticou a redução da jornada de trabalho no Brasil prevista na PEC aprovada na Câmara.

“[A PEC da oposição] preserva a liberdade de escolha do trabalhador e evita a adoção — com algumas exceções — de um modelo único de jornada imposto de forma generalizada a todos os setores da economia”, disse o senador potiguar.

A mobilização da oposição é criticada pela líder do PT no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), que considera a medida um retrocesso e alerta que ela pode atrasar o fim da escala 6x1:


“Espero que haja momentos de reflexão, de negociação, de acordos e também de pressão social, porque o apelo popular do fim da jornada 6x1 pegou, e pegou porque é uma realidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras.”


A professora da Ufal Luciana Santana pondera que, ao abrir espaço para propostas alternativas, o Senado pode modificar o texto e prolongar a tramitação da PEC.

“O Senado tradicionalmente se apresenta como uma casa revisora e tende a demonstrar maior sensibilidade às pressões econômicas e federativas. Por isso, é provável que os senadores busquem introduzir ajustes, realizar audiências e ampliar o debate”, comentou.

CCJ

A PEC que acaba com a escala 6x1 deve ser analisada primeiro na CCJ, liderada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), antes de ir ao Plenário, onde precisa ser aprovada em dois turnos.

O presidente da CCJ informou que vai priorizar a votação da PEC da Câmara, que começou a tramitar primeiro que a da oposição, que teria que “entrar na fila”, segundo Otto Alencar. O senador espera definir o relator na próxima semana, em conjunto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

A cientista política da Ufal Luciana Santana avalia que, mais importante que uma posição pública de Alcolumbre, é a definição do nome do relator e de um possível calendário de audiências públicas.


“São esses movimentos institucionais que mostrarão se o Senado pretende acelerar, revisar ou efetivamente esfriar a tramitação da matéria”, disse a professora.


A próxima reunião da CCJ deve ocorrer em 10 de junho, quarta-feira da próxima semana. O governo espera votar a proposta até o final do mês. Um requerimento da oposição para realizar uma audiência pública no plenário da Casa foi aprovado, mas ainda sem data definida. 

O líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), espera que o Senado escute a demanda das ruas.

“Espera-se agora que o Senado Federal cumpra sua alta responsabilidade política, sintonize-se com o clamor popular e aprove a matéria com a celeridade que o momento histórico exige”, disse em artigo publicado em um portal do PT.

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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:10 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Caso Henry: Monique diz em depoimento que &amp;apos;suspeita ter sido dopada&amp;apos;</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A professora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, afirmou nesta terça-feira (2) que suspeita ter sido dopada no dia do assassinato do menino, em março de 2021. Ré no processo em que o crime é julgado, ela prestou depoimento no nono dia do júri, no Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Monique e o então vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, são acusados pela morte da criança. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ), Jairinho torturava o enteado, e Monique foi omissa em proteger o filho.  

Notícias relacionadas:Júri do caso Henry Borel entra na reta final; entenda próximos passos.Médica diz que Henry Borel chegou ao hospital tecnicamente morto.Testemunhas acusam Jairinho de agredir outros filhos de namoradas.&gt;&gt; Júri do caso Henry Borel entra na reta final; entenda próximos passos

No depoimento, a ré afirmou que não acreditava que o padrasto da criança seria capaz de realizar agressões contra o menino. Para ela, atualmente, há elementos para acreditar que Jairinho pode ter sido o responsável da morte.   


“Pode ser muita burrice, mas em nenhum momento pensei que ele pudesse fazer qualquer tipo de agressão ao meu filho”, declarou Monique, ao ser questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro, presidente da sessão no 2º Tribunal do Júri.  


No início do depoimento, Monique descreveu que a relação de Jairinho com ela e o menino era boa. No entanto, ela admitiu que o então namorado era uma pessoa ciumenta e que, cerca de um mês após o início de relacionamento, sofreu uma tentativa de enforcamento por parte de Jairinho, em uma “crise de ciúme mais grave”.  

O relacionamento começou em outubro e, em janeiro, ela foi morar com Jairinho. A ré contou que, no fim de janeiro, Henry se queixou com o pai, Leniel Borel, de ter recebido “um abraço forte do tio”.  

Episódio levou Leniel a conversar com o padrasto e pedir para ele não repetir o gesto. Monique contou que, a pedido de Leniel, passou a evitar que a criança ficasse sozinha com Jairo.   

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Banda e moca 

Monique Medeiros mencionou que, um dia, mesmo com ela em casa, Henry a procurou e comentou que Jairinho tinha dado uma banda (rasteira) e uma moca (soco na cabeça) nele.

Ao cobrar explicações de Jairo, ela disse que o então vereador negou e que era apenas uma brincadeira e segurou o menino para que ele não caísse. Segundo Monique, o padrasto disse ainda que a mãe mimava o menino e que ele “viraria veadinho”.  

Segundo Monique, Jairinho prometeu que esse comportamento não se repetiria. De acordo com a mãe, esse episódio marcou um distanciamento da criança com Jairo. 

Por vários momentos, Monique chorou no depoimento. Ela rebateu a informação da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, de que tinha sido avisada de uma agressão de Jairinho a Henry no dia 2 de fevereiro. No último domingo (31), a babá prestou depoimento no júri. 

“Ela falou que contou no mesmo dia, é mentira! Se tivesse contato, eu nunca deixaria os dois juntos&quot;, afirmou no júri.  

 


            
        
    
FOTO DE ARQUIVO - Jairo Souza Santos Junior, conhecido como Dr. Jairinho, e Monique Medeiros são acusados pela morte de Henry Borel. Foto: PCRJ/Divulgação


Conversa com babá 

Monique contou sua versão sobre a troca de mensagens de 12 de fevereiro com a babá a respeito da suspeita de novas agressões de Jairinho. Ela relatou ter sido surpreendida ao saber que o namorado chegou em casa antes do horário e afirmou ter evitado que ele ficasse sozinho com Henry.

Ao receber mensagens da babá de que o menino estava no quarto com Jairinho, disse que ficou &quot;apavorada”, achando que Jairinho poderia ter sido rígido com a criança. 

“Em nenhum momento achei que meu filho tinha sido agredido. Não queria que ele se comunicasse da forma rígida que ele era”.  

Durante uma troca de mensagens, ela insistiu para que o babá interrompesse os dois e levasse Henry para a brinquedoteca ou para o shopping onde ela estava.  

Em uma das mensagens, a babá contou que o garoto tinha saído do quarto e que “estava bem”. Em mensagens seguintes, recebeu a informação de que o menino reclamava de dor no joelho e na cabeça. Monique chegou a receber um vídeo do menino, mas afirmou que não percebeu que ele mancava.

“Hoje acredito que houve, sim, alguma coisa com o meu filho dentro do quarto”.

Em outra mensagem, a babá conta que o menino relatou que tinha levado uma banda e um chute e que foi avisado para não contar à mãe, se não Jairinho “iria pegá-lo”.  

Pouco depois, o próprio menino participou de uma ligação de vídeo com a mãe, na qual contou que “o tio tinha brigado com ele” e que ele atrapalhava o relacionamento do casal. 

Monique relatou que antes de sair do shopping, chegou a comprar câmeras de vigilância, com intenção de instalá-las no apartamento. 

A professora acrescentou que, no dia seguinte, ela e o padrasto levaram o garoto em um hospital, onde foi feito um raio-x e constatado que não havia nada no joelho.  

Apagamento de mensagens  

Em outro momento do depoimento, Monique Medeiros garantiu que não ordenou que a babá Thayná apagasse as mensagens de celular entre as duas.   

“Eu tenho prova de que não mandei ela apagar as mensagens. Por que eu mandaria apagar, se eu tinha os prints no meu telefone?”, declarou no júri.   

Segundo Monique, foi a família de Jairinho que deu a ordem. Ela contextualizou que várias pessoas da família da babá eram empregadas da família de Jairinho. Um exemplo é um tio, que seria motorista do Coronel Jairo, pai do então vereador.   

Dia da morte

No dia do crime, madrugada de 8 de março de 2021, Monique Medeiros contou que Henry estava dormindo no quarto do casal, e ela e Jairinho foram para outro quarto. Ela suspeita que o então namorado havia dado remédio para ela dormir, prática que alega já ter flagrado em outras ocasiões. 

Segundo ela, Jairinho fazia isso “para que ela não conversasse com outros homens enquanto ele estava dormindo”. 

Monique narrou ter sido acordada por Jairinho volta das 3h40. Ele teria contado para ela que tinha ouvido um barulho e, ao entrar no quarto, encontrou o menino no chão e o recolocou na cama. Jairinho repetia que Henry não estava respirando direito.

O casal seguiu para o hospital. Lá, o então vereador dizia que tinha ouvido um barulho. No hospital, ela endossou a versão do namorado, mas, em depoimento, admitiu à juíza que não tinha ouvido.  

Sem marcas 

Monique disse que, no hospital, começou “um pesadelo”, se referindo a duas horas e meia de manobras de ressuscitação. Ela descreveu que o menino chegou no hospital com o corpo “branquinho”, sem marcas e lesão.  

“Na minha cabeça, como não tinha nenhum sinal, então, só podia ser uma queda da cama”.  

Durante o depoimento, a mãe de Henry Borel afirmou que não havia, na época, conhecimento público de outras denúncias de agressão de crianças por parte de Jairinho.  

Na última quinta-feira, duas ex-namoradas de Jairinho prestaram depoimento e confirmaram as denúncias de agressão contra duas crianças.  

Monique Medeiros afirmou que, poucos dias antes da prisão dela e de Jairinho, que aconteceria em 7 de abril de 2021, confrontou o ex-companheiro. 

“Eu realmente dei alguns tapas no rosto dele e falei ‘você matou meu filho’”. Em resposta, ele teria pegado uma bíblia e jurado nunca ter encostado um dedo no filho dela.

Ela atribuiu a Jairinho o fato de os telefones celulares dos dois terem sido arremessados pela janela, quando investigadores foram ao apartamento deles. “Eu estava dormindo”.  

Questionada pela juíza Elizabeth Machado Louro se Jairinho é responsável pela morte de Henry Borel, Monique Medeiros respondeu “acho que pode ter sido”.   ]]></description>
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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:10 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Filme O Agente Secreto lidera indicações ao Prêmio Grande Otelo 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, teve 18 indicações ao Prêmio Grande Otelo 2026, principal premiação do audiovisual brasileiro. Os finalistas foram anunciados nesta terça-feira (2) pela Academia Brasileira de Cinema. 

A cerimônia de premiação será realizada no dia 4 de agosto, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. 

Notícias relacionadas:TV Brasil: série Como Nascem os Heróis concorre ao Prêmio Grande Otelo.Entre os indicados a Melhor Longa-Metragem Ficção também estão Manas, de Marianna Brennand, O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende, Homem com H, de Esmir Filho, e O Último Azul, de Gabriel Mascaro.

A presidente da Academia Brasileira de Cinema, Renata Almeida Magalhães, destaca que a edição deste ano marca os 25 anos do Prêmio. 


“Estivemos, estamos e estaremos sempre junto com o que o audiovisual brasileiro produz. A edição deste ano marca ainda o retorno da categoria Melhor Longa-Metragem Comédia e inclui, pela primeira vez, o prêmio de Melhor Montagem Documentário”, contou.


Além das categorias técnicas e artísticas para cinema, o prêmio contempla séries de ficção, documentário e animação exibidas na televisão aberta, TV paga e streaming. Segundo a organização, serão entregues 32 troféus. 

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Os vencedores serão escolhidos por profissionais associados à Academia Brasileira de Cinema. Já o prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular será definido por votação aberta no site da instituição.

Entre os destaques nas categorias de atuação estão Wagner Moura, indicado por O Agente Secreto; Jesuíta Barbosa, por Homem com H; Denise Weinberg, por O Último Azul; e Camila Pitanga, por Malês.

Na televisão, séries como Cangaço Novo, Beleza Fatal, Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente e Ângela Diniz: Assassinada e Condenada aparecem entre as produções mais lembradas.

Reconhecida desde 2020 pela Academy of Motion Picture Arts and Sciences como a entidade responsável pela indicação brasileira ao Oscar de Melhor Filme Internacional, a Academia Brasileira de Cinema reúne profissionais de diferentes áreas do setor audiovisual nacional.

Confira os indicados ao Prêmio Grande Otelo 2026 no site da Academia Brasileira de Cinema.  ]]></description>
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<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 16:01:10 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mercado financeiro eleva previsão da inflação para 5,09% este ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 5,04% para 5,09% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (1º), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima segunda semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026 .Brasil deve voltar a ser 10ª maior economia após resultado do PIB.Prévia da inflação varia 0,62%, influenciada por alimentação e bebidas.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4,01% para 4,02%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,66% e 3,5%, respectivamente.

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Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento, o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,89% para 1,9%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) permanece em 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

No primeiro trimestre de 2026, a economia do país cresceu ​1,1% na comparação com o último trimestre de 2025. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%, de acordo com o IBGE.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária. O resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,16 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,25.

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<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:02:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Hoje é Dia: datas, fatos e feriados de junho de 2026</title>
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<description><![CDATA[ Começa o mês e com ele a campanha Junho Vermelho, de incentivo à doação de sangue. A mobilização é fundamental para aumentar os estoques nos hemocentros do país, que enfrentam escassez principalmente em períodos como os meses de férias escolares, Carnaval e festas de fim de ano. A ideia é também convencer cada vez mais pessoas a se tornarem doadoras frequentes.

O ápice da campanha é 14 de junho, Dia Mundial do Doador de Sangue. A importância do Junho Vermelho foi destaque em reportagem da Agência Brasil em 2021, da Radioagência Nacional em 2025, e do programa Revista Brasília, da Rádio Nacional, veiculado no mesmo ano. O Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, também deu sua contribuição à campanha, em 2023. 











É só chegar junho que já pensamos nelas: as festas juninas. As comemorações com temática caipira, as comidas típicas e as homenagens a Santo Antônio (celebrado no dia 13), São João (dia 24), e São Pedro (29 de junho) figuram entre as festividades mais queridas dos brasileiros. A Agência Brasil mostrou como as festas juninas atraem mais público do que o Carnaval, em reportagem de 2025. No mesmo ano, a Radioagência Nacional e o Revista Brasília, da Rádio Nacional, abordaram os festejos sob a ótica da segurança, com orientações para evitar queimaduras e incêndios. 









Depois dos santos homenageados nas festas juninas, a maior celebração católica do mês é o Dia de Corpus Christi, data móvel que, este ano, cai em 4 de junho. Ela simboliza a presença de Cristo na Eucaristia, ocorrendo 60 dias após a Páscoa, como explicou o Revista Brasília, da Rádio Nacional, em edição de 2024. Mas sabia que o dia não é um feriado nacional? É considerado ponto facultativo, apesar dos estados terem liberdade para decretar feriado, como esclareceu a Radioagência Nacional, em 2025. A Agência Brasil e o Repórter Brasil, da TV Brasil, sempre destacam as atividades promovidas por fiéis em todo o país, como a confecção dos tradicionais tapetes de Corpus Christi. 











Junho também é o mês do Dia dos Namorados, comemorado no dia 12. Mas, no Brasil, a data tem uma origem nada romântica. Ela foi criada em 1948 pelo publicitário João Dória (pai do ex-governador de São Paulo, João Dória Jr.), para alavancar as vendas em junho, mês que, até então, era considerado fraco para o comércio. Somente no ano passado, a data movimentou cerca de R$ 22 bilhões com a troca de presentes e serviços, como destacou a Radioagência Nacional. Mas os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também abordam a data sob a ótica da importância afetiva. O Tarde Nacional Amazônia explicou, em 2022, o que acontece com o cérebro quando estamos apaixonados. E a Agência Brasil mostrou como a tecnologia tem ajudado a formar casais, em texto também de 2022. 









Saúde 

O Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil, fixado em 3 de junho, foi criado no Brasil em 2008 para promover campanhas educativas sobre alimentação equilibrada, atividade física e riscos associados a esta condição, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

O problema chama a atenção, já que, em todo o planeta, 20,7% das crianças e adolescentes com idade entre cinco e 19 anos vivem com sobrepeso ou obesidade, como destacou a Agência Brasil em março deste ano. O Tarde Nacional, da Rádio Nacional, em edição de 2025, abordou a obesidade infantil como um desafio de saúde pública no Brasil.

A questão também foi tratada no jornal Brasil em Dia, veiculado pelo Canal Gov, em 2022.







Proteção de direitos

O Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes de Agressão, celebrado em 4 de junho, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em alusão às crianças afetadas pela violência das guerras. Com o passar dos anos, a data passou a ser símbolo de combate a qualquer tipo de agressão.

No Brasil, quase 200 crianças e adolescentes são agredidos por dia, como alertou a Agência Brasil em 2024. Já a Radioagência Nacional destacou que, em 2023, a grande maioria dos casos ocorre dentro de casa. E o Brasil em Dia, da TV Brasil, deu visibilidade aos canais para denunciar a violência, como os serviços Disque 100 e Disque 180, em edição exibida em 2020.







Em 12 de junho celebramos o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, instituído em 2002 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Apesar das contínuas ações do Ministério Público do Trabalho (MPT) e seus parceiros para coibir a prática, o problema persiste. Não estamos falando de ajudar os pais em tarefas domésticas simples, mas sim de trabalhos que põem a saúde e a vida dos jovens em risco.

O trabalho infantil provocou 46 mil acidentes em 12 anos, como noticiou o Repórter Brasil, da TV Brasil, em 2020. E cresceu entre crianças mais novas, afetando, sobretudo, as negras. Este foi o foco desta reportagem da Radioagência Nacional, de 2024. No ano passado, a Agência Brasil noticiou que mais de seis mil crianças foram resgatadas nessas condições entre 2023 e 2025. 







Além da proteção de crianças e adolescentes, junho também destaca o cuidado com os mais velhos, com o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, no dia 15. O Revista Brasília, da Rádio Nacional, entrevistou em 2025 uma advogada sobre a nova legislação que endurece as punições para maus-tratos contra idosos.

No mesmo ano, o Tarde Nacional Amazônia destacou os canais de denúncia. E a Agência Brasil detalhou os vários tipos de violência contra idosos em reportagem de 2023, do abandono à violência física e até a patrimonial. 









Dando continuidade às datas de defesa de direitos, temos o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+, em 28 de junho. A data surgiu em 1969 nos Estados Unidos, quando frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, reagiram à constante truculência policial contra a comunidade. Em 2024, a Agência Brasil trouxe o histórico da luta e das conquistas de direitos no Brasil.

Em ano de eleições, a Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ de São Paulo, a maior do país, salientou a importância do voto para a construção de políticas públicas dirigidas a esta parcela da população. Esse foi o destaque desse outro texto da Agência Brasil.

A Radioagência Nacional denunciou que o Brasil lidera o ranking de mortes violentas de pessoas LGBTQIAPN+, com 257 casos em 2025. E o Brasil em Dia, da TV Brasil, também trouxe esse enfoque, falando sobre o elevado número de assassinatos de transexuais e travestis, em edição de 2023.







Cultura

Que tal finalizarmos esta edição do Hoje é Dia homenageando dois ícones da cultura? O primeiro é a atriz e cantora americana Marilyn Monroe, cujo centenário é comemorado neste ano. Ela nasceu em 1º de junho de 1926. De origem humilde, a artista foi descoberta em 1953 e, a partir, daí construiu uma carreira icônica no cinema, interpretando personagens cômicos e sensuais em filmes que se tornaram clássicos, como &quot;Os homens preferem as loiras&quot;, &quot;O pecado mora ao lado&quot; e &quot;Quanto mais quente melhor&quot;.

Apesar do sucesso, sofria com o vício em drogas e com a depressão. Morreu em decorrência de uma overdose de barbitúricos aos 36 anos. A vida e obra de Marilyn foi relembrada no Repórter Brasil Noite, da TV Brasil, em 2016; no programa Claquete, da Rádio Nacional, em 2020; e no Rádio Memória, da Rádio MEC (em 2022).











A outra homenageada desta edição é a cantora e compositora baiana amplamente reconhecida Maria Bethânia, que completa 80 anos no dia 18 de junho. Ela estreou como cantora em 1963 e se tornou uma das maiores interpretes da MPB, sendo a primeira mulher a vender mais de um milhão de discos no Brasil.

Sua voz potente e singular é conhecida por sucessos como “Explode Coração”, “Sonho Meu” e “Reconvexo”. O programa É tudo Brasil, da Rádio Nacional, abordou a biografia da cantora, destacando os primeiros anos de sua carreira.

Neste ano de 2026, ela e seu irmão Caetano Veloso venceram o Grammy na categoria “Melhor Álbum de Música Global”. A conquista foi noticiada com destaque na Agência Brasil; na Radioagência Nacional e no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil. 













Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de Junho de 2026*



Junho de 2026

1º/6


Nascimento da atriz estadunidense Marilyn Monroe (100 anos)

Nascimento do jornalista e escritor mineiro Zuenir Ventura (95 anos)

Ônibus espacial Endeavour faz seu pouso final após sua 25ª missão no espaço (15 anos)

Dia Nacional da Imprensa

Dia Internacional do Leite – criado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, para reconhecer a importância do leite como alimento global


2/6


Primeira transmissão do programa “Acontece Cada Uma”, na Rádio Nacional (77 anos)

Nascimento do músico inglês Charlie Watts (85 anos) - baterista da banda de rock britânica The Rolling Stones

Piloto alemão Michael Schumacher vence o GP da Espanha, sua 20ª vitória na categoria e a primeira pela Ferrari (30 anos)

Última vitória de Nelson Piquet na Fórmula 1 (35 anos)

Dia Internacional da Prostituta – comemorado para marcar a data de 2 de junho de 1975, em que cerca de 150 trabalhadoras sexuais entraram para a história ao ocuparem a Igreja de São Nizier na cidade francesa de Lyón, exigindo que o trabalho prestado por elas fosse considerado tão útil à França como outro ofício qualquer

Criação do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (45 anos)


3/6


Morte do professor e violoncelista fluminense Newton Pádua (60 anos)

Nascimento do escritor paraibano José Lins do Rêgo (125 anos)

Morte do boxeador estadunidense Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr. (10 anos) – considerado um dos melhores da história do esporte, eleito &quot;O Desportista do Século&quot; pela revista estadunidense Sports Illustrated, em 1999

Morte do cantor e compositor paulistano Francisco Ferraz Neto, o Risadinha (50 anos) – foi contratado pela Rádio Nacional

Declaração formal de independência de Montenegro (20 anos)

Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil

Dia Mundial da Bicicleta – aprovado em 12 de abril de 2018 pelas Nações Unidas como um dia oficial de conscientização sobre os vários benefícios sociais de usar a bicicleta para transporte e lazer


4/6


Inauguração da TV Nacional de Brasília (66 anos)

Morte do filósofo húngaro Gyorgy Lukacs (55 anos)

Henry Ford conclui o Quadriciclo de Ford, seu primeiro automóvel movido a gasolina, e faz um teste de sucesso (130 anos)

Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes de Agressão – comemoração instituída pela ONU na sua Resolução E-08/07, de 19 de agosto de 1982, que conta com o apoio da Unicef

Dia de Corpus Christi – data móvel


5/6


Início da transmissão, na Rádio Nacional, de &quot;Em busca da felicidade&quot; (85 anos) – primeira novela radiofônica veiculada no país. Em 2018, o roteiro recebeu a certificação da Unesco, pelo Programa Memória do Mundo

Nascimento da estilista mineira Zuzu Angel (105 anos)

Nascimento do cantor e compositor fluminense Erasmo Esteves, o Erasmo Carlos (85 anos)

Nascimento do cantor alagoano Augusto Calheiros, o &quot;Patativa do Norte&quot; (135 anos)

Dia Mundial do Meio Ambiente

Aniversário da cidade-satélite de Taguatinga, Região Administrativa III do Distrito Federal (68 anos) – conhecida pelo seu pólo comercial e independência do centro da capital, contendo a Praça do Relógio e Taguacenter como pontos tradicionais

Fundação de Brazlândia nas antigas terras da Chapada do Vão dos Angicos (93 anos) – anexada a nova capital Brasília nos anos 60, possui eventos tradicionais como Folia de Reis e a Festa do Morango

Criação do Parque Nacional do Juruena (20 anos) - unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza localizada nos estados de Mato Grosso e do Amazonas


6/6


Morte do psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Gustav Jung (65 anos) – conhecido como fundador da psicologia analítica

Nascimento da cantora e compositora fluminense Maysa Figueira Monjardim, conhecida como Maysa (90 anos)

Morte do piloto e inventor de automóveis suiço Louis-Joseph Chevrolet (85 anos) – co-fundador da Chevrolet Motor Car Company

Morte do saxofonista estadunidense de jazz Stan Getz (35 anos) – fez parcerias com João Gilberto e Antonio Carlos Jobim, tornando-se um dos principais responsáveis em difundir o movimento musical brasileiro conhecido como bossa nova pelo mundo

Fundação da Basketball Association of America (BAA) em Nova Iorque – foi a precursora da moderna National Basketball Association (80 anos)

Dia Nacional do Teste do Pezinho


7/6


Força Aérea Israelense destrói o reator nuclear iraquiano Osiraq durante a Operação Ópera (45 anos)

Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo – data móvel


8/6


Nascimento da ginasta baiana Marcela Menezes (40 anos) – campeã sul-americana de ginástica rítmica

Morte do radialista esportivo paulista Fiori Gigliotti (20 anos)

Dia Mundial dos Oceanos – comemoração estabelecida em 1992 durante a &quot;Eco92&quot; ou &quot;Conferência do Rio sobre Meio Ambiente”, com o fim de enfatizar a importância de todos os produtos fornecidos pelo Oceano Atlântico, Oceano Pacífico, Oceano Antártico, Oceano Índico e Oceano Ártico


9/6


Morte do músico, compositor e produtor musical norte-americano Sly Stone (1 ano)

Nascimento do cantor, compositor, violonista e produtor musical paulista Cláudio Nucci (70 anos) – integrou o grupo Boca Livre na primeira formação oficial do grupo

Nascimento da médica e feminista gaúcha Rita Lobato (160 anos) – é considerada a primeira mulher a se formar e exercer a Medicina no Brasil

Dia Nacional de Anchieta – comemorado por brasileiros, conforme o decreto nº 55.588, de 18 de janeiro de 1965 e Lei nº 5.196, de 24 de dezembro de 1966, que deverá ser celebrado nas escolas primárias e médias do Brasil com palestras alusivas à vida e à obra do Padre José de Anchieta

Dia Internacional dos Arquivos – comemorado para marcar a data da criação do Conselho Internacional dos Arquivos, que foi instituído pela Unesco em 9 de junho de 1948, quando se aproveita a data da celebração para se promover o valor das instituições de arquivos no serviço da pesquisa, da cultura, da memória, e da transparência

Dia do Porteiro


10/6


Nascimento do compositor e violonista baiano João Gilberto (95 anos)

Nascimento da pintora, cantora, atriz e pianista fluminense Nair de Teffé (140 anos) – notada por ter sido a primeira caricaturista mulher do mundo, e por ter sido primeira-dama do Brasil de 1913 a 1914. Faleceu na data de 10 de junho de 1981 (45 anos)

Nascimento da cartunista paulista Laerte Coutinho (75 anos)

Tenista Gustavo Kuerten conquista tricampeonato de tênis em Roland Garros (25 anos)

Dia Mundial dos Alcoólicos Anônimos – comemorado para marcar aquela que é tradicionalmente tida como a data da fundação do grupo de autoajuda de homens e mulheres que partilham entre si sua dependência das bebidas alcoólicas, ocorrida na cidade estadunidense de Akron, em 10 de junho de 1935

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas – celebra a data da morte de Camões, em 10 de Junho de 1580


11/6


Morte do músico, cantor e compositor norte-americano Brian Wilson (1 ano)

Nascimento do ator e humorista fluminense Ary Leite (95 anos)

Dia da Marinha do Brasil


12/6


Nascimento do treinador de futebol fluminense Antônio Lopes (85 anos)

Morte do ator, cantor, compositor e radialista fluminense Silvério Silvino Neto (35 anos) – estreou como comediante em janeiro de 1938 na Rádio Nacional, imitando com sucesso Arnaldo Pescuma, Carlos Galhardo e Lamartine Babo

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil – instituído em 2002 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Dia dos Namorados – comemoração extraoficial do Brasil desde 1948, que surgiu a partir de uma campanha publicitária


13/6


Morte do guitarrista paulista Marcelo Fromer (25 anos) – membro da banda Titãs

Nascimento da cantora e compositora fluminense Rita de Cássia Ribeiro, a Rita Benneditto (60 anos)

Morte do ator, humorista, cantor e cineasta paulista Amácio Mazzaropi (45 anos)

Dia de Santo Antônio


14/6


Primeira transmissão do programa infantil Clube Juvenil Toddy, na Rádio Nacional (75 anos)

Nascimento do cantor e compositor fluminense Wilson das Neves (90 anos)

Nascimento do empresário estadunidense Donald Trump (80 anos) – presidente dos Estados Unidos da América

Morte do escritor argentino Jorge Luis Borges (40 anos)

Dia Mundial do Doador de Sangue


15/6


Morte do compositor, cantor e instrumentista fluminense Aldacir Evangelista de Mendonça, o Aldacir Louro (30 anos) – atuou em rádio e televisão, apresentando-se na década de 1950 em vários programas da Rádio Nacional e Rádio Mayrink Veiga

Morte da cantora e compositora estadunidense Ella Fitzgerald (30 anos)

Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa – comemoração instituída em 2006 pela Rede Internacional de Prevenção de Abusos contra Idosos, que conta com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS)


16/6


Morte do médium cearense Francisco Peixoto, conhecido como Peixotinho (60 anos)

Morte do compositor fluminense José Luiz de Morais, o Caninha (65 anos) – considerado um dos pioneiros do início do samba, sendo amigo de Donga, Pixinguinha, João da Bahiana e Heitor dos Prazeres, entre outros

Fundação da IBM como a empresa Computing-Tabulating-Recording Company, em Endicott, Nova Iorque (115 anos)

Levante de Soweto – movimento símbolo da luta contra o racismo no mundo (50 anos)

Bloomsday – instituído na Irlanda para homenagear o personagem &quot;Leopold Bloom&quot;, protagonista de Ulisses, de James Joyce. Em todo o mundo, é o único dia dedicado ao personagem de um livro

Dia Mundial da Tartaruga Marinha


17/6


Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação – comemoração instituída pela Resolução A/RES/49/115, de 30 de janeiro de 1995, da Assembleia Geral da ONU, para marcar a data da adoção da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação, que foi estabelecida na cidade francesa de Paris, em 17 de junho de 1994


18/6


Nascimento do sociólogo, cientista político, professor universitário, escritor e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (95 anos)

Nascimento do engenheiro agrônomo do Ministério da Agricultura e político fluminense Bernardo Sayão (125 anos) – teve como principal projeto o desenvolvimento da região central do Brasil. Morreu tragicamente na construção do trecho norte da Transbrasiliana (a Belém-Brasília)

Nascimento do sambista fluminense Paulo Benjamin de Oliveira, o Paulo da Portela (125 anos)

Nascimento da cantora e compositora baiana Maria Bethânia (80 anos)

Dia Nacional da Imigração Japonesa – comemorado por brasileiros, conforme a Lei nº 11.142, de 25 de julho de 2005, para marcar a data da chegada ao Brasil do navio japonês Kasato-Maru, que aportou na cidade brasileira de Santos (SP) em 18 de junho de 1908

Dia Nacional do Tambor de Crioula

Dia Nacional do Orgulho Autista – comemorado para marcar a data da criação da &quot;Aspies/Autistas para a Liberdade&quot;, que foi constituída em 18 de junho de 2004 e se converteu na primeira instituição mundial a utilizar o termo &quot;orgulho&quot; relacionado ao autismo, com o fim de educar o público em geral sobre o desconhecimento das questões relacionadas a esta condição

Dia Nacional do Químico


19/6


Morte do ator paulista Francisco Cuoco (1 ano)

Dia do Cinema Brasileiro – comemorado no Brasil para marcar a data da primeira filmagem da baía da Guanabara, que foi realizada em 19 de junho de 1898 com uma câmera Lumière, pelo primeiro cineasta brasileiro, Afonso Segreto, a partir do navio francês &quot;Brèsil&quot;, quando ele retornava de uma viagem à Europa com o objetivo de buscar equipamentos de filmagem

Fundação do município de Ribeirão Preto (170 anos)


20/6


Nascimento do ex-futebolista paranaense Juliano Belletti (50 anos) – atualmente é embaixador global do Barcelona

Dia Mundial dos Refugiados – comemoração instituída pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados na Resolução nº 55/76 de 2000, para marcar a data do aniversário da Convenção de Genebra de 1951, que define o refugiado como toda a pessoa que, em razão de fundados temores de perseguição devido à sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social ou opinião política, encontra-se fora de seu país de origem e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar a esse país

Dia do Vigilante


21/6


Descoberta de dois satélites de Plutão, batizados de Nix e Hidra (20 anos)

Solstício de Inverno no Hemisfério Sul

Dia Mundial do Skate

Dia Internacional do Ioga – a data foi oficializada pela ONU em sua 69ª assembleia geral, realizada no dia 11 de dezembro de 2014, e recebeu a mais alta taxa de aprovação até então recebida numa assembleia da organização, tendo recebido votos a favor por 175 nações


22/6


Nascimento do compositor e instrumentista alagoano Hermeto Pascoal (90 anos)

Dia Mundial do Fusca

Fundação da cidade de Santarém-PA (365 anos)


23/6


Nascimento do cineasta paulista Victor Lima Barreto (120 anos)

Dia do Desporto, Dia Olímpico, Dia do Atleta Olímpico e Dia Mundial do Desporto Olímpico

Dia do Serviço Público das Nações Unidas – data da ONU

Inauguração da rodovia União-Indústria (165 anos) – inaugurada por Dom Pedro II, a rodovia ligava Petrópolis (RJ) a Juiz de Fora (MG)


24/6


Nascimento do automobilista argentino pentacampeão do mundo Juan Manuel Fangio (115 anos)

Início da Batalha de Carabobo, evento decisivo na guerra de independência da Venezuela contra a Espanha (205 anos)

Dia de São João, padroeiro de Niterói – feriado municipal


25/6


Aniversário da cidade-satélite de São Sebastião, Região Administrativa XIV do Distrito Federal (33 anos) – distante 26 quilômetros do Plano Piloto, originou-se das antigas fazendas Taboquinha, Papuda e Cachoeirinha, que produziam cerâmica para a construção de Brasília


26/6


Nascimento do maestro, arranjador e pianista paulista Lyrio Panicali (120 anos) – integrou os quadros das rádios Nacional e MEC

Nascimento do cantor e compositor paulista Marcos Roberto Dias Cardoso (85 anos) – fez sucesso desde a década de 1960 e na década de 1980 com a música &quot;A última carta&quot;, que ficou meses em primeiro lugar nas paradas e vendeu mais de dois milhões de discos

Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas – comemoração instituída pela Assembleia Geral da ONU na sua Resolução Nº 42/112, de 7 de dezembro de 1987, e que está oficializada no Brasil pelo Decreto 8.091, de 28 de maio de 1999, através do qual se criou a &quot;Semana Nacional Antidrogas&quot;

Dia Internacional das Nações Unidas em apoio às Vítimas de Tortura – comemoração instituída pela ONU na sua Resolução nº 52/149, de 12 de dezembro de 1997, para marcar a data de 26 de junho de 1987, na qual entrou em vigor nos países-membros signatários a &quot;Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanas ou Degradantes&quot;


27/6


Voo 139 da Air France (Tel Aviv-Atenas-Paris) é sequestrado a caminho de Paris pela OLP e desviado para Entebbe, Uganda (50 anos)

São Paulo Futebol Clube sagra-se campeão paulista pela primeira vez no estádio do Morumbi, após vencer o Palmeiras por 1 a 0 (55 anos)

Dia do Mestiço nos estados Amazonas, Roraima e Paraíba


28/6


Nascimento do empreendedor sul-africano-canadense-americano Elon Reeve Musk (55 anos)

O belga Adolphe Sax recebia a patente do saxofone (180 anos)

Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ – comemoração para marcar a data do &quot;Incidente de Stonewall&quot; de 28 de junho de 1969, quando frequentadores do bar Stonewall Inn, em Greenwich Village, Nova Iorque, reagiram pela primeira vez contra as constantes ações policiais ali ocorridas para prender travestis mais provocantes e todos os que vestissem mais de três peças do sexo oposto

Inauguração da Igrejinha Nossa Senhora de Fátima (68 anos) – construído a pedido de Juscelino Kubitschek, projetada por Oscar Niemeyer, é um dos pontos turísticos mais vistados de Brasília, contando com o famoso painel de azulejos de Athos Bulcão


29/6


Lançamento do Programa &quot;Garimpo&quot;, na Rádio Nacional AM do Rio de Janeiro (16 anos)

Nascimento da culinarista e apresentadora paulista Palmirinha Onofre (95 anos)

Dia de São Pedro

Dia do Colono Alemão em Petrópolis – feriado municipal


30/6


Nascimento do ex-pugilista estadunidense Mike Tyson (60 anos)

Dia Nacional do Bumba meu Boi



*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.

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<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:02:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Homicídios dolosos e estupros aumentam no estado de São Paulo</title>
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				O estado de São Paulo registrou 202 casos de homicídio doloso em abril deste ano, cinco ocorrências a mais do que no mesmo mês do ano passado. O número de vítimas do crime passou de 204 para 210, na mesma base de comparação. Os dados foram divulgados no portal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Os estupros também aumentaram no estado, chegando a 1.328 registros em abril. O número revela aumento de 13% em relação a abril do ano passado, quando houve 1.174 vítimas desse tipo de crime.

Notícias relacionadas:Número de homicídios, estupros e latrocínios diminui em São Paulo.Homicídios de mulheres diminuem no Brasil; feminicídios ficam estáveis.No mês, 20 mulheres foram mortas em casos de feminicídio, ante 21 vítimas em abril do ano passado. Apesar da estabilidade nos dados de feminicídio, as tentativas de homicídio contra mulheres aumentaram de 97 para 120, também na comparação mensal, o que representa alta de 23,7%.

Também cresceram os casos de agressão física no estado. Os registros de lesão corporal dolosa contra mulheres aumentaram 24%, chegando a 6.508 casos em abril. São 1.268 casos a mais do que em abril do ano passado.

Os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência, no contexto da violência doméstica, somaram 2.345 ocorrências em abril deste ano. O número revela uma alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando houve 1.899 registros. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:02:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governadora do DF recebe alta após apresentar quadro de pneumotórax</title>
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				Internada desde o sábado (30) para tratar de um pneumotórax, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, recebeu alta e deixou o Hospital Santa Lúcia, em Brasília, na manhã desta segunda-feira (1º).

De acordo com o boletim hospitalar, ela foi submetida a uma drenagem pleural que transcorreu &quot;sem intercorrências&quot;.

Notícias relacionadas:Entenda operação de até R$ 6,5 bilhões para socorrer BRB.BRB adia divulgação de balanço após acordo de socorro com a União.União e GDF fecham acordo para viabilizar empréstimo ao BRB.O exame radiológico apresentou &quot;resultado satisfatório&quot;, de acordo com a equipe médica formada por Alberto Mendonça e Sergio Murilo.

Pneumotórax é uma espécie de colapso que ocorre no pulmão, quando entra ar no espaço entre o órgão e a parede do tórax.

Em geral, apresenta sintomas como falta de ar, dor súbita no peito e dificuldade de respirar. Em casos mais graves, pode acelerar o coração, deixando uma coloração arroxeada na pele. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:02:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PF apreende armas destinadas a facções criminosas no Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal, em uma ação que contou com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, aprendeu, neste domingo (31), 33 pistolas e dezenas de carregadores, incluídos 15 para fuzil. As armas tinham como destino comunidades do Rio dominadas por facções criminosas e estavam sendo transportadas por um paraguaio, que foi preso.

A ação ocorreu na Rodovia Castelo Branco, próximo ao município de Porto Feliz, e realizada com base em investigação desenvolvida no contexto da Força-Tarefa Missão Redentor II e no âmbito da ADPF 635 (STF), conhecida como ADPF das Favelas, “com foco na desarticulação logística e financeira de organizações criminosas”, informou a PF.

Notícias relacionadas:Justiça decreta prisão preventiva de casal que levava armas para o CV.Brasil e EUA anunciam acordo de combate ao tráfico de armas e drogas.Rede nacional vai combater tráfico de armas .“As operações priorizam o bloqueio de rotas estratégicas utilizadas para o tráfico de drogas e armas, inclusive quando destinadas ao abastecimento de áreas sob influência criminosa”, acrescentou.

O preso e o armamento apreendido foram encaminhados à Delegacia de Polícia Federal em Sorocaba, onde foi realizada a “lavratura do auto de prisão em flagrante pelo crime de tráfico internacional de armas de fogo”. 

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<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:02:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Vieira vai a Pequim para reunião bilateral com governo chinês</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa nesta semana do 5º Diálogo Estratégico Global (DEG) entre o Brasil e a China. O encontro será realizado nesta segunda-feira (1°) e terça-feira (2), em Pequim.

O DEG é um mecanismo de diálogo entre os dois países e permite o intercâmbio das agendas global, regional e bilateral.

Notícias relacionadas:China suspende três frigoríficos brasileiros após irregularidades.China diz que acordos firmados em visita de Trump são &quot;preliminares&quot;.Rússia e China vetam resolução sobre Ormuz em Conselho de Segurança.Vieira terá reuniões com o vice-presidente chinês, Han Zheng, e o ministro de Comércio, Wang Wentao. O chanceler brasileiro também visitará o Museu Nacional da China, que abriga os eventos de comemoração do Ano Cultural Brasil-China.

De acordo com o Itamaraty, a China é maior parceiro comercial do Brasil e registra comercio bilateral de US$ 170,9 bilhões. O saldo comercial é de US$ 29 bilhões, alcançado pela exportação de produtos agropecuários brasileiros. 

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<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 11:02:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena acumula e prêmio principal vai para R$ 16 milhões</title>
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<description><![CDATA[ Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.013 da Mega-Sena, realizado neste sábado (30). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 16 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 02 - 14 - 21 - 22 - 34 - 44.


	46 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 33.161,69 cada
	2.918 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 861,70 cada


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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (2), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Colômbia vai às urnas neste domingo para eleger próximo presidente</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com 53 milhões de habitantes, a Colômbia – o segundo país mais populoso da América do Sul, atrás apenas do Brasil, – vai às urnas neste domingo (31) para eleger o próximo presidente para o período de 2026 a 2030. Entre os 14 candidatos, três aparecem com mais chances de passar ao segundo turno, marcado para 21 de junho.

Os favoritos à vaga, segundo as pesquisas, são três: Ivan Cepeda, filósofo de esquerda, defensor dos direitos humanos e aliado do atual presidente Gustavo Petro; Paloma Valencia, senadora da direita mais tradicional da Colômbia, aliada do ex-presidente Álvaro Uribe; e Abelardo de La Espriella, advogado milionário que nunca se candidatou e admirador de Javier Milei e Donald Trump.

Notícias relacionadas:Colombianos vão às urnas em disputa acirrada entre esquerda e direita.A depender do resultado, a Colômbia pode se alinhar mais estreitamente à política dos Estados Unidos (EUA) ou dar continuidade ao governo do Pacto Histórico, bloco partidário do atual presidente Gustavo Petro, o primeiro chefe de Estado de esquerda da história do país caribenho, que não pode se candidatar porque na Colômbia não há reeleição.

O pesquisador no Observatório Político Sul-Americano (OPSA), ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Matheus Petrelli lembra que a Colômbia é um país estratégico na América do Sul por ter saída para o Pacífico e Caribe.


“O Petro tentou muito se vincular politicamente ao Lula no contexto regional, em pautas ambientais e sociais. A eleição do seu sucessor representa a manutenção dessa proximidade. Já a eleição de Paloma ou Abelardo representaria retomada do processo de vínculo mais estreito com os EUA”, disse.


Até a eleição de Petro, em 2022, a Colômbia era considerada uma das principais aliadas de Washington na América do Sul.

Esquerda colombiana

À frente das pesquisas está Ivan Cepeda, considerado como quase certo no segundo turno. Cepeda é filho do senador colombiano de esquerda Manuel Cepeda Vargas, assassinado em 1994 “por agentes estatais em cumplicidade com paramilitares”, segundo biografia do candidato.


            
        
    
Filósofo de esquerda, Ivan Cepeda é aliado do atual presidente Gustavo Petro - Foto: Reuters/Luisa Gonzalez/Arquivo/Proibida reprodução


O pesquisador Matheus Petrelli explica que, ao mesmo tempo em que herda a popularidade de Petro, Cepeda tem uma trajetória política própria.

“Petro vem da guerrilha M-19, Cepeda tem histórico de legislador. São perfis diferentes dentro da esquerda colombiana. O Cepeda tem uma história e trajetória próprias, que não é pequena, uma vez que enfrentou Álvaro Uribe, talvez a principal figura da direita colombiana”, avalia o especialista em política colombiana.

Mestrando em economia política internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Matheus Petrelli ressalta que o candidato da esquerda denunciou o ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2008), ícone da direita do país, no caso dos falsos positivos, que chocou a opinião pública na Colômbia.

Estima-se que cerca de 7,8 mil pessoas tenham sido foram assassinadas entre 2002 e 2008, como “falsos positivos” durante o governo de Uribe, pelas forças armadas do país, segundo a Jurisdição Especial para Paz, tribunal criado para investigar os crimes dos conflitos colombianos.

As pessoas, maioria jovem de áreas pobres, eram mortas e apresentadas como guerrilheiros caídos em combate como forma de inflar os números da guerra travada pelo Estado contra os grupos paramilitares.

Em agosto de 2025, o ex-presidente Uribe se tornou o primeiro presidente da Colômbia condenado, em primeira instância, acusado de fraude processual e suborno de testemunhas no processo de investigação dos falsos positivos.

O agora candidato Iván Cepeda foi um dos responsáveis por reunir informações contra Uribe no processo. Porém, em outubro de 2025, Uribe foi absolvido da acusação em segunda instância.


            
        
    
Paloma Valencia é senadora da direita mais tradicional da Colômbia e aliada do ex-presidente Álvaro Uribe - Foto: Reuters/Luisa Gonzalez/Arquivo/Proibida reprodução


Direita tradicional

A candidata do uribismo é a senadora de oposição Paloma Valencia, do Centro Democrático, que se declara fiel seguidora de Álvaro Uribe, sugerindo nomear o ex-presidente como Ministério da Defesa do país.

Assim como o padrinho político, Paloma foi contrária aos acordos de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farcs), em 2016, e defende um enfrentamento às guerrilhas sem qualquer diálogo.

“De fato, ela representa essa direita tradicional. Apesar de o Abelardo ser esse fenômeno outsider e aparecer, em algumas pesquisas, como favorito para ir ao segundo turno com o Cepeda, o uribismo teve certa recuperação política”, comenta o pesquisador Matheus Petrelli.

Extrema-direita

O outro postulante com mais chances de ir ao segundo turno é o advogado multimilionário Abelardo de La Espriella, que se apresenta como outsider, ou seja, como alguém de fora da política. Ele elogia figuras da extrema-direita latino-americana como Nayib Bukele, de El Salvador; e Javier Milei, na Argentina. Também é admirador de Donald Trump, nos Estados Unidos.


            
        
    
Abelardo de La Espriella, advogado milionário e admirador de Javier Milei e Donald Trump - Foto: Reuters/Nathalia Angarita/Arquivo/Proibida reprodução


Matheus Petrelli lembra que Espriella deixou a vida luxuosa que tinha na Itália para se candidatar ao cargo de presidente colombiano por meio de uma plataforma focada no aumento da repressão contra a criminalidade.

“Ele representa justamente esse candidato que é a cara da extrema-direita sul-americana, que é esse perfil de alguém que é de fora da política. Só que, ao mesmo tempo, ele é um advogado que já representou figuras políticas controversas.”

Entre os clientes de Espriella, esteve o ex-aliado do governo de Nicolás Maduro sancionado pelos EUA, Alex Saab, empresário que virou diplomata da Venezuela, além de Jorge Visbal, condenado por nexos com paramilitares na Colômbia.

Paz total

Um dos pontos centrais do debate da corrida presidencial é o tema da segurança em um país que vive há mais de seis décadas com intensos conflitos armados ativos. A proposta de Petro de “paz total” buscou conciliar repressão com negociação com grupos armados. Porém, a violência continua.

Em fevereiro de 2025, cerca de 52 mil pessoas foram expulsas de suas casas em Catatumbo, região andina do país, após combates entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as forças do Estado.

Nessa quinta-feira (28), às vésperas da votação, um conflito entre dissidências das Farcs, que não aceitaram o acordo de paz de 2016, deixou um saldo de 52 mortos, segundo informou a Reuters.

O pesquisador Matheus Petrelli explica que os candidatos apresentam posições diferentes para o problema dos conflitos armados colombianos.


“Os candidatos da extrema-direita e direita colocam o enfrentamento militar ou bélico como solução única para o problema. Por outro lado, o governo Petro e seu candidato Cepeda sugerem uma abordagem mais multidisciplinar, variando entre repressão e negociação”, aponta.
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Pesquisadores querem criar índice para “traduzir” estresse ambiental</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Renato Lino é profeta da chuva, em Quixadá, no Ceará, e aprendeu com o pai que a natureza fala e que dá para traduzir o que ela diz.


“É a catingueira que descasca, é a casinha da maria-de-barro, é o angico e muitas coisas que a gente observa”, explica. 


Notícias relacionadas:Povos tradicionais lançam aliança inédita para defender Mata Atlântica.Estudo acha microplástico em 93% de amostra de peixes no litoral do PR.Pesquisadores identificam presença de mercúrio e chumbo em caranguejos.É observando os seres vivos ao redor, como árvores e passarinhos, que o profeta de 78 anos faz previsões climáticas. “Tudo isso é coisa que a gente vai ajuntando, vai anotando”. Explica o “cientista” do sertão, que só de olhar para que lado está a porta de entrada do Funarius furnus, nome científico do pássaro conhecido como maria-de-barro, ele sabe dizer se vai chover no sertão.

É esse tipo de informação que pesquisadores querem aprender a decodificar usando tecnologia digital e inteligência artificial. A ideia vai começar a ser posta em prática em Recife.

O projeto vai observar seres vivos que fazem parte da cena urbana da cidade para descobrir o que eles estão “falando” sobre o ambiente no qual estão inseridos. Uma espécie de tradutor digital, ou como resume Artur Maia, biólogo e pesquisador do departamento de botânica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE): uma Babel reversa.

O projeto vai usar equipamentos para captar os sons emitidos por morcegos, o ritmo de abertura e fechamento das conchas das ostras, a transpiração das aroeiras (árvore nativa da região) e o vôo das abelhas em Recife e comparar com os registros das mesmas espécies em áreas com menor influência humana, como Reserva Ambiental de Saltinho e na APA de Guadalupe, ambas no litoral sul de Pernambuco.

“As respostas metabólicas são particulares de cada organismo, mas muitas vezes isso não é utilizado como informação, simplesmente porque a gente não consegue entender aquela língua”, diz Artur.


“As ostras, por exemplo, tendem a abrir com menor frequência em condições adversas. Ela segura a onda, reduz a frequência de filtração e fica sem se alimentar para se manter naquele ambiente e evitar o acúmulo de metal pesado e outras coisas”. 


Índice de Resiliência Metabólica

Artur explica que é a diferença entre o “ritmo de vida” dessa ostra estressada e o da que vive numa área de proteção que mostra a resiliência metabólica da espécie. “Eu quero verificar o quanto aquele organismo está se esforçando para sobreviver naquele ambiente”, afirma.

A ideia é reunir os dados das respostas metabólicas de cada espécie monitorada para calcular o Índice de Resiliência Metabólica (IRM) do lugar. Algo como um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas com parâmetros ambientais.


“O estresse é uma informação que não pode ser fingida.  Essa resposta metabólica existiu, aconteceu. O que a gente quer é, de posse dessa informação, juntar o nervosismo da abelha, a movimentação da ostra mais tranquila, a respiração da aroeira, para ter um índice de resiliência metabólica, que a gente quer padronizar numa escala de 0 a 100”.


Batizado como Apeiron, palavra grega que significa ilimitado, a pesquisa vai começar os primeiros testes até novembro, em Recife, e vai ser conduzido pelo Centro de Estudos e Sistemas Avançados de Recife (CESAR). 

E assim como seu Lino, o profeta da chuva que traduz o que vê em previsão, Artur Maia diz que a observação do metabolismo das espécies que convivem com os seres humanos pode se transformar em ações concretas:  “um planejamento urbano pensando na cidade como um organismo vivo, com as suas particularidades”, explica. 

“Pode ser que, por exemplo, lá na Mustardinha [bairro de Recife] a pressão térmica para aqueles habitantes não se reflita em desconforto habitacional como se reflete para o habitante da zona norte, no bairro de Casa Forte. Então essa pressão é diferente. Se tem uma coisa que você não pode fingir, é conforto metabólico”, conclui.

* A repórter viajou a convite do CESAR Beat ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Novas tecnologias ajudam brigadistas a proteger o Cerrado de incêndios</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Torres de monitoramento em tempo real, algoritmos de detecção de fumaça e aplicativos que podem ser usados em modo offline. A tecnologia está mudando a rotina de brigadas comunitárias que combatem incêndios em unidades de conservação (UCs) do Cerrado. Iniciativas apoiadas pelo Programa Copaíbas reduzem o tempo de resposta aos focos de fogo e ampliam a proteção de áreas ambientais.

Criado para atuar nos biomas Amazônia e Cerrado, o Programa Copaíbas trabalha em ações ligadas à redução do desmatamento, fortalecimento de Unidades de Conservação e apoio a povos indígenas e populações tradicionais. O programa é gerido pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e financiado pela Iniciativa Internacional da Noruega pelo Clima e Florestas.

Notícias relacionadas:Incêndios atingem recorde e extremos de calor, dizem cientistas.Janeiro tem número de focos de calor duas vezes maior que a média.Pesquisa com IA identifica terras agrícolas abandonadas no Cerrado .Gerente do programa, Paula Ceotto conta que, desde 2022, o Copaíbas também investe na aquisição de equipamentos e equipamentos de proteção individual para as UCs.

“O Copaíbas apoia atividades de planejamento, capacitação e implementação de ações de Manejo Integrado do Fogo (MIF), inclusive por meio de uma chamada iniciada em 2025, que destinou R$5 milhões a projetos em Unidades de Conservação e seus entornos”.

Monitoramento em tempo real

Uma das experiências mais recentes foi instalada no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, no Mato Grosso do Sul, onde uma torre equipada com câmeras de alta resolução começou a operar em maio.

O equipamento utiliza algoritmos capazes de identificar sinais iniciais de fumaça quase em tempo real. Consultor ambiental da Fundação Neotrópica do Brasil, instituição responsável pela instalação do equipamento, Guilherme Dalponti explica que ele se diferencia de sistemas que usam apenas imagens de satélite e podem apresentar atraso na detecção do fogo.

“O sistema envia alertas imediatos às equipes que realizam o monitoramento”, descreve.

A torre foi posicionada em um ponto estratégico do parque para ampliar a cobertura das áreas mais afetadas por queimadas. Segundo Dalponti, o monitoramento já alcança cerca de 90% da unidade de conservação, que possui aproximadamente 76 mil hectares. Além da estrutura tecnológica, o projeto também inclui formação de brigadas comunitárias, capacitação para uso de equipamentos e ações de educação ambiental.

 


            
        
    
Torre com câmeras de alta resolução monitora incêndios no Cerrado. Foto: Copaíbas/Divulgação


Aplicativo para brigadistas

Outra iniciativa que ganhou apoio do Copaíbas é o aplicativo Caminho do Fogo, desenvolvido pela Rede Contra Fogo para auxiliar brigadistas em campo. A ferramenta reúne dados sobre ocorrências, localização e território, permitindo comunicação entre equipes, monitoramento e registro das operações, mesmo em áreas sem acesso à internet.

“Esses dados apoiam o monitoramento, o planejamento das ações, a comunicação entre equipes, o combate, a prevenção e a produção de relatórios de ocorrência”, explica Ivan Anjo Diniz, coordenador e brigadista da rede.

O aplicativo também registra os trajetos percorridos pelas equipes, o que facilita o retorno à base em áreas desconhecidas. A ferramenta já é testada em diferentes regiões do país, incluindo Alter do Chão, no Pará, e o Parque Nacional das Emas, em Goiás.

A expectativa é que a primeira versão oficial seja lançada em julho de 2026. O sistema integra informações geográficas, registros operacionais e monitoramento por satélite em uma única plataforma, permitindo que os dados sejam compartilhados também com sistemas oficiais. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>EBC e MinC assinam acordo para integrar acervo ao Tela Brasil</title>
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				A TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), vai integrar a plataforma Tela Brasil, lançada neste sábado (30).

Pelo acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Cultura (MinC) e a EBC, inicialmente, a TV Brasil vai ceder mais de 150 obras para o catálogo da plataforma. Ao todo, cerca de 3 mil horas do acervo da EBC migrarão para o streaming público e gratuito.

Notícias relacionadas:Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras.A cultura faz a gente &quot;enxergar mais longe&quot;, defende Lula .Programa Conversa com o Autor, da Rádio MEC, recebe Luize Valente.Os programas serão disponibilizados ao longo dos próximos meses na plataforma Tela Brasil, com acesso pelo portal de serviços do governo federal, o Gov.br.

O termo de cooperação foi formalmente assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela ministra da Cultura, Margareth Menezes; pela presidente da EBC, Antonia Pellegrino; pelo secretário-executivo do MinC, Márcio Tavares; e pela secretária nacional do audiovisual da mesma pasta, Joelma Gonzaga.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entende que a nova plataforma vai ajudar a democratizar o conteúdo de audiovisual e este contribuirá para o autoconhecimento.


“É muito importante conhecermos a nossa própria gente. É muito importante nós não sermos estranhos entre nós. Isso vai dar uma identidade muito forte e vai fazer com que a meninada continue sonhando com muita coisa, mas sonhe com o Brasil.”


Comunicação pública

Aos presentes, a presidente da EBC destacou a dimensão do acervo compartilhado e celebrou o resgate da voz da empresa pública dentro do próprio governo federal. &quot;Esse termo é histórico porque significa que, além de todo esse trabalho já feito para o Tela Brasil, até o fim do ano, teremos toda a programação da TV pública, toda a memória da comunicação pública aderindo ao Tela Brasil.”


&quot;Essa união de forças é muito importante para que a gente democratize ainda mais o acesso, para que a gente traga toda a diversidade da comunicação pública também acrescentando isso ao Tela [Brasil].&quot;


Entre os conteúdos próprios que a TV Brasil vai disponibilizar para a plataforma coordenada pelo MinC estão as edições do programa de entrevistas Sem Censura; do programa musical Samba na Gamboa, que que explora as diferentes formas e derivações do samba; o Xodó de Cozinha, de culinária. 

O acordo estabelece que o conteúdo da programação da TV Brasil, como o dos programas Caminhos da Reportagem e Observatório da Imprensa, serão digitalizados e disponibilizados gratuitamente. Além disso, produções futuras licenciadas pela TV pública entrarão automaticamente na janela do Tela Brasil.


            
        
    
Antonia Pellegrino destaca a dimensão do acervo compartilhado e celebra o resgate da voz da empresa pública dentro do governo federal- Fernando Frazão/Agência Brasil


Cultura

O secretário executivo do Ministério da Cultura, Márcio Tavares, aposta que a plataforma da Tela Brasil irá crescer muito. Ele contextualiza a parceria com a TV pública brasileira.


&quot;A gente acredita muito que comunicação pública também é cultura. Ao ser cultura, um direito à cidadania, a gente só tem sentido nesta relação se a gente incorporar a EBC , a TV Brasil, o conjunto das suas produções, dentro dessa plataforma.&quot;


Sob o ponto de vista financeiro, o Márcio Tavares tratou da estratégia de fomento às produções que serão veiculadas na TV Brasil e no novo streaming público. “São R$ 120 milhões que vão produzir séries, filmes, documentários, novelas&quot;.

Margareth Menezes destaca que o Brasil, que sempre foi conhecido como país do futebol, agora também está sendo conhecido como país do cinema. “O renascimento do Ministério da Cultura tem essa missão de fortalecer a nossa representatividade em todo o território brasileiro.” ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Edital da EBC seleciona programas da RNCP para exibir nas rádios</title>
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				Sete programas produzidos por emissoras integrantes da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) foram selecionados para integrar a programação das rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

As atrações começam a ser veiculadas em rede nacional a partir de 1º de julho, levando aos ouvintes produções voltadas à música brasileira, música instrumental, música clássica, conteúdos infantis e valorização da cultura amazônica.

Notícias relacionadas:Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras.Feira do Livro terá Zélia Duncan e Pilar Quintana; entrada é gratuita.TV Brasil exibe programa sobre plantas alimentícias não convencionais.O resultado do Edital de Chamada Pública foi anunciado no último dia 18 de maio, durante o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, no Rio de Janeiro.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a diversidade da programação das emissoras públicas, fortalecer a integração entre as rádios parceiras e incentivar a produção regional de conteúdos de interesse público. Ao todo 35 programas das 5 regiões do país foram inscritos no chamado público que a EBC fez para sua rede em 30 de março de 2026.

Para a gerente da Rede Nacional de Comunicação Pública – Rádio, Luciana Moreno Couto, a iniciativa amplia o alcance das produções desenvolvidas pelas emissoras públicas parceiras da rede.


“Essa seleção fortalece a circulação de conteúdos produzidos pelas emissoras da RNCP e reafirma o compromisso da comunicação pública com a diversidade cultural brasileira. Os ouvintes terão acesso a programas de diferentes regiões do país, com identidade própria e grande qualidade de produção”, destacou.


Programas selecionados


	Rádio Nacional


- Beco da Bossa (Bossa Nova e Samba Jazz) – da Rádio UENF, da Universidade Estadual do Norte Fluminense
- Brasil Instrumental (música instrumental brasileira) – da Rádio UNESP FM, da Universidade Estadual Paulista


	Rádio MEC


- Piano Forte (música clássica) – da Rádio UFRGS, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
- Aquarela Instrumental (música instrumental brasileira) – da Rádio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
- Unespinha (infantojuvenil) – da Rádio UNESP FM, da Universidade Estadual Paulista


	Rádio Nacional da Amazônia


- Abracadabra (infantojuvenil) – da Rádio Cultura do Pará
- Amazônia Sonora (música regional do Amazonas) – da Rádio Encontro das Águas FM, do Amazonas

Além dos programas selecionados para a primeira fase, a EBC manteve no catálogo, para exibição no 4º trimestre, as séries Mulheres da Música e Sonosfera Instrumental, da Rádio Educadora da Bahia; e os interprogramas Mulheres Compositoras e Que Canto é Esse? da Rádio Unesp.

Ângela Grossi, diretora da Rádio UNESP FM, contemplada no edital com os programas Brasil Instrumental e Unespinha, comemorou o resultado da seleção e destacou a importância da integração entre as emissoras públicas.

“Pra gente é uma alegria imensa poder contribuir e fortalecer a RNCP. Levar conteúdos produzidos em uma rádio pública universitária do interior de São Paulo para mais lugares do Brasil é um reconhecimento super importante. O Unespinha está há 35 anos no ar, começou junto com a Rádio UNESP FM, e o Brasil Instrumental mostra toda a diversidade da nossa cultura”, afirmou.

A diretora também ressaltou a relevância do ingresso da emissora na rede pública de comunicação, oficializado em março deste ano. “A gente acabou de entrar na RNCP, então, pra nós, isso é mais relevante ainda, porque também vamos contribuindo e nos fortalecendo dentro dessa rede que é tão importante”, completou.

O Edital de Chamada Pública foi realizado pela Gerência Executiva de Rádios, em parceria com a Gerência Executiva de Integração de Conteúdos e Rede. A ação também integra as comemorações pelos 90 anos da Rádio Nacional, celebrados em 2026. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Paciente em SP com suspeita de ebola testa positivo para meningite</title>
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				A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo informou que o homem internado com suspeita de ter contraído o vírus Ebola testou positivo para meningite meningocócica. O diagnóstico foi confirmado após a realização de um exame de sangue PCR.

De acordo com nota divulgada pelo órgão neste sábado (30), a suspeita de ebola segue em investigação. O paciente será avaliado por meio de análises laboratoriais e genômicas.

Notícias relacionadas:São Paulo investiga caso suspeito de ebola em homem de 37 anos.OMS identifica tratamentos e vacinas contra o ebola para testes.Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado.O caso envolve um homem de 37 anos, que viajou recentemente para a República Democrática do Congo, país que vive um surto de ebola.

Ao chegar ao Brasil, ele apresentou febre intensa e foi internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. O paciente está em isolamento.

Protocolo

No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP).

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados e o Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Programa Conversa com o Autor, da Rádio MEC, recebe Luize Valente</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Rádio MEC transmite, neste domingo (31), às 12h30, mais uma edição inédita do Conversa com o Autor, que apresenta um bate-papo com a escritora e jornalista Luize Valente. Na entrevista concedida à apresentadora Katy Navarro, Luize fala do seu novo romance A Confraria da Oliveira.

Durante o programa, a convidada explica o processo de criação do livro, a construção dos personagens, a intensa pesquisa realizada e a relação da obra com sua própria história de vida. Segundo a autora, o romance é sobre pertencimento e transmissão, sobre as marcas que herdamos e as que decidimos, finalmente, plantar.

Enredo

Notícias relacionadas:Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras.Festival na periferia do DF traz hip hop contra escala 6x1 .Festival debate futuro da mídia digital e inteligência artificial.No dia em que completa 50 anos, a personagem Branca recebe uma notícia inesperada: herdou uma oliveira - árvore de azeitonas - em Santarém, Portugal, de um parente desconhecido. A herança é o ponto de partida do romance que narra a vida de duas mulheres separadas por quatro séculos e unidas por um segredo familiar.

Com uma estrutura que alterna passado e presente, a história começa na cidade do Rio de Janeiro, em 2018, e volta à Portugal do século XVI.

Em paralelo à revelação da herança, Branca atravessa um momento de esgotamento profissional e pessoal, presa a um relacionamento que se deteriora em conflitos sutis e relações de poder. A desavença em torno do corte do galho de uma árvore é o estopim para Branca terminar seu casamento, pedir demissão e seguir para Portugal atrás da inusitada herança.

No século XVI, sua antepassada, também Branca, é denunciada ao Santo Ofício depois de um conflito doméstico, também motivado pelo corte do galho de uma árvore, que muda o rumo de sua vida. Duas trajetórias em busca de liberdade e identidade numa história que atravessa gerações marcadas por migrações, amores interrompidos e segredos enterrados.

Luize Valente publicou os livros O Segredo do Oratório, Uma Praça em Antuérpia e Sonata em Auschwitz. Ela também é cineasta documentarista e tem romances históricos e documentários premiados.

Sobre o Conversa com o Autor

Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. 

Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 31 May 2026 11:44:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 10 milhões neste sábado</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.013 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 10 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas ou pela internet, no portal das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Defesa e Cidades lideram bloqueios no Orçamento de 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os Ministérios da Defesa e das Cidades foram as pastas mais afetadas pelo bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026. O governo federal publicou, nesta sexta-feira (29) à noite, o decreto com o detalhamento dos cortes por ministérios e órgãos federais.

Na semana passada, o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento, ampliou de R$ 1,595 bilhão para R$ 23,679 bilhões o bloqueio de despesas federais em 2026. A medida, anunciada pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, busca garantir o cumprimento das metas fiscais e evitar que os gastos públicos superem os limites estabelecidos pelas regras de responsabilidade fiscal.

Notícias relacionadas:Governo bloqueia R$ 22,1 bi do Orçamento de 2026.Brasil defende inclusão dos pobres no orçamento público.Versão cidadã do Orçamento 2027 traduz termos técnicos para o público.Além do bloqueio, o Executivo mantém restrições temporárias para a liberação de recursos, mecanismo conhecido como &quot;faseamento de empenho&quot;, que restringe a contratação de despesas e atinge R$ 27,1 bilhões até novembro. Somadas, as medidas chegam a restringir mais de R$ 83 bilhões em recursos até o fim de julho.

Onde estão os cortes

A maior parte do bloqueio recai sobre as chamadas despesas discricionárias (não-obrigatórias) e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que são os gastos que o governo pode administrar ao longo do ano, como investimentos, obras, compras de equipamentos e custeio da máquina pública.

Dos R$ 23,679 bilhões bloqueados, R$ 18,709 bilhões atingem despesas do Poder Executivo, dos quais R$ 9,963 bilhões de gastos discricionários e R$ 8,746 bilhões do PAC. Outros R$ 4,97 bilhões recaem sobre emendas parlamentares.

Entre os ministérios, os maiores cortes ficaram concentrados nas seguintes pastas:

•    Ministério da Defesa: R$ 4,363 bilhões;

•    Ministério das Cidades: R$ 3,32 bilhões;

•    Ministério da Educação: R$ 1,605 bilhão;

•    Ministério dos Transportes: R$ 1,5 bilhão;

•    Ministério da Fazenda: R$ 1,396 bilhão;

•    Ministério da Saúde: R$ 1,002 bilhão.

Na prática, isso significa menos espaço orçamentário para a execução de projetos, contratos e investimentos dessas pastas até nova reavaliação das contas públicas.

Áreas preservadas

Três ministérios ficaram fora do bloqueio neste segundo bimestre:  Justiça e Segurança Pública, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego.

A preservação dessas áreas indica uma prioridade do governo em manter despesas ligadas à segurança pública, benefícios previdenciários e políticas de emprego. No caso da Previdência, o principal objetivo do bloqueio foi garantir a redução da fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O que é faseamento

Além dos bloqueios, o governo está utilizando o chamado faseamento de empenho. O mecanismo não corta recursos, mas limita temporariamente a velocidade com que os órgãos podem assumir novos compromissos financeiros.

A medida funciona como um controle de fluxo de caixa. Se a arrecadação ficar abaixo do esperado, o governo evita empenhar (autorizar o gasto de) recursos antes de confirmar a entrada das receitas.

A restrição de empenho está prevista em R$ 59,866 bilhões até julho. O valor sujeito a esse controle cai para R$ 27,148 bilhões até novembro e para zero em dezembro.

Ao somar o bloqueio de R$ 23,679 bilhões, a restrição chega a R$ 83,545 bilhões até julho e a R$ 50,827 bilhões até novembro.

Emendas atingidas

O bloqueio também alcança R$ 4,97 bilhões em emendas parlamentares de bancada, recursos indicados por deputados e senadores para obras e projetos nos estados.

Nesse caso, será aplicada a Lei Complementar 210/2024, aprovada para regulamentar a execução das emendas parlamentares e ampliar a transparência desses recursos.

Pela lei complementar, as emendas são bloqueadas até a mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias, para cumprir as metas fiscais. No entanto, o Congresso poderá definir as prioridades quando houver necessidade de bloqueio ou contingenciamento, indicando quais programações terão os recursos preservados e quais serão afetadas pelos cortes, dentro dos limites definidos pelo governo.

Próximos passos

Os ministérios e órgãos federais terão até 8 de junho para informar quais programas e ações sofrerão bloqueios dentro dos limites estabelecidos.

O Ministério do Planejamento e Orçamento também informou que continuará monitorando receitas e despesas ao longo do ano e poderá adotar novas medidas caso seja necessário garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento da meta fiscal de 2026.

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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>INCA alerta para os riscos de cigarros com sabor e aroma entre jovens</title>
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				O Brasil não vive mais apenas uma luta contra o vício em tabaco, mas contra toda a indústria da nicotina, onde as maiores vítimas são os adolescentes e jovens. Essa posição foi defendida pelo diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), Roberto Gil, em evento na última quinta-feira (28) sobre o Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. 


“Me impressiona a desinformação que a gente ainda tem, porque um produto que mata um em cada dois usuários, isso não é um produto que podia existir”, declarou Roberto Gil. 



            
        
    
Rio de Janeiro (RJ), 28/05/2026 - Roberto Gil defende que STF deve proibir os aditivos que facilitam a iniciação no tabagismo - Tânia Rêgo/Agência Brasil


Notícias relacionadas:Plano de saúde individual terá reajuste máximo de 5,11%, decide ANS.SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica.Mortalidade materna: Brasil ainda perde centenas de mulheres por ano.O Ministério da Saúde vem acendendo um alerta para uso de aromatizantes e dispositivos eletrônicos, que tornam mais “atrativa e palatável” a iniciação ao tabaco. São os cigarros aromáticos e os chamados DEF (dispositivos eletrônicos para fumar), como vapes e pods, que adicionam sabores doces, refrescantes, cheiros e cores à experiência de consumo.

Com o tema Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco, a campanha desse ano traz como debate as estratégias utilizadas pela indústria fumageira para atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens. 

Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cerca de 2,6 milhões de adolescentes de 13 à 15 anos consomem tabaco no continente americano, e dois milhões utilizam cigarros eletrônicos. Um estudo apresentado pelo INCA em 2025 aponta que o Brasil pode gastar até R$ 153 bilhões por ano com doenças relacionadas ao tabagismo. 

“O que a gente tem é um transicionamento, isso acontece no mundo inteiro, dos cigarros para drogas com mais tecnologia, para nicotina sintética, para sais de nicotina, para produtos cognitivos e a gente tem, a partir daí, uma atratividade muito aumentada para que nossas futuras gerações sejam captadas pela indústria da nicotina e se tornem uma geração de dependentes da nicotina”, afirmou a secretária-executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, Vera Luiza da Costa e Silva 

Regulamentação

Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) instituiu a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 14/2012, que proíbe o uso de aditivos que conferem sabor, aroma, cores, propriedades estimulantes ou que aumentem a palatabilidade em produtos naturais ou sintéticos derivados do tabaco. A medida tem o objetivo de reduzir o apelo ou a atratividade. 

Em contrapartida, a indústria fumageira vem constantemente questionando a legalidade da norma em instâncias inferiores do Judiciário, argumentando que a proibição dos aditivos inviabilizaria praticamente toda a produção nacional de cigarros. 

Um artigo publicado este ano pela revista científica Tobacco Control, lançado pelo INCA durante o evento, refuta o argumento. Baseada em dados da própria Anvisa, a pesquisa mostra que cerca de metade das marcas de cigarros manufaturados registradas no Brasil em 2025 não continha os aditivos vetados pela resolução . 

“O que a gente tá mostrando é que há viabilidade logística, e há viabilidade de produção, o que não há é interesse mercadológico das indústrias de tabaco de colocar um produto que não tem esses aromas e sabores que favorecem a iniciação [ao fumo]”, defende o pesquisador André Zsklo, um dos autores do estudo em conjunto com o especialista em regulação e vigilância sanitária da Anvisa, Andre Luiz Oliveira da Silva.  

Roberto Gil alerta que é preciso que o STF proíba a produção desses aditivos,  para consolidar a validade nacional da norma e impedir novas contestações judiciais. 

“O tabagismo se torna cada vez mais uma doença pediátrica, que atinge pessoas numa faixa de menos de 20 anos. Então, a gente hoje tem que ter um olhar atento para isso e todos os pediatras também têm que estar atentos para isso, porque é uma necessidade que a gente tem para evitar”, finalizou. 

Riscos 

A coordenadora da Política de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil do Ministério da Saúde, Suyanne Camille Caldeira Monteiro, defendeu que prevenir a iniciação é uma prioridade no combate ao vício em nicotina. 


“Não há dispositivo eletrônico para fumar seguro. Esse é um ponto especialmente sensível quando falamos de adolescentes e adultos jovens. Trata-se de uma fase da vida marcada por construção de identidade, pertencimento social, experimentação e grande exposição nas redes sociais”, disse. 


O tabaco é um fator de risco em comum para as principais Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como câncer, diabetes, doenças cardiovasculares, e doenças respiratórias crônicas. 

No Brasil, o Ministério da Saúde, por meio do INCA, coordena as ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), responsável por articular políticas de prevenção, promoção da cessação do tabagismo e proteção da população contra a exposição à fumaça do tabaco. 

Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia*  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
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<title>Uso excessivo de telas prejudica criatividade nas brincadeiras</title>
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				Do que você mais gostava de brincar quando era criança? As lembranças da infância trazem nostalgia para a auxiliar de limpeza Hozana da Silva, que recorda nitidamente suas brincadeiras favoritas.

“É aproveitar muitas coisas assim. Na rua brincava de pique-bandeira, pique-esconde, jogar bola, queimada. Tudo isso eu aproveitei. Eu não vejo crianças brincando mais. Eu vejo as crianças muito sentadas com a mãe, com o celular na mão”.

Notícias relacionadas:ONU declara prioridade urgente proteger crianças do mundo digital.Restringir crianças em eventos LGBTQIA+ é questão de ódio, diz jurista.Adoção: novo aplicativo amplia busca ativa de crianças e adolescentes.O relato da Hozana revela como o ato de brincar se transformou ao longo do tempo. Celebrado em 28 de maio, o Dia Mundial do Brincar destaca a importância da conexão e do desenvolvimento na infância evidencia a metamorfose nas formas de diversão. A presença digital ganhou terreno no mundo real, e as brincadeiras ditas tradicionais tiveram que coexistir com as telas.

A terapeuta ocupacional da Universidade de São Paulo, Amanda Sposito, comenta como as famílias administram o tempo dedicado ao brincar atualmente.

“Hoje em dia, a gente tem crianças que estão muito presas dentro de casa, porque a gente vive uma situação de insegurança e de perigo nas ruas. E, ao mesmo tempo, dentro de casa, as famílias estão menores e os pais e mães trabalhando muito mais. Então, a gente não tem mais pessoas que desenvolvam o brincar com essas crianças na frequência que era há uma geração atrás. As famílias acabam delegando muito mesmo pras telas ocupar o tempo dessas crianças que estão ociosas e entediadas em casa”.

Amanda é orientadora do estudo &quot;Tecnologias digitais moldam o novo brincar infantil&quot;. Ao avaliar as atividades de 14 crianças, foi constatado que o uso excessivo das telas provoca um ciclo vicioso de perda progressiva da criatividade para brincar ativamente.

“As próprias crianças dizem que têm muita dificuldade de pensar em brincadeiras possíveis de serem feitas quando elas estão fora da tela. Então elas estão cada vez mais dependentes de ter um adulto conduzindo, um adulto propondo as atividades. Seja uma mãe, uma tia, um professor ou um monitor. Então, quanto mais as crianças ficam imersas em tela, menos criatividade elas têm, menos coisas elas conseguem fazer na vida real e isso joga elas de novo pras telas para ocupar o ócio e o tédio”.

 


            
        
    
Crianças indígenas na aldeia Apyterewa. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


Saúde física e mental

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria recomendam limites de tempo específicos de exposição das crianças às telas, que variam conforme a faixa etária. 

A orientação é baseada nos efeitos negativos que o uso excessivo provoca tanto no comportamento quanto na saúde física e mental, como interferência no desenvolvimento cognitivo, problemas emocionais, doenças oculares, auditivas e ortopédicas, cyberbullying, entre outras.

A recomendação é que os aparelhos não ocupem o tempo de atividades básicas, como a alimentação ou o sono, para que a criança não se torne dependente dos equipamentos. Além do tempo de tela, é preciso cuidado com o conteúdo acessado pelos menores, que pode ser inapropriado e prejudicial.

Atualmente, há aplicativos de controle parental que dão aos pais a possibilidade de observar o conteúdo consumido pelos filhos e bloquear o acesso a determinadas funções. A lojista Edilaine Ferreira adota essa prática para limitar o tempo da filha no celular.

“Eu costumo deixar entre um hora e meia a duas horas que ela tem tempo de tela depois da escola. Brincando com as amigas, jogando. Tudo que ela quiser dentro desse tempo. Eu acompanho muito ela assim no celular, a tela para ver o que ela tá vendo. Porque a gente já passou por situações de aparecer cenas sexuais. Então assim, eu limito muito”.

 


            
        
    
Moradores do Complexo da Maré se refrescam com chuveiros e piscinas improvisadas nas ruas da comunidade .Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Uso responsável de telas

Para ela, o ideal não é impedir a utilização da tecnologia, mas administrá-la de forma responsável. Um exemplo que associa o bom uso das telas ao entretenimento é o projeto social Gaming Park, que atende crianças de oito a 17 anos na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e em Vitória, no Espírito Santo.

Criada em 2022, a iniciativa une o ensino multidisciplinar com a narrativa e aspectos técnicos dos videogames. O projeto realiza ações solidárias nas comunidades, além de fornecer orientações profissionais e planos de carreira no mundo dos esportes eletrônicos.

A coordenadora técnica do Gaming Park, Dara Coema, explica que é preciso orientar os pais e responsáveis sobre os cuidados com as mídias. Mas que não devemos ignorar o potencial da tecnologia para a educação.

“Nós vemos casos no projeto em que os jogos são ponte para a sociabilidade entre jovens e também, para além dos jogos educativos, que já são ferramentas mais reconhecidas, os jogos também são objetos de cultura que podem contar histórias, podem levantar discussões, podem conscientizar. Quando a gente fala, por exemplo, no competitivo, os jogos podem ser meios para passar valores relacionados ao trabalho em equipe, comunicação. É tudo uma questão de consumo crítico e contextualizado.

Educação midiática

Segundo ela, para que haja equilíbrio no uso das telas e das plataformas online, é necessário letramento digital e educação midiática para a sociedade de maneira geral.

“Para as crianças, isso significa dar o caminho das pedras desde cedo, pra gente criar cidadãos do digital que tenham consciência e poder sobre suas escolhas. Direcionar o conteúdo que eles vão consumir, mas também fazê-los entenderem por que aquele conteúdo é ou não interessante, né? Sobre entender o que é um algoritmo e as armadilhas ali. Falar sobre compartilhamento de dados, conversar sobre fake news. Então, é muito sobre conscientização de todos.

Dara Coema afirma que a responsabilização sobre o uso das telas também deve recair sobre as empresas administradoras das plataformas, que precisam ser fiscalizadas para não estimular o uso excessivo dos aparelhos.

*Sob supervisão de Fábio Cardoso. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Livre brincar deve ser um compromisso coletivo com a infância</title>
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				Brincar é um direito humano garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Convenção sobre os Direitos da Criança da Organização das Nações Unidas (ONU). Comemorado na última quarta-feira (28), o Dia Mundial do Brincar estimulou atividades por todo país e mais uma vez provocou reflexões sobre a importância das brincadeiras para o desenvolvimento humano, especialmente o das crianças. 

A Agência Brasil conversou com a pesquisadora e professora universitária especialista no tema Sarah Menezes Rocha. Ela é mãe de uma bebê de 1 ano, formadora de docentes e conselheira da Aliança pela Infância, um movimento internacional em defesa da infância e que há duas décadas celebra a data no Brasil.

Notícias relacionadas:ONU declara prioridade urgente proteger crianças do mundo digital.Comissão publica fluxo de atendimento a crianças vítimas de abuso.Restringir crianças em eventos LGBTQIA+ é questão de ódio, diz jurista.Em manifesto sobre a importância do brincar publicado nas redes sociais na última semana, a Aliança disse que esta é a principal forma de a criança &quot;existir, se expressar, elaborar sentimentos e compreender o mundo&quot;.

A entidade alertou para a importância de reservar tempo para as brincadeiras, em um mundo cada vez mais atravessado por telas. 


&quot;É no brincar livre que crianças se desenvolvem, criam vínculos e se encontram com o outro, desenvolvendo a sua humanidade”, diz o texto da organização. &quot;Brincar é a maneira da criança participar da sociedade, é expressão cidadã e democrática&quot;.


Neste ano, as atividades em celebração ao Dia Mundial do Brincar vão até domingo (31). A Aliança pela Infância organizou em seu site uma agenda nacional com atividades em escolas, coletivos, organizações e comunidades por todo o país, como um chamado para que a sociedade se engaje na defesa deste direito. 

 


            
        
    
Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Leia abaixo a entrevista

Agência Brasil: O que é o brincar? A senhora pode definir exatamente? E qual sua importância?

Sarah Menezes Rocha: O brincar é a linguagem da própria infância. É a forma como a criança se relaciona com o mundo, com o outro e consigo mesma. Quando a criança está brincando, ela não está apenas passando o tempo, se distraindo, ela está experimentando o mundo ao seu redor, imaginando, ela está ali tendo a oportunidade de criar hipóteses, de sentir diferentes emoções, construir vínculos e também traduzir a cultura.


A gente tem, no Brasil, um brincar tão diverso. Em cada região, há um tipo de brincadeira peculiar. As crianças também são seres produtores de cultura, dentro do que é a grande cultura brasileira.


Agência Brasil: Existe uma idade limite para brincar?

Sarah Menezes Rocha: Não. O brincar nasce da infância, mas a gente carrega ele na nossa vida para sempre. Enquanto adultos, cabe a nós ter essa sensibilidade de poder acessar essa infância dentro de nós. A criança que a gente foi um dia está sempre conosco.

Agência Brasil: O brincar é fundamental na formação humana? 

Sarah Menezes Rocha: O brincar é esse espaço privilegiado de construção do ser humano. Através da nossa brincadeira, a criança aprende a negociar, a esperar, a lidar com diferentes situações e conflitos. O brincar é a centelha da formação humana.

 


            
        
    
Crianças indígenas brincam com bola na aldeia Pé de Mutum, Terra Indígena Japuíra, do Povo Rikbaktsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Agência Brasil: A Base Nacional Comum Curricular, documento do Ministério da Educação que define o que os estudantes devem aprender, estabelece o brincar como parte do currículo da educação infantil. Como o brincar está sendo aplicado?

Sarah Menezes Rocha: Falando como Aliança pela Infância, há trabalhos maravilhosos sendo feitos dentro de escolas, escolas públicas e em espaços não escolares. Agora, no ensino fundamental, ainda prevalece a visão de que a criança deixou de ser criança.

No contexto escolar, as disciplinas tomam conta desse espaço que antes era tão necessário, tão valorizado, que era o espaço da brincadeira. Porém, o brincar não deve ser periférico no currículo. Ele precisa ser reconhecido.


Existe hoje um risco muito grande de escolher escolarizar precocemente a infância, antecipando conteúdos e cobranças avaliativas, o que atrapalha. A criança precisa desse espaço da brincadeira, inclusive, no ensino fundamental. 


Agência Brasil: As escolas estão preparadas para incentivar o brincar?

Sarah Menezes Rocha: Hoje existe uma pressão grande por desempenho dentro das escolas. E a gente precisa discutir isso com responsabilidade.

Vivemos uma antecipação da lógica produtivista na infância, querendo que as crianças também sejam &quot;seres produtores&quot;. Até mesmo crianças bem pequenas, muitas já estão convivendo com excesso de atividades dirigidas, de metas, de estímulos. Em contrapartida, têm pouco tempo para uma experiência livre.

Mas esse problema não nasce na escola, nasce da comunidade. Nós precisamos de um compromisso comunitário e social com o brincar. Estamos falando de ações no ambiente escolar e familiar, mas também de políticas públicas.

Agência Brasil: Como podemos incentivar o brincar, por onde começar?

Sarah Menezes Rocha: A gente pode garantir tempos menos acelerados para as crianças dentro do contexto familiar e escolar. A gente pode valorizar as experiências que as crianças têm ao ar livre; ocupar espaços seguros na cidade, praças, parques; cobrar das autoridades esses espaços com segurança; podemos promover brincadeiras coletivas em casa, no condomínio, além de incluir as crianças sempre.

É preciso ampliar o espaço de escuta, porque as crianças precisam ser ouvidas. Elas sabem dizer como que a gente pode abrir espaço para o brincar de forma livre. O desenvolvimento humano, de forma saudável, ocorre quando a gente oportuniza os espaços para que a criança seja criança.

 


            
        
    
Alunos brincam no recreio sem o uso de celulares. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agênci


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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Diagnóstico precoce pode estabilizar progressão da esclerose múltipla</title>
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				A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 2,8 milhões de pessoas vivem com esclerose múltipla no mundo - no Brasil, cerca de 40 mil têm a doença. Apesar de ainda não ter cura, o diagnóstico precoce pode estabilizar a progressão da esclerose. Além disso, avanços em medicação e terapias nos últimos anos permitiram reduzir a atividade inflamatória e oferecer mais qualidade de vida aos pacientes.

Neste sábado (30) é lembrado o Dia Mundial da Esclerose Múltipla. De acordo com a OMS, o número de pessoas afetadas tem aumentado gradativamente, sendo a maioria mulheres. A cada cinco minutos, uma pessoa recebe o diagnóstico de esclerose múltipla no mundo, de acordo com a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF).

O que é a esclerose múltipla?

Notícias relacionadas:Plano de saúde individual terá reajuste máximo de 5,11%, decide ANS.Fiocruz vai produzir remédio de alto custo contra esclerose para o SUS.Mulheres de 45 a 64 anos lideram mercado de cannabis medicinal no país.É considerada uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, afetando o cérebro e a medula espinhal. Com isso, pode comprometer funções motoras, cognitivas, visuais e sensoriais. A condição atinge majoritariamente adultos jovens e mulheres e exige diagnóstico precoce e tratamento contínuo para estabilizar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida.

O Ministério da Saúde reforça que a enfermidade acomete normalmente adultos jovens, dos 20 aos 50 anos de idade, com pico aos 30 anos, sendo mais rara quando se inicia fora dessa faixa etária. Em média, é duas vezes mais frequente em mulheres e apresenta menor incidência na população afrodescendente, oriental e indígena.

O neurocirurgião Orlando Maia, do Hospital Quali Ipanema e membro da Federação Mundial de Neurorradiologia, explica que a esclerose múltipla ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar estruturas do próprio organismo, especialmente a mielina, substância responsável por proteger e facilitar a condução dos impulsos nervosos no cérebro e na medula espinhal.

Diagnóstico

Os sintomas da esclerose múltipla podem variar de pessoa para pessoa e surgir de forma intermitente, o que costuma atrasar a procura por avaliação especializada. Fadiga intensa, alterações visuais, formigamentos, fraqueza muscular, desequilíbrio, dificuldades motoras e alterações urinárias estão entre os sinais mais comuns.

A doença pode impactar diferentes funções neurológicas ao longo do tempo. Por esse motivo, especialistas alertam para a importância da investigação adequada de sintomas, que não devem ser normalizados. 

Segundo Maia, o reconhecimento de sintomas persistentes ou fora do padrão é condição essencial para evitar atrasos no diagnóstico.

O médico esclareceu que muitos pacientes convivem durante meses, ou até anos, com sintomas neurológicos que são tratados como algo passageiro. Ele ressalta que “no caso de doenças como a esclerose múltipla, investigar cedo pode fazer diferença na preservação da qualidade de vida e na condução do tratamento”.

Alto Custo

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde garante o diagnóstico e o fornecimento gratuito de medicamentos para pacientes com esclerose múltipla.

Para ter acesso ao tratamento e aos medicamentos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a pessoa deve passar por avaliação médica, preferencialmente com um neurologista no SUS, que preencherá o Laudo de Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME). Junto com exames como a ressonância magnética e documentos pessoais, o laudo deve ser entregue na Farmácia de Alto Custo mais próxima para que o paciente tenha acesso às medicações. 

 

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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
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<title>Comunidade na orla baiana sofre há 100 dias com contaminação da praia</title>
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				À beira da praia de São Tomé do Paripe, em Salvador (BA), o eletrotécnico Jocivaldo Nascimento, de 48 anos, sentiu o vento trazer um pesadelo pela janela. A brisa do mar transformou-se em cheiro de amônia. Ele foi até a praia, a dois minutos a pé de sua casa. Não foi preciso cavar mais do que um palmo de areia para encontrar líquido esverdeado e fétido.

Isso aconteceu no dia 19 de fevereiro, episódio que completa 100 dias, neste sábado (30), de uma dor de cabeça que parece não ter fim. 

Notícias relacionadas:Órfãos de vítimas de feminicídio terão direito a pensão do INSS .Rick Azevedo acredita que vitória contra 6x1 permitirá mais avanços.Ditadura Militar matou JK, conclui Comissão de Mortos e Desaparecidos.Jocivaldo e as mais de 18 mil pessoas que vivem na comunidade esperam que o “paraíso” de outros tempos fique limpo de novo. Segundo a promotora de justiça Hortênsia Gomes Pinho, do Ministério Público da Bahia (MPBA), pelo menos 10,7 mil pessoas foram diretamente afetadas. Como a comunidade vive diretamente ou indiretamente das atividades pesqueiras, a promotora entende que as famílias estão em risco no local. 

A suspeita, de acordo com a promotora, é de que a contaminação química ocorreu no Terminal Marítimo de Granéis (TMG), operado atualmente pela Terminal Itapuã – Intermarítima. As atividades portuárias estão suspensas. Até 2022, a Gerdau operou na mesma área e também deve ser investigada.

“A gente já tem prova do nexo causal e da autoria de ambas as empresas”, afirma a promotora de justiça. Hortênsia defende que medidas emergenciais precisam ser adotadas, como uma barreira hidráulica para interceptar e conter o avanço da contaminação de produtos químicos. Entre as medidas, também, vão ser exigidas as investigações e as remediações necessárias para descontaminação.


            
        
    
Contaminação na comunidade de São Tomé do Paripe - Jocivaldo Nascimento.


Ação na justiça

A promotora estima que em 15 dias deve ser movida uma ação pública na Justiça Federal que será assinada pelo Ministério Público Federal, pelo Ministério Público Estadual e pela Defensoria Pública Federal.


“Mas seria importante um decreto de emergência com um cadastro confiável das vítimas, para que o juiz que receber essa ação possa compelir as empresas a tomar as medidas necessárias em relação ao auxílio às famílias&quot;.


Nas inspeções realizadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), com coletas de água do mar e areia da praia em oito pontos distribuídos na região, foi possível identificar concentrações elevadas de compostos nitrogenados e metais, principalmente cobre. 

“A ampliação da faixa de investigação permitiu confirmar a presença de contaminação no sedimento, na biota e na água intersticial da praia”, apontou o laudo dos pesquisadores. Segundo o instituto, as empresas envolvidas (Intermarítima e Gerdau, que operou o terminal até 2022) foram notificadas para apresentar ações emergenciais de remediação ambiental. 

“Com base nos estudos já exigidos pelo órgão, o Inema avaliará e determinará a adoção das medidas definitivas necessárias para mitigação dos impactos identificados”. 

Imprópria

Em razão da presença de resíduos e substâncias com potencial risco à saúde e ao meio ambiente, a área permanece classificada como imprópria para banho. 

“O Inema reforça a recomendação para que a população evite o trecho onde há ocorrência do material, incluindo atividades de banho, pesca e de contato direto com a água e sedimentos da região”. 

O eletrotécnico Jocivaldo Nascimento recorda que o incômodo no ar, na verdade, tem quatro anos, quando havia descarregamento de fertilizantes. Peixes mortos apareceram também em 2024. Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e a Polícia Civil foram acionados. 


“Pela empresa armazenar e transportar fertilizante, eles lavavam a pista toda suja com esse material. E toda essa água suja corria para o mar”, lembra-se o morador. 


Jocivaldo Nascimento, que gosta de pescar siri mole, desanimou. “Tudo o que eu via na minha frente estava morto”. Ele relata ainda que, durante o carnaval, os adolescentes costumam passar areia no corpo como uma tradição da festa. “Três desses adolescentes ficaram com pele irritada e até falta de ar”. 

A comunidade passou a fazer uma série de protestos na frente da empresa. “A Intermarítima começava a transportar esses produtos às 7h da manhã e só terminava às 2h30 da madrugada, todos os dias”, relata Jocivaldo. 

A comunidade tem reunião com mediação do Ministério Público a cada semana. “Nós somos uma comunidade que vive de pesca ou de comércio de praia”.


            
        
    
Comunidade se manifesta diante da TMG, em São Tomé do Paripe. - Jocivaldo Nascimento.


Racismo ambiental

Ex-marisqueira, a vereadora soteropolitana Eliete Paraguassu disse que recebeu as informações da comunidade e no próprio dia 19 de fevereiro passou a atuar junto à prefeitura e ao governo para que fosse decretada situação de emergência no lugar, diante da situação ambiental e também das dificuldades econômicas para a comunidade. 

Eliete destacou que a comunidade é tradicional e tem famílias remanescentes quilombolas. “Os moradores têm sua fonte de renda vinda da praia. Pelo menos 1 mil trabalhadores foram diretamente impactados pela perda do mar como modo de vida”. Para ela, pode ser evidenciado racismo ambiental com a negligência do poder público.

A parlamentar chama atenção para o fato de que a Baía de Todos os Santos banha três municípios e 54 ilhas.


“Então, todo esse contaminante está se espalhando e já chegou em algumas das praias da cidade de Salvador. Já tem aparecido peixes e bichos mortos, como tartaruga”.


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Penúria

A dona de casa Daniela Vasconcelos, de 41 anos, filha e neta de pescadores da comunidade, garante que esse é o pior momento das vidas deles. “Não imaginava que, um dia, eu iria presenciar uma situação como essa de total descaso”.

Ela espera que os responsáveis pela contaminação do lugar resolvam o problema e também sejam incumbidos de pagar auxílios emergenciais às famílias da comunidade. 

Na última quarta (27), houve uma reunião com 56 representantes da comunidade e também de diferentes órgãos do poder público. A promotora Hortênsia Gomes Pinho, do MP, avalia que há uma “inércia administrativa” principalmente dos órgãos municipais diante do desastre ambiental. Segundo explica, cabe à Defesa Civil do município haver um decreto de emergência e a ser assinado pelo prefeito. 


“O decreto de emergência é o reconhecimento do município de que sozinho não vai conseguir enfrentar o problema e que precisa de apoio dos órgãos federais, inclusive apoio financeiro”, disse a promotora 


Com o decreto de emergência, é possível pleitear auxílio emergencial para as 800 famílias atingidas. Hortênsia Gomes diz que cabe essa função ao município pela Lei de Política Nacional de Defesa Civil. 

Por outro lado, ela considera que a Secretaria de Saúde do município tem agido para prestar apoio à comunidade. No entanto, a situação das famílias se agravou sob o ponto de vista social. “São pessoas privadas de sua estratégia de sobrevivência: os marisqueiros, os pescadores, os ambulantes, os barraqueiros, os garçons. A situação se agravou”. 

Desde o começo da crise, a prefeitura fez a doação de 500 cestas básicas, mas sem uma distribuição sistemática de alimentos. A promotora comentou que as empresas Gerdau e Intermarítima têm atribuído uma para a outra a responsabilidade pela contaminação da praia e do mar. 


            
        
    
Área de contaminação em São Tomé do Paripe - Jocivaldo Nascimento.


Não há ainda um valor indenizatório de reparação pela área contaminada a ser exigido das empresas. Em relação às famílias, a ideia é que seja solicitado um salário mínimo para cada família.

 “Há aqui uma situação de racismo ambiental que está exigindo a reparação do dano coletivo. Para além da reparação do dano coletivo, as pessoas que tiveram prejuízos financeiros diretos deverão ter indenizações individuais”. O MP estima em uma população de 10,7 mil pessoas afetadas, com 91% de população negra. 

Prefeitura

Em nota à Agência Brasil, a Prefeitura de Salvador informa que adotou uma série de medidas, mas que tem atuação limitada em função de se tratar de área da União. A administração municipal diz ainda que tem mantido diálogo permanente com a comunidade local. “Desde então, a gestão municipal vem promovendo ações emergenciais para ampliar a assistência a esta população”.

A prefeitura acrescenta que as iniciativas incluem a entrega de cestas básicas, restaurante popular gratuito mantido pelo município no bairro e atualização do Cadastro Único para acesso a programas sociais.

“Sem produtos perigosos”, garante empresa

A empresa Intermarítima, também em nota, di\ que tem colaborado com as autoridades e atuado para avaliar as condições ambientais do local e nega que trabalha com “qualquer produto perigoso ou material de coloração azul ou verde, como o que apareceu no mês de fevereiro na areia da praia”. 

Ainda afirma que a rede de drenagem de resíduos é direcionada para estação de tratamento própria e não é escoada para fora do terminal. “Até o presente momento, todos os indícios apontam para a contaminação sem relação com a atuação do Terminal Itapuã”.

Outra alegação da Intermarítima é que, quando passou a operar o transporte marítimo de granéis, exigiu da empresa vendedora, a Gerdau Aços Longos, que fossem realizadas reparações ambientais, já que na época do obtenção da licença ambiental teria sido reconhecida a existência de produtos contaminantes no solo que hoje estariam na região.

“O que se vê hoje é que o plano não foi suficiente, dado que os produtos azuis e verdes não são da operação atual do terminal”, acusa. 

“Sem provas”

Também em resposta à Agência Brasil, a Gerdau, que operou no local até 2022, critica a Intermarítima por atribuir à empresa a responsabilidade pela contaminação, “de maneira recorrente e sem provas”. “A Gerdau operou por cerca de 30 anos o referido terminal cumprindo todas as exigências legais ambientais, tanto que nunca houve, durante sua gestão, qualquer contaminação dessa gravidade”, afirmou.

A Gerdau refutou a tese de que teria qualquer relação com a contaminação atual. “Destaca-se, ainda, que o nitrogênio amoniacal, identificado em elevadas concentrações nas áreas afetadas, é um composto cuja ocorrência está associada a fontes recentes de contaminação, quando a Gerdau já não operava mais na área”.

A empresa recebeu do Ministério Público uma proposta para um acordo  e admitiu que poderia contribuir com a comunidade, mesmo entendendo que a responsabilidade exclusiva seria da Intermarítima.

“Por liberalidade e sem assunção de qualquer responsabilidade, (a Gerdau) se colocou à disposição, por meio dessa contraproposta, para contribuir com um percentual do auxílio à comunidade e dos custos com as investigações, em clara demonstração de boa fé e atenção às questões sociais”.

A empresa reiterou que laudos comprovam que, no momento da venda, todo o histórico ambiental foi devidamente compartilhado com a compradora, bem como com o Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos). ]]></description>
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<title>Hospitais universitários realizam 42 mil atendimentos em mutirão</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Hospitais universitários de todo o país realizam neste sábado (30) um mutirão de atendimento voltado à população idosa. A previsão é que sejam feitos mais de 42 mil atendimentos, incluindo 1 mil cirurgias e 31 mil exames. Participam da ação os 45 hospitais vinculados à estatal federal HU Brasil, antiga EBSERH, em 25 unidades da federação.

O objetivo é reduzir as filas de espera por consultas com médicos especialistas, exames e cirurgias de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os procedimentos que serão realizados correspondem à demanda de cada unidade. Os pacientes foram encaminhados pelo sistema de regulação e já estão com o procedimento agendado.

Notícias relacionadas:SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica.Governo de SP reforça vacina contra febre amarela na região do ABC.HPV leva a 7,5 mil mortes anuais por câncer no Brasil.O Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro, por exemplo, vai ofertar serviços nas áreas de oftalmologia, pneumologia, geriatria, endocrinologia, fonoaudiologia, oncologia, cirurgia geral e vascular. Somente no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho serão realizados cerca de 450 procedimentos.

A equipe também vai oferecer orientação multiprofissional para os cuidadores e acompanhantes de pessoas idosas internadas ou em atendimento ambulatorial. A formação será feita por médicos geriatras, enfermeiros, nutricionistas, farmacêuticos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e psicólogos.

Já no Ceará, estão previstos cerca de 1 mil atendimentos, tanto no Hospital Universitário Walter Cantídio quanto na Maternidade Escola Assis Chateaubriand. Serão consultas em geriatria, gastroenterologia, endocrinologia, urologia e ginecologia, além de exames de mamografia, ultrassonografia, audiometria e laboratoriais.

O hospital da Universidade Federal de Roraima é outra unidade que participa da ação, com mais de 200 atendimentos entre consultas em especialidades como infectologia, pneumologia e cardiologia, e exames como tomografia e ultrassonografia. Assim, como nas outras unidades.

Esta é a segunda edição do mutirão em 2026. A primeira, em março, teve como foco a saúde da mulher, e realizou mais de 45 mil atendimentos em todo o país. A iniciativa da HU Brasil começou no ano passado, com três edições que somaram quase 100 mil procedimento.

Além de contribuir para a redução das filas e do tempo de espera no SUS, as ações envolvem 1,1 mil estudantes das universidades e residentes dos hospitais, além de 2,5 mil trabalhadores, fortalecendo a formação médica. 

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<pubDate>Sat, 30 May 2026 11:04:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Thiago Regotto é o novo diretor&#45;geral da EBC</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o jornalista e radialista Thiago Regotto como novo diretor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A nomeação está publicada na edição do Diário Oficial da União desta nesta sexta-feira (29).

O profissional começou sua trajetória na comunicação pública há 23 anos, ainda como estagiário. É funcionário de carreira concursado desde 2013 e ocupava até então a posição de gerente executivo da Rádio Nacional e Rádio MEC. Regotto é o primeiro empregado da área finalística da EBC a assumir a função de diretor-geral na história da instituição.

Notícias relacionadas:Rádio MEC transmite homenagem ao pianista Luiz de Moura Castro .Rádio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização.Rádio Nacional faz campanha para reunir arquivos históricos.&quot;Thiago Regotto é um empregado público padrão ouro: dedicado, apaixonado e comprometido com a comunicação pública”, afirma a diretora-presidenta da EBC, Antonia Pellegrino.


“Há 23 anos, ele entrava na empresa como estagiário. Hoje, é nomeado pelo presidente Lula como diretor-geral. Essa trajetória de ascensão fala sobre a competência de Thiago — mas fala também sobre um governo que valoriza os servidores públicos.”


Jornalista de formação e radialista desde 2003, Regotto é pesquisador do rádio e da comunicação pública. É mestre em Educação, Cultura e Comunicação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Também detém MBA em TV Digital, Radiodifusão e Novas Mídias pela Universidade Federal Fluminense (UFF), especialização em Marketing pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPEAD/UFRJ) e pós-graduação em Estilo de Gestão e Liderança pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A trajetória do novo diretor-geral reúne atuação na gestão de emissoras públicas, pesquisa acadêmica e iniciativas voltadas à memória, à inovação e ao fortalecimento da radiodifusão pública no país. O profissional começou a atuar como estagiário da Rádio MEC, em 2003, quando o veículo ainda fazia parte da Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp), posteriormente incorporada à EBC.

Ao longo da carreira na empresa, Regotto exerceu diversas funções de gestão, como a Gerência da Rádio MEC e a Gerência Executiva da Rádio Nacional e Rádio MEC.

Regotto foi um dos responsáveis pela recente expansão das rádios Nacional e MEC no território nacional e conduziu o processo de modernização da programação, reposicionamento editorial, integração multiplataforma das emissoras e fortalecimento da presença institucional das rádios públicas federais.

Um dos marcos foi a implementação da Rádio Nacional de São Paulo, que teve o programa Tarde Nacional SP premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria Melhor Programa Cultural de Rádio de 2025.

Também compõem o portfólio de Thiago Regotto a concepção e implementação de iniciativas estruturantes voltadas à memória da radiodifusão pública brasileira, com destaque para a idealização do Museu da Rádio Nacional e para a direção-geral das celebrações institucionais alusivas ao centenário do rádio no Brasil (2022), ao centenário da Rádio MEC (2023) e aos 90 anos da Rádio Nacional (2026).

Entre as produções acadêmicas e pesquisas, destacam-se:


	Educativa, Estatal ou Pública: a tentativa de uma reconstrução de uma nova marca para a comunicação não comercial brasileira – um estudo de caso da Empresa Brasil de Comunicação;
	Muito além da música clássica: a Rádio MEC como herdeira da Rádio Sociedade;
	Fluxo Local, Regional e Internacional de conteúdo em rádios públicas brasileiras: um pouco de história e perspectivas de evolução;
	Que rádio é esse? Memórias, questionamentos e perspectivas do rádio não comercial brasileiro;
	Sintonia com o Sul: como a Rádio Nacional se voltou ao Rio Grande do Sul e chegou ao Japão;
	Entre o privado, o estatal e o público: os 90 anos da Rádio Nacional e os limites da comunicação não comercial no Brasil.


Thiago Regotto assume no lugar no David Butter, que ocupava o cargo desde janeiro deste ano. Durante a gestão de Butter, a EBC liderou a fase de testes para o início das transmissões da TV 3.0 no Brasil, assumiu a vice-presidência do Comitê Executivo da Plataforma Comum da TV 3.0 e também aprovou sua Política de Inovação. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo publica lei que cria Universidade Federal Indígena</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Povos tradicionais de todo o país passam a contar, a partir desta sexta-feira (29), com a Universidade Federal Indígena (Unind). De acordo com a Lei nº 15.418/2026, publicada no Diário Oficial da União, a nova instituição será vinculada ao Ministério da Educação e terá sede em Brasília. 

As atividades devem começar em 2027, e a expectativa é atender até 2,8 mil estudantes em quatro anos. O texto foi sancionado nessa quinta-feira (28) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Notícias relacionadas:Lula sanciona lei que cria Universidade Federal Indígena.Plano indígena depende de escuta e diversidade, diz Margareth Menezes.Produção indígena sobre identidade é destaque na Seleção TV Brasil.Pioneira no país, a instituição deverá atuar em diálogo com saberes tradicionais, além de incentivar o desenvolvimento de tecnologias adequadas aos contextos sociais e ambientais das comunidades indígenas.

Entre as diretrizes institucionais estão a promoção da sustentabilidade socioambiental e a valorização das culturas, histórias e línguas indígenas do Brasil e da América Latina.

Processo seletivo 

A legislação estabelece que a Unind poderá adotar processos seletivos próprios, com a participação das comunidades indígenas. Essas etapas deverão considerar as diversidades linguísticas e culturais.

A administração da universidade será exercida por um reitor e pelo Conselho Universitário. A lei determina que tanto o cargo de reitor quanto o de vice-reitor sejam ocupados obrigatoriamente por professores indígenas.

Inicialmente, os primeiros dirigentes serão nomeados em caráter provisório pelo Ministério da Educação, até que a instituição esteja estruturada conforme seu estatuto.

Recursos e implantação

O financiamento da universidade virá de recursos do Orçamento Geral da União, além de convênios, doações e receitas próprias compatíveis com suas finalidades.

A efetiva implantação da Unind dependerá de previsão orçamentária específica. Após a nomeação da reitoria provisória, a universidade terá prazo de 180 dias para encaminhar ao Ministério da Educação propostas de estatuto e regimento interno. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Quênia prende 8 estudantes suspeitos de incêndio criminoso em escola</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Autoridades quenianas prenderam oito alunas sob suspeita de incêndio criminoso em um internato feminino que deixou 16 estudantes mortas, informou a polícia nesta sexta-feira (29).

O incêndio na Utumishi Girls&#039; Academy Senior School, em Gilgil, no centro-oeste do Quênia, começou na madrugada de quinta-feira e também feriu 79 estudantes.

Notícias relacionadas:Incêndio em escola feminina no Quênia mata 16 estudantes.Quênia aprova pedido de quarentena dos EUA para ebola.Os incêndios são comuns nas escolas quenianas, muitos deles provocados por estudantes que protestam contra a disciplina severa e as condições precárias, segundo os pesquisadores.


&quot;Investigações preliminares identificaram oito estudantes como pessoas suspeitas de envolvimento com o planejamento e a execução do ataque&quot;, afirmou a Diretoria de Investigações Criminais da polícia em comunicado.


&quot;As oito meninas foram presas desde então e estão atualmente sob custódia da polícia.&quot;

O ministro da Educação, Julius Ogamba, disse em entrevista coletiva que as investigações preliminares descobriram que dois professores da escola secundária haviam sido informados dos supostos planos das alunas, mas não agiram para impedi-las.

A escola também não observou as regras de segurança, declarou ele, apontando a superlotação nos dormitórios e uma saída de emergência que estava trancada durante o incêndio.

Como resultado, o governo dissolveu o Conselho de Administração da escola e tomará as medidas legais e disciplinares apropriadas contra qualquer funcionário que tenha negligenciado suas obrigações, disse Ogamba.

Um incêndio em 2024 em um internato primário no condado de Nyeri, na região central do Quênia, matou 21 alunos. Sua causa nunca foi estabelecida de forma conclusiva.

No pior incêndio em escola dos últimos tempos, 67 estudantes foram mortos em 2001 na Escola Secundária Kyanguli, nos arredores de Nairóbi, um incidente que as autoridades atribuíram a incêndio criminoso.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Prazo para declarar Imposto de Renda termina às 23h59 desta sexta</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Termina às 23h59 desta sexta-feira (29) o prazo para declaração do Imposto de Renda. Até ontem (28), 11,5% dos contribuintes (5,1 milhões de pessoas) ainda não haviam acertado as contas com o leão. Quem perde o prazo de envio da declaração pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

Além disso, o CPF do contribuinte deixa de ser regular e se torna “pendente de regularização”. Segundo o auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fonseca, as consequências de não entregar a declaração do imposto de renda vão de entraves para abrir uma conta bancária até a emissão de passaporte.


Notícias relacionadas:A um dia do fim do prazo, 5,1 milhões não enviaram declaração do IR.Na reta final, 30% ainda não enviaram declaração do Imposto de Renda.“Nessas situações, o próprio mercado começa a olhar para esse contribuinte de forma diferente. Bancos podem não aceitar abertura de contas de uma pessoa que tá com pendência na Receita Federal; empréstimos acabam sendo negados porque a pessoa tem uma pendência; o passaporte já não é emitido. A pessoa passa a ter uma série de problemas porque o CPF tá pendente”.


É importante lembrar que o fato de a pessoa não ter entregue a declaração ou estar na malha fina por anos anteriores não a desobriga de declarar neste ano. 

O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

Meios de declarar

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (78,1%), enquanto 15,5% dos contribuintes recorreram ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 6,4% declararam pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 59,6% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55% dos envios.

* Colaboraram Edgard Matsuki e Wellton Máximo ]]></description>
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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Economia brasileira cresce 1,1% no 1º trimestre</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A economia brasileira cresceu ​1,1% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o último trimestre de 2025. Esse crescimento de 1,1% na passagem de trimestres imediatamente seguidos é o maior desde o mesmo trimestre de 2025, quando tinha avançado 1,8%. No acumulado de 12 meses, houve expansão de 2%. 

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) foi divulgado na manhã desta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Notícias relacionadas:Visitação recorde em parques nacionais injeta R$ 20 bilhões no PIB.Escala 6x1: jornada menor na Europa manteve empregos e não reduziu PIB.Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026 .Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta do PIB fica em 1,8%.

Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,3 trilhões, no primeiro trimestre.  

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Setores

Na comparação entre trimestres imediatamente seguidos, os três setores analisados pelo IBGE apresentaram expansão: agropecuária (2%), indústria (1%) e serviços (0,5%).

A indústria respondeu por 23% do PIB no primeiro trimestre. Dentro do setor, as atividades que mais puxaram o crescimento para cima foram a extrativa Mineral (3,6%) e a construção (2,9%).

O setor de serviços, que representa 70% da economia brasileira, teve como puxadores da expansão as atividades informação e comunicação (2,4%), atividades imobiliárias (1,2%), outras atividades de serviços (0,8%) e comércio (0,6%).

Na análise do coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Ricardo Montes de Moraes, os serviços puxaram o crescimento médio do PIB para baixo; e a agropecuária, para cima.

Apresentaram alta também o item despesa de consumo das famílias (1%) e a Formação Bruta de Capital Fixo (3,5%), que mede o nível de investimento. O chamado consumo do governo subiu 0,4%.

As exportações recuaram 1,7%, enquanto as importações cresceram 4,4%. No cálculo do PIB, exportação em baixa contribui negativamente, assim como importação em alta.

O que é o PIB

O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais. 

O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços, indústria e agropecuária. 

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.

O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida.

É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.

*Matéria atualizada às 10h3min. para modificações.

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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>População em situação de rua passa de 388 mil em maio; SP lidera</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) - banco de dados do governo federal usado para identificar e mapear as famílias de baixa renda - registrou, em maio, 388.855 pessoas em situação de rua no país. 

O estado de São Paulo continua liderando o ranking, com 159.290 pessoas, número superior ao do segundo e terceiro colocados, o Rio de Janeiro, com 35.406, e Minas Gerais, com 34.849, de acordo com levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG).

Notícias relacionadas:SP: governo e IBGE lançam ações para população em situação de rua.IBGE anuncia primeiro censo da população em situação de rua para 2028.Os três estados apresentaram aumento no período de 2020 a 2025. São Paulo passou de 83.074 para 150.958 pessoas, o Rio de Janeiro de 23.433 para 33.656 e Minas Gerais de 14.304 para 33.139.

A duplicação dessa população no território paulista é considerada uma alta desproporcional pelos pesquisadores responsáveis pela análise dos dados. A equipe também ressalta que o estado tem 40% de todo o contingente de 2025.

Outro destaque negativo é Roraima, cujos registros saltaram de 2.537 para 10.520, o que destoou do padrão de estabilidade dos estados menores. 

Um dos fatores que mais contribuíram para o pico na Região Norte foi a multiplicação de casos entre 2022 e 2025 no estado, puxada pela ampliação em sua capital, Boa Vista. Lá, a quantidade variou de 2.484 para 10.497.

No Ceará, a capital Fortaleza concentra parte significativa da população que vive nessas condições no estado - 11.349 pessoas de um total de 14.171. No Rio de Janeiro, a proporção é de 69,6%, contra 67,2% em São Paulo e 46,6% em Minas Gerais.

Os estados enquadrados na classificação de gravidade intermediária são Santa Catarina, Roraima, Pernambuco, Goiás, Espírito Santo, Pará, Mato Grosso e Amazonas, além do Distrito Federal. Os cinco com indicadores menos preocupantes são Amapá, Acre, Tocantins, Rondônia e Piauí.

Segundo a equipe do observatório da UFMG, seis em cada dez pessoas sujeitas a essas circunstâncias precárias de vida estão situadas no Sudeste, reflexo da procura por oportunidades de trabalho associada à região, que acaba não comportando devidamente quem chega a ela com esse propósito. Sete em cada dez são negras.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Termina domingo prazo para declaração anual do MEI; confira regras</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Termina neste domingo (31) o prazo para a entrega da Declaração Anual Simplificada do Microempreendedor Individual (DASN-Simei), referente ao ano-calendário de 2025. 

A declaração anual do MEI é obrigatória para todos os empresários individuais que tenham sido optantes pelo SIMEI em qualquer período de 2025, mesmo que não tenham tido faturamento no ano. É o caso, por exemplo, de profissionais que deixam de prestar serviços como MEI para trabalhar com carteira assinada. 

Notícias relacionadas:Fim da jornada 6x1 opõe trabalhadores e empresários.Entenda operação de até R$ 6,5 bilhões para socorrer BRB.Brasil cria 85,9 mil postos de trabalho em abril, aponta Caged.A declaração pode ser enviada pelo App MEI ou pelo Portal do Empreendedor. A Receita Federal orienta que os microempreendedores façam a entrega dentro do prazo para evitar encargos e manter a regularidade do CNPJ. 

Como fazer a declaração 

A DASN-SIMEI é realizada de maneira rápida no Portal do Empreendedor. O MEI deve informar o faturamento anual bruto de sua empresa, incluindo todas as vendas ou prestações de serviços realizadas em 2025.

Pelas regras, o MEI não pode ultrapassar o limite de R$ 81 mil de faturamento anual ou o proporcional mensal. Também é necessário informar se realizou a contratação de funcionário (no máximo um, de acordo com a legislação). o Objetivo da DASN- Simei é comprovar que a empresa está operando dentro dessas regras do regime. 

Multa 

A entrega fora do prazo resulta em multa de 2% ao mês de atraso, limitada a 20% do valor total dos tributos declarados, ou ao valor mínimo de R$ 50. A multa é gerada automaticamente após a transmissão da declaração em atraso. 

 

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<pubDate>Fri, 29 May 2026 11:03:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Álbum reúne releituras de Hermeto Pascoal e inéditas em sua homenagem</title>
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				Mais do que uma homenagem, o álbum Hermeto Universal, lançado na semana passada, é uma forma de espalhar o legado do compositor, arranjador e multi-instrumentista alagoano Hermeto Pascoal pelo mundo.

Para o músico Gabriel Grossi, um dos responsáveis pelo trabalho, é também um agradecimento pelo apoio que sempre recebeu e pelo aprendizado que teve ao lado de quem considera sua maior referência musical e um padrinho na arte.


Notícias relacionadas:Amigos, parentes e músicos se despedem de Hermeto Pascoal .Investimento em cultura qualifica e emancipa, diz Margareth Menezes.Audiovisual brasileiro terá linhas de crédito e plano de exportação.“Eu sou um afilhado musical do Hermeto desde os meus 18 anos. O Hermeto me apadrinhou musicalmente. Depois que ele fez a passagem, senti uma necessidade urgente de homenageá-lo”, contou Gabriel Grossi, em entrevista à Agência Brasil.


Considerado um dos maiores músicos de harmônica ou gaita do mundo, Grossi contou que Hermeto o inspirou em vários aspectos. 

“É mais que um compositor. É um criador de uma escola musical. A maneira de compor influenciou praticamente todos os músicos instrumentais brasileiros que vieram na sequência”, completou.

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Conspiração do destino

O ponto de partida para realizar o álbum foi uma sucessão de coincidências. O pianista francês Laurent Coulondre, reconhecido como um dos principais nomes do jazz europeu contemporâneo, chegou ao Rio de Janeiro justamente no dia do funeral de Hermeto Pascoal. 

Emocionado, Coulondre acompanhou as cerimônias de enterro do músico com Gabriel Grossi.

Dois dias depois, Michael League, líder do grupo Snarky Puppy, que estava na cidade, chamou Gabriel para tocar em um show que faria na casa de espetáculos Vivo Rio. Admirador do trabalho do alagoano, Michael dedicou a apresentação a Hermeto.

Os três voltaram a se encontrar na Espanha, por coincidência. Michael mora no país europeu, onde Gabriel tinha uma turnê marcada. Laurent também estava de passagem por lá. 

“Foi tudo conspirando para a gente estar junto”, disse Gabriel, acrescentando que fez a parte de produção e arranjos em um trabalho à distância com o pianista francês durante um mês.

Os três se reuniram no estúdio de Michael, na Espanha, e, em dois dias de dezembro do ano passado, gravaram o material com o propósito de difundir o legado de Hermeto Pascoal.

“A gente gravou já pensando nos convidados, que a gente chamou depois de dois meses, e isso foi incrementando o disco. É uma homenagem muito universal mesmo. O Hermeto chamava a música dele de universal”, informou Grossi.

 


            
        
    
Os quatro músicos que produziram, fizeram arranjos e participaram do disco da direita para a esquerda: Gabriel Grossi, Laurent Coloundre, Michael League e Ruy López. Foto: Universal/Divulgação


14 faixas

As participações especiais são internacionais em sua maioria, com exceção da cantora brasileira Vanessa Moreno e do percussionista Fábio, filho de Hermeto.

As 14 faixas do disco lançado nas plataformas digitais são releituras de obras de Hermeto e composições inéditas dedicadas a ele. 

A lista inclui uma música de grande importância para Gabriel, uma criação dos dois, feita quando as suas filhas gêmeas estavam para nascer. Hermeto batizou a canção com os nomes das meninas: Catarina e Teresa. A faixa encerra o disco de forma simbólica e afetiva. 

“Foi um presente da vida. Além de ter o privilégio de poder compor uma música com ele, homenagear as minhas filhas. Um presente gigante”, contou.

As meninas também participam do álbum em uma composição de Gabriel. 

“Fiquei harmonizando tudo que falavam, então, além da música que fiz com Hermeto, tem essa que é meio brincando com elas falando, o que o Hermeto chamava de som da aura. Para ele, qualquer ruído, qualquer fala podia ser transformada em música. Elas adoraram.”

Para Gabriel, Hermeto era mestre em quebrar os roteiros, ao fazer as improvisações inesperadas, que surgiam conforme a inspiração no momento. 

“É o jeito que ele enxergava a música, que é justamente de desbravar, não ter limites e se arriscar”.

 


            
        
    
Capa do álbum Hermeto Universal. Capa Eduardo Serra/Universal


Convidados

Além de ter Gabriel e Laurent na produção e na assinatura dos arranjos, o álbum conta com um elenco internacional de destaque, que inclui a banda de Michael League e o renomado baterista cubano Ruy López Nussa. 

O projeto reúne ainda participações especiais de importantes nomes da música instrumental contemporânea, entre eles Chris Potter, Varijashree Venugopal, Ibrahim Maalouf, Jorge Pardo, Baptiste Herbin, Christelle Raquillet, Laura Dausse e Ambre Coulondre Dausse, filha de Laurent.

A releitura de Chorinho Pra Ele, uma das principais referências na obra de Hermeto Pascoal, pelo alto grau de exigência técnica, foi escolhida para abrir o disco.

O começo da série de shows para o lançamento de Hermeto Universal nos palcos está previsto para agosto no Brasil. Na sequência, em 2027, a turnê deve passar por diversos países da Europa. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ação em 5 estados investiga ligação do PCC com setor de combustíveis</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal fazem uma operação nesta quinta-feira (28) em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Rio de Janeiro para investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de combustíveis. O objetivo é desmontar um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.

O foco principal das autoridades é sobre seis fintechs – que atuam como bancos paralelos – e também para comprovar a adulteração de combustível com uso de solvente (nafta).

Notícias relacionadas:Governo lança programa de R$ 11 bilhões contra o crime organizado. Polícia Federal deflagra ação contra grupo do setor de combustíveis.A operação tem o nome de Fluxo Oculto e é uma nova fase da Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e de investimentos.

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As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fintechs alvos da operação formaram um núcleo que funciona com compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis e fundos de investimentos administrados pelo PCC.

A facção criminosa atua também no desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustíveis, criando uma estrutura forte para venda de solventes a empresas fantasmas.

Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos, dos ministérios públicos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 6 milhões nesta quinta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.012 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 6 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

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As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas ou pela internet, no portal das Loterias Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Dores menstruais tiram das aulas 4 em cada 10 alunas no país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Seis em cada dez estudantes dos ensinos fundamental e médio que menstruam relatam ter cólicas fortes e moderadas que atrapalham sua rotina escolar e exigem uso de medicação. E cerca de quatro em cada dez alunas (37,1%) faltam às aulas mensalmente por dores menstruais.

Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Alana em parceria com o Instituto Equidade.info e foi divulgada nesta quarta-feira (27), Dia Internacional da Dignidade Menstrual, celebrado nesta quinta-feira (28). A data tem o objetivo de promover a discussão e combater o estigma e a pobreza menstrual.

Notícias relacionadas:Menstruação segura ainda é desafio no Brasil, indica Unicef.Primeira menstruação é tema de filme inteiramente falado em guarani.Governo paulista lança programa para combater a pobreza menstrual.O levantamento foi feito em fevereiro deste ano com 2.551 estudantes – sendo 770 estudantes que menstruam –, 303 docentes e 181 gestores escolares, das redes pública e privada de ensino de todas as regiões do país.

Sintomas menstruais

A sondagem inédita revela que o principal sintoma menstrual que impede as alunas de irem às aulas é a cólica: mencionado por 57,7% das entrevistadas. As demais manifestações relacionadas à menstruação apontados são:


	cansaço e dores no corpo, citado por 30,1% das entrevistadas;
	dores de cabeça (28%);
	dor de barriga, por 20,1%;
	vergonha e medo de vazamento, por 19,3%;
	falta de banheiro ou produtos de higiene, por 8,2%.


Ausências e atrasos

Os dados coletados revelam que os sintomas do fluxo menstrual podem levar a, aproximadamente, dois dias de falta por mês.

 


            
        
    
Brasília (DF), 27/05/2026 – Líder da iniciativa de endometriose, dor pélvica e saúde menstrual do Alana Sofia Reinach. - Dor menstrual afeta rotina escolar de seis em cada 10 alunas; quatro em cada 10 faltam às aulas mensalmente. Foto: Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal - Alana Sofia Reinach/Arquivo pessoal


A líder da iniciativa de Endometriose, Dor Pélvica e Saúde Menstrual do Instituto Alana, Sofia Reinach, explica que o absenteísmo (faltas ou do não cumprimento da carga horária escolar) nos dias de dor pode afetar a aprendizagem, o vínculo com a escola e as oportunidades educacionais ao longo da trajetória, por isso, deve ser tratado com seriedade.


“Quase 40% das meninas no Brasil estão perdendo pelo menos um dia de aula por mês por conta das dores [menstruais]: uma parcela muito grande da população que deve ser cuidada para que isso não signifique defasagem escolar e uma desvantagem crônica na aprendizagem”.


O estudo verificou que parte das ausências, quando associada a sintomas menstruais, ainda é tratada como questões individuais, privadas ou inevitáveis.

O Instituto Alana enfatiza ser preciso reconhecer a dor como problema coletivo e sugere a adoção de protocolos de faltas justificadas e orientação ao corpo docente. A expectativa é que as mudanças possam reduzir o constrangimento das alunas e melhorar o registro destes casos.

Desigualdade racial na menstruação

O estudo aponta para disparidade racial. Apesar das meninas negras falarem que sentem menos cólicas fortes, por outro lado, elas faltam mais às aulas.

Neste recorte racial, as alunas negras perdem até 1,5 vez mais dias de aula (dois a cinco dias por mês) que alunas brancas: 14,5% das alunas negras faltam de dois a cinco dias/mês por motivos menstruais. Entre as alunas brancas, o índice de faltas cai para 9,6%.

Quando observada a experiência de dor no período menstrual, também não há uniformidade entre os grupos raciais. As meninas brancas relatam ter mais dor intensa. Entre as entrevistadas brancas, 37,5% descrevem suas cólicas como fortes. Entre as meninas e adolescentes negras, esse índice é menor (25,9%). Ao mesmo tempo, 16% das meninas negras dizem não sentir cólicas menstruais, contra 8,5% das brancas que informam não sentir dor em intensidade alguma.

A porta-voz do Instituto Alana, Sofia Reinach, conclui que, na realidade, o indicador de dores fortes subestima o problema entre as alunas negras. Isto porque as meninas negras normalizam mais suas dores porque são ensinadas culturalmente a acreditar que a dor não deve ser considerada como algo que precisa de tratamento.

“As meninas negras nomeiam menos a sua dor como forte. Aparentemente, elas têm um limiar de dor maior, portanto, reconhecem menos como uma dor incapacitante. Mas, na prática, o impacto da dor as tira de suas atividades e da escola”, concluiu Sofia Reinach.

A especialista defende que os profissionais das áreas da educação e da saúde “desaprendam esse viés antigo de que corpos negros sentem menos dor” ou que são mais resilientes.


“É muito importante que essa percepção mude, porque as meninas negras estão sentindo dor, mas falam menos sobre ela. Os ouvidos dos profissionais têm que estar mais atentos. A escola deve fazer parte de uma rede de cuidado”, frisa Sofia.


Para que a menina negra seja acompanhada adequadamente e os impactos da dor sejam os menores possíveis, a especialista em saúde menstrual e dor pélvica destaca a necessidade de os professores perceberem a dor das alunas, de gestores escolares perguntarem a respeito e das famílias delas que devem ser acionadas.

Assimetrias regionais

As regiões Norte e Centro-Oeste sofrem mais com a falta de infraestrutura e produtos. Falta de banheiro e de produtos de higiene menstrual aparecem como motivos de ausências nas aulas especialmente no Norte (18,9%) e Centro-Oeste (30,2%).

O estudo considera que o acesso à infraestrutura adequada é condição básica de permanência escolar.

Em Brasília, a estudante de publicidade e propaganda Ana Clara Maimoni mobilizou os vizinhos e as pessoas conhecidas para arrecadar absorventes.


“Eu sempre achei um absurdo como os postos dão camisinha de graça, mas não dão absorventes e como isso afeta a nossa vida”.


Ana Clara conseguiu arrecadar cerca de 1 mil absorventes, que foram doados a uma escola na qual as alunas não tinham pleno acesso a eles. O estoque foi suficiente para atender às meninas por seis meses.

O Projeto Contra a Pobreza Menstrual contou também com palestra com profissionais de saúde para informar as estudantes, na Vila Planalto, no centro da capital federal. “As meninas adoraram e participaram bastante, fizeram várias perguntas”, disse Ana Clara.

Para a realizadora do projeto, a escola é um espaço estratégico para abordar essa questão, e é justamente da educação que essas meninas acabam sendo privadas quando não têm acesso ao mínimo necessário para a dignidade menstrual.


“Isso só escancara a nossa desigualdade, principalmente, porque os homens não passam por isso, pessoas que não menstruam não passam por isso e as mulheres acabam tendo que lidar sozinhas”, conta Ana Clara Maimoni.


“Muitas vezes, elas não falam sobre porque ainda é considerado um tabu em muitos lugares e essas meninas jovens que não tinham condição e muito pouco conhecimento”, ressalta.

O projeto foi pontual e acabou não tendo continuidade, mesmo assim, no entendimento de Ana Clara, é um passo para uma mudança maior. “É uma conquista, mesmo que pequena, porque eu consegui trabalhar só com uma escola, mas de pouquinho em pouquinho a gente conquista grandes coisas”, acrescentou.

 


            
        
    
Rio de Janeiro (RJ), 27/05/2026 – Ana Clara Maimoni, Ação do Projeto Contra a Pobreza Menstrual, no Centro de Ensino Vila Planalto. Foto: Projeto Contra a Pobreza Menstrual/Divulgação - Projeto Contra a Pobreza Menstrual/Divulgação


Menarca precoce e cólicas

A pesquisa demonstra que a menarca (primeira menstruação) é cada vez mais precoce no Brasil. Em média, 65,2% das meninas ouvidas menstruaram até os 11 anos e 36,5% até os 10 anos.

A prevalência de menarca precoce também varia por região: as maiores proporções estão no Nordeste (45,5%) e no Sul (43,9%) e a menor no Centro-Oeste (16,1%).

Na média nacional, a proporção de menarca precoce é semelhante entre as populações brancas e negras.


	Na região Sul, 64% das alunas negras e 32,9% das brancas tiveram menarca precoce.
	No Sudeste, esse índice sobe para 61,6% entre as meninas negras e 5,3% das brancas.
	No Nordeste, 53,9% das brancas e 35,4% das negras.


O estudo ainda associa diretamente a menarca precoce a dores mais intensas. Entre as alunas que menstruaram aos 10 anos, 43% relataram cólicas fortes. O índice cai para 27% entre aquelas que menstruaram aos 11 ou 12 anos. Entre as estudantes que menstruaram aos 13 anos, um quarto diz sentir cólicas fortes. Quando contabilizadas as que tiveram a primeira menstruação aos 14 anos ou mais e sentiram dores, o percentual é 28%.


“Para muitas meninas, menstruar não significa apenas lidar com uma nova fase do corpo, mas também com dores que podem afetar a frequência às aulas, a concentração, a prática de esportes e a convivência com colegas”, informa o estudo do Instituto Alana.


Educação menstrual

Muitas estudantes chegam à primeira menstruação sem nenhuma orientação sobre o ciclo e, por este motivo, o Instituto Alana reforça a importância de falar sobre saúde menstrual antes da primeira menstruação.

“Precisamos antecipar os debates sobre saúde menstrual nas escolas para o ensino fundamental 1. Além disso, ter um olhar cuidadoso, ampliar as estratégias de cuidado para essa faixa etária, em especial, para que as meninas com muita dor com menarca precoce tenham um acompanhamento mais próximo”, prioriza Sofia Reinach.

Trabalhadoras da educação

As escolas brasileiras sofrem duplamente com as faltas tanto de alunas quanto professoras. No universo pesquisado, 28,3% das gestoras escolares confirmaram ter cólicas fortes e 16,9% das entrevistadas já faltaram ao trabalho por motivos menstruais.

Dentro de sala de aula, 15,8% das professoras descreveram ter cólicas fortes e uma em cada dez professoras (12,1%) faltou ao trabalho ao menos uma vez no último ano por motivos menstruais.

Considerando que 37,1% das alunas faltam mensalmente por menstruação e 64% relataram cólicas moderadas ou fortes, o estudo sugere que percentual mais reduzido entre as profissionais de educação, em relação às estudantes pode refletir, em parte, maior acesso a diagnósticos, acompanhamento e tratamento da dor entre as profissionais e a responsabilidade da vida adulta.


“As professoras faltam menos do que alunas. A cada momento da vida em que a responsabilidade aumenta e que as profissionais veem o seu trabalho ameaçado por conta das dores, as professoras se esforçam mais para conviver com essa dor no seu ambiente profissional”, observa o estudo.


Sofia Reinach defende a adoção de políticas de saúde menstrual no ambiente escolar que incluam estudantes e trabalhadoras, com protocolos adequados para cada perfil. “Precisamos entender que a dor menstrual tira meninas e mulheres do cotidiano escolar e torna isso um fenômeno cumulativo. As escolas estão sofrendo duplamente com essas faltas, tanto de alunas quanto professoras.”

Desconhecimento dos meninos

A menstruação ainda é pouco compreendida como uma questão coletiva dentro da escola. Os dados mostram que 36,8% dos estudantes do sexo masculino afirmam não pensar muito sobre o tema – quase duas vezes maior que o registrado entre as meninas, de 19,7%.

A diferença também aparece na percepção sobre os impactos do ciclo menstrual na rotina: cerca de um quarto dos meninos e adolescentes (23,7%) acredita que a menstruação pode atrapalhar a escola ou a prática esportiva, enquanto 41,2% das alunas reconhecem esse efeito negativo.

A liderança do Alana diz que é preciso envolver os meninos nos debates sobre a temática.


“É fundamental que o assunto menstruação deixe de ser um tabu. E para isso, a gente precisa trazer os meninos para as conversas cotidianas. Não tem mais como menstruação ser um assunto apenas de meninas e mulheres na sua intimidade”, constata Sofia.


A ideia é que os meninos e rapazes deixem de ser espectadores passivos ou agentes de constrangimento e passem a fazer parte de uma rede de apoio às meninas e jovens.

Impactos da naturalização da dor

Tratar a dor menstrual como algo normal na adolescência pode gerar impactos que vão além da trajetória escolar das meninas.

A invisibilidade das cólicas e dores que começa com faltas, afastamento de atividades físicas, perda de concentração e, consequentemente, da diminuição do rendimento escolar pode prejudicar a saúde, a renda e a qualidade de vida das mulheres.

A publicação relata que mulheres que aprenderam a conviver com dores intensas tendem a seguir trabalhando apesar dos sintomas menstruais.

Atraso de diagnósticos

A naturalização da dor também pode atrasar o diagnóstico de condições mais graves. “A normalização da dor faz com que uma menina aprenda que cólica é normal. Ela para de reclamar e, no entorno, os adultos param de investigar se essa dor poderia ter um tratamento ou não”, relata Sofia.

O estudo destaca que as dores incapacitantes tratadas como “normais”, que começam ainda na adolescência e podem piorar com o tempo, somente serão investigadas na vida adulta, quando já podem ter evoluído para uma doença ginecológica ou outra condição que afeta diferentes dimensões da vida de uma mulher.

O estudo exemplifica as ocorrências de endometriose, doença inflamatória causada pela presença de tecido do endométrio em outras regiões do corpo. A endometriose – geralmente com início silencioso na adolescência – afeta uma em cada dez mulheres e pode levar até 12 anos para ser diagnosticada.

Por fim, com base na análise dos dados apurados, o Instituto Alana reafirma que investir em saúde menstrual nas escolas é essencial, tanto para garantir o direito à aprendizagem quanto para reduzir desigualdades que começam no corpo e se acumulam na trajetória escolar.


“Incluir saúde menstrual nos protocolos, no currículo e na infraestrutura, priorizando as estudantes mais afetadas, é uma oportunidade de promover equidade e favorecer uma escola que reconhece a realidade de todas as crianças e adolescentes”, destaca a instituição.


*Colaborou Alice Rodrigues, estagiária da Agência Brasil no Rio de Janeiro ]]></description>
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Desemprego chega a 5,8% no trimestre encerrado em abril, diz IBGE</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, o que representou alta de 0,4 ponto percentual (p.p.) na comparação com o período entre novembro de 2025 e janeiro de 2026. Em relação ao trimestre móvel de fevereiro a abril de 2025, quando atingiu 6,6%, houve recuo de 0,8 p.p.

O patamar de 5,8% indica que 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho no trimestre e não conseguiram. O contingente representa mais 471 mil pessoas do que no trimestre terminado em março.

Notícias relacionadas:A dois dias do fim do prazo, 7,7 milhões não enviaram declaração do IR.TCU cobra ajustes em plano de recuperação dos Correios.Keeta e iFood podem receber multa milionária por ignorar transparência.Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal/ abril 2026 (PNAD-Contínua), divulgada, nesta quinta-feira (28), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a PNAD Contínua, se comparada ao trimestre de novembro de 2025 e janeiro de 2026, a população desocupada, que é de 6,3 milhões no período encerrado em abril deste ano, avançou 8,0%. Naquele momento eram 5,9 milhões. No entanto, em relação a igual trimestre do ano anterior (7,1 milhões) indicou recuo de 11,3% (menos 809 mil pessoas).

A pesquisa mostrou também que a população ocupada (102,3 milhões) caiu 0,3% em relação ao trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. São menos 338 mil pessoas, mas subiu 1,1% ou mais 1,07 milhão de pessoas frente ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025).

O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, atingiu 58,4%, o que significa queda de 0,3 p.p. ante o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, quando ficou em 58,7%. “Houve estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (fevereiro a abril de 2025)”, apontou o IBGE, no texto de divulgação dos dados.

Com o nível de 13,8%, a taxa composta de subutilização apontou estabilidade na comparação com o trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026 (13,8%), no entanto teve recuo de 1,7 p.p. no ano.

A população subutilizada chegou a 15,7 milhões e também mostrou estabilidade no trimestre (15,7 milhões) e redução de 11,1% ou menos 2 milhões de pessoas no ano.

Ao ficar em R$ 3.732, o rendimento real habitual de todos os trabalhos permaneceu no patamar recorde.

A taxa de informalidade ficou em 37,2% da população ocupada ou 38,1 milhões de trabalhadores informais, indicador pouco abaixo do trimestre encerrado em janeiro, quando atingiu 37,5% ou 38,5 milhões. Foi menor também que os 38% (ou 38,5 milhões) do trimestre de fevereiro a abril de 2025.

Para a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, o aumento da desocupação nesse trimestre móvel é resultado essencialmente do comportamento sazonal de algumas atividades, entre elas, comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retiveram a parcela de seus trabalhadores.


“Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível da ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, completou em texto do IBGE para a divulgação dos dados.


“Isso indica que mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”, completou.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Restringir crianças em eventos LGBTQIA+ é questão de ódio, diz jurista</title>
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				O projeto de lei (PL) que proíbe, na capital paulista, a participação de crianças e adolescentes em eventos que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+” veicula uma questão de ódio. A avaliação é do jurista Belisário dos Santos Jr., membro da Comissão Arns, que participou de diversas comissões ligadas aos direitos humanos ao longo da carreira. 


“É uma questão de ódio, puramente de ódio, é isso que faz com que o Brasil continue dividido entre pessoas que ignoram a diversidade e o resto do país”, disse Belisário. Atualmente, ele integra também a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo e a Comissão Internacional de Juristas. 


Notícias relacionadas:Parada LGBT+ de SP enfrenta desafios e está ameaçada de deixar as ruas.PL que veta criança em evento LGBTQIA+ é inconstitucional, diz jurista.Parada LGBTI+ do RJ traz “toda forma de amor” como tema em 2026.O projeto de lei, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), foi aprovado no dia 20 deste mês na Câmara Municipal de São Paulo. Para virar lei, ainda é necessária a aprovação, em segundo turno, no plenário da Casa. O texto cita especificamente a Parada do Orgulho LGBTQIA+, como um dos eventos que estariam proibidos a crianças e adolescentes.


“A Câmara, junto com ele, votou em primeira votação. Acredito que talvez readquiram a sensibilidade e a coerência [na segunda votação], porque a parada é uma manifestação pública e política, ela não pode ser impedida”, defendeu o jurista.


O PL prevê ainda que os eventos LGBTQIA+ deverão ser realizados em locais públicos ou privados que permitam controle de entrada de crianças e adolescentes, não poderão ocupar ou interditar vias públicas, e deverão ocorrer em espaço fechado e devidamente projetado para aglomeração de pessoas.


“O fato de se limitar a restringir eventos LGBTQIA+, viola o princípio da igualdade, da não discriminação. Por que só esses eventos e não os eventos como o da parada religiosa que se realiza sempre em Santana? Por que não proibiu o carnaval? É uma coisa discriminatória”, mencionou Belisário.


A Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) destacou que “a defesa da infância não pode ser utilizada como instrumento para censura, perseguição ideológica ou institucionalização da LGBTIfobia”. A entidade considera profundamente preocupantes iniciativas como essas, que se utilizam do falso argumento de proteção da infância.

“Trata-se de propostas inconstitucionais, discriminatórias e baseadas na disseminação de desinformação e pânico moral contra a população LGBTQIA+. Além de violarem direitos fundamentais como liberdade de expressão, reunião, igualdade e autonomia familiar, essas medidas reforçam o estigma e a exclusão de crianças, adolescentes e famílias LGBTQIA+, assim como os arranjos familiares de pessoas LGBTQIA+ que tem filhos”, diz a ANTRA.

PL é inconstitucional


“Isso é inconstitucional, a justiça vai eliminar isso, tenho absoluta certeza, seja por conta da violação do princípio da igualdade, da liberdade de expressão, da liberdade de reunião, por usurpar o poder familiar, por violar o estatuto da criança e do adolescente”, afirmou Belisário dos Santos Jr.


O jurista lembrou ainda da contribuição de eventos como a Parada LGBTQIA+ em setores diversos, tanto pelo seu caráter de educação para a diversidade de crianças e adolescentes quanto econômico, já que atrai grande público e recursos para a cidade.

Professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde também coordena o Núcleo TransUnifesp, o advogado Renan Quinalha explica que o projeto de lei de Rubinho Nunes é inconstitucional por alguns fundamentos.


“Primeiro, porque viola a liberdade de associação e de reunião, viola a própria competência privativa da União para legislar sobre isso, não cabe a um município editar uma legislação.”


“Além disso, configura uma maneira de censura prévia e uma discriminação indireta à população LGBTQIA+”, disse Renan, que é presidente do Grupo de Trabalho de Memória e Verdade LGBTQIA+ do Ministério de Direitos Humanos e Cidadania (MDHC).

O advogado mencionou que há um precedente, inclusive, sendo discutido no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, cujo parecer é favorável à inconstitucionalidade de uma lei do estado do Amazonas.

“É um PL que foi aprovado nesse mesmo sentido, proibindo presença de crianças e adolescentes nas paradas do orgulho no estado do Amazonas, então já tem um voto favorável do relator e mais quatro votos acompanhando. Então a gente já tem uma sinalização de cinco ministros no Supremo Tribunal Federal de que esse tipo de legislação tem essas causas formais e materiais de inconstitucionalidade”, citou Renan.

O advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, também considera o PL inconstitucional. Segundo ele, a proibição se mostra discriminatória e demonstra a lgbtfobia, que está prevista como crime, conforme a jurisprudência do STF.

“Entendo que o projeto é inconstitucional, já que Constituição Federal não admite nenhuma discriminação, e prevê o princípio da igualdade, de que todos são iguais perante a lei”, destacou Ariel, que também é ex-secretário nacional dos direitos da criança e do adolescente e ex-presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).

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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Washington: 11 pessoas estão desaparecidas após rompimento de tanque</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A busca por nove pessoas desaparecidas após a implosão e o rompimento de um tanque de produtos químicos no estado de Washington passou de um esforço de resgate para um esforço de localização, disseram as autoridades. O número de mortos deve chegar a 11. 

Autoridades já haviam confirmado duas mortes. Pelo menos oito pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.


Notícias relacionadas:Explosão em mina de carvão na China mata 82 pessoas.&quot;Estamos nos preparando para que esta seja a tragédia industrial mais mortal da história moderna do estado de Washington&quot;, disse o governador Bob Ferguson, em entrevista coletiva nessa quarta-feira.


Segundo as autoridades, não se sabe o que causou a implosão de um tanque de 900 mil galões nas instalações da Nippon Dynawave Packaging no início de terça-feira (26). O contêiner continha &quot;licor branco&quot; -- uma solução química de hidróxido de sódio e sulfeto de sódio usada na fabricação de polpa de papel que pode causar queimaduras graves na pele.

O chefe do Batalhão do Corpo de Bombeiros de Longview, Matt Amos, disse que o esforço de recuperação vai prosseguir lentamente, em um ambiente &quot;extremamente perigoso&quot;.

Não ficou clara a localização das nove pessoas desaparecidas nas instalações, disse o chefe do Corpo de Bombeiros de Cowlitz 2, Scott Goldstein, acrescentando que eles haviam vasculhado as áreas acessíveis.

&quot;A partir de agora, declaramos que esse incidente passou de resgate para recuperação&quot;, declarou.

Testes confirmaram que a contaminação entrou no Rio Columbia, disseram as autoridades na entrevista coletiva.

&quot;Testes de amostras de água confirmaram que a contaminação entrou no Rio Columbia ontem. Avaliações adicionais estão em andamento para entender melhor o escopo e a extensão desse impacto ambiental&quot;, disse Goldstein.

Goldstein disse que é justo dizer que cerca de 550.000 a 570.000 galões saíram do tanque, enquanto algum material remanescente no tanque continua a vazar lentamente.

A Nippon Paper Industries, segunda maior fabricante de papel do Japão em vendas, adquiriu a fábrica de Longview da empresa madeireira Weyerhaeuser, sediada em Seattle, por US$225 milhões e estabeleceu a subsidiária integral Nippon Dynawave Packaging em 2016.

Enquanto isso, no sul da Califórnia, autoridades que monitoravam um tanque industrial superaquecido contendo metacrilato de metila altamente inflamável disseram no final da terça-feira que as instalações da GKN Aerospace em Garden Grove não apresentavam mais risco de explosão.

(Reportagem de Ismail Shakil, Daphne Psaledakis e Brad Brooks) ]]></description>
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Médica diz que Henry Borel chegou ao hospital tecnicamente morto</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No terceiro dia de julgamento de Jairo de Souza Júnior, o Dr. Jairinho e de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio, foi ouvida a pediatra Maria Cristina de Souza.

A médica participou, com a equipe do Hospital Barra d’Or, da tentativa de reanimar a criança na madrugada do dia 8 de março de 2021.

Notícias relacionadas:Caso Henry Borel: advogado que sofreu infarto volta ao júri.Caso Henry: celular da babá levou polícia a descobrir agressões .Defesa de Jairinho abandona júri e caso Henry Borel é adiado.Maria Cristina foi categórica em afirmar que “Henry já chegou à unidade sem pulso e estava tecnicamente morto”. Ele foi imediatamente atendido e recebeu os primeiros procedimentos em menos de um minuto após chegar ao hospital.

A pediatra contou que a tentativa de reanimação de Henry levou quase duas horas.


“Quando a equipe já avaliava encerrar o protocolo, encontramos Leniel. Ele pediu para que não desistíssemos de seu filho e continuamos”, afirmou Maria Cristina em seu depoimento.


A médica disse que Henry “chegou ao hospital sem pulso, inchado. Foi administrada uma dose de adrenalina e continuamos com a massagem cardíaca.  Henry já estava tecnicamente morto”.

Maria Cristina também falou que “notou durante o atendimento hematomas e marcas arroxeadas em várias regiões do corpo da criança, como tórax, abdômen, coxas e punhos”.

Liminar

A defesa de Jairo Santos Souza Júnior, o Dr.Jairinho, obteve na Justiça, medida liminar em habeas corpus, garantindo que o interrogatório do acusado da morte do menino Henry Borel, seja realizado somente após depoimento de Monique Medeiros.

O pedido já havia sido feito no início do julgamento à juíza Elizabeth Louro, que preside a sessão, mas recurso foi indeferido.

Diante desse cenário, a realização do interrogatório em momento posterior mostra-se indispensável para garantir a plenitude de defesa, permitindo que Jairo tenha conhecimento prévio das acusações que lhe serão dirigidas em juízo.


“Não é possível que aquele que está sendo acusado tenha de se manifestar antes da acusação. Isso é básico em qualquer Estado de Direito. Para se defender adequadamente, é necessário conhecer o conteúdo exato da acusação”, afirmou o advogado de defesa, Rodrigo Faucz.
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<pubDate>Thu, 28 May 2026 11:07:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Déficit nas contas externas fica em R$ 1,8 bilhão em abril</title>
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				As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 1,765 bilhão em abril, informou nesta terça-feira (24) o Banco Central (BC). O valor é pouco maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando o déficit alcançou US$ 1,636 bilhão nas transações correntes, que se referem às compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

Com o aumento no mês passado, o resultado negativo nas transações correntes somou US$ 64,333 bilhões nos 12 meses encerrados em abril, o que corresponde a 2,66% do Produto Interno Bruto (PIB), indicador da soma dos bens e serviços produzidos no país.

Notícias relacionadas:Com precatórios, previsão de déficit primário sobe para R$ 60,3 bi.Déficit nas contas externas sobe para R$ 6 bilhões no mês de março.Em relação ao período equivalente terminado em abril de 2025, houve redução no déficit. Naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 73,919 bilhões, ou 3,46% do PIB.

Em abril deste ano, houve aumento de US$ 2,8 bilhões no superávit da balança comercial de bens, mas que foi contrabalançado pelos aumentos dos déficits em renda primária, US$ 1,8 bilhão, e em serviços, US$ 1 bilhão. Além disso, houve redução de pouco mais de US$ 100 milhões no superávit em renda secundária.

Investimentos

De acordo com o BC, as transações correntes apresentam cenário bastante robusto e, apesar do aumento no mês passado, têm tendência de redução no déficit em 12 meses desde setembro de 2025.

O resultado negativo das contas externas está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país (IDP), que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

O IDP somou US$ 8,912 bilhões em abril deste ano, ante US$ 5,371 bilhões em igual mês de 2025.

Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

Em 12 meses até abril, esses investimentos diretos ficaram em US$ 79,201 bilhões (3,28% do PIB), ante US$ 75,660 bilhões (3,18% do PIB) no mês anterior e US$ 72,691 bilhões (3,40% do PIB) no período encerrado em abril de 2025.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve entrada líquida de US$ 621 milhões no mês passado, resultado do ingresso de US$ 1,098 bilhão em ações e fundo de investimentos e retirada de US$ 477 milhões em títulos de dívida.

Nos 12 meses encerrados em abril, esses investimentos somaram ingressos líquidos de US$ 28,5 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 366,9 bilhões em abril, aumento de US$ 4,911 bilhões em comparação ao mês anterior.

Transações correntes

Em abril deste ano, as exportações de bens totalizaram US$ 34,282 bilhões, com aumento de 13,9% em relação ao mesmo mês de 2025. As importações chegaram a US$ 24,574 bilhões, uma alta de 6,2% na comparação com abril do ano passado.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 9,707 bilhões no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 6,957 bilhões em abril de 2025.

O déficit na conta de serviços – viagens, transporte, aluguel de equipamentos, serviços de telecomunicação e de propriedade intelectual, entre outros – atingiu US$ 5,044 bilhões no mês passado, ante US$ 4,091 observado em abril de 2025.

Entre os destaques em serviços, foi registrado:


	 alta de 26% nas despesas líquidas de telecomunicação, computação e informações, totalizando US$ 839 bilhão de déficit. Essas despesas estão ligadas a operações por plataformas digitais, como serviços de streaming e venda de softwares.
	 alta de 16,1% com aluguel de equipamentos, somando US$ 1,130 bilhão. Essa rubrica contabiliza o aluguel de itens como maquinários, plataformas e aeronaves pagos a empresas estrangeiras, sinalizando um ritmo de investimentos e modernização no mercado interno.
	 alta de 66,4% nas despesas líquidas de viagens internacionais, que totalizaram US$ 1,456 bilhão, com gastos de estrangeiros no Brasil praticamente estáveis (US$ 837 bilhão) e aumento de 34,8% nas despesas de brasileiros no exterior (US$ 2,293 bilhões).


No mês passado, o déficit em renda primária – pagamento de lucros e dividendos de empresas, além de juros e salários – chegou a US$ 6,801 bilhões, 35,5% acima do registrado em abril de 2025, de US$ 5,018 bilhões. 

Normalmente, essa conta é deficitária, pois há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 374 milhões no mês passado, contra superávit de US$ 516 milhões em abril de 2025. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operação contra Castro mira aportes de R$ 3,6 bi em fundos do Master</title>
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				A oitava fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada nesta terça-feira (26) pela Polícia Federal (PF) e investiga o envolvimento do ex-governador Cláudio Castro na aplicação irregular de R$ 3,6 bilhões da previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master. 

O recurso aplicado tem origem na RioPrevidência, autarquia responsável por administrar os recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), incluindo o pagamento de aposentadorias e benefícios a mais de 235 mil servidores ativos e inativos. 

Notícias relacionadas:PF investiga desvios na Rioprevidência envolvendo o Banco Master.Rioprevidência: Alerj limita aplicação de recursos a bancos federais.De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa de Castro, os indícios colhidos pela PF até o momento apontam que o ex-governador “exerceu papel politicamente relevante para a viabilização dos aportes da RioPrevidência no Banco Master”. 

Em troca, haveria o pagamento de vantagens indevidas ao envolvidos nos investimentos feitos pela RioPrevidência à revelia da política conservadora de aplicação de recursos financeiros regidos pelo RPPS. 

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Ao todo, estão sendo cumpridos nesta quinta dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Distrito Federal.

Além de Castro, são alvo da operação Ricardo Siqueira Rodrigues, apontado como lobista e operador do esquema, e o ex-presidente do RioPrevidência Deivis Marcon Antunes, preso em etapa anterior da investigação. 

As diligências tiveram como ponto de partida mensagens extraídas de um dos celulares de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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Além disso, a PF realizou um trabalho de sincronização entre encontros e contatos feitos entre o ex-banqueiro e o ex-governador e os aportes feitos pelo RioPrevidência. 

“No ponto, a relação de Daniel Bueno Vorcaro e Cláudio Bomfim de Castro e Silva trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”, escreveu Mendonça. 

De acordo com relatório parcial da PF, citado por Mendonça, entre outubro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. 

Posteriormente, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, diante de entraves regulatórios, foram realizados novos aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, na ordem de R$ 2,01 bilhões.


“Tudo em contexto de crescente dificuldade do banco”, destacou Mendonça. 


Comando da RioPrevidência

Ainda segundo as investigações, a atuação se deu primeiro pela troca de comando na RioPrevidência, com a nomeação, por Castro, de nomes alinhados ao esquema criminoso. 

O Banco Master foi liquidado em novembro do ano passado pelo Banco Central, por falta de liquidez e suspeita de fraudes financeiras reiteradas. Desde que o escândalo veio à tona, diversas frentes de investigação foram abertas para apurar as ligações de Vorcaro com agentes públicos. 

A Agência Brasil tenta contato com a defesa dos envolvidos e deixa o espaço aberto para posicionamento. 

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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil do futuro depende dos jovens negros, mostra estudo do Pnud</title>
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				“Quem sustentará o Brasil do futuro é um jovem negro, não é um jovem branco&quot;. A ponderação é da coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, Betina Barbosa que vai além: 


&quot;É fundamental colocar essas pessoas dentro da equação do desenvolvimento. Não por romantismo, mas pela viabilidade do país. Sem colocar essas pessoas nessa equação do desenvolvimento, o país não se viabiliza”.


Notícias relacionadas:Brasil alcança maior índice de desenvolvimento humano da história.O Pnud Brasil divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM, que apresenta os dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Os números mostram as desigualdades que ainda existem no Brasil e apontam para o alto grau de desenvolvimento das pessoas brancas, que já fizeram a transição demográfica, em comparação à população negra.

A especialista argumenta que qualquer política pública precisa ser mais inclusiva com o jovem negro. As desigualdades entre brancos e negros persistem e continuam significativas, embora a distância tenha diminuído ao longo da série que começou em 2012. O período de análise da publicação vai até 2024.

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Enquanto o IDHM dos brancos evoluiu de 0,804 em 2012, para 0,851 em 2024, ο dos negros saiu de 0,694, em 2012, para 0,774 em 2024. 

A escala do Pnud para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo: muito alto, acima de 0,800; alto, de 0,700 a 0,799; médio, de 0,555 a 0,699; e baixo: abaixo de 0,555. Quando o programa das Nações Unidas começou a calcular esse índice, há 30 anos, o Brasil era um país de IDHM baixo.

No geral, em 2024, o Brasil alcançou IDHM de 0,805, em comparação a 0,744 em 2012, ingressando pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto.


“As desigualdades brasileiras ainda são regionais, mas o que os dados mostram é que todos nós melhoramos, melhoramos os brancos e melhoramos os negros, mas o tamanho do fosso é o mesmo. Em algum momento, os ganhos de melhoria para os brancos serão marginais. Então, como é que eu vou melhorar o país? Com os ganhos dos negros, que são a maioria da população”, explica.


“Eu estou falando de 80% da população na região Norte que é negra, e de 76% na região Nordeste. Se eu tenho políticas públicas voltadas para esses segmentos que ainda estão à margem, eu diminuo as desigualdades regionais”, afirmou Betina em entrevista coletiva em Brasília, que antecipou os dados da pesquisa à imprensa.
 


            
        
    
Betina Barbosa, durante apresentação dos dados do Radar IDHM - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc


Democracia

“Não é romantismo, não se trata de ideologia. Se trata de uma equação matemática”, afirmou a coordenadora do Pnud ao explicar que a população produtiva está envelhecendo e que não há jovens para substituí-los.


“E os jovens que têm são jovens negros, sejam eles homens ou mulheres negras e que precisam, na verdade, dar conta da equação do desenvolvimento brasileiro”, acrescenta.


Para Betina Barbosa, o Brasil está de frente a um novo paradoxo que vai exigir um novo ciclo de desenvolvimento. “A elite branca do Brasil – e esse é um dos debates sobre os valores da democracia – vai precisar dialogar com um conjunto outro de brasileiros que não são brancos, para que o país possa existir como um país e ancorado nesse valor da democracia”, diz.

O próximo ciclo de desenvolvimento, segundo a especialista, está centrado nas capacidades avançadas. “Os jovens estão com os dois pés nas capacidades avançadas e querendo mais. Telefone celular, isso já é um fato. O que é o mundo digital agora para eles? Quais são as novas ferramentas? O que significa medicina de alta complexidade? Uma educação com letramento digital?”, questiona Betina.

Para o chefe do Pnud no Brasil, Claudio Providas, as novas gerações tem novas pressões e pontos de estresse, mas também novas necessidades.

“Como fechar essa brecha entre as capacidades dos brasileiros do presente e do futuro e o mercado do futuro?”, questiona ele, lembrando que o Brasil está entrando em uma economia globalizada.


“Novas gerações tem novas expectativas. Os caminhos do passado não necessariamente vão a dar conta das soluções do futuro”, acrescenta.


Geração de renda

O parâmetro que impulsionou o crescimento do IDHM da população negra no período de 2012 a 2024 foi a educação, fruto de políticas públicas bem sucedidas, assim como saúde. 

O índice avalia os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda, todos desagregados por cor (negro e branco) e por sexo (mulher e homem).

 A coordenadora de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, explica que o desafio para o próximo ciclo de desenvolvimento está nas políticas de geração de renda, que não podem ser só ancoradas em programas sociais. 

“Qual é a base da economia do futuro do Brasil? De que forma nós vamos organizar a economia monetária brasileira para que ela seja inclusiva?”, questiona, argumentando que é preciso uma política de investimentos nesse sentido.


“Qual vai ser o pacto em torno da capacidade de investimento? Temos uma parte do orçamento que está sob responsabilidade da classe política brasileira no Congresso. Uma outra parte significativa que está comprometido com os compromissos de dívida”, lembrou Betina.



            
        
    
Chefe do PNUD no Brasil, Claudio Providas - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Desigualdades

De acordo com a escala de classificação do desenvolvimento humano, o resultado do IDHM ajustado à Desigualdade (IDHMAD) situava o Brasil, em 2012, como um país de baixo desenvolvimento humano (0,566). Uma década depois, em 2024, ο IDHMAD posiciona o Brasil no patamar de médio desenvolvimento humano, em 0,641.

O dado de 2024 evidencia a quanto o desenvolvimento humano brasileiro permanece distante para uma parcela da população. Ele incorpora ao cálculo as desigualdades existentes dentro de cada uma das dimensões do IDHM, tornando visível o que a média de 0,805 oculta.

Para o chefe do Pnud no Brasil o número exige atenção e mostra que, por exemplo, uma mulher negra brasileira hoje ainda vive em um país diferente daquele em que vive um homem branco brasileiro.

“Não metaforicamente, mas estatisticamente. Quando levamos em conta a renda do trabalho, as mulheres permanecem na faixa média do desenvolvimento humano, enquanto os homens estão na faixa muito alta. Essa diferença persiste há 13 anos”, diz Claudio Providas.

Segundo ele, entretanto, não há espaço para conformismo, e as boas notícias provam que a trajetória pode ser alterada quando há vontade política e compromisso social.

“Os estados do Nordeste cresceram mais rapidamente nesse período, as regiões metropolitanas que convergiram, a população negra que avançou a um ritmo quase duas vezes maior que a população branca. A questão que se coloca hoje para o Brasil não é se ele pode crescer, a questão é quem terá um lugar nesse crescimento do futuro”, reforçou Providas.

O IDHM dos homens é 0,802; já o IDHM das mulheres é mais baixo, 0,798. O IDH dos brancos é mais alto que a média brasileira, chegando a 0,851. Já o IDH dos negros, 0,774, é mais baixo que o das mulheres.

Então, uma pessoa branca que nasce no Rio Grande do Sul vive, em média, até os 81 anos. Já uma pessoa negra, que nasce no Amapá, por exemplo, vive sete anos a menos, até 73 anos.

A mesma coisa se observa em relação à renda. Se você é uma  pessoa branca e nasceu no Distrito Federal, sua renda média é de R$ 1.987. Se você é negro e nasceu no Maranhão, sua renda média é de R$ 440,66.

Os resultados do Radar IDHM foram calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.

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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil alcança maior índice de desenvolvimento humano da história</title>
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				O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”.  Em 2024, o país alcançou 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), em comparação a 0,744 em 2012. A escala para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo muito alto: acima de 0,800.

A informação é do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil que divulgou, nesta terça-feira (26), a pesquisa Radar IDHM.

Notícias relacionadas:Brasil do futuro depende dos jovens negros, mostra estudo do Pnud.O marcador avalia os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda, de acordo com a cor (negro e branco) e o sexo (mulher e homem). A publicação considera os últimos 13 anos – de 2012 a 2024.

Quando o programa das Nações Unidas começou a calcular esse índice, há 30 anos, o Brasil era um país de IDHM baixo, ou seja, menor que 0,555.

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Educação


            
        
    
Coordenadora do PNUD, Betina Barbosa explica os dados referentes a 2012-2024 - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc


O parâmetro que mais impulsionou o IDHM neste período foi a educação, ao passar de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024.

A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou, nesse contexto, a concessão do Bolsa Família.

“É o programa Bolsa Família que retira quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição da escola e a obrigatoriedade, também, de estar na escola. Então, aqui vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira.”

Betina Barbosa lembrou que o programa, criado em 2003, começa a produzir efeitos cerca de dez anos depois, justamente quando o primeiro grupo de beneficiários completa um período satisfatório de ensino, do fundamental e médio. 

Famílias negras

Segundo ela, a melhoria dos indicadores de educação nesse período é mais significativa entre famílias de renda mais baixa, em especial, as negras.


“É aqui que a população negra começa a apresentar melhores indicadores, melhor performance em educação. Então, a política pega um grupo que estava excluído e bota esse grupo para dentro do diálogo do desenvolvimento humano. Isso acontece a partir de 2016 de forma ascendente.”


A especialista ressalta que não existe alternativa para a melhoria do desenvolvimento brasileiro sem incluir a população negra na agenda de políticas públicas. O mesmo vale para as mulheres. “Esses são dois entraves sérios para o Brasil, a desigualdade de raça e a desigualdade de gênero.”

Saúde e renda

A coordenadora explicou que, dos subíndices, a política pública de saúde é a que mais produz resultados positivos para o país, com performance de “muito alto desenvolvimento” já em 2012 (0,829), em razão da consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir da Constituição de 1988. Mesmo assim, é o que apresenta crescimento mais lento, chegando a 0,860 em 2024.

Já o parâmetro da renda cresce em baixa velocidade, de 0,732 em 2012, para 0,760 em 2024, no patamar de alto desenvolvimento.

Regiões metropolitanas

De acordo com os dados do Pnud, as regiões metropolitanas são os locais onde os brasileiros vivem melhor e puxam o IDHM do país para cima.

Alguns estados, sobretudo das regiões Sul e Sudeste, já têm IDH altíssimo, mas a média do Brasil é acompanhada por regiões metropolitanas que antes eram consideradas regiões da periferia brasileira. 

Como exemplo, Betina cita a Grande Teresina, no Piauí, com índices muito altos de desenvolvimento humano: 0,809.


“Esses territórios que antes puxavam a média Brasil para baixo, porque não acompanhavam o ritmo de crescimento, agora são unidades que ajudam o país a alcançar a média ‘muito alta’.”


Entre os nove estados da Região Nordeste, sete regiões metropolitanas já apresentam o IDH muito alto. “Isso é algo inédito nos trabalhos que nós realizamos no Pnud.”

Veja lista dessas regiões:


	Natal - 0822
	Aracaju - 0,809
	Grande Teresina - 0,809
	Recife - 0,806
	São Luís - 0,806
	Salvador - 0,803
	João Pessoa - 0,803


Negação

Para o Pnud, nos anos de 2020 a 2022, o país enfrentou uma crise sistêmica devido à pandemia de covid-19. Em 2021, o IDHM do país chegou a 0,757. A especialista pondera que o mais preocupante para o Brasil foi a negativa de que esse colapso iria produzir efeitos negativos sobre o desenvolvimento.


            
        
    
Cemitério Tarumã, em Manaus, onde centenas de vítimas da covid-19 foram enterradas. Altemar Alcantara/Semcom/Prefeitura de Manaus


“Essa negação e esse não envolvimento rápido com a criação de políticas públicas que combatam crises sistêmicas, isso é muito grave”, explicou. “Ainda não nos recuperamos aqui, em termos de esperança de vida, do baque da covid-19”, acrescentou.

Nesse aspecto, a mortalidade infantil é o indicador que mais preocupa o Pnud e que está atrelado a políticas públicas que precisam de uma resposta rápida. “E não houve no país uma resposta suficientemente rápida no sentido dos impactos da covid-19.”

Os resultados do Radar IDHM foram calculados com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>EUA violam cessar&#45;fogo com Irã em meio a negociações sem resultados</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os Estados Unidos (EUA) violaram o cessar-fogo firmado com o Irã ao bombardear a cidade de Bandar Abbas na noite dessa terça-feira (25), em meio a semanas de negociações que não vêm dando resultados.

Em comunicado divulgado à mídia estadunidense, o porta-voz do Comando Central das Forças Armadas dos EUA, Tim Hawkins, informou que os militares bombardearam “locais de lançamento de mísseis e barcos que colocavam minas” no Estreito.

Notícias relacionadas:Irã ameaça guerra &quot;além da região&quot; se EUA atacarem.EUA e Irã relatam progresso em negociações para acabar com guerra.A cidade portuária de Bandar Abbas, alvo dos ataques, fica na área costeira do Estreito de Ormuz, fechado por Teerã após o início da agressão dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro.

O Irã não confirmou quais foram os locais afetados pelos bombardeios. As mídias locais Irna e Mehr News Agency informaram que foram ouvidas múltiplas explosões no leste de Bandar Abbas e em áreas costeiras, acrescentando que a situação da cidade “permanece totalmente sob controle”.

Os militares dos EUA justificaram que os ataques foram uma ação de “autodefesa para proteger as tropas das ameaças representadas pelas forças iranianas” e que os militares estariam “agindo com moderação durante o cessar-fogo em curso”, segundo noticiou a AP News, dos EUA.

Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) informou que derrubou um drone MQ-9 Reaper dos EUA sobre o Golfo Pérsico que teria invadido o espaço aéreo na nação mulçumana, acrescentando que qualquer violação do cessar-fogo será respondida com severidade.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã publicou nota criticando a “flagrante violação do cessar-fogo” pelos Estados Unidos.


“A prática desses atos agressivos, coincidindo com o processo de mediação diplomática em curso conduzido pelo Paquistão, revelou, mais uma vez, a má-fé e a quebra de promessas do governo dos EUA com a nação iraniana, os povos da região e a comunidade internacional”, diz o comunicado.


O governo de Teerã acrescentou que o país “não deixará nenhum mal impune e não hesitará em defender a ação iraniana”.

Negociações sem resultado

A violação do cessar-fogo pelos EUA ocorre em meio a negociações de paz que não têm dado resultados após quase sete semanas, desde a frágil trégua firmada entre os países.

Enquanto o Irã exige a saída das bases militares dos EUA do Oriente Médio, o desbloqueio dos recursos do país congelados no exterior, além do levantamento das sanções econômicas, Washington exige a entrega do urânio iraniano e a abertura completa do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% do petróleo do planeta.

O Irã se recusa a negociar, neste primeiro momento, o programa nuclear do país, que o governo sempre alegou ser para fins pacíficos. Ao mesmo tempo, defende nova gestão sobre o Estreito de Ormuz diferente de como era antes da guerra. 

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a justificativa dos EUA e de Israel para entrarem em guerra contra o Irã, que seria o programa nuclear do país, entre outros motivos, é apenas um pretexto, sendo o objetivo principal a queda da República Islâmica como forma de projetar o poder de Israel na região e barrar a expansão econômica da China. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Anvisa aprova primeira caneta análoga ao Ozempic para diabetes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (26) o registro do medicamento Ozivy. O produto é a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberado para comercialização no Brasil.

O composto usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, que teve a patente expirada em 20 de março.

Notícias relacionadas:Ao lado de Lula, Eduardo Paes anuncia Ozempic na rede pública do Rio.Anvisa apreende canetas emagrecedoras sem identificação de fabricante.O pedido de registro do medicamento, em nome da fabricante EMS/SA, chegou em 2023 e passou pelo processo técnico de comprovação de eficácia, segurança e qualidade feita por meio do registro na Anvisa.

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Indicação aprovada

Ozivy poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios.

O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para uso semanal. A forma de conservação do novo produto é diferente do medicamento originador (Ozempic). Ele deve ficar armazenado em geladeira antes e depois de iniciado o tratamento.

O Ozivy não é um medicamento genérico, pois não há genérico de produtos biológicos conforme regulação brasileira. O composto é classificado como medicamento novo, sendo um análogo sintético de produto biológico.

Próximas etapas

Após o registro na Anvisa, o medicamento pode ser comercializado após a aprovação do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed). A empresa que detém o registro, porém, é que decide quando o medicamento será colocado à venda.

Para que o produto esteja disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), ele precisa ser avaliado e recomendado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados na Anvisa passam pela avaliação da Conitec ou são incorporados ao SUS. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>BRB: Celina Leão vai ao STF pedir aval para empréstimo bilionário</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, tem audiência marcada na tarde desta terça-feira (26), no Supremo Tribunal Federal (STF), com representantes do governo federal, para discutir uma autorização do Tesouro Nacional para um empréstimo bilionário para salvar o Banco Regional de Brasília (BRB). 

A reunião, marcada para as 16h, será presidida pelo ministro Luiz Fux, relator de uma ação aberta na semana passada pelo governo do GDF para sustentar uma obrigação do governo federal de socorrer o BRB. 

Notícias relacionadas:Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões.BRB firma acordo para transferir ativos comprados do Banco Master.A audiência foi marcada a pedido do Ministério da Fazenda e da Advocacia-Geral da União (AGU), que manifestaram interesse na conciliação.  

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O BRB entrou em crise após a aquisição de ativos podres do Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central por suspeita de fraudes financeiras bilionárias. Uma investigação no próprio Supremo apura, na esfera penal, as responsabilidades pela operação, que deixou o banco público de Brasília sob o risco de também ser liquidado. 

O executivo Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foi preso em 16 de abril no caso. Ele é suspeito de ter recebido propina do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também preso, para viabilizar o negócio. 

Os fatos investigados ocorreram durante a gestão do ex-governador Ibaneiz Rocha, que renunciou ao cargo para se candidatar nas eleições deste ano. A vice-governadora, Celina Leão, assumiu o GDF em março. 

&gt;&gt; Clique aqui e leia mais sobre o escândalo envolvendo o Banco Master

Rombo bilionário

Até o momento, não está certo o tamanho do prejuízo causado ao BRB, uma vez que o banco ainda não entregou suas atualizações contábeis periódicas e obrigatórias ao BC. O prazo legal era 31 de março, mas foi adiado após a instituição não publicar suas demonstrações financeiras. 

A estimativa, contudo, é de que o prejuízo supere os R$ 10 bilhões. Na ação que abriu no Supremo, o GDF busca o aval para conseguir cerca de R$ 9 bilhões em empréstimos que negocia com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e bancos privados. Para isso, pede que o Supremo obrigue o Tesouro a garantir o negócio. 

A liquidação do BRB pode ocasionar um efeito cascata sobre a administração do DF, uma vez que o banco administra toda a folha de pagamentos dos servidores distritais, por exemplo, bem como operacionaliza os repasses para todas as políticas públicas locais. 

O aumento de capital do BRB é mandatório para que o banco se enquadre nas exigências regulatórias do Banco Central. 

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<pubDate>Tue, 26 May 2026 12:43:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>&amp;quot;Raízes do Sagrado Feminino&amp;quot; mostra papel feminino nas religiões</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No momento em que os debates sobre igualdade de gênero, violência contra a mulher e liberdade religiosa ganham força em diferentes partes do mundo, o novo documentário da cineasta Carla Camurati propõe uma reflexão sobre como as religiões ajudaram a moldar, ao longo dos séculos, o lugar ocupado pelas mulheres na sociedade.

No filme Raízes do Sagrado Feminino, que estreia no Rio de Janeiro e em São Paulo, Camurati investiga de que forma textos sagrados do Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo influenciaram estruturas sociais e culturais marcadas pelo patriarcado.


Notícias relacionadas:Investimento em cultura qualifica e emancipa, diz Margareth Menezes.Cortejo de culturas tradicionais reúne três gerações da mesma família .“Não se trata de atacar a fé, trata-se de questionar as interpretações”, afirmou a diretora em entrevista à Agência Brasil.


O documentário reúne pesquisadores, teólogos, rabinos, historiadores e lideranças religiosas para discutir como narrativas consideradas divinas foram usadas historicamente para justificar silenciamentos, submissões e exclusões femininas. Entre os entrevistados estão Monja Cohen, Nilton Bonder, Mary Del Priore e Ivone Gebara.

Segundo Carla Camurati, o filme nasceu de um processo amplo de investigação acadêmica e histórica.


            
        
    
A diretora Carla Camurati fala sobre o filme Raízes do Sagrado Feminino - Foto COPACANA FILMES/DIVULGAÇÃO



“O filme teve várias dimensões de pesquisa. A acadêmica, em cima dos textos sagrados, a pesquisa de entrevistados e a pesquisa de imagem. Não havia uma linha crítica desde o princípio. Era um processo vivo”, disse.


A cineasta afirmou que a principal intenção do longa foi “iluminar lugares obscuros” que, ao longo do tempo, acabaram modificados ou apagados das interpretações religiosas tradicionais: “O que a gente queria era iluminar o que, no percurso desses séculos, havia desaparecido ou sido mal entendido. Foi esse mosaico que a gente fez”, explicou.

Durante a pesquisa, segundo a diretora, tornou-se evidente a presença de estruturas patriarcais na formação das religiões: “Ao ler os textos e fazer as pré-entrevistas, isso ficou muito claro”, afirmou, ao comentar se o chamado “sagrado feminino” teria sido silenciado no decorrer da história.

Ao longo do documentário, Camurati também identifica semelhanças entre religiões distintas na maneira como o feminino foi estruturado simbolicamente.


“Foi a primeira coisa que me chamou atenção. Como existem hábitos, preconceitos e ações comuns entre religiões com doutrinas tão diferentes”, disse. “No filme, isso ajuda a dar fluidez e compreensão para as pessoas.”


Uma das falas destacadas pela diretora é a da teóloga Ivone Gebara, que afirma no documentário: “É de nós, mulheres, que nasceu a experiência da liberdade”. Para Camurati, a reflexão trouxe nova dimensão ao debate proposto pelo longa: “A Ivone Gebara é uma gênia. Quando ela falou isso, imediatamente deu outra dimensão para esse lugar da mulher dentro da minha cabeça”, relatou.


            
        
    
Documentário Raízes do Sagrado Feminino abre debate sobre papel das mulheres nas religiões - Foto COPACANA FILMES/DIVULGAÇÃO


A cineasta também destacou interpretações contemporâneas apresentadas no filme, como a releitura da personagem bíblica Eva, associada ao conhecimento e não à culpa. “Ela escolhe o fruto do conhecimento. É uma leitura muito bonita”, afirmou.

Sem assumir tom de confronto religioso, Raízes do Sagrado Feminino propõe discutir até que ponto estruturas espirituais ajudaram a consolidar hierarquias de poder entre homens e mulheres: “Raízes do Sagrado Feminino não pretende dividir. Pretende iluminar. Porque compreender as raízes é o primeiro passo para transformar o futuro”, disse Carla.

Conhecida por dirigir Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, considerado marco da retomada do cinema brasileiro nos anos 1990, a cineasta retorna ao documentário após Oito presidentes, 1 Juramento. Em Raízes do Sagrado Feminino, ela atravessa séculos de história para discutir a relação entre religião, poder e desigualdade de gênero.

O documentário está em cartaz em cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro e deverá chegar posteriormente às plataformas de streaming. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mercado eleva previsão da inflação para 5,04% este ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,92% para 5,04% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (25), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela décima primeira semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:Mercado financeiro reduz para 4% projeção de inflação para 2026 .Inflação tem alta para famílias de baixa renda em abril, diz Ipea.Fazenda eleva para 4,5% estimativa de inflação com guerra e petróleo.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em abril, o preço dos alimentos pressionou a inflação oficial, que fechou em 0,67% [https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-05/%20inflacao-desacelera-e-fecha-abril-em-0%2C67%25-pressionada-por-alimentos]. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,39%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ainda dentro do teto da meta de inflação.

Para 2027, a projeção da inflação variou de 4% para 4,01%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,65% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, em abril, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano saiu de 1,85% para 1,89%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,77% para 1,7%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,17 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,26.

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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Comissão publica fluxo de atendimento a crianças vítimas de abuso</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti) publicou nesta segunda-feira (25) o Fluxo Nacional de Atendimento a Crianças e Adolescentes Vítimas de Exploração Sexual. 

O procedimento faz parte da Resolução nº 8, disponível na edição de hoje do Diário Oficial da União, e estabelece métodos padronizados para atuação articulada entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil a respeito do tema.

Notícias relacionadas:SUS: lei garante atendimento a crianças e adolescentes em saúde mental.Governo cria política de combate ao abuso de crianças e adolescentes.A norma reconhece a exploração sexual de crianças e adolescentes como uma das piores formas de trabalho infantil, conforme normas internacionais e legislação brasileira. 

O texto define essa prática como o uso de menores para fins sexuais mediante qualquer forma de compensação, inclusive não financeira, como presentes ou favores.

O normativo também reforça que o eventual consentimento da vítima não descaracteriza a exploração e destaca que a proteção deve ser prioritária, envolvendo família, sociedade e Estado.

Rede de proteção 

Entre as principais diretrizes do fluxo está a atuação coordenada da rede de proteção, formada por instituições como conselhos tutelares, Ministério Público, forças de segurança, auditoria fiscal do trabalho e serviços das áreas de saúde, assistência social e educação.

O documento estabelece princípios que devem orientar o atendimento às vítimas, como celeridade, respeito à dignidade, não discriminação e garantia do direito à informação. Um dos pontos centrais é evitar a revitimização, assegurando que crianças e adolescentes não sejam expostos a repetidas situações de relato da violência.

A escuta especializada deve ocorrer em ambiente seguro, com abordagem sensível e sem culpabilização das vítimas, conforme os parâmetros da Lei nº 13.431/2017.

O modelo de atendimento está estruturado em três fases principais:


	Notícia de fato ou denúncia: envolve o recebimento e registro de informações sobre possíveis casos, que podem ser comunicados por qualquer pessoa ou instituição, inclusive por meio do Disque 100;
	Comunicação e acionamento: inclui o encaminhamento às autoridades competentes, como conselho tutelar, auditoria fiscal do trabalho e órgãos de segurança pública;
	Proteção e responsabilização: abrange o atendimento às vítimas e a adoção de medidas administrativas, civis e criminais para responsabilização dos envolvidos.


Atribuições 

O Sistema Único de Saúde (SUS) deve oferecer atendimento integral, incluindo apoio psicológico. O Sistema Único de Assistência Social (Suas) fica responsável por acompanhar as vítimas e suas famílias, com serviços especializados.

As escolas também são apontadas como espaços estratégicos para identificação de casos e prevenção.

No âmbito da responsabilização, órgãos como polícias, Ministérios Públicos e Justiça devem atuar na investigação, punição dos responsáveis, além de garantir medidas protetivas às vítimas.

A norma prevê que o fluxo seja adaptado às realidades regionais, a fim de é evitar sobreposição de ações e reduzir riscos de revitimização. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Criado na Holanda, brasileiro defende cuidados no processo de adoção</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A imagem da rua coberta de neve, o frio, as palavras que não conseguia compreender são lembranças da chegada à cidade de Leeuwarden, na Holanda, aos 4 anos de idade, do cantor Osmin Carlson, nome artístico do policial Carlos Hogendorp, hoje com 31 anos. Uma reviravolta ocorreu depois que resolveu buscar e conhecer suas raízes. Hoje, ele sonha em voltar a viver no Brasil

Carlos, que vivia em um abrigo na cidade de Leme (SP), foi adotado por um casal holandês quando tinha apenas 4 anos, ao lado de dois dos seus irmãos biológicos (Joseir e Isabel).  No entanto, a ancestralidade brasileira fez com que ele passasse a se dedicar à “missão” de conscientizar sobre os cuidados que a infância merece. 

Notícias relacionadas:Justiça muda regra sobre afastamento de criança da família para adoção.Em visita ao Brasil durante as férias, desde a última semana, tem feito palestras e participado de rodas de conversa sobre sua jornada de descoberta, um tipo de “volta para casa”.


“Quando criança, eu não sabia o nome Brasil, mas sabia que nasci muito longe dali”, diz em português, idioma que resolveu aprender para mergulhar no seu passado no interior paulista e também para se comunicar com o país que queria descobrir. 


Lembrou das dificuldades de casa e depois da rotina no abrigo para crianças em extrema vulnerabilidade. “Eu falo com respeito, mas não foi fácil. Eu lembro que lá uma pessoa batia nas crianças com um cinto”. Quando resolveu, há 10 anos, desvendar de onde vinha a vontade de entender o que sentia, ele passou a recordar. 

Os pais holandeses, que ele prefere não identificar, foram parceiros e abertos a conversar sobre o que significava a adoção para eles. Até quando as palavras faziam pouco sentido. “Quando criança, tínhamos um dicionário para nos entender”.

Adoção por estrangeiros

A adoção internacional é possibilitada no Brasil por ser signatário da Convenção de Haia, e regulamentada pelo Decreto nº 3.174, de 16 de setembro de 1999. As adoções de crianças brasileiras para o exterior são de responsabilidade das autoridades judiciárias nos estados e no Distrito Federal.

As regras determinam que as adoções internacionais sejam feitas segundo o interesse da criança e com respeito aos direitos fundamentais. Os países signatários devem “instaurar um sistema de cooperação entre os Estados Contratantes que assegure o respeito às mencionadas garantias e, em consequência, previna o seqüestro, a venda ou o tráfico de crianças”.

No caso de Carlos, todos os seus direitos foram respeitados. Aos 4 anos de idade, por exemplo, ele foi para a creche, conforme determina a lei naquele país. “Foi muito difícil me adaptar. Mas aprendi muito rápido”. Ele aprendeu rápido também a vida de policial na escola de formação. A cidade é tão tranquila que os agentes não trabalham armados.  

Copa do Mundo

A primeira vez que o antigo país tocou seu coração foi assistindo à semifinal da Copa do Mundo de 1998. Surpreendeu a todos em volta ao comemorar a vitória brasileira no dia 7 de julho daquele ano. Amarelo passou a ser sua cor predileta. Comemorou mais ainda quatro anos depois, quando o Brasil se tornou campeão. “Quando via qualquer coisa sobre o Brasil na televisão, eu ficava emocionado. Era curioso”.

Começou a pedir ajuda para conhecer o Brasil. O sentimento se acentuou em 2013, quando a então namorada ficou grávida. Ao pensar na filha que iria nascer, se questionava:  quem seria, de verdade, aquele rapaz que aparecia no espelho? Por que não ficou no lugar em que nasceu? “Eu tinha muitas perguntas. Eu procurei um programa de TV holandesa para me ajudar a conhecer as raízes”.

Mãe presa

No ano seguinte, o programa encontrou as pistas e peças que queria na cidade de Leme. Conseguiu localizar onde estava a mãe biológica (Maria de Fátima) e os outros 16 irmãos que vivem no Brasil. O pai já tinha morrido e a mãe estava na cadeia.

Carlos não fala sobre os motivos de a mãe estar presa. Ele a encontrou pessoalmente em 2014, depois que cumpriu pena por ter furtado uma roupa, de acordo reportagem exibida no Programa Balanço Geral, da TV Record, na época. Ela teria se envolvido com o tráfico de drogas.

“Minha mãe biológica não pôde exercer o papel de mãe no passado devido a uma longa pena de prisão. Atualmente, ela ainda está cumprindo sentença”.

Conhecer a família foi um choque de realidade quando viu a situação e soube de outras histórias.


“Eu vi crianças que moravam na rua e em orfanatos. Eu vi a minha história nos olhos deles”. Atualmente, ele trabalha voluntariamente para divulgar a necessidade de apoio aos processos de adoção e conhecer os projetos de apadrinhamento no Brasil, que ele julga importante. 


O apadrinhamento afetivo no Brasil permite que pessoas da sociedade civil apoiem crianças e adolescentes que estão em instituições de acolhimento, com poucas chances de retorno à família biológica.

Missão

Carlos quer ser uma voz de incentivo à adoção por famílias brasileiras para que as crianças não saiam do Brasil.


“Eu nasci no Brasil e fui para outra parte do mundo, mas voltei. Porque meu coração queria ficar aqui. O ‘brasileiro’ nunca vai embora de você”. 


Ele testemunha que brasileiros adotados, que conhece na Europa, sentem muita falta do país de origem, mas evitam tocar no assunto para não magoar a família que os adotou. “Não falam, mas o coração chora”, explica. Ele diz que recebe pedidos de outros brasileiros que desejam encontrar as famílias de origem. E explica que o país é muito maior do que a Holanda, mas que estimula a busca.

Carlos considera necessário trazer, onde puder, o testemunho de que a infância bem tratada abre oportunidades. Mas ele tem o sonho de um dia voltar a morar e trabalhar no país em que nasceu. Deseja também apresentar o lugar em que nasceu à sua filha, Viena, que hoje tem 13 anos de idade. 

“Foi uma grande batalha para mim e para muitos outros não conhecer nossas raízes”. Deparou-se com a diferença de cultura, com gestos e representações diferentes de afeto. Sentiu falta dos abraços fartos de casa. Mas reconhece que nunca lhe faltou amor. “É o que a gente espera de quem adota” ]]></description>
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>TV Brasil: Caminhos da Reportagem apresenta os combustíveis do futuro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O premiado programa Caminhos da Reportagem apresenta na segunda-feira (25) o episódio O futuro dos combustíveis. O programa aborda as vantagens de projetos que abandonaram as alternativas fósseis e adotaram energia renovável no país. A atração vai ao ar às 23h na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Biometano, e-metanol e hidrogênio verde são exemplos dos chamados “combustíveis do futuro”, que já fazem parte do presente. Em comum, eles são desenvolvidos a partir de fontes de energia renováveis (como solar e eólica) e não poluem o meio ambiente.

Notícias relacionadas:EBC conquista Selo Pró-Equidade de Gênero e Raça pela terceira vez.TV Brasil: série Como Nascem os Heróis concorre ao Prêmio Grande Otelo.A equipe do Caminhos da Reportagem viajou ao Porto de Suape (PE) para conhecer mais a respeito dessa iniciativa.

“Hoje, 39% da energia que Suape consome é renovável. A nossa meta é chegar até agosto, no máximo setembro, a 50% e a 100% de energia renovável no ano que vem”, afirma o diretor de Sustentabilidade e Inovação do complexo, Sóstenes Alcoforado.

O local também abriga uma empresa dinamarquesa que desenvolve o e-metanol. “É a mesma molécula do metanol produzido com fontes fósseis. A diferença é que o e-metanol é feito com fontes renováveis”, explica o representante no Brasil da European Energy, Thiago Arruda. O e-metanol deve abastecer navios que percorrem oceanos mundo afora.

Além disso, outra parceria com uma companhia da Finlândia pretende substituir o óleo diesel das usinas térmicas por etanol. “Nós temos aqui uma solução para o sistema interligado nacional que gera potência e que consome combustível renovável, que é o melhor dos mundos para a nossa condição”, garante o diretor técnico do projeto, José Faustino Cândido.

Região propícia

A atração da TV Brasil evidencia que a escolha de um porto no Nordeste não foi à toa. A região tem ventos persistentes, pelo menos 300 dias de sol por ano e incontáveis fontes de energia renováveis. “O [Nordeste] é o maior cenário de possibilidades que a gente tem para essa nova indústria. Todos os fundamentos mercadológicos mais contundentes e mais prósperos estão na região”, conta, Fernanda Delgado, CEO da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde.

Para os especialistas, o hidrogênio verde é outra grande aposta. Ele é desenvolvido a partir de fontes sustentáveis, o que o torna limpo. “Sem dúvida alguma, é a solução que mais tem ganhado destaque. A gente tem visto muitos projetos sendo anunciados, principalmente no Nordeste, com a finalidade de produzir hidrogênio verde e promover a descarbonização”, aponta a chefe da Assessoria Especial do Ministério de Minas e Energia, Mariana Espécie. 

Iniciativas

Apesar da concentração de disponibilidade no Nordeste, esses novos combustíveis não estão restritos à região. Em Brasília, começou a circular, em março deste ano, o primeiro ônibus do Brasil movido a hidrogênio verde. Já na cidade paulista de Jacareí, uma fábrica de vidros tem usado o produto.

Ainda falando em combustíveis do futuro que estão no nosso dia a dia, o biometano - feito a partir do gás capturado em aterros sanitários – é distribuído, pela rede de gás, a consumidores de Pernambuco e do Ceará. “Quando ele chegou, a gente tratou logo de colocar, porque é mais barato”, conta José Valdir do Nascimento, dono de um restaurante no Recife.

Além de limpos, os combustíveis do futuro podem projetar o país no cenário mundial. A avaliação é de Jorge Arbache, professor de Economia da Universidade de Brasília. “O Brasil é um dos países cuja energia é mais limpa. E isso nos dá uma condição especial para a atração de investimentos que precisam de energia, em especial energia limpa. Então, muito mais atrativo do que o Brasil exportar energia é ele atrair investimentos que precisam dessa energia e usar essa energia aqui”, defende.

Ficha técnica

Reportagem: Flavia Peixoto 

Reportagem cinematográfica: André Rodrigo Pacheco 

Auxílio técnico: Marcelo Vasconcelos 

Produção: Cintia Vargas  

Edição de texto: Paulo Leite

Edição de imagem e finalização: Márcio Stuckert     

Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia

Sobre o programa

No ar desde 2008, o Caminhos da Reportagem é uma das produções jornalísticas brasileira mais prestigiadas pelo público e a crítica. No final de 2025, o programa da TV Brasil ultrapassou a marca de 100 prêmios recebidos. Os reconhecimentos atestam a relevância editorial, a qualidade jornalística e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre os mais variados temas de interesse público.

Exibido às segundas-feiras, às 23h, o Caminhos da Reportagem tem horário alternativo na madrugada para terça, às 2h30. A produção disponibiliza as edições especiais no site e no YouTube da emissora pública. As matérias anteriores também estão no aplicativo TV Brasil Play, disponível nas versões Android e iOS, e no site.

Serviço

Caminhos da Reportagem – “O futuro dos combustíveis” – Segunda-feira (25), às 23h, na TV Brasil ]]></description>
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Novo júri do assassinato de Henry Borel ocorre nesta segunda&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Após a defesa de Jairo Souza Santos Júnior (Dr. Jairinho), padrasto de Henry Borel, abandonar o plenário, novo julgamento está marcado para segunda-feira (25). Dr. Jairinho e a mãe do menino Henry, Monique Medeiros, voltam ao banco dos réus no 2º Tribunal do Júri, no centro do Rio de Janeiro, acusados de terem assassinado o menino de 4 anos.

Na data do primeiro julgamento, 23 de março, a defesa de Jairinho pediu adiamento do júri por falta de acesso às provas e, após o indeferimento do pedido pela juíza Elizabeth Machado Louro, os advogados de defesa abandonaram o plenário. 

Notícias relacionadas:Acusada de participação na morte do filho Henry Borel deixa a cadeia.Justiça decide incluir testemunha em julgamento do caso Henry Borel.STF determina o retorno de Monique Medeiros à prisão .Na ocasião, a juíza também determinou a soltura de Monique Medeiros por excesso de prazo. A defesa de Monique era contrária ao adiamento do processo.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu, no dia 17 de abril, a prisão preventiva de Monique. No dia 20 de abril, ela se entregou à polícia e retornou à prisão.

Segundo a denúncia, na madrugada do dia 8 de março de 2021, dr. Jairinho espancou até a morte o menino Herny, enquanto a mãe Monique se omitiu da sua responsabilidade concorrendo para o homicídio. De acordo com o Ministério Público, em outras três ocasiões em fevereiro de 2021, Jairo submeteu Henry a sofrimento físico e mental com emprego de violência.

Jairo é acusado de homicídio qualificado por meio cruel que impossibilitou a defesa da vítima e pelas três torturas praticadas contra criança. Monique responde por homicídio por omissão qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A sessão do dia 25 de maio será aberta com a presença mínima de 15 jurados. As testemunhas de acusação são ouvidas em primeiro lugar, seguidas pelas de defesa. Em seguida, ocorrem esclarecimentos de peritos, acareações e, por fim, o interrogatório dos acusados.

O Ministério Público faz a acusação em até 2h30 minutos, seguida da defesa que também tem 2h30 minutos. Depois pode haver réplica da acusação e tréplica das defesas.

Os jurados se reúnem para responder a quesitos como materialidade e autoria. A decisão é por maioria. Concluída a votação, a juíza profere a sentença.

O pai de Henry, Leniel Borel, disse estar muito apreensivo com a possibilidade de a defesa de Jairo abandonar o plenário e adiar o julgamento novamente.

“Os advogados do Jairo deram entrevista e colocaram nas redes sociais que têm, sim, a possibilidade de eles abandonarem novamente. Seria um grande escárnio com a Justiça, com a memória do meu filho, com minha família, comigo”, disse. “Mataram a memória do meu filho pela segunda vez e a justiça por Henry.” ]]></description>
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Cruz Vermelha lamenta mortes de voluntários no Congo devido ao Ebola</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Cruz Vermelha brasileira lamentou a morte de três voluntários da entidade na República Democrática do Congo (RDC). Em nota, divulgada no sábado (23), o órgão informou que eles foram vítimas de infecção por ebola.


“Eles perderam suas vidas para o vírus ebola enquanto lutavam bravamente na linha de frente do combate à doença”, diz o texto da entidade.


Notícias relacionadas:Ebola: República Democrática do Congo não mudará preparação para Copa.Ebola: dez países africanos estão sob alto risco, diz agência.Ebola: OMS eleva a muito alto risco na República Democrática do Congo.A Cruz Vermelha lamentou as mortes destacando o legado deixado por eles. “Expressamos nossos mais profundos sentimentos e sincero respeito aos familiares, amigos e a toda a equipe congolesa. O legado de coragem, humanidade e sacrifício desses voluntários jamais será esquecido.

Surto de ebola

A RDC passa atualmente por um surto de Ebola, segundo anunciou na sexta-feira (23) a Organização Mundial da Saúde (OMS). O país tem um “risco muito alto” de contaminação pelo vírus.

Isso significa que a doença está se espalhando rapidamente. Segundo a última contagem da OMS, 82 pessoas foram contaminadas oficialmente no país e há sete mortes, mas os números podem ser maiores. Há cerca de 750 casos não confirmados e 177 mortes suspeitas, também segundo a OMS.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África (CDC Africa) informou na sexta-feira (22) que dez países africanos estão sob risco de um surto de ebola. São eles:


	    Sudão do Sul
	    Ruanda
	    Quênia
	    Zâmbia
	    República Centro-Africana
	    Tanzânia
	    Etiópia
	    Angola
	    Congo
	    Burundi


*Nota atualizada às 10h16. Informamos de maneira errada que os voluntários mortos seriam brasileiros. As vítimas da doença eram profissionais de outras nacionalidades. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enem 2026: inscrições começam nesta segunda; prazo vai até 5 de junho</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Estudantes de todo o país podem se inscrever para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, a partir desta segunda-feira (25), no site do Enem. O prazo vai até 5 de junho.

A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento deve ser feito até 10 de junho. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

Inscrição automática

Notícias relacionadas:Inep recebe recursos para pedidos de isenções do Enem 2026 até dia 19.Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026.Enem: termina hoje prazo de recurso para isenção de taxa de inscrição.Uma das novidades deste ano prevê que os alunos concluintes do ensino médio da rede pública terão inscrição automática no exame. Os estudantes do 3º ano serão inscritos a partir de dados encaminhados pelas redes de ensino.

O aluno terá apenas que confirmar a participação no exame e escolher o idioma da prova de língua estrangeira que deseja fazer, informar o município onde quer fazer a prova, além de solicitar recursos de acessibilidade, se necessário.

Mais locais de prova

Para este ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela aplicação do certame, estima aumentar para cerca de 10 mil o número de locais de prova em todo o país.

Estima-se, conforme o ministério, que 80% dos alunos da rede pública façam as provas na própria escola em que estudam.

O ministério informou que já estuda apoio de transporte e deslocamento para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outras cidades.

Com essas medidas, o MEC espera, pelo menos, que 70% dos concluintes das escolas públicas participem do Enem em 2026, consolidando o exame como parte importante da avaliação da educação básica. 

Enem

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é considerada a principal forma de entrada na educação superior, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados destas provas para selecionar estudantes.

Desde o ano passado, o Enem voltou a ser aceito para certificação do ensino médio, no caso dos candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento e na redação.

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Cronograma


	Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho 
	Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho 
	Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho 
	Resultado do atendimento especializado: 19 de junho 
	Recurso do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho 
	Resultado do recurso: 3 de julho 
	Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro
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<pubDate>Mon, 25 May 2026 10:33:03 -0300</pubDate>
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<title>Investimento em cultura qualifica e emancipa, diz Margareth Menezes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou os saberes tradicionais e populares que atravessam gerações e permitem um modo de vida aliado à preservação da biodiversidade, ao participar da 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura.

O encontro em Aracuz, no Espírito Santo, teve como tema a justiça climática, além de extensa programação de terça-feira (19) até este domingo (24).


Notícias relacionadas:Plano indígena depende de escuta e diversidade, diz Margareth Menezes.Saberes tradicionais apontam caminhos para combate à crise ambiental.Pontos de Cultura comunitários promovem 1 milhão de ações em um ano.“Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.” 


Representantes dos povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas puderam discutir, junto a autoridades de governo, caminhos para mitigação dos efeitos da crise climática a partir das culturas tradicionais.

Em entrevista à Agência Brasil, Margareth Menezes ressaltou ainda que o investimento em cultura tem potencial de qualificação e emancipação, inclusive no aspecto financeiro. 


“Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, [com] mais geração de emprego e renda.”


Veja os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil - O tema da Teia deste ano é Pontos de Cultura pela Justiça Climática. Como a cultura pode incidir na justiça climática?

Margareth Menezes - Podemos trazer as linguagens das artes e da cultura para auxiliar numa mudança de comportamento do ser humano em relação à natureza e às fontes naturais que precisamos tanto para viver. 

Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.

Está mais do que na hora de começarmos a botar luz nesses exemplos de como preservar, e os povos originários, os povos de terreiro e outras linguagens culturais trabalham isso, dando à natureza a importância que ela precisa ter para nós. Nós é que precisamos da natureza viva para estarmos vivos também.

A cultura é uma grande ferramenta para isso e existem exemplos dentro das práticas culturais, especialmente desses povos, de como conviver com a natureza, [como] na maneira de vestir, na maneira de comer, na maneira de se relacionar. 

Agência Brasil - Qual é a importância de valorizar as culturas dos povos originários, que estão bastante presentes nesta edição da Teia?

Margareth Menezes - Esses grupos trazem identidade da cultura brasileira, que tem, na sua base, tanto as culturas dos povos originários - que estão ainda resistindo bravamente e dando a sua colaboração para nossa identidade como sociedade - e também dos povos de matriz africana. 

São povos que guardam memória, passando de geração em geração seus conhecimentos. A grande colaboração que os povos originários têm na nossa formação social, todo esse legado que a gente chama de cultura tem muito a ver com o que eles trazem para nós.

Agência Brasil - Durante a Teia, ocorreu o primeiro encontro para construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas. Também foram assinados atos normativos direcionados a atores da cultura tradicional e popular, como seus mestres e mestras. Como essas ações beneficiam esses grupos?

Margareth Menezes - O decreto [da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares] foi assinado justamente para estabilizar e ampliar as políticas mais diretamente para a cultura popular, que é uma cultura viva e, ao mesmo tempo, reciclada a cada momento. 

É um marco muito importante a gente ter o decreto de culturas populares e tradicionais, porque vai garantir mais proteção, mais qualidade e um empenho maior de investimentos nessa base de produção cultural brasileira.

Dos mestres e mestras, já há algum tempo existe essa luta tanto para a questão da profissionalização como de uma política que trate [do assunto]. Quando falamos de mestres e mestras, estamos tratando de memória, mas também de excelência, porque eles detêm conhecimentos que, se nós não cuidarmos, corremos o risco de perder..

Agência Brasil - Como será o processo de elaboração do Plano Nacional das Culturas Indígenas?

Margareth Menezes - O plano está sendo construído com diálogo, é preciso haver muita escuta para que seja uma coisa assertiva. A cultura indígena são culturas, há 300 línguas que ainda estão preservadas. Para chegar a isso, é uma grande construção. Nós estamos com essa porta aberta, com a criação de um grupo de trabalho, com o Ministério dos Povos Originários, e que passa imperativamente pela participação dos povos originários.

Agência Brasil - Faz 12 anos desde a última edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Qual é o impacto da realização do evento para a população?

Margareth Menezes - A importância da Teia é recuperar e fortalecer essa grande conexão que existe dos pontos e pontões de cultura, que são ativos da sociedade civil, ativos de cada lugar, de cada cidade que tem esse essa marca. Cada ação cultural é legalizada [na prática] pelo que ela repercute no lugar onde ela acontece, quem dá essa legalização é a comunidade.

O Ministério da Cultura credencia a partir do momento que escuta a comunidade sobre aquela ação cultural, se ela é boa ou não, e a partir daí ela é um ponto de cultura. Então você imagina o potencial disso.

Quando chegamos aqui [ao MinC], estávamos em 4 mil [cadastros de pontos de cultura], hoje nós somos 16 mil pontos de cultura a partir da nossa gestão. Isso significa a cultura viva mesmo, por isso a importância da Teia: provocar esse lugar de discussão, busca de pautas, ouvir o que é necessário [para as comunidades], ouvir para que a gente possa ter condição de melhorar cada vez mais as políticas que o Ministério da Cultura lança.

Esse grande encontro promove o fortalecimento dessa teia, dessa grande conexão que já tem 22 anos, o Cultura Viva completa 22 anos este ano. É uma política assertiva, já é repercutida em 14 países. Eu estive na China no mês passado e ali se inaugurou o primeiro ponto de cultura [brasileiro] da Ásia, em Xangai. Então você vê a força que a cultura brasileira tem.

Agência Brasil - Sobre os planos de reconstrução do Minc, o que já foi alcançado e o que ainda deve ser feito até o final do ano?

Margareth Menezes - De quando nós chegamos, diante do que encontramos, até o que estamos entregando agora neste último ano da gestão, já houve um avanço muito grande. Fazer com que as políticas tenham uma popularidade e cheguem a todos, pelo menos 96% das cidades brasileiras estão conectadas à política [da lei] Paulo Gustavo ou à política [da lei] Aldir Blanc, um aporte direto do Ministério da Cultura para as cidades e os estados.

A nacionalização, por exemplo, do mecanismo de fomento da lei Rouanet, que hoje está em todos os estados brasileiros. É uma mudança muito grande para onde vai esse investimento.

Todas essas estruturas, toda essa arquitetura, fazem parte desse novo momento do Ministério da Cultura, e que não é algo que está no campo do querer, é fato, está acontecendo no Brasil um novo momento no ambiente cultural, visando a que toda cidade, todo estado, tenha o seu setor cultural alimentado e fortalecido através da produção e através do apoio do governo federal.

Quando você investe em cultura, está investindo no ser humano. Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, [com] mais geração de emprego e renda. 

Por isso, também estamos trazendo a política da economia criativa e trabalhando esse aspecto financeiro que está dentro da cultura.

*A equipe de reportagem viajou a convite do Ministério da Cultura. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:45:14 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Festival do Quilombo Urbano Mineiro Pau celebra Dia Mundial da África</title>
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				O Festival do Dia da África chega à terceira edição neste domingo (24), a partir das 9h, no Quilombo Urbano Mineiro Pau, em Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro. O tema da festa é Da África ao Quilombo Urbano: Africanidades Vivas e Caminhos de Esperança.

Organizado pela Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), o evento é uma celebração do Dia Mundial da África, que todo 25 de maio comemora a fundação da Organização da Unidade Africana (OUA) em 1963, que passou a ser a União Africana em 2002.

Notícias relacionadas:Ao vivo: Lula participa nesta sexta-feira do Sem Censura, da TV Brasil.Pioneiro da arte sacra no Brasil, Frei Agostinho ganha exposição em SP.Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares.Alguns dos principais objetivos da instituição eram encorajar a integração política e econômica entre os estados-membros e erradicar o colonialismo e o neocolonialismo do continente africano.

Cultura antirracista

A produtora cultural da OSFRJ Júlia Madeira salientou que o trabalho da organização tem a característica de ser voltado para a educação e a cultura antirracista e afrocentrada. 


“Como a gente é uma instituição que atua na comunidade Mineiro Pau, em Santa Cruz, na periferia do Rio de Janeiro, o nosso trabalho é centrado em promover educação e cultura no nosso território, principalmente para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade”. 


Segundo relatou Julia à Agência Brasil, as 90 crianças e adolescentes atendidos pela entidade têm dificuldade de reconhecer a identidade negra. Por isso, esse evento está voltado para a questão da herança africana e afrobrasileira que os ancestrais deixaram no país.

“A gente acredita que, para construir um futuro positivo, é preciso valorizar as nossas raízes e a nossa identidade”. O Festival do Dia da África vai promover para o público a oportunidade de imersão naquilo que a Obra Social Filhos da Razão e Justiça realiza todos os dias da semana ao longo de quase 10 anos de trabalho.

Julia Madeira diz que as crianças e adolescentes que não se reconheciam enquanto pessoas negras, mas como brancos ou “escurinhos”, passaram a entender a importância de valorizar a própria identidade.


“É motivo de a gente se orgulhar e, através disso, conseguir construir um futuro melhor para a nossa comunidade. Hoje, eles se reconhecem como pessoas negras e, através do projeto de teatro, se orgulham muito desse processo”.



            
        
    
Santa Cruz (RJ), 12/10/2023 - Festival do Quilombo Mineiro Pau. - Ratão Diniz/Divulgação


Personagens

Haverá uma roda de conversa com o babalaô Ivanir dos Santos e as professoras Mariana Gino e Lavini Castro sobre a importância do Dia da África e das celebrações e reflexões sobre a herança africana para a construção do Brasil.

O público poderá assistir também ao projeto de teatro Recontando Minha História Preta, realizado pelas crianças e adolescentes atendidos pela organização, em que são apresentados personagens que não constam da história do Brasil.

Julia Madeira citou, entre elas, Dandara dos Palmares (guerreira negra do período colonial brasileiro), Maria Felipa (combatente brasileira na guerra da Independência do Brasil), Luiz Gama (jornalista, poeta, advogado e abolicionista), Marielle Franco (vereadora que lutava contra a milícia e foi assassinada em 2018), “entre outras personagens negras que foram muito importantes para a história do Brasil, mas que não são mencionadas nos livros de história”.

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Contribuição solidária

Haverá ainda roda de samba, apresentação do grupo de dança Mineiro Pau, de origem afrobrasileira, que dá nome à comunidade.

O evento é aberto a qualquer pessoa que queira participar, porque fala de partilha, de troca, de contato, de se construir uma relação melhor entre as pessoas, sublinhou Julia Madeira.


“A gente sabe que vive em um país estruturalmente racista, mas é através do diálogo, da conexão e da troca que a gente vai conseguir construir uma realidade mais positiva para essa nova geração que vem por aí, que são as nossas crianças e adolescentes”.


A entrada para o festival é um quilo de alimento não perecível que será transformado em refeições para as 90 crianças e jovens atendidos nas atividades educacionais e culturais que ocorrem de segunda-feira a sábado no Quilombo Mineiro Pau. As contribuições compõem também cestas básicas que são distribuídas mensalmente para as famílias em situação de vulnerabilidade.

O festival contará ainda com o tradicional Café de Terreiro, almoço ancestral comunitário, além de oficinas culturais, pintura afro, grafite, turbantes, tranças e apresentações de grupos ligados às tradições afro-brasileiras e populares.

A OSFRJ é reconhecida como Ponto de Cultura, Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e pela prefeitura do Rio de Janeiro e integra o Comitê Executivo do Sítio Patrimônio Mundial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A programação completa está disponível na página do evento. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:20:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega 30 anos sorteia prêmio especial de R$ 320 milhões; assista aqui</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.010 serão sorteadas às 11h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Como o concurso é especial, comemorativo dos 30 anos da Mega-Sena, o prêmio de R$ 320 milhões não acumula. 

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, o prêmio será dividido entre os acertadores das cinco dezenas e assim por diante, conforme as regras da modalidade.

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Apostas

Apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília) de sábado (23) nas lotéricas de todo o país e pela internet, no portal Loterias Caixa, pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS, e pelo Internet Banking Caixa.

O jogo simples com seis números marcados custa R$ 6.

Bolões online

Os bolões on-line na Mega 30 Anos terão prazo estendido de vendas, podendo ser adquiridos até as 10h, uma hora antes do sorteio neste domingo, às 11h. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:20:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Na reta final, 30% ainda não enviaram declaração do Imposto de Renda</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A seis dias do fim do prazo, 30,2% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até às 17h57 deste sábado (23), a Receita Federal recebeu 30.694.236 Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 (ano-base 2025). 

O número equivale a 69,8% do total de declarações previstas para este ano. Em 2026, o Fisco espera receber 44 milhões de declarações. Tradicionalmente, o ritmo de entrega aumenta nas últimas semanas do prazo.

Notícias relacionadas:Entenda as mudanças na declaração do Imposto de Renda deste ano. Entenda o que pode ou não ser deduzido como despesa médica no IR.Segundo a Receita Federal, 62,3% das declarações entregues até agora terão direito a receber restituição, 20,9% terão que pagar Imposto de Renda e 16,8% não têm imposto a pagar nem a receber.

&gt;&gt;Entenda as novidades da declaração do Imposto de Renda 2026 

A maioria dos documentos foi preenchida a partir do programa de computador (77,2%), mas 15,8% dos contribuintes recorrem ao preenchimento on-line, que deixa o rascunho da declaração salvo nos computadores do Fisco (nuvem da Receita), e 7,1% declaram pelo aplicativo Meu Imposto de Renda para smartphones e tablets.

Um total de 59,4% dos contribuintes que entregaram o documento à Receita Federal usaram a declaração pré-preenchida, por meio da qual o declarante baixa uma versão preliminar do documento, bastando confirmar as informações ou retificar os dados. A opção de desconto simplificado representa 55,4% dos envios.

O prazo para entregar a declaração começou em 23 de março e termina às 23h59min59s de 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março.

Quem não enviar a declaração no prazo pagará multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o maior valor.

As pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, são obrigadas a declarar. As pessoas que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensadas de fazer a declaração, salvo se se enquadrarem em outro critério de obrigatoriedade.

&gt;&gt; Confira a série especial Tira-Dúvidas IR 2026, da Radioagência Nacional ]]></description>
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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:20:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Marcha para Jesus reúne milhares de fiéis no centro do Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Na região central do Rio de Janeiro, milhares de fiéis se reuniram neste sábado (23) para celebrar a Marcha para Jesus, considerado um dos maiores eventos cristãos do país.

A concentração, na Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio, começou com muita fé e música, desde as primeiras horas da manhã. Por volta das 14h, o público seguiu em caminhada até a Praça da Apoteose.

Notícias relacionadas:Papa Leão XIV completa um ano de pontificado.Fiéis se concentram no centro do Rio para celebrar dia de São Jorge.Essa é a 19ª edição da marcha, que neste ano tem o tema O Poder da Decisão, baseado no texto bíblico de Josué 24:15 - “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.

A expectativa é que mais de 300 mil pessoas participem do evento. No palco, artistas da música gospel comandam uma programação gratuita planejada para durar mais de oito horas.

“Não é sobre um show, é sobre um posicionamento, é sobre um divisor de águas, é esperar que os céus vão responder às nossas orações”, disse o pastor Leandro Silva, que preside o Conselho de Ministros do Rio de Janeiro (Comerj), principal organizador do evento.

A marcha é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado desde 2023 e assume “o compromisso de estimular, apoiar, preservar e divulgar as manifestações culturais, religiosas e expressões artísticas, inclusive as de iniciativas populares”.

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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:20:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Plano indígena depende de escuta e diversidade, diz Margareth Menezes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A criação do Plano Nacional das Culturas dos Povos Indígenas depende de escuta ativa e do reconhecimento da diversidade das culturas, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao participar da reunião do grupo de trabalho responsável pela construção da política, em Aracruz (ES). Ela foi recebida por lideranças e representantes de organizações indígenas com rituais, música e danças.


“Eu estou ouvindo, abrindo a escuta e tentando compreender e acessar todas as pautas que os povos originários trazem. Cada um com vivências diferentes, línguas diferentes, comidas diferentes. É um universo muito grande”, disse a ministra. 


Notícias relacionadas:Saberes tradicionais apontam caminhos para combate à crise ambiental.Pontos de Cultura comunitários promovem 1 milhão de ações em um ano.O processo responde também, segundo Margareth Menezes, a uma dívida histórica do Estado brasileiro com os povos originários.


“Estamos em um processo de fortalecimento da própria institucionalidade do Ministério da Cultura do Brasil, para que nunca mais ninguém ouse destruir o ministério”, disse a ministra, lembrando da extinção da pasta e a interrupção das políticas culturais durante a gestão anterior.


Segundo ela, o objetivo é fazer com que essas políticas tenham mais capilaridade, chegando às aldeias, escolas, periferias, Pontos e Pontões de Cultura. “O Brasil tem essa dinâmica diversa. A gente não quer fazer cultura só para um lugar. A gente quer um projeto de gestão do governo para chegar a todos os lugares”.

“A gente precisa da voz da sociedade civil para cristalizar essas conquistas, porque não pode ser uma obrigação só do ministério. É uma luta de todos nós que acreditamos nessa mesma direção”, disse a ministra, ao defender a manutenção de medidas como a Política Nacional Cultura Viva e a Política Nacional Aldir Blanc.

Além de representantes do MinC, estiveram presentes organizações e representantes indígenas como o Comitê de Cultura do Acre, a Associação Xingu, a União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), a  Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e a Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA).

 

*A equipe de reportagem viajou a convite do Ministério da Cultura ]]></description>
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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:20:29 -0300</pubDate>
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<title>Caixa eleva para R$ 320 milhões estimativa de prêmio da Mega 30 anos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Caixa Econômica Federal elevou para R$ 320 milhões a estimativa de prêmio para o concurso 3.010 da Mega Sena 30 anos. A previsão anterior estava em R$ 300 milhões.

Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, ele será dividido entre os acertadores das cinco dezenas e assim por diante, conforme as regras da modalidade. Nessa edição especial, o prêmio não acumula.

Notícias relacionadas:Mega 30 anos: apostas podem ser feitas até as 22h deste sábado.Quem ainda não fez a aposta, poderá fazê-la até as 22h deste sábado (23) nas lotéricas e pela internet, no portal Loterias Caixa.

O apostador tem ainda a opção de fazer seu jogo pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS, e pelo Internet Banking Caixa.

Sorteio

As seis dezenas serão sorteadas no domingo (24), a partir das 11h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 24 May 2026 11:20:29 -0300</pubDate>
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<title>Brasil propõe pacto regional contra feminicídio no Mercosul</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo federal propôs nesta sexta-feira (22) a criação de um pacto regional contra o feminicídio no Mercosul, inspirado no modelo brasileiro de articulação entre os Três Poderes. A iniciativa foi apresentada pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante a 26ª Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM), em Assunção, capital do Paraguai.

Segundo a ministra, a proposta prevê cooperação entre os países do bloco para fortalecer políticas de prevenção da violência, proteção e ampliação do acesso à justiça.


Notícias relacionadas:Entenda as novas regras que aumentam a proteção das mulheres .Ebola: chefe da OMS na África adverte sobre subestimar propagação.Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países.“É um compromisso político entre todos os Estados-partes e associados do Mercosul para atuar de forma coordenada e cooperativa, respeitadas suas soberanias, competências e marcos jurídicos nacionais, para enfrentar o feminicídio como prioridade regional”, disse Márcia Lopes.


O Uruguai apoiou a proposta e garantiu que dará continuidade ao debate durante sua presidência do Mercosul. A Argentina, por sua vez, informou que ainda realizará consultas internas sobre o tema.

Além do pacto regional, o governo brasileiro apresentou medidas relacionadas à regulamentação das plataformas digitais e ao enfrentamento da violência contra mulheres nos ambientes virtuais.

“O Brasil sai na frente com os decretos anunciados pelo presidente Lula nesta semana, voltados às mulheres e a todos os mecanismos para uma regulamentação importante das plataformas digitais”, disse a ministra.

O país também apresentou ao governo paraguaio os resultados dos primeiros 100 dias do Pacto Brasil contra o Feminicídio. Segundo o Ministério das Mulheres, a iniciativa permitiu a prisão de 6,3 mil agressores, a redução do prazo de análise de medidas protetivas de 16 para até três dias e o monitoramento de mais de 6,5 mil mulheres por dispositivos eletrônicos.

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Cooperação

A ministra da Mulher do Paraguai, Alicia Pomata, defendeu a ampliação da cooperação regional para enfrentar desigualdades.

“A integração regional deve ser construída a partir de uma perspectiva que coloque as mulheres no centro, reconhecendo suas realidades e valorizando suas contribuições para o desenvolvimento de nossas nações”, disse Pomata.

A programação da reunião incluiu debates sobre acesso à justiça, violência digital, empoderamento econômico das mulheres e políticas de cuidado. Também foram discutidas ações do Plano de Trabalho 2025-2026 da RMAAM, com foco em temas como violência política de gênero, tráfico de mulheres e reconhecimento mútuo de medidas protetivas.

Criada em 2011, a RMAAM é a principal instância do Mercosul voltada à articulação de políticas de igualdade de gênero entre os países membros e associados do bloco. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:11:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>&amp;quot;Vamos ver quem é quem&amp;quot;, diz Lula sobre redução da jornada de trabalho</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira (22), em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, a possibilidade de período de transição para a adoção da redução da jornada de trabalho, de 44 horas para 40 horas semanais, e o fim da escala 6x1, aquela em que o empregado trabalha seis dias por apenas um de descanso.


&quot;Nós defendemos que a redução seja de uma vez, de 44 horas para 40 horas. E fim de papo, sem reduzir salário. Obviamente que nós não temos força para aprovar tudo o que a gente quer, então temos que negociar&quot;, afirmou o presidente.


Notícias relacionadas:Lula diz que monitora preço dos combustíveis todos os dias.Lula pede a Alcolumbre que paute votação da PEC da Segurança.Eleições: Lula promete vetar PL sobre envio em massa de mensagens.Segundo ele, haverá uma reunião no início da semana com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para analisar o cenário de votação.

A comissão especial que analisa a proposta de emenda à Constituição (PEC) na Câmara adiou, para próxima segunda-feira (25), a apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

A votação no colegiado está prevista para quarta-feira (27), com análise do plenário até o fim da semana. Além de reduzir a escala, a proposta acaba com a escala 6x1, instituindo no máximo a escala 5x2, com pelo menos dois dias de descanso semanal remunerado.

Para Lula, o texto precisa ser votado e quem for contra tem que ter a coragem de se posicionar.


&quot;Não dá para aceitar ficar quatro anos para fazer, meia hora por ano, uma hora por ano, aí é brincar de fazer redução. Está aí o projeto de lei, vota contra quem quiser, mas vamos mostrar para o povo quem é quem nesse país. O dado concreto é que será um benefício para a saúde, para a educação&quot;, destacou o presidente.


Na entrevista, Lula afirmou que governo está empenhado em garantir o controle de preços dos combustíveis no país e defendeu que a fiscalização do poder público seja rigorosa contra reajustes abusivos.

O presidente ainda fez um apelo para que o Senado vote logo a PEC da Segurança Pública e prometeu vetar o projeto de lei que permite o envio de mensagens em massa durante as eleições. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:11:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega 30 anos: apostas podem ser feitas até as 22h deste sábado</title>
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<description><![CDATA[ Quem ainda não fez a sua aposta para concurso 3.010 da Mega 30 anos, poderá fazê-la até as 22h deste sábado (23) nas lotéricas e pela internet, no portal Loterias Caixa.

O apostador tem ainda a opção de fazer seu jogo pelo aplicativo Loterias Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS, e pelo Internet Banking Caixa.

Sorteio

As seis dezenas serão sorteadas no domingo (24), a partir das 11h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, em São Paulo. O prêmio está estimado em R$ 300 milhões e não acumula.

Caso não haja ganhadores na faixa principal, com acerto de seis números, ele será dividido entre os acertadores das cinco dezenas e assim por diante, conforme as regras da modalidade.

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp 

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:10:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ebola: OMS eleva a muito alto risco na República Democrática do Congo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou de “alto” para “muito alto” o risco imposto pelo surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC). O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus.


“O surto de ebola da República Democrática do Congo está se espalhando rápido. Anteriormente, a OMS havia avaliado o risco como alto nos níveis nacional e regional e como baixo a nível global”, disse, em pronunciamento.


Notícias relacionadas:Ebola: chefe da OMS na África adverte sobre subestimar propagação.Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado.Vacina contra cepa do ebola na África pode demorar até 9 meses.“Estamos agora revisando nossa avaliação de risco para muito alto a nível nacional, alto a nível regional e baixo a nível global”, completou Tedros.

Dados da OMS mostram que, até o momento, 82 casos de ebola foram confirmados na RDC, além de sete mortes. “Mas sabemos que a epidemia no país é muito maior. Há quase 750 casos suspeitos e 177 mortes suspeitas”, destacou o diretor-geral.

Segundo ele, nesta na última quinta-feira (21), houve um “incidente de segurança” onde em um hospital localizado na província de Ituri – tendas e suprimentos de saúde foram incendiados.

“Construir a confiança nessas comunidades é essencial para uma resposta bem-sucedida e é uma das nossas maiores prioridades”, concluiu Tedros. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:10:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Quem vai viajar para Copa deve estar alerta para vacina do sarampo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os torcedores brasileiros que forem viajar para assistir a Copa do Mundo 2026 devem ficar atentos à vacinação contra sarampo. O alerta é feito pelos principais órgãos de saúde do país.

A recomendação é por causa do surto da doença nos países que irão sediar o Mundial: Estados Unidos, México e Canadá. Os três respondem por 70% dos casos de sarampo nas Américas. O México já registrou mais de 10 mil casos este ano, e os EUA, 1.792. 

Notícias relacionadas:Campanha contra o sarampo visa evitar casos importados durante a Copa.No mês passado, o Ministério da Saúde lançou campanha convocando todos os viajantes a atualizarem suas cadernetas de vacinação antes do embarque.

Além da proteção ao viajante, a vacinação contribui para impedir a entrada do vírus no Brasil, já que o país está livre da doença desde 2024. 

Onde tomar a vacina 

A vacina está disponível gratuitamente nas unidades de saúde do SUS.

O ideal é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, para garantir o máximo de proteção antes da chegada ao outro país. 


	Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero” (imunização extra)
	Pessoas de 1 ano a 29 anos necessitam de duas doses
	Adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose


A vacina é tríplice viral. Além do sarampo, protege contra caxumba e rubéola

O que o sarampo pode causar?

É uma doença infecciosa grave, altamente contagiosa e que se espalha pela tosse, fala ou respiração.

Uma pessoa infectada pode contaminar outras antes de saber que está doente.

Em casos mais graves, o sarampo pode levar a pneumonia, encefalite e até morte.

&gt;&gt; Veja os sintomas:


	febre alta
	tosse persistente
	coriza
	conjuntivite (olhos vermelhos)
	manchas vermelhas pelo corpo (iniciam no rosto e depois no corpo)


Os sintomas costumam aparecer entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus. Evite contato com outras pessoas e procure um médico, hospital ou outra unidade de saúde. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:10:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Diagnósticos evoluem, mas lei do imposto de renda ainda ignora doenças</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Pessoas que convivem com doenças raras e pessoas com deficiência (PcDs) aposentadas enfrentam barreiras tributárias consideradas desatualizadas por especialistas da área.

Doença rara é aquela que afeta 65 pessoas a cada 100 mil, conforme definição do próprio Ministério da Saúde. No mundo, estima-se que existam cerca de 8 mil doenças raras. Já no Brasil, a lista de doenças que dão isenção de IR tem apenas 16 itens — e poucas delas são classificadas como raras.

Notícias relacionadas:IR: como declarar planos de saúde e dependentes sem cair na malha. Entenda o que pode ou não ser deduzido como despesa médica no IR.Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais.A lei que define as doenças passíveis de isenção é a 7.713, de 1988. O texto é literal e não deixa brechas. Ouvido pelo podcast VideBula, da Radioagência Nacional, o advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton, cita um dos poucos exemplos em que uma nova abordagem do texto foi aceita: a inclusão de pessoas com visão monocular dentro do conceito de cegueira.


&quot;O Superior Tribunal de Justiça (STJ) fez uma interpretação. A cegueira está na lei 7.713/88. O raciocínio foi: não podemos fazer interpretação extensiva e extrapolar o que está escrito aqui. Mas o legislador não disse se era cegueira parcial ou cegueira total, então vou permitir a cegueira parcial. Isso fez com que as pessoas com visão monocular passassem a ter o direito”, explica.




Para o advogado, essa releitura da lei proposta pelo STJ pode incentivar novos questionamentos.


&quot;Para fins de isenção de imposto de renda, a doença em si não basta, não interessa o CID, a raridade, a gravidade do quadro. Infelizmente, o que importa para fins tributários é o enquadramento na lista geral”, afirma.


Ele ressalta, entretanto, que existem doenças raras que têm um nível de gravidade e de impacto funcional, social e até financeiro muito maior do que aquelas que estão na lista.

O auditor-fiscal da Receita Federal José Carlos Fernandes da Fonseca confirma que as leis precisam de atualização e que a população pode ajudar na mobilização para que a mudança aconteça. &quot;Quem cria a lei são os nossos representantes do povo, que são eleitos, e a gente deve se manter vigilante&quot;, lembra.

Confira todos os episódios do podcast VideBula, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda

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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:10:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Justiça do Paraná reduz pena de homem que ateou fogo na companheira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná acolheu o pedido da defesa de José Rodrigo Bandura e mudou o tipo de crime pelo qual ele é acusado. O réu, que está preso, responde por ter ateado fogo em sua companheira, em junho de 2025. Em seu processo, responderia por tentativa de homicídio, mas passará a responder por lesão corporal grave.

Como a lesão corporal grave não é crime hediondo, o caso passa a ser julgado pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A mudança reduz as penas de até 20 anos em casos de tentativa de homicídio para até cinco anos, em crimes de lesão.

Notícias relacionadas:SP: feminicídio aumenta 41%; violação de medida protetiva sobe 31,9%.A decisão dos desembargadores Miguel Kfouri Neto, Mauro Bley Pereira Junior e Rotoli de Macedo permitiu a desclassificação pois houve “arrependimento eficaz”, considerando que Bandura ajudou a vítima após a agressão. Na época do crime, reportagens mostraram que ela teve que buscar refúgio se trancando em um banheiro para escapar de novas agressões.

O Ministério Público do Paraná informou que estuda a possibilidade de recurso contra a mudança, aguardando análise técnica e a abertura do prazo recursal. O MP também se manifestou contra o pedido de liberdade feito pela defesa de Brandura, que foi indeferido pela Justiça paranaense.

O agressor já respondeu a oito processos por violência doméstica, todos arquivados. Em um deles, em 2019, ele foi condenado a pouco mais de três meses no regime semiaberto e a pagamento de R$ 2 mil em indenização para a vítima, por agressões físicas.  

Campanhas

O feminicídio é considerado crime hediondo desde 2015. A violência contra a mulher tem sido tema de uma campanhas institucionais, como o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que completou 100 dias essa semana. 

Também tramita no Congresso um projeto que criminaliza a Misoginia. Se aprovado, o PL 896/2023 incluirá a misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação, com pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa. 

O projeto foi aprovado em março no Senado, com 67 votos a favor e nenhum contra, na forma de um substitutivo apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) ao projeto da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA).
 

*Colaboraram Letycia Treteiro Kawada e Ana Graziela Aguiar ]]></description>
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<pubDate>Sat, 23 May 2026 11:10:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Escola para TEA e previdência privada geram dúvidas no IR; saiba mais</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Quando se fala em Imposto de Renda, existem temas que geram divergência entre os entendimentos da Receita Federal e da Justiça Federal. O podcast VideBula, da Radioagência Nacional, explica como ocorrem entendimentos diferentes sobre dois temas relacionados às pessoas com deficiência, doenças raras e neurodivergências: a escola como despesa de saúde e a previdência privada.

Antes mesmo do período de entrega da declaração do IR, diversos anúncios em redes sociais afirmavam ser possível deduzir integralmente os gastos de educação de dependentes dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O tema é polêmico, uma vez que as despesas com educação só podem ser deduzidas em R$ 3.561,50 por dependente. Mas, uma decisão judicial de 2023, abriu caminho para que esses gastos fossem considerados despesas de saúde, que não têm limite máximo.

Notícias relacionadas:IR: como declarar planos de saúde e dependentes sem cair na malha. Entenda o que pode ou não ser deduzido como despesa médica no IR.Receita pagará R$ 16 bilhões no maior lote de restituição da história.&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Detalhes jurídicos

O Tema 324 da Turma Nacional de Uniformização (TNU), órgão da Justiça Federal, entende que a escola regular pode ser deduzida integralmente como despesa médica de crianças com deficiência em geral, não apenas autismo. 


&quot;Essa dedução se enquadra para qualquer tipo de deficiência, desde que a escola seja um objeto terapêutico, um objeto de inclusão”, explica o advogado especialista em direito previdenciário Bruno Henrique.


Ou seja, a presença da criança na escola deixa de ser apenas educativa e passa a ser considerada como parte do tratamento.

A Receita Federal, entretanto, só reconhece como tratamento se a criança estiver matriculada em uma escola especializada.

&quot;O decreto 9.580 de 2018, no artigo 73, diz que são considerados dedutíveis como despesa médica os pagamentos referentes à instrução de pessoa com deficiência física ou mental, desde que seja atestado em laudo médico e que o pagamento seja efetuado para uma entidade destinada ao tratamento de pessoas com deficiência física e mental&quot;, diz o auditor-fiscal da Receita José Carlos Fernandes da Fonseca.

Segundo ele, &quot;se for uma escola normal, não vai caber essa dedução”.



Em qualquer dos entendimentos, seja da Justiça Federal ou da Receita, a possibilidade de cair na malha fina com a declaração das mensalidades escolares como despesas de saúde é real. Isso porque os valores serão altos e a dedução não é automática nesses casos.

Mas, com a apresentação de documentos comprobatórios como laudos médicos e relatórios pedagógicos, o benefício pode ser concedido pela Receita quando o dependente for aluno de escola especializada.

Para dependentes com deficiência matriculados em escolas regulares, a saída provavelmente será o processo judicial. 

&quot;A Receita Federal vai pedir comprovação e dizer que essa dedução está errada. Você vai precisar demonstrar e terá que apresentar uma defesa administrativa ou até mesmo uma discussão judicial pautada no Tema 324 da TNU, que é o precedente que nós temos. Nesse caso, o Poder Judiciário segue esse entendimento porque é uma tese já formada na jurisprudência&quot;, orienta o advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton.

Previdência privada com imposto zero

Existe um outro direito tributário pouco conhecido para pessoas com deficiência que já se aposentaram e conseguiram a isenção sobre os rendimentos: o resgate com imposto zero sobre investimentos em previdência privada.

De acordo com o advogado Thiago Helton, é possível estender a isenção para rendimentos de previdência privada nas modalidades VGBL ou PGBL. “[O investimento] tem natureza de complemento da aposentadoria. E esse é um entendimento já pacífico pelos tribunais federais&quot;, completa.



Assim como na questão da escola para TEA, a isenção da previdência privada também é ponto de discordância entre Receita Federal e Justiça. O benefício não é automático e exige processo judicial. &quot;A gente acaba fazendo uma provocação junto à instituição que controla o plano e normalmente eles vão desconhecer. Aí você entra com uma ação declaratória&quot;, detalha Helton.

A decisão judicial traz uma vantagem significativa em comparação com outros investimentos. &quot;É um direito que pouquíssimas pessoas sabem no Brasil e que acaba tornando esse um veículo de investimento muito legal. Vai ser um investimento que você vai fazer e não vai pagar imposto nenhum. Em qualquer outro tipo de investimento, você pagaria pelo menos 15% ao governo&quot;, explica.

Confira todos os episódios do podcast VideBula, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda

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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Receita libera consulta ao maior lote de restituição da história</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Receita Federal libera, nesta sexta-feira (22), a partir das 10 horas, a consulta ao maior lote de restituição do imposto de Renda da história. Um total de 8.749.992 contribuintes receberão R$ 16 bilhões. O pagamento contempla o primeiro lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Em nota, a Receita informou que o lote recorde se deve à agilidade no processamento das declarações e do avanço das ferramentas de modernização e automação adotadas pelo órgão.

Notícias relacionadas:Governo destina mais R$ 75,3 milhões para atingidos por chuvas em MG.Inflação tem alta para famílias de baixa renda em abril, diz Ipea.Agronegócio poderá usar linha de crédito do FAT para inovação.O primeiro lote de 2026, informou o órgão, representa 40% das restituições previstas para serem pagas este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes.

Dos R$ 16 bilhões desse lote, R$ 8,64 bilhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:


	4.959.431 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
	2.256.975 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
	1.054.789 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
	256.697 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
	222.100 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).



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Neste lote, não haverá o pagamento a contribuintes sem prioridade.

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O recorde anterior tinha sido registrado no primeiro lote de 2025, que contemplou créditos de R$ 11 bilhões para 6,2 milhões de contribuintes. Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituições da declaração, com pagamentos no fim de maio, de junho, de julho e de agosto.

Pagamento

O pagamento será feito em 29 de maio, último dia de entrega das declarações deste ano, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo &quot;Solicitar restituição não resgatada na rede bancária&quot;. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil quer recuperar dinossauros e patrimônios que estão em 14 países</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo brasileiro, Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores do Brasil vêm trabalhando para restituir fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais ou culturais espalhados por, pelos menos, 14 países. 

Conhecida como colonialismo científico, prática prejudica ciência e os museus brasileiros. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), há pelo menos 20 negociações de restituição com esses países.

Notícias relacionadas:Dinossauros viveram na Amazônia, descobrem pesquisadores de Roraima .Fóssil descoberto no Brasil lança luz sobre origem dos dinossauros.Fóssil encontrado no RS vai ajudar a entender a origem dos dinossauros.Assim como o MRE, a Procuradoria-Geral da República no Ceará trabalha na repatriação de fósseis. De acordo com a instituição, os Estados Unidos lideram a lista de países com maior número de pedidos de devolução de patrimônios, com oito ações abertas, seguidos da Alemanha (quatro); Reino Unido (três); Itália (duas), França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão (uma cada). As duas solicitações destinadas à Espanha e as outras duas enviadas à Coreia do Sul foram rejeitadas.

No mês passado, um acordo entre Brasil e Alemanha promete repatriar ao sertão do Araripe, no Ceará, o dinossauro Irritator challengeri, da espécie do espinossaurídeo. O animal, que podia chegar a 14 metros de altura, viveu no sertão cearense cerca de 116 milhões de anos atrás. O material foi retirado ilegalmente do Brasil e estava no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart, na Alemanha, desde 1991.

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Outra ação do Itamaraty, em parceria com pesquisadores brasileiros, também permitiu o retorno, em 2024, do manto Tupinambá, usado por indígenas brasileiros no século 17 e que estava na Dinamarca. Também foram repatriados, em fevereiro deste ano, outros 45 fósseis originais da Bacia do Araripe (CE) que estavam na Suíça.


            
        
    
Professor Allysson Pinheiro ao lado do fóssil do dinossauro Ubirajara Estácio Jr./Gov. do Ceará


Venda proibida

O diretor do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Araripe (CE), professor Allysson Pinheiro, ressaltou à Agência Brasil que se somam ao número informado pelo MRE as ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

“Há vários outros materiais que estão sendo negociados com a Alemanha, e há patrimônios do Brasil em quase todos os continentes. Há negociações para repatriações nos Estados Unidos (EUA), França, Coreia, Japão, Itália.”

No Brasil, os fósseis são protegidos pelo Decreto 4.146 de 1942. De acordo com a norma, o patrimônio natural não pode ser de propriedade privada por pertencer à União. 

Há exceções para exportar fósseis que devem ter autorização expressa do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCTI), além de o receptor do material precisar ter vínculo com instituição brasileira. 

“Há vários países que permitem o comércio de fósseis com empresas especializadas nessas vendas. Mas elas não podem vender fósseis do Brasil”, acrescentou o especialista da Universidade Regional do Cariri (Urca).

O caso do Ubirajara

A restituição de patrimônios brasileiros ganhou força nos últimos anos, principalmente, com o retorno ao Brasil, em 2023, do pequeno dinossauro Ubirajara jubatus. Atualmente, o exemplar compõe o acervo do Museu de Santana do Araripe.


            
        
    
A paleontóloga Aline Ghilard fala sobre o colonialismo científico - Aline Ghilard/Arquivo Pessoal


Coordenadora do Laboratório de Dinossauros (DinoLab) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a paleontóloga Aline Ghilard conta que pessoas comuns passaram a pressionar o museu alemão, ainda em 2020, uma vez que a instituição vinha se negando a devolver o fóssil. 

“O museu lançou nota pública falando que não tinha nada de irregular e que o fóssil pertenceria à Alemanha. As redes do museu foram devastadas por comentários de brasileiros. Esse foi justamente o ponto de virada na história.”

Colonialismo científico

Segundo ela, o caso afetou a imagem da instituição alemã e impulsionou o acordo para devolução do material.


“A maior parte dos museus europeus está recheada com materiais de territórios que foram colônias ou que têm sido, até hoje, explorados numa lógica de assimetria de poder. Esses países se sentem no direito de vir aos nossos territórios e coletar materiais.”


Pelo menos 490 fósseis de espécies de macroinvertebrados foram extraídos irregularmente da Bacia do Araripe, de acordo com estudo publicado na Palaeontologia Electronica, que analisou pesquisas de 1955 a 2025. “Quase metade de todas as publicações analisadas [104 de 218; 47,7%] foram escritas exclusivamente por pesquisadores estrangeiros, sem coautores brasileiros”, destaca o texto, que teve a participação de Aline Ghilard.  

Outro estudo identificou 71 publicações, entre 1990 e 2020, que continham análise de macrofósseis da Bacia do Araripe do período Cretáceo, entre 145 e 66 milhões de anos atrás. “Uma grande proporção [88%] dos fósseis descritos nessas publicações foi levada do Brasil para serem depositados em coleções de museus estrangeiros e ainda não foram devolvidos”, destaca a publicação da Royal Society Open Sciesce.

Há instituições que devolvem os fósseis por boa vontade, assim que descobrem que se tratou de venda ilegal, como foi o caso da aranha Cretapalpus vittari, que homenageia a cantora Pabllo Vittar. O exemplar foi devolvido pela Universidade do Kansas, nos EUA, em 2021. O animal viveu há mais de 100 milhões de anos na região do Araripe. Por outro lado, há países e instituições que apresentam resistência a devolver os materiais.

Impacto na ciência 

A exportação ilegal desses fósseis traz consequências importantes para ciência brasileira. Na maioria das vezes, o estudo desses materiais fica inacessível ao pesquisador brasileiro.


“Quando esses bons fósseis todos vão lá para fora, quem vai fazer as grandes descobertas que dão prestígio científico e acadêmico são os estrangeiros. Basicamente, só produzem ciência de ponta, porque eles estão num círculo de poder que se retroalimenta”, destaca.


Para ela, a repatriação do patrimônio natural quebra o ciclo de poder que favorece os países mais ricos. “Inclusive podendo atrair investimentos estrangeiros e a gente passa a competir de igual para igual.”

Impacto nos museus 

O diretor do Museu em Santana do Araripe, Allyson Pinheiro, contou que o retorno do fóssil do dinossauro Ubirajara aumentou bastante o número de visitantes e de investimentos.

“[Ele] faz parte da identidade e do orgulho do território. É muito importante ver as crianças se apropriando dessas riquezas. Fósseis de dinossauros são superatrativos para esse público e tem realmente aficionado crianças e adultos”, explicou o professor do programa de diversidade biológica e recursos naturais da Urca.
 


            
        
    
Fóssil Ubirajara Jubatus repatriado da Alemanha para o Brasil - Joédson Alves/Agência Brasil


Em 2006, a Unesco designou a Bacia do Araripe como geoparque mundial – o primeiro com essa designação no Brasil. Um geoparque mundial da Unesco é um território que abriga sítios e paisagens de relevância geológica internacional.

Em fevereiro de 2024, a Unesco incluiu a Bacia do Araripe, onde os dinossauros Irritator e Ubirajara foram encontrados, como candidata a integrar a lista de patrimônios da humanidade declaradas pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

A região, de cerca de 972 mil quilômetros quadrados, abrange municípios do Ceará, Piauí e Pernambuco. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Radio Nacional celebra 90 anos com memória e digitalização</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional realizado na quinta-feira, 21 reuniu pesquisadores, gestores de acervo, especialistas em rádio digital e representantes de emissoras públicas e privadas em torno de um debate urgente: como preservar a memória radiofônica brasileira e, ao mesmo tempo, projetar o rádio para o futuro digital.

Celebrando os 90 anos da Rádio Nacional, o encontro mostrou que o rádio continua vivo, reinventando-se entre plataformas digitais, inteligência artificial, podcasts, transmissão multiplataforma e novos modelos de consumo de áudio. Ao longo das mesas “Memória, mercado e transformação digital”, os participantes destacaram que preservar acervos históricos é também garantir futuro, identidade cultural e acesso democrático à informação.


            
        
    
 Arte/Agência Brasil


Notícias relacionadas:Rádio Nacional faz campanha para reunir arquivos históricos.Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional.Rádio Nacional terá programação especial em homenagem ao Dia das Mães.Na primeira mesa, “Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?”, o presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), Cesar Miranda Ribeiro, destacou a dimensão histórica do acervo da Rádio Nacional e a relação direta da emissora com a formação do próprio museu.


“Eu considero que fora da Rádio Nacional é o maior acervo que se tem conosco lá desde a década de 70”, afirmou.


O presidente do MIS contextualizou a inauguração da nova sede do museu em Copacabana e lembrou que boa parte da memória cultural brasileira preservada pela instituição nasceu justamente da relação com a Rádio Nacional.

Segundo ele, o MIS possui atualmente mais de 53 mil itens doados, entre partituras, documentos iconográficos, acetatos e LPs. “Isso é muito importante porque às vezes vem complementar a própria preservação que a Rádio Nacional faz do seu conteúdo”, destacou.

Uma pesquisa publicada pela jornalista e doutoranda Akemi Nitahara também reforça a ligação histórica entre o MIS e a Rádio Nacional, apontando que parte significativa da memória da emissora está sob guarda do museu’’Principal emissora da Época de Ouro do Rádio no Brasil, a Rádio Nacional tem lugar de destaque no acervo do Museu da Imagem e do Som (MIS). Com papel fundamental na difusão e consolidação da cultura nacional, bem como nos primórdios da cultura de massa e da indústria cultural no país, a emissora teve papel fundamental na história da radiodifusão brasileira e seu acervo continua de grande relevância para a academia e a cultura nacionais’’

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A gerente de acervo da EBC, Maria Carnevale, apresentou os desafios da digitalização do acervo da Empresa Brasil de Comunicação e defendeu que tecnologia e preservação precisam caminhar juntas.

Ela explicou que a preservação de um acervo exige critérios rigorosos de seleção e catalogação: “Você produz e guarda para o outro. Isso não pode ser perdido de vista”, afirmou.

Maria também detalhou os processos de digitalização, transcrição e organização de dados desenvolvidos pela EBC, incluindo o uso de inteligência artificial para acelerar pesquisas históricas.


“Não existe mágica nem receita de bolo. A tecnologia ajuda, mas existe um esforço humano enorme de revisão e tratamento”, ressaltou.


Durante a apresentação, a gerente revelou números impressionantes do acervo da EBC: são 7.280 fitas de rolo arquivadas entre Rio de Janeiro e Brasília, além de 5.969 acetatos, 3.319 cópias em CD e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas.

Segundo ela, o acervo digitalizado atualmente corresponde a 28,2% do total. Maria também explicou a criação de sistemas específicos de armazenamento e metadados, fundamentais para localizar e reutilizar conteúdos históricos: “Você tem que sempre informar quem, o quê, quando e onde. Sem informação, identificar esse material depois é muito difícil”, observou.


Ao final do debate, ela resumiu a essência do simpósio: conectar passado e futuro: “A primeira parte celebrou exatamente a história, o passado, os problemas e desafios. E a segunda mesa traz o olhar do futuro”, disse.


Na mesa sobre novas formas para emissoras de rádio no universo digital, a coordenadora artística da Rádio Globo, Thays Gripp, apresentou a transformação da emissora e a estratégia de aproximação com novos públicos.

Durante a explanação, Thays relembrou como a rádio GLOBO passou por uma reformulação profunda e hoje atua de maneira integrada com plataformas digitais, TV, redes sociais, podcasts e transmissões online: “A Rádio Globo hoje está em todas as plataformas de mídia”, afirmou.

Thays destacou ainda como a emissora passou a dialogar com o público jovem e popular, usando pesquisas digitais constantes para entender hábitos de consumo e preferências musicais.


“Qualquer mudança que a gente vai fazer na rádio, a gente pergunta para o nosso público”, explicou. 


A transformação digital do rádio também esteve no centro da fala de Bruno Pinheiro, da Ozen FM,  que discutiu como podcasts, inteligência artificial e distribuição digital estão mudando o consumo de áudio: “Hoje existem muitas ferramentas disponíveis. O rádio já pode ser mensurado no digital”, destacou.

Bruno explicou como plataformas desenvolvidas pela empresa utilizam IA para identificar, extrair e distribuir automaticamente conteúdos radiofônicos em formato de podcast.

Segundo ele, o rádio encontrou diferentes caminhos na era digital: enquanto algumas emissoras apostaram em câmeras e transmissões em vídeo, outras priorizaram a descentralização do conteúdo em plataformas de áudio: “O podcast falado, bem editado, é um herdeiro daquele antigo rádio AM”, afirmou.

A pesquisadora Juliana Paiva também participou do debate sobre rádio 3.0 e novas métricas de audiência, discutindo formas de compreender o comportamento do ouvinte em múltiplas plataformas.

Representando a Sputnik Brasil, Gilberto Ramos falou sobre o alcance internacional da agência estatal russa e o papel estratégico do rádio como ferramenta democrática de comunicação: “A rádio chega em locais onde outras plataformas não chegam”, afirmou.

Gilberto destacou que a Sputnik atua em mais de 40 países e 32 idiomas, com equipes espalhadas por diversos continentes: “A mídia é uma plataforma de soft power. Difundir cultura de forma plural é fundamental”, disse.

Ao refletir sobre o futuro do rádio, ele reforçou que o meio segue relevante mesmo diante da expansão digital: “Quem falava que o rádio iria acabar errou redondamente”, declarou.

Serviço:

Programação: https://doity.com.br/7-simposio-nacional-do-radio/blog/programacao

Ao vivo no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=KcEyi0_OGB0

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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo cria política e programas para promover culturas tradicionais</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As manifestações culturais transmitidas pela tradição e oralidade terão a partir desta sexta-feira (22) rede de proteção em todo o país. A Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares passa a vigorar hoje com a finalidade de valorizar e preservar essas expressões. 

A norma é voltada a mestres e mestras das culturas tradicionais, além de grupos, comunidades e povos que mantêm tais práticas culturais. 

O decreto, publicado hoje no Diário Oficial da União, define essas manifestações como expressões das identidades socioculturais, que envolvem conhecimentos, práticas e tecnologias herdadas ao longo das gerações.

Entre os princípios estabelecidos estão:


	reconhecimento do valor sociocultural desses agentes; 
	garantia dos direitos culturais; 
	incentivo à participação social;
	respeito à diversidade cultural;
	fortalecimento da memória;
	proteção dos conhecimentos tradicionais;
	promoção de políticas públicas integradas e intersetoriais.


As diretrizes incluem a ampliação do acesso a bens e equipamentos culturais, o estímulo à participação das comunidades na gestão das políticas públicas e a promoção da equidade étnico-racial, de gênero e socioeconômica. 

Notícias relacionadas:Lei reconhece atividade circense como expressão da cultura popular.Fundo Amazônia premiará iniciativas de povos tradicionais.COP15: povos tradicionais pedem reconhecimento dos saberes ancestrais.&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

O decreto também prevê ações para fomentar a economia criativa, ampliar o acesso a mecanismos de financiamento cultural e incentivar a difusão das manifestações tradicionais no Brasil e no exterior.

A regulamentação detalhada da política deverá ser apresentada pelo Ministério da Cultura em até 30 dias.

Mestres e mestras

Para mapear e valorizar os saberes da cultura tradicional, o Ministério da Cultura criou o Programa Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares. 

A norma é voltada a mestras e mestres reconhecidos por suas comunidades como detentores de conhecimentos tradicionais, transmitidos principalmente pela oralidade, pela vivência e pelas práticas culturais. 

A proposta busca fortalecer a identidade cultural e a diversidade em diferentes regiões e territórios do Brasil.

Festejos Populares

A Portaria nº 281, também publicada no Diário Oficial da União de hoje, reconhece festas tradicionais em municípios, estados e no Distrito Federal, na promoção da cultura de base comunitária e da economia cultural em todo o país.

Entre os princípios do programa estão a valorização da diversidade cultural, o respeito às tradições regionais, a participação ativa das comunidades na organização das festas e a promoção da sustentabilidade, com incentivo à economia local e à produção cultural comunitária.

A iniciativa também prevê o enfrentamento de desigualdades sociais e o estímulo à inovação, sem descaracterizar as tradições. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Futebol: exposição conta a história da camisa canarinho</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Naquele 16 de julho de 1950, no Maracanã, a torcida brasileira se calou, incrédula. A seleção do Uruguai venceu o jogo por 2 a 1 e foi campeã da Copa do Mundo, sobre o Brasil. Aquela partida ficou conhecida como Maracanazo e foi também a última vez que a seleção brasileira usou o branco como camisa principal em uma Copa do Mundo.

A partir daí, entrou em cena a Amarelinha, a icônica “camisa canarinho”, de cor amarela. Ela surgiu após um concurso nacional criado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e pelo jornal Correio da Manhã para substituir o uniforme da Seleção Brasileira, que até então era branco.

Notícias relacionadas:Museu do Futebol lança exposição sobre camisas da seleção brasileira.Um dos requisitos do concurso era que o uniforme tivesse as quatro cores da bandeira nacional. A proposta vencedora foi a de Aldyr Schlee, que sugeriu o uso do amarelo ouro na camisa, com gola e punhos em verde, e o calção azul cobalto. O branco ficou só nos meiões.

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“O Aldyr Schlee, então com 19 anos, um gaúcho desenhista que estudava direito, fez 100 esboços diferentes até chegar à ideia final”, explicou Marcelo Duarte, curador da mostra.


            
        
    
Mostra traz 18 camisas lendárias da Seleção Brasileira. Nilton Fukuda/Divulgação


A estreia da Amarelinha se deu no dia 28 de fevereiro de 1954, na vitória de 2 a 0 sobre o Chile, em partida pelas eliminatórias da Copa da Suíça. A estreia em Copa ocorreu em 16 de junho de 1954. E, desde então, esse modelo jamais deixou de ser a camisa número 1 da seleção brasileira. 

“E aí a gente começou a perceber que a camisa amarela estava dando sorte. Em 1962, fomos campeões de novo [usando a Amarelinha], explica Duarte.

Ele acrescenta que, com o tempo, essa camisa começou a extrapolar os limites do campo.


“As pessoas passaram a associar aquela alegria do futebol com a coisa da brasilidade ou a algo alegre e festivo. Então, essa camisa virou referência de moda.”


Exposição

Todos os detalhes da história da camisa canarinho podem ser acompanhados no Museu do Futebol, na capital paulista. Em cartaz a partir desta sexta-feira (22), a mostra Amarelinha apresenta 18 camisas de lendários jogadores brasileiros como Sócrates, Rivellino, Ronaldo e Vini Jr.

A exposição recebeu peças emprestadas de cinco colecionadores e está dividida em três eixos: Antes da Amarelinha; Camisa: vestimenta, expressão, documento; e Seleções e Copas. São 18 camisas originais de Copas do Mundo de 1958 a 2022, inclusive a lendária usada pelo Rei Pelé na final da Copa de 1970, contra a Itália, quando o Brasil conquistou o tricampeonato.

A Amarelinha fica em cartaz até 6 de setembro. O ingresso custa R$ 24, mas é gratuito às terças-feiras. Mais informações estão disponíveis no site https://museudofutebol.org.br/.

“A gente sabe que o torcedor ama camisas, adora ver as camisas, ainda mais em uma época de Copa do Mundo. E apesar da politização que tomou conta da camisa amarela durante um tempo, ela é um símbolo do país no mundo inteiro”, frisou Duarte. 

Evolução no tecido


            
        
    
Exposição conta a história da camisa canarinho. Nilton Fukuda/Divulgação


Uma das histórias sobre essa camisa, e que agora é contada pelo museu, trata da evolução do tecido, de acordo com a diretora técnica do Museu do Futebol, Marília Bonas.

Ela explica que a camisa foi evoluindo em termos de design, bordado, tecnologia têxtil. “[Há uma evolução] da camisa de algodão, que ficava muito pesada quando chovia, para as mais recentes que, muitas vezes, são feitas para se usar apenas uma vez”, acrescentou a diretora.

Identidade

Quem já a vestiu a camisa canarinho em campo sabe bem o que ela representa. Ainda mais depois de ter sido campeão. Para o ex-jogador Mauro Silva, que representou o Brasil na Copa de 1994, a camisa amarela extrapola as fronteiras brasileiras. 


“Essa camisa é um patrimônio não só do futebol brasileiro, mas do mundo porque a admiração por essa camisa transcende o povo brasileiro. Ela virou identificação.”


Às vésperas de mais uma Copa do Mundo, o ex-volante Mauro Silva diz esperar que a atual seleção brasileira continue preservando esse legado. “Minha expectativa é que a seleção honre essa camisa e que essa camisa depois venha aqui para a exposição.” ]]></description>
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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Pontos de Cultura comunitários promovem 1 milhão de ações em um ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os Pontos de Cultura espalhados pelo país, que tem atuação de base comunitária e voltada para os territórios, promoveram cerca de 1 milhão de atividades culturais gratuitas em 2024, segundo estimativa divulgada pelo Ministério da Cultura (MinC).

Para custear a ampla oferta das atividades às comunidades, no entanto, há dificuldades no acesso a recursos. Sete em cada dez pontos tiveram receita anual de até R$ 50 mil, e 26% não tiveram receita alguma.

Notícias relacionadas:Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares.Música e dança Tupinikim marcam início de evento nacional de cultura.As informações tem como base o Diagnóstico Econômico da Cultura Viva, realizado pela pasta em parceria com o Consórcio Universitário Cultura Viva (UFBA-UFF-UFPR). O estudo traz também apontamentos sobre os impactos da política cultural de base comunitária no país e os obstáculos que ainda enfrenta.

O levantamento estimou ainda que as ações promovidas pelas unidades atendem a cerca de 3 milhões de pessoas por mês.

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Atualmente, são aproximadamente 16 mil pontos e pontões de cultura certificados pelo Minc, formando uma rede no âmbito do Plano Nacional de Cultura Viva.

Para a pesquisa, foram coletadas 2,4 mil respostas de pontos de cultura, distribuídos em 867 municípios de todas as unidades da Federação. As coletas de dados ocorreram entre julho e setembro do ano passado, tendo como período de referência as atividades realizadas entre março de 2023 e fevereiro de 2025.

Além da dificuldade aos recursos financeiros, os pontos de cultura enfrentam barreiras institucionais. Isso porque 37% são informais, ou seja, não têm CNPJ, e 50% afirmaram que têm dificuldades com burocracia e documentações, segundo os dados.

A parcela de 30% apontou falta de equipe e 26%, prazos curtos em editais.

Os recursos públicos são a principal forma de manutenção das atividades nesses locais: 76% acessaram recursos públicos nos últimos 24 meses anteriores às respostas dadas aos pesquisadores, enquanto apenas 25% conseguiram acessar recursos privados. Em 98% dos casos, eles nunca acessaram linha de crédito.

Para o professor Guilherme Varella, um dos coordenadores do consórcio pela UFBA, a pesquisa servirá ao aprimoramento das políticas públicas e fortalecimento dos arranjos produtivos, solidários e criativos que sustentam a ação cultural comunitária no país.

“O diagnóstico responde a uma demanda histórica da Rede Cultura Viva, que é transformar informações dispersas sobre a realidade econômica dessas iniciativas em uma base consistente de evidências, informações e indicadores”, explicou. 

Práticas comunitárias

Há forte presença de trabalho coletivo e voluntário na sustentação das atividades culturais: 90% dos pontos mobilizam trabalho voluntário. Para o Minc, o resultado evidencia a dimensão comunitária da rede e o quanto ela funciona baseada em cooperação social.

A pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Luana Vlutz, também coordenadora do consórcio de universidades Cultura Viva, afirmou que a chamada “economia viva” está ligada à preservação dos territórios, das memórias e das práticas culturais comunitárias.

“Essa economia da troca, da ajuda mútua e da colaboração existe. E 70% dos pontos afirmaram mobilizar essa economia não monetária”, ressaltou.

Ela participou da roda de conversa sobre economia viva, cultura e trabalho coletivo, durante a programação da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que ocorre em Aracruz (ES) até o próximo domingo (24).

A atuação territorial da rede é fortemente comunitária, confirmou o diagnóstico. Cerca de 74% dos pontos afirmam atuar “sempre” no âmbito local, bairro ou comunidade, e 65% mantêm atuação contínua na esfera municipal.

A presença virtual também aparece com destaque, sendo que 40,5% dos pontos informaram que atuam frequentemente em ambientes online.

Além disso, o estudo indicou que os pontos de cultura tem larga atuação em periferias, comunidades tradicionais, territórios indígenas, quilombolas e áreas rurais, o que condiz com a proposta de descentralização cultural e demonstra a presença de uma política de cultura nacional em territórios historicamente invisibilizados.

A rede toda conta com mais de 3,7 mil bibliotecas, mais de 2,2 mil salas de exposição, cerca de 2,8 mil cineclubes, 900 hortas comunitárias e 450 rádios comunitárias. Segundo o estudo, mais de 40% dos Pontos de Cultura oferecem salas de reuniões para a comunidade.

* A equipe de reportagem viajou a convite do Ministério da Cultura ]]></description>
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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>SUS: lei garante atendimento a crianças e adolescentes em saúde mental</title>
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				Crianças e adolescentes passam a ter garantido, por lei, o acesso a programas de saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida está prevista na Lei nº 15.413, que altera o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A nova legislação, publicada no Diário Oficial da União, inclui no ECA dispositivo específico que assegura a oferta de ações de prevenção e tratamento de agravos à saúde mental voltadas ao público infantojuvenil.

Notícias relacionadas:Governo cria política de combate ao abuso de crianças e adolescentes.Unicef orienta como proteger crianças durante festas populares.Municípios se comprometem a proteger crianças contra violência .O atendimento deverá abranger desde a atenção psicossocial básica e especializada até serviços de urgência, emergência e internação hospitalar.

O texto também determina que os profissionais envolvidos recebam formação específica e contínua, com foco na identificação de sinais de risco e no acompanhamento adequado dos pacientes.

Outro ponto da lei é a garantia de acesso gratuito ou subsidiado a recursos terapêuticos para crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que estejam em tratamento. O atendimento deverá seguir linhas de cuidado adaptadas às necessidades específicas desse público.

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<pubDate>Fri, 22 May 2026 11:07:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Simpósio no Rio discute futuro da mídia sonora no Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Pesquisadores, profissionais da mídia, estudantes de comunicação e representantes da radiodifusão pública brasileira se reúnem, desde essa quarta-feira (20), no Rio, no 7º Simpósio Nacional do Rádio, para discutir  o presente e o futuro da mídia sonora no país. Com o tema “Rádio Nacional 90 anos: memória, inovação e futuros da mídia sonora”, o encontro é realizado no Palácio Gustavo Capanema, no centro da capital fluminense.

Promovido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, o simpósio propõe reflexões sobre as continuidades e rupturas do rádio diante das transformações tecnológicas, culturais e políticas por que passa a comunicação contemporânea.

Notícias relacionadas:Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional.Rádio Nacional faz campanha para reunir arquivos históricos.A abertura do evento ocorreu um dia após o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, realizado também no Rio de Janeiro, que reuniu representantes de cerca de 330 emissoras públicas e privadas de rádio e televisão. A EBC, que tem a Rádio Nacional como uma de suas principais marcas históricas, atua hoje como cabeça de rede da comunicação pública brasileira.

As mesas realizadas nessa quarta-feira discutiram memória, inovação tecnológica, produção de conteúdo em áudio, comunicação pública e o alcance social do rádio, especialmente na Amazônia, onde cerca de 80% da população ainda ouvem rádio diariamente.

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Fundada em 1936, a Rádio Nacional foi responsável por transformar a radiodifusão em um fenômeno cultural de alcance nacional, consolidando formatos, programas e linguagens que atravessaram décadas da comunicação brasileira.

A radialista Mara Régia foi uma das vozes mais aplaudidas do primeiro dia do simpósio, ao destacar a importância histórica da Rádio Nacional da Amazônia e sua conexão com populações ribeirinhas, indígenas e moradores de áreas isoladas da Região Norte.
 


            
        
    
A radialista Mara Régia diz que o rádio continua sendo instrumento de cidadania - Foto Rovena Rosa/Agência Brasil


Mara lembrou que o rádio continua sendo um instrumento de cidadania e pertencimento para milhares de pessoas que ainda dependem das ondas sonoras como principal fonte de informação. 

“A Rádio Nacional da Amazônia não é apenas uma emissora. Ela é companhia, serviço, socorro e pertencimento para quem vive distante dos grandes centros”, destacou.

A radialista também ressaltou o papel afetivo da emissora ao longo das décadas.


 “O rádio chega, onde muitas vezes, o Estado não chega. Ele informa, acolhe, orienta e cria vínculos.”


Confira a transmissão desta quarta-feira:



Durante o debate sobre os 90 anos da Rádio Nacional, Mara Régia reforçou a dimensão histórica da emissora pública. 


“A Rádio Nacional ajudou a construir identidade cultural nesse país continental. Especialmente na Amazônia, ela sempre foi ponte entre os povos.”


As discussões do simpósio também abordaram a transformação tecnológica da mídia sonora, desde o rádio AM até os podcasts e plataformas digitais. O jornalista Heródoto Barbeiro destacou que o rádio permanece relevante justamente pela capacidade de adaptação e pela relação direta com os ouvintes. “O povo ouve rádio. Até hoje o nosso povo ouve rádio. É o grande canal de informação”, afirmou. “Eu confesso que sou completamente viciado. Eu entro no carro e ligo o rádio. Não quero nem conversa.”

Ao refletir sobre o futuro da mídia sonora, o jornalista apontou que o rádio conseguiu atravessar gerações sem perder relevância: “A Rádio Nacional tem passado. Eu vivi intensamente o passado. E ela tem presente e tem um futuro enorme.”

Heródoto também destacou a credibilidade e a agilidade que historicamente marcaram o rádio brasileiro: “Quando eu era repórter de rádio, você ligava para uma autoridade, para um artista, e ele imediatamente atendia, porque era rádio. Sabia que exigia resposta imediata.”

“O respeito pelo rádio, tanto de autoridades quanto dos agentes culturais do país, é muito grande.”

Outro destaque da programação dessa quarta-feira foi a participação da jornalista esportiva Luciana Zogaib, da Rádio Nacional, reconhecida como a primeira mulher a narrar uma partida de futebol no rádio brasileiro. Sua trajetória foi apresentada como símbolo da ampliação do espaço feminino na radiodifusão esportiva.


            
        
    
Luciana Zogaib é reconhecida como a primeira mulher a narrar uma partida de futebol no rádio brasileiro - Foto Fernando Frazão/Agência Brasil


Luciana falou sobre os desafios enfrentados em um ambiente historicamente masculino e sobre a importância de abrir caminhos para novas gerações de mulheres na comunicação esportiva.

Ao longo do primeiro dia, o VII Simpósio Nacional do Rádio reforçou que, mesmo diante das mudanças tecnológicas e da expansão das plataformas digitais, o rádio segue como um dos meios de comunicação mais presentes no cotidiano dos brasileiros, especialmente na Amazônia, onde continua sendo serviço essencial, companhia diária e instrumento de integração social.

&gt;&gt; Veja a programação

Confira a transmissão desta quinta-feira:

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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:10 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasileiros com diabetes defendem uso de tecnologias no tratamento</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Sete em cada dez brasileiros com diabetes (70%) afirmam que a doença afeta de modo significativo o bem-estar emocional. Setenta e oito por cento relatam ter ansiedade ou preocupação com o futuro, e dois em cada cinco pacientes se sentem sós ou isolados em função da doença.

Os dados são de pesquisa feita pelo Global Wellness Institute (GWI), em parceria com a Roche Diagnóstica, que explorou percepções sobre o diabetes, a vida com a doença e as ferramentas de manejo.

Notícias relacionadas:Anvisa libera medicamentos para diabetes, câncer de mama e angioedema.Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2.Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratar diabetes.A pesquisa foi realizada em setembro de 2025, em nível global, com 4.326 pessoas com diabetes, com idade igual ou maior que 16 anos, das quais 20% no Brasil. O levantamento foi feito em 22 países.

Além do Brasil, foram pesquisadas pessoas na Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Alemanha, Hong Kong, Índia, Japão, Kuwait, Países Baixos, Polônia, Portugal, Romênia, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha, Turquia e Reino Unido.

No grupo de pacientes com diabetes tipo 1, o estudo mostra que 77% afirmam ser afetados de modo significativo em seu bem-estar emocional.

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Diabetes

O diabetes é causado pela produção insuficiente ou a má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, pode levar à morte.

Já o Diabetes Melito tipo 1 (DM1) é uma doença crônica não transmissível, hereditária, caracterizada pela destruição das células do pâncreas responsáveis pela produção e secreção de insulina, o que resulta em deficiência na secreção desse hormônio no organismo.

O Brasil ocupa a 6ª posição mundial em casos de diabetes, de acordo com o Atlas Global do Diabetes 2025 da International Diabetes Federation (IDF), com um total de 16,6 milhões de adultos diagnosticados com a doença.

Resultados

A pesquisa mostra ainda que para 56% dos entrevistados no Brasil, o diabetes limita a capacidade de passar o dia fora de casa; 46% afirmam ter dificuldades em situações comuns, como trânsito ou reuniões longas. Outros 55% dizem não acordar plenamente descansados, devido aos efeitos das variações glicêmicas durante a noite.

A maior parte dos pacientes diz que não se considera atendido pelo modelo atual de cuidado, apesar dos avanços registrados. Somente 35% se consideram muito confiantes no gerenciamento da própria condição, o que sinaliza a existência de problemas para o controle e previsibilidade da doença.

Em torno de 44% dos consultados defendem que tecnologias mais inteligentes, que possam prever mudanças nos níveis de glicose, deveriam ser priorizadas para prevenção de complicações.

Já 46% dos pacientes que usam medidores tradicionais, como os glicosímetros, ou testes de ponta de dedo, consideram que os sensores de monitoramento contínuo de glicose (CGM, do nome em inglês) deveriam ser adotados devido à capacidade de funcionarem como alertas preditivos.

Previsibilidade

Cinquenta e três por cento dos entrevistados apontam que a principal funcionalidade desejada em sensores com inteligência artificial (IA) é a capacidade de prever níveis futuros de glicose. Esse número sobe para 68% entre os pacientes com diabetes tipo 1.

Saber as tendências antecipadas dos níveis de glicose daria a 56% dos brasileiros consultados a sensação de estarem no controle da doença, enquanto 48% comentaram que a redução de surpresas de picos e quedas de glicose inesperadas aumentaria sua qualidade de vida.

Entre os pacientes com diabetes tipo 1, 95% consideram fundamentais ferramentas capazes de prever hipoglicemia e hiperglicemia, o que facilitaria sua condição.

Monitoramento

Segundo o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), André Vianna, já é do conhecimento de todos que o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico contínuo são de grande importância para evitar complicações decorrentes da doença.

Para o endocrinologista, o uso de tecnologias pode ser o diferencial, principalmente para pacientes com diabetes tipo 1, porque a glicemia dela oscila muito:


“O ideal para esses pacientes é ter um monitoramento contínuo da glicose por meio de sensores que já estão amplamente disponíveis em grande parte do mundo. Esse sensor permite à pessoa entender precocemente o que vai acontecer nas próximas horas antes desse diagnóstico acontecer. A pessoa vai saber se a glicose dela daqui a meia hora vai estar alta ou baixa e pode tomar uma atitude preventiva”, explicou o médico.


Vianna comentou que uma das vantagens é que esses sensores levam as pessoas a apresentar menos complicações e menores gastos para o sistema público de saúde.


“Essas pessoas vão acabar indo menos para o hospital, vão se internar menos, vão menos para o pronto-socorro. Isso, inclusive, além de melhorar a saúde, diminui o custo do tratamento. Por isso, o monitor contínuo já é algo bastante estabelecido no mundo”, afirmou o vice-presidente da SBD.


Mercado no Brasil

No Brasil, esses aparelhos são bastante difundidos entre as pessoas de maior poder aquisitivo. No sistema público de saúde, entretanto, não houve disponibilização em larga escala, informou.

No país, há quatro empresas que comercializam esses aparelhos. Em países ricos, eles são amplamente disponibilizados para as pessoas com diabetes, por meio de operadoras de saúde privadas, como nos Estados Unidos, e de sistemas de saúde, gratuitamente, casos da França e do Reino Unido.

Para Vianna, o uso de sensores e de tecnologias como a inteligência artificial (IA) pode melhorar a qualidade de vida das pessoas.


“Vem diminuir essa carga do diabetes, esse estresse diário e constante das pessoas que convivem com diabetes e com a incerteza do que vai acontecer com a sua glicose daqui a algum tempo, atrapalhando muitas vezes as funções diárias do indivíduo - o sono, o trabalho, atrapalhando, por vezes, momentos de descontração”.


O vice-presidente da SBD esclareceu que o sensor é benéfico para o diabetes tipo 1 e para o diabetes tipo 2. “Os benefícios no diabetes tipo 1 são vistos mais de imediato, no curto prazo, às vezes no mesmo dia. E no diabetes tipo 2, são vistos a longo prazo, com menos internações e menos complicações”.

SUS

Em janeiro de 2025, o Ministério da Saúde tornou pública a decisão de não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) o monitoramento contínuo da glicose por escaneamento intermitente em pacientes com diabetes mellitus tipos 1 e 2.

A decisão está na Portaria número 2 , da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico Industrial da Saúde, do ministério.

Em dezembro do ano passado, a Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 323/25, que obriga o SUS a fornecer gratuitamente dispositivos para monitorar a glicose de pacientes com diabetes mellitus por dispositivo de escaneamento intermitente.

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde não se pronunciou sobre o tema. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>IR: como declarar planos de saúde e dependentes sem cair na malha</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A declaração do Imposto de Renda envolve regras complexas sobre dependentes e plano de saúde, que geram dúvidas recorrentes entre os contribuintes.

Especialistas ouvidos pelo podcast VideBula, da Radioagência Nacional, reforçam que a regra a ser seguida é declarar todos os gastos que efetivamente saíram do bolso do contribuinte.

Notícias relacionadas: Entenda o que pode ou não ser deduzido como despesa médica no IR.Direitos tributários para PcDs e doenças graves são pouco conhecidos.A 11 dias do fim do prazo, 40% não enviaram declaração do IRPF.A vice-presidente financeira da Associação das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Aescon-SP), Fátima Macedo, lembra que é preciso estar atento às declarações de despesas com planos de saúde. Isso porque, em algumas situações, o empregador arca com uma porcentagem da mensalidade. “Se o plano for totalmente custeado pela empresa, você não pode declarar nada. Agora se a empresa paga uma parte, e você paga outra, você pode declarar o valor que você paga”, diz.

Os planos com coparticipação também podem ser declarados. Nesse caso, além da mensalidade fixa, o contribuinte pode pagar um adicional variável de acordo com a utilização dos serviços. &quot;Essa coparticipação está saindo do meu bolso. Eu posso declarar normalmente&quot;, completa Fátima.

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Reembolso e plano familiar

O reembolso de valores pelo plano de saúde também exige cuidado. A vice-presidente da Aescon-SP exemplifica: “Eu paguei R$ 500 em uma consulta particular. Pedi o reembolso no plano e me devolveram R$ 200. Eu tenho que declarar os R$ 300 como despesa dedutível; não o valor total da consulta&quot;.

Thiago Helton, advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, reforça que o valor reembolsado não deve entrar na dedução “porque senão o contribuinte estaria ganhando em cima do Fisco”, com uma despesa lançada em duplicidade.

Outra categoria que pede atenção é a do plano familiar. Nesse caso, a orientação é que cada um declare sua parte, ainda que o contrato seja único. Se a entidade familiar tiver dependentes, o valor deles deve ser lançado junto ao responsável que os relaciona na declaração. “O pai faz a declaração dele, a mãe faz a declaração dela e os filhos estão na declaração da mãe. Ele vai lançar a parte dele na declaração dele, a esposa e os filhos vão lançar na dela”, explica Fátima Macedo.



Se não houver vínculo formal de dependência, ninguém declara. &quot;Se eu pago o plano de saúde para uma sobrinha. Ela pode declarar? Não, porque não é ela que paga. E eu posso declarar? Também não, porque ela não é minha dependente&quot;.

O auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fernandes da Fonseca, alerta para a importância da comprovação dos pagamentos, independentemente da modalidade do plano de saúde. &quot;Você tem como provar que foi você que pagou esse valor? Se tem, então pode declarar”, afirma.

Gastos de saúde não têm limite para dedução na declaração. Nesse contexto, despesas médicas muito altas – frequentes para pessoas com deficiência, doenças raras ou neurodivergentes – costumam chamar a atenção da Receita.


&quot;O que acontece na prática é que há uma possibilidade de malha fina e necessidade de comprovação. Por isso, sempre ressaltamos a importância da documentação”, diz Fátima Macedo.


Dependentes com deficiência e o limite de idade

Em geral, os dependentes podem ser declarados no Imposto de Renda até os 21 anos ou até 24, caso estejam matriculados na faculdade. Quando se trata de dependentes com deficiência, entretanto, não há limite de idade.

&quot;No caso de pessoas neurodivergentes ou com alguma deficiência, desde que seja acompanhado pelos laudos, é permitida a continuação como dependente e junto dele o lançamento de todas as despesas de educação, saúde, previdência, entre outras&quot;, diz José Carlos.

E a relação de dependência não é exclusiva dos pais. Curatelados e tutelados com decisão judicial também podem constar nas declarações sem limite de idade.

O alerta principal, no entanto, é sobre rendimentos do dependente. &quot;O erro que muitas vezes se comete é que, se esse dependente recebe algum tipo de remuneração, também é necessário lançar essa renda”, adverte o auditor-fiscal.

Thiago Helton complementa que a renda do dependente vai ser somada e compor a sua base de cálculo. Por isso, é importante analisar se a melhor opção é manter a pessoa como dependente, ou fazer a declaração dela em separado, mesmo que ela seja isenta.



Bens do dependente

Bens em nome do dependente também precisam constar na declaração do responsável, discriminados como patrimônio do dependente. É o caso de contas bancárias e carros comprados com isenção de impostos para pessoas com deficiência, que muitas vezes não ficam no nome do responsável.

O auditor-fiscal José Carlos Fernandes da Fonseca, orienta a declarar o valor pago na compra do carro, já com desconto, e não o valor de tabela do veículo. “E é sempre bom explicar na descrição que se trata de um carro adquirido com isenção, porque se for feito um cruzamento que identifique valores diferentes, vai facilitar para que a pessoa não seja chamada para esclarecer o motivo da divergência&quot;.

Declaração pré-preenchida

Via de regra, os dados de dependentes não aparecem automaticamente na declaração pré-preenchida disponibilizada pela Receita Federal: é preciso informar manualmente. Entretanto, se o dependente tiver conta na plataforma Gov.Br, pode autorizar o CPF do responsável a acessar as informações.

Confira todos os episódios do podcast VideBula, inclusive o especial sobre o Imposto de Renda

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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Natureza é aposta para reduzir efeitos extremos do clima nas cidades</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza anunciaram uma parceria voltada ao fortalecimento de políticas públicas de adaptação climática nos municípios brasileiros.

A iniciativa aposta nas chamadas Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como estratégia para reduzir impactos de eventos extremos e, consequentemente, evitar deslocamentos forçados de populações afetadas por enchentes, deslizamentos, secas, ondas de calor, erosão costeira e incêndios florestais.

Notícias relacionadas:El Niño deve retornar em maio com impacto no clima, diz agência da ONU.Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035.As instituições produziram um documento em conjunto, que traz recomendações práticas para auxiliar prefeituras na adoção das SBN.

Débora Castiglione, representante da OIM, agência da Organização das Nações Unidas (ONU), explica que a proposta busca integrar agendas ambientais e humanitárias.


“A parceria reforça a mensagem de que conservar a natureza é investir na proteção das pessoas, e uma das formas mais eficazes de evitar deslocamentos por desastres no futuro é promover políticas públicas integradas que antecipem riscos e fortaleçam a resiliência das comunidades”, diz Débora.


A gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, Juliana Baladelli Ribeiro, afirma que é preciso ajudar os municípios com informações que possam se transformar em medidas práticas.


“É necessário ampliar o acesso dos municípios a instrumentos, conhecimento e redes de apoio técnico para implementar as Soluções Baseadas na Natureza. O conhecimento é o primeiro passo para superar barreiras técnicas, institucionais e culturais”, disse Juliana.


Os dados utilizados pelas instituições mostram um cenário de vulnerabilidade crescente. Informações da plataforma AdaptaBrasil, divulgadas em 2024, apontam que 66% dos municípios brasileiros apresentam baixa ou muito baixa capacidade adaptativa frente a eventos climáticos extremos.

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Entre os exemplos citados pela iniciativa para solucionar esses problemas estão a conservação e restauração de manguezais, recuperação de matas ciliares, ampliação de áreas verdes urbanas e revegetação de encostas.

Além da dimensão humanitária, o tema também tem repercussões econômicas. O Relatório de Riscos Globais 2026, do Fórum Econômico Mundial, inclui os deslocamentos forçados entre os dez principais riscos para a economia mundial nos próximos dois anos.


“Adotar Soluções Baseadas na Natureza é um caminho estratégico, viável e eficaz para enfrentar os impactos da mudança do clima sobre a mobilidade humana”, afirmou Juliana.


A Fundação Grupo Boticário também mantém iniciativas voltadas à capacitação de gestores públicos. Uma delas é a Incubadora de Projetos Solução Natureza, desenvolvida em parceria com a C40 Cities Climate Leadership Group, o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos e a Aliança Bioconexão Urbana, que atualmente oferece suporte técnico para 29 municípios brasileiros.

Outra frente é o curso gratuito “Adaptação baseada em Ecossistemas em Instrumentos de Política Pública Municipal”, elaborado em parceria com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas, a agência alemã GIZ e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O treinamento é oferecido de forma virtual pela Escola Nacional de Administração Pública.

A iniciativa também destaca o uso da plataforma Natureza ON, ferramenta digital desenvolvida pela Fundação Grupo Boticário em parceria com o MapBiomas e tecnologia da Google Cloud. A plataforma cruza dados ambientais e urbanos para identificar áreas de risco e sugerir quais soluções naturais podem ser aplicadas em cada território. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>STF forma maioria para tornar réus acusados de obstruir caso Marielle</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na manhã desta quinta-feira (21) para tornar réus três integrantes da Polícia Civil do Rio de Janeiro investigados por obstrução de Justiça e associação criminosa no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março de 2018. 

Até o momento, votaram pela abertura de uma nova ação penal sobre o caso os ministros Alexandre de Moraes, relator, Cristiano Zanin e Flávio Dino, que votou nesta quinta formando a maioria. Falta o voto apenas de Cármen Lúcia, que tem até sexta-feira (22) para votar na sessão virtual. 

Notícias relacionadas:Caso Marielle e Anderson: STF condena irmãos Brazão a 76 anos .Moraes vota para tornar réus acusados de obstrução no caso Marielle.Moraes autoriza transferência de condenados no caso Marielle para RJ.Entre os acusados está Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil fluminense que já foi condenado, em fevereiro, a 18 anos de prisão por sua participação para atrapalhar a apuração do crime. Os outros dois investigados, que agora devem se tornar réus, são o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros Pinto, conhecido como Marquinho HP. 

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), os acusados cometeram atos para desaparecer com provas, incriminaram pessoas inocentes, usaram testemunhas falsas e realizaram diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e executores do assassinato.

Em fevereiro, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, foram sentenciados a 76 anos e três meses como mentores do crime, cuja motivação foram disputas em torno da grilarem de terras na Zona Oeste do Rio de Janeiro, conforme os autos do processo. 

Os irmãos Brazão foram condenados pelos crimes de organização criminosa, duplo homicídio e tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle, que sobreviveu ao atentado. 

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Defesas

Antes do julgamento, a defesa de Rivaldo defendeu a rejeição da denúncia por falta de provas e disse que o ex-chefe da Polícia Civil do Rio foi acusado com base em inferências.

Os advogados de Giniton afirmaram que ele não tem foro privilegiado e não pode ser julgado pelo Supremo.

A defesa de Marco Antonio de Barros afirmou que nenhum elemento de prova foi produzido e que o trabalho da polícia resultou na prisão de Ronnie Lessa, delator e executor do crime.

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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo destina mais R$ 75,3 milhões para atingidos por chuvas em MG</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo federal destinou mais R$ 75,3 milhões para o pagamento do Auxílio Reconstrução a famílias de Juiz de Fora e Ubá, cidades mineiras afetadas pelas chuvas de fevereiro deste ano. A Medida Provisória nº 1.361 foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, nesta quarta-feira (20).

O crédito extraordinário foi aberto em favor do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, responsável pela execução do benefício. As famílias receberão o valor de R$ 7,3 mil, mediante cadastro e verificação das informações.

Notícias relacionadas:Chuvas na Paraíba: governo destina R$ 6 milhões para conter danos.Chuvas em Minas: União autoriza repasse de R$ 5 milhões a Ubá.De acordo com a pasta, até o momento, 3.099 famílias dos municípios de Juiz de Fora e Ubá já receberam o apoio financeiro, totalizando mais de R$ 22,5 milhões pagos. O benefício é concedido em parcela única às famílias residentes em áreas efetivamente atingidas pelo desastre nas duas cidades, com registro de dano material ou perda de bens.

São consideradas áreas atingidas aquelas parcial ou integralmente inundadas ou danificadas por enxurradas ou deslizamentos de terra. A concessão do auxílio depende da verificação das informações encaminhadas pelas prefeituras e da autodeclaração do responsável familiar.

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Novo lote

O último pagamento do Auxílio Reconstrução ocorreu na terça-feira (19), quando 263 famílias mineiras receberam o benefício. De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional o próximo lote já está em processamento e a confirmação dos habilitados deverá ocorrer ainda esta semana.

O cadastro das famílias que têm direito ao benefício é feito pelas prefeituras de Juiz de Fora e Ubá, e o responsável familiar faz apenas a confirmação dos dados. Para isso, é necessário acessar a página do benefício com a conta do Gov.br. Em caso de pendência, é necessário procurar a prefeitura para corrigir as informações e solicitar novo envio do cadastro.

O Auxílio Reconstrução é pago por família e em parcela única pela Caixa Econômica Federal, por meio de conta poupança social digital, de abertura automática em nome do beneficiário, ou outra conta em nome do beneficiário na mesma instituição financeira, sem que o banco possa realizar descontos ou compensações de dívidas anteriores sobre esse valor. Apenas um integrante da família pode receber a quantia. O beneficiário não precisa procurar a agência bancária.

Além do Auxílio Reconstrução, outras frentes de apoio à população afetada incluem a Compra Assistida do Programa Minha Casa, Minha Vida, que viabiliza a aquisição de uma nova moradia com subsídio de até R$ 200 mil, e linhas emergenciais de crédito voltadas à retomada da atividade econômica nos municípios.

Até o momento, 103 empresas de Juiz de Fora e Ubá contrataram 118 operações de crédito, somando R$ 23,51 milhões em recursos concedidos. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PF combate tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão no Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Operação Juro Zero, deflagrada pela Polícia Federal, nesta quinta-feira (21), investiga crimes de tráfico de pessoas e de trabalho análogo à escravidão, envolvendo cidadãos colombianos, em municípios da região sul do  Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, as investigações tiveram início a partir de denúncia apresentada por “colombianos que teriam sido aliciados para virem ao Brasil com promessa de trabalho na área do turismo, tendo suas passagens aéreas financiadas pelo grupo investigado”.


Notícias relacionadas:Operação resgata uruguaios de trabalho análogo à escravidão em Minas.MPT critica mecanismos de empresas no controle do trabalho escravo.Trabalho escravo doméstico é tema do Caminhos da Reportagem de hoje.“Contudo, após chegarem ao Brasil, o cenário apresentado teria sido alterado, passando as vítimas a viver em condições análogas à de escravidão”, informa a Polícia Federal.


“Há, ainda, elementos de informação indicando que os investigados atuariam em esquema de agiotagem, utilizando os imigrantes em cobranças de dívidas, muitas vezes mediante violência e grave ameaça”, completou.

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Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão, nos municípios fluminenses de Pinheiral e de Resende, ambos expedidos pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti.

As investigações apuram também a existência de outros cidadãos colombianos em situação semelhante, “inclusive residindo em condições incompatíveis com a dignidade humana”.

A PF acrescenta que as ações objetivam reunir mais provas que ajudem “na completa identificação da organização criminosa, bem como na individualização das condutas praticadas pelos investigados”. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Influenciadora Deolane Bezerra é presa em ação da Polícia Civil de SP</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Ela foi detida numa operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.

Deolane foi detida em sua casa, uma mansão que fica em Alphaville, bairro que concentra condomínios luxuosos.

Notícias relacionadas:Polícia Federal prende na Bolívia substituto de Marcola no PCC.Marcola e outros líderes do PCC são transferidos para Brasília.Influenciadora Deolane é solta após conseguir habeas corpus .A Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo da operação. 

A ação é resultado de uma investigação que ocorre há anos e que identificou um esquema milionário ligado à cúpula do PCC.

Os policiais civis cumprem seis prisões mandados de preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.

A as investigações da Vérnix também se concentraram na Itália, Espanha e Bolívia, com os investigados entrando na Lista Vermelha da Interpol.

A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais.

Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.

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Quem é Deolane

Deolane Bezerra tem 38 anos, e é famosa na internet, conhecida por ostentar sua riqueza nas redes sociais, com mais de 20 milhões de seguidores. 

Ela ficou conhecida após a morte trágica de seu então marido, o funkeiro MC Kevin, em maio de 2021, que caiu da varanda do quinto andar de um hotel no Rio de Janeiro.

Ela estava hospedada junto de Kevin no mesmo hotel. As investigações da polícia concluíram que a morte do cantor foi resultado de um acidente. O caso foi arquivado.

Após o episódio, a advogada criminalista ganhou fama e fechou grandes contratos de publicidade.

O forte engajamento na internet levou Deolane para a TV e para o universo publicitário. Ela participou de um reality show e teve presença constantes em programas de TV em vários canais.

Mãe de três filhos, ela foi presa em 2024, no Recife (PE), pela Polícia Civil em operação que investigava um sistema de lavagem de dinheiro do crime organizado. A influenciadora era suspeita de participar do esquema.

 

*Texto ampliado às 10h05

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<pubDate>Thu, 21 May 2026 12:04:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ebola: veja cronologia da doença e entenda causa de surtos na África</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No início do mês, autoridades sanitárias da República Democrática do Congo (RDC) emitiram alerta sobre um surto de alta mortalidade causado por uma doença até então desconhecida no município de Mongbwalu, na província de Ituri. O cenário incluía até mesmo mortes entre profissionais de saúde.

Cerca de 10 dias depois, o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica de Kinshasa, capital da RDC, analisou 13 amostras de sangue colhidas no distrito de Rwampara. A avaliação laboratorial confirmou a presença do vírus Bundibugyo, um tipo de ebola, em oito do total de amostras colhidas.

Notícias relacionadas:Surto de ebola em países africanos deixa pelo menos 131 mortos.Ebola: surto em Uganda e Congo é emergência de interesse internacional.Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde Pública, Higiene e Bem-Estar Social da RDC declarou oficialmente o 17º surto de ebola no país. Simultaneamente, o Ministério da Saúde de Uganda, país vizinho, confirmou surto de Bundibugyo, após identificar um caso importado: um congolês que morreu na capital, Kampala.

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No dia seguinte, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, após consultar ambos os Estados-Membros onde os surtos foram identificados, determinou que o ebola causado pelo vírus Bundibugyo tanto na RDC quanto em Uganda constitui emergência em saúde pública de importância internacional.

A OMS explica que o engajamento da comunidade é fundamental para o controle bem-sucedido de qualquer surto.


“[Isso] depende [também] da utilização de uma série de intervenções, como assistência clínica, vigilância e rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção e controle de infecções em unidades de saúde, sepultamentos seguros.”


As medidas de enfrentamento incluem o envio de equipes de resposta rápida, o fornecimento de suprimentos médicos, o reforço da vigilância, da confirmação laboratorial, das avaliações de prevenção e do controle de infecções, a criação de centros de tratamento seguros e o engajamento da comunidade.

A doença

O ebola é classificado pela própria OMS como grave, frequentemente fatal, que afeta humanos e outros primatas.

O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, e passa de pessoa para pessoa por meio do contato direto com secreções, sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de pacientes infectados.

O contágio também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais, como roupas de cama e vestuário, contaminados com fluidos.

A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, segundo a OMS, as taxas de letalidade chegaram a 90%.

Surtos

A OMS classifica o surto de ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental como o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus, em 1976. 

À época, houve mais casos e mortes do que em todos os outros surtos combinados. A doença também se espalhou entre países, começando na Guiné e atravessando fronteiras terrestres para Serra Leoa e Libéria.

Sintomas

O período de incubação do ebola – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e o início dos sintomas – varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, a pessoa infectada não transmite a doença até desenvolver sintomas.

As alterações físicas incluem febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, aparecem vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e sintomas de comprometimento das funções renais e hepáticas. Em casos menos frequentes, podem ocorrer sangramentos internos e externos. 

A própria OMS avalia que pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite. Por esse motivo, diversos testes diagnósticos foram desenvolvidos para confirmar a presença do vírus.

Tratamento e prevenção

O tratamento intensivo precoce, incluindo a reidratação com fluidos orais ou intravenosos, e o tratamento de sintomas específicos, segundo a OMS, melhoram a sobrevida do paciente.

Especificamente para a doença causada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda o tratamento com os anticorpos monoclonais. Já para outras doenças causadas pelo ebola, como é o caso do vírus Bundibugyo, não existem terapias aprovadas.

Duas vacinas foram aprovadas para DEV: a Ervebo e a Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada pela entidade como parte da resposta a surtos identificados.

Para orientar a população, a OMS preparou uma lista com as principais perguntas e respostas sobre o ebola.

O que é o ebola?

É uma enfermidade rara, porém grave, causada por um vírus pertencente ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90%.

Seis espécies de Orthoebolavirus foram identificadas até o momento, sendo três conhecidas por causarem grandes surtos: Ebola, Sudão e Bundibugyo.

O reservatório animal dos vírus é desconhecido, mas as evidências atuais sugerem que morcegos frugívoros (Pteropodidae) podem ser hospedeiros.

Quais os sintomas típicos da doença?

Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem:


	febre;
	fadiga;
	dores musculares;
	dor de cabeça e dor de garganta.


Esses sintomas podem ser seguidos por:


	vômito;
	diarreia;
	feridas na pele;
	sangramento interno e externo.


Quanto tempo para manifestação dos sintomas?

O intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas varia de dois a 21 dias. As pessoas só se tornam contagiosas após desenvolverem sintomas.
Pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide, dengue ou doença do vírus de Marburg.
Mesmo quando as pessoas desenvolvem sintomas semelhantes aos do ebola, somente um exame laboratorial pode confirmar se a causa é o vírus.

Como o ebola se espalha?

O vírus se espalha mais comumente de pessoa para pessoa por meio da exposição ao sangue ou a outros fluidos corporais (principalmente fezes, vômito, suor e saliva) de uma pessoa infectada, viva ou morta.

Isso ocorre quando o vírus entra no corpo através de pele lesionada ou de membranas mucosas, como olhos, nariz ou boca, geralmente quando alguém está cuidando de um paciente ou tocando o corpo de alguém que morreu da doença.

A transmissão também ocorre pelo contato ou manuseio de objetos contaminados com fluidos corporais de uma pessoa doente ou de alguém que morreu de ebola.

Em casos raros, a transmissão de um homem recuperado para sua parceira sexual foi documentada. Isso acontece porque o vírus pode persistir por algum tempo no sêmen de alguns homens recuperados da doença.

Quais medidas para se proteger durante episódios de surto?


	evitar contato físico com indivíduos suspeitos ou confirmados com ebola;
	não manusear corpos de pessoas que apresentaram sintomas de ebola e morreram sem as devidas precauções;
	lavar as mãos regularmente, seguindo as melhores práticas recomendadas pelas autoridades locais para a lavagem das mãos.


O que as pessoas devem fazer para conter infecção por animais?


	evitar comer animais mortos ou tocá-los sem medidas de proteção, especialmente durante um surto de ebola;
	lavar bem as mãos antes e depois de tocar em qualquer animal ou produto de origem animal;
	cozinhar bem os produtos de origem animal (sangue e carne) antes do consumo.


Quem corre maior risco?


	profissionais de saúde e assistência social em contato próximo com pacientes;
	cuidadores, familiares ou outras pessoas em contato físico direto com pessoas infectadas;
	pessoas em luto que têm contato físico direto com os corpos durante funerais ou rituais de sepultamento.


Quais providências tomar, após contato físico com infectados?

Se uma pessoa teve contato físico direto com alguém infectado ou com suspeita de ebola, pode estar sob risco de desenvolver a doença. A orientação é entrar em contato com seu médico ou com o posto de saúde local para entender sobre os próximos passos.

Uma vez que a pessoa é identificada como “contato”, sua saúde será monitorada por 21 dias após a exposição. Autoridades locais ou profissionais de saúde irão orientá-la sobre comportamentos recomendados e incentivá-la a:


	aceitar visitas diárias da equipe de rastreamento de contatos para monitorar a saúde;
	permitir que a temperatura seja aferida;
	responder a todas as perguntas com a maior precisão possível e tirara todas as dúvidas;
	relatar sintomas (se houver) assim que os desenvolver;
	evitar viagens, a menos que a viagem tenha sido discutida com a autoridade de saúde local;
	tomar a vacina, se disponível.


Existe tratamento para o ebola?

Existem dois tratamentos aprovados para adultos e crianças com a doença do vírus ebola: o Ansuvimab e o Inmazeb. Com base nesses fármacos, novos tratamentos potenciais, segundo a OMS, estão sendo avaliados para outros ortoebolavírus, mas ainda não foram totalmente testados.

É possível tratar a doença em casa?

A OMS não recomenda que famílias ou comunidades cuidem de pessoas com ebola em casa. Pessoas com sintomas devem procurar atendimento em um centro de saúde. O tratamento precoce em um centro de referência é essencial e pode aumentar as chances de recuperação.

Se uma pessoa morrer em casa com suspeita de ebola, a comunidade e os familiares devem evitar manusear ou preparar o corpo para o enterro. A orientação é entrar em contato imediatamente com as autoridades de saúde locais para realizar um sepultamento seguro e digno, de acordo com os desejos da família.

O que fazer se precisar viajar?

A OMS não recomenda, até o momento, restrições comerciais ou de circulação, como confinamentos ou quarentenas, em áreas afetadas pelo ebola.

No entanto, viagens de pessoas que tiveram contato próximo com casos de ebola devem ser minimizadas ou adiadas sempre que possível, para evitar a propagação do vírus.

Se a viagem de uma pessoa que teve contato com o vírus for necessária, ela deve ser discutida e supervisionada pelas autoridades de saúde pública para que seja garantido o acompanhamento adequado na área de destino. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula diz que ouvirá demandas de empresários sobre fim da escala 6x1</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a redução da jornada de trabalho será feita de forma colaborativa, com o governo federal atento às demandas específicas de cada setor econômico, de forma a beneficiar a sociedade como um todo.

A declaração foi feita após Lula ter recebido, em São Paulo, uma pauta de reivindicações da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), nesta terça-feira (19), durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic).


Notícias relacionadas:Caminhos da Reportagem debate impactos da escala 6x1 no Brasil.Boulos critica compensação a empresas pelo fim da escala 6x1.Vereadores fazem “protocolaço” de projetos pelo fim da escala 6x1.“Não se escondam de fazer qualquer proposta para nós. A construção civil é imprescindível para o futuro deste país. Em qualquer momento histórico, ela é quem gera emprego com mais facilidade. É ela quem pode fazer as coisas acontecerem”, disse o presidente.



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Especificidades de cada categoria

Na sequência, Lula disse que o governo estará atento às reivindicações relacionadas à redução da escala 6 por 1, que possibilitará, aos trabalhadores brasileiros, ter dois dias de descanso semanal.

“A jornada de trabalho vai ser aplicada levando em conta a especificidade de cada categoria. Ninguém vai impor isso na marra. É preciso respeitar a realidade de cada categoria, de cada profissão, de cada setor econômico, para fazer as coisas resultarem no benefício que nós queremos para a sociedade brasileira”, disse ele, na tentativa de transmitir segurança aos empresários do setor.


“Não fiquem assustados com o fim da escala 6 por 1. Isso é algo necessário, porque hoje o povo quer mais tempo para ficar em casa; quer mais tempo para o lazer; quer mais tempo para estudar e para namorar. Isso normal porque a sociedade tem avançado muito, com os avanços tecnológicos”, acrescentou.


Dirigindo-se aos empresários da construção civil, Lula disse que precisa deles para gerar empregos, bem como para construir casas e tocar obras de infraestrutura. “E vocês precisam de mim para fazer financiamento. É uma via de duas mão. Eu dou e recebo, e vocês dão e recebem, porque, se não for assim, não funciona”.

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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:18 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasileira Ana Paula Maia disputa final do International Booker Prize</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O resultado do International Booker Prize de 2026 será revelado nesta terça-feira (19) no Tate Museum de Londres. Entre os seis finalistas está a escritora Ana Paula Maia, que concorre com o livro Assim na Terra como Embaixo da Terra.

No dia 24 de fevereiro de 2026, a obra da brasileira foi selecionada pelo júri entre 13 livros, a partir de 128 livros submetidos por editoras. 

Obra

Notícias relacionadas:Semana Nacional de Museus deste ano propõe reflexão sobre união e paz.Festival Akwaaba, em São Paulo, celebra ligação entre África e Brasil.6ª Teia Nacional tem programação cultural diversa e gratuita no ES.Assim na Terra como Embaixo da Terra narra o cotidiano de uma colônia penal isolada em vias de desativação. A instituição foi construída em um terreno com histórico de assassinato e de tortura de pessoas escravizadas e assassinato. 

A colônia, criada para ser um modelo de detenção do qual preso algum jamais fugiria e que tinha como objetivo socializar os detentos para reinserção social,  na prática, se torna uma espécie de campo de extermínio.

Para o júri do prêmio, o livro de Ana Paula Maia é &quot;uma novela brutal, assombrosa e hipnótica&quot;.  Em comentário, a equipe julgadora ressalta que os leitores admirarão a precisão da escrita de Maia, que não traz excessos.


&quot;Mas o que eles vão adorar é a forma como o romance permanece na mente muito tempo depois de terminá-lo. Ele fica com você e te força a pensar sobre os sistemas que criamos para conter a violência e se, no fim das contas, eles acabam por reproduzi-la&quot;, acrescentou.



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Autora

Ana Paula Maia nasceu e cresceu em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, filha de uma professora de língua portuguesa e literatura e de um comerciante. 

O gosto pelos filmes de terror e de velho oeste, que assistia nos cinemas com o irmão, influenciou o estilo da autora. O primeiro romance, O Habitante das Falhas Subterrâneas foi publicado em 2003.

Também roteirista, com o ator e cineasta Guilherme Weber, escreveu o roteiro do filme Deserto, lançado em 2017. No teatro foi co-autora com Mauro Santa Cecília e Ricardo Petraglia do monólogo O Rei dos Escombros. Na televisão, em 2019, foi autora de Desalma, série exclusiva criada para a plataforma GloboPlay.

Por dois anos seguidos, 2018 e 2019, ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura para o Melhor Romance do Ano. O primeiro com o livro Assim na Terra como embaixo da Terra. O segundo com Enterre Seus Mortos.

Seleção

Conforme o site da premiação britânica, a seleção “celebra as melhores obras de ficção de formato longo ou coletâneas de contos traduzidas para o inglês e publicadas no Reino Unido e/ou Irlanda entre 1º de maio de 2025 e 30 de abril de 2026”.

Segundo o International Booker Prize, a lista final de seis livros foi escolhida pelo júri de 2026, presidido pela premiada autora Natasha Brown e integrado também pelo escritor, radialista e professor de Matemática e de Divulgação Científica da Universidade de Oxford, Marcus du Sautoy; a tradutora Sophie Hughes, finalista do Prêmio Internacional Booker; o escritor, editor da Lolwe e livreiro Troy Onyango; e a premiada romancista e colunista Nilanjana S. Roy.


“O Prêmio Internacional Booker reconhece o trabalho vital da tradução, com o prêmio de 50 mil libras dividido igualmente entre o autor e o tradutor vencedores. Cada título finalista receberá um prêmio de 5 mil libras: 2,5 mil libras para o autor e 2,5 mil libras para o tradutor”, completou.


A intenção do prêmio é promover obras de todo o mundo que se originaram em uma grande quantidade de idiomas. “O prêmio fomenta uma comunidade global engajada de escritores e leitores cujas experiências e interesses transcendem fronteiras nacionais”, apontou.

De acordo com os organizadores, os livros finalistas tratam, por exemplo, de temas e experiências internacionais, muitas delas inspiradas em momentos reais da história.

Transportam os leitores de Taiwan sob domínio japonês na década de 1930 à Europa controlada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Partem da magia e da vida doméstica nos subúrbios da França na década de 1990 para a turbulência e consequências da Revolução Iraniana de 1979. De uma brutal colônia penal num canto remoto do Brasil a uma rígida comunidade patriarcal nos Alpes Albaneses.

“Um elenco diversificado de personagens ricamente construídas inclui uma bruxa suburbana, um cineasta moralmente questionável, um carcereiro sanguinário, uma virgem consagrada com uma nova identidade, uma jovem romancista e a sua intérprete que partilham a paixão pela gastronomia, e uma família multi generacional de imigrantes iranianos”, diz publicação da organização do prêmio.

A presença feminina é forte na concorrência. Na autoria dos livros, cinco são de mulheres, enquanto na tradução estão quatro.

“Entre as autoras, encontram-se uma atriz premiada, uma ex-assistente social e uma argumentista de manga e videojogos”, informou o Prêmio Internacional Booker de 2026, que tem o apoio da Bukhman Philanthropies. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Galípolo descreve ação do Master que chamou atenção do Banco Central</title>
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				A criação de novas carteiras de investimentos para captar dinheiro no mercado pelo Banco Master, em meio à crise de liquidez da instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, foi o que chamou atenção do Banco Central (BC) de que algo estava errado na gestão do banco, afirmou nesta terça-feira (19) o presidente do BC, Gabriel Galípolo, em audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Liquidez bancária é a capacidade de um banco ter dinheiro disponível para pagar o que deve no curto prazo.


Notícias relacionadas:CCJ retoma nesta terça debate sobre redução da maioridade penal.Lula diz que ouvirá demandas de empresários sobre fim da escala 6x1.Prazo para declaração anual do MEI termina em 31 de maio.“Se você tem um banco com dificuldade de liquidez, você não forma carteira. Se você está com dificuldade de dinheiro, você vende carteira. Aí tudo bem, mas como é que você está vendendo uma carteira nova? Foi isso que chamou a atenção do BC imediatamente”, explicou Galípolo aos senadores.


O presidente do BC defendeu a atuação da autoridade monetária no caso do Master, acusado de fraudes bilionárias no sistema financeiro.

Galípolo disse que, em novembro de 2024, foi assinado um termo de compromisso com o Master, que teria seis meses para adequar suas ações do ponto de vista da governança, do capital e da liquidez do banco.

O Master então passou a captar recursos no mercado, com garantias do Fundo de Garantia de Créditos (FGC), mas começa a ter restrições para captar pelo FGC. Em seguida, o Banco Master tenta captar recursos de fundos de investimento, mas sem sucesso.


“Imediatamente, ele passa a tentar fazer aqueles processos que ele já vinha fazendo desde 2023 - algumas vendas de carteira, em especial ao BRB, mas ele intensifica essa venda de carteira”, explicou Galípolo.


A venda de carteiras de investimentos do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF), é investigada pela Polícia Federal, que suspeita de fraude em cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos vendidos. O BRB ainda tentou comprar o Master, mas a operação não foi autorizada pelo BC. 

A partir de janeiro de 2025, quando o Master começa a formar novas carteiras de investimentos em meio a problemas de liquidez, o BC cria um grupo específico para analisar essas carteiras. A liquidação extrajudicial do Banco Master ocorre dez meses depois, em 18 novembro de 2025, após a compra da instituição de Vorcaro pelo BRB ter sido negada.

Antes da liquidação, o Banco Master ainda propôs outra solução, que envolveria supostos investidores árabes que não chegaram a ser conhecidos pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.


“Quando há rejeição da compra do BRB, o banco apresenta um segundo pedido de carta para o FGC e para o Banco Central, dizendo que faria uma saída organizada do mercado, ou seja, reconhece que o banco não é viável mais, mas que ele mesmo faria uma autoliquidação do banco, passando para esses investidores árabes. Jamais tive conhecimento deles”, completou Galípolo.


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Risco sistêmico

O presidente do Banco Central voltou a defender ainda que a liquidação do Banco Master não criava risco sistêmico no mercado financeiro que poderia repercutir em uma crise bancária geral.


“Ele é um banco que não oferece risco sistêmico, ele é menos de 0,5% [do sistema bancário]. Parece-me que o que tem chamado a atenção das pessoas é o que se fazia com o dinheiro que estava no Banco Master”


Galípolo ainda ponderou que a liquidação do banco não é uma punição aos gestores daquela instituição uma vez que o público é prejudicado.

“Punir uma instituição que foi vítima de maus gestores é um equívoco. É dobrar a punição em quem é vítima, que são, inclusive, os correntistas daquela instituição. Então, liquidar uma instituição não é punir os gestores. Liquidar uma instituição, isso você só vai fazer porque aquela instituição chegou a um ponto específico”, disse.

Saiba mais sobre a audiência no Senado na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enem: termina hoje prazo de recurso para isenção de taxa de inscrição</title>
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				O prazo para a apresentação de recurso para o indeferimento do pedido de isenção da taxa de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio 2026 (Enem) termina às 23h59 desta terça-feira (19), no horário de Brasília.

O prazo para a reconsideração é válido também para os candidatos que tiveram a justificativa de ausência no Enem 2025 reprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Notícias relacionadas:Enem terá inscrição automática para alunos do 3º ano da rede pública.Inep recebe recursos para pedidos de isenções do Enem 2026 até dia 19.Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026.O recurso deve ser feito na Página do Participante do Enem. É preciso entrar com login da conta da plataforma Gov.br.

Para conhecer o resultado dos pedidos liberados pelo Inep no dia 13, o interessado deve acessar também a Página do Participante do exame.

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Documentação

O recurso deve ser apresentado com a respectiva documentação que comprove uma das situações definidas pelo MEC para o Enem 2026.

De acordo com as regras previstas no anexo I do edital de isenção da taxa de inscrição e de justificativa de ausência no último Enem, têm direito ao recurso os candidatos que se enquadram nos seguintes perfis:


	estar matriculado na 3ª série do ensino médio neste ano de 2026, em escola pública;
	ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em unidade de ensino privada;
	estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica e integrantes de família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), e com renda familiar de até três salários mínimos ou renda por pessoa de até meio salário mínimo;
	ser beneficiário do programa federal Pé-de-Meia, inclusive treineiros do 1º e 2º ano do ensino médio.


Para contestar a negativa da isenção da taxa de inscrição do Enem, o participante deve apresentar documentos como a declaração de realização de todo o ensino médio em escola do sistema público de ensino do Brasil (municipal, estadual ou federal) ou histórico escolar do ensino médio, com assinatura da escola.

Ausência em 2025

Para entrar com recurso da justificativa de ausência, o candidato faltoso na edição do ano passado deve enviar nova documentação. 

Confira aqui os documentos aceitos para a justificativa de ausência no Enem 2025.

Serão aceitos somente documentos com nome completo do candidato nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2 megabytes (MB).

As declarações devem estar datadas e assinadas. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos, por exemplo, por pais ou responsáveis dos participantes.

Se for constatado que o participante declarou informações falsas, conseguindo uma isenção indevida, ele será eliminado do exame, a qualquer tempo, e deverá ressarcir à União os custos referentes à taxa de inscrição, podendo ainda responder por crime contra a fé pública.

Resultados

O resultado final dos recursos será conhecido em 25 de maio.

O Inep alerta que não enviará qualquer tipo de correspondência à residência do participante para informar o resultado da justificativa de ausência no Enem 2025 e da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2026.

Após entrar com o recurso, o candidato que tiver seu pedido de isenção negado em definitivo deverá se inscrever, conforme regras do futuro edital do Enem 2026. Além disso, precisará pagar a taxa de inscrição no exame para ter sua participação confirmada.

Inscrição

A inscrição no Enem é obrigatória para todos, mesmo para quem solicitou a isenção e teve o deferimento concedido.

O candidato que teve o pedido do recurso de isenção negado em definitivo, em 25 de maio, ainda terá que pagar a taxa para se inscrever no exame.

O período de inscrição será divulgado pelo MEC em breve.  

Enem

O Enem, que avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica, é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>AGU diz ao STF que Lei da Dosimetria é inconstitucional</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu nesta terça-feira (19) a inconstitucionalidade da Lei da Dosimetria, norma que permite a redução das penas dos réus que foram condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, entre eles, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o órgão também opinou pela manutenção da suspensão da aplicação da lei.

Notícias relacionadas:Câmara e Senado defendem no STF validade da Lei da Dosimetria .Débora do Batom recorre para ser beneficiada pela Lei da Dosimetria .Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até decisão do STF.O parecer foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes, que suspendeu a aplicação da lei até decisão final da Suprema Corte sobre a constitucionalidade da norma. 

A AGU disse que a promulgação da Lei da Dosimetria pelo Congresso representa um “retrocesso institucional”.

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Para o órgão, os atentados contra a democracia devem receber a resposta firme diante da gravidade das condutas.

 “A Lei nº 15.402/2026 padece, ainda, de múltiplas e graves incompatibilidades materiais com a Constituição da República, especialmente porque enquanto o constituinte originário buscou estabelecer travas severas na direção da defesa da democracia, o diploma legal impugnado, em sentido oposto, inclina-se a beneficiar aqueles que tentaram e poderão tentar subvertê-la”, afirmou a AGU.

Pelo menos três ações contestam no Supremo a deliberação do Congresso, que, no mês passado, derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei da dosimetria.

As ações foram protocoladas pelas Federação PSOL-Rede, Federação PT, PCdoB e PV e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

A expectativa é que as ações sejam julgadas neste mês pelo plenário da Corte.

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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula pede estudo sobre baixa adesão ao programa Reforma Casa Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (19), que vai pedir à Caixa Econômica Federal um estudo para identificar os motivos de o programa Reforma Casa Brasil não atingir os resultados esperados.

Segundo ele, apesar do volume de recursos disponíveis, o financiamento vem sendo acessado por poucas pessoas, o que indica a existência de entraves na sua execução, já que há um grande número de pessoas que deseja fazer uma pequena obra em suas residências.

Notícias relacionadas:Juros do programa Reforma Casa Brasil são reduzidos.Saiba como vai funcionar o Reforma Casa Brasil, que será lançado hoje.Em discurso durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (Enic), em São Paulo, Lula disse estranhar essa situação e que, por isso, decidiu encomendar o estudo à Caixa.

Segundo Lula, a burocracia pode ser um dos motivos para que o Reforma Casa Brasil ainda não tenha atingido a meta prevista. 


“Eu posso dizer, vou adivinhar aqui, vou chutar: é a burocracia. Posso dizer, sem conhecer a fundo, mas é a burocracia que está emperrando o financiamento”, afirmou o presidente.


“Não é possível [haver tão pouco acesso ao programa] com a quantidade de gente que quer fazer um puxadinho, uma garagem, um quarto, um banheiro, uma churrasqueira”, disse ele, cobrando soluções. 

A expectativa, segundo Lula, é de que o estudo seja apresentado pela Caixa na semana que vem.

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Programa

O Reforma Casa Brasil é uma linha de crédito voltada para quem já faz parte do Minha Casa Minha Vida e precisa melhorar a própria moradia, como reformar telhado, ampliar cômodos ou fazer ajustes estruturais.

O financiamento é feito com recursos do Fundo Social, que reúne verbas públicas para investimentos sociais.

Recentemente, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu reduzir os juros e o ampliar o prazo de crédito do programa.  ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Semana Nacional de Museus deste ano propõe reflexão sobre união e paz</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com o tema Museus: unindo um mundo dividido, a 24ª Semana Nacional de Museus vai até 24 de maio e propõe uma reflexão sobre o papel dessas instituições na garantia do direito à memória, na promoção da justiça social, no fortalecimento da participação cidadã e atuando como pontes entre divisões culturais, sociais e geopolíticas, promovendo o diálogo, a compreensão e a paz.

O evento reúne este ano 1.004 instituições distribuídas por 401 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal. Um dos grandes destaques da temporada é a acessibilidade: 94% das atividades cadastradas são gratuitas, garantindo que o patrimônio cultural brasileiro possa ser fruído de forma democrática por todos os cidadãos.

Notícias relacionadas:Museus no Rio criam espaços e atividades para pessoas com deficiência.Museus da Funarj aderem à rede antirracista do Instituto Pretos Novos.No total, são 3.066 atividades cadastradas para celebrar a riqueza do patrimônio histórico e cultural do país. Os eventos são presenciais e online como exposições, visitas guiadas, palestras, seminários, mesas-redondas, oficinas, saraus, rodas de conversa, performances e apresentações musicais e teatrais.

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Toda a programação está disponível na plataforma visite.museus.gov.br, e pode ser consultada pelo estado, cidade ou nome da instituição. A Semana é promovida anualmente pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio). ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:37:17 -0300</pubDate>
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<title>Na Mesa com Datena recebe nesta terça o ministro das Comunicações</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A TV Brasil exibe nesta terça-feira (19), às 21h, uma nova edição do Na Mesa com Datena, programa semanal de entrevistas comandado por José Luiz Datena. A atração recebe o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, para uma conversa sobre os avanços da TV Digital, com destaque para a TV 3.0, que já está em fase de testes no país, além do uso das telecomunicações no apoio a políticas públicas nas áreas de saúde e educação.

Com mais de 26 anos de experiência profissional no setor de telecomunicações, Frederico de Siqueira Filho assumiu o Ministério das Comunicações em abril de 2025, após deixar o cargo de presidente da Telebras. Em entrevista ao programa, ele defende as ações da pasta voltadas à população, principalmente as novidades relacionadas à TV 3.0.


Notícias relacionadas:Brasil apresenta políticas para TV 3.0 em feira mundial de inovação.EBC apresenta estação de testes da TV 3.0 a embaixadores estrangeiros.“O Brasil pode ser o grande protagonista da evolução da TV Digital no mundo. A expectativa é aproximar a população dos canais de TV e dos serviços públicos. Com isso, estamos ampliando cada vez mais a democracia por meio da televisão”, explica.


Considerada a “televisão do futuro”, a TV 3.0 é uma evolução da atual TV Digital. O modelo integrará serviços de internet (broadband) à tradicional transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação.

Atualmente, a TV 3.0 está em fase de testes sob o comando da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com uma estação em funcionamento na Torre de TV, em Brasília.

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Durante o bate-papo, o ministro das Comunicações diz que a tecnologia brasileira “não deixa a desejar em nenhum lugar do mundo”.


“Estamos à frente em temas como a radiodifusão, os estudos sobre o serviço 6G e o processo de expansão da telefonia móvel para as regiões mais distantes do país”, destaca.


Frederico de Siqueira Filho também reforça o compromisso do Ministério das Comunicações com outras áreas do governo federal. “Nos colocamos à disposição dos demais ministérios para auxiliar nas operações de infraestrutura e nas necessidades de aperfeiçoamento tecnológico. Estamos preocupados em melhorar a estrutura interna desses serviços”, afirma.

Sobre o programa

Na Mesa com Datena marca a chegada de José Luiz Datena à programação da TV Brasil. Com mais de 50 anos de carreira, duas vezes vencedor do Prêmio Vladimir Herzog e passagens pelas maiores emissoras do país, o apresentador conduz entrevistas que se destacam pela escuta atenta e pelo protagonismo reservado ao convidado. Há quase dois meses no ar, o programa já recebeu convidados como o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ex-jogador de futebol e apresentador Craque Neto, políticos e outras personalidades nacionais.

A atração integra a estratégia da EBC de fortalecer o jornalismo em seus veículos, aprofundar debates sobre temas de interesse público, reforçando o papel da comunicação pública como espaço de informação segura, acessível e plural.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:12 -0300</pubDate>
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<title>Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 2</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (19) a parcela de maio do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,01. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 19,08 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,9 bilhões.

Notícias relacionadas:Haddad defende nova arquitetura para benefícios sociais .Caixa começa a pagar Bolsa Família de maio.Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos de idade e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

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Pagamento unificado

Os beneficiários de 217 cidades de nove estados receberam o pagamento na segunda-feira (18), independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca. Também foram beneficiadas cidades no Amazonas (3), Pará (1), Paraíba (31), Paraná (16), Pernambuco (27), Rio de Janeiro (3), Roraima (6) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,26 milhões de famílias estão na regra de proteção em maio. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706. Em maio, 159.248 novas famílias aumentaram a renda e ingressaram na regra de proteção.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.


            
        
    
Arte EBC


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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Santa Catarina decreta alerta climático por causa do El Niño</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, assinou nesta segunda-feira (18) decreto que estabelece estado de alerta climático por 180 dias. A medida é preventiva e procura fortalecer ações de prevenções, principalmente em caso de chuvas e alagamentos, por causa do El Niño.

Segundo a agência de notícias do governo estadual, haverá investimento em monitoramento, capacitação e modernização de barragens, mas a medida não se trata de um decreto de situação de emergência ou de estado de calamidade pública.

Notícias relacionadas:Chuvas na Paraíba: governo destina R$ 6 milhões para conter danos.&quot;O objetivo é permitir a mobilização antecipada dos órgãos estaduais para ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida diante de possíveis eventos extremos&quot;, informa.

O decreto estabelece critérios objetivos para que municípios atingidos possam declarar situação de emergência, como índices elevados de chuva (precipitação superior a 80 milímetros em 24 horas), desabrigamento de famílias, interrupção de serviços essenciais, deslizamentos e alertas de nível laranja ou vermelho emitidos pela Defesa Civil estadual.  

&quot;O decreto ainda prevê mobilização de servidores estaduais para apoio às ações da Defesa Civil e autoriza o uso de recursos do Fundo Estadual de Proteção e Defesa Civil (Fundec) para custear medidas preventivas e operacionais&quot;, explicou o governo.

O decreto tem vigência até novembro, mas pode ser prorrogado.

O estado já sofreu grandes enchentes nos anos de 1983 e 2023 provocadas pelo El Niño.

El Niño

Os estudos mais recentes, tanto nacionais quanto do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) - órgão do governo dos Estados Unidos que observa condições climáticas, indicam probabilidade acima de 80% de ocorrência do El Niño já em julho.

A situação no começo de maio era de neutralidade (temperatura das águas dentro do esperado para a região tropical do Pacífico), com aquecimento de mais de meio grau a partir de julho.

O fenômeno caracteriza-se pela alteração de temperatura das águas do Oceano Pacífico.

A previsão atual é de que o El Niño tenha maior intensidade entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, segundo a agência norte-americana e uma das referências no estudo do El Niño e do La Niña.

Na quinta-feira passada (14), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) divulgou documento com análises atualizadas sobre a possível formação do fenômeno climático e seus impactos no território gaúcho. O texto aponta para a &quot;possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo de 2026, com maior probabilidade de atuação durante a primavera deste ano e o verão de 2027&quot;.

Conforme os especialistas, os cenários atuais &quot;sugerem tendência de chuvas acima da média em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, além de temperaturas superiores ao padrão climatológico em determinados períodos&quot;. 

O boletim da última sexta-feira, do NOAA, indica um risco aumentado de mais de dois graus de variação entre novembro de 2026 e fevereiro de 2027, o que levou a um alerta para a costa oeste dos Estados Unidos, que se prepara para temporais mais intensos e inundações.

Segundo o órgão, a elevação da temperatura média dos oceanos, o aumento de sua altura e a força do El Niño coincidem e podem levar à maior incidência de desastres naturais.

Institutos ligados ao Ministério da Agricultura e da Ciência, Tecnologia e Inovação têm alertado para risco de chuvas no Sul e de maior dificuldade na produção de alimentos, com instabilidade para culturas alimentares, como arroz, feijão e milho. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Crime de racismo em canal de mensagens é investigado pela PF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal deflagrou (PF), nesta terça-feira (19), a Operação Aequitas, para apurar crime de racismo, com divulgação de conteúdo racista em plataforma digital.

A investigação começou a partir de comunicação feita por entidade de proteção a direitos humanos na rede, “indicando a existência de canal em aplicativo de mensagens que difundia conteúdo de caráter racista, com publicações que associavam inferioridade intelectual e física a pessoas negras, além de disseminar material pseudocientífico e mensagens ofensivas”.


Notícias relacionadas:Especialista diz que racismo na internet também é crime.Câmara aprova projeto de lei que cria lista suja do racismo no esporte.Pesquisa pode contribuir no enfrentamento ao racismo na internet.“As diligências permitiram identificar o possível responsável pela administração do canal, bem como o vínculo com dispositivos e conexões utilizados para a prática das condutas investigadas”, informou a PF.


Nesta manhã, os policiais federais cumprem mandado de busca e apreensão na cidade paraibana de Paulista. A decisão judicial foi expedida pela Justiça Federal, que determinou também a quebra de sigilo telemático do investigado. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Consignados: INSS passa a exigir biometria facial a partir desta terça</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Novas exigências de segurança para empréstimos consignados de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começam a valer a partir desta terça-feira (19). Aposentados e pensionistas que solicitarem esse tipo de crédito terão que validar a operação por biometria facial, pelo aplicativo ou site Meu INSS.

Os empréstimos consignados são valores descontados diretamente do benefício. A &quot;anuência biométrica&quot; está prevista na Lei nº 15.327/2026, que teve o objetivo de aumentar a segurança dos cidadãos. A nova lei proíbe a contratação de consignado por telefone ou por procuração de terceiros.

Notícias relacionadas:INSS envia alerta no WhatsApp para prova de vida.INSS inicia mutirão de dois dias com quase 26 mil vagas de atendimento.Veja o que muda

1) A partir de agora, o beneficiário, quando solicitar o consignado, receberá a proposta no aplicativo Meu INSS com o status &quot;pendente de confirmação&quot;. 

2) A pessoa terá até cinco dias corridos para confirmar a operação por reconhecimento facial. Se o procedimento não for realizado dentro do prazo, o contrato é automaticamente cancelado.

3) Os beneficiários poderão ter mais tempo para pagar os empréstimos. O prazo aumentou de 96 meses para o limite de 108 parcelas (9 anos). 

4) Depois de acertado o crédito, a pessoa pode começar a pagar depois de até três meses.

Confira o passo a passo para obter o empréstimo consignado. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo cria política de combate ao abuso de crianças e adolescentes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Brasil passa a contar com diretrizes e estratégias padronizadas para enfrentar a violência contra meninos e meninas. A Política Nacional de Prevenção e Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes começa a vigorar nesta terça-feira (19) em todo o país​.

A Portaria nº 836 regulamenta o texto, a partir de dispositivos da Lei nº 14.811/2024, e estabelece os objetivos principais.

A política será implementada de forma descentralizada, com atuação conjunta da União, estados, Distrito Federal e municípios, e coordenada pelo ministério.

A norma, publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, adota como base o princípio da proteção integral previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e reforça a prioridade absoluta desse público nas ações do Poder Público.

A norma define os seguintes princípios:


	proteção integral à criança e ao adolescente;
	tratamento dessas pessoas como condição peculiar de desenvolvimento;
	respeito à liberdade, dignidade e aos direitos humanos;
	privacidade, confidencialidade, sigilo e proteção da intimidade;
	equidade e não discriminação;
	responsabilidade compartilhada (família, sociedade e Poder Público); 
	garantia de acessibilidade e inclusão.


As diretrizes da política incluem o enfrentamento de todas as formas de violência sexual, a prevenção como eixo prioritário e a não revitimização. 

A estratégia também prevê atuação articulada entre áreas como saúde, educação, assistência social, segurança pública e justiça, além de considerar fatores como desigualdade social, raça, gênero e deficiência.

Entre os objetivos, estão o fortalecimento das redes de proteção, a ampliação do atendimento especializado e a responsabilização dos autores das violências, com respeito aos direitos das vítimas. 

A política também incentiva a produção de estudos e a avaliação de resultados das ações implementadas. 

Notícias relacionadas:Edital apoiará proteção de crianças e adolescentes na internet.PF cumpre mais de 30 mandados por abuso contra crianças e adolescentes.EBC define recomendação sobre tratamento a crianças e adolescentes.A portaria prevê ainda a execução de campanhas permanentes de conscientização, a formação de profissionais e o fortalecimento de centros de atendimento integrado, que concentram, em um só local, serviços de acolhimento e proteção às vítimas.

A governança da política ficará a cargo da Comissão Intersetorial de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, enquanto o Plano Nacional Decenal será o instrumento responsável por definir metas, prazos e indicadores das ações. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>CCJ retoma nesta terça debate sobre redução da maioridade penal</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados retoma nesta terça-feira (19) o debate sobre a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. 

Os parlamentares analisam a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição 32/15. Se acolhida, a medida ainda terá de ser discutida por uma comissão especial.

Notícias relacionadas:Redução da maioridade penal pode aumentar criminalidade, diz Toffoli.Reduzir maioridade penal é retrocesso, avalia comissão da OEA.Na última quarta-feira (13), a comissão realizou audiência pública sobre o tema, que dividiu a opinião dos participantes. Na ocasião, o relator da proposta, deputado Coronel Assis (PL-MT), citou pesquisa recente que aponta que 90% dos brasileiros defendem a redução da maioridade penal.

Para o parlamentar, é preciso dar uma resposta ao clamor social. Ele argumenta ainda que a Constituição permite a mudança.


“O caminho mais técnico e equilibrado é manter a regra geral de inimputabilidade até os 18 anos e criar uma exceção para jovens de 16 e 17 anos em crimes de extrema gravidade”.

 


Na proposta, Coronel Assis prevê ainda a manutenção de garantias para os jovens, como o cumprimento de penas em unidades separadas dos adultos, procedimentos processuais específicos e a proibição de penas cruéis.

Já o advogado e membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ariel de Castro Alves, defende que a proposta é “oportunista e demagógica”, com fins eleitoreiros às vésperas do pleito deste ano.

“Os parlamentares sabem sobre a inconstitucionalidade da proposta baseada na supressão de direitos fundamentais dos adolescentes de responderem por seus atos com base no ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente], e não pelo Código Penal”, disse, ao citar que o critério de maioridade penal aos 18 anos é adotado pela muitas nações.

“Reduzir a idade penal seria como reconhecer a incapacidade do Estado em educar e incluir socialmente seus adolescentes. Quando o Estado, a sociedade e as famílias excluem, o crime acaba incluindo”, completou, ao classificar a proposta como ilusória e com o objetivo de ludibriar a opinião pública.

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Números

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que o país registra cerca de 12 mil adolescentes em unidades de internação ou em privação de liberdade – menos de 1% dos 28 milhões de jovens nessa faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

*Com informações da Agência Senado ]]></description>
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<pubDate>Tue, 19 May 2026 10:41:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Secretaria abre parcelamento do IPVA 2026 vencido em Minas Gerais. Saiba como funciona</title>
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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:16:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Terras raras: &amp;quot;Brasil não abre mão de sua soberania&amp;quot;, diz Lula</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (18) que o Brasil não vai abrir mão de sua soberania para exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país.

Durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, Lula destacou que outros países poderão se associar ao Brasil para explorar esses recursos, dentro do território brasileiro.


Notícias relacionadas:Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças.“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”, disse o presidente.


Em seu discurso, Lula também destacou que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), poderão ajudar a fazer um estudo sobre esses recursos do país.

“Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência e a ciência e o conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade, e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faça que o Trump [presidente dos EUA] deixe de brigar com o Xi Jinping [presidente da China] e venha se associar a nós para explorar isso aqui”, disse ele.

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Supermicroscópio

O discurso do presidente foi feito na cerimônia de inauguração de quatro linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, uma espécie de supermicroscópio do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

As novas linhas de luz síncroton devem ampliar a capacidade de pesquisa do país em áreas como saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia. As novas linhas são chamadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê.

O investimento é de R$ 800 milhões, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).


“Para fazer um investimento como esse, a gente não tem que perguntar quanto custa. Qualquer quantidade de milhões que colocarmos é muito pequeno diante da quantidade de milhões que isso aqui vai render para o futuro do país e para o futuro da sociedade brasileira.”


“Não me convença com discurso, me convença com projeto. Se o projeto for factível, se ele tiver começo, meio e fim, não haverá problema em arrumar dinheiro e aprovar qualquer projeto desse país. E esse projeto aqui é um projeto que pode dar ao Brasil uma respeitabilidade mundial para que nenhum ser humano do mundo ache que o Brasil é inferior”, reforçou.

Para a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, a inauguração das novas linhas podem representar um salto tecnológico para o país.

“O que celebramos aqui vai muito além das novas linhas do Sirius ou do avanço das obras do Orion [um complexo para pesquisas avançadas em patógenos]. Essa é a prova de que o Brasil pode ocupar o lugar de liderança científica, tecnológica e industrial no mundo”, disse a ministra.


“O CNPEM ajudou a romper essa lógica de dependência e mostrou que conhecimento também é soberania. Antes do Sirius, pesquisadores brasileiros dependiam de laboratórios estrangeiros para realizar estudos avançados em materiais, proteínas e vírus e tecnologias estratégicas. Isso atrasava pesquisavas e limitava o conhecimento e a capacidade do Brasil em produzir conhecimento em áreas fundamentais”, acrescentou Luciana Santos.



            
        
    
Presidente Lula durante visita às quatro novas linhas de luz do CNPEM, no Polo II de Alta Tecnologia de Campinas - Ricardo Stuckert / PR


As linhas

A Tatu, primeira linha em uma fonte de luz de quarta geração a operar na faixa dos terahertz, permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. Essa linha vai contribuir para avanços na área de telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz.

Já a linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias. 

A Quati, por sua vez, vai permitir investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

Por fim, a linha Sapê pretende desenvolver materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.

Luz síncroton e Sirius

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X.

Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

Já o acelerador de partículas Sirius é uma imensa máquina capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

&gt;&gt; Clique aqui e confira o especial da Agência Brasil sobre o Projeto Sirius

Esse equipamento é considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo.

“O Sirius colocou o país em outro patamar científico e tecnológico. O Brasil passou a integrar um grupo extremamente restrito e seleto de países que dominam tecnologia de fontes de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius é a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e abriga um dos mais maiores aceleradores de elétrons no mundo o que nos permite desenvolver pesquisas em medicamentos, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, explicou a ministra da Ciência e Tecnologia.

Inovação em saúde


            
        
    
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no lançamento da pedra fundamental do edifício do projeto Arandus, em Campinas - Ricardo Stuckert / PR


Além da inauguração dessas quatro novas linhas, Lula e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, acompanharam o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde.

O programa, que será realizado inicialmente pelo CNPEM, foi desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.

Esse programa, diz o governo, pretende contribuir para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:00:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Bolívia registra 23 bloqueios e marchas antigoverno chegam a La Paz</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os protestos na Bolívia mantêm a pressão pela renúncia do presidente Rodrigo Paz, que está há apenas seis meses no cargo, com 23 bloqueios em rodovias nesta segunda-feira (18). O levantamento é da Administradora Boliviana de Estradas (ABC).

A maior parte dos bloqueios ocorre em torno da capital La Paz, onde 13 estradas estão fechadas por manifestantes. Há ainda o registro de bloqueios em rodovias que chegam às cidades de Oruro, Potosí, Santa Cruz e Cochabamba.

Notícias relacionadas:Peru: órgão eleitoral diz que vai corrigir falhas antes do 2º turno.Filha de Che Guevara vê risco de invasão dos EUA contra Cuba.Marcha Universitária protesta contra cortes de Milei.As marchas e bloqueios têm causando escassez de alimentos, combustíveis e outros insumos nos mercados da capital. A imprensa local registra que grupos de manifestantes estão reunidos em torno de La Paz, nesta segunda-feira, com expectativa que desçam em marcha para o centro da cidade, onde fica a sede do governo.  

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Durante o final de semana, a polícia reprimiu protestos em diversos pontos da cidade de El Alto, na região metropolitana de La Paz. No sábado (16), a Defensoria Pública da Bolívia informou que os confrontos resultaram em 47 prisões e cinco pessoas feridas. Além disso, grupos campesinos denunciam o assassinato de, pelo menos, dois manifestantes em El Alto.  


“Também houve relatos de ataques e obstrução do trabalho da imprensa, bem como confrontos entre manifestantes e moradores em alguns dos pontos de bloqueio”, disse o defensor público Pedro Callisaya. 


Revolta popular

O país andino vive uma onda de protestos e bloqueio de estradas que se transformou, ao longo das últimas semanas, em uma revolta popular com participação de camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais. 

Uma série de decisões do novo presidente boliviano, que assumiu o poder após quase 20 anos de hegemonia da esquerda, vinha provocando protestos no país desde o início do mandato, em dezembro de 2025, com um decreto que retirava o subsídio à gasolina. 

Os protestos escalaram depois que o governo promulgou uma lei sobre terras que camponeses e indígenas acusam de ter como objetivo prejudicar os pequenos agricultores em favor dos grandes empresários do agronegócio. Por sua vez, o governo alega que a lei buscava fortalecer a agricultura do país que vive grave crise econômica.

Devido à pressão popular, a lei foi revogada por Rodrigo Paz na semana passada. Mesmo assim, os protestos continuaram e ganharam novas adesões.

Movimento denunciam repressão

 


            
        
    
Protestos pela renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. Foto: Central Obrera Boliviana/Divulgação


A Confederação Nacional de Mulheres “Bartolina Sisa”, uma das principais organizações camponesas do país, publicou na última sexta-feira (15) a decisão de convocar todas as organizações locais a se juntarem às marchas e aos bloqueios.

A entidade denunciou que o governo reprime os protestos enquanto diz que está aberto ao diálogo e pede renúncia de Paz que, segundo a Confederação, perdeu as condições de governar a Bolívia.


“De forma violenta e criminosa o governo interveio na mobilização do povo deixando como saldo falecidos, feridos e detidos em consequência da brutalidade da polícia e do Exército”, afirma nota da Confederação campesina publicado nesse domingo (17).


Ainda segundo a organização, o governo somente trabalha para um setor privilegiado, esquecendo-se das maiorias. “Pretende com seus decretos e leis inconstitucionais tirar nossas terras para entregar aos latifundiários”, completou.

Governo denuncia movimentos populares

Por outro lado, o governo acusa movimentos populares de usarem armas de fogo, inclusive dinamites, nas mobilizações. Foi divulgando um suposto vídeo dos Ponchos Vermelhos, grupo campesino da Bolívia, com espingardas em uma rodovia com gritos de “não temos medo” e “vamos defender a pátria”.

O porta-voz da Presidência da Bolívia, José Luis Gálvez, acusou grupos ligados ao ex-presidente Evo Morales de incitarem a violência.

“Todos esses indivíduos que estão promovendo a violência, e qualquer pessoa que possua ou porte qualquer arma, dinamite ou qualquer coisa que possa ferir outra pessoa, será presa”, disse Gálvez em comunicado divulgado pela mídia estatal boliviana.

Evo Morales

O ex-presidente Evo Morales responde que os protestos são do povo boliviano, não dele. Ele denuncia o governo por usar as Forças Armadas para reprimir a população e critica a criminalização das marchas.

“[Eles acusam] as pessoas que se levantaram contra os opressores de conspiração, terrorismo e tráfico de drogas. Os eternos golpistas, assassinos em massa, traidores e executores da Operação Condor têm a audácia de clamar que a democracia está em risco”, respondeu em uma rede social.

A Central Operária Boliviana (COB), principal central sindical do país, denuncia a prisão de lideranças e pede para a população seguir nas ruas.

&quot;Não nos vão curvar na luta que travamos; estão querendo nos calar como liderança com ações populares e processos penais&quot;, afirmou Mario Argollo, secretário-executivo da COB, em uma rede social.

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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:00:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Master: operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses</title>
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				A Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), completa seis meses nesta segunda-feira (18). As seis fases executadas até 14 de maio trouxeram à luz o que pode ser a maior fraude contra o Sistema Financeiro Nacional já registrada no Brasil, causadora de potencial prejuízo de dezenas de bilhões de dólares.

A operação também revelou a intrincada teia de relações que o principal alvo da apuração, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estabeleceu com políticos; criminosos e servidores públicos de alto escalão. Na lista, figuram diretores do Banco Central (BC), órgão responsável por fiscalizar o sistema bancário, e agentes da própria PF.

Notícias relacionadas:Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master.Emenda &quot;comprada&quot; por dono do Master colocaria FGC em risco.Gilmar Mendes diz que caso Master gera perplexidade na população.As investigações acerca do esquema que, segundo a PF, era chefiado por Vorcaro, começaram no início de 2024, a pedido do Ministério Público Federal (MPF). 

Desde então, as provas reunidas motivaram o Poder Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF), a decretar 21 prisões temporárias (de até cinco dias, prorrogáveis pelo mesmo período) ou preventivas (sem prazo para ser revogada), incluindo a do próprio banqueiro. 

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Também foram expedidos 116 mandados de busca e apreensão de provas e autorizações judiciais para o bloqueio e o sequestro de bens em valores próximos a R$ 27,71 bilhões. 

Os mandados foram cumpridos em sete unidades da Federação:


	Bahia;
	Minas Gerais;
	Piauí;
	Rio de Janeiro;
	Rio Grande do Sul;
	São Paulo;
	Distrito Federal. 


Primeira fase

Na primeira etapa da Compliance Zero, em 18 de novembro de 2025, Daniel Vorcaro, 42 anos, foi um dos sete presos. Os agentes federais já vinham investigando os indícios de “fabricação de carteiras de crédito sem lastro financeiro” há quase um ano. Concluíram que tais títulos tinham sido vendidos a outro banco, o Banco de Brasília (BRB), e que após fiscalização do BC, foram substituídos por outros ativos sem avaliação técnica adequada.


            
        
    
Banqueiro Daniel Vorcaro é preso no âmbito da Operação Compliance - Secretaria da Administração Penitenciária-SP


Além de Vorcaro, outros seis investigados foram presos, incluindo o ex-CEO e sócio no Banco Master Augusto Ferreira Lima. Na ocasião, a 10ª Vara Federal de Brasília também determinou o afastamento dos cargos do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa (PHC), e do então diretor financeiro do banco estatal do Distrito Federal, Dario Oswaldo Garcia.
 
A primeira fase da operação foi deflagrada um dia após a Fictor Holding Financeira anunciar a intenção de comprar o Banco Master em conjunto com investidores dos Emirados Árabes Unidos. 
Sete meses antes, a diretoria do BRB tentou comprar o Master por cerca de R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) barrou o negócio no início de setembro – dois meses antes de a PF e o Poder Judiciário exporem o que analistas do mercado financeiro já comentavam há tempos: a falta de lastro do Master.

Em meio a essas revelações, o BC oficializou a liquidação extrajudicial de instituições financeiras do conglomerado Master, como os bancos Master de Investimento, Letsbank, a Master Corretora de Câmbio, Will Financeira e o Banco Pleno. O BC também decretou indisponíveis os bens dos controladores e ex-administradores do grupo e o Regime Especial de Administração Temporária (Raet) do banco Master Múltiplo S/A. 

Até o momento, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) gastou aproximadamente R$ 49,5 bilhões para ressarcir clientes do Grupo Master, do Will Bank e do Banco Pleno. Mantido por contribuições obrigatórias das entidades financeiras associadas, o FGC tem o propósito de proteger o sistema financeiro, prevenir crises e resguardar os clientes, garantindo o pagamento de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em caso de intervenção ou liquidação pelo Banco Central. 

Segunda

Em 14 de janeiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu 42 mandados judiciais de busca e apreensão, durante a segunda fase da Compliance Zero. As autoridades também buscavam provas de lavagem de dinheiro.
 
Com autorização do ministro Dias Toffoli, do STF, mais de R$5,7 bilhões dos investigados foram bloqueados. O pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, chegou a ser detido quando tentava embarcar em um voo para os Emirados Árabes, mas foi liberado na sequência.
 
Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão estavam o empresário Nelson Tanure e o ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos João Carlos Mansur, entre outros.

Terceira

Solto após determinação do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região dez dias após ter sido preso, na primeira fase da operação, Vorcaro voltou a ser detido em 4 de março, na terceira etapa da Compliance Zero. A PF encontrou no celular apreendido de Vorcaro mensagens em que ele discute com interlocutores a possibilidade de simularem um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e outras ações violentas contra ex-empregados.

Segundo a corporação, o dono do Master controlava uma milícia particular para intimidar e coagir seus desafetos. “A Turma”, como Vorcaro se referia ao grupo, era chefiada por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o &quot;Sicário&quot;. 

Detido em Belo Horizonte, Mourão foi levado à Superintendência da PF. Horas depois, foi encontrado desacordado na cela onde foi deixado sozinho. A PF afirma que Sicário tentou se suicidar e, embora tenha sido encontrado com vida e recebido os primeiros socorros no local, antes de ser levado às pressas para um hospital, não resistiu e morreu.  

Além das prisões de Vorcaro e de Mourão, foram cumpridos outros dois mandados de prisão preventiva (contra o cunhado do banqueiro, Zettel, e contra o policial aposentado Marilson Silva); 15 de busca e apreensão e o sequestro e bloqueio de cerca de R$ 22 bilhões em bens e contas de pessoas investigadas. 

O STF também determinou que o Banco Central afastasse o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária da Diretoria de Fiscalização, Belline Santana, e o ex-chefe adjunto do mesmo departamento, Paulo Sérgio Neves de Sousa. De acordo com o BC, os dois são suspeitos de atuar ilegalmente em favor dos interesses do Banco Master. 


            
        
    
Arte: EBC


Quarta

A quarta fase da operação ocorreu em 16 de abril, principalmente para aprofundar as investigações sobre a corrupção de agentes públicos. Com autorização do STF, os agentes federais prenderam, preventivamente, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, e o advogado de Vorcaro Daniel Monteiro. Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão. 

De acordo com as investigações, Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis. A PF garante ter provas de que ao menos R$ 74 milhões foram pagos – o que Costa nega.

Quinta

Em 7 de maio, a quinta etapa da Compliance Zero atingiu o senador Ciro Nogueira (PP-PI); o primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e outros investigados no Distrito Federal, Minas Gerais, Piauí e São Paulo. No total, foram executados dez mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. 

O presidente do PP e ex-ministro do governo Bolsonaro, senador Ciro Nogueira, foi alvo de mandados de busca e apreensão. Ele é suspeito de atuar politicamente em prol de interesses de Daniel Vorcaro. Em troca, segundo a PF, o senador teria recebido entre R$ 300 mil e R$ 500 mil mensais, além de outras vantagens, como o custeio de viagens internacionais, hospedagens e despesas em restaurantes. 

Em agosto de 2024, Nogueira apresentou acréscimo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 65/2023, que discute a autonomia do Banco Central (BC). O texto, que ficou conhecido como Emenda Master, defende a ampliação da garantia ordinária do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) dos atuais R$ 250 mil para R$ 1 milhão – o que, segundo especialistas, colocaria em risco a sustentabilidade do fundo. De acordo com a PF, a emenda foi elaborada por assessores do Banco Master e entregue a Nogueira para que ele a apresentasse ao Congresso Nacional como sendo de sua autoria.

O primo Felipe Cançado era um dos alvos da segunda fase da operação, em janeiro, mas escapou em um carrinho de golfe pouco antes dos policiais federais chegarem a casa onde estava, em Trancoso, na Bahia. Na quinta fase, ele foi detido em caráter temporário, sob a suspeita de ser um dos operadores financeiros do esquema montado por seu primo. 

No total, o ministro André Mendonça expediu dez mandados de busca e apreensão. Ele também determinou o bloqueio de bens, de direitos e de valores dos investigados no valor de R$18,85 milhões. E decretou que o irmão do senador Ciro Nogueira, o empresário Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, um dos alvos desta fase, passasse a usar tornozeleira eletrônica, entregasse seu passaporte à PF e se abstivesse de deixar Teresina (PI) e de contatar outros investigados ou testemunhas.  

Sexta

Seis mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos no dia 14 de maio, na sexta fase da operação. Um sétimo mandado de prisão foi executado dois dias depois, com a detenção de Victor Lima Sedlmaier, capturado em Dubai, nos Emirados Árabas, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local. 

Entre os demais alvos, estava o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Henrique participava do gerenciamento de “A Turma”, grupo revelado na terceira fase e apontado como milícia pessoal do banqueiro. 

Também foi detido o policial federal Anderson da Silva Lima, suspeito de repassar a Daniel Vorcaro dados sigilosos sobre investigações policiais em curso. Além disso, o ministro André Mendonça determinou a transferência do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, detido desde a terceira fase, para um presídio federal – determinação cumprida na última sexta-feira (15). 

Dark Horse

Na última semana, reportagens do portal The Intercept Brasil revelaram gravações em que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nos áudios, o parlamentar justifica o pedido como financiamento para a cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. 


            
        
    
The Intercept Brasil divulga áudios do senador Flávio Bolsonaro a Vorcaro  Banco Master/Divulgação e Lula Marques/Agência Brasil


O próprio senador admitiu a veracidade dos áudios e o teor da conversa vazada, mas negou ter cometido qualquer irregularidade, assegurando que todo o dinheiro fornecido por Vorcaro foi usado para custear a realização do filme Dark Horse. 

Segundo o The Intercept Brasil, o banqueiro teria acordado destinar R$134 milhões à produção, dos quais ao menos R$61 milhões foram efetivamente liberados. O que motivou vários parlamentares a pedirem que a origem e o uso dos recursos sejam investigados.   

Nesse domingo (17), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, disse que o orçamento do filme sobre seu pai “não é caro para os padrões de Hollywood”, uma vez que é dirigido pelo diretor estadunidense Cyrus Nowrasteh e tem, no elenco, diversos atores estrangeiros, incluindo Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente. 


Veja a lista dos presos em cada fase da Compliance Zero:

1ª Fase 


	Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master (Preventiva);
	Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Banco Master (Preventiva);
	Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance e Operações do Master (Preventiva);
	Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo do Master (Preventiva);
	Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do Master (Preventiva);
	André Felipe de Oliveira Seixas Maia (Temporária) 
	Henrique Souza e Silva Peretto (Temporária) 


 
3ª Fase


	Daniel Vorcaro (Preventiva)
	Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e pastor da igreja Lagoinha de Belo Horizonte (MG) (Preventiva), 
	 Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o Sicário (Preventiva)
	 Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado (Preventiva) 


4ª Fase


	 Paulo Henrique Costa (PHC), ex-presidente do BRB (Preventiva),
	 Daniel Monteiro, advogado do Banco Master (Preventiva)


 
5ª Fase


	 Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro e sócio de empresas investigadas no âmbito da operação (Temporária) 


6ª Fase


	 Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro (Preventiva),
	 David Henrique Alves, especialista em tecnologia, apontado como líder do núcleo tecnológico de &quot;A Turma&quot; (Preventiva)
	 Victor Lima Sedlmaier, especialista em tecnologia (Preventiva),
	 Sebastião Monteiro Júnior, policial federal aposentado (Preventiva),
	 Anderson Wander da Silva Lima, policial federal em atividade (Preventiva), 
	 Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos (Preventiva),
	 Manoel Mendes Rodrigues, apontado como “empresário do jogo” do bicho no Rio de Janeiro (Preventiva)
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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:00:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Plataformas de games podem ser usadas como incubadoras de cibercrimes</title>
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				As plataformas de jogos online, como Discord e Roblox, que já estiveram no centro da polêmica por expor crianças e adolescentes a crimes, também podem abrir espaço para jovens se tornarem os próprios criminosos. O alerta é de Sérgio Luiz Oliveira do Santos, delegado de repressão a crimes cibernéticos de Pernambuco e que pesquisa cibersegurança no Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR).

Segundo ele, o ambiente dos jogos online pode funcionar como uma incubadora para práticas de cibercrimes.


Notícias relacionadas:Maratona mundial de games deve reunir 600 desenvolvedores no Brasil.ECA digital e julgamento nos EUA contribuem para internet mais segura .Cronograma prevê fiscalização efetiva do ECA Digital pela ANPD em 2027.“Os jovens começam com tentativas de trapacear ou piratear jogos e podem evoluir para fraudes bancárias ou crimes mais graves”.


Dentro dos ambientes dos jogos há a venda de acessórios e habilidades virtuais, como forma de ampliar os lucros com entretenimento. “Vendendo itens como poderes e coisas do tipo”, explica Bruno Vilela, 30 anos, usuário da plataforma Discord. Ele ajuda com um exemplo: “No Counter Strike, que eu jogo, existem skins, que são artes que você pode trocar. Por exemplo, você tem as arminhas do jogo e pode trocar as aparências normais delas por armas com estampas. Algumas dessas estampas podem ter valores muito altos.”

Bruno confirma que a tentativa de trapacear nos games é comum.  “Tem quem aprenda a trapacear, a roubar esses itens dentro do jogo, através de programação mesmo ou ao hackear as contas dos outros [usuários]”, diz.

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Segundo Sérgio, ao dominar a tecnologia para burlar essas primeiras regras, o usuário pode começar uma escalada que leva a crimes mais graves: “Porque ele tenta trapacear no jogo, depois tenta piratear.  Do piratear, tenta monetizar. Ao monetizar, precisa aprender a esconder o dinheiro, podendo chegar até a uma fraude bancária. É um fluxo padrão”, explica. Entre os crimes mais sofisticados, ele lista golpes envolvendo o PIX, boletos e criptomoedas.

Conhecimentos básicos

Sérgio mapeou o perfil atual dos criminosos virtuais no Brasil. Geralmente homens jovens, de classe média baixa, nativos digitais: &quot;a maioria dos golpistas têm 18 a 30 [anos], ou seja, já é de uma geração que nasceu no mundo da internet&quot;.

Mas, apesar de familiaridade com o mundo digital, o delegado percebe que o domínio da tecnologia não é aprofundado. 


“Eles já têm um conhecimento para, por exemplo, fazer com que a vítima faça alguns comandos no celular e entregue o controle do aparelho, ou que faça instalar algum software malicioso no computador. Eles estão evoluindo, mas ainda o conhecimento geral é um conhecimento básico na área de tecnologia”.


Segundo Sérgio, esses autodidatas também costumam usar ferramentas prontas como kits de phishing (comum em mensagens falsas associadas a links maliciosos usados para capturar dados da vítima) e painéis de controle comprados em fóruns da própria internet. Não raro, deixam rastros, seja por usarem softwares desatualizados, falharem ao esconder a identidade real, deixando o IP, algo como o CPF do computador, exposto.

Os rastros também podem ficar à mostra nas redes sociais, quando o criminoso passa a ostentar mudanças no padrão de consumo: “O carro caro aparece. A festa aparece. A namorada nova aparece. Tudo datado, geolocalizado, etiquetado”, explica Sérgio.

Socialização de plataforma

O mercado brasileiro de games é um dos mais expressivos do mundo. Em 2026, só o Discord registrou 51,6 milhões de contas, segundo o World Population Review, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Já a Pesquisa Game Brasil de 2025 aponta que 36,5% das pessoas entre 16 e 30 anos no Brasil jogam online e entre eles, 82% dizem que os games são a principal plataforma de entretenimento. O consenso entre pesquisadores é de que os jogos onlines já são uma fonte importante de socialização na faixa etária.

O Estatuto Digital da Criança e Adolescente, conhecida como Lei Felca, estabeleceu restrições e definiu controles mais rígidos dos menores de idade a conteúdos e interações virtuais, mas, para Sérgio, o controle parental pode ser decisivo.


&quot;Os pais que não estão monitorando seus filhos, não podem vê-los sendo aliciados para o crime&quot;.


O delegado lembra que “Eles não nascem cibercriminosos. Eles foram cultivados no submundo digital, onde a linha entre trapaça e crime foi se tornando indistinta.&quot;   

*A repórter viajou a convite do CESAR ]]></description>
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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:00:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Justiça Federal manda derrubar perfis com desinformação sobre Fiocruz</title>
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				A Justiça Federal do Rio de Janeiro mandou a Meta, dona da rede social Facebook, a derrubar dois perfis que disseminavam informações falsas sobre pesquisas e vacinas como se fossem comunicados oficiais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

Segundo os autos do processo, a servidora Isabel de Fátima Alvim Braga alimentava dois perfis com “conteúdos falsos, alarmistas e ofensivos relacionados à saúde pública, à política de imunização e às atividades científicas desenvolvidas pela instituição”, segundo a Advocacia-Geral da União (AGU), que representou a Fiocruz no caso. 

Notícias relacionadas:Master: operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses.STF mantém decisão que rejeitou revisão da vida toda do INSS .PGR denuncia Zema por calúnia contra Gilmar Mendes.As publicações utilizavam a imagem do Castelo Mourisco, símbolo histórico da instituição, e a condição funcional da ré como servidora pública para conferir aparente credibilidade às informações divulgadas, segundo informado pela AGU. 

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Na Justiça, a Fiocruz alegou que a conduta tinha potencial de induzir a população a erro, comprometer a confiança nas políticas públicas de saúde e atingir a reputação de pesquisadores e servidores. 

Pela decisão judicial, as publicações ultrapassaram o campo da crítica e configuraram, em análise preliminar, uma campanha de desinformação contra a Fiocruz. Foi estipulada multa de R$10 mil por dia em caso de descumprimento da decisão pela ré ou pela Meta. 

A Agência Brasil tenta contato com a defesa da ré no caso.  ]]></description>
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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:00:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Financiamento de carros e motos cresce 11,8% em abril, indica Trillia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O financiamento de veículos no Brasil registrou alta de 11,8% em abril, na comparação com o mesmo mês de 2025, ao somar 634.587 mil unidades entre novos e usados, incluindo automóveis leves, motocicletas e pesados, que foram compradas com crédito.

Segundo o levantamento da Trillia, entre os automóveis leves, o crescimento foi 13,3% na comparação anual. O destaque ficou com os modelos zero quilômetro, que tiveram alta de 21,9% nos financiamentos. Já os usados também cresceram e atingiram 10,9%.

Notícias relacionadas:Financiamento de veículos cresce 12,8% no trimestre.Financiamento de veículos cresceu 9,2% em janeiro.De acordo com o levantamento, o financiamento de motocicletas teve alta 9,8% em abril, com os modelos novos puxando o resultado, com aumento de 12% nas vendas financiadas. As motos usadas avançaram 9,1%. No segmento de veículos pesados, o crescimento foi 3,9%. O desempenho foi sustentado pelos modelos novos, que avançaram 10,9%. Já os usados recuaram 4,6%.

A Região Sudeste concentrou 42,2% das operações. Em seguida aparecem a Sul, com 20,8%, a Nordeste, com 19,7%, o Centro-Oeste, com 10,7% e a Norte, com 7,3%.

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Preços de transação

Em abril, os veículos zero quilômetro apresentaram alta média de 0,7% nos preços de transação. O avanço foi observado em três dos sete segmentos: picapes derivadas de automóveis, picapes médias e sedans. As picapes compactas se destacaram como o modelo que teve a maior queda de preço no período.

No mercado de usados, abril foi marcado por uma queda média de aproximadamente 1,55% nos preços de transação, com retração observada em todos os segmentos analisados. As maiores quedas foram registradas em picapes compactas, picapes médias e carros compactos.

Acumulado do ano

Segundo a Trillia, o número de veículos financiados chegou a 2,5 milhões de unidades no acumulado de janeiro a abril. As motocicletas lideram o ritmo de expansão no ano, com crescimento de 16%, seguidas pelos automóveis (12,7%) e pelos veículos pesados (3,9%).


&quot;Os dados indicam um cenário de crédito mais disponível, contribuindo para a manutenção do ritmo positivo do mercado automotivo, mesmo em um contexto de juros elevados. Na prática, o avanço do financiamento mostra que o consumidor tem acessado crédito para aquisição de veículos&quot;, analisou o superintendente de Relacionamento com Clientes e Relações Institucionais na Trillia, Thiago Gaspar.
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<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:00:17 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. 

O chamado &quot;efeito tesoura&quot;, que nomeia esse corte progressivo das mulheres conforme a carreira avança, é um fenômeno bastante conhecido, mas o impacto ainda maior sobre as mães só começou a ser debatido há poucos anos, de acordo com a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fernanda Staniscuaski. 

Notícias relacionadas:Mães e pais na pós-graduação vão ter prorrogação de período de bolsas.Sobrecarga de trabalho eleva risco de depressão entre mães cientistas.Fernanda já era docente e pesquisadora quando decidiu se tornar mãe e precisou pisar no freio em plena ascensão profissional. Mas o que seria uma desaceleração momentânea acabou se prolongando por mais tempo do que ela esperava e depois se revelou a entrada para um ciclo difícil de romper. 

&quot;Quanto menos a mulher produz, menos ela vai ter oportunidade para ganhar financiamento, para conseguir bolsas para orientandos e obviamente isso vai fazer com que ela produza menos ainda. Existe essa pausa por causa da maternidade e ela tem que ser reconhecida. Mas a gente precisa das condições de retorno.&quot;


            
        
    
Fernanda Staniscuaski fundou, em 2016, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores Foto: Gustavo Diehl/UFRGS


Ao dividir suas angústias com amigas que também são cientistas e mães, ela se deu conta de que vivia uma realidade comum. Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores. Este ano, a iniciativa completa uma década com mais de 90 cientistas associados, a maioria mulheres. 

Uma das principais frentes do Parents in Science tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido. 

Mas os números que comprovam o &quot;efeito tesoura&quot; já são um indicativo de como o cuidado com os filhos onera de maneira diferente homens e mulheres. Fernanda destaca que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os padrões desiguais da sociedade também são reproduzidos entre acadêmicos. 


&quot;As mães carregam o ônus do cuidado. Existe uma mudança cultural em andamento, com uma participação maior dos pais, mas a gente está longe de ser uma sociedade onde o cuidado é totalmente dividido, não só entre mães e pais, mas como algo coletivo&quot;, complementa a fundadora do Parents in Science. 


Números

O documento mais recente publicado pelo grupo traz uma análise sobre a entrada e permanência na docência de pós-graduação. Para dar aulas nesses cursos, os pesquisadores precisam passar por um processo de credenciamento que avalia questões como a produtividade, refletida em artigos publicados, participações em congressos, orientações de estudantes etc. 

Esse currículo é reavaliado periodicamente e o docente pode ser recredenciado ou deixar o programa. O levantamento com dados de cerca de mil docentes revela algumas diferenças significativas entre pais e mães, especialmente nos casos de descredenciamento. 

Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida. 

O levantamento também aponta maior dificuldade das mães para se reinserir no sistema depois do descredenciamento. Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais. Já entre os docentes que saíram a pedido, 25% das mães não retornaram, o que aconteceu com apenas 7,1% dos pais. 


&quot;Existe uma questão de gênero que é bem clara, mas há também uma influência muito grande de raça. As mulheres pretas, pardas e indígenas continuam sendo o grupo mais sub-representado. Então, a gente precisa cruzar as diferentes barreiras que existem, como a questão das mães de filhos com deficiência, que também ocupam menos espaços&quot;, destaca Fernanda. 


Acesso e permanência


            
        
    
A assistente social Cristiane Derne enfrentou dificuldades na graduação Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal


Os percalços não aparecem apenas em pontos avançados da carreira acadêmica. A assistente social Cristiane Derne, que atualmente faz mestrado em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), já era mãe quando entrou na graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

&quot;Eu morava em Magé, na Baixada Fluminense, e tinha que ir pro Rio todo dia depois do trabalho. Chegava em casa meia-noite e muitas vezes eu pensei: ‘esse não é um lugar para mim’. Tem a cobrança de horas complementares, estágio, projeto de extensão... às vezes o filho adoece e a gente precisa faltar, às vezes não tem com quem deixar. Eu me deparei com muitas meninas que acabaram desistindo&quot;, ela lembra. 

A UFRJ concede um auxílio-educação de R$ 385 para as mães estudantes, mas apenas até que a criança complete seis anos, o que não contemplava Cristiane. Quem mais ajudou a assistente social a seguir com seus objetivos foi o coletivo de mães da UFRJ, tanto dividindo informações sobre direitos e benefícios, quanto oferecendo acolhimento emocional. 

Essa experiência acabou se tornando objeto de estudo para Cristiane. &quot;No trabalho de conclusão de curso, eu fiz um levantamento das políticas que a UFRJ oferecia e como a presença ou a ausência delas impactava as mulheres do coletivo. Agora no mestrado eu estou estudando esses coletivos em nível nacional&quot;, ela explica. 

Atlas 

Uma iniciativa semelhante foi feita pelo Núcleo Virtual de Pesquisa em Gênero e Maternidade, que publicou na semana passada o Atlas da Permanência Materna, com um compilado das políticas de permanência oferecidas pelas universidades federais. O levantamento identificou que a principal medida existente é a assistência financeira, concedida por 63 das 69 instituições, com valor médio de cerca de R$ 370 por mês. 

O Atlas mostrou ainda que a oferta de benefícios cai drasticamente na pós-graduação e apenas 13 instituições estendem o auxílio às alunas de mestrado e doutorado. Além disso, apenas oito universidades têm cuidotecas, espaços onde as crianças podem ficar enquanto as mães estudam. Em março deste ano, o Ministério da Educação lançou um edital no valor de R$ 20 milhões para a implantação de cuidotecas em outras unidades. 


&quot;Na prática, a insuficiência financeira devolve o ônus logístico do cuidado para a esfera privada, culminando em um esgotamento físico e mental que frequentemente empurra a estudante para a evasão antes da consolidação do seu rito de passagem para a vida intelectual&quot;, criticam as autoras do Atlas, Kamila Abreu e Ivana Moura. 


Diversidade


            
        
    
Pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano Lizie Calmon faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


A professora de geografia Liziê Calmon, doutoranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, e mãe de uma menina de 10 anos, muitas vezes se perguntou se deveria e conseguiria continuar com a carreira acadêmica.

&quot;A gente acumula o trabalho remunerado, o não remunerado, o trabalho da pesquisa e às vezes acaba ficando um pouco para trás porque não consegue ter a mesma produtividade acadêmica, publicar artigo ou ir a congressos...&quot;, explica.

Mas ela percebeu que tinha algo especial a oferecer para a ciência brasileira. “A experiência da maternidade traz para a gente um olhar mais apurado para algumas realidades que nem sempre estão sendo olhadas por outras pessoas.&quot;

Na sua pesquisa de doutorado, por exemplo, ela estuda como mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, que precisam se deslocar até bairros nobres distantes para trabalhar como empregadas domésticas, vivenciam a cidade.


“A ideia é entender o que elas percebem e, partindo disso, elaborar políticas públicas que realmente atendam a certas demandas”, Lizie complementa. 


A professora e doutoranda também faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah, que articulou com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a lei que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A matéria foi aprovada nesta quinta-feira (14) e segue para sanção do governo estadual. 

A principal novidade é que o trabalho de cuidado deverá contar como pontuação em processos seletivos de bolsas e editais. &quot;Ao invés de olhar como um problema, isso vai ser visto como um ponto positivo, porque as habilidades que a gente desenvolve quando tem que cuidar de alguém não tem nenhuma outra experiência que se equipare&quot;, defende Lizie. 

Editais

O Rio de Janeiro já foi pioneiro em outra iniciativa para estimular a produção acadêmica de mães cientistas. Em 2024, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou em parceria com o movimento Parents in Science e o Instituto Serrapilheira o primeiro edital de financiamento voltado especificamente para mães. 


            
        
    
Letícia de Oliveira diz que Faperj tem interesse que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal


A presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, Leticia de Oliveira, destaca que o edital conseguiu apoiar a produção de 134 mães cientistas. 

Segundo ela, em março do ano que vem o edital deve ter uma nova edição. Além disso, a  Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco está prestes a lançar uma seleção semelhante, inspirada na experiência fluminense. 

De acordo com Letícia, o edital exclusivo é uma ação &quot;compensatória&quot; necessária, considerando que essas pesquisadoras acabam sendo prejudicadas em seleções comuns. 

&quot;O que está sendo chamado de mérito? A produtividade, trocando em miúdos, é a quantidade de artigos publicados, de orientações de mestrado e doutorado... Mas as pessoas não partem do mesmo ponto. Quando a mulher tem um filho, é esperada uma queda, até porque ela fica de licença-maternidade e isso não tem a ver com qualidade dela como pesquisadora&quot;, diz. 

A Fundação implementou outra medida para tentar contornar a perda momentânea de produtividade nos editais gerais: se a candidata se tornou mãe nos cinco anos anteriores à inscrição, seu currículo será avaliado de forma estendida, englobando trabalhos publicados ao longo de sete anos, dois a mais do que os outros candidatos. 

Letícia de Oliveira ressalta que é do interesse da Faperj que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas.


&quot;Se fosse só uma questão de justiça já seria suficiente, mas é muito mais do que isso. Vários trabalhos mostram que uma ciência diversa, feita por pessoas diversas, gera uma melhor ciência, porque você expande as perguntas e aumenta a capacidade de interpretação dos resultados. Então é também por excelência.&quot;


Ações nacionais

&quot;A inclusão é fundamental, se não por outros motivos, para que haja uma ciência melhor. Eu não tenho dúvida que o nosso parlamentos seria melhor do que ele é hoje, se tivesse uma presença feminina maior. E a ciência brasileira será melhor, porque a gente está trabalhando para isso&quot;, diz a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Capes, Denise Pires de Carvalho.


            
        
    
Presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, considera que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


A mais recente medida lançada pela Capes é o programa Aurora, que publicou seu primeiro edital nesta terça-feira (12). Serão concedidas até 300 bolsas para que professoras de pós-graduação gestantes ou mães, possam agregar um pesquisador de pós-doutorado a suas equipes.  

O objetivo é que esse profissional atue como um assistente, dando continuidade às pesquisas e assumindo orientações durante a licença maternidade, por exemplo.

&quot;É uma forma de não parar a produção acadêmica dessa mulher durante a chegada do filho. Mas beneficia também os orientandos&quot;, diz a presidente da Capes.

Denise reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães. &quot;Quando nós analisamos quem pede recursos financeiros para as agências de fomento, as mulheres pedem menos e ganham menos do que os homens&quot;, ela complementa. 

A presidente da Capes lembra que, no passado, muitas mulheres que pretendiam seguir a carreira científica evitavam ter filhos para poder se dedicar exclusivamente ao trabalho e conseguir vencer o preconceito. Por isso, para Denise, as iniciativas compensatórias são importantes não só para mitigar os efeitos da maternidade, mas também para combater o chamado &quot;viés implícito&quot;


&quot;Para mim, é bastante explícito: quando escolhem um homem em igualdade de condições, ou até em condição inferior, por acharem que uma cientista mulher vai ter desempenho pior por ser mulher. O que não acontece efetivamente, né? O que acontece é o silenciamento, a falta de reconhecimento...&quot;, explica Denise Pires de Carvalho. 


Houve avanços também na legislação. Em julho de 2024, foi sancionada a lei que prorroga por seis meses a data de conclusão dos cursos de graduação e pós-graduação em caso de gestação de risco, parto, adoção ou guarda judicial de criança. Caso essa estudante seja bolsista, o prazo de concessão será estendido. 

Já em abril de 2025, entrou em vigor a lei que proíbe a discriminação baseada na maternidade contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção ou renovação de bolsas. A legislação proíbe, inclusive, perguntas sobre o assunto nas entrevistas, além de ampliar em dois anos o período de avaliação de produtividade em casos de licença-maternidade. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 17 May 2026 11:02:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Durigan vai à França para agenda do G7 e reuniões bilaterais</title>
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				O ministro da Fazenda, Dario Durigan, embarcou neste fim de semana para a França em sua segunda viagem internacional desde que assumiu o comando da equipe econômica, após a saída de Fernando Haddad.

A agenda inclui participação em reuniões do G7, encontros bilaterais com autoridades estrangeiras e discussões sobre inteligência artificial, energia e minerais estratégicos.

Notícias relacionadas:Durigan cancela viagem à Rússia após fechamento de aeroporto.Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7.Durigan chega a Paris na segunda-feira (18) para participar da reunião de ministros das Finanças e presidentes de Bancos Centrais do G7, grupo formado por Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá. O Brasil participa como país convidado. Também estão previstos eventos voltados ao diálogo com representantes da sociedade civil e do setor privado francês.

A programação da segunda-feira inclui uma mesa redonda promovida pela revista Le Grand Continent, voltada à geopolítica e a análises intelectuais. O ministro também terá um almoço na redação do jornal Le Monde, em Paris.

À tarde, no horário local, Durigan visitará a startup francesa de inteligência artificial Mistral AI, onde terá reunião com o CEO da empresa, Arthur Mensch. À noite, o ministro participará do jantar ministerial do G7.

Reuniões bilaterais

Na terça-feira (19), Durigan participará da reunião do G7, com os demais ministros de Finanças e presidentes de Bancos Centrais do grupo. Em seguida, terá uma série de encontros bilaterais.

Após o almoço ministerial, Durigan se reunirá com a ministra- elegada para Inteligência Artificial da França, Anne Le Hénanff, e com a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama.

O ministro brasileiro também deve se reunir com o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol. O encontro ocorre em meio às preocupações globais com o abastecimento energético por causa do conflito no Oriente Médio.

Minerais críticos

Em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, na semana passada, Durigan afirmou que pretende aproveitar a viagem para apresentar o Brasil como alternativa estratégica no mercado global de minerais críticos. Esses elementos são considerados essenciais para a indústria tecnológica e para a transição energética.

Entre os materiais citados pelo governo estão terras raras, nióbio e grafeno. Atualmente, a China domina grande parte da produção mundial desses insumos.

Segundo Durigan, o governo quer ampliar investimentos estrangeiros no setor mineral brasileiro sem abrir mão do controle nacional sobre os recursos naturais. A proposta inclui incentivo à industrialização local e agregação de valor à produção nacional.

O ministro afirmou que o objetivo é evitar que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas e defendeu o fortalecimento da indústria brasileira ligada à cadeia mineral e energética.

Retorno

Após os compromissos em Paris, Durigan embarca de volta ao Brasil na noite de terça-feira (19), horário da França. A chegada está prevista para quarta-feira (20) pela manhã, com retorno imediato às agendas do Ministério da Fazenda em Brasília.

Originalmente, a ida à França seria a segunda etapa de uma viagem mais longa, que incluiria a reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como Banco dos Brics, na Rússia. O ministro, no entanto, cancelou a ida a Moscou após o fechamento do aeroporto da capital russa, que sofre interrupções temporárias por causa do ataque de drones ucranianos na região. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 17 May 2026 11:02:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Cordão da Mentira faz ato na Paulista para lembrar Crimes de Maio</title>
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				Um ato na tarde deste sábado (16) na Avenida Paulista, em São Paulo, relembrou os 20 anos dos chamados Crimes de Maio, uma série de ataques realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e que terminou com uma grande retaliação policial, resultando em mais de 500 mortos em todo o estado de São Paulo. Grande parte dessas mortes ocorreu com indícios de execução praticada por policiais.

Com muito batuque e música, o ato foi promovido pelo Movimento Mães de Maio e pelo Cordão da Mentira, um cordão carnavalesco que surgiu em 2012 como uma forma de escracho e de denúncia para questionar as violações de direitos promovidas pela ditadura civil-militar.

Notícias relacionadas:Crimes de Maio: Tribunal vai julgar simbolicamente violência policial.Crimes de Maio: &quot;Foi como uma bomba que caiu em SP&quot;, compara professor.Entidades denunciam à ONU omissão do Brasil nos Crimes de Maio de 2026.Além de denunciar a impunidade dos Crimes de Maio, o ato também reuniu diversos palestinos que protestavam contra a Catástrofe Palestina (Nakba), que completou 78 anos. A Nakba se refere ao deslocamento forçado de palestinos durante a criação do Estado de Israel. 


            
        
    
Mães de Maio participam da manifestação Cordão da Mentira na Avenida Paulista para lembrar Crimes de Maio - Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil


Tradicionalmente, o Cordão da Mentira sempre sai às ruas no dia 1º de abril para destacar o dia da mentira que sucedeu o golpe de 64. No entanto, para relembrar os 20 anos dos Crimes de Maio que seguem sem responsabilizações, o Cordão decidiu sair mais uma vez às ruas neste ano. 


“Nosso cortejo é denúncia, é memória viva, é grito coletivo contra o esquecimento e a injustiça. Porque lembrar é enfrentar e ocupar as ruas e romper com a mentira”, diz comunicado sobre o ato publicado nas redes sociais.


&quot;O Cordão da Mentira é um bloco carnavalesco que sai todo dia 1º de abril, Dia da Mentira, dia do golpe de 64, para falar sobre a violência do Estado do passado e do presente. Ele começou numa roda de samba, quando vários sambistas começaram a perceber que várias pessoas que participaram da repressão participavam de seus espaços&quot;, contou Thiago Mendonça, diretor de cinema e um dos coordenadores do Cordão da Mentira.

Desde que o Cordão da Mentira teve início, ele sempre contou com a presença do Movimento Mães de Maio, movimento que foi fundado pelas mães de vítimas dos Crimes de Maio. 

&quot;Elas são as madrinhas do Cordão e puxam o ato. Elas sempre estão à frente do Cordão. Para nós, esse é um dos movimentos de direitos humanos mais importantes do país&quot;, ressaltou Mendonça.

Este ano, o Cordão da Mentira e as Mães de Maio decidiram unificar o ato com a luta palestina. 

&quot;Resolvemos unificar o ato pensando que a estrutura toda de repressão de Israel se reflete também na nessa máquina de moer gente que é a polícia brasileira&quot;, disse Mendonça. 

Presente ao ato, a fundadora do Movimento Mães de Maio, Débora Maria da Silva, ressaltou a importância do ato. 


&quot;O Cordão da Mentira é a alma do Movimento Mães de Maio. É através dele que a gente consegue ter combustível para seguir a luta o ano inteiro. O Cordão nos abraça. E ele escracha o que a gente vem denunciando. Ele também serve para a gente ter consciência de que a ditadura não acabou&quot;, afirmou.


Assim como outras mães que participaram do ato, Debora é mãe de uma vítima da violência de Estado. Seu filho, o jovem Edson Rogério Silva, foi morto pela polícia durante os Crimes de Maio. 

&quot;Também estamos aqui pela causa palestina porque a bala que cai lá também cai aqui. A bala que mata lá também mata aqui, na nossa periferia&quot;, ressaltou Débora. 

Crimes de Maio

Pelo menos 564 pessoas foram mortas durante as ondas de ataques ocorridos durante os Crimes de Maio, apontou o relatório Análise dos Impactos dos Ataques do PCC em São Paulo em maio de 2006, divulgado pelo Laboratório de Análises da Violência da Universidade Federal do Rio de Janeiro. 


            
        
    
Cordão da Mentira faz ato na Paulista - Foto : Elaine Cruz/Agência Brasil


Segundo o documento, 505 dos mortos eram civis e 59 agentes públicos, grande parte deles negros, jovens e pobres. Ainda de acordo com o relatório, há suspeita da participação de policiais em pelo menos 122 dessas execuções.

&quot;Os Crimes de Maio são muito simbólicos, primeiro por causa do tamanho do crime. São mais de 500 jovens assassinados em duas semanas. Esse é um dos maiores massacres urbanos da história do país. Além disso, esse ano temos mais de 60 mães de vítimas de violência do Brasil inteiro compondo o Cordão. A gente acha que essa é uma questão central para discutirmos o país que a gente quer&quot;, disse Mendonça. 

O ato teve início no Parque Trianon, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp) e seguirá em caminhada até o Al Janiah, um restaurante e centro cultural palestino, que fica na região do Bixiga, no centro da capital paulista. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 17 May 2026 11:02:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Em ação com a Interpol, PF prende em Dubai hacker do caso Banco Master</title>
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				A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (16) o hacker Victor Lima Sedlmaier, um dos investigados na Operação Compliance Zero, que apura o escândalo financeiro bilionário envolvendo o Banco Master e seu ex-dono Daniel Vorcaro. 

O hacker era considerado foragido da Justiça já que havia um mandado de prisão contra ele expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi capturado em Dubai, em uma ação conjunta da PF, da Interpol e da polícia local.

Notícias relacionadas:Deputados pedem investigação sobre relação entre Vorcaro e Flávio .Senador Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero.&quot;Aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, diz Lula em visita a hospital.Em nota, a PF disse que acionou mecanismos de cooperação policial internacional junto às autoridades dos Emirados Árabes Unidos onde o hacker tentava entrar.

&quot;A partir da atuação conjunta, foi determinada a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil&quot;, disse a PF em nota.

Investigado no âmbito da 6ª fase da Operação Compliance Zero, Seldmaier foi preso após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

Desencadeada na quinta-feira (14), a 6ª fase da Operação Compliance Zero prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, ele desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado como milícia pessoal do ex-banqueiro. 

Os principais alvos da última fase da operação foram os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao STF, ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro. 

No caso de Seldmaier, ele é suspeito de integrar o grupo Os meninos, especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal, atuando em benefício de Daniel Vorcaro.

“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão. 

A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro.

As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que foi preso no dia 4 de março na 3ª fase na Operação Compliance Zero, em Belo Horizonte. Por determinação da Justiça, ele foi transferido do sistema prisional em Minas Gerais para uma penitenciária federal de segurança máxima, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma.   ]]></description>
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<pubDate>Sun, 17 May 2026 11:02:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio de R$ 65 milhões neste sábado</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.009 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 65 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa e pelo aplicativo Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
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<title>MPF cobra julgamento da Marinha por ofensas ao legado de João Cândido</title>
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				O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal que antecipe o julgamento da ação civil pública movida contra a União por reiterados ataques da Marinha do Brasil à memória de João Cândido Felisberto.  No início do século 20, o marinheiro liderou a chamada Revolta da Chibata contra os castigos físicos a bordo dos navios da força militar.

Em novo requerimento apresentado, o MPF argumenta que os danos morais coletivos estão “demonstrados pelos próprios fatos reconhecidos na ação”. O órgão de defesa de direitos quer que a União pague R$ 5 milhões por ano de dano moral.

Notícias relacionadas:Moraes vota para tornar réus acusados de obstrução no caso Marielle.Ministério Público formaliza denúncia contra executivos da Ultrafarma.Dino abre apuração sobre emendas para produtora do filme de Bolsonaro.“As manifestações de autoridades públicas devem se submeter a um cuidado maior com a exposição dos fatos nos quais elas se baseiam, devido ao maior alcance e efeitos gerados na população”, destacou o MPF em réplica apresentada à Justiça Federal.

Para o MPF, algumas manifestações de oficiais da Marinha sobre a trajetória de João Cândido são ofensivas e configuram violação direta à memória coletiva e aos direitos da população negra brasileira. 

Além do dano moral coletivo, o MPF quer que a Justiça Federal também proíba “novos atos que desabonem a memória” do Almirante Negro.

Livro de Heróis

Assinada pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão adjunto Julio Araujo, a ação foi apresentada em abril de 2024, quando a Marinha se manifestou contra a inscrição de João Cândido no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, aprovada no Senado.

No documento, a revolta liderada pelo marinheiro foi classificada como  “deplorável página da história nacional” e “fato opróbrio”, enquanto seus líderes receberam qualificações negativas. A carta foi assinada pelo comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.

De acordo com o MPF, a manifestação da Marinha revela “perseguição institucional contínua”, que contraria lei federal que anistiou João Cândido e os demais marinheiros que participaram de uma revolta em defesa de suas vidas e por dignidade.

Na avaliação do Ministério Público, a anistia “não possui apenas caráter jurídico, mas também simbólico, ao reconhecer a legitimidade da luta contra os castigos físicos na Marinha”.

O órgão federal sustenta ainda que a insistência na visão negativa contra o Almirante Negro é uma afronta a toda população negra no país, que é “revitimizada”.

Em manifestações anteriores, o MPF já citou entendimento do Superior Tribunal de Justiça afirmando que o dano moral coletivo dispensa comprovação de dor ou abalo individual, bastando a demonstração de ofensa à moral e a valores de determinado grupo social.

Revolta da Chibata

Em 1910, a Revolta da Chibata mobilizou marinheiros, a maioria negros e pobres, contra açoites e condições degradantes na Marinha. O movimento emergiu após um homem receber 250 chibatadas. Em quatro dias de levante, os castigos foram abolidos.


“Meu pai dizia que amava a Marinha, independente de tudo o que ele passou&quot;, conta Adalberto Candido, filho do marinheiro.


O relato coincide com a conclusão de pesquisas realizadas pelo historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Murilo de Carvalho, que estudou a biografia do Almirante Negro.

João Cândido cresceu numa instituição militar onde prevalece a disciplina. Mesmo após sua expulsão, João Cândido manteve um relacionamento sentimental com a instituição. Foi visto idoso se despedindo quando o navio Minas Geraes foi desligado.

A liberdade, para ele, significava o direito a um tratamento que não fosse assemelhado aos escravos, como os próprios marinheiros diziam. Mas sem perder de vista a importância da disciplina&quot;, explicou José Murilo de Carvalho alguns anos atrás em entrevista à EBC. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
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<title>Projeto mapeia fauna marinha da Bahia por meio do DNA ambiental</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Uma nova etapa do projeto Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), desenvolvido pelo Instituto Tecnológico da Vale (ITV), busca identificar espécies da fauna marinha a partir de amostras de água que são coletadas em reservas extrativistas do sul da Bahia. 

Para esse trabalho, os pesquisadores utilizam uma nova técnica, mais moderna, chamada de DNA Ambiental metabarcoding, que permite a identificação de múltiplas espécies simultaneamente, a partir de amostras ambientais que são colhidas, por exemplo, na água.

Notícias relacionadas:Areias medicinais e fauna de Guarapari inspiram série da TV Brasil.A pesquisa está sendo coordenada pelo Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em parceria com as Reservas Extrativistas (RESEXs) de Corumbau e Cassurubá.

Segundo a coordenadora do GBB pelo ICMBio, Amely Branquinho Martins, a técnica de DNA Ambiental se baseia na coleta de amostras ambientais do solo, da água e do ar e na identificação de todas as espécies que passaram por aquele ambiente a partir do sequenciamento do DNA deixado na amostra.


“Todo animal que passa por um ambiente deixa pedacinhos de pelo, de escama, de fezes ou de urina que contém o seu DNA. Vários animais passando por aquele ambiente vão deixando rastros de sua passagem e, dentro desse rastro, temos as moléculas de DNA. Quando a gente pega essa amostra, sequenciamos todo o DNA [dessa amostra] e o comparamos com os bancos de dados de referência. E, a partir daí, conseguimos identificar as espécies”, detalhou a coordenadora do GBB.


Segundo Amely, essa técnica já vem sendo utilizada por outros países e agora o GBB pretende analisar a sua eficácia, em comparação aos métodos tradicionais, para o monitoramento de tipos da biodiversidade nas unidades de conservação federais.

No projeto-piloto que vem sendo desenvolvido no sul da Bahia foram coletadas amostras de água do mar em 20 pontos diferentes da Reserva Extrativista de Corumbau e em dez pontos nas porções estuarina e marinha da Reserva Extrativista de Cassurubá.

“A definição destes pontos pelas equipes envolvidas considerou as espécies de interesse e os locais de realização das atividades de pesca e extrativismo pelos beneficiários das RESEXs, as áreas relevantes para conservação das espécies ameaçadas, e a possível ocorrência de espécies exóticas invasoras”, explicou o analista ambiental do ICMBio Roberto Sforza. 

As amostras foram coletadas no mês de março e já passaram por um processo de filtragem e conservação até serem transportadas para o laboratório do ITV, em Belém (PA), onde o DNA será extraído, analisado e sequenciado.

Além de identificar os tipos da fauna marinha presentes nessa região, a iniciativa quer contribuir para a detecção de espécies ameaçadas, exóticas e invasoras presentes nessas áreas protegidas. 

Entre os animais que se pretende mapear nesta região estão os peixes e invertebrados de interesse social e econômico das populações beneficiárias das RESEXs, com especial atenção para espécies ameaçadas de extinção, como os budiões.

Segundo Sforza, também devem ser mapeados animais que são os principais alvos de pescaria como peixes recifais, camarões, moluscos e caranguejo-uçá, como também espécies exóticas invasoras, como o peixe-leão e o coral sol.


            
        
    
Mapeamento da fauna marinha. Foto: Robert Sforza/Divulgação


DNA Ambiental

Uma das vantagens da utilização do DNA Ambiental é que ele permite a identificação de múltiplas espécies de forma simultânea, sem a necessidade da captura dos organismos.

“Por não necessitar isolar e capturar os organismos, essa abordagem é considerada uma alternativa não invasiva para estudos de biodiversidade. O eDNA metabarcoding também tem se mostrado complementar aos métodos tradicionais de identificação de espécies, em alguns casos superando limitações destes e permitindo o registro de espécies raras ou de hábitos elusivos, requerendo menos esforço e tempo para a obtenção das amostras”, disse Sforza.

Para isso, é preciso apenas amostras ambientais, que podem ser retiradas da água, do solo e do ar, por exemplo. “O DNA ambiental é muito variável. Praticamente, tudo que você vê num ambiente, como folha, solo, tronco e ar, tem como coletar [o DNA]”, afirmou o pesquisador e coordenador do GBB pelo Instituto Tecnológico Vale (ITV), Alexandre Aleixo. 

“Você não precisa ter nenhum conhecimento específico para coletar, além de realmente seguir um protocolo. A gente coloca luvas, máscaras e saímos com um tubo na mão, coletando água nos rios e igarapés, mas também no solo, com pinça. Também há equipamentos especiais que sugam o ar”, disse Aleixo.


“Outra técnica conhecida é a do filme Jurassic Park, [de retirar o] genoma do dinossauro dentro da barriga de um mosquito. A gente também faz isso, só que não com dinossauros”, brincou. “Pegamos mosquitos e, a partir do sangue que foi ingerido por eles, é possível identificar e saber se eles estão com o sangue de anta ou de capivara, por exemplo”, explica. 


Esse trabalho se torna possível porque todo ser vivo deixa rastros de DNA no ambiente. “Não são só os vírus que se espalham quando a gente espirra ou urina, mas também o DNA vai junto. A gente está o tempo todo emitindo partículas de DNA que vão para o ambiente. E estando no ambiente, podemos capturá-lo, isolá-lo e sequenciá-lo”, explicou o coordenador do GBB.

Nessas amostras coletadas nas águas do sul da Bahia, por exemplo, os pesquisadores poderão determinar quais espécies estão presentes nesse ambiente. Inclusive, animais que são de difícil detecção por terem hábitos noturnos ou serem raras. “O DNA ambiental encurta um pouco o caminho para a detecção dessas espécies”, completou Aleixo.

GBB

Em funcionamento desde 2023, o GBB é a maior iniciativa de sequenciamento genômico da biodiversidade já realizada no Brasil. O projeto tem o objetivo de gerar dados genéticos e genômicos de espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, exóticas, endêmicas ou de interesse econômico, com potencial para gerar renda para agricultores envolvidos com projetos de bioeconomia, por exemplo.

A ideia é realizar esse mapeamento para apoiar a conservação e o uso sustentável da biodiversidade brasileira.


“Ao conhecer todo o mapa genético de uma espécie, conseguimos, a partir dali, desenvolver aplicações seja para a conservação seja para [o desenvolvimento] de novos produtos”, explicou Aleixo.


Segundo Amely, o GBB trabalha atualmente com dois eixos principais, um de genômica para conservação de espécies e outro de código de barras, que trabalha com a geração de marcadores genéticos e com o DNA Ambiental metabarcoding. “Até o momento, mais de 40 genomas de referência foram gerados e esperamos que, até o final do projeto, tenhamos pelo menos 80 espécies da biodiversidade brasileira, com foco principal em espécies ameaçadas”, disse a coordenadora.

“Dentro dos genomas mais informativos, que são os de referência, a gente já gerou [o mapeamento] da onça, da arara-azul, da anta, da ararajuba, do queixada e do próprio açaí”, destacou Aleixo.

Além dos genomas de referência, explicou Amely, também já foram sequenciadas 613 espécies para o código de barras e 479 amostras ambientais por meio do DNA Ambiental, sendo que cada amostra ambiental pode identificar uma diversidade de animal.

“O foco principal é a utilização desses dados de genética e genômica para atender ou subsidiar processos institucionais do ICMBio voltados para a conservação da biodiversidade”, destacou Amely. Segundo ela, a utilização do DNA Ambiental pelo GBB busca também testar o uso dessa técnica para o Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Programa Monitora).

Mudanças climáticas

Além da importância para a conservação das espécies, os genomas podem contribuir para o melhoramento genético.


“O genoma é uma cápsula do tempo. Então, a partir do genoma eu consigo saber de onde um determinado indivíduo veio e se ele veio de uma população que era geneticamente diversificada ou não”, afirmou Aleixo.


Com essa informação, esclareceu o pesquisador do ITV, seria possível, inclusive, entender como as espécies lidaram com as mudanças climáticas ocorridas ao longo da história. E, assim, oferecer bases para o futuro. 

“A gente sabe que, por exemplo, há 20 mil anos teve a Era do Gelo, que também aconteceu no Brasil, mas de outra forma. São mudanças climáticas bastante significativas que impactaram o planeta todo. Queremos entender, via genoma, sobre o que aconteceu, quais populações sofreram, quais populações se adaptaram e por que se adaptaram. Será que essa adaptação que aconteceu no passado poderia ser usada para adaptar para as mudanças climáticas futuras? Nosso único guia é a cápsula do tempo do genoma”, disse Aleixo.

Segundo ele, isso já vem sendo feito em outros países do mundo. Na Europa, por exemplo, eles desenvolvem uma iniciativa chamada de resgate evolutivo com plantas.

“Eles identificam partes dos genomas que são adaptativos e vão conferir, por exemplo, sobre uma resistência à seca e entender aonde que isso está no genoma. E daí pode-se até mesmo propiciar cruzamentos para que indivíduos que tenham essas características espalhem isso para a espécie como um todo.”

Depois de ser desenvolvido no bioma amazônico e estar centrado nos ecossistemas marinho-costeiros, no futuro os pesquisadores do GBB pretendem executar ações nos demais biomas brasileiros como Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal. 

O resultado do projeto pode ser acessado por meio da plataforma GenRefBR.  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Negacionismo fez brasileiros &amp;quot;perderem&amp;quot; 3,4 anos de vida na pandemia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A expectativa de vida da população brasileira caiu 3,4 anos durante a pandemia de covid-19, após aumento de 27,6% na mortalidade. É o que mostra a análise nacional do Estudo Carga Global de Doenças, maior pesquisa mundial sobre o impacto das doenças e fatores de risco nas populações de mais de 200 países. 

O documento está publicado na edição de maio da revista The Lancet Regional Health – Americas.

Notícias relacionadas:Lei define 12 de março Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19.Saúde envia 2,2 milhões de doses da vacina de covid-19 aos estados.Memorial da Pandemia, no Rio de Janeiro, homenageia vítimas da covid.Para os pesquisadores que participaram do levantamento, esse retrocesso é resultado da postura negacionista do governo federal da época, sob comando do ex-presidente Jair Bolsonaro.


&quot;As autoridades enfraqueceram as orientações científicas – rejeitando o distanciamento social, disseminando desinformação, promovendo medicamentos sem eficácia comprovada, atrasando a aquisição de vacinas, sob a justificativa de isso protegeria o país de um colapso econômico.&quot;


Apesar de a queda na expectativa de vida ter ocorrido em todo o país, há diferença significativa entre os números por unidades da Federação. 

Os três estados com a maior redução ficam na região Norte:


	Rondônia: 6,01 anos;
	Amazonas: 5,84 anos;
	Roraima: 5,67 anos. 


Na outra ponta, com a menor redução, estão três estados da região Nordeste:


	Maranhão: 1,86 anos;
	Alagoas: 2,01;
	Rio Grande do Norte: 2,11 anos. 


De acordo com o estudo, isso se deve ao fato de os governadores da região terem adotado com mais firmeza as medidas de contenção recomendadas por cientistas e autoridades sanitárias. 


&quot;Na ausência de coordenação nacional, os governos estaduais do Nordeste formaram um consórcio com um comitê científico independente que implementou estratégias.”


O documento cita, por exemplo, o distanciamento social, o fechamento de escolas e comércios, a obrigatoriedade do uso de máscaras, políticas de proteção aos trabalhadores e sistemas de dados em tempo real. 

Os pesquisadores também defendem que o &quot;impacto da pandemia sobre a carga de doenças e a expectativa de vida poderia ter sido mitigado em todo o país&quot;, se o governo federal à época tivesse adotado essa mesma abordagem. 

Uma demonstração disso é que o desempenho do Brasil no período foi pior do que o de outros países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, e do Brics, como China e Índia.


&quot;Um país com histórico bem-sucedido de cobertura vacinal como o Brasil ficou atrás na vacinação contra a COVID-19 devido à falta de organização, à demora na aquisição de vacinas e ao foco em medicamentos para ‘tratamento precoce’ sem evidências científicas de benefício.&quot;


Avanços

Apesar do retrocesso vivido durante a pandemia, o Brasil teve ganhos em saúde em uma análise maior de tempo.

De 1990 a 2023, a expectativa de vida subiu 7,18 anos e a mortalidade padronizada por idade, um indicador que nivela os efeitos do envelhecimento, caiu 34,5%. 

Da mesma forma, o índice que mede os anos saudáveis perdidos por morte ou doença reduziu 29,5%. 

Diversos fatores são apontados como responsáveis por essa evolução, como melhorias na qualidade de vida, incluindo avanço do saneamento básico e crescimento econômico. 

A implementação do Sistema Único de Saúde, a criação do Programa de Saúde da Família e a ampliação da vacinação fazem parte da análise. 

Com isso, as taxas de quase todas as principais causas de morte no Brasil tiveram redução nas últimas décadas, ao considerar a mortalidade padronizada por idade.

As exceções foram doença de Alzheimer e outras demências, com aumento de 1%, e doença crônica renal, que cresceu 9,6% de 1990 a 2023. 

Em 2023, a maior causa de morte no Brasil foi a doença isquêmica do coração, seguida de AVC, e pelas infecções do trato respiratório inferior. 

Mas a principal causa de mortes prematuras foi a violência interpessoal. O estudo estima que o Brasil tenha perdido 1.351 anos de vida, a cada cem mil habitantes, por causa de mortes do tipo. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
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<title>STF mantém decisão que rejeitou revisão da vida toda do INSS</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (15) manter a decisão da Corte que rejeitou a revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada no Recurso Extraordinário 1.276.977.

Em novembro do ano passado, a Corte decidiu cancelar a tese jurídica que permitiu revisão da vida toda das aposentadorias. Na mesma decisão, o Supremo reafirmou que os aposentados não terão que devolver valores que foram pagos por meio de decisões definitivas e provisórias assinadas até 5 de abril de 2024, data na qual foi publicada a ata do julgamento que derrubou a tese de revisão da vida toda.

Notícias relacionadas:STF suspende julgamento de recurso para garantir revisão da vida toda .Em seguida, foram protocolados recursos contra decisão, e o caso foi colocado para julgamento no plenário virtual, que começou na semana passada e foi encerrado hoje.

Votos 

Por 8 votos a 2, o plenário seguiu voto proferido pelo relator, Alexandre de Moraes. Ele negou os embargos de declaração e entendeu que não houve irregularidades na decisão que rejeitou a revisão da vida toda.


“A decisão embargada não apresenta nenhum desses vícios. O ofício judicante realizou-se de forma completa e satisfatória, não se mostrando necessários quaisquer reparos”, afirmou.


Votaram no mesmo sentido os ministros Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques.

Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram e votaram pela suspensão dos processos sobre a revisão da vida toda até decisão final do plenário do STF.

ADI 2.111

O imbróglio jurídico sobre a revisão da vida toda ainda não terminou. Na semana passada, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque no julgamento virtual da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 2.111, outro processo que trata da questão.

Com o pedido de destaque, o caso voltará a ser analisado pelo plenário físico. Não há data para a retomada do julgamento.

Entenda

Em março de 2024, o Supremo decidiu que os aposentados não têm direito de optarem pela regra mais favorável para recálculo do benefício.

A decisão anulou outra deliberação da Corte favorável à revisão da vida toda. A reviravolta ocorreu porque os ministros julgaram duas ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991), e não o recurso extraordinário no qual os aposentados ganharam o direito à revisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

Ao julgarem constitucional as regras previdenciárias de 1999, a maioria dos ministros entendeu que a regra de transição é obrigatória e não pode ser opcional aos aposentados.

Antes da nova decisão do STF, o beneficiário poderia optar pelo critério de cálculo que renda o maior valor mensal, cabendo ao aposentado avaliar se o cálculo de toda vida poderia aumentar ou não o benefício.  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
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<title>Fies 2026: MEC convoca até 29 de maio candidatos da lista de espera</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Educação (MEC) começou a convocar, nesta sexta-feira (15), os candidatos participantes da lista de espera para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do MEC

Notícias relacionadas:Governo fará ajuste para proibir bets no Desenrola Fies.Desenrola Fies: estudante pode renegociar dívida a partir desta quarta.Fies 2026: MEC divulga resultado de vagas remanescentes.O período de convocação terminará no dia 29 de maio.

Consulta

A lista de convocados pode ser consultada diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do MEC. O acesso é com o login da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O candidato deve acompanhar diariamente o portal, pois, se for convocado, terá um prazo curto para validar suas informações.

Classificação

A classificação seguirá a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para candidatos:


	sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
	sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;
	com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
	com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.


Próximos passos

Os estudantes de ensino superior pré-selecionados na lista de espera do Fies devem validar as informações declaradas no momento da inscrição.​​

​​Para validação, o estudante deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino superior privada onde foi pré-selecionado.

A documentação exigida pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

Validação do banco

Depois dessa etapa, ocorrerá a validação das informações pelo banco (agente financeiro) responsável pelo financiamento, conforme previsto no edital público.

O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela faculdade privada, para a qual o estudante foi selecionado.

Fies Social

O pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa tem a situação distinta. Neste caso, o estudante não precisa comprovar a renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição privada.

Fies

O Fies é destinado prioritariamente a estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados por outro financiamento estudantil.

O programa realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PGR denuncia Zema por calúnia contra Gilmar Mendes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelo crime de calúnia contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

A denúncia faz menção a uma série de vídeos publicados por Zema em suas redes sociais, intitulados &quot;Os intocáveis&quot;. Os vídeos trazem sátiras que relacionam Mendes e outros ministros da Corte com o caso do Banco Master.

Notícias relacionadas:Lula critica Zema por não usar R$ 3,5 bi em obras de prevenção à chuva.Gilmar Mendes diz que caso Master gera perplexidade na população.A manifestação da PGR foi protocolada por volta das 17h30 e ainda não tem relator.

O crime de calúnia é caracterizado pela imputação falsa de um ato que é considerado crime. 

Zema é pré-candidato à presidência da República e passou a trocar farpas com Gilmar após uma entrevista concedida pelo ministro à imprensa.

Além de criticar os vídeos publicados pelo ex-governador, Mendes caçoou do sotaque do político e disse que ele &quot;governou Minas com liminares do STF&quot;, se referindo a decisões que suspenderam o pagamento da dívida do estado com a União.

No auge do embate, Gilmar pediu a inclusão de Zema no inquérito das Fake News, relatado por Alexandre de Moraes.

 Em nota à imprensa, Zema declarou que “intocáveis não aceitam críticas”. 


“Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro”, declarou.
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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos</title>
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<description><![CDATA[ Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

&quot;O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto. 

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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<pubDate>Sat, 16 May 2026 10:46:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Pessoas 50+ vão representar metade do consumo com saúde em 2044</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em cerca de 20 anos, metade do consumo das famílias brasileiras com produtos e serviços relacionados a saúde será de pessoas com 50 anos ou mais. A chamada geração prateada ─ referência aos cabelos grisalhos ─ responderá por R$ 559 bilhões de um total de R$ 1,1 trilhão consumido com saúde em 2044.

Essa projeção representa um avanço em relação a 2024, quando a geração 50+ representava 35% desse gasto com medicamentos, planos de saúde e suplementos, entre outros produtos.

Notícias relacionadas:Vírus sincicial também traz risco para idosos, alertam especialistas.Três cidades recebem projeto-piloto de atendimento de idosos em casa.Os dados fazem parte do estudo Mercado Prateado: consumo dos brasileiros 50+ e projeções, feito pela data8, empresa especializada em pesquisas relacionadas a envelhecimento e longevidade.

Uma das coordenadoras da pesquisa, Lívia Hollerbach conta que não é surpresa as pessoas gastarem mais com saúde à medida que envelhecem, mas, mesmo assim, as constatações são preocupantes.


“Nos surpreendeu essa projeção de que muito rapidamente, em menos de 20 anos, essa população já vai ser responsável por movimentar metade do consumo no país em todo o setor de saúde”, disse ela à Agência Brasil.


&gt;&gt; Leia aqui: Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada 

Peso no bolso

O levantamento aponta que a relação entre faixa etária e consumo com saúde cresce de forma desproporcional quando se observa a população que forma a geração prateada.

Em 2024, o Brasil tinha 59 milhões de pessoas 50+, o que representava 27% da população, mas 35% do consumo com saúde.

Em 2044, a projeção é que o país tenha 92 milhões de pessoas nessa faixa etária. Esse contingente representará 40% da população e 50% do consumo.


“A saúde realmente vai tomar parte grande do bolso do brasileiro”, afirma Lívia Hollerbach.


De acordo com o estudo, planos de saúde, medicamentos e suplementos representam 79% da cesta mensal de consumo de saúde das pessoas com mais de 50 anos.

Os pesquisadores estimaram o peso do consumo com saúde no orçamento pessoal. Na população com menos de 50 anos, 8% da renda vão para produtos e serviços relacionados à saúde. Para a geração prateada, o impacto no bolso é de 14%.

O levantamento detalha mais por faixa etária. Pessoas de 50 a 54 anos direcionam 11% do consumo mensal para a saúde. Na faixa de 70 a 74 anos, o patamar passa para 18%. Entre as pessoas com 80 anos ou mais, o peso chega a 21%.

Os demais gastos são com consultas médicas, exames, materiais de tratamento entre outros.

Estrutura de saúde

A coordenadora do estudo chama a atenção para a necessidade de o país se preparar para o envelhecimento da população, tanto na esfera pública quanto privada.


“A população brasileira apresenta uma demanda por cuidado e atenção à saúde que, em territórios mais vulneráveis, supera a capacidade de resposta disponível, seja pelo Poder Público, seja pela iniciativa privada”, diz Lívia.


Para a especialista, o “congestionamento recorrente” dos serviços públicos e privados é um indicativo de que a oferta existente já opera sob forte pressão, em um cenário em que a demanda tende a crescer de forma contínua nas próximas décadas.

Caminhos

Entre os caminhos para lidar com os desafios presentes e futuros, ela cita o desenvolvimento de cadeia de cuidados de longa duração. “É uma das maiores prioridades quando olhamos para a transição demográfica”.

Ressalta ainda a necessidade de a medicina preventiva ganhar cada vez mais importância e espaço na sociedade. “É extremamente importante essa cultura”, enfatiza, acrescentando que enxerga avanços, como a redução do tabagismo e do consumo de álcool.

A coordenadora assinala que o foco da sociedade deve ser relacionar aumento de expectativa com qualidade de vida.


“Isso só vai acontecer quando a gente tiver não só conscientização, mas realmente programas, produtos e serviços focados para uma saúde preventiva”, conclui.
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Casas começam a ser demolidas após explosão em São Paulo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Defesa Civil do estado de São Paulo deu início ao processo de demolição de cinco imóveis interditados definitivamente em decorrência da explosão no bairro do Jaguaré, na capital paulista. Uma obra da Sabesp atingiu a tubulação de gás da Comgás, na segunda-feira (11). A explosão deixou dois mortos, dois feridos e 27 casas interditadas.


&quot;As demolições foram iniciadas a pedido das equipes da Polícia Técnico Científica, que precisam escavar o local em busca de evidências periciais para compor o laudo da explosão&quot;, informou o governo do estado, em nota.


Notícias relacionadas:Morre segunda vítima da explosão no Jaguaré, em São Paulo.Explosão: apuração vai revelar o que deu errado, diz diretor da Comgás.Moradores sentiram cheiro de gás 3 horas antes da explosão no Jaguaré.Até o fim da tarde desta quinta-feira (14), 112 residências tinham sido vistoriadas, das quais 27 foram interditadas e 85 liberadas para retorno dos moradores.

Reparação

De acordo com as concessionárias Sabesp e Comgás, 232 pessoas foram cadastradas e receberam o auxílio emergencial para despesas imediatas, no valor de R$ 5 mil. Algumas famílias também estão sendo acolhidas em hotéis. As empresas afirmaram que vão ressarcir todos os demais danos sofridos pelos moradores.

As equipes da Sabesp e Comgás iniciaram a reforma das unidades atingidas no bairro que já foram vistoriadas pela Defesa Civil.

Nesta quinta (14), a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) mapeou 80 imóveis na região, com objetivo de realocar as famílias que perderam suas casas em novas moradias. Cinquenta famílias já foram cadastradas e estão sendo atendidas.

Segundo o governo estadual, as pessoas que perderam suas casas poderão optar por alternativas como a transferência imediata para apartamentos mobiliados da CDHU, aquisição de imóvel via carta de crédito e o auxílio aluguel.


&quot;Todas as despesas com novas moradias e reconstrução dos danos causados pelo acidente serão integralmente ressarcidas pela Sabesp e Comgás&quot;, reiterou o governo.


Arsesp

A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) oficializou as concessionárias Sabesp e Comgás para a apresentação dos primeiros esclarecimentos sobre a explosão no Jaguaré, na capital paulista. As empresas deverão encaminhar as informações solicitadas pela Agência até esta sexta-feira (15).

A medida faz parte do processo fiscalizatório instaurado pela Arsesp para apurar as causas da explosão. A documentação encaminhada pelas concessionárias será analisada pela Agência e poderá subsidiar a adoção das medidas cabíveis previstas nos respectivos contratos. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Garimpos ilegais no Amapá e Pará são alvos de operação da PF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Sete áreas de garimpo ilegal na Amazônia são alvos de uma operação integrada da Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Ibama, ICMBio e a Força Nacional, com o apoio da Polícia Militar do Estado do Pará.

Desde terça-feira (12) até hoje (15), os policiais da Operação Calha Norte atuam na região da divisa  dos estados do Amapá e Pará, precisamente nos municípios de Laranjal do Jari (AP) e Almeirim (PA), onde estão os garimpos ilegais.

Notícias relacionadas:PF combate venda de diesel para garimpos ilegais em terra indígena.Pesquisa revela que 60% dos quilombos sofrem invasões e garimpo.Estudo mapeia impactos do garimpo ilegal sobre trabalhadores cooptados.De acordo com a PF, foram inutilizadas quatro escavadeiras hidráulicas, dezenas de motores, três quadriciclos, dois tratores, geradores, acampamentos clandestinos e aproximadamente 3.300 litros de diesel usados no maquinário ilegal. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Polícia Federal deflagra ação contra grupo do setor de combustíveis</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (15) a Operação Sem Refino. O objetivo é apurar a atuação de um conglomerado econômico do ramo de combustíveis suspeito de utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Notícias relacionadas:Operação da PF desarticula esquema de tráfico internacional de drogas.PF apreende mais de uma tonelada de maconha em rodovia paulista.Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores.Também foi determinada a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), além do bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A operação contou com apoio técnico da Receita Federal.

Em nota, a corporação informou que as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo.


“A investigação integra as apurações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da ADPF [Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental] 635/RJ, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro”, destacou a PF.
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Negociações do Brics na Índia terminam sem declaração conjunta</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os principais diplomatas dos países do Brics, incluindo o Irã e Emirados Árabes Unidos, não conseguiram emitir declaração conjunta nesta sexta-feira (15), após reunião de dois dias em Nova Delhi, na Índia, deixando o país anfitrião com apenas uma nota da presidência que expôs as divergências do grupo.

Teerã queria que o bloco de economias emergentes condenasse a guerra de Estados Unidos (EUA) e Israel contra o Irã e acusou os Emirados Árabes Unidos, aliados dos EUA, de envolvimento direto em operações militares contra o país.

Notícias relacionadas:Pezeshkian pede atuação do Brics para deter agressão contra o Irã.Durigan: Brasil discutirá guerra e minerais em reuniões do Brics e G7.O Irã atacou os Emirados Árabes Unidos com mísseis e drones diversas vezes desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.


&quot;Houve opiniões divergentes entre alguns membros em relação à situação na região do Oriente Médio e na Ásia Ocidental&quot;, afirmou a Índia no documento final.


Sem mencionar os Emirados Árabes Unidos, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, disse, em entrevista, que um membro do Brics vetou algumas partes da declaração.


&quot;Não temos dificuldades com esse país em particular; eles não foram nosso alvo na guerra atual. Atacamos apenas bases e instalações militares americanas que, infelizmente, estão em território deles&quot;, disse o chanceler iraniano, acrescentando que espera que a situação mude quando os líderes do Brics se reunirem ainda neste ano.


&quot;Espero que, quando chegarmos à cúpula, eles cheguem a um bom entendimento de que o Irã é um vizinho, que temos que conviver, que convivemos há séculos e que continuaremos a conviver pelos séculos que virão.&quot;

O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Os membros do grupo manifestaram suas posições e compartilharam uma série de perspectivas, afirmou o comunicado da Índia.

Essas perspectivas variam desde a necessidade de uma resolução rápida da crise e o valor do diálogo e da diplomacia até o respeito à soberania e à integridade territorial, acrescentou.

Também foram discutidos a importância de se defender o direito internacional, garantir o comércio marítimo seguro e sem entraves pelas vias navegáveis ​​internacionais e proteger a infraestrutura e as vidas civis, concluiu o comunicado.

Apelo à união

A nota informou que os ministros do Brics &quot;lembraram que a Faixa de Gaza é parte inseparável do Território Palestino Ocupado&quot;. Eles também destacaram a importância de unificar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza sob a Autoridade Palestina e reafirmaram o direito do povo palestino à autodeterminação e a um Estado independente.

Um membro apresentou reservas sobre alguns aspectos da parte referente a Gaza, segundo a declaração, sem citar nomes.

A nota da Índia, como presidente do bloco em 2026, afirmou que os países-membros apelaram para que o mundo em desenvolvimento permaneça unido para enfrentar os desafios globais.


&quot;Eles ressaltaram a importância do Sul Global como motor de mudanças positivas&quot;.


A região enfrenta desafios internacionais que vão desde crescentes tensões geopolíticas a dificuldades econômicas, mudanças tecnológicas, medidas protecionistas e pressões migratórias.

Brics

Atualmente, o bloco conta com 11 países-membros e dez países-parceiros.

Países-membros: África do Sul, Arábia Saudita, Brasil, China, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia, Índia, Irã e Rússia.

Países-parceiros: Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã.

A modalidade país-parceiro foi criada durante a Cúpula de Kazan, na Rússia, em outubro de 2024. Esses países são convidados a participar dos encontros e dos debates. A principal diferença entre as categorias é que apenas os países-membros têm poder de deliberação, ou seja, votar nos encontros, por exemplo, para referendar a declaração final.

*Com informações da Agência Brasil ]]></description>
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Festa literária de Santa Teresa reúne cultura, arte e literatura</title>
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<description><![CDATA[ A 18ª edição da Festa Literária de Santa Teresa (Flist) ocorre neste sábado (16) e domingo (17), no Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria, no Rio, com entrada gratuita.

João Bosco, Marcelo Rubens Paiva e Roseana Murray serão homenageados por mais de 100 artistas convidados. Clique

Segundo os organizadores, o evento terá programação que integra literatura, música, teatro, dança, artes plásticas, artesanato, gastronomia, exposições e encontros com autores.

&gt;&gt; Clique aqui e acesse a página da Flist na internet

Anualmente, a Flist recebe mais de 18 mil pessoas que movimentam a economia do charmoso bairro do Rio de Janeiro. O Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat) é o organizador da festa literária.

As atividades poderão ser conferidas em diferentes ambientes do Parque Glória Maria, incluindo o Teatro Ruth de Souza, com apresentações teatrais e musicais, além de espaços como o Palanque das Letras, a Galeria Principal e o Túnel Literário, que recebem bate-papos, mesas, lançamentos e contações de histórias.

A escritora Ninfa Parreiras, curadora da Flist, conta que celebrar João Bosco, Marcelo Rubens Paiva e Roseana Murray é celebrar trajetórias que atravessam gerações e contribuem para a formação de leitores

Ao longo dos dois dias, a Flist receberá mais de 100 artistas confirmados e uma série de espaços que ampliam o acesso à leitura e à cultura, como quatro livrarias, ponto de braile, tenda de brinquedos e áreas de artesanato e gastronomia.

&quot;Mais do que uma festa literária, a Flist é um encontro que movimenta a cena cultural e a economia criativa de Santa Teresa, aproxima diferentes linguagens e transforma o Parque Glória Maria em um espaço de descobertas e convivência. Nesta 18ª edição, estamos ampliando ainda mais as ações de inclusão, com espaços dedicados a diferentes públicos e vivências&quot;, disse Ninfa Parreira.

Programação 

Entre os destaques estão os bate-papos inclusivos sobre gênero e raça nas artes, a conversa O Bêbado e a Equilibrista: a vida entre o caos e a invenção, e o debate Ré por ser Mulher.

Os visitantes também terão a oportunidade de conferir atrações como a Roleta do Bosco: música e teatro no palco e com a presença de integrantes do Sarau Poesia Andarilha e estudantes do Ensino Médio do Ceat; enquanto a cultura urbana chega com a apresentação de Eddi MC, que apresenta o rap da Baixada Fluminense; e o Slam do Estudante.

A presença indígena atravessa diferentes atividades que vão do Grafismo Indígena, com Sandro Akroá, à Conversa no Terraço com Luciana Tupinambá, passando por Indígenas e Aldeamentos Urbanizados, seguida de Roda de Maracá com o Cacique Urutau, e a contação de histórias com Melissa Xakriabá, além dos Contos de Pindoretá com Sol Jacy.

Serviço 

18ª Festa Literária de Santa Teresa (Flist) – CEAT

16 de maio (das 9h30 às 19h) e 17 de maio (das 10h às 18h)

Centro Cultural Municipal Parque Glória Maria (Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa)

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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>IBGE: setor de serviços recua 1,2% em março</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O setor de serviços no Brasil recuou 1,2% em março de 2026, em relação ao mês anterior, após estabilidade em fevereiro. A queda foi acompanhada por todas as cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, com recuo de 1,7%. Em relação a igual mês de 2025, o volume de serviços teve expansão de 3% em março de 2026.

As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira  (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Notícias relacionadas:Lucro da Caixa cai 34% no primeiro trimestre com novas regras do BC.Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda.Taxa de desemprego de pretos é 55% maior que a de brancos, revela IBGE.No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 2,3% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos 12 meses aumentou 2,8% em março de 2026.

O analista da pesquisa Luiz Carlos de Almeida Junior explica que nos últimos cinco meses, foram observados um mês de estabilidade e quatro meses de variação negativa, o que faz com que o setor de serviços acumule queda de 1,7% desde outubro de 2025.

&quot;Setorialmente, todas as cinco atividades investigadas mostraram queda na comparação com o mês imediatamente anterior. O setor de transportes foi o principal responsável pela queda observada no Brasil neste tipo de comparação. O recuo no setor foi influenciado principalmente pela queda observada no transporte rodoviário de cargas e no transporte aéreo de passageiro&quot;, disse o analista.

Segundo o IBGE, as demais quedas vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%); de informação e comunicação (-0,9%); dos outros serviços (-2%); e dos serviços prestados às famílias (-1,5%).  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operação Sem Refino: Cláudio Castro é alvo de busca e apreensão</title>
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				O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro foi alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (15), durante a Operação Sem Refino, deflagrada para investigar suspeitas de irregularidades envolvendo um grupo econômico do setor de combustíveis. Outro alvo da operação é o empresário Ricardo Magro, dono da Refit (Refinaria de Manguinhos), que teve mandado de prisão preventiva.

A ação tem como objetivo apurar a atuação de um conglomerado suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior.

Notícias relacionadas:STF apura emenda parlamentar para produtora de filme sobre Bolsonaro.PF: pai de Vorcaro liderava A Turma, milícia pessoal do banqueiro.Garimpos ilegais no Amapá e Pará são alvos de operação da PF.Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública, nos estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e no Distrito Federal. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Justiça também determinou a inclusão de um dos investigados na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), além do bloqueio de cerca de R$ 52 bilhões em ativos financeiros e a suspensão das atividades econômicas das empresas investigadas.

A operação contou com o apoio técnico da Receita Federal.

Segundo a PF, as investigações apuram possíveis fraudes fiscais, ocultação patrimonial e inconsistências relacionadas à operação de uma refinaria vinculada ao grupo investigado.

Em nota, a corporação informou que a apuração integra as investigações conduzidas no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, que trata da atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.

Defesa

A defesa de Cláudio Castro disse que ainda não tem conhecimento da motivação da busca e apreensão, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. &quot;Cláudio colaborou com a busca que ocorreu sem qualquer intercorrência e nada de relevante foi apreendido&quot;, acrescentou.

*Colaborou Paula Laboissière.

Matéria atualizada para acréscimo de informação. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 15 May 2026 11:25:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio de R$ 60 milhões nesta quinta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.008 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 60 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa..

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Encceja 2026: prazo de inscrição termina sexta&#45;feira (15)</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O prazo para que os interessados se inscrevam no Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 termina nesta sexta-feira (15).

O objetivo da avaliação é oferecer, a jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade certa, a oportunidade de obter a certificação do ensino fundamental ou ensino médio.

Notícias relacionadas:Divulgado resultado de pedido de isenção da inscrição para o Enem 2026.Desenrola: renegociação de dívidas do Fies começa nesta quarta-feira.Mães e pais na pós-graduação vão ter prorrogação de período de bolsas.A participação no exame nacional é voluntária e gratuita. Na data da prova, é necessário ter ao menos 15 anos, para o ensino fundamental, e 18 anos, para o ensino médio.

Inscrição

A inscrição deve ser realizada exclusivamente pelo Sistema Encceja.

Ao acessar a plataforma do exame, o candidato deve seguir os seguintes passos:

1. clique no botão “Inscrição 2026”;

2. preencha os campos com seus dados pessoais, como o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento;

3. depois, clique no desafio de autenticação e assinale a figura correspondente à palavra proposta;

3. Na página seguinte, preencha os dados obrigatórios como Cor ou Raça, Estado civil, Nacionalidade, endereço completo;

4. Na próxima página, o internauta pode sinalizar se precisa de algum tipo de atendimento especializado para fazer a prova. Se positivo, o candidato deve marcar a condição que motiva a solicitação de atendimento especializado (como cegueira, deficiência física, auditiva, intelectual, Transtorno do Espectro Autista, gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar ou outra condição específica);

5 – Na mesma página, a pessoa deve indicar o recurso de acessibilidade necessário para a realização da prova, de acordo com sua necessidade e anexar o laudo de comprovação da condição especial indicada;

6 – Ao clicar em “próximo”, deve ser confirmado que as informações declaradas são verdadeiras, sob pena de responder por crime contra a fé pública;

7. A pessoa deve verificar se as informações preenchidas estão corretas e continuar a inscrição;

6. Se desejar, o candidato pode marcar a opção de tratamento pelo nome social. O direito é reservado a participantes travestis, transexuais ou transgêneros que se identificam e querem ser reconhecidos socialmente conforme sua identidade de gênero;

7. A próxima etapa é preencher o nível de ensino para o qual busca obter certificação (fundamental ou médio) e assinalar as provas que precisa fazer para conseguir a certificação do nível de ensino pretendido;

8. Na sequência, o candidato precisa selecionar o estado e município em que deseja fazer a prova. Também é necessário indicar a instituição certificadora em que prefere solicitar o documento de conclusão ou declaração parcial de proficiência, após a devida liberação dos resultados;

9. Para prosseguir, o candidato deve marcar que a declaração de todas as informações está correta e que tem conhecimento de todas as regras estabelecidas no edital do exame;

10. A penúltima etapa é o preenchimento do questionário socioeconômico do Encceja com cerca de 70 questões com informações como família, moradia, trabalho, renda mensal, etc;

11. O candidato também é questionado sobre sua percepção do Encceja, hábitos de leitura, habilidades no uso de dispositivos eletrônicos, etc;

12. Por fim, a pessoa deve informar seus dados de contato corretamente, sendo pelo menos um número de telefone para possível contato da equipe do Inep.

13. O sistema alerta que não será possível alterar o questionário após selecionar a opção &quot;confirmar&quot;;

14. Pronto, a inscrição será confirmada.

As provas

O Encceja avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou extraescolar.

As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no dia 23 de agosto, em dois turnos, em todos os estados e no Distrito Federal.

O exame é composto por quatro provas objetivas e uma redação, tanto para o ensino fundamental quanto para o médio.

As avaliações são organizadas por áreas do conhecimento. No ensino fundamental, os participantes são avaliados em ciências naturais, matemática, língua portuguesa (incluindo redação), língua estrangeira, artes, educação física, história e geografia.

Já no ensino médio, as áreas incluem linguagens e códigos acompanhadas de redação, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

Cada prova objetiva conta com 30 questões de múltipla escolha, totalizando 120 itens, além da produção de texto.

Sobre o Encceja

Realizado pelo Inep desde 2002, o exame garante a certificação de níveis do ensino da educação básica e, com isso, possibilita a retomada da trajetória escolar.

O Encceja ainda norteia a implementação de políticas para a melhoria da qualidade da oferta da educação de jovens e adultos. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Boulos critica compensação a empresas pelo fim da escala 6x1</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, criticou nesta quarta-feira (13) a possibilidade de haver compensação econômica a empresas para aprovar o fim da escala 6x1, aquela em que o empregado trabalha seis dias seguidos por apenas um de descanso.

Setores empresariais também pedem que o fim da escala, com redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, seja implantado de forma gradativa.

Notícias relacionadas:Governo e Câmara fecham acordo para fim da 6x1 e 40 horas semanais.Vereadores fazem “protocolaço” de projetos pelo fim da escala 6x1.Durigan diz ser contra qualquer compensação ao fim da escala 6x1.&quot;A gente tem visto um debate sobre compensações. Neste caso, gente, elas não são razoáveis. Alguém chegou a propor compensação para as empresas quando há aumento de salário mínimo no Brasil? Não, não seria razoável. Se alguém propusesse isso talvez fosse alvo de chacota. Se o impacto econômico, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada [Ipea], é semelhante [ao aumento do salário mínimo], por que nós vamos falar agora de compensação, de bolsa patrão?&quot;, questionou Boulos durante participação em uma audiência pública na comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 e redução da jornada semanal.


&quot;Quer dizer, o trabalhador reduz a jornada, ganha dois dias para poder descansar, uma coisa humana, uma pauta que nem deveria ser partidarizada como está, deveria ser defendida pelo conjunto das forças políticas deste país, [mas] aí, esse próprio trabalhador, por meio dos seus impostos, tem que financiar uma compensação? Não tem razoabilidade&quot;, acrescentou.


A audiência pública também contou com a presença de Rick Azevedo, fundador do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e atualmente vereador na cidade do Rio de Janeiro. Azevedo contou que, durante 12 anos, trabalhou em supermercado, farmácia, posto de gasolina, shopping e call center, sempre na escala 6x1.

&quot;Eu sei exatamente o que o trabalhador e a trabalhadora brasileira passam constantemente nessa escala desumana&quot;, afirmou.


&quot;Como é que vocês acham que uma mãe de família, um pai de família, um jovem, conseguem viver nessa escala, conseguem ter dignidade nessa escala? Por anos, passei não me sentindo gente, não me sentindo pertencente à sociedade, não sentia capaz&quot;, pontuou o ativista, que é reconhecido como um dos responsáveis por ter impulsionado a pauta nos últimos anos.


Rick Azevedo também criticou a possibilidade de compensações a empresários e de período de transição para a implantação da redução da escala.

&quot;A escala 6x1 existe desde que a CLT foi fundada e estamos com essa pauta na boca da sociedade desde 2023. O fim da escala 6x1 já era para ter acontecido&quot;, afirmou.

Mais cedo, ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram que a PEC do fim da escala 6x1 vai propor uma alteração constitucional simples para prever descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5x2, e redução da jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta. No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

Com isso, faltaria apenas decidir se haverá alguma compensação para os empresários e se haverá período de transição, segundo o deputado federal Alencar Santana (PT-SP), presidente da comissão especial da PEC. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lavagem da Escadaria do Bixiga reafirma presença negra no centro de SP</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um cortejo formado majoritariamente por mulheres negras e liderado pelo bloco afro Ilú Obá de Min percorreu as ruas do Bixiga na noite de hoje (13), espalhando água de cheiro e fazendo ecoar o som de seus tambores e de suas vozes.

O ato político, cultural e simbólico ocorre desde 2006 na Rua 13 de Maio e na Escadaria do Bixiga, no centro da capital paulista, e é um manifesto contra o que chamam de falsa liberdade e falsa abolição.

Notícias relacionadas:13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão.STJ lança curso gratuito sobre equidade racial na Justiça.Municípios se comprometem a proteger crianças contra violência .A manifestação é realizada sempre no dia em que se celebra a Abolição da Escravatura, instituída pela Lei Áurea em 1888 e assinada pela Princesa Isabel.

Segundo Beth Beli, presidenta, diretora artística e regente do bloco, a lavagem do Bixiga pretende “iluminar nossas narrativas e recontar a história”.


            
        
    
Lavagem da Escadaria do Bixiga. Foto - Elaine Patricia Cruz/Agência Brasil


“Esse ato tem a ver com iluminar as nossas história e iluminar as mulheres negras”, afirmou à Agência Brasil, lembrando que o uso de tambores é importante para lembrar que é um instrumento milenar bastante utilizado para a comunicação e que amplifica a voz dessas mulheres.


“Se a gente tem alguma arma, a arma é o nosso tambor”. 


A escolha pelo Bixiga, destacou, não é circunstancial, já que a região, embora conhecida pelas cantinas italianas, foi um importante território negro da cidade de São Paulo, local onde existiu o Quilombo Saracura e que também é marcado pelo surgimento do samba paulistano.

No início do século 20, a área era conhecida como Pequena África.


“Isso também é para lembrar que esse bairro nunca foi italiano, ele sempre foi dos povos africanos. E aí, se vai se chegando à colônia, que foi um projeto de branquear o Brasil.”


Em manifesto lido e distribuído para a população que acompanhou o ato, o bloco destacou a luta histórica das mulheres negras.

“Mulheres negras sempre estiveram na linha de frente das rebeliões e lutas do nosso povo. Essas lutas atravessam séculos e são exemplo de incansável batalha pela liberdade. Um grito por liberdade que pode ser ouvido ainda hoje na coletividade feminina, que se organiza para combater as opressões do capitalismo, racismo, machismo, capacitismo, misoginia e lgbtqiap+fobia! Rejeitamos o legado cruel do colonialismo e da dominação branca para construirmos nossos próprios valores, padrões e perspectivas de vida  com a base sólida na cooperação mútua”, diz o manifesto. 

Lavagem da mentira

Depois da leitura, o bloco saiu em cortejo pelas ruas do bairro, lavando-as com água de cheiro para mostrar a força da voz, do corpo e do batuque das mulheres negras. 

O ato de lavar a rua, diz o movimento, é um gesto para dizer que a presença negra nesse território não pode ser apagada.


“Essa é a lavagem da rua da mentira, porque a gente entende que o que ocorreu foi uma falsa abolição. A gente vem aqui recontar uma história de 500 anos. Só que a narrativa aqui é contada pela voz das mulheres negras.”


A tradição da lavagem no Bixiga foi iniciada pelo coletivo Ori Axé e agora é realizada pelo Ilú Obá de Min como uma forma de legado e de resistência. Fundado pelas percussionistas Beth Beli, Adriana Aragão e Girlei Miranda, o bloco reúne um coletivo de 420 integrantes em sua bateria e corpo de dança, tendo completado 20 anos em 2024.

Desde que surgiu, o Ilú Obá de Min abre as celebrações do carnaval de rua em São Paulo.


“A lavagem é um feitiço mesmo, para limpar a gente dessas mazelas, porque a escravidão deixou uma herança muito cruel para nós, pessoas pretas. Então, quando a gente lava com a água de cheiro, a gente lembra de onde realmente a gente vem e quais são as nossas origens.” 
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Internet precária e falta de identificação são causas de desinformação</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A falta de acesso à internet ou a conexão de baixa qualidade ainda é uma das principais dificuldades para pessoas se manterem informadas, constatou a pesquisa Dos territórios indígenas às periferias: retratos da desinformação e do consumo de notícias no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (13). A falta de conexão do público com os meios de acesso à informação também distancia pessoas das mensagens.

&quot;Mais do que melhorar formatos ou ampliar alcance, o desafio é mudar a lógica: sair de um jornalismo que só &#039;fala&#039; para um jornalismo que escuta e constrói junto&quot;, identificou o levantamento, realizado pela Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas.

Notícias relacionadas:Municípios se comprometem a proteger crianças contra violência .13 de maio: dia de reflexão sobre como reparar danos da escravidão.STJ lança curso gratuito sobre equidade racial na Justiça.O estudo entrevistou cerca de 1,5 mil pessoas em Santarém (PA), Recife (PE) e São Paulo (SP) e trouxe 16 recomendações para fortalecer o jornalismo e enfrentar a desinformação, além de democratizar a comunicação.

Além da dificuldade de se conectar, problema sugerido por um entre quatro entrevistados, a pesquisa mostra que quem vive nas periferias não consegue diferenciar com facilidade se uma informação é falsa (17%) e ainda relaciona a falta de tempo (16%) à dificuldade de selecionar conteúdos confiáveis.

Quem tem rotina exaustiva e múltiplas funções, caso de muitas mulheres, tem menos tempo para refletir sobre o conteúdo recebido, analisa a pesquisa.

Para enfrentar esse cenário, o estudo da Coalização destaca o potencial do jornalismo local, que detém a confiança da população, assim como compreende a realidade dos territórios, explicou a coordenadora do estudo, Thais Siqueira, diretora da Coalizão.

Segundo o levantamento, a maior parte dos entrevistados busca notícias para entender o que aconteceu no próprio bairro, (17%), depois, para tomar decisões (14%), compartilhar informações (12%), além de ter assuntos em conversas (11%).

Para isso, os meios mais acessados são os aplicativos de mensagens e redes sociais, com destaque para o WhatsApp e o Instagram.

Regiões

Entretanto, há diferenças entre as regiões. Em Recife e São Paulo, há mais diversificação entre as plataformas, sites de notícias e redes sociais, enquanto em Santarém prevalece o WhatsApp, a TV aberta e rádio. A pesquisa ressaltou que a situação indica a relevância de mídias tradicionais onde o acesso digital é mais restrito.

O dispositivo mais usado pelo público pesquisado é o celular. A televisão, o computador e o rádio estão na sequência. Os meios tradicionais, ao lado dos sites, assim como pessoas conhecidas, professores e lideranças comunitárias foram reconhecidas no levantamento sobre o acesso à informação como as fontes mais confiáveis na distribuição de notícias verdadeiras.

Os influenciadores digitais estão no fim da fila, depois de grupos de WhatsApp, contrariando expectativas.

Combate à desinformação

Embora os meios tradicionais sejam os mais acessíveis e confiáveis, o acesso a eles não garante o combate à desinformação. De acordo com a pesquisa, conteúdos produzidos localmente, respeitando saberes, a pluralidade de formas de expressão e &quot;os modos coletivos de construir e validar o saber&quot; têm mais adesão do público.

Esse cenário abre uma oportunidade para valorizar dinâmicas locais, reforça Thais.


&quot;A confiança passa por relações, experiências e referências locais, e o jornalismo precisa dialogar com isso, em vez de ignorar&quot;, sintetiza a diretora da Coalizão.


De acordo com Thaís, a pesquisa mostra que combater a desinformação não se resume à checagem de fatos. &quot;Exige uma reorganização e inclui reconhecer e financiar os sistemas próprios de comunicação&quot;, afirmou.

Essa é uma das 16 recomendações do estudo, que sugere também a produção de informação em formatos de áudio, vídeos curtos e conteúdos compartilháveis, facilitando o acesso de quem não tem pacote de dados de internet e acessa conteúdos nos celulares apenas pelas plataformas.

Levantamento

Para chegar aos resultados apresentados, a Coalização de Mídias capacitou pesquisadores, jornalistas e comunicadores locais. Em Recife, artistas de rua e jovens mães também aplicaram questionários. Os dados foram coletados e analisado a partir de estratégia do Observatório Ibira30 e da Fundação Tide Setubal.

A Coalizão de Mídias é formada por iniciativas de cinco estados brasileiros, são elas: Periferia em Movimento (SP), Desenrola e Não Me Enrola (SP), A Terceira Margem da Rua (SP), Frente de Mobilização da Maré (RJ), Fala Roça (RJ), Rede Tumulto (PE), Mojubá Mídias e Conexões (BA) e Coletivo Jovem Tapajônico (PA). ]]></description>
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Pai de Daniel Vorcaro é preso na 6ª fase da operação Compliance Zero</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O empresário Henrique Vorcaro, pai do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quinta-feira (14) pela Polícia Federal (PF), na 6ª fase da Operação Compliance Zero. Agentes da corporação também estão entre os alvos da ação.

Em nota, a corporação informou que o objetivo da operação é aprofundar as investigações de organização criminosa suspeita de praticar condutas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos.

Notícias relacionadas:Senador Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero.Polícia Federal deflagra a 4ª fase da Operação Compliance Zero  .PF prende Daniel Vorcaro em 3ª fase da Operação Compliance Zero.Policiais federais cumprem, ao todo, sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e de sequestro e bloqueio de bens.

Ainda de acordo com a PF, estão sendo investigados os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Compliance Zero

Na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na última quinta-feira (7), policiais federais cumpriram um mandado de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

Já na 4ª fase, deflagrada em 16 de abril, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo).

A pedido da própria corporação e do Ministério Público, a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.

 

*Colaborou Pedro Peduzzi  // Matéria ampliada às 8h47 para incluir que policiais federais são alvos da ação. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Pai, Daniel, Vorcaro, preso, 6ª, fase, operação, Compliance, Zero</media:keywords>
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<title>Chuvas na Paraíba: governo destina R$ 6 milhões para conter danos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O estado da Paraíba receberá do governo federal R$ 6,18 milhões para reparar danos causados pelas tempestades que atingiram a região no início deste mês. A autorização do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional consta de portaria publicada no Diário Oficial da União.

O valor será repassado em parcela única, por meio de transferência legal prevista no Orçamento Federal para ações de proteção e recuperação de infraestrutura afetada.

O prazo estabelecido para a execução das medidas é de 180 dias. Pela norma, os recursos devem ser aplicados exclusivamente nas ações previstas no processo inserido no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD) e aprovado pelo governo federal.

Ao final dos trabalhos, o ente beneficiário terá até 30 dias para apresentar a prestação de contas, conforme determina a legislação. 

Tempestades

Notícias relacionadas:Governo federal reconhece emergência em municípios afetados por chuvas.Governador decreta estado de calamidade pública na Paraíba.Chuvas: Governo envia Defesa Civil para Pernambuco e Paraíba .As fortes chuvas causaram mortes e levaram o governo a decretar estado de calamidade pública para agilizar as ações de socorro e reconstrução. Cerca de 16 mil pessoas foram impactadas pelas chuvas em todo o estado. 

Os maiores impactos concentram-se nos municípios de Bayeux, Rio Tinto, Mamanguape, Sapé, Ingá, João Pessoa e Cabedelo. O abastecimento de água chegou a ser interrompido na Grande João Pessoa.

O Corpo de Bombeiros resgatou mais de 300 pessoas. No total, foram mobilizados 746 militares, além de viaturas, embarcações e aeronaves em diversas cidades paraibanas. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 14 May 2026 10:36:05 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Jazz Livre recebe trombonista Felipe Brito para live na Rádio MEC </title>
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				O trombonista Felipe Brito é a atração da live em formato multiplataforma do Jazz Livre que a Rádio MEC apresenta nesta quarta-feira (13). Com transmissão simultânea em áudio, pelo dial da emissora, e em vídeo, no YouTube da rádio, o programa vai ao ar às 21h conduzido por Sidney Ferreira. 

Embaixador da música brasileira no exterior e um dos grandes nomes do trombone contemporâneo, Felipe Brito se apresenta no Jazz Livre acompanhado de Ivan Carlos Nunes (saxofone), Renan Francisco (piano), Miguel Dias (baixo) e Luciano de Paula (bateria). Conhecido por seus projetos de grande impacto social, o trombonista interpreta obras autorais do aclamado espetáculo Tributo a Martin Luther King Jr., trabalho que une a excelência do jazz à mensagem de união e justiça.

Notícias relacionadas:Programa Tarde Nacional SP, da Rádio Nacional, recebe Prêmio APCA.Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional.Rádio MEC estreia temporada de crônicas de Ruy Castro e Heloisa Seixas.Durante a live na Rádio MEC, Felipe conta como foi o processo de traduzir o legado e os discursos de uma das maiores figuras da história da humanidade para as notas do seu trombone e para o arranjo do quinteto. Ainda no programa, o convidado destaca como a imersão nos Estados Unidos - berço do jazz, onde mora e tem uma carreira sólida - influenciou a forma como construiu essa homenagem.

Com datas para apresentações no Rio de Janeiro e em São Paulo, o show “Tributo a Martin Luther King Jr.” traz uma forte carga emocional e política. Aos músicos Ivan, Natan, Giordano e Flávio, Sidney Ferreira pergunta como foi criar uma sonoridade que dialoga com a espiritualidade e a luta pelos direitos civis

O repertório interpretado por Felipe Brito e os quatro músicos ao longo da atração radiofônica traz Vai, Aos Amigos Da Vida, Não Deixe para Amanhã (Don&#039;t Put Off Until Tomorrow), Pegada, Chiquita Hermosa e Não Deixa Cair. Além de integrar o show, as composições autorais foram gravadas no álbum Não Deixe Para Amanhã, lançado em 2024. 

Felipe Brito atua nos Estados Unidos há 14 anos como artista solo, músico orquestral, de jazz, comercial, de estúdio e solista em Cape Girardeau, St. Louis, Memphis, Nashville, Chicago, Austin, Nova York e Nova Jersey. Desde 2023, Felipe também é professor de trombone e diretor de jazz e de música comercial na Southeast Missouri State University. 

Sobre o Jazz Livre

Atração diária da Rádio MEC, no ar de segunda a sexta-feira, na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. O programa apresenta várias edições inéditas por semana, ao vivo, geralmente, de segunda a quinta-feira.

A produção transmitida em tempo real oferece ao público a oportunidade para interagir por meio do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar sua mensagem para a equipe da emissora pública.

Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Thiago Regotto é o gerente executivo de rádio.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como &quot;A Rádio de Música Clássica do Brasil&quot;, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC.

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537.

Serviço

Jazz Livre - Live Felipe Brito - Tributo a Martin Luther King Jr - quarta-feira, dia 13/05, às 21h, ao vivo na Rádio MEC e no YouTube da emissora ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A visita do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, à China, para encontro com o presidente Xi Jinping, na noite desta quarta-feira (13), no horário de Brasília, captura a atenção do planeta em meio a guerra no Irã que segue abalando as relações internacionais e a economia global.

Vista por Washington como ameaça à liderança econômica e tecnológica que os EUA tentam preservar no mundo, a China foi alvo prioritário da guerra tarifária iniciada por Trump logo no início do 2ª mandato, em abril de 2025.   

Notícias relacionadas:Chanceleres do Brics se reúnem em Nova Delhi nesta semana.&quot;Ninguém respeita lambe-botas&quot;, diz Lula sobre reunião com Trump.Rússia e China vetam resolução sobre Ormuz em Conselho de Segurança.A reação da China às tarifas, incluindo restrições à exportação de terras raras, minerais essenciais para setores da tecnologia e de defesa dos EUA, fez Trump recuar na imposição de altas tarifas aos produtos chinesas.  

Ao lançar a ofensiva contra o Irã, no final de fevereiro, Trump prejudicou também os interesses de Pequim, principal consumidora do petróleo de Teerã e que deseja ver reaberto o Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra. 

Para analistas consultados pela Agência Brasil, a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim pode ser aproveitada pelo Brasil para melhorar a posição do país no cenário global, em especial, devido ao fato de o país ter a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, com cerca de 22%, atrás apenas da China. 

Trump desmoralizado

O encontro entre Trump e Xi Jinping estava marcado para o final de março, mas foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, que teria, entre os objetivos, além de projetar Israel, barrar a expansão econômica da China na Ásia Ocidental.  

O analista geopolítico Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do Brics, avaliou que Trump calculou errado que conseguiria derrubar o governo no Irã rapidamente, chegando em Pequim em condições de impor a Xi Jinping acordos mais favoráveis à Washington.


“Ele achou que chegaria a Pequim com todas as cartas na mão para pressionar Xi, mas faltou combinar com os iranianos. Agora, Trump está chegando derrotado. Nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”, disse.


O também analista geopolítico da publicação Brasil de Fato destacou que, mesmo um dos principais ideólogos do imperialismo dos EUA, o neoconservador Robert Kagan, reconheceu, dias atrás, em artigo, que Trump saiu derrotado após tentar derrubar o regime político iraniano.

Fernandes destaca, no entanto, que Xi Jinping conseguiu manter o crescimento das exportações chinesas mesmo após o tarifaço de Trump. Ainda assim, a China deve tentar pressionar Trump para pôr um fim definitivo à guerra no Oriente Médio.

“Há, claramente, uma triangulação sendo feita, nesse momento, entre Pequim, Moscou e Teerã. Não foi à toa que Araghchi [ministro das Relações Exteriores do Irã] esteve em Pequim na semana passada, e já esteve em Moscou. Rússia e China estão intermediando, pelo Irã, para que haja uma solução pacífica e a guerra termine. Isso seria o principal ponto do encontro para Xi Jinping”, completou.

Taiwan

Em conversas com jornalistas no início da semana, Donald Trump informou que deve tratar com Xi Jinping sobre a venda de armas dos EUA para Taiwan, província autônoma da China com aspirações de independência política.

Pequim não aceita o reconhecimento de Taiwan independente, o que costuma ser expressado na política de “uma só China”.

“A firme oposição da China à venda de armas americanas para a região de Taiwan, território chinês, é consistente e clara”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ao responder aos jornalistas nesta semana.

O professor de Relações Internacionais do Ibmec José Luiz Niemeyer, avalia que a China vai cobrar os EUA para não incentivar, de qualquer forma, uma Taiwan independente.

“Eles vão ficar discutindo o que cada um poderia fazer nos espaços considerados vitais de cada um. Vão discutir o limite até onde o outro pode ir. Essa vai ser a discussão principal. E os EUA definiram a América Latina como área de defesa de Washington”, explicou.

A doutrina do governo Trump tem pregado a proeminência de Washington na América Latina, assim como o combate à influência da China no continente. Pequim é o principal parceiro comercial da maioria dos países na América do Sul, incluindo o Brasil. Até os anos 2000, eram os EUA o principal parceiro das economias sul-americanas. 

Para o especialista do Ibmec, a China está em uma posição mais confortável nas negociações, tanto que foi Trump que foi a Pequim, e não Xi Jinping que foi a Washington.

“Tenho a impressão que essa visita mostra uma necessidade de aproximação dos EUA com a China. Me parece que o encontro tende a dar mais frutos para a agenda chinesa do que para a norte-americana”, completou José Luiz Niemeyer.

Terras raras

O tema das terras raras também deve estar no centro dos debates entre Trump e Xi Jinping, na avaliação do professor do Ibmec José Niemeyer. Esses minerais são essenciais para as indústrias militar, da tecnologia e da transição energética, com a China liderando a produção desses insumos.

“Os EUA precisam muito de dois minerais de terras raras, que é o samário e o neodímio, fundamentais para indústria bélica, para construção de ímãs usados em mísseis. E os EUA não dispõem desses materiais, a China sim”, lembrou.

O analista Marco Fernandes ressalta que a indústria dos EUA já tem acesso aos minerais críticos da China, mas pondera que Pequim pode impor novas restrições, como fez durante o tarifaço, que prejudicam os negócios norte-americanos.

Na última semana, a China começou a aplicar a lei anti-sanções do país. Aprovada em 2021, ela proíbe que empresas no país reconheçam as sanções dos EUA. A medida foi uma reação a sanções recentes de Washington contra empresas na China que fazem negócios com os iranianos.

“Isso é uma novidade na postura da China de ser assertiva em relação aos EUA. Cada vez que os EUA subirem o tom, apostando em sanções e outras medidas anti-chinesas, eles vão dar o troco. Isso é importante porque é um capítulo novo na relação sino-americana”, completou Marco.

Brasil entre China e EUA

As relações entre China e EUA são importantes para o Brasil porque, além de serem os dois principais parceiros comerciais do país, a disputa pelo controle das terras raras pode ser usada por Brasília para extrair ganhos políticos e econômicos das duas superpotências do planeta. 

O professor José Luiz Niemeyer avalia que o Brasil pode aproveitar as disputas entre Pequim e Washington por meio de uma posição “passiva estratégica”.

“Cada vez que há mais crise do ponto de vista de fornecimento de produtos entre os EUA e China, o Brasil pode aproveitar para exportar os produtos que estão em litígio entre os dois países, como por exemplo, minerais de terras raras”, afirmou.

Para o analista do Conselho Popular do Brics Marco Fernandes, o Brasil está no centro da disputa entre EUA e China por conta das terras raras.

“O Brasil vai precisar saber se colocar no meio dessa disputa de uma maneira soberana e que acumule para nossos interesses”, defende. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Estratégias de consumo aumentam volume de endividamento</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em uma compra habitual no supermercado, posto de gasolina ou na farmácia, o atendente oferece ao consumidor a possibilidade de parcelar a despesa em até três vezes sem juros. O comprador avalia como vantajosa a oferta e concorda em deixar a prazo aquilo que costumava a pagar de uma vez – à vista ou no cartão de crédito.

A cena acima é cada vez mais comum, como observa a socióloga Adriana Marcolino, diretora técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “Estamos vendo muitas pessoas utilizando o crediário para pagar contas do orçamento mensal.”

Notícias relacionadas:Desenrola 2.0 renegocia quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz Durigan.Novo Desenrola: juros altos pressionam endividamento das famílias.Governo prepara Desenrola para trabalhadores informais e adimplentes.O risco de usar o crédito para despesas ordinárias é desorganizar as contas e fazer do crédito um complemento à renda, quando deveria ser um recurso para produtos de vida longa e grande utilidade.

“O crédito é importante porque financia bens de consumo duráveis e bens de maior valor”, pondera Adriana Marcolino que tem por ofício defender políticas públicas e iniciativas financeiras que resultem em maior poder de compra do trabalhador.

Ansiedade de consumo

A oferta fácil de crédito pode agravar a “ansiedade de consumo”, alerta a economista Katherine Hennings, pesquisadora associada da Fundação Getulio Vargas (FGV) e analista da BRCG Consultoria. “Nós temos um comportamento que é de tentar antecipar ao máximo o que a gente consegue consumir”, diagnostica.

Segundo ela, o modo de agir não é restrito a determinada faixa de renda nem está ligado ao consumo de produtos indispensáveis. A decisão de comprar acaba por responder aos “estímulos” da propaganda, seja nos anúncios dos meios tradicionais ou nas recomendações dos influencers na internet.

“Há diversos apelos à compra, e as pessoas têm acesso ao crédito, o que viabiliza anteciparem o consumo”, descreve a economista. Diante da TV ou da tela do computador sobra oferta, mas falta explicação sobre os efeitos da ansiedade de comprar. “Essa parte, menos glamourosa, de fazer as contas não está sendo feita.”

Parcelas cabem no orçamento?

A consequência de não fazer as contas é se comprometer com mais do que pode e ter que utilizar formas de financiamento com os juros mais altos do mercado, como o cheque especial, o parcelamento direto na operadora de cartão de crédito ou o rotativo do cartão – quando o cliente paga apenas parte da fatura.

De acordo com o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes, o consumidor precisa levar em consideração os custos de assumir essas dívidas antes da decisão de comprar. Precisa verificar quanto vai pagar de juros ao comprar parcelado.


“O brasileiro sabe pesquisar o preço de um produto no comércio. Consegue comparar o preço de um item de vestuário, de um eletrodoméstico, ou de um produtor eletroeletrônico. Mas, na hora de tomar o financiamento, tem o hábito de simplesmente verificar se é possível acomodar a prestação dentro do orçamento.”


Crédito não é renda

Outro erro do consumidor brasileiro é raciocinar que o limite do cheque especial ou do cartão de crédito se soma a sua renda, acrescenta a economista Isabela Tavares, responsável pelo acompanhamento de crédito e endividamento da Consultoria Tendências.


“Precisamos entender que o limite do cartão de crédito não é uma renda extra. Temos que conseguir pagar o cartão de crédito com o salário que recebemos no final do mês. Quem ganha R$ 5 mil e tem um limite também de R$ 5 mil não tem renda de R$ 10 mil”, lembra a economista.


Educação financeira

Isabela Tavares, assim como Fabio Bentes e Katherine Hennings, acha necessário que haja mais educação financeira da população para decidir sobre o que, quando e como gastar.

Esse é o trabalho do planejador financeiro Carlos Castro, que criou uma plataforma na internet para fazer educação financeira (SuperRico) e atua em uma associação (Planejar) que forma profissionais para fazer o trabalho de orientação pessoalmente.

Castro elaborou uma cartilha e criou uma calculadora para ajudar as pessoas decidirem como aderir ao Desenrola 2, e se devem usar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para fazer o refinanciamento proposto no programa do governo federal (veja serviço abaixo).

Para ele, o programa é de emergência, “uma medida de curto prazo”, mas a solução do problema é mais estrutural: “Evitar que o brasileiro volte a se endividar, e continue no mesmo nível de endividamento que temos hoje.”

Inadimplência de 81,7 milhões

De acordo com o Banco Central, a inadimplência das famílias em março no Sistema Financeiro Nacional chegava a R$ 238,5 bilhões – 5,3% do crédito total cedido a elas (R$ 4,5 trilhões). O dado não contempla todos os credores como o comércio e prestadores de serviço.

Na proporção, o percentual do volume do pagamento de empréstimos em atraso pode parecer pequeno. Mas, quando são considerados indicadores sobre a quantidade de pessoas com dívidas não quitadas, os números se tornam mais superlativos.

Conforme a Serasa Experian, 81,7 milhões de pessoas estão inadimplentes. Segundo a empresa, a maior parte da dívida em atraso (47,1%) é para bancos e financeiras. De cada 100 devedores, 78 recebem até dois salários mínimos como faixa de renda.

As pessoas com salários mais baixos estão mais vulneráveis a tomar empréstimos ou a fazer dívidas mais caras.


“São pessoas que têm notas de crédito de score mais baixo. Não conseguem, por exemplo, crédito consignado [de juros menores porque é descontado em folha] pois não têm um emprego formal. Assim acabam recorrendo a empréstimos não consignados, cheque especial, ou o rotativo do cartão”, explica Isabel Tavares, da Consultoria Tendências.


Para Adriana Marcolino, diretora técnica do Dieese, o efeito dessas opções de crédito é “drenar uma parte da renda do trabalho para o sistema financeiro. Quanto maiores os juros, maior a parte que vai ficar para o banco.”

Serviço:

Acesse aqui cartilha e a calculadora para consulta sobre o Desenrola 2 ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fim da &amp;quot;taxa das blusinhas&amp;quot; preocupa indústria; plataformas apoiam</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A decisão do governo federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”, provocou reação imediata de entidades da indústria e do varejo e das plataformas de comércio internacional.

A medida foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e passa a valer a partir desta quarta-feira (13), mantendo apenas a cobrança de 20% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre as encomendas.

Notícias relacionadas:Lula assina MP e zera &quot;taxa das blusinhas&quot;.Em nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a medida cria uma vantagem para fabricantes estrangeiros em detrimento da produção nacional. Em nota, a entidade declarou que a decisão representa “uma vantagem concedida a indústrias estrangeiras em detrimento do setor produtivo nacional”.

A CNI avalia que o impacto será maior sobre micro e pequenas empresas e poderá provocar perda de empregos.

Em nota, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) informou que a revogação amplia a desigualdade tributária entre produtos nacionais e importados. A entidade alertou para o risco de redução nas vendas do varejo brasileiro, sobretudo entre pequenas e médias empresas, diante da concorrência com produtos importados. De acordo com o IDV, a medida pode provocar queda na reposição de estoques, afetar a indústria nacional e levar ao fechamento de fábricas ou transferência de produção para países vizinhos.

Segundo a entidade, após a criação da tributação sobre compras internacionais, o varejo registrou a abertura de 107 mil empregos no primeiro ano, além de aumento de investimentos e produtividade. “O fim do Imposto de Importação na venda cross border acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores”, concluiu o instituto.

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) classificou a revogação da cobrança como “extremamente equivocada”. Segundo a entidade, a medida amplia a desigualdade tributária entre empresas brasileiras e plataformas internacionais.

“É inadmissível que empresas brasileiras arquem com elevada carga tributária, juros reais altíssimos e custos regulatórios enquanto concorrentes estrangeiros recebem vantagens ainda maiores para acessar o mercado nacional”, afirmou a Abit.

A associação também argumentou que a decisão pode afetar a arrecadação pública. Dados da Receita Federal apontam que, entre janeiro e abril de 2026, o imposto arrecadou R$ 1,78 bilhão, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (Abvtex) disse “repudiar com veemência” o fim da tributação. Para a entidade, a medida representa “um grave retrocesso econômico e um ataque direto à indústria, ao varejo nacional e aos 18 milhões de empregos gerados no Brasil” e pode &quot;penalizar as empresas brasileiras, especialmente as micros e pequenas, que produzem, empregam e sustentam a arrecadação do país”.

A entidade defendeu a criação de medidas compensatórias para evitar fechamento de empresas e perda de postos de trabalho.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria também criticou a decisão. 

“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação. Isso prejudica empregos, produção nacional e o comércio formal”, declarou o presidente da frente, deputado Júlio Lopes (PP-RJ).

Apoio das plataformas

Na direção oposta, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comemorou o fim da cobrança.

A entidade, que reúne empresas como Amazon, Alibaba, Shein e 99, afirmou que a tributação era “extremamente regressiva” e reduzia o poder de compra das classes C, D e E.

Segundo a Amobitec, a chamada “taxa das blusinhas” aprofundava a desigualdade social no acesso ao consumo e não cumpriu a promessa de fortalecer a competitividade da indústria nacional.

Fim da cobrança

A cobrança de 20% havia sido criada em 2024 no âmbito do programa Remessa Conforme, voltado a regulamentar compras internacionais em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress.

Para compras acima de US$ 50, segue mantida a tributação de 60%.

No ato de assinatura da MP que acaba com o imposto, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, explicou que foi possível zerar o imposto após três anos de combate ao contrabando e maior regularização do setor. 

*Matéria alterada às 6h44 do dia 13/5 para incluir o posicionamento do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PF investiga instituto de previdência de Cajamar por gestão temerária</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (13) a Operação Off-Balance. O objetivo é apurar a possível prática de gestão temerária de recursos em Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) no âmbito da autarquia responsável pela previdência social de servidores públicos titulares de cargo efetivo no município de Cajamar (SP).

Em nota, a corporação informou que policiais federais cumprem seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Cajamar e Boituva (SP) e também na capital paulista, além de medidas cautelares de afastamento de função pública e de indisponibilidade de bens, expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Notícias relacionadas:PF faz operação contra a Rioprevidência por aplicações no Banco Master.Ainda de acordo com a PF, a investigação teve origem em informações que apontavam possíveis irregularidades na aplicação de cerca de R$ 107 milhões em quatro letras financeiras emitidas por dois bancos privados. 

O comunicado não cita os nomes das instituições.

Desde o ano passado, a PF deflagrou uma série de operações que investigam a emissão de letras financeiras irregulares emitidas por instituições ligadas ao Banco Master, como no caso da Rioprevidência e da Amazonprev.

*Colaboraram Pedro Peduzzi e Andreia Verdélio ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Explosão em SP: 86 imóveis são liberados para retorno das famílias</title>
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				Dos 105 imóveis vistoriados no bairro do Jaguaré, na capital paulista, 86 foram liberados para o retorno das famílias. Cinco imóveis foram completamente interditados e outros 14 tiveram interdição cautelar.

O balanço inclui as vistorias realizadas até o fim da noite desta terça-feira (12) pelos os técnicos da Defesa Civil e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), após a explosão que atingiu parte da tubulação de gás da Comgás.

Notícias relacionadas:Moradores sentiram cheiro de gás 3 horas antes da explosão no Jaguaré.Sabesp amplia para R$ 5 mil auxílio a famílias atingidas por explosão.SP: Ministério Público avalia extensão de danos causados por explosão .Sabesp e Comgás acompanharam as visitas para as avaliações de danos e ressarcimento das famílias a eventuais prejuízos. O trabalho integrado para a vistoria e avaliação de imóveis nas demais ruas afetadas pela explosão recomeça na manhã desta quarta-feira (13).

As casas vistoriadas foram catalogadas em quatro níveis, de acordo com o risco: no Verde, o imóvel está liberado e as famílias podem retornar imediatamente, que foi o caso das 86 residências liberadas.

O Amarelo significa que as famílias podem retirar seus pertences; no Laranja, terão que ser acompanhados pela Defesa Civil para fazer a retirada de roupas e pertences (14 residências), e no Vermelho, a residência ficará totalmente interditada em função do alto risco de desabamento (5 residências).

Histórico

Residências da Comunidade Nossa Senhora das Virtudes II, no bairro do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, foram atingidas por uma explosão por volta das 16h de segunda-feira (11). Moradores relataram ter sentido forte cheiro de gás em suas casas cerca de três horas antes da explosão, que matou um homem de 49 anos e levou à interdição inicial de 46 casas. Outras três pessoas ficaram feridas.

Desde o acidente, equipes da Defesa Civil de São Paulo e das concessionárias realizam vistorias. De acordo com a Sabesp e Comgás, até a tarde de ontem), 194 pessoas tinham sido cadastradas para receber auxílio emergencial imediato, ampliado para R$ 5 mil. As famílias também estão sendo acolhidas em hotéis.

De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, das três pessoas feridas na explosão, uma recebeu atendimento no Hospital Universitário da USP. A segunda vítima segue no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em quadro estável. O terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Myrian Pereira é a nova diretora de Jornalismo da EBC</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou a jornalista Myrian Pereira como nova diretora de Jornalismo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). O decreto está publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (13). 

No cargo, Myrian Pereira será responsável pela cobertura jornalística dos veículos da casa, como a TV Brasil, Agência Brasil, Rádio Nacional e a Radioagência.

Notícias relacionadas:Agência Brasil completa 36 anos ampliando acesso com credibilidade.Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, ultrapassa marca de 100 prêmios.Profissional de comunicação com mais de 25 anos de experiência, Myrian passou por diversos setores e veículos de imprensa, como TV Globo e Rádio CBN, e tem trajetória profissional em assessoria de comunicação institucional de órgãos governamentais e terceiro setor. Trabalhou nos ministérios da Saúde, Educação, Cultura e Turismo, além do Senado Federal e na Presidência da República.


“Nós, mulheres, já fomos maioria nesta diretoria. A chegada da nova diretora à EBC marca um momento importante. Não só pela experiência de Myriam em anos de trabalho na área de comunicação, mas também por ser um passo fundamental na restituição da equidade de gênero em nossa diretoria&quot;, afirmou a diretora presidente da EBC, Antonia Pellegrino.


&quot;Tenho certeza que a inteligência de Myrian para temas essenciais da nossa cidadania vão contribuir muito com o jornalismo público&quot;, acrescentou. 

Myriam Pereira substitui Cidinha Matos, que deixou a Diretoria de Jornalismo em fevereiro. Durante a gestão de Cidinha à frente da Dijor, os veículos e profissionais da EBC receberam 57 prêmios por sua cobertura jornalística. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 13 May 2026 10:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Inflação desacelera e fecha abril em 0,67%, pressionada por alimentos</title>
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				O preço dos alimentos pressionou a inflação oficial de abril, que fechou em 0,67%. O resultado mostra desaceleração em relação ao mês anterior, quando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tinha marcado 0,88%.

Em 12 meses, a inflação acumulada é de 4,39%, dentro da meta do governo, de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, ou seja, indo até 4,5%. No acumulado de um ano terminado em março, o patamar era de 4,14%. Em abril do ano passado, a inflação foi de 0,43%. Também em abril do ano passado, o acumulado anual era de 5,53%.

Notícias relacionadas:Juros pressionam a dívida mais que gastos públicos, dizem economistas.Brasil começa a importar queijo mais barato após acordo Mercosul–UE.Rússia lidera venda de diesel ao Brasil durante guerra no Irã.Os dados foram divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA do mês passado veio abaixo da estimativa do mercado. O relatório Focus da última segunda-feira (11), sondagem do Banco Central (BC) com agentes do mercado financeiro, estima que a inflação de abril ficaria em 0,69%.

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Veja o comportamento médio dos preços dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE em abril:


	Alimentação e bebidas: 1,34% (impacto de 0,29 p.p.)
	Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
	Artigos de residência: 0,65% (0,02 p.p.)
	Vestuário: 0,52% (0,02 p.p.)
	Transportes: 0,06% (0,01 p.p.)
	Saúde e cuidados pessoais: 1,16% (0,16 p.p.)
	Despesas pessoais: 0,35% (0,04 p.p.)
	Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
	Comunicação: 0,57% (0,03 p.p.)


O índice de difusão, que mostra o quanto a inflação está espalhada, foi de 65% (em março era 67%). O IBGE colhe o preço de 377 produtos e serviços, os chamados subitens.

De todos os produtos pesquisados, a gasolina foi o que mais pressionou a inflação de abril para cima:


	Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
	Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
	Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
	Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
	Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
	Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
	Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
	Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
	Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
	Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)


Alimentos

O analista da pesquisa, Fernando Gonçalves, aponta que o grupo alimentos e bebidas representou 43% da inflação de abril.

O custo da alimentação no domicílio subiu 1,64%; e a alimentação fora, 0,59%. Gonçalves explica que o preço da comida subiu por causa da oferta de produtos e do frete.


“No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos”, diz.


Ele lembra que boa parte do escoamento da produção é por caminhões. “A alta do diesel impacta o preço do frete dos alimentos e chega ao consumidor final”, detalha.

Efeito da guerra

O grupo transportes subiu 0,06% em abril. O preço dos combustíveis, que faz parte deste grupo, teve variação positiva de 1,80%.

A gasolina, que tinha subido 4,59% em março, ficou 1,86% mais cara em abril. O óleo diesel variou 4,46% para cima (em março havia sido 13,90%); e o etanol, 0,62%.

As altas da gasolina e do diesel são explicadas pela guerra no Oriente Médio, região que concentra países produtores e rotas de escoamento de óleo cru. 

O petróleo é uma commodity, isto é, mercadoria negociada a preços internacionais. Isso faz com que o encarecimento seja sentido também no Brasil, mesmo sendo país produtor.

No caso do diesel, especificamente, o país não é autossuficiente, e precisa importar cerca de 30% do que consome do derivado de petróleo.

Para tentar conter a escalada de preços causada pelo conflito internacional, o governo lançado mão de medidas como isenção de tributos federais e subvenção (espécie de reembolso) às empresas que “seguram” aumentos. 

GNV e avião

No sentido contrário dos demais derivados de petróleo, o gás natural veicular (GNV) ficou 1,24% mais barato. Fernando Gonçalves assinala que a explicação passa pela disponibilidade do produtor no país.


“O GNV depende menos das importações. Então, como o preço é definido pelo próprio comerciante, próprio estabelecimento, possivelmente ficou uma disponibilidade maior até por termos de concorrência com os outros combustíveis que estão mais altos”.


A passagem aérea ficou, em média, 14,45% mais barata no mês (impacto de -0,11 p.p.), sendo o subitem que mais puxou para baixo o IPCA.

O analista do IBGE explicou que os preços desse subitem são coletados 60 dias antes do mês de referência, ou seja, em fevereiro, antes do desencadeamento da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro. Dessa forma, não captou a alta do querosene de aviação (QAV), combustível derivado do petróleo que abastece os aviões.


“Como tem essa defasagem de 60 dias, a gente não está sentindo efeitos do conflito no Oriente Médio”, diz.


A Petrobras, principal fornecedora de QAV no país, fez reajustes mensais contratuais do combustível. Em 1º de abril, o aumento ficou em cerca de 55%, o que levou a estatal a oferecer parcelamento aos compradores. Em maio a subida ficou em 18%.

Conta de luz

O grupo habitação subiu 0,63%, pressionado pelo gás de botijão (alta de 3,74% e impacto de 0,05 p.p.) e da conta de luz (+0,72% e 0,03 p.p.).

A explicação para a conta de luz mais alta está em reajustes contratuais nas regiões metropolitanas de do Rio de Janeiro, Campo Grande, Recife, Aracaju e Fortaleza. Como o IPCA é um índice nacional, esses aumentos locais influenciam a inflação média do país, de acordo com o peso de cada localidade.

O índice

O IPCA apura o custo de vida para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.

A coleta de preços é feita em dez regiões metropolitanas - Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre - além de Brasília e nas capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.  ]]></description>
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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Videocast celebra 90 anos da Rádio Nacional</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Para comemorar as nove décadas da Rádio Nacional, a emissora pública lança a série Rádio Memória - 90 anos com um mergulho na história de um dos veículos de comunicação mais importantes do país. A novidade entra no ar em 12 de maio, a quatro meses da efeméride. Em formato de videocast, o programa reúne fatos marcantes e curiosidades que ajudam a contar a trajetória da emissora.

A cada encontro, o jornalista e apresentador Dylan Araújo recebe convidados que fazem parte dessa história para conversas que resgatam memórias e revelam bastidores de diferentes fases da Rádio Nacional. A emoção atravessa os episódios para conectar gerações que viveram – e ainda constroem – a programação nos dias atuais.

Notícias relacionadas:Programa Tarde Nacional SP, da Rádio Nacional, recebe Prêmio APCA.EBC apresenta estação de testes da TV 3.0 a embaixadores estrangeiros.Agência Brasil completa 36 anos ampliando acesso com credibilidade.Os programas ficarão disponíveis no canal do YouTube da Rádio Nacional e recortes poderão ser acompanhados no dial para ampliação do alcance. O conteúdo é apresentado no Revista Rio, às 13h, para o Rio de Janeiro, e durante o Tarde Nacional local, às 15h, nas demais praças. Com material de acervo e entrevistas, a série presta homenagem a quem já passou pela emissora e valoriza quem segue mantendo vivo o legado da Rádio Nacional.

A iniciativa integra uma agenda de ações que celebram os 90 anos em 12 de setembro de 2026. Com o slogan &quot;Do passado ao futuro. Sem Fronteiras&quot;, a emissora pública que integra a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) se mantém atual e relevante. Ao longo de sua história, a Nacional se firmou como uma das principais rádios do país e referência cultural na Música Popular Brasileira, no jornalismo e nas transmissões esportivas.

De acordo com o gerente executivo de Rádios da EBC, Thiago Regotto, a ideia é agregar ao calendário comemorativo, produzir conteúdo que se torna o acervo do futuro e gerar engajamento a partir da efeméride.


&quot;Sentimos a necessidade de fazer o mapeamento da memória oral de profissionais que passaram pela rádio ou que tenham contato com temas caros à emissora. Adaptamos o quadro Rádio Memória para o formato de videocast que lançamos quatro meses antes dos 90 anos da Rádio Nacional&quot;, explica


Paixão nacional, futebol marca estreia da série

O primeiro episódio da série de videocast Rádio Memória - 90 anos volta o olhar para o futebol no rádio e destaca como a Rádio Nacional ajudou a popularizar o esporte em todo o país. Para investigar o assunto, Dylan Araújo recebe os radialistas Eraldo Leite e Waldir Luiz, nomes consagrados no jornalismo esportivo que já integraram o time de profissionais da emissora.

O programa destaca o papel pioneiro da Rádio Nacional na consolidação da linguagem esportiva no rádio e na construção de uma cultura brasileira em torno do futebol. A edição lembra de que forma as transmissões esportivas ampliaram o alcance das partidas ao levar emoção a ouvintes de diferentes regiões. Entre narrações históricas e bastidores, o episódio mostra como o rádio transformou o futebol em um espetáculo coletivo, criou ídolos e aproximou o público dos clubes.

O papo também evidencia como a linguagem do futebol foi se atualizando ao longo do tempo - de expressões como &quot;volante&quot; e &quot;ponta de lança&quot; aos termos mais recentes, como &quot;meia armador&quot;, &quot;camisa 10 clássico&quot;, &quot;falso 9&quot;, &quot;linha alta&quot; e &quot;terço final&quot;.

Nos próximos programas, o videocast aborda temas como o samba e o choro. O primeiro assunto pauta o encontro com a cantora e compositora Dorina; o historiador, cantor e compositor Marquinho China e o jornalista, sociólogo e pesquisador Bruno Fillipo. Já o choro embala a conversa com a cantora e compositora Nilze Carvalho e o instrumentista Ronaldo do Bandolim. As entrevistas foram gravadas no Museu do Rádio, na sede da EBC, no Rio de Janeiro.

Serviço

Rádio Memória - 90 anos – estreia – terça-feira, 12/5, às 12h, no programa Revista Rio, na Rádio Nacional do Rio de Janeiro
Rádio Memória - 90 anos – estreia – terça-feira, 12/5, às 15h, no programa Tarde Nacional local, na Rádio Nacional nas demais praças da rede
Videocast Rádio Memória - 90 anos – estreia – terça-feira, 12/5, no YouTube da Rádio Nacional

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional
Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz 
Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz 
São Paulo: FM 87,1 MHz 
Recife: FM 87,1 MHz 
São Luís: FM 93,7 MHz 
Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC 
Alto Solimões: FM 96,1 MHz 
Celular - App Rádios EBC para Android e iOS ]]></description>
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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>“Sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura”, diz especialista</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Massacre do Carandiru, Crimes de Maio, operações Verão, Escudo e Contenção, Massacre do Jacarezinho, chacinas do Curió e do Cabula… A lista de ações que ganharam as manchetes dos jornais e terminaram com um número elevado de mortes praticadas por policiais é extensa no país. Ocorrem em todos os estados e são recorrentes e consecutivas.

“Hoje em dia a gente vê esses crimes continuados. É o mesmo modus operandi”, afirma a fundadora do Mães de Maio, Débora Maria da Silva, que perdeu o filho, o gari Edson Rogério Silva dos Santos, então com 29 anos, de forma violenta. Ele foi assassinado com cinco tiros, durante o episódio conhecido como Crimes de Maio, que teve início com ataques realizados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e terminou com uma retaliação policial, resultando em mais de 500 mortes. A morte de Edson Rogério, diz a mãe, foi causada por policiais militares.

Notícias relacionadas:Crimes de Maio: &quot;Foi como uma bomba que caiu em SP&quot;, compara professor.&quot;Nossos filhos pagaram por guerra que não era deles”, diz Mãe de Maio.Entidades denunciam à ONU omissão do Brasil nos Crimes de Maio de 2026.Em comum, essas operações costumam ocorrer em periferias e atingir principalmente jovens negros. Outra similaridade é que sempre aparecem suspeitas de execução, ou seja, indícios de que a vítima foi morta intencionalmente e de forma planejada, sem chance de defesa. Essas ações também costumam ocorrer como forma de retaliação ou vingança pela morte de um agente do Estado.

“Isso acontece com recorrência no estado de São Paulo. Tivemos várias ações como a Operação Verão e a Operação Escudo. No Rio de Janeiro, a gente teve também uma operação recente [Contenção]. O padrão é o mesmo. Na Bahia, é a polícia que mais mata em termos absolutos no Brasil. Em todos os estados, Minas Gerais, Santa Catarina… O sistema é o mesmo”, analisa o tenente-coronel aposentado Adilson Paes de Souza, pesquisador sobre letalidade e violência policial.

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A violência praticada por agentes do Estado não começou agora. A Polícia Militar, por exemplo, foi criada durante a ditadura militar para ser encarregada de exercer o policiamento ostensivo ou a vigilância das ruas, uma característica que se perpetuaria ainda hoje. Mesmo a Constituição de 1988 não trouxe alterações para essas funções nem criou um policiamento ostensivo civil.


“O sistema é o mesmo. O que eu quero deixar bem claro é o seguinte: o sistema de eliminação real das pessoas, a execução sumária ou simbólica e o encarceramento em massa está operando desde a ditadura”, reforça Souza.



            
        
    
Tenente-coronel aposentado Adilson Paes de Souza diz que, no Brasil, sistema propicia vingança e impunidade - Frame: TV Brasil


Autor do livro O Guardião da Cidade: Reflexões sobre Casos de Violência Praticados por Policiais Militares, Souza afirma que os reflexos da ditadura militar se mantêm nas polícias militares de todo o país atualmente, expressa principalmente pelo autoritarismo. “A ditadura não saiu da segurança pública”, afirma, ao relacionar as atrocidades cometidas no período da repressão e os abusos praticados durante a atuação policial.

A instituição Polícia Militar, conta Souza, foi criada por um decreto-lei inspirado no Ato Institucional nº 5. O AI-5 foi decretado pelo então presidente Arthur da Costa e Silva e se tornou o instrumento mais repressivo da ditadura militar brasileira, suspendendo direitos constitucionais e fechando o Congresso.

Apesar de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter sancionado, em 2023, o projeto que cria a Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros dos estados, do Distrito Federal e dos Territórios, que unifica as regras para as categorias e revoga os dispositivos do Decreto-Lei nº 667, de 1969, a atuação das polícias ainda guardaria os resquícios da ditadura.


“E esse decreto [da ditadura] está vivo, valendo até hoje. Então a gente já começa a questionar que tipo de democracia é essa que permite que um instrumento baseado no AI-5 permaneça existindo até hoje”, afirmou.


Nascido na ditadura, o modelo atual de segurança pública permanece, segundo Souza, baseado na ideia de que a polícia atua como se estivesse em guerra. A única mudança nesse sistema, ressaltou o especialista em segurança pública, é que os inimigos não são mais os comunistas.

“Se não tem mais os comunistas para eliminar, tem os pretos e pobres”, destaca. “Nós temos um sistema de eliminação fomentado por parcela significativa da imprensa, da população e da classe política que associa eliminação e encarceramento em massa à eficiência da atuação policial e de uma boa política de segurança pública”, acrescenta.

Aqueles métodos antigos que eram utilizados durante o autoritarismo como captura dos inimigos, tortura, desaparecimentos forçados, execuções e manipulação de informações continuam sendo utilizados no país. “Os policiais militares foram treinados para a guerra contra o inimigo”, ressalta o especialista em letalidade policial.


“A ditadura acabou no papel em 1988. A transição começou em 1985, mas foi uma transição chantageada. Houve forte interesse internacional, empresarial e das Forças Armadas e policiais no sentido de que não houvesse mudança no sistema criado na ditadura. Eu estava na polícia nessa época porque eu entrei em 1982. O sistema de segurança pública é o mesmo da ditadura. As polícias são as mesmas da ditadura. O que foi ensinado lá para captura e caça aos inimigos da sociedade permaneceu em vigência”, diz Souza.


Esse sistema de “eliminação” herdado da ditadura, reforça Souza, nunca resultou em mais segurança. “Ele traz medo, mas não traz segurança. Cada vez mais o crime vai aumentando. Novas dinâmicas de desenvolvimento dessa atividade ilegal do crime são criadas, e as pessoas vão se sentindo inseguras cada vez mais porque não tem uma resposta estatal à altura para quebrar essa linha de produção do crime”, observa o especialista.


“E aí muita gente descobriu que pode ganhar voto com isso. Isso garante a eleição de muita gente. Nós temos uma total mercantilização da morte e da vida, com muita gente ganhando dinheiro [sobre isso]”, completa.


Em suas palavras, isso significa dizer que a segurança pública brasileira, embora seja uma tarefa do Estado, continua “avessa ao democrático&quot;. “A sociedade que paga a existência dessa instituição através dos impostos e também o salário desses policiais é a principal freguesa dessa instituição. Mas, se o freguês tem sempre a razão, o freguês tem todo o direito de questionar o que está acontecendo, por que ele está pagando [por isso]”.

Selva

Esse modelo que é exercido pela segurança pública desde a ditadura militar pode, muitas vezes, se assemelhar a uma selva, em que impera a lei do mais forte. “Eu acho que isso é meio um sintoma de uma descrença no Estado de Direito”, diz o jornalista e professor Bruno Paes Manso, pesquisador do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da Universidade de São Paulo (USP).


            
        
    
Pesquisador Bruno Paes Manso diz que modelo exercido pela segurança pública desde a ditadura se assemelha a uma selva, em que impera a lei do mais forte - Frame: TV Brasil


“No Estado de Direito, você tem o compromisso de garantir que as coisas aconteçam conforme a lei, conforme a Constituição. Só que você não acredita na Constituição. Se eles [os criminosos] matam [um policial], e você, representando o Estado, não tem capacidade de punir aqueles que mataram o policial, você então começa a agir como uma gangue de oposição, como se fosse o Comando Vermelho ou o Terceiro Comando. Só que você tem mais arma e você vai se impor pela sua força. Então, vira uma selva, o mais forte vai sobreviver.”

Manso cita o que ocorreu durante os Crimes de Maio como exemplo. Naquele episódio, 59 agentes do Estado foram mortos quando os ataques do PCC tiveram início. Depois, quando o revide entrou em cena, 505 civis foram assassinados pelo Estado, uma média de 8,5 mortes de civis para cada policial assassinado.


“Os caras vieram e mataram uns 50 policiais. A gente não sabia de nada, a gente ficou na mão, a gente vai ter que sobreviver aqui com as nossas próprias iniciativas. E qual foi a iniciativa? Sempre que se mata um policial, morrem dez. Isso vem desde os esquadrões da morte”, destaca Manso.


“E esse filme, essa cena de vingança e a polícia agindo como se vingança fosse um instrumento de produção de ordem ou de autoridade, vai seguir nas décadas seguintes.”

Para o tenente-coronel aposentado Adilson Paes de Souza, no Brasil, há um sistema que existe para vingança e impunidade.


“Nós temos os policiais que matam, os policiais que torturam, os policiais que forjam provas. E nós temos os superiores e outras autoridades que, sabendo disso tudo, fazem de tudo para que esses policiais não sejam punidos”, diz Souza.


“Isso significa que todo o sistema que deveria chancelar o ato praticado por outras pessoas e verificar sua legalidade em verdade atua para corroborar a primeira versão oficial como verdadeira. Ele atua para garantir o ciclo de impunidade. Então, nós temos os perpetradores diretos e os facilitadores, tal como havia na ditadura. O modelo é o mesmo da ditadura.”

Segundo o advogado Gabriel de Carvalho Sampaio, diretor de Litigância e Incidência da organização Conectas Direitos Humanos, a repetição dessas chacinas e massacres por todo o país demonstra “a dificuldade das nossas instituições em encarar a necessidade de promover um controle democrático das forças policiais”.


“Isso não significa criminalizar previamente as forças policiais, mas significa que elas precisam de transparência e de controle como toda atividade pública. Não se pode conferir nenhum cheque em branco para nenhuma autoridade, especialmente uma autoridade que seja portadora do monopólio da força estatal. Ela precisa prestar contas. Cada morte precisa ser investigada e responsabilizada quando houver abuso”, ressalta o advogado.


Resquícios da ditadura precisam ser eliminados

Para o ouvidor das Polícias do Estado de São Paulo, Mauro Caseri, a sociedade brasileira precisa discutir qual o modelo de segurança pública é ideal para o país. “Se ela traz resquícios da ditadura, esses resquícios têm que ser eliminados. Para que tanta hierarquia? Isso eu queria entender&quot;, questiona.

“Nós temos o nosso Susp, que é o sistema nacional de segurança pública, que é um sistema único. Mas nós temos que ter a coragem de discuti-lo. A segurança pública é de responsabilidade de cada estado, mas a coordenação é nacional. Nós temos que discutir que policiamento nós queremos. Segurança pública é política pública, e política pública tem que ser discutida tanto por quem recebe quanto por quem a oferece”, afirma.

Esse modelo atual, diz o ouvidor, não é o mais adequado para continuar em funcionamento. “Eliminar pessoas não é a solução, aprisionar pessoas não é a solução. O crime organizado no Brasil nasceu dentro dos presídios. E por quê? Porque nós achamos que aprisionar resolveria, mas nós criamos uma estrutura que consegue hoje até ser transnacional. Hoje, elas [as facções criminosas] negociam fora do país. E isso foi por que nós pensamos que aprisionar daria uma solução. Erramos, né?”, destaca o ouvidor.


“Eu quero uma polícia cidadã, eu quero uma polícia que garanta os meus direitos. Eu não quero uma polícia da qual eu tenha que ter medo dependendo do local onde eu more”, acrescenta o ouvidor.


Além de uma discussão sobre o modelo adequado para a segurança pública do país, também é preciso garantir a responsabilização dos agentes que descumprem suas obrigações e cometem excessos ou execuções. “Nenhum aumento de pena no Brasil acarretou diminuição da prática do crime. Quando aumentou a pena do estupro lá atrás, não diminuiu o estupro. Aumentou-se a pena do feminicídio agora, mas infelizmente ele não diminuiu. Então você tem outras coisas para fazer&quot;, diz.


            
        
    
Defensor público Antonio José Maffezoli Leite diz que é preciso melhorar capacitação e remuneração dos policiais, além de fornecer a eles apoio psicológico - Frame: TV Brasil


&quot;Na violência estatal especificamente, tem que capacitar e sensibilizar os agentes, além de organizar as estruturas de fiscalização e de punição”, afirma o defensor público Antonio José Maffezoli Leite. Para ele, além de melhorar a capacitação, é preciso também melhorar a remuneração dos agentes policiais e fornecer a eles amparo psicológico.

Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) de São Paulo destaca que todas “as ocorrências de morte decorrente de intervenção policial (MDIP) ocorridas no estado são rigorosamente investigadas, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Judiciário. As circunstâncias de cada caso são analisadas de forma individualizada, com base em elementos técnicos e periciais”.

A pasta diz não compactuar com excessos e desvios de condutas de policiais e reforça que pune “com rigor todos os casos identificados”.

“As forças de segurança estaduais também realizam ações permanentes voltadas ao aperfeiçoamento do trabalho policial e à redução da letalidade, com revisão de protocolos operacionais, capacitação dos agentes e uso de tecnologia. Os investimentos em equipamentos de menor potencial ofensivo, como espargidores, bastões retráteis e armas de incapacitação neuromuscular, foram ampliados na atual gestão, com a aplicação de mais de R$ 27 milhões”, diz a nota da SSP.

A história dos Crimes de Maio e a política da segurança pública brasileira foram abordadas pela TV Brasil, em edição especial do programa Caminhos da Reportagem exibida nesta segunda-feira (11). Confira aqui a íntegra do episódio Crimes de Maio, 20 anos sem Respostas.

Confira também reportagem do Repórter Brasil sobre os crimes de maio:



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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mães de Maio propõem lei para enfrentar violência policial no país</title>
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				Em maio de 2006, o estado de São Paulo viveu uma onda de ataques violentos promovidos por agentes do Estado e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A violência se espalhou por diversas cidades e chegou a parar a capital paulista. Entre os dias 12 e 21 de maio, quando esses ataques violentos ocorreram, 564 pessoas foram mortas e 110 ficaram feridas por armas de fogo. A maior parte dessas vítimas era jovem, negra e da periferia.

Dessa tragédia, que mais tarde ficou conhecida como Crimes de Maio, nasceu o movimento Mães de Maio. A rede é formada principalmente por mães que transformaram o luto por seus filhos em luta por memória e busca por justiça. O movimento virou uma referência no combate à violência praticada pelo Estado e na luta contra a impunidade.


Notícias relacionadas:Crimes de Maio: &quot;Foi como uma bomba que caiu em SP&quot;, compara professor.&quot;Nossos filhos pagaram por guerra que não era deles”, diz Mãe de Maio.Entidades denunciam à ONU omissão do Brasil nos Crimes de Maio de 2026.“Maio de 2006 é uma história que nós contamos como mães porque nossos filhos morreram como suspeitos. Jamais se merece uma dor [como esta]. E o movimento vem traçando esse paradigma tão contundente, e a gente tem propriedade de falar que nós acolhemos até mãe de policial. Para você ver que a nossa dor não se mede”, diz uma das fundadoras do movimento, Débora Maria da Silva.


Ela é mãe do gari Edson Rogério Silva dos Santos, de 29 anos, assassinado por policiais durante os Crimes de Maio.
 


            
        
    
Débora Maria da Silva perdeu o filho Edson Rogério Silva dos Santos, há 20 anos, assassinado pela PM de São Paulo - Fonte: Paulo Pinto/Agência Brasil


Passados 20 anos da morte de seus filhos, essas mães continuam lutando para que esses crimes não sejam esquecidos nem fiquem impunes. Na semana passada, por exemplo, o Mães de Maio se uniu com a organização Conectas Direitos Humanos para enviar um documento de apelo urgente à Organização das Nações Unidas (ONU) denunciando a omissão do Estado brasileiro em relação aos Crimes de Maio.


“Nenhuma dessas execuções foi devidamente esclarecida, nenhum agente do Estado foi responsabilizado e tampouco as famílias das vítimas receberam reparação adequada”, relatam as entidades no documento.



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Desde que o movimento surgiu, a luta dessas mães nunca teve fim. Com o objetivo de conseguir responsabilização, reparação e direito à memória, os familiares das vítimas dos Crimes de Maio têm atuado em diversas frentes, articulando projetos de lei, elaborando documentos e pesquisas para subsidiar dados em busca por justiça, e também ingressado com diversas ações no Judiciário brasileiro e em organismos internacionais.

“Tudo isso só não foi esquecido por causa das Mães de Maio”, destaca o defensor público Antonio José Maffezoli Leite. “São elas que se mobilizaram, se indignaram e até hoje não aceitam a situação em que esses casos estão”, ressalta.
 


            
        
    
Débora Maria da Silva é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado - Paulo Pinto/Agência Brasil


O que essas mães querem é que esses crimes não prescrevam e que, finalmente, elas possam alcançar justiça por essas mortes.

“O balanço destes 20 anos ainda é muito negativo em relação à capacidade do Estado em promover a resposta adequada às mães. E é por isso que elas se mobilizam e criam agendas públicas para o desfecho dessas questões”, diz o advogado Gabriel de Carvalho Sampaio, diretor de Litigância e Incidência da organização Conectas Direitos Humanos.


“Essas mães transformaram o luto em luta e dão impulso a todas as iniciativas judiciais e extrajudiciais e às iniciativas de sociedade civil para responsabilizar os agentes de Estado”, acrescenta o advogado.


Federalização

Segundo a Conectas Direitos Humanos, oito grandes ações referentes aos Crimes de Maio foram abertas nestes 20 anos tanto no Judiciário brasileiro quanto em cortes internacionais. Duas dessas ações, por exemplo, solicitaram a federalização do caso, ou seja, o deslocamento da competência da Justiça Comum para a Justiça Federal.

“Esse mecanismo [federalização] está previsto na Constituição e é acionado apenas pela Procuradoria-Geral da República. A Defensoria Pública, um advogado ou uma ONG não pode entrar com essa ação”, explica o defensor público.

Por isso, a Defensoria Pública, o movimento Mães de Maio e a Conectas pressionaram a Procuradoria para solicitar essa federalização.

“Ao longo dos casos dos Crimes de Maio, nós identificamos fortes indícios de execuções, dificuldade de avanço das investigações e até consequências de ameaças ou de termos novas vítimas nesse contexto. Isso revela uma incapacidade das polícias na investigação, e do Ministério Público, que acaba coordenando ou sendo destinatário dessas investigações&quot;, aponta Sampaio.

&quot;O ordenamento jurídico brasileiro permite que, em casos em que essas falhas sejam identificadas, possa haver então a mudança dos órgãos responsáveis por essas apurações”, completa o advogado.
 


            
        
    
Uma caminhada pelas ruas do centro de São Paulo relembrou, em 13 de maio de 2016, os dez anos dos Crimes de Maio - Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil


Na época em que os crimes foram cometidos, a Polícia Civil de São Paulo chegou a instaurar inquéritos para apurar os fatos, mas concluiu que não havia elementos suficientes de autoria e encaminhou os autos ao Ministério Público, que pediu o arquivamento.

Segundo a Conectas, o Tribunal de Justiça de São Paulo arquivou centenas de inquéritos que tratavam das execuções utilizando a tese de que os agentes das forças de segurança teriam agido dentro do &quot;estrito cumprimento do dever legal&quot; ou em &quot;legítima defesa&quot;. Em muitos casos, diz a organização, sequer foram feitas perícias básicas ou oitivas de testemunhas. Houve até situações em que os promotores chegaram a parabenizar a ação policial nos autos.

Um relatório elaborado há alguns anos pela Comissão Especial do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos confirma isso. Segundo o documento, quase todos os inquéritos policiais sobre as mortes de civis nos Crimes de Maio foram arquivados pelo Poder Judiciário a pedido do Ministério Público. Já as mortes de agentes públicos (como policiais) foram esclarecidas, o que, segundo o relatório, demonstrou “uma investigação seletiva”. Na esfera civil, a maioria das ações propostas foi julgada improcedente ainda em primeira instância.


“Quando o crime é muito institucionalizado, a história mostra isso, você tem uma baixa punição. Quando os crimes são cometidos ou supostamente cometidos por agentes do Estado, você tem uma dificuldade de apuração corporativa. Os Crimes de Maio são um bom exemplo disso. Então, o pedido de federalização surge de uma mobilização da sociedade civil”, afirma o defensor público.


Outros pedidos

Mas a federalização não foi o único pedido feito à Justiça neste período. Só a Defensoria Pública, em Santos, por exemplo, entrou com oito pedidos de indenização para as famílias de vítimas. “As ações de indenização, que eram oito, a gente perdeu todas na primeira instância em Santos e ganhou duas no Tribunal de Justiça, no recurso de apelação. Mas eles até hoje não receberam”, diz o defensor.

De acordo com a Conectas, a maioria dos processos referentes aos Crimes de Maio sequer teve uma decisão definitiva e nenhum deles teve desfecho favorável aos familiares. “Você tem alguns casos individuais em que algumas famílias tiveram reconhecimento de alguns dos seus direitos, mas do ponto de vista coletivo há uma absoluta frustração em relação ao desfecho processual das ações”, afirma Sampaio.
 


            
        
    
Débora Maria da Silva, fundadora do Mães de Maio, movimento que virou referência no combate à violência praticada pelo Estado e na luta contra a impunidade - Foto: Olívia Soulaba/Movimento Mães de Maio


Uma das muitas ações propostas pelos familiares – esta aberta em 2018 – tramita atualmente no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação civil pública pede que a Justiça reconheça como grave violação aos direitos humanos o que ocorreu em maio de 2006 – o que tornaria aqueles crimes imprescritíveis.

“Esta ação não teve um melhor desfecho aqui no estado de São Paulo e, portanto, foi necessário ter um recurso para o Superior Tribunal de Justiça, onde se discute a prescritibilidade dessa ação. Prescritibilidade é um conceito em que o direito faz com que as pessoas não possam ter acesso a uma indenização ou a uma reparação do Estado por conta do tempo em que a ação foi promovida&quot;, explica o advogado da Conectas.


&quot;Esse debate é importante porque, por trás dele, há uma série de outras decisões que tratam sobre a imprescritibilidade das graves violações de direitos humanos. É como se o sistema reconhecesse que, diante da gravidade de determinadas violações, não poderia ser evitada a responsabilidade do Estado. Essa é uma tese que está sendo discutida no STJ”, complementa.


Congresso e universidade

Além das ações judiciais, as mães também se mobilizam para propor mudanças na legislação. Uma dessas propostas é o Projeto de Lei (PL) 2999/2022. Batizado com o nome Lei Mães de Maio, o texto busca garantir a transparência e a investigação das atividades policiais, criar políticas públicas de prevenção à violência policial e responsabilizar os agentes de segurança pública envolvidos em ações criminosas como as dos Crimes de Maio de 2006.


“As mães patrocinam um projeto de lei, que é o projeto de lei Mães de Maio, que tramita no Congresso Nacional, que busca normatizar as formas em que o Estado deve acolher e atender essas mães vítimas de violência, com atendimento social e com atendimento jurídico. Tudo isso porque o Estado não deu a resposta nas ações judiciais”, diz Sampaio.


Mas, enquanto na Justiça e no Congresso Nacional a mobilização dessas mães segue em passos lentos, é no espaço das universidades que essa luta vai se ampliando. Desde o ano passado diversas mães participam do projeto EnfrentAção – Pesquisa e Intervenção Multiprofissional, desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

A iniciativa conta com o apoio do Mães de Maio e do Ministério da Justiça e Segurança Pública e tem como foco evidenciar os impactos da perda sobre os corpos dessas mulheres. “A gente atua com as mães de maio desde 2011”, relata a reitora da Unifesp, Raiane Patrícia Severino Assumpção.


            
        
    
Unifesp lança projeto de acolhida e formação política de mães de vítimas de violência do Estado - Foto: Letycia Bond/Agência Brasil


“Estamos falando de praticamente 15 anos de atuação da universidade com o movimento social e nós fomos ali fazendo um processo de análise a partir da ação direta da violência dos agentes do Estado, mas também fomos vendo esse processo todo de pesquisa junto com os familiares.”

O projeto reúne também mães de outros estados brasileiros, que, assim como as Mães de Maio, são vítimas de violências provocadas pelo Estado. “Infelizmente hoje a maioria das mães que compõem o movimento das Mães de Maio são essas mães novas que estão chegando. As outras foram falecendo pela idade ou por adoecimento”, diz a pesquisadora do Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (Caaf) da Unifesp Aline Lúcia de Rocco Gomes, que trabalha com o tema da violência estatal.

Juntas, essas mães ajudam a universidade a produzir conhecimento, materiais e protocolos para estudar e combater a violência de Estado. “A gente foi vendo como que essas famílias ficaram à mercê e sem informação. Muitas famílias nem tinham noção do que era um boletim de ocorrência. Nunca tiveram acesso a isso”, destaca a pesquisadora.

Dentro desse projeto, as mães deixaram de ser colaboradoras e passaram a pesquisar suas próprias histórias de violência. “A gente também foi fazendo um processo de abrir um horizonte dentro da universidade que é reconhecer essas mães como pesquisadoras sociais. A nossa universidade foi a primeira a fazer isso. Nós reconhecemos que esses familiares têm um conhecimento que, sem eles, a universidade não acessaria”, observa a reitora. “Há um reconhecimento social como pesquisadora e também um aporte de recurso porque elas [as mães] precisam sobreviver.”

A fundadora do movimento Mães de Maio é uma dessas pesquisadoras. “Eu ganhei a carteirinha de pesquisadora e sou pesquisadora do Caaf hoje em dia porque eu tive que pesquisar tudo o que aconteceu com o meu filho”, relata Débora.

Isso ganhou ainda mais importância quando ela começou a perceber que sua história estava sendo alterada por jornalistas e pesquisadores.


“Daí eu pensei: ‘De hoje em diante a gente não é mais laboratório’. A minha história ela não se tira, a gente não coloca nem uma vírgula nem acrescenta um ponto. A nossa história é real. A gente conta sempre a mesma história porque não tem outra história para a gente contar”, reforça Débora Maria da Silva.


Para o diretor da Conectas, isso demonstra o poder transformador dessas mulheres. “O meio acadêmico conseguiu, em alguma medida, valorizar e reconhecer o trabalho das mães. As mães hoje são capazes de dar aula em qualquer universidade sobre o que deve envolver o trabalho de uma perícia. Elas sabem exatamente identificar os indícios de uma execução sumária e identificar todas as falhas que o Estado tem nas suas apurações. Elas conseguem converter todo esse conhecimento em demandas por políticas públicas&quot;. destaca o advogado.

&quot;Isso é algo que é muito transformador até do ponto de vista da construção do Estado de Direito e da democracia”, acrescenta Gabriel de Carvalho Sampaio.

Para relembrar a história dos Crimes de Maio e discutir seus impactos na atualidade, a TV Brasil preparou uma edição especial do programa Caminhos da Reportagem. O episódio Crimes de Maio, 20 anos sem Respostas foi ao ar na noite desta segunda-feira (11). Confira aqui a íntegra.

Confira também reportagem do Repórter Brasil sobre os crimes de maio:

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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Juros pressionam a dívida mais que gastos públicos, dizem economistas</title>
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				Economistas ouvidos pela Agência Brasil descartam a tese de que os gastos públicos são o vilão da economia e os responsáveis, necessariamente, pela elevação dos juros e da dívida pública do Brasil. Na avaliação desses especialistas, são os juros altos pagos pela União – que consumiram R$ 1 trilhão em um ano – que pressionam a dívida do Estado, prejudicando a oferta de bens e serviços produtivos enquanto dão enormes lucros para os bancos do país.

A professora de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Juliane Furno destaca que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os juros e não os gastos “primários”, usados para pagar funcionários e os serviços prestados à população.


Notícias relacionadas:Juros elevados mantêm pressão sobre endividamento das famílias.“É uma hipocrisia apontar que os juros altos respondem à elevação da dívida, porque são os juros que a causam. Se você decompor os componentes da dívida pública você vai ver que o déficit primário é o que menos impacta a dívida”, afirmou a doutora em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).



            
        
    
Economista Juliane Furno diz que o principal fator de elevação da dívida pública no Brasil são os juros Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil


Nos últimos 12 meses até março, o Brasil gastou R$ 1,08 trilhão com juros, o que representa 8,35% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2026, a Dívida Bruta do Governo Central – que reúne União, INSS, estados e municípios - cresceu 1,4 ponto percentual (p.p.), chegando a 80,1% do PIB (R$ 10,4 trilhões).

Segundo o Banco Central, o principal responsável por esse aumento foram os juros nominais. “O aumento [da dívida] de 1,4 p.p. do PIB resultou da incorporação de juros nominais (+2,4 p.p.), das emissões líquidas de dívida (+0,4 p.p.)”, diz o comunicado.

A professora de economia política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Maria Mello de Malta avalia que o atual modelo macroeconômico que combina altas taxas de juros com exigências de corte de gastos primários é fruto de decisão política – e não técnica - que favorece a economia focada no setor financeiro.  


“O que mais me choca é usar um país que tem o tamanho do Brasil como uma simples plataforma financeira, como se fôssemos Suíça ou Ilhas Cayman, que são minúsculas. É condenar 210 milhões de pessoas a uma vida cara e endividada porque você quer beneficiar um setor que emprega tão pouco e que, enfim, já ganha bastante”, enfatizou a economista.  


Juros, dívidas e gastos

O endividamento das famílias no Brasil, que levou o governo a lançar o Novo Desenrola, reacendeu o debate sobre os juros reais praticados no país, o segundo mais alto do mundo, atrás apenas da Rússia. 

Nesse contexto, economistas com destaque na imprensa têm justificado que o Banco Central (BC) apenas está reagindo à trajetória dos gastos públicos do Estado, pois os gastos teriam o poder de estimular a demanda e pressionar a inflação para cima.

A solução apresentada seria então o corte de gastos públicos, o que poderia prejudicar serviços como saúde, educação, segurança e atingir direitos como a aposentadoria dos trabalhadores.

O próprio BC, por meio das suas atas do Comitê de Política Monetária (Copom), pede corte de gastos, chamado de “disciplina fiscal”.

“O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros”, diz a ata do final de abril.

Tese alternativa

Por outro lado, há um grupo de economistas que divergem dessa avaliação. Para esses especialistas, os gastos públicos devem ser protegidos, pois favorecem mais os mais pobres, e os juros devem ser cortados, pois beneficiam apenas o mercado financeiro.

Ao mesmo tempo, por essa corrente, a inflação deve ser controlada, principalmente, estimulando a oferta e não apenas combatendo a demanda, como faz a taxa Selic praticada pelo BC. O próprio BC estima que cada 1 p.p. de aumento da Selic aumenta a dívida em mais de R$ 50 bilhões.  

A professora da UFRJ Maria Malta destacou que, se o governo quiser reduzir a dívida pública, tem que cortar juros.


“Os juros são a maior conta que ele tem que pagar. Por outro lado, o gasto público tem um efeito multiplicador na economia. Gastar menos só tem um efeito: piorar o crescimento econômico, aumentar o desemprego e a dívida porque o lado da receita diminui quando o crescimento diminui”, explicou a doutora em economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).


Para a especialista, também não é possível comparar o Estado com uma família, ou com uma empresa, como alguns economistas fazem para criticar o endividamento do Estado, que tenderia a gastar mais do que arrecada.

“A lógica do indivíduo privado é completamente diferente da do Estado porque o indivíduo privado não emite sua própria moeda, nem define sua taxa de juros”, explicou.

Estimular a oferta


            
        
    
Professora de economia da UnB Maria Lourdes Mollo avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros. Foto: UNB/Divulgação


A professora de economia Maria Lourdes Mollo, da Universidade de Brasília (UnB), avalia que a dívida pública do país vem aumentando há muito tempo por causa dos juros. 


“O governo gasta demais pagando juros. O governo precisa gastar protegendo a população mais vulnerável e garantindo que a capacidade produtiva da economia cresça, ao invés de beneficiar apenas o setor financeiro”, afirmou.


A professora Maria Lourdes, que é doutora em economia pela Universidade de Paris, reconhece que os juros altos reduzem a inflação, mas alerta para os “altíssimos” custos sociais.

“Quem está pagando esses juros altos são as pessoas que precisam do dinheiro para comer, morar, cuidar da sua saúde. E essas necessidades não podem diminuir. Por outro lado, quem está ganhando com esses juros altos são os que ganham no mercado financeiro. E isso é que está errado”, completou.

Para Lourdes, a inflação deve ser combatida também pelo lado da oferta, estimulando a produção como forma de baixar os preços. Porém, ela alerta que os juros altos impedem o crescimento da oferta.

“Há um impacto negativo da taxa de juros altos sobre a capacidade produtiva da economia.  Isso é muito ruim porque inibe, a médio e a longo prazo, o crescimento da oferta e tira, inclusive, possibilidades de resolver o problema da inflação de uma forma mais definitiva”, completou a professora da UnB.

Gastos públicos


            
        
    
Professora de economia política da UFRJ Maria Mello de Malta diz qeu se o governo quiser reduzir a dívida pública, tem que cortar juros Foto: Maria Mello de Malta/Arquivo Pesssoal


Sobre a parte dos economistas que sustenta que o caminho para cortar juros é cortar os gastos públicos, Maria Mello de Malta responde que o Estado não controla as necessidades de educação, saúde e aposentadoria da população.  

“Não tem como o governo, atendendo ao Banco Central, reduzir gastos do dia para a noite. O Estado não controla a saúde ou educação da população. Isso tem a ver com o crescimento populacional, com a idade dos trabalhadores, das pessoas que vão nascendo, etc.”, explicou a professora da UFRJ.

Para a professora Juliane Furno, da UFF, o Estado não “gasta demais” como costumam justificar alguns economistas porque a Constituição do Brasil prevê a prestação de serviços públicos que demandam um volume maior de recursos que outros países.


“É claro que o Estado brasileiro gasta mais do que o chileno, por exemplo, mas isso é resultado de escolhas distintas. O Estado brasileiro escolheu prover saúde de forma universal, ter educação pública, garantir assistência social”, lembrou a especialista.


A tese que apresenta o corte de gastos e as privatizações como solução para reduzir o endividamento público, o que abriria caminho para o corte de juros, é questionada pela professora Maria Mello de Malta.

Para ela, trata-se de uma “visão ideológica” que tem o objetivo de abrir, ao máximo, o espaço econômico para atuação do setor privado em busca do lucro.

“Na hora que você privatiza, você não privatiza só o custo. Você privatiza o lucro também. Privatizou-se a Eletrobras e não tem mais lucro da Eletrobras para ser distribuído para o Estado e melhorar a situação da dívida”, finalizou. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
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<title>OMS descarta indícios de &amp;quot;surto maior&amp;quot; de hantavírus</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta terça-feira (12) que não há indícios de um surto maior de hantavírus, doença identificada em um navio de cruzeiro que navegava pelo Oceano Atlântico.

“Neste momento, não há indícios de que estejamos presenciando o início de um surto maior. Mas, é claro, a situação pode mudar. E, considerando o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”, avaliou Tedros, durante coletiva de imprensa.

Notícias relacionadas:Duas pessoas retiradas de navio testam positivo para o hantavírus.Hantavírus: capitão diz que passageiros e tripulantes foram pacientes.Segundo o diretor, até o momento, foram relatados 11 casos de hantavírus, incluindo três óbitos. Todos os casos ocorreram entre passageiros ou tripulantes do navio MV Hondius. 

Nove dos 11 casos foram confirmados como sendo da cepa Andes, e os outros dois são tratados como prováveis.


“Não houve nenhuma morte desde o dia 2 de maio, quando a OMS foi informada pela primeira vez sobre o surto. Todos os casos suspeitos e confirmados foram isolados e estão sendo acompanhados sob rigorosa supervisão médica, minimizando qualquer risco de transmissão.”



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Repatriação

Tedros destacou ainda que os países para os quais os passageiros foram repatriados são responsáveis por monitorar a saúde de cada um deles.


“A OMS está ciente de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas compatíveis com o vírus Andes e estamos acompanhando cada um desses relatos junto aos respectivos países”.


A recomendação da entidade é de que os passageiros do cruzeiro sejam monitorados ativamente em uma instalação de quarentena específica ou mesmo em casa por um período de 42 dias a partir da última exposição, que aconteceu em 10 de maio – ou seja, até 21 de junho.

“Qualquer pessoa que apresentar sintomas deve ser isolada e tratada imediatamente. Nosso trabalho não terminou. A OMS continuará trabalhando em estreita colaboração com especialistas em todos os países afetados”, concluiu o diretor.]

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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Desenrola Fies: estudante pode renegociar dívida a partir desta quarta</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os estudantes com dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem renegociar seus débitos a partir de quarta-feira (13), por meio do Desenrola Fies que prevê descontos para a quitação de até 99% sobre o valor da dívida. A Resolução CG-Fies nº 66, que trata da renegociação, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (12). 

Pode participar o estudante com contrato firmado até 2017 e que estava em fase de amortização – ou seja, em fase de pagamento – em 4 de maio de 2026. A negociação pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.


Notícias relacionadas:Desenrola Fies prevê desconto de até 99% das dívidas; confira regras.Desenrola 2.0 renegocia quase R$ 1 bilhão em dívidas, diz Durigan.Governo prepara Desenrola para trabalhadores informais e adimplentes.“Os estudantes do Fies que querem aderir ao Desenrola poderão renegociar débitos diretamente junto à Caixa Econômica e ao Banco do Brasil”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. Ele acrescentou que “a negociação deve ser realizada nos canais digitais dos bancos&quot;.


“Neste Desenrola, temos também condições especiais para quem paga em dia e quer aproveitar as condições para quitar sua dívida mais rápido: os adimplentes terão 12% de desconto para zerar os débitos”, completou o ministro da Educação.

A expectativa do MEC é que mais de 1 milhão de estudantes sejam beneficiados com o refinanciamento de suas dívidas.

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Desenrola

O Desenrola Fies faz parte do Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio, que promove a reorganização financeira de milhões de brasileiros e a ampliação do acesso ao crédito em melhores condições.

A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas, como acontece em outras renegociações do Desenrola Brasil. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operação Força Integrada II combate facções criminosas em 16 estados</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Força Integrada II para combater facções criminosas envolvidas nos crimes de tráfico de drogas e de armas e lavagem de dinheiro.

As ações ocorrem em 16 estados e buscam cumprir 165 mandados de busca e apreensão e 71 de prisão no Espírito Santo, Ceará, Amapá, em Minas Gerais, Rondônia, no Acre, em Sergipe, no Tocantins, Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, no Rio Grande do Norte, Paraná, na Paraíba, em Alagoas, no Maranhão e Rio de Janeiro.

Notícias relacionadas:Operação da PF desarticula esquema de tráfico internacional de drogas.A operação mobiliza policiais das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO&#039;s) de Segurança Pública, em atuação conjunta e coordenada pela PF.

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FICCO&#039;s

Criadas com base no conceito de força-tarefa, as FICCO&#039;s têm como objetivo fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas por meio da integração entre instituições de Segurança Pública.

Participam da iniciativa polícias civis, militares e penais, guardas municipais, Polícia Rodoviária Federal, Senappen e secretarias de segurança pública estaduais, em atuação conjunta e coordenada pela Polícia Federal, sem hierarquia entre as instituições participantes. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 12 May 2026 11:30:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula veta lei que reconhece estágio como experiência profissional</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o projeto de lei que reconhece o estágio feito pelo estudante como experiência profissional. De acordo com o despacho, publicado nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial da União, o texto desconsidera o caráter pedagógico complementar à formação educacional do estágio e compromete critério de seleção de concursos públicos.

A proposta foi aprovada em abril pelo Congresso Nacional e determinava ao Poder Público a responsabilidade de regulamentar as hipóteses em que o período de experiência profissional de estágio valerá para provas de concursos públicos.

Notícias relacionadas:Senado reconhece estágio como experiência profissional.Para a Presidência, a proposição legislativa é inconstitucional, porque a previsão de regulamentação genericamente atribuída ao Poder Público promove a centralização de competência exclusivamente no presidente da República, em violação à autonomia dos entes federativos e à independência dos Poderes.

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O veto foi baseado em manifestações dos ministérios da Educação, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Advocacia-Geral da União.

Ao apresentar a proposta, o autor, deputado Flávio Nogueira (PT-PI), argumentou que a falta de experiência profissional é uma das dificuldades daqueles que estão em busca do primeiro emprego e que o projeto visa a preencher essa lacuna. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 12:08:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fies 2026: pré&#45;selecionados devem validar dados da inscrição até hoje</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O prazo para que o estudante de ensino superior pré-selecionado para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referente ao primeiro semestre de 2026, valide as informações declaradas no momento da inscrição se encerra nesta segunda-feira (11).

Para validação, o estudante deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino superior privada onde foi pré-selecionado, no horário de funcionamento dela.

Notícias relacionadas:Fies 2026: pré-selecionados devem validar informações até segunda.Fies 2026: MEC divulga resultado de vagas remanescentes.Desenrola Fies prevê desconto de até 99% das dívidas; confira regras.A documentação exigida pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação.

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Consulta dos pré-selecionados

Os nomes dos pré-selecionados na chamada única podem ser consultados na página do programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, com a senha da plataforma Gov.br.  O Ministério da Educação (MEC) divulgou o resultado das vagas remanescentes do Fies 2026, na última quinta-feira (7).

Validação do banco

Depois da validação das informações, ocorrerá a validação das informações pelo banco (agente financeiro) responsável pelo financiamento, conforme previsto no edital público.

O prazo para essa última validação é até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela faculdade privada, para a qual o estudante foi selecionado.

Fies Social

O pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa tem a situação distinta.  Neste caso, o estudante não precisa comprovar a renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada.

No entanto, o estudante deverá comparecer à comissão para validar as demais informações no mesmo prazo, de 8 a 11 de maio.

Lista de espera

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única serão incluídos automaticamente na lista de espera do Fies 2026.

A convocação dos candidatos desta lista ocorrerá no período de 15 a 29 de maio.

A classificação seguirá a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para candidatos:

·  sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;

·  sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;

·  com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;

· candidatos com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.

Fies

O Fies é destinado prioritariamente a estudantes que não tenham concluído o e não tenham sido beneficiados por outro financiamento estudantil.

O programa realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Se ainda tiver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.

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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mercado eleva previsão da inflação para 4,91% este ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,89% para 4,91% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (11), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela nona semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real.Copom adota cautela por tensões globais e expectativa da inflação.Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

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Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em ata, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. No documento o BC informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,20 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>&amp;quot;Nossos filhos pagaram por guerra que não era deles”, diz Mãe de Maio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No dia 14 de maio de 2006, na Baixada Santista, Débora Maria da Silva reuniu a família para celebrar mais um Dia das Mães com os três filhos. A celebração seria em dobro já que quatro dias antes ela havia acabado de completar 48 anos de idade. No dia seguinte, no entanto, sua alegria ruiu: seu primogênito, o gari Edson Rogério Silva dos Santos, então com 29 anos, foi assassinado na Baixada Santista.

Naquele momento, há 20 anos, o estado de São Paulo enfrentava uma de suas histórias mais brutais. Ataques coordenados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) e uma reação promovida por agentes policiais e grupos de extermínio ocorridos entre os dias 12 e 21 de maio levaram à morte mais de 500 pessoas nos episódios que ficaram mais tarde conhecidos como Crimes de Maio. O filho de Débora foi uma dessas vítimas. Grande parte desses mortos era jovem, negra e morava na periferia. Como Edson Rogério.

Notícias relacionadas:Entidades denunciam à ONU omissão do Brasil nos Crimes de Maio de 2026.Famílias criam tribunal popular para julgar Crimes de Maio.“Todo meu aniversário eu não gostava muito assim [de comemorar]. Sempre comemorava o Dia das Mães. E, em 2006, o dia 10 de maio caiu em uma quarta-feira, que foi o dia da cirurgia dele. Ele tinha operado o [dente do] siso”, lembra Débora.

No domingo, com um bolo e um churrasquinho, o aniversário foi celebrado. Aquele foi o último parabéns que o filho cantou para a mãe. “Ele disse que iria embora porque iria trabalhar no dia seguinte cedo. Ele me deu um beijo e foi embora. Depois eu só vi ele dentro do caixão”, conta.


            
        
    
Débora Maria da Silva perdeu o filho Edson Rogério Silva dos Santos, há 20 anos, assassinado pela PM de São Paulo - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil


O filho de Débora foi morto no dia seguinte ao da comemoração de aniversário, após ter parado para abastecer a moto em um posto de gasolina. “Na hora do velório, veio um rapaz e falou para mim assim: ‘Acabou a gasolina da moto dele e ele pediu socorro para mim. E eu desci o morro para dar socorro para ele. Só que, quando eu cheguei no posto, tinha duas viaturas abordando ele e eu fiquei de longe esperando a abordagem’”, contou o rapaz para Débora.


“Depois que fizeram a abordagem nele, os policiais saíram do posto, subiram o morro e ficaram esperando ele [meu filho] lá em cima. Mataram o meu filho encostado num muro e ele caiu sobre umas pedras, umas pedras de contenção”, relata a mãe.


Naquela segunda-feira, após o Dia das Mães, o filho de Débora morreu com cinco tiros. Foi quando aquela mãe morreu um pouco também. “Ele tomou um tiro em cada pulmão, um no coração, dois nos glúteos. Então o meu filho teve morte instantânea”, relembra Débora. “Esses cinco tiros que eles deram no meu filho eu senti todos. Todos os tiros eu senti. Mas do coração eu senti mais, sinto até hoje, ele dói. Foi o fatal.”

Passados 20 anos, o aniversário de Débora caiu exatamente em um domingo de celebração do Dia das Mães. Uma data que ela já não consegue mais comemorar.


“Não tem mais o que comemorar. Isso o Estado levou de mim perversamente. Eu não consigo comemorar o Dia das Mães. Eu não consigo comemorar mais o dia que eu fazia aniversário, que eu comemorava no Dia das Mães. Eu não perdi só o Rogério. Eu perdi minha família”, diz ela.



            
        
    
Mãe de Edson Rogério Silva dos Santos, assassinado há 20 anos durante os Crimes de Maio, Débora Maria da Silva luta por justiça, responsabilização e reparação - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil


Memória

Neste ano, Débora voltou a reviver tudo o que enfrentou há 20 anos. Separando fotos do filho para montar um acervo que fará parte da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e também concedendo diversas entrevistas, Débora volta a chorar. “Estou muito deprimida porque este ano completam-se 20 anos e pode prescrever o crime do meu filho. É Dia das Mães, meu aniversário e a cabeça está irada e eu tentando segurar minha saúde mental para poder segurar esse barco.”

Pouco depois da morte do filho, Débora ajudou a fundar o movimento Mães de Maio, uma rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado. O movimento virou uma referência na busca por justiça e por memória e no combate à violência estatal.


“Maio de 2006 é uma história que nós contamos como mães porque nossos filhos morreram como suspeitos. Jamais se merece uma dor [como esta]. E o movimento vem traçando esse paradigma tão contundente e a gente tem propriedade de falar que nós acolhemos até mãe de policial. Para você ver que a nossa dor não se mede”, diz.


Muitos anos se passaram desde então, mas o movimento continua lutando por justiça, que ainda não se concretizou. Na semana passada, por exemplo, o Mães de Maio se uniu com a organização Conectas Direitos Humanos para enviar um documento de apelo urgente à Organização das Nações Unidas (ONU) denunciando a omissão do Estado brasileiro em relação aos Crimes de Maio.

“Nenhuma dessas execuções foi devidamente esclarecida, nenhum agente do Estado foi responsabilizado e tampouco as famílias das vítimas receberam reparação adequada”, relatam as entidades no documento.

 


            
        
    
Débora Maria da Silva (à direita) é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil


No entendimento de Débora, Edson Rogério foi morto por uma violência promovida pelo Estado brasileiro e que ocorreu não só por meio de uma execução, mas também por omissão. “Não foram os faccionados que mataram nossos filhos. Foi o crime organizado, que é o terrorismo do Estado. Foi uma retaliação, e nossos filhos pagaram por uma guerra que não era deles”, diz. “Foram as mães que morreram também porque não aceitaram a impunidade do Estado, porque quem nos mata, para além da morte dos nossos filhos, é a impunidade.”

Para essa mãe – e para muitas outras que são vítimas de violências policiais – essas mortes jamais podem ser esquecidas e sequer ficarem impunes sob risco de continuarem se repetindo.


“A gente não pode naturalizar essas mortes – e principalmente de morte cometida pela polícia. O massacre de maio é um massacre continuado, estamos vendo isso hoje em dia. Nossos filhos morreram como suspeitos e nós mostramos que nossos filhos têm nome, sobrenome e residência fixa”, desabafa Débora.


“Hoje em dia a gente vê esses crimes continuados. É o mesmo modus operandi. Eu tenho vergonha, mas mesmo assim eu tive que dar colo para várias mães do Brasil. E acordei essas mães para que elas não tenham medo de dizer que a polícia é violenta e também para dizer que o filho dela importa mesmo depois de morto.”

 


            
        
    
Débora Maria da Silva participa da inauguração do Memorial dos Crimes de Maio e do Genocídio Democrático, em maio de 2016 - Foto: Rovena Rosa/Arquivo/Agência Brasil


Vinte anos após o massacre, as mães seguem em luta por um país de memória e de justiça – e menos violento.

“Nós queremos continuar vivas para poder parir um novo Brasil ou uma nova sociedade, porque nós parimos seres humanos. Nós não parimos suspeito. O suspeito quem nos rotula é o crime organizado, que é esse Estado muito aparelhado. E isso vem desde o tempo da ditadura.”

A história de Débora e de outras mães que perderam seus filhos durante os Crimes de Maio será relembrada pelo programa Caminhos da Reportagem. Chamado de Crimes de Maio, 20 anos sem Respostas, o episódio irá ao ar nesta segunda-feira (11) a partir das 23h, na TV Brasil. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Nossos, filhos, pagaram, por, guerra, que, não, era, deles”, diz, Mãe, Maio</media:keywords>
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<item>
<title>Irã diz que sua proposta de paz é “legítima&amp;quot;</title>
<link>https://www.jornalavozdearaxa.com.br/ira-diz-que-sua-proposta-de-paz-e-legitima</link>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (11) que a proposta de paz rejeitada pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, é “legítima e generosa”. Acrescentou que as exigências dos EUA são irracionais e unilaterais.


&quot;A nossa exigência é legítima: exigir o fim da guerra, a suspensão do bloqueio (dos EUA) e da pirataria e a libertação dos bens iranianos que foram injustamente congelados nos bancos devido à pressão dos EUA&quot;, disse o ministro.


Notícias relacionadas:Irã envia resposta à proposta de paz dos EUA.Em meio à guerra no Irã, Brasil bate recorde de produção de petróleo.O Irã também pede o fim dos ataques de Israel ao Líbano.

A manifestação da autoridade do Irã vem após o presidente Trump considerar “totalmente inaceitáveis” as exigências de Teerã. O líder norte-americano mostrou descontentamento em sua rede social nesse domingo (10), quando os iranianos responderam à proposta de paz feita por Washington.

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O governo de Trump quer o fim do programa de enriquecimento de urânio do Irã e a abertura total do Estreito de Ormuz.

A ausência de um acordo de paz mantém o estado de insegurança no Oriente Médio. Ontem, drones hostis foram detectados sobre vários países do Golfo Pérsico.

*Com informações da Agência Lusa.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A partir deste ano, o terceiro domingo de novembro será lembrado como o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito. A finalidade é conscientizar a população sobre medidas de segurança nas estradas e homenagear aqueles que sofreram algum tipo de acidente nas vias do país.

Além de instituir a data, a Lei nº 15.404/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11), altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans). 

Notícias relacionadas:Associação alerta para riscos após alteração nas regras de trânsito.Capital paulista tem 2º maior número de mortes no trânsito em 2025.A mudança inclui a previsão de apoio, por parte dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, às iniciativas da sociedade civil relacionadas ao tema.

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De acordo com o texto, esse incentivo deverá ocorrer por meio de recursos já disponíveis nos orçamentos dos órgãos públicos, além da possibilidade de destinação de verbas específicas para projetos e eventos previamente programados.

A medida busca fortalecer a participação social em ações voltadas à redução de acidentes e à promoção de um trânsito mais seguro. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Nova lei define percentual mínimo de cacau nos chocolates </title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Chocolates comercializados no Brasil terão de seguir percentuais mínimos de cacau na composição, previstos por lei. Além disso, os fabricantes precisarão informar, de forma clara, a quantidade do ingrediente nos rótulos dos produtos vendidos no país, sejam eles nacionais ou importados.

A Lei nº 15.404/2026, que define critérios para a produção, classificação e rotulagem de produtos derivados de cacau no Brasil, está publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial da União. A norma entra passa a vigorar em 360 dias, período em que a indústria deverá se adaptar às novas exigências.

Notícias relacionadas:Fundo vai financiar pequenos agricultores de cacau na Bahia e no Pará.Cacau da Bahia ressurge como zona cacaueira.Um dos principais avanços previstos é a obrigatoriedade de informar nos rótulos o percentual total de cacau do produto. De acordo com a lei, a indicação deverá aparecer na parte frontal da embalagem, ocupando pelo menos 15% da área e com destaque suficiente para facilitar a leitura. 

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A informação será apresentada no formato “Contém X% de cacau”, de acordo com os percentuais a seguir:


	Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau;
	Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
	Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;
	Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite.
	Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.


O texto também proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro, como o uso de imagens, cores ou expressões que sugiram tratar-se de chocolate quando o produto não atende aos critérios estabelecidos.

Em caso de descumprimento das regras, os responsáveis estarão sujeitos às sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, além de outras penalidades sanitárias e legais cabíveis. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Duas pessoas retiradas de navio testam positivo para o hantavírus</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Duas pessoas testaram positivo para o hantavírus depois de terem sido retiradas do navio de cruzeiro MV Hondius, atingido por um surto, disseram autoridades de saúde. Nesta segunda-feira (11), a Espanha retira e repatria os últimos passageiros do navio.

Um passageiro francês que foi retirado do MV Hondius testou positivo para o vírus e sua condição estava piorando, disse hoje a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist.

Notícias relacionadas:Passageiros começam a deixar navio onde houve surto de hantavírus.OMS: hantavírus só é transmitido em contato muito próximo com doentes .Saiba mais sobre o hantavírus, suspeito de causar surto em cruzeiro.O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos informou, nesse domingo (10), que um dos 17 norte-americanos que estão sendo repatriados apresentou resultado levemente positivo para a cepa Andes do vírus, enquanto o segundo apresentou sintomas leves.

Os últimos 24 passageiros a bordo do MV Hondius devem ser retirados na tarde de hoje do navio de cruzeiro, agora ancorado perto da ilha espanhola de Tenerife, no Atlântico, de acordo com as autoridades espanholas que coordenam a atividade.

A ação encerrará uma operação complexa que, até o momento, resultou na retirada e repatriação de 94 pessoas para seus países, 41 dias após a partida do MV Hondius do sul da Argentina e nove dias após o primeiro resultado positivo de teste para a infecção viral respiratória.

Três pessoas morreram desde o início do surto -- um casal holandês e um cidadão alemão.

O luxuoso navio de cruzeiro partiu da costa de Cabo Verde para as Ilhas Canárias, na Espanha, em 6 de maio, depois que Madri concordou -- a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia -- em administrar a retirada dos passageiros.

A OMS recomendou uma quarentena de 42 dias para todos os passageiros do barco a partir de 10 de maio, disse a diretora de gerenciamento de epidemias e pandemias, Maria Van Kerkhove, em entrevista.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lei reconhece atividade circense como expressão da cultura popular</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A atividade circense é reconhecida oficialmente, a partir desta segunda-feira (11), como manifestação da cultura e da arte popular em todo o território nacional.

A Lei nº 15.405, que prevê a medida, está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. 

Notícias relacionadas:Circo de Tradição Familiar se torna Patrimônio Cultural do Brasil.Maratona circense no Museu do Pontal valoriza arte popular no Rio.Governo de São Paulo anuncia ações de incentivo a circos.De acordo com o texto, o reconhecimento vale para todas as formas de expressão circense desenvolvidas no país, como malabarismo, acrobacias, equilíbrio (corda bamba, perna de pau) e palhaçaria.

A norma reforça o papel histórico e cultural do circo na formação artística e na identidade cultural brasileira.

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Com o reconhecimento oficial da atividade, o setor circense passa a ter maior respaldo institucional como patrimônio cultural, o que contribui para políticas públicas voltadas à valorização e à preservação dessa expressão artística tradicional.
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<pubDate>Mon, 11 May 2026 11:51:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Desinformação sobre PL da Misoginia cresce nas redes, diz estudo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O chamado Projeto de Lei da Misoginia se transformou em alvo de uma ofensiva de desinformação nas redes sociais, coordenada por políticos de direita, segundo levantamento do Observatório Lupa. O estudo identificou narrativas falsas, teorias conspiratórias e conteúdos produzidos com inteligência artificial para atacar o PL aprovado pelo Senado em março deste ano.

Entre os dias 24 de março e 30 de abril de 2026, os pesquisadores coletaram mais de 289 mil publicações no X sobre o tema. Também foram analisados 6,3 mil posts no Facebook, 2,9 mil no Instagram e mil no Threads.

Notícias relacionadas:Brasil e Espanha se unem por igualdade de gênero e fim da misoginia.Saiba o que é misoginia; lei pode criminalizar discurso de ódio.Nísia Trindade fala sobre misoginia na área da saúde no DR com Demori.A partir desse conjunto de dados, o observatório identificou “picos de desinformação, tendências narrativas e padrões de comportamento” nas plataformas digitais. O projeto em discussão no Congresso é o PL 896/2023, que define misoginia como “a conduta que exterioriza ódio ou aversão às mulheres”.

Caso seja aprovado pela Câmara sem alterações, o texto passará a incluir a “condição de mulher” na Lei do Racismo (Lei 7.716/1989), prevendo pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para práticas enquadradas como misóginas.

Segundo a Lupa, o principal pico de engajamento da campanha de desinformação ocorreu em 25 de março, um dia após a aprovação da proposta no Senado, impulsionado por um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

O parlamentar associou ao PL da Misoginia trechos de outro projeto de lei, o PL 4224/2024, da senadora Ana Paula Lobato, que tratava da Política Nacional de Combate à Misoginia, mas que não fazia parte do texto aprovado no Senado.

De acordo com o levantamento, a publicação alcançou ao menos 751 mil visualizações em apenas 24 horas. Posteriormente, o vídeo foi apagado e republicado sem o trecho relacionado ao outro projeto.

O estudo também aponta que uma das principais narrativas disseminadas nas redes foi a de que o projeto restringiria a liberdade de expressão e poderia ser utilizado para “perseguir a direita”.

Outra linha recorrente de desinformação afirmava que perguntar a uma mulher se ela estava com TPM poderia levar alguém à prisão.


“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório.


 Segundo os pesquisadores, conteúdos falsos sugeriam ainda que a proposta provocaria “demissões em massa” de mulheres ou criminalizaria trechos da Bíblia. A pesquisa identificou o uso de inteligência artificial para criar vídeos falsos sobre supostas consequências da proposta. Um dos exemplos citados envolve publicações alegando que empresários teriam começado a demitir mulheres para evitar processos relacionados à futura legislação.

Entre os atores mais influentes na circulação desses conteúdos aparecem, além de Nikolas Ferreira, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o vereador paulistano Lucas Pavanato (PL), o comentarista político Caio Coppola e a influenciadora Babi Mendes. O relatório destaca o crescimento de termos associados à cultura misógina “redpill”, que retrata o projeto como uma ameaça aos homens.

Também foram identificadas menções recorrentes a aplicativos de transporte, em tom irônico, sugerindo medo de acusações falsas em interações cotidianas.

Para os pesquisadores, as postagens ignoram um ponto central do projeto: a misoginia, no escopo da proposta, está relacionada a práticas discriminatórias que gerem “constrangimento, humilhação, medo ou exposição indevida” em razão do gênero.


“Ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”, conclui o estudo.
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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mães de desaparecidos pedem visibilidade, memória e respeito</title>
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<description><![CDATA[ Recordar cada detalhe e não deixar que ninguém esqueça. No sobressalto de acordar no meio de tantas noites e, muitas vezes, sem dormir. No silêncio profundo e dolorido ou entre barulhos que ninguém mais parece escutar. Mães de filhos desaparecidos tentam traduzir todos os dias o que elas bem sabem ser intraduzível. 

Mulheres ouvidas pela Agência Brasil têm, querem e exigem esperança. Em 2025, 84.760 pessoas desapareceram no Brasil.

“Quem sabe”, elas dizem em datas como o Dia das Mães, celebrado neste domingo (10). Quem sabe elas terão mais atenção, mais ação, mais olhares e fôlego. Mais luzes no labirinto que a vida se transformou.

Elas buscam filhos recém-desaparecidos ou filhos que sumiram há décadas. Sonham em receber um abraço e um “feliz dia das mães” de quem sumiu e, assim, fazer com que a vida volte a ter o sentido de antes.

Foram a becos escuros, conheceram a indiferença em delegacias e até preconceito nas ruas. Dores tão profundas da realidade que até a ficção busca traduzir.

“Mas eu não podia desistir, não enquanto houvesse uma mínima chance”, diz a personagem Kehinde, escrava no Brasil colonial, que busca o filho desaparecido no romance Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves.

Dor como da operadora de caixa Rita Preta, em Coração sem Medo, de Itamar Vieira Junior, em sua busca desesperada pelo primogênito Alcides, que desaparece em Salvador (BA).


            
        
    
Clarice é mãe de Ágatha e Allan, desaparecidos em janeiro, no Maranhão - Arquivo pessoal


Dos romances para a vida real, a dor se multiplica e requer palavras que ainda não foram criadas, como no caso de Clarice Cardoso, de 27 anos, moradora da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal (MA).

Os filhos dela, Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desapareceram depois que saíram para brincar e procurar maracujá na mata perto de casa no dia 4 de janeiro deste ano, com o primo Anderson, de 8 – que foi encontrado.

Clarice também é mãe de André, de 9 anos. Em entrevista por telefone à Agência Brasil, ela disse que, em meio ao pesadelo que a família vive há mais de quatro meses, tem contado com o abraço diário do filho mais velho.

“Ele entende tudo o que está acontecendo e temos conversado muito com ele”, afirma emocionada.

O garoto voltou para escola. Ele vê a mãe e o pai Márcio – que trabalha como montador autônomo –, com a vida em suspenso.


“A cada ligação que eu recebo, penso que pode ser uma novidade, alguma pista”, diz Clarice.


Neste domingo de Dia das Mães, ela pede que o País se lembre dos filhos dela e que mais gente possa ajudar. Todo dia é a mesma rotina em busca de solidariedade e informações com a polícia. 


            
        
    
Cartaz para as buscas aos irmãos que desapareceram em Bacabal (MA)  - Arquivo pessoal


Preconceito

A delegacia fica no centro da cidade, distante 12 quilômetros de onde Clarice mora. Não bastasse a dor constante, ela conta que, quando vai à cidade, ouve ou percebe comentários com julgamentos maldosos. Ela admite que pode haver racismo. “As pessoas me olham. Algumas parecem ser solidárias. Mas muitas têm preconceito sim”, lamenta.

Além do marido e do filho, Clarice vive com a mãe, que acabou sofrendo um acidente de moto em uma das viagens até Bacabal em busca de informações sobre as crianças.

“Ela se machucou nas mãos e agora eu tenho que fazer mais coisas para minha casa e minha família. Mas minha vida está parada”.

À Agência Brasil, Clarice diz que a investigação policial indica que poderia haver um homem que teria tido contato com as três crianças na mata. No entanto, oficialmente, a polícia local afirma que todas as informações estão sendo averiguadas e que se empenha na elucidação dos desaparecimentos.    

Rede de apoio

Formar uma rede de apoio para que ninguém se sinta sozinha no meio da luta e da dor tem feito a diferença. A paulista Ivanise Espiridião, de 63 anos, procura pela filha Fabiana desde 23 de dezembro de 1995.


            
        
    
Ivanise com a filha Fagna e a neta Eva, de 7 anos - Arquivo pessoal


A filha desapareceu quanto tinha 13 anos de idade e, para aliviar o sofrimento e formar uma rede de apoio nacional, Ivanise criou o grupo Mães da Sé. Em 2026, ela passa pelo 30º dia das mães sem a filha.

“O Dia das Mães causa uma mistura de sentimentos, de ser lembrada pelos filhos que estão conosco e tristeza por não ter uma pessoa que faz parte dessa família e que está ausente”, afirma.

O consolo hoje virá em forma de longos abraços da filha Fagna, de 43 anos, e da neta, Eva, de 7 anos.

O grupo Mães da Sé também se transformou em uma outra família, unida pela dor e esperança por respostas. Ela começou essa ação há 30 anos com mães que ela conheceu e que passavam por situação semelhante.

Levavam cartazes para dar visibilidade às histórias: “Virou um dia muito triste para nós”. O grupo continuou por outros caminhos, mas Ivanise se sentia destruída depois do dia na escadaria da catedral. 


“A dor multiplicava. Parecia que ficava mais doída. A gente resolveu que, no dia das mães, a gente não ia mais para a Praça da Sé. Nós íamos dar atenção para os nossos filhos que estão ao nosso redor”. 



            
        
    
Ivanise transformou a dor de perder a filha e luta por outros desaparecidos - Arquivo pessoal


Atualmente, o grupo reúne mais de seis mil mães no país – a maior parte de São Paulo. Uma estratégia que ajuda na articulação do grupo é o aplicativo Family Faces. A tecnologia utiliza reconhecimento facial para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, comparando fotos tiradas pelos usuários com o banco de dados da associação. 

Ivanise transformou sua dor em ativismo e ação. Ela trabalha todos os dias para levar apoio e orientação para mães e familiares de desaparecidos. Sabe também que é necessário ter cuidado consigo mesma. 

“A nossa causa não tem horário nem dia específico. Mesmo quando eu viajo ou tiro férias, levo o celular da associação. Todos os dias, a gente recebe pedidos de ajuda de pessoas que tem alguém desaparecido”, ressalta.

Cerca de 42% dos desaparecidos são encontrados. 

Uma das orientações que ela dá ao grupo é que uma pessoa não precisa esperar um ou dois dias para procurar uma delegacia para notificar um desaparecimento.


“Ninguém tem que esperar 24 horas. Mas essa prática abusiva ainda acontece porque as famílias que são vitimadas pelo desaparecimento são muito simples e desconhecedoras de direitos”. 



            
        
    
Ivanise na escadaria da Sé - Arquivo pessoal


A Lei nº 11.259 determina que a autoridade policial que fizer a ocorrência do desaparecimento de criança e adolescente tem que fazer a ocorrência imediatamente e começar as buscas. 

Embora sejam assuntos doloridos, Ivanise e a filha Fagna não deixam de explicar para Eva o que aconteceu com a tia Fabiana:

“Desde muito cedo a gente ensinou a ela o nome completo, o nome do pai, o nome da mãe. E diz que a avó é uma mãe da Sé, ativista e lutadora”.

Suporte

Apoiar-se na família é fundamental. Mas ter acesso a suporte psicológico profissional também é muito importante. Em casos assim, é comum ocorrerem transtornos mentais como depressão ou crises de pânico e ansiedade. O grupo Mães da Sé conta com cinco voluntários que atendem pessoas de forma remota. 

A psicóloga Melânia Barbosa, que também pesquisa o tema dos desaparecidos, explica que a dor da ausência tem características particulares. Por isso, ela entende ser muito importante que o poder público proporcione suporte emocional aos familiares. Cabe, de outra forma, às pessoas próximas estar ao lado, escutar e acolher sem querer dar uma resposta que não existe. 

“O principal é você saber que tem alguém ao seu lado e não se sentir sozinho”. Para a pesquisadora, os grupos de apoio fazem com que as pessoas recordem que não estão sozinhas.


“Que tem pessoas que a amam e que elas amam e dão motivos para elas enfrentarem essa luta”.


Ela considera que, culturalmente, as mulheres sempre estiveram ligadas ao cuidado do outro - acima de tudo, dos filhos. “Por isso, elas permanecem vinculadas aos seus, mesmo doentes, presos ou desaparecidos”.

Ela acrescenta que os profissionais da psicologia também precisam se capacitar mais para atender esses casos.

“Existem mais pesquisas atualmente sendo desenvolvidas, mas ainda tem muito a ser descoberto. Então, não é parte habitual da formação do psicólogo ou do médico. É um assunto desconhecido”, explica. 

Choque de realidade

Quem também busca cuidar de pessoas em dor é outra paulista, Lucineide Damasceno, de 60 anos, que integra o Mães da Sé. Ela, que era cabeleireira, também criou uma ONG chamada Abrace, a fim de proporcionar suporte (inclusive de alimentação) a familiares mais necessitados de pessoas desaparecidas.


            
        
    
Felipe, filho de Lucineide desapareceu em 2008 - Arquivo pessoal


O filho de Lucineide, Felipe, sumiu aos 16 anos, em 3 de novembro de 2008, depois que saiu de moto para encontrar um colega chamado Vinícius (que também desapareceu). 

Foi em 2013, depois de uma crise de pânico, que ela resolveu ir além da busca por seu filho. Resolveu se tornar ativista: “Quando eu conheci mulheres que procuravam seus filhos há muito tempo, foi um choque de realidade”.

Com o grupo, ela conta que se sentiu amparada durante a busca. Às vezes, ela vai para a Praça da Sé “destruída por dentro”, mas o abraço de outras mães muda o que sente. Ela se reconhece nas outras pessoas. 

Apesar da dor e das lembranças, há sempre a esperança. “Eu não quero mudar daqui porque eu tenho a esperança de o Felipe bater no portão e dizer: ‘mãe, estou aqui’”.


            
        
    
Lucineide na escadaria da Sé com outras mães de desaparecidos pessoal - Arquivo pessoal


Além de Felipe, Lucineide tem mais dois filhos, Amanda e Anderson, e dois netos, Gustavo, de 11 anos, e Gabriel, de 9. “Explico para não conversar com estranhos e não entrar no carro de ninguém&quot;.

A família se acostumou ao fato de Lucineide evitar eventos festivos no dia das mães. Mas a família costuma buscá-la para almoços.

“Eu comecei a aceitar. Eu faço um esforço muito grande para que eles entendam que, apesar de eu estar triste, de eu estar ali naquela situação, eles também fazem parte da minha vida e são especiais para mim”, diz.

Nada como receber o abraço dos netos. Nada como receber alguma notícia de outra mãe que teve a alegria de encontrar um filho desaparecido.

Lucineide gosta de recordar o filho animado, em seus sonhos de adolescente, da escola e do prazer que tinha em jogar futebol.

No final do ano, Lucineide Mantém um hábito: há duas décadas coloca o presente do Felipe embaixo da árvore de Natal. Guarda um por um, todos os anos, na esperança de que Felipe volte um dia e receba os mimos.

Por enquanto, aguarda também notícias, abraços e apelos para que ninguém se esqueça.

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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Como declaro poupança, renda fixa e variável no Imposto de Renda?</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Na hora da declaração do Imposto de Renda, o tema &quot;Investimentos” sempre gera dúvidas. O Tira-Dúvidas do IR 2026 explica como declarar poupança, investimentos em renda fixa e investimentos em variável para a Receita Federal.

Renda fixa e poupança 

Esses investimentos só precisam ser declarados por quem já é obrigado a entregar a declaração. 


Notícias relacionadas:IR 2026: veja como declarar dependentes e pensão alimentícia .Saiba quem deve declarar Imposto de Renda em 2026.&quot;É fundamental declarar todos os rendimentos e saldos de aplicações financeiras na sua declaração de Imposto de Renda. Utilize os informes de rendimento fornecidos pelas instituições financeiras como base para o preenchimento da sua declaração. Quem tem aplicativo, é possível conseguir esses informes pelo aplicativo, ou então acessando diretamente no banco&quot;, explica o professor Alessandro Pereira Alves, da UFRRJ.


Todos os investimentos devem ser informados na ficha de Bens e Direitos. 

Aplicações como poupança, LCI, LCA, CRI e CRA são isentas de Imposto de Renda. 


&quot;Para rendimentos com tributação isenta de IR, vai lá, acesse a ficha de rendimentos isentos e não tributáveis, clica em novo, clica lá, por exemplo, &#039;rendimentos de caderneta de poupança&#039;, informe o CNPJ e o valor total recebido&quot;, orienta o professor Luiz Carlos Benner, da PUC do Paraná.


Já investimentos como CDB têm tributação sobre os lucros.

&quot;Para os rendimentos tributados exclusivamente na fonte, vá na ficha de rendimentos sujeitos à tributação exclusiva e definitiva, clique em novo, escolha lá o código &#039;rendimentos de aplicação financeira&#039; e informe o CNPJ e o nome da fonte pagadora&quot;, aponta.

&gt;&gt; Ouça na Radioagência Nacional:


    
        
            
                
            
        
    








Renda variável

Na renda variável — como ações, fundos e ETFs — a declaração tem regras específicas. 

“Uma vez investido nesses ativos, o primeiro ponto que a Receita solicita é que você informe os saldos desses ativos na ficha de Bens e Direitos. É importante declarar o valor da aquisição, ou seja, não o valor de mercado, mas o custo da aquisição daquele ativo. O contribuinte tem que declarar os rendimentos. Então, dentro da ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, ou seja, para aqueles lucros com ações até R$ 20 mil por mês, ou dividendos. Pode ser que, dentro desses investimentos em ações, as empresas paguem dividendos e ainda paguem juros sobre capital próprio. Então, na ficha de Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, o contribuinte tem que declarar também os juros sobre capital próprio”, explica Hugo Dias Amaro, da PUC do Paraná.

As alíquotas variam conforme o tipo de investimento e os valores, podendo chegar a 20%. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:46 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena acumula e prêmio vai a R$ 52 milhões</title>
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<description><![CDATA[ Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.006 da Mega-Sena, realizado neste sábado (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 25 - 42 - 45 - 48 - 50 - 60


	39 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 59.801,78 cada
	2.904 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.323,82 cada


&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (12), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

 

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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasileira lidera construção de código para mineração em alto&#45;mar</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com sede em Kingston, na Jamaica, a Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, na sigla em inglês) é uma instância da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por gerir os recursos minerais do fundo do mar para além da jurisdição nacional, em uma área que abrange 54% dos oceanos.

Comandado pela oceanógrafa brasileira Letícia Carvalho desde 2025, o organismo está empenhado na conclusão de um código para mineração em águas profundas. Trata-se de um conjunto de regras internacionais para permitir a extração de recursos no leito dos oceanos de forma sustentável.

Notícias relacionadas:Tratado do Alto-Mar: entenda o que muda para o Brasil.Após mais de dez anos de diálogos e trabalhos na construção de um consenso para o documento final, os 171 membros mais a União Europeia – são signatários da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar –, se reunirão em junho e julho para a segunda etapa da 31 ª Sessão da ISA com o objetivo de concluir o código.

No Brasil, durante a primeira visita oficial como secretária-geral da ISA, Letícia Carvalho falou com exclusividade à Agência Brasil sobre o andamento dos trabalhos de construção do Código de Mineração e sobre a experiência de ser a primeira mulher, cientista e latino-americana a ocupar o cargo.

Confira os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: A ISA tem trabalhado na construção de um Código para Mineração do Fundo do Mar. em qual estágio está a preparação desse documento?

Letícia Carvalho: Esse é um trabalho longo e, como todo trabalho multilateral, ele exige consenso. Por isso, já são mais de dez anos de negociação. A ISA tem, durante 30 anos de sua existência, um arcabouço normativo muito consolidado para a parte de prospecção e explotação [extração] de recursos minerais.

Isso significa, que desenvolvemos estudos que visam entender a viabilidade dessa mineração no sentido custo-benefício econômico, mas também o entendimento do ecossistema marinho como um todo e, sobretudo, as necessidades obrigatórias no âmbito da Autoridade Internacional de proteção desses ecossistemas onde esses domínios minerais acontecem.

Atualmente, a ISA encontra-se dedicada a cumprir a última etapa desse processo regulatório, que é mais importante, porque ela irá adotar o Código de Mineração, ou seja, passaremos de uma etapa crucial de pesquisa, geração de conhecimento, ciência, acúmulo de dados, para uma etapa de explotação e uso comercial.

Chegaremos, então à escala comercial dessa mineração tão esperada por tantas indústrias, como a de segurança, transição energética, como mais uma fonte desses recursos, sobretudo, para países que não têm acesso ou não dispõem de minerais críticos em seus territórios.

Eu tenho grandes esperanças que os países virão reunidos na próxima sessão da ISA e até o final desse ano, imbuídos de uma grande vantagem política em adotar o Código de Mineração ao mais tardar, se não ao final desse ano, ao início do ano que vem.

Agência Brasil: Qual a importância dessa regulação?

Letícia Carvalho: O código é um elemento fundamental para a plena atuação da autoridade internacional como órgão regulador multilateral. Sem ele, ficamos sem a capacidade de regular e governar todas as atividades inerentes à mineração comercial em fundos marinhos em alta profundidade.

As atividades minerais precisam acontecer de forma a não gerar danos descontrolados ou irreversíveis a esses ambientes sensíveis fora de jurisdição dos territórios nacionais, que representam um território de 54% dos oceanos, ou seja, toda a massa continental caberia duas ou três vezes dentro desse espaço se colocada conjuntamente.

É a última fronteira onde os seres humanos ainda não realizaram atividades comerciais até o momento e, por isso, há uma necessidade de auxiliar nos usos múltiplos de diferentes recursos nos oceanos. Compatibilizar usos pacíficos de desenvolvimento econômico, proteção ambiental e outros usos é realmente um dos fundamentos da governança oceânica.


            
        
    
A secretária-geral Letícia Carvalho está no Brasil para a 31ª sessão da ISA  - Marcelo Camargo/Agência Brasil


Agência Brasil: Quando falamos de riquezas do fundo do mar estamos falando de quais tipos de recursos?

Letícia Carvalho: Há recursos pesqueiros, biodiversidade. Boa parte das comunicações fazem uso de cabos submarinos, transmitem a maior parte dos dados que hoje são compartilhados globalmente por cabos assentados no assoalho oceânico, onde também se encontram minerais.

Então, há uma grande importância da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos em atuar como reguladora e também conciliadora desses diferentes usos. Ou seja, a proteção ambiental vem intrínseca como uma obrigação.

Não é possível autorizar atividades de exploração comercial sem que seus contratantes ou investidores atuem de forma incisiva em proteção ambiental, em mitigação, e prevenção de riscos.

Há também uma grande necessidade de coordenação que a própria Autoridade realiza, buscando compartilhar trabalhos com outras entidades multilaterais, como a FAO, por exemplo, referente aos recursos pesqueiros ou com a Associação Internacional de Cabos Submarinos, no sentido de evitar conflitos e buscar sinergias.

Entre as diversas atividades que devem acontecer na área oceânica, desde a navegação na superfície, até as suas áreas mais profundas, onde estão os assoalhos oceânicos. E me refiro à profundidade de 2 mil metros até 11 mil metros abaixo do nível do mar.

Quando a gente fala de acordos e tratados multilaterais, existe o tratado de alto mar, que é o BBNJ. Eu queria saber por que o tema mineração ainda não entrou, ele não faz parte desse tratado, já que ele é sobre exatamente essas jurisdições além das nacionais.

&gt;&gt; Clique aqui e leia mais sobre o Tratado de Alto-Mar

Agência Brasil: Recentemente a ISA criou um biobanco. De que forma esse recurso contribui com os debates da mineração e do uso de outros recursos do fundo do mar?

Letícia Carvalho: O biobanco deriva de uma obrigação que existe na regulação da Autoridade em que aqueles interessados em minerar - governos, investidores privados - são obrigados a fazer pesquisa exploratória em situ [no local] e a conservar amostras de sedimento por até 15 anos.

Isso criou um instrumento que eu tenho uma grande satisfação e um grande orgulho, que é o maior banco de dados sobre os fundos marinhos e os assoalhos oceânicos existentes em todo o mundo: o Deep Data.

Com o BBNJ [Tratado de Alto-Mar], nós passamos por meio da nossa capacidade reguladora legalmente vinculante a obrigar que os contratantes coletem não só amostras de sedimento, mas que também preservem a parte biológica que eventualmente venha nessas amostras sedimentares, unindo a possibilidade de obter conhecimento a partir do interesse da mineração.

Essas amostras, então, são alocadas dentro do recém-criado biobanco, em uma grande parceria que a Autoridade Internacional tem com o governo da Coreia.

Há um laboratório novo sendo criado, uma estrutura, porque a conservação de amostras de material biológico por 15 anos requer outros requerimentos, sobretudo refrigeração, laboratórios especializados.

Com isso, a Autoridade Internacional assinou, há dois anos, um grande projeto de construção de um laboratório específico, que será o repositório dessas amostras biológicas, já criando um elemento de colaboração com o BBNJ com a proteção da biodiversidade marinha no futuro.

Então, esse banco de dados será hospedado dentro de uma universidade coreana. As amostras já estão sendo coletadas pelos nossos contratantes e os dados biológicos deverão começar a ser enviados a partir do ano que vem, quando se inaugura o laboratório.

Assim, teremos um novo repositório, que além de dados sedimentares, que a ISA já tem sob sua governança, dados biológicos de biodiversidade, com a responsabilidade de preservação às custas do contratante por mais 15 anos. Ou seja, não utilizaremos dinheiros ou recursos de pagamento de impostos, mas sim dos próprios interessados na mineração.


            
        
    
Oceanógrafa Letícia Carvalho é a primeira mulher e brasileira a comandar a Autoridade – Marcelo Camargo/Agência Brasil


Agência Brasil: Você é a primeira mulher e primeira brasileira à frente da ISA. Como avalia essa conquista e qual a importância dessa liderança para o Brasil e a equidade de gênero em organismos internacionais?

Letícia Carvalho: É uma grande honra para mim, um grande privilégio. Eu fui forjada na ciência, nas universidades públicas brasileiras, na ciência brasileira, que é impressionantemente desenvolvida.

Como cientista, migrei para um espaço muito especial, que é aquele que é uma ciência orientada. A informação da tomada de decisão, ou seja, é uma ponte entre ciência e política pública.

Eu hoje me encontro nessa função, com essa responsabilidade de agrega todo esse meu histórico. 

Eu acho que a importância de ser a primeira mulher é simplesmente trazer a liderança feminina, que é extremamente pragmática, é extremamente voltada a uma tomada de decisão cuidadosa, inclusiva.

Acho que trazemos isso quase de forma intrínseca à nossa condição feminina de cuidado e inclusão. Isso é uma marca muito importante das poucas mulheres – e aí me refiro a um lado talvez ainda não tão positivo – que estão em posições de liderança como eu, em cargos tão específicos.

Eu sou a única mulher, a única latino-americana, a ocupar o cargo mais alto da governança dos oceanos dentro do arcabouço multilateral internacional. Eu trago, com isso, uma responsabilidade muito grande de ser exemplo para outras muitas mulheres jovens que, futuramente, possam vir a pensar e a sonhar em exercer atividades como essa.

Com isso, queria destacar um aspecto muito importante: o meu principal programa – que trago no meu coração dentro da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos – visa justamente promover a liderança feminina na sua participação em assuntos de governança oceânica, ainda muito dominada por homens, pela tradição militar e dos pescadores, em sua grande maioria homens.

Busco trazer e elevar a liderança feminina, tanto na pesca, nas atividades a bordo, a presença feminina dentro de navios, de forma segura, e esse programa visa justamente isso.

Agora inaugura uma nova vertente dedicada à formação de mulheres para a liderança em diplomacia e governança oceânica.

Então eu acho que essa presença de uma mulher também desperta o olhar para a necessidade de trazer outras mulheres para esses espaços. E como cientista técnica e alguém orientada à prática, eu acho que eu venho a colaborar com um valor bastante importante nesse momento, enquanto o regime internacional do fundo do mar muda da exploração de estudos para implementação.

A minha bagagem como técnica, cientista, reguladora, alguém que esteve à frente nas tratativas para desenhar, implementar e assumir a responsabilidade pelo seu pleno cumprimento, pode agregar valor à capacidade de implementação com integridade. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Apocalipse nos Trópicos e O Agente Secreto vencem Prêmios Platinos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O audiovisual brasileiro foi consagrado mais uma vez em um prêmio internacional. O Agente Secreto faturou quatro Prêmios Platinos, na noite de sábado (9), em uma cerimônia em Cáncun, no México. 

O filme Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, também venceu como Melhor Documentário a 13ª edição da premiação, a mais importante do cinema ibero-americano. O evento promove séries e filmes da América Latina, Portugal e Espanha.

Notícias relacionadas:Conheça Guillermo Francella, ator homenageado no Prêmio Platino.Debate sobre democracia no cinema latino-americano reflete tensões.Professor colombiano disputa prêmio de cinema com Wagner Moura.Nesse sábado, o filme de Kleber Mendonça ganhou mais quatro Prêmios Platinos: Melhor Filme, Roteiro, Diretor e Ator, sendo a primeira vez que um brasileiro ganha o troféu de Melhor Ator. Em 2025, Fernanda Torres foi eleita Melhor Atriz por sua atuação como Eunice Paiva, em Ainda Estou Aqui - o grande vencedor da premiação, no ano passado. Os prêmios somam-se a outros quatro Platinos que a produção já havia recebido.

Em O Agente Secreto, Moura interpreta Armando, um professor universitário perseguido pela ditadura militar. Na história, ele precisou fugir de São Paulo para Recife e assumir uma nova identidade. Ambientado na década de 1970, a filme traz vários elementos da cultura pernambucana, como a lenda da perna cabeluda, além da Banda de Pífanos de Caruaru. Tanto o som, como as escolhas da direção de arte, são parte da história.

Ao receber a estatueta prateada, Mendonça celebrou a oportunidade de contar histórias em meio a um cenário de desinformação. “É um momento onde a verdade está sendo discutida e manipulada”, afirmou.


“De fato, é um momento de mentiras no mundo, mas o cinema é um poderoso instrumento para narrativas cheias de poesia, de aventuras fantásticas, drama humano, histórias de amor e afeto, com verdade e honestidade”.



            
        
    
Brasília - 10/05/2026 - Equipe do filme O Agente Secreto recebe estatuetas do Platino. Divulgação/ Prêmio Platino. - Divulgação/ Prêmio Platino.


 

O Agente Secreto soma oito Prêmios Platinos

O ator Wagner Moura estava em uma produção na Espanha e não pode comparecer ao evento. Em discurso de agradecimento lido por Mendonça, o ator brasileiro comemorou:


“Amo os Prêmios Platino, ver nossa cinematografia celebrada, encontrar amigos, descobrir talentos, filmes, artistas, trabalhadores do cinema falado em portugês e espanhol (...). Amo cada vez que percebo o Brasil integrado a uma cultura abrangente”


Ele dedicou o prêmio a Mendonça, que confirmou o convite para o artista participar de seu próximo filme.

Há poucos dias, Moura, vencedor do Globo de Ouro, tinha sido eleito Melhor Ator pelo júri popular do Platino, consagrando o ator brasileiro que este ano disputou o Oscar. 

Pela Direção de Arte, Música e Montagem, O Agente Secreto já havia levado três estatuetas, anunciadas previamente, para os criadores Thales Junqueira, os irmãos Tomaz e Mateus Alves, além de Eduardo Serrano e Matheus Farias.

 


            
        
    
16/01/2026 - Cenas do filme O Agente Secreto de Kleber Mendonça com Wagner Moura. Foto: MK2Films/Divulgação - MK2Films/Divulgação


 

No evento, o filme de Petra Costa, Apocalipse nos Trópicos, venceu a categoria Documentário, superando produções do Paraguai e da Espanha. O longa-metragem acompanha o governo de Jair Bolsonaro, retrata a tentativa frustrada de golpe de Estado em 2023 e discute a influência da fé evangélica na política brasileira.

Ao receber a estatueta, o produtor e pesquisador de Apocalipse nos Trópicos, Brunno Pacini, declarou que os documentários “têm a capacidade de transformar o trauma em memória e a memória em movimento” e agradeceu aos envolvidos no projeto.

Entre as séries, a brasileira Beleza Fatal, que se assemelha a uma novela, também levou o troféu de Melhor Série de Longa Duração. A diretora Maria de Médicis saudou o diretor de TV Dennis Carvalho, que faleceu há poucos meses, e celebrou o gênero novela, referência no audiovisual de toda a América Latina. “Viva a novela, viva o Brasil”, comemorou.

Nesta edição do Platino, o Brasil teve sete produções indicadas concorrendo, em 36 categorias, com cerca de 100 produções indicadas da ibero-américa.


*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>TV Brasil Play exibe clássicos da filmografia de Rogério Sganzerla</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em tributo aos 80 anos de nascimento do saudoso cineasta Rogério Sganzerla, ícone da sétima arte que nasceu em 4 de maio de 1946, o aplicativo TV Brasil Play exibe gratuitamente duas grandes produções da filmografia do diretor: O Bandido da Luz Vermelha (1968) e Nem Tudo é Verdade (1986).

Conhecido pela relevância como representante do cinema marginal, movimento de contracultura nacional das décadas de 1960 e 1970, o também roteirista e produtor tinha uma estética própria marcada pela sátira, absurdo, subversão narrativa e colagem.

Notícias relacionadas:Rádio Nacional terá programação especial em homenagem ao Dia das Mães.TV Brasil: série Como Nascem os Heróis concorre ao Prêmio Grande Otelo.Sede do Legislativo fluminense, Palácio Tiradentes celebra centenário.A produção cinematográfica do homenageado é influenciada diretamente por personalidades consagradas no cinema como Orson Welles e Jean-Luc Godard. O trabalho de Rogério Sganzerla contempla com recorrência os clichês dos filmes noir e das pornochanchadas.

Sganzerla faleceu aos 57 anos, em 9 de janeiro de 2004, vítima de um câncer no cérebro. O célebre diretor catarinense deixou uma obra com mais de 20 filmes. Ao lado da atriz Helena Ignez, com quem foi casado por 34 anos, o cineasta construiu uma trajetória única na cena do cinema brasileiro.

O Bandido da Luz Vermelha

Clássico do cinema, o filme O Bandido da Luz Vermelha é uma trama do gênero drama policial dirigida por Rogério Sganzerla quando ele tinha 22 anos. O enredo acompanha Jorge (Paulo Vilhaça), um assaltante de residências de São Paulo, apelidado pela imprensa de Bandido da Luz Vermelha.

O criminoso desconcerta a polícia ao utilizar técnicas peculiares de ação. Auxiliado por uma lanterna vermelha, ele tem longos diálogos com as vítimas e protagoniza fugas ousadas para depois gastar o fruto do roubo de modo extravagante.

O assaltante estabelece um relacionamento com Janete Jane (Helena Ignez). O bandido também conhece outros meliantes, um político corrupto e acaba sendo traído. Perseguido e encurralado, o protagonista decide tirar a própria vida como única saída para encerrar sua carreira de crimes.

Nem Tudo É Verdade

O filme Nem Tudo é Verdade reconstitui a visita do cineasta Orson Welles ao Brasil nos anos 1940 para gravar o documentário It&#039;s All True (Tudo é Verdade), projeto que terminou inacabado. O diretor americano fica fascinado pelo país, registra o carnaval, mas se perde em suas descobertas e experiências. A obra foi fadada à incompreensão e à sabotagem dos estúdios de Hollywood, não sendo concluída.

A produção de Rogério Sganzerla mescla documentário e ficção para representar aquela tentativa de fazer cinema e aborda a política de boa vizinhança com os Estados Unidos. Arrigo Barnabé interpreta o diretor de Cidadão Kane (1941) e desfruta do status de maior gênio precoce da sétima arte mundial. Grande Otelo e Helena Ignez também estão no elenco do longa que apresenta e discute elementos da cultura brasileira, das festas populares às diferenças sociais. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 10 May 2026 12:13:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Dolores Fonzi concorre a prêmio de cinema com luta pelo aborto legal</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Uma jovem de 20 anos, pobre, chega ao hospital público da cidade onde vive, no interior da Argentina, com fortes dores abdominais. Após sofrer um aborto espontâneo, é acusada de homicídio, é encarcerada injustamente por cerca de dois anos, até que uma grande mobilização de mulheres exige a revisão judicial do processo e a libertação da moça.

O caso real que se tornou símbolo da luta pelo aborto legal na Argentina é tema do filme Belén, concorrente de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça, ao troféu de Melhor Filme no Prêmio Platino Xcaret. A premiação é considerada o Oscar do cinema ibero-americano e será anunciada neste sábado (9), no México.

Notícias relacionadas:Filmes dirigidos por mulheres são favoritos em prêmio ibero-americano.Frigorífico é obrigado a transferir grávidas de setor após abortos .Prefeitura de SP perde recurso e deve retomar serviço de aborto legal.Passados dez anos da libertação da jovem apelidada de Belén para preservar sua identidade, o longa-metragem sobre a história reacende discussões sobre direitos sexuais e reprodutivos no país vizinho.

Desde a chegada do ultradireitista Javier Milei à presidência, barreiras têm sido impostas às mulheres que buscam esse direito, denunciou Dolores Fonzi, em entrevista à Agência Brasil nesta sexta-feira (8), em Cancún, no México.

Apesar de a lei estar em vigor, ela explica que restrições orçamentárias tornam a prática inacessível para muitas mulheres.


“Um aborto medicamentoso custa quase 20% de um salário mínimo e estão sendo cobrados. As mulheres pobres ainda não têm acesso”, disse a diretora.


Em 2016, ela protestou com um cartaz no Platino, por Belén. “Estão criando obstáculos para dificultar o acesso ao aborto legal”, criticou.

Sem financiamento estatal, mesmo em hospitais públicos, as mulheres têm que pagar essa soma pelos remédios.

“Mas a lei não foi revogada, nem estão tentando fazê-la”, acrescentou Fonzi. 

Pela atualidade da discussão, o longa-metragem tem rodado escolas, centros comunitários, universidades e prisões, contou a produtora Letícia Cristi.

&quot;Cada vez mais, as solicitações [de exibição] são feitas para idades mais jovens, até mesmo para escolas primárias, o que é fantástico, e sempre apoiaremos&quot;, completou. Na quinta-feira (8), Cristi e Fonzi receberam o Prêmio Platino de Cinema e Educação em Valores, reconhecimento a obras de impacto social.

Belén é um filme que começa denunciando negligência e negação de direitos a mulheres pobres que caiam em um limbo jurídico ao sofrerem emergências obstétricas, critica o Judiciário, até chegar a um ato de solidariedade. A partir daí, passa a retratar a campanha do movimento feminista pela revisão judicial do caso.

 


            
        
    
Brasília- DF – 09/05/2026 – Mulheres protestaram pela revisão judicial do processo e a libertação da Belén, na Argentina. Foto: Divulgação/ Prêmio Platino Xcaret


“Através do filme, demonstramos que existe um sistema judiciário completamente falido”, acrescentou Cristi.


“Um processo repleto de falácias e questionamentos, no qual ninguém acabou sendo responsabilizado, mas sim o próprio sistema e seus vieses”, completou.


Segundo a produtora, esta é uma história que retrata “a luta coletiva, a importância de compreender o outro, de olhá-lo e de agir, que é um pouco do que o movimento feminista fez no episódio”. Na época, organizações de defesa dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, se juntaram às argentinas.

Na América Latina e Caribe, segundo estimativas de estudo da Revista Lancet Global Health, frequentemente utilizadas como referência pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa de aborto foi de 39 por 1.000 mulheres de 15 a 49 anos no período 2015–2019.

O documento aponta que países com leis mais restritivas registravam mais abortos relacionados a gestações não planejadas.

*A repórter viajou a convite dos Prêmios Platino Xcaret ]]></description>
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<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:29:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Aqui Não Entra Luz: filme aborda segregação dos &amp;apos;quartos de empregada&amp;apos;</title>
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<description><![CDATA[ “Nos apartamentos e nas casas brasileiras os quartinhos de empregada estão sempre na área de serviço, bem perto do tanque, bem perto da cozinha, e são espaços geralmente menores.&quot; 

É assim que a cineasta paulistana Karol Maia descreve sua percepção sobre como se desenvolveu a arquitetura das casas brasileiras ao longo dos anos, olhando a partir das dependências de empregadas domésticas.

Esta segregação de espaços é o tema de seu longa-metragem de estreia: Aqui Não Entra Luz. O filme, que entrou em cartaz na última terça-feira (7), conta a história de cinco mulheres que trabalham ou trabalharam como empregadas domésticas em diferentes estados do país.

Uma das personagens é Miriam Mendes, mãe de Karol Maia, que também assina o roteiro e a direção do longa. As experiências pessoais da cineasta acompanhando a mãe no trabalho durante a infância são a base do projeto. 

“Minha mãe não me levava por necessidade, ela me levava porque queria ficar perto de mim. Enfim, ela me amava e queria me ter por perto mesmo tendo um pai que fazia esse trabalho tão bem quanto ela. Então essa motivação não partia de uma necessidade onde eu ficaria sozinha e vulnerável. Era um apego materno”. 

O pai de Karol Maia era professor de música e dava aulas em casa, na periferia de São Paulo, enquanto a mãe trabalhava fora, tanto para famílias de bairros nobres da cidade, quanto em residências próximas da zona leste, onde viviam.

Para a diretora, isso revela outro aspecto sobre como o Brasil lida economicamente com essa profissão. 

“Até as pessoas pobres ou de classe média baixa no Brasil contratam trabalhadoras domésticas. Isso faz a gente avaliar como o trabalho doméstico no Brasil é mal remunerado, né? Porque se uma pessoa que ganha mal está pagando para alguém trabalhar pra ela, então você também está pagando mal essa pessoa”, completou. 

Trabalho doméstico

De Minas Gerais, Maria do Rosário Rodrigues de Jesus, conhecida como Rosarinha, é uma das mulheres que compartilha sua trajetória no documentário. Com promessas de trabalho e estudo, ela foi levada para uma cidade perto do interior onde nasceu. Mas o acordo nunca foi cumprido. 

“As famílias eram muito pobres. E eu até costumo dizer que eu não entendo porque a gente, que é pobre, tem um tanto de filho. Parece que filho era investimento, sabe? Então a gente tinha que começar a trabalhar cedo pra ajudar a cuidar dos irmãos &quot;, conta Rosarinha.

Para a mineira, participar do filme foi um motivo de orgulho e também uma forma de revisitar lembranças de um passado difícil e injusto. 


“Cada vez que eu volto lá, naquele lugar, eu não vou na casa dos meus ex-patrões. Eu não tenho mágoa, não tenho nada, mas não acho que deveria ser daquele jeito. Às vezes eu falo que eu sou prepotente, sou orgulhosa, às vezes eu sou até ruim, não sei”.  


Atualmente ela vive em Belo Horizonte e segue como empregada doméstica, mas a rotina é diferente da que vivia. Casada e com uma filha, ela se orgulha muito da história que trilhou e do que construiu apesar das adversidades. Com casa própria, Rosarinha conta que seu sonho agora é se aposentar. 


“Meu sonho agora é ser dona de casa, levantar, fazer meu café da manhã, eu mesma vou lá e faço. Ao invés de fazer o café da manhã pros meus patrões, fazer só pra mim, pra minha filha e pro meu marido.” 


Herança colonial

Com o início das pesquisas ainda em 2017, Karol Maia sabia exatamente em quais estados buscar suas fontes: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Maranhão, aqueles que receberam a maior quantidade de mão de obra escrava no país. A partir dessas dinâmicas econômicas, a equipe mapeou Casas Grandes e Senzalas abertas para visitação. 

A cineasta conta que era notável a falta de conservação das Senzalas na comparação com outros espaços – feitos com material mais nobre, durável e resistente.

Ela também denuncia a falta de projetos públicos voltados à preservação de um momento tão sensível da história da humanidade. 

“Essas casas tinham coisas que a gente pode ver hoje como semelhantes em relação à arquitetura moderna, que é o quarto de empregada, as entradas e o elevador de serviço. Em uma das visitas, em São Luís, a escada e a entrada principal tinham uma madeira nobre de muita qualidade. Quando você chegava na área de serviço, a escada era com outro material, um concreto mais parecido com as pedras que faziam parte da estrutura da casa.”

Câmara dos Deputados

No dia 22 de abril, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 18/25, que proíbe o uso das expressões “quarto de empregada”, “dependência de empregada” e termos semelhantes em projetos arquitetônicos. O projeto é de autoria da deputada Denise Pessôa.

Segundo a Professora Marcivania, uma das relatoras da proposta, trata-se de uma reparação histórica urgente. 

“A abolição dessas nomenclaturas é um passo simbólico e prático para desnaturalizar a cultura do ‘quarto de fundos’, promovendo relações de trabalho baseadas no respeito mútuo, e não na servidão”, acrescentou a relatora à Agência Câmara de Notícias.

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:29:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ativista Thiago Ávila será solto hoje por Israel, informa organização</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel no mês passado, foi solto neste sábado (9) e deve ser deportado nos próximos dias. A informação é do Centro de Direitos Humanos Adalah, centro de assistência jurídica que acompanha o caso.

Além do ativista brasileiro, deve ser libertado e deportado o espanhol Saif Abu Kashek. Os dois foram presos ilegalmente quando força israelenses atacaram um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza.

Notícias relacionadas:Morre mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, preso em Israel.Detenção de ativista brasileiro em Israel é injustificável, diz Lula.Justiça de Israel prorroga prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila.“Hoje, sábado, 9 de maio, o Shabak (agência de inteligência israelense) informou a equipe jurídica do @adalah.legal.center, uma organização membro da FIDH [Federação Internacional de Direitos Humanos], que os dois líderes da Flotilha Global Sumud serão transferidos para as autoridades de imigração ainda hoje, aguardando deportação para seus países de origem”, diz o comunicado divulgado pelo Adalah. 

Ainda de acordo com o comunicado, os interrogatórios contra Thiago Ávila e Saif Abukeshek terminaram, após os dois terem sido mantidos em isolamento total “sob condições punitivas e submetidos a maus-tratos e tortura, apesar de sua missão ser inteiramente civil.”

O Adalah disse ainda que está acompanhando de perto a situação. Thiago e Saif estão em greve de fome desde o início da detenção.

Na terça-feira (5) o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, de Israel, havia prorrogado a prisão dos ativistas até amanhã (10). A decisão é do juiz Yaniv Ben-Haroush. 

A extensão da prisão do ativista brasileiro foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que a classificou como injustificável. Em publicação nas redes sociais, Lula disse que a ação do governo de Israel causou grande preocupação e que deveria ser condenada por todos.

O presidente brasileiro acrescentou que só a detenção dos ativistas da flotilha Global Sumud já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, os governos do Brasil e da Espanha exigiram que os ativistas recebessem plena garantia de segurança e fossem imediatamente soltos.

Entenda

O brasileiro estava a bordo de um navio da Global Sumud Flotilla, que levava alimentos e itens básicos de sobrevivência para a população de Gaza. A embarcação navegava por águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, no dia 30 de abril, no momento em que foi interceptada pelas forças israelenses. 

Ávila foi levado a Israel juntamente com o palestino-espanhol Saif Abukeshek. Enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram levados para a ilha grega de Creta.

Ávila e outras seis pessoas compõem a delegação brasileira da flotilha. O grupo partiu de Barcelona, com destino a Gaza, em 12 de abril. 

Em outubro do ano passado, os militares israelenses já haviam abordado uma flotilha da organização e prenderam mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:29:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Importações de diesel da Rússia e EUA aumentam com fechamento de Ormuz</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Brasil vêm recorrendo à Rússia e aos Estados Unidos para suprir suas necessidades de diesel, desde que as importações do combustível foram suspensas, devido ao acirramento do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, em março. 

Segundo dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a compra do combustível russo mais que dobrou em dois meses.

Notícias relacionadas:Alckmin: só um estado ainda não aderiu ao subsídio do diesel.Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo.Em março e abril, o Brasil importou US$ 1,76 bilhão em diesel, dos quais 81,25% da Rússia (US$ 1,43 bilhão). Em segundo lugar, vêm os Estados Unidos, com 6,42% (US$ 112,92 milhões).

Ao considerar apenas abril, a participação russa é ainda maior. O Brasil comprou US$ 924 milhões de diesel do país (89,84% do total) e US$ 104,44 milhões dos Estados Unidos (10,98%). Completa a lista a importação de US$ 4.264 do Reino Unido, com participação de apenas 0,001%.

Em março, o Brasil conseguiu importar diesel do Oriente Médio, por causa de navios que haviam saído do Golfo Pérsico antes do início do conflito. 

No mês retrasado, o país comprou US$ 111,89 milhões dos Emirados Árabes Unidos (15,7% do total importado em março) e US$ 99,23 milhões da Arábia Saudita (13,57%).

Em relação à Rússia, a importação de combustível mais do que duplicou. Em fevereiro, o Brasil havia comprado US$ 433,22 do país. O valor saltou para US$ 505,86 em março e aproximou-se de US$ 1 bilhão em abril.

Medidas

Para lidar com os efeitos da guerra sobre o preço do diesel aos consumidores, o governo tomou uma série de medidas. Em março, uma medida provisória concedeu R$ 10 bilhões de subsídios para a importação e a comercialização do produto.

Além disso, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o combustível, com impacto de R$ 20 bilhões sobre a arrecadação federal.

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de mais R$ 0,32 por litro.

Segundo a equipe econômica, as perdas de recursos com as desonerações foram cobertas pelo crescimento na receita de royalties de petróleo, impulsionadas pela disparada na cotação do barril.

ICMS

Em abril, a equipe econômica criou um programa para que os estados reduzam o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o diesel importado, bancado metade pelos estados e metade pela União.

Embora o governo tenha prorrogado o prazo de adesão até a última terça-feira (5), apenas Rondônia não aderiu ao acordo.

A medida reduz o preço do litro do diesel em R$ 1,20 na bomba, com custo de R$ 4 bilhões em dois meses. Inicialmente, o Ministério da Fazenda tinha informado que esse subsídio custaria R$ 3 bilhões.

Ainda em abril, o governo anunciou uma subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. 

Em ambos os casos, empresas deverão comprovar o repasse da redução ao consumidor.

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<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:29:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil ampliará parcerias com EUA sem abrir mão da soberania, diz Lula</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em novas postagens nas redes sociais neste sábado (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ampliação de parcerias com os Estados Unidos e também ações de combate ao crime organizado.  

No microblog X, Lula enfatizou a importância da reunião para os dois países, da última quinta-feira (7), com o presidente Donald Trump.

Notícias relacionadas:&quot;Ninguém respeita lambe-botas&quot;, diz Lula sobre reunião com Trump.Lula e Trump orientam ministros a resolverem tarifas em 30 dias.Representantes das equipes dos dois governos estiveram presentes na ocasião.


“Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania”, destacou Lula.


Ainda na postagem do X, Lula enfatizou as discussões sobre o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. “Eu saio muito satisfeito da reunião”, disse em coletiva na ocasião. 


“Acho que o Presidente Trump também ficou otimista e eu espero que as coisas comecem a avançar”.


“Estão convidados”

Já no Instagram, também neste sábado, Lula destacou que um tema debatido com Trump foi o combate ao crime organizado. “Temos uma extraordinária Polícia Federal e muita experiência no combate ao tráfico de drogas e de armas. Nossas aduanas já estão cooperando neste sentido”, afirmou Lula.

Nessa mesma postagem, o presidente informou que levou aos norte-americanos que o país criou uma base na cidade de Manaus com a participação de representantes das polícias de países da América do Sul para combater o crime organizado, o tráfico de armas e drogas na fronteira brasileira. 

“Se os Estados Unidos quiserem participar conosco, estarão convidados”, afirmou na rede social.

Lula reiterou a necessidade de destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções.

“Esta é outra frente de trabalho importante que estamos atuando, e que estamos dispostos a colaborar. E que integra o plano Brasil Contra o Crime Organizado, que vamos lançar na semana que vem”. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:29:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Com check&#45;in digital, hóspede pode chegar a hotel com ficha preenchida</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Hotéis, pousadas e hostels de todo o Brasil passaram a usar obrigatoriamente a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes em formato 100% digital. 

Com a ferramenta, os hóspedes vão poder fazer check-in com antecedência, antes da chegada ao hotel, por meio de link, QR code enviado pela hospedagem. 

Notícias relacionadas:Governo lança sistema para aluno buscar instrutor e autoescola.Frente fria provoca chuvas intensas em grande parte do país .Adolescente invade escola e mata duas funcionárias a tiros no Acre.O procedimento pode ser feito ainda diretamente em dispositivos disponibilizados na hospedagem.

O sistema segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a proteção das informações pessoais dos usuários.

Adotada desde 20 de abril, a ficha digital é a versão eletrônica de um cadastro que existe há décadas e sempre foi obrigatório nos meios de hospedagem no Brasil. 

Mudanças

Antes


	
	Ficha preenchida manualmente no balcão do hotel
	
	
	Processos mais lentos
	
	
	Dados dispersos em diferentes formatos
	


Agora


	Preenchimento online e antecipado
	Check-in mais rápido
	Informações organizadas em sistema digital integrado.


O presidente do Sindicato dos Hotéis e Meios de Hospedagem do Município do Rio de Janeiro (HotéisRIO), Alfredo Lopes, conta que a capital fluminense vem implementando o novo modelo desde o ano passado e que as principais redes já o adotaram. 


“Imagina quando chegava um grupo grande no hotel, a demora que era para fazer o check-in de todos que chegavam. Na Espanha, o visitante faz o check-in no primeiro hotel, ganha um QR Code, e não precisa fazer o procedimento nos outros hotéis. Esse é o próximo passo no Brasil”, disse Lopes.


Segurança de dados

De acordo com o governo, a ficha digital não representa qualquer tipo de monitoramento de turistas. O sistema não foi criado para rastrear deslocamentos, controlar viagens ou vigiar cidadãos.

Os dados coletados são basicamente os mesmos já exigidos anteriormente no modelo em papel, como informações de identificação do hóspede. Esses dados têm finalidades administrativas, estatísticas e de apoio à segurança pública, como já ocorria antes da digitalização. 

As informações abastecem o Sistema Nacional de Registro de Hóspedes, que permite ao governo ter uma visão mais precisa do fluxo turístico no país, como número de visitantes, perfil dos turistas e taxa de ocupação hoteleira.

Não há coleta de informações sobre gastos, consumo ou comportamento dos turistas. O sistema não acompanha rotas, não monitora deslocamentos e não permite rastreamento individual de pessoas.

Esses dados são utilizados de forma agregada, ou seja, sem identificação individual, para apoiar a formulação de políticas públicas voltadas ao turismo, melhorar serviços e orientar investimentos no setor.  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 09 May 2026 14:29:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Artefato explode em escola em Belford Roxo e fere 8 alunos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Oito estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, ficaram feridos sem gravidade durante a explosão de um artefato no interior de uma escola no bairro Areia Branca, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. O caso ocorreu no Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) Lasar Segall. Os alunos foram encaminhados para o Hospital Municipal de Belford Roxo.

De acordo com informação do Corpo de Bombeiros, um material explosivo teria sido detonado no pátio da escola, após ser manuseado por um aluno. Os bombeiros chegaram ao local por volta das 8h15, em apoio ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e prestaram os primeiros socorros ainda dentro da escola.

O governo do estado informou que está acompanhando as circunstâncias da explosão. As aulas foram suspensas para garantir a segurança dos estudantes e funcionários e o Conselho Tutelar também foi acionado. A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) presta apoio aos alunos, familiares e profissionais da escola.

Notícias relacionadas:Adolescente invade escola e mata duas funcionárias a tiros no Acre.&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

A área foi isolada pela Polícia Militar para a realização da perícia. Equipes especializadas do Esquadrão Antibomba da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil (CORE) efetuaram uma varredura preventiva no local para garantir a segurança dos estudantes e funcionários da unidade escolar e seguem fazendo o trabalho de perícia para identificar as causas da explosão. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:57:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Embraer anuncia melhor 1º trimestre em vendas de sua história</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) registrou arrecadação recorde de US$ 1,4 bilhão (6,9 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 31% em comparação com o mesmo período do ano passado. É o melhor primeiro trimestre da história da empresa aeroespacial brasileira, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (8).

Segundo a companhia, o bom resultado vem principalmente das áreas de Defesa &amp; Segurança e da Aviação Comercial, que tiveram crescimento anual de 47% e 32% respectivamente.

Notícias relacionadas:Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março.Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul.Crédito para MEIs do turismo atenderá inscritos no CadÚnico.No entanto, o lucro líquido da empresa, no trimestre, sofreu perdas. Até o momento, o lucro foi de R$ 136 milhões (US$ 27,7 milhões), o que representa uma queda em relação aos três primeiros meses do ano passado, onde houve lucro líquido de R$ 248 milhões (US$ 50 milhões).

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Negociação importante

No início desta semana, a Embraer anunciou a venda para os Emirados Árabes Unidos de dez aeronaves C-390 Millennium, com de negociação de mais dez unidades. A compra foi feita pela Tawazun Council for Defence Enablement, empresa responsável por fomentar e regular o ecossistema industrial de defesa e segurança do país.

A negociação é tratada pela Embraer como um marco histórico por ser o maior pedido internacional feito por um único país. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:57:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Poupança tem retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O saldo da aplicação na caderneta de poupança caiu em abril deste ano, com registro de mais saques do que depósitos. As saídas superaram as entradas em R$ 476,4 milhões, de acordo com relatório divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Banco Central (BC).

No mês passado, foram aplicados R$ 362,2 bilhões, contra saques da ordem de R$ 362,7 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,3 bilhões. O saldo da poupança é de pouco mais de R$ 1 trilhão.

Notícias relacionadas:Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março.Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres.Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025.Nos últimos anos, a caderneta vem registrando mais saques que depósitos. Em 2023 e 2024, as retiradas líquidas foram R$ 87,8 bilhões e R$ 15,5 bilhões, respectivamente. No ano passado, o saldo negativo da poupança chegou a R$ 85,6 bilhões.

Nos primeiros quatro meses deste ano, a caderneta já acumula R$ 41,7 bilhões em retiradas líquidas. Entre as razões para os saques está a manutenção da Selic – a taxa básica de juros – em alta, o que estimula a aplicação em investimentos com melhor desempenho.

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Na última reunião, neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC fez um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,5% ao ano. Apesar das tensões causadas pela guerra no Oriente Médio e das expectativas de inflação em alta, a autoridade monetária manteve o ciclo de redução da taxa básica, mas não deu pistas sobre a evolução dos juros.

A Selic é o principal instrumento do BC para garantir que a meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, seja alcançada. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A inflação de abril será divulgada pelo IBGE na próxima terça-feira (12). ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:57:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Morre o economista Chico Lopes, ex&#45;Banco Central e criador do Copom</title>
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<description><![CDATA[ O economista Francisco Lafaiete de Pádua Lopes, conhecido como Chico Lopes, morreu nesta sexta-feira (8), no Rio de Janeiro. Nascido em 1945, o ex-presidente interino do Banco Central (BC) estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, no bairro Botafogo.

A morte foi confirmada por meio de um comunicado da família. A unidade de saúde não informou a causa.


“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Chico Lopes, economista de trajetória marcante e um dos nomes mais respeitados do pensamento econômico brasileiro”, diz trecho do comunicado da família.


“Com atuação relevante na construção e no debate da política econômica nacional, Chico Lopes deixa uma contribuição importante para o desenvolvimento do país, sendo reconhecido por sua inteligência, firmeza intelectual e dedicação ao Brasil ao longo de décadas de trabalho”, completa a mensagem.

Banco Central

O economista era formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre pela Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutor pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Chico Lopes foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio) e da Universidade de Brasília (UnB), além de fundador da empresa de consultoria Macrométrica.

Com passagem pelo Ministério da Fazenda (1987), o economista foi diretor do Banco Central de 1995 e 1998 e presidente interino em janeiro e fevereiro de 1999, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

À época, o Brasil enfrentava uma crise cambial. Lopes foi sucedido por Armínio Fraga e, em março daquele ano, deixou o BC.

Na curta presidência, Chico Lopes vivenciou a transição do regime de câmbio administrado para o câmbio flutuante (sem controle rígido) no Brasil.

A passagem pelo BC coincidiu com a polêmica que envolveu a operação para tentar salvar os Bancos Marka e FonteCidam, em dificuldades por causa da cotação do dólar.

A operação rendeu prejuízo ao BC. Lopes sustenta que as ações eram legais e quis evitar a quebra das instituições e uma possível crise financeira.

A operação de socorro chegou a ser tema de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI do Sistema Financeiro.

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Pesar

Por meio de nota, o Banco Central informou que recebeu a notícia da morte com profundo pesar.


“Francisco Lopes dedicou décadas de sua vida intelectual ao enfrentamento do maior desafio macroeconômico de seu tempo: a inflação crônica brasileira dos anos 1980 e 1990.”


O BC lembra que a contribuição “mais duradoura” do economista foi a criação e institucionalização do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão que conduz a política monetária do país, “conferindo previsibilidade, transparência e rigor técnico às decisões sobre a taxa básica de juros [Selic]”.

Para o BC, Chico Lopes “marcou a história da estabilização econômica brasileira” e deixa para a instituição “um legado de inteligência, ousadia intelectual e dedicação ao país”.

Em 2019, o Banco Central publicou um depoimento autobiográfico, em formato de entrevista, cobrindo a trajetória pessoa, acadêmica e profissional do economista. Clique aqui para acessar.

Na trajetória de vida, Chico Lopes participou de discussões sobre planos anti-inflacionário, como Cruzado e Bresser, e ajudou a consolidar o Real.


“Acredito que a criação do Copom foi fundamental para a consolidação do Real, para que fosse estabelecida, de fato, uma política monetária. Eu dizia que era preciso ter um ritual e que a reunião para definir a taxa de juros deveria ser gravada&quot;, dizia ele sobre o Copom.


Despedida

O velório será realizado neste sábado (9) no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro.

A cerimônia de despedida começa às 13h, e a cremação está marcada para as 16h.

Chico Lopes deixa a esposa, Ciça Pugliese, com quem foi casado por mais de 40 anos. Ele tinha três filhos e sete netos. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:57:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Polícia Civil e Ministério Público de SP fazem operação contra o PCC</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com o objetivo de combater a lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) em parceria com o Ministério Público deflagraram nesta sexta-feira (8) a Operação Caronte. 

Os agentes estão cumprindo 11 mandados de busca e apreensão em oito cidades paulistas: Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga.

Notícias relacionadas:Justiça condena integrantes do PCC por uso de hotéis para tráfico .Segundo as investigações, empresas do ramo de transportes e uma outra de rodeio eram usadas para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas e de outras práticas criminosas, por meio de sócios “laranjas”, para dar aparência de legalidade aos valores obtidos ilegalmente.

Durante a investigação foram descobertas movimentações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas pelos investigados.

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Foram apreendidos até o momento caminhões, automóveis, valores em espécie e animais, entre eles bois e cavalos. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias dos investigados, além da apreensão de veículos e outros bens registrados em nome dos suspeitos.

De acordo com informações da Secretaria Estadual de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) um dos alvos da operação de hoje foi preso preventivamente em investigação no ano passado, suspeito de envolvimento em um plano de uma facção criminosa para assassinar o promotor de Justiça. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 13:57:33 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Polícia, Civil, Ministério, Público, fazem, operação, contra, PCC</media:keywords>
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<title>Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em 2025, o grupo formado pelos 10% mais ricos da população brasileira teve rendimento médio mensal de R$ 9.117 por pessoa. Esse valor é 13,8 vezes maior que o recebido pelos 40% mais pobres. Para essa parcela da população, o rendimento mensal foi R$ 663.

No ano anterior, essa relação entre os mais pobres e os mais ricos estava em 13,2 vezes. Apesar do aumento, o índice de 2025 é o segundo menor de uma série histórica iniciada em 2012.

Notícias relacionadas:Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025.Em 2025, cerca de 18 milhões de família receberam auxílio do governo.Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. 

Leia mais em:
Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025
Em 2025, cerca de 18 milhões de família receberam auxílio do governo

Para elaborar o documento, o IBGE buscou informações sobre todas as formas de rendimento das famílias. Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo. O total calculado foi dividido pelo número de moradores do lar.

Veja a diferença de rendimento dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres nos últimos anos:
 


	
		
			Ano
			Diferença
		
		
			2019
			16,9 vezes
		
		
			2020
			14,8 vezes
		
		
			2021
			17,0 vezes
		
		
			2022
			14,3 vezes
		
		
			2023
			14,3 vezes
		
		
			2024
			13,2 vezes
		
		
			2025
			13,8 vezes
		
	


A pesquisa aponta que a diferença aumentou de 2024 para 2025 porque o rendimento dos 10% mais ricos subiu 8,7%, já descontada a inflação. Em contrapartida, a alta do grupo dos 40% mais pobres ficou em 4,7%.

No entanto, a observação mais ampliada mostra que, desde 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, o grupo dos 40% mais pobres teve alta de 37,6% nos rendimentos. Já no grupo dos 10% mais abastados, o aumento foi de 11,9%. De acordo com o IBGE, o percentual foi “bastante abaixo” do crescimento registrado pelas demais classes.

Quando se observa apenas o comportamento do grupo dos 10% mais pobres, a expansão de 2019 a 2025 é de 78,7%. Nesse período, o rendimento mensal médio dessa fatia da população saltou de R$ 150 para R$ 268.

O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes aponta o mercado de trabalho e os programas sociais como responsáveis pela redução da diferença nos últimos seis anos.


“Se a gente analisar o mercado de trabalho nesse período mais longo, a gente vê que as classes de menor renda tiveram ganhos importantes, reajuste salarial mínimo, a expansão dos programas sociais do governo.”


A partir de 2020, com a pandemia de covid-19, o governo federal ampliou a abrangência e o valor do principal benefício social do país, o Bolsa Família, que na gestão anterior recebeu nomes como Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil. O IBGE também coletou informações referentes a programas de assistência social de estados e municípios.

Apesar da redução, o IBGE afirma que “a desigualdade no país, ainda que tenha caído em relação aos anos que precederam a pandemia, permanece em níveis bastante acentuados”.

Desigualdade regional

A pesquisa mostra a dupla desigualdade de renda da população brasileira. Além da diferença direta entre ricos e pobres, o mesmo indicador reflete desequilíbrios regionais.

Enquanto os 40% mais pobres têm rendimento familiar médio mensal de R$ 663 por pessoa, no Sul, o valor chega a R$ 978, seguido do Centro-Oeste (R$ 846) e do Sudeste (R$ 842). Já Nordeste (R$ 449) e Norte (R$ 490) ficam abaixo da média.

Por unidade da Federação, o Distrito Federal surge como a região com maior diferença entre os ganhos dos 10% mais ricos e os 40% mais pobres. A relação é de 19,7 vezes.

Em seguida, aparecem Rio de Janeiro (16,4) e Rio Grande do Norte (16,3). O maior estado do país, São Paulo, apresenta relação de 11,9 vezes, sendo o 12º estado com menor disparidade.

As condições menos desiguais foram encontradas no Mato Grosso (9,1) e em Santa Catarina (8,4).

Índice de Gini

Outra forma de perceber a desigualdade de renda no país é por meio do Índice de Gini, indicador que varia de zero a um. Quanto maior, mais desigual a sociedade. Em 2025, o Gini brasileiro ficou em 0,511, acima do ano anterior (0,504). O dado de 2025 é o segundo menor da série iniciada em 2012.

O analista Gustavo Fontes considera que o comportamento do último ano não configura tendência de aumento.

“Teve uma melhoria em 2024, em 2025 uma leve oscilação para cima, mas se mantendo abaixo dos anos anteriores a 2024, ou seja, mantendo-se próximo do nível mínimo. Eu diria que está próximo da estabilidade, com uma pequena oscilação”.

Recorde de rendimento

A pesquisa do IBGE revela ainda que o rendimento médio das famílias brasileiras subiu 6,9% em 2025 e atingiu recorde. 

Outra constatação é que 22,7% das famílias brasileiras, o que representa 18 milhões de domicílios, recebiam em 2025 algum benefício social do governo, seja federal, estadual ou municipal.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Rendimento, dos, mais, ricos, 13, 8, vezes, maior, que, dos, mais, pobres</media:keywords>
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<item>
<title>Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025</title>
<link>https://www.jornalavozdearaxa.com.br/renda-media-das-familias-chega-a-r-2264-e-e-recorde-em-2025</link>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O rendimento médio mensal das famílias brasileiras chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. Esse valor representa crescimento real – já descontada a inflação – de 6,9% em relação a 2024. É também o maior já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012.

O dado de 2025 representa o quarto ano seguindo de alta no rendimento dos domicílios, segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. 

Notícias relacionadas:Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025.Em 2025, cerca de 18 milhões de família receberam auxílio do governo.Leia mais em:
Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres
Em 2025, cerca de 18 milhões de família receberam auxílio do governo

Veja o comportamento do rendimento médio mensal por pessoa nos últimos anos:


	
		
			Ano              
			Valor em reais
		
		
			2019
			R$ 1.904 (antes da pandemia)
		
		
			2020
			R$ 1.820
		
		
			2021
			R$ 1.692
		
		
			2022
			R$ 1.809
		
		
			2023
			R$ 2.018
		
		
			2024
			R$ 2.118
		
		
			2025
			R$ 2.264 (recorde)
		
	


Para consolidar o cálculo, o IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio.

Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, benefício social, bolsa de estudo, seguro-desemprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo.

 O analista da pesquisa, Gustavo Geaquinto Fontes, explica que o trabalho tem peso “muito grande” no aumento do rendimento da população.


“O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho.”


O especialista lembra ainda que o Brasil vivenciou níveis mínimos de desemprego no ano passado, além de reajustes anuais do salário-mínimo.

Diferenças pelo país

A pesquisa traz informações relativas às unidades da Federação. O Distrito Federal e estados do Sul e Sudeste lideram o ranking do rendimento domiciliar per capita:
 


	
		
			Unidade da Federação
			
			Rendimento
			
		
		
			Distrito Federal
			R$ 4.401
		
		
			São Paulo
			R$ 2.862
		
		
			Rio Grande do Sul
			R$ 2.772
		
		
			Santa Catarina
			R$ 2.752
		
		
			Rio de Janeiro
			R$ 2.732
		
		
			Paraná
			R$ 2.687
		
	


Nas piores posições aparecem Ceará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231).

Por região, o maior valor pertence ao Sul (R$ 2.734), seguido do Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Os menores rendimentos são do Nordeste (R$ 1.470) e Norte (R$ 1.558).

Trabalho e outras fontes

Segundo a pesquisa, 75,1% do rendimento médio mensal vêm do trabalho e 24,9%, das chamadas “outras fontes”.

Ao detalhar os rendimentos que não decorrem do trabalho, o IBGE mostra que a maior parte corresponde à aposentadoria e pensão, com 16,4%. Programas sociais aparecem na sequência, com 3,5%; seguidos de aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%).

Nordeste 

Ao observar a origem do rendimento, o IBGE aponta que o Nordeste está abaixo da média nacional em relação à parcela que vem do trabalho; e acima em relação à parcela de outras fontes.

Na região, 67,4% do rendimento vêm de trabalho. As outras fontes respondem por 32,6% do orçamento das famílias.

Enquanto na média do país as aposentadorias e pensões representam 16,4% do rendimento, no Nordeste a proporção é 20,4%. Quando a origem é programa social do governo, a parcela do Nordeste chega a 8,8% – a maior do país.

Renda individual

A Pnad detalhou também informações específicas sobre a renda dos brasileiros, com dados individuais, sem dividir pelo número de pessoas que formam a família.

Em 2025, o Brasil tinha 212,7 milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. É o maior nível já registrado, superando o recorde que pertencia a 2024 – 140 milhões e 66,3%, respectivamente.

A parcela de brasileiros com rendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, e dos que receberam alguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas são recorde.

Nesse segundo grupo, aposentadoria e pensão previdenciária eram a fonte de rendimento mais comum, representando 13,8% da população, maior patamar da série histórica. Em 2012, 11,7% das pessoas recebiam dinheiro de aposentadorias e pensão.

O analista Gustavo Fontes atribui o crescimento dessa parcela a uma questão demográfica. “Isso reflete, sobretudo, o envelhecimento populacional.”

Os brasileiros que recebiam programa social do governo, como o Bolsa Família, eram 9,1% – levemente abaixo do ano anterior (9,2%), mas em nível superior ao observado no período pré-pandemia. Em 2019, 6,3% recebiam benefícios.

Recorde no rendimento

O ano de 2025 foi marcado pelo recorde no valor dos rendimentos individual dos brasileiros, tanto os de origem no trabalho quanto o de todas as fontes.

No ano passado, o rendimento médio mensal do trabalho ficou em R$ 3.560, alta de 5,7% acima da inflação na comparação com 2024 (R$ 3.208).

Quando se leva em conta todos os tipos de rendimentos – trabalho, aposentadorias, pensões, seguro-desemprego, bolsas de estudo, benefícios sociais, alugueis – a média mensal marca R$ 3.367, expansão de 5,4% em relação ao ano anterior.

Concentração e benefícios

A Pnad mostra ainda que os 10% mais ricos da população tinham rendimento 13,8 vezes maior que os 40% mais pobres. 

Outra constatação é que 22,7% das famílias brasileiras (18 milhões de domicílios) recebiam em 2025 algum benefício social do governo, seja federal, estadual ou municipal.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Organizações lançam documento sobre chacinas da Favela Nova Brasília</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Na data que marca a segunda chacina da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, o Instituto de Estudos da Religião (Iser) e o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) lançam nesta sexta-feira (8) o sumário executivo do Caso Favela Nova Brasília. As chacinas ocorreram em outubro de 1994 e em maio de 2025, deixando 13 mortos em cada uma.

Em menos de sete meses, foram cometidas duas chacinas na comunidade pela Polícia Civil do Rio. A primeira delas ocorreu em 18 de outubro de 1994, quando 13 pessoas foram assassinadas. A chacina teria sido cometida como represália a um ataque à delegacia policial de Bonsucesso (21ª DP), onde um policial civil foi atingido por tiro de fuzil e perdeu uma das pernas. Homens armados passaram de carro atirando e atingiram o policial, que estava na porta da delegacia. Dias depois, mais de 50 policiais civis e militares invadiram a favela  e promoveram a morte de moradores indiscriminadamente, a maioria deles sem antecedentes criminais.

Notícias relacionadas:Demora judicial perpetua violência para famílias de mortos em chacinas.Grande Rio teve 283 chacinas policiais em sete anos, diz Fogo Cruzado .A segunda chacina foi no dia 8 de maio de 1995. A Polícia Civil entrou na favela, alegando uma ação contra o tráfico de drogas. Houve confronto e oito pessoas, a maioria menores de idade, se refugiaram numa casa, onde foram localizadas e mortas sem reagir, após se entregarem. Outra foi atingida pelo atirador de um helicóptero das forças de segurança do estado e mais quatro foram mortas em outros pontos da comunidade, chegando a 13 mortos. Os processos foram arquivados pela Justiça à época, sob a alegação que “as mortes foram fruto de resistência à prisão”. 

Nesta sexta-feira (8), que marca 31 anos da primeira chacina do Caso Nova Brasília, as duas organizações reconhecidas na defesa e promoção dos direitos humanos trazem a análise de sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Mais do que uma síntese do descumprimento da decisão internacional, o Sumário é um manifesto coletivo de crítica e denúncia da condução deliberada da política de segurança pública no estado do Rio de Janeiro, que tramita entre a violência ostensiva contra as periferias negras e pobres e o abandono desses mesmos territórios.

O relatório aponta que os mais de 30 anos de luta dos familiares das chacinas são também, 30 anos de luto. Um luto interditado, contido, injustiçado, agredido pela negligência e pelo descaso com o direito de enlutar. Há três décadas, vidas que não foram dignas de luto permanecem vivas na memória e na resistência de familiares que não se permitiram ser vencidos e vencidas pelo tempo e pelo cansaço.


&quot;Falar do luto que não há é outra forma de falar das sucessivas violações da exigência de não repetição feita pela Corte IDH&quot;.


O documento diz ainda que &quot;para a construção de um projeto verdadeiramente democrático, é preciso curar feridas sociais profundas que comprometem a coesão social, interrompendo a repetição de práticas, políticas e culturas violentas arraigadas em nossa sociedade&quot;.

No campo da segurança pública, o que se observa &quot;é o avanço, na contramão da sentença internacional, de políticas de repetição, violência e execuções, a partir de investidas de operações caóticas nas periferias. Esse é justamente o ponto nevrálgico que precisa ser enfrentado&quot;.

O coordenador da área de Direitos e Sistemas e Justiça do Iser, Lucas Matos, falou sobre a ação mais letal ocorrida no Rio de Janeiro, em outubro de 2025, nos complexos da Penha e do Alemão, com a morte de 122 pessoas, configurando um extermínio de pessoas pelo Estado brasileiro, negras e pobres em sua maioria.


&quot;A democracia brasileira tem como uma de suas características decisivas a violência de Estado contra a população negra e periférica e seus territórios. Há um pacto macabro entre diversas forças políticas e sociais que naturaliza a violência racial das instituições de Estado, das polícias ao sistema de justiça”., disse ele.


Lucas Matos explicou que o Sumário Executivo do Caso Favela Nova Brasília mostra essa dimensão estruturante do Estado, sem negar a relevância do debate conjuntural sobre, por exemplo, a centralidade da barbárie para o projeto político da extrema direita que governa o Rio de Janeiro desde 2019. “A sentença proferida pela Corte Interamericana em 2017 aponta alguns caminhos para o enfrentamento do genocídio em curso operado pela política de segurança pública no Rio de Janeiro e no Brasil, como um todo”.

O coordenador do Iser disse ainda que o Estado deve desenvolver e executar um plano de redução da letalidade policial, métricas e instrumentos de monitoramento pela sociedade civil”, avaliou.

Ele falou ainda da importância da garantia da independência e autonomia das perícias, o que significa retirar os órgãos periciais da estrutura das policias e da segurança pública como um todo”, observou Matos.

O Iser e o Cejil representam as vítimas e familiares do Caso Favela Nova Brasília na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Em busca de justiça e reparação, as organizações atuam na disputa pelo cumprimento dos pontos resolutivos da sentença, incluídas as medidas de reparação específica, como efetiva responsabilização dos agentes de Estado que protagonizaram as chacinas e tortura sexual, reparação individual, políticas públicas de redução da letalidade policial e promoção de direitos sociais nos territórios de favelas.

A diretora do Programa para o Brasil e Cone Sul do Cejil, Helena Rocha, disse que “a indenização das famílias é apenas um dos elementos das medidas e reparação determinadas pela Corte IDH. Pontuar isso não é secundário. Como lembram os movimentos de familiares de vítimas de violência do Estado, a reparação não pode ser encarada como um pagamento que vai consertar algo, pois não é possível reparar o irreparável”, explicou.

Helena Rocha disse que em relação às indenizações devidas, a maior parte já foi paga. “As pendências, no entanto, concentram-se sobretudo nos casos que envolvem questões sucessórias, que têm avançado com lentidão. São situações em que as vítimas não receberam o valor em vida, e o pagamento passou a ser devido aos seus filhos e, em alguns casos, netos, que também vivenciam os efeitos da violência de Estado e da demora na reparação”, acrescentou.

Na sentença condenatória de 2017, a Corte IDH afirma que as duas chacinas se inserem no contexto estrutural de violência policial no Rio de Janeiro, destacando que a letalidade policial é distribuída de forma brutalmente desigual em termos de raça e classe, atingindo de forma predominante, jovens, negros, pobre e desarmados. Esse contexto é impulsionado pelo acumpliciamento de diversos órgãos de Estado, que legitimam uma política de segurança pública violenta e racista.

“Apesar de farto material sobre as duas chacinas e os episódios de violência sexual de Estado, as ações de investigação, no âmbito interno, não foram capazes de apesentar respostas efetivas para a identificação e responsabilização dos agentes do Estado, assim como medidas de reparação adequadas para os familiares e vítimas da violência estatal”.

Resposta

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro esclarece que as forças policiais atuam de forma integrada e permanente no combate às organizações criminosas, com foco na prisão de lideranças, na apreensão de armamentos e na desarticulação de estruturas financeiras de facções e milícias, priorizando sempre a preservação de vidas.

Dados do Instituto de Segurança Pública - órgão responsável pela consolidação e análise dos indicadores de criminalidade do governo do estado - mostram que os crimes contra a vida, encerraram o primeiro trimestre com queda. 

O número de homicídios dolosos apresentou redução de 11% no período, saindo de 801 vítimas em 2025 para 716 em 2026. A letalidade violenta caiu 10,2%, de 1.084 mortes em 2025 para 973 - é a primeira vez em dez anos que o número de mortes fica abaixo de mil. Além disso, as mortes por intervenção de agente do Estado reduziram 6,8%, registrando 206 mortes em 2025 e 192 em 2026.

O resultado é reflexo do trabalho contínuo das polícias Militar e Civil no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado. Os indicadores de produtividade policial também registraram resultados positivos no período.

A apreensão de fuzis, por exemplo, aumentou 11,6%, passando de 189 em 2025 para 211 em 2026, atingindo a média de dois fuzis retirados de circulação por dia. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil promulga acordo para facilitar comércio no Mercosul</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo brasileiro promulgou nesta sexta-feira (8) medidas para agilizar e simplificar negociações no âmbito do Mercosul.

O decreto que prevê o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, firmado em dezembro de 2019 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, está publicado no Diário Oficial da União.

Notícias relacionadas:Delegação europeia confia em aprovação final de acordo com Mercosul.Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta após 26 anos.Lula assina decreto que promulga acordo UE-Mercosul.A medida foi assinada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício da Presidência da República, e decorre da aprovação do texto pelo Congresso Nacional em setembro de 2023. 

O acordo estabelece regras comuns para facilitar o comércio intrazona, alinhadas às diretrizes da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização Mundial de Aduanas (OMA). 

Os principais pontos são:


	ampliar o uso de documentação eletrônica, 
	adotar procedimentos aduaneiros mais rápidos e baseados em gestão de riscos, 
	promover a transparência regulatória 
	estimular a cooperação entre autoridades de fronteira dos países.


O texto também prevê medidas específicas para o despacho mais célere de bens, inclusive perecíveis, a implementação do Guichê Único de Comércio Exterior e a ampliação do intercâmbio de documentos em formato digital, como certificados de origem e sanitários.

Além disso, o acordo busca reduzir custos e prazos, ampliar a previsibilidade das regras e oferecer maior segurança jurídica aos operadores de comércio exterior, com atenção especial às micro, pequenas e médias empresas.

Atos que venham a revisar o acordo ou gerar novos compromissos financeiros ao País continuarão sujeitos à aprovação do Congresso Nacional.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Goleiro Bruno é preso em São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				​O goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza foi preso na noite desta quinta-feira (7) em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro. Ele era considerado foragido desde o último dia 11 de março pela Justiça por não ter se apresentado após o mandado de prisão expedido contra ele por descumprimento das regras da liberdade condicional.

A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que equipes se deslocaram até a Rua A, s/n, em São Pedro da Aldeia, onde o jogador foi localizado e conduzido à 125ª DP para cumprimento de mandado de prisão. Durante a ação, o acusado não apresentou resistência e colaborou com as equipes. 

Notícias relacionadas:Frente fria provoca chuvas intensas em grande parte do país .Fábrica de produção de linha chilena é fechada no Rio.Goleiro Bruno é considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro.Segundo a decisão da Vara de Execuções Penais, Bruno se ausentou do estado do Rio de Janeiro sem autorização e, por isso, perdeu o benefício. O goleiro deve voltar para a prisão, no regime semiaberto.

Em 2013, o jogador foi condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, sua ex-namorada. A sentença foi de 23 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação do cadáver de Eliza, que desapareceu em junho de 2010. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>MP denuncia policiais militares por morte de empresário no Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A 2ª Promotoria de Justiça do Rio junto ao 1° Tribunal do Júri da Capital denunciou os policias militares Rafael Assunção Marinho e Rodrigo da Silva Alves pelo homicídio doloso triplamente qualificado do empresário Daniel Patrício Santos de Oliveira, ocorrido na madrugada de 22 de abril deste ano, no barro da Pavuna, zona norte do Rio.

Segundo o Ministério Público (MP) do Rio, os agentes, do 41º batalhão da PM, em Irajá, dispararam mais de 20 tiros de fuzil contra a picape em que estavam Daniel e mais três pessoas. A vítima foi atingida na cabeça e morreu no local. Os demais ocupantes do carro não foram atingidos.

Notícias relacionadas:MPRJ acompanha investigações sobre morte de empresário por policiais.A denúncia sustenta que o crime foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

De acordo com as investigações, os policiais acompanharam a movimentação do empresário na região por mais de uma hora, com acesso a informações em tempo real por um informante pelo telefone e, a partir daí, definiram previamente a abordagem do veículo.

Investigações

As apurações mostram que não houve bloqueio, blitz ou ordem de parada ao empresário. Quando o carro do empresário foi avistado, um dos militares com um fuzil na mão, disparou mais de 20 vezes contra o veículo da vítima.

Depois, tentaram forjar uma situação para o crime, ao alegar que “deram ordem de parada ao motorista e não foram atendidos”. O álibi foi logo desfeito pela Corregedoria da corporação, que ouviu as falas dos militares, que estavam com as câmeras corporais ligadas. Em seguida, eles receberam voz de prisão.

A denúncia foi recebida pelo 1° Tribunal do Júri da Capital. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O faturamento da indústria de transformação brasileira cresceu em março, indicando uma recuperação parcial da atividade industrial. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta-feira (8), o setor ainda acumula perdas na comparação com o ano passado, apesar da melhora mensal, reflexo dos juros elevados e da desaceleração da demanda.

O faturamento industrial avançou em março na comparação com fevereiro, mas continua abaixo do desempenho registrado no ano passado.

Notícias relacionadas:Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026.Lula defende indústria brasileira de carros na América Latina e África.Principais números:

•    Alta de 3,8% do faturamento em março em relação a fevereiro;

•    Nível ficou 9,8% acima de dezembro de 2025;

•    Queda acumulada de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que os juros elevados continuam afetando o setor.

“De lá para cá [desde o primeiro trimestre do ano passado], a demanda por bens industriais começou a perder força por causa da elevação da taxa de juros, que teve início no fim de 2024 e persistiu em 2025, contribuindo para a queda do faturamento na comparação interanual”, explicou.

Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as encomendas para as fábricas.

Produção avança

As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gradual do ritmo de atividade nas fábricas.

•    Alta de 1,4% em março;

•    Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a 2025.

O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à produção industrial. Quando sobe, costuma indicar aumento da atividade nas linhas de produção.

Ociosidade persiste

A indústria também aumentou levemente o uso de sua capacidade produtiva, mas ainda opera abaixo do nível observado no ano passado.

•    Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,5% para 77,8%;

•    Alta de 0,3 ponto percentual entre fevereiro e março.

O indicador mede quanto do parque industrial está efetivamente em uso. Segundo Marcelo Azevedo, o dado mostra que ainda existe espaço para elevar a produção sem necessidade de grandes investimentos.

“Há maquinário e pessoal, mas a indústria vem produzindo menos do que pode por causa de uma demanda mais fraca”, afirmou.

Emprego cai

O mercado de trabalho industrial segue pressionado, com redução nas contratações.

•    Emprego industrial caiu 0,3% em março;

•    Quinta queda em sete meses;

•    Recuo acumulado de 0,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

O resultado mostra que as empresas continuam cautelosas diante do cenário econômico mais fraco.

Salários recuam

Os salários pagos aos trabalhadores da indústria caíram em março, embora os indicadores ainda permaneçam acima dos níveis do ano passado.

•    Massa salarial caiu 2,4% em março;

•    Rendimento médio real recuou 1,8%;

•    Massa salarial acumula alta de 0,8% no trimestre;

•    Rendimento médio sobe 1,5% ante primeiro trimestre de 2025.

A massa salarial representa o total pago pelas empresas aos trabalhadores do setor. O rendimento médio real considera os salários descontada a inflação. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:26 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<item>
<title>Em 2025, cerca de 18 milhões de família receberam auxílio do governo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Cerca de 18 milhões de famílias receberam dinheiro de algum programa do governo federal em 2025. Esse dado representa .

Em 2024, a proporção era maior, 23,6%. Já em 2019, último ano antes da pandemia de covid-19, 17,9% dos lares eram beneficiários de algum tipo de programa social. 

Notícias relacionadas:Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025.Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres.Essa diferença representa a inclusão de 5,5 milhões de famílias abrangidas por programas de ajuda em seis anos.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Leia mais em:
Renda média das famílias chega a R$ 2.264 e é recorde em 2025
Rendimento dos mais ricos é 13,8 vezes maior que o dos mais pobres

O IBGE considerou programas federais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que paga um salário mínimo por mês ao idoso com 65 anos ou mais ou à pessoa com deficiência de qualquer idade. Também foram incluídas ajudas assistenciais de estados e municípios.

A pesquisa mostra que de 2019 para 2020, ano da pandemia, houve aumento no número de beneficiados, ao alcançar 22,2 milhões de famílias – 31,4% dos domicílios. Nos anos seguintes, houve redução, mas sempre em nível superior ao pré-pandemia.

Veja a evolução dos números:
 


	
		
			Ano    
			Família beneficiadas
		
		
			2019
			17,9%
		
		
			2020
			31,4%
		
		
			2021
			25%
		
		
			2022
			20,7%
		
		
			2023
			23%
		
		
			2024
			23,6%
		
		
			2025
			22,7%
		
	


O analista do IBGE Gustavo Geaquinto Fontes explica que a redução na proporção de domicílios beneficiários dos programas sociais no último ano está relacionada ao mercado de trabalho aquecido.


“O aumento da renda do trabalho pode impactar em menor necessidade de parte das pessoas para que tenha renda mínima e não estaria mais contemplada por programas sociais.”


O especialista lembra que o nível de desemprego em 2025 foi o menor já registrado pela série histórica do IBGE, iniciada em 2012.

Valor do rendimento

De acordo com o levantamento, em 2025, o rendimento médio de programas sociais do governo era de R$ 870, pouco abaixo de 2024 (R$ 875). Já em relação a 2019 (R$ 508), o valor cresceu 71,3%, já descontada a inflação do período.

O instituto observa que, em decorrência da pandemia, a partir de 2020, governos aumentaram a abrangência dos programas sociais. 

Na esfera federal, o principal deles, o Bolsa Família – que na gestão anterior recebeu nomes como Auxílio Emergencial e Auxílio Brasil – serviu de ajuda para pessoas que não puderam trabalhar e chegou ao valor mínimo de R$ 600, válido até os dias atuais.

Resultados

O resultado da Pnad ajuda a perceber que os programas sociais estão focados em famílias com menores rendimentos, sejam de trabalho ou outras fontes, como aposentadorias, pensões e seguro-desemprego.

Em 2025, o rendimento médio mensal por pessoa nos lares que recebiam algum tipo de ajuda era de R$ 886. Já nos domicílios não beneficiários, era mais que o triplo (R$ 2.787).

Ao discriminar qual a fonte de rendimento, a pesquisa comprova que o Bolsa Família é o de maior abrangência. De todos os lares do país, 17,2% tinham o cartão do Bolsa Família. O número representa 13,6 milhões de casas.

O critério inicial para uma pessoa ser beneficiária do Bolsa Família é ter renda mensal familiar de até R$ 218 por pessoa (valor que a família ganha por mês, dividido pelo número de pessoas).

O benefício base é de R$ 600, que pode ser aumentado em casos de haver criança e grávida na família, por exemplo.

O segundo programa social mais presente é o BPC, recebido por 5,3% dos domicílios. Outros programas sociais, incluindo os de estados e municípios, contemplaram 2,4% das famílias brasileiras.

Regiões

A presença de algum tipo de benefício reflete a desigualdade de renda regional. No Nordeste, 39,8% das famílias recebiam dinheiro de programa social. Isso representa quatro em cada dez. No Norte, eram 38,8%.

Já no Sul, eram apenas 10,8% dos domicílios. Em seguida aparecem o Sudeste (14,8%) e o Centro-Oeste (17%).

Em relação ao Bolsa Família, alguns estados do Norte e do Nordeste têm quase metade dos domicílios abrangidos pelo programa. Já o maior estado do país, São Paulo, e a região Sul são os que têm menor proporção de famílias beneficiárias.

Veja a lista das 10 unidades da Federação com maior proporção de domicílios atendidos pelo Bolsa Família:


	Pará: 46,1%
	Maranhão: 45,6%
	Piauí: 45,3%
	Alagoas: 41,7%
	Amazonas: 40,8%
	Ceará: 40,3%
	Paraíba: 40,2%
	Bahia: 38,7%
	Acre: 38,6%
	Pernambuco: 37,6%
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<pubDate>Fri, 08 May 2026 10:50:26 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>2025, cerca, milhões, família, receberam, auxílio, governo</media:keywords>
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<title>Com tarifas, exportações para Estados Unidos caem 11,3% em abril</title>
<link>https://www.jornalavozdearaxa.com.br/com-tarifas-exportacoes-para-estados-unidos-caem-113-em-abril</link>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 11,3% em abril na comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto as vendas para a China cresceram 32,5% no período. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

As vendas para os Estados Unidos somaram US$ 3,121 bilhões em abril deste ano, ante US$ 3,517 bilhões registrados em abril de 2025. As importações de produtos norte-americanos caíram 18,1%, passando de US$ 3,780 bilhões para US$ 3,097 bilhões.

Notícias relacionadas:Governo Federal repassou 94% do Auxílio Reconstrução para o RS.Balança comercial tem superávit recorde para meses de abril.CNU 2025: nova portaria autoriza nomeação de 172 aprovados.Com esses números, a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos fechou abril com superávit de US$ 20 milhões para o lado brasileiro.

Tarifas pesam

Esta foi a nona queda consecutiva nas exportações brasileiras ao mercado norte-americano desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em meados de 2025.

Apesar da retirada de parte dos produtos brasileiros da lista tarifária no fim do ano passado, o Mdic estima que 22% das exportações brasileiras continuem sujeitas às taxas impostas em julho de 2025. O grupo inclui itens submetidos apenas à tarifa adicional de 40% e também produtos que acumulam a alíquota extra com a taxa-base de 10%.

Segundo o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, os números indicam uma recuperação gradual do fluxo comercial.


“Ainda observamos redução da exportação, mas ele vem se recuperando ao longo dos meses. Neste ano, superamos US$ 3 bilhões após vários meses abaixo desse patamar”, afirmou.


Avanço chinês

Na direção oposta, as exportações brasileiras para a China cresceram 32,5% em abril, alcançando US$ 11,610 bilhões, contra US$ 8,763 bilhões no mesmo mês de 2025.

As importações vindas do país asiático também avançaram, com alta de 20,7%, passando de US$ 5,018 bilhões para US$ 6,054 bilhões.

O resultado garantiu ao Brasil um superávit comercial de US$ 5,56 bilhões com a China no quarto mês do ano.

De janeiro a abril, as exportações brasileiras para o mercado chinês cresceram 25,4%, totalizando US$ 35,61 bilhões. As importações tiveram leve queda de 0,4%, somando US$ 23,96 bilhões.

Com isso, o superávit brasileiro com a China no período atingiu US$ 11,65 bilhões.

Petróleo recua

O diretor da Secex também comentou a queda nas exportações brasileiras de petróleo bruto registrada no mês passado. Segundo Herlon Brandão, o movimento está relacionado à volatilidade do mercado internacional e não ao imposto de exportação criado pelo governo para financiar a redução do preço do diesel.

A medida foi adotada em meio à alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã.


“É possível que observemos esse aumento de novo no mês seguinte. Então acredito que não seja possível atribuir uma questão do imposto de exportação de petróleo bruto”, disse.


Brandão afirmou ainda que o Brasil mantém competitividade no setor petrolífero devido ao baixo custo de produção e à forte demanda externa, o que pode favorecer uma retomada das exportações já em maio.

Em abril, as exportações de petróleo bruto subiram mais de 10% em relação a abril do ano passado, mas a alta tem a ver com o aumento de 23,7% dos preços médios, influenciados pela guerra no Oriente Médio. O volume exportado recuou 10,6% no último mês, segundo a Secex. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo do RJ cria observatório da fome em homenagem a Betinho</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com o objetivo de subsidiar políticas públicas voltadas ao combate à fome e à pobreza extrema no território fluminense, o governo do Rio de Janeiro criou o Observatório da Fome Herbert de Souza, por meio da Lei 11.179/26.

A lei foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (7) e teve por inspiração a história e obra do sociólogo Herbert José de Souza, o “Betinho”, ativista dos direitos humanos e fundador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase). 

Notícias relacionadas:Fome recua mais em lares com Bolsa Família chefiados por mulher.BH, DF e Curitiba ganham Selo Betinho por ações contra a fome.Na década de 1990, Betinho criou o movimento conhecido como Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e Pela Vida, imortalizando o lema Quem tem fome tem pressa.

A lei ainda será regulamentada, com definições da estrutura, composição e funcionamento do Observatório. A ideia é que o Observatório da Fome Herbert de Souza seja responsável por coletar, armazenar, analisar e produzir dados sobre a fome. Deverá também fomentar a articulação entre diferentes esferas do poder público e a sociedade civil. 

Caberá ainda ao Observatório publicar, anualmente, um relatório sobre a situação da fome no estado do Rio de Janeiro, sugerindo políticas públicas que possam contribuir para o seu enfrentamento.

Os órgãos públicos de todos os Poderes e concessionárias de serviços públicos poderão notificar os casos relacionados à fome, contribuir com dados e promover campanhas de conscientização, informou o governo fluminense. 

As informações coletadas serão processadas pelo Observatório e utilizadas para orientar decisões estratégicas. Poderão ser utilizados para custear as ações recursos de convênios, contratos ou acordos firmados com entidades públicas ou privadas; de fundos estaduais; além de recursos orçamentários.

Contribuição

O presidente do Conselho da Ação da Cidadania, Daniel de Souza, filho do sociólogo Betinho, disse à Agência Brasil ver com bons olhos toda ação de combata à fome. Segundo ele, o movimento criado por Betinho tem muito para contribuir com o novo Observatório.


“A gente entende que o poder público, junto com a sociedade, consegue erradicar a fome. Qualquer iniciativa, independente de partido político, de ano, é superimportante”, disse. 


O presidente do conselho da Ação da Cidadania informou que uma das ferramentas de controle social para trabalhar o combate à fome junto com políticas públicas dos municípios é o Selo Betinho, que pode ser um auxiliar valioso para o novo Observatório. O Selo Betinho é baseado na Agenda Betinho que traz propostas para combater a fome e garantir segurança alimentar.

Selo Betinho

A gerente de Participação Social da Ação da Cidadania, Ana Paula Souza, disse à Agência Brasil que o Selo Betinho é um instrumento de controle social que avalia o município em 33 metas, divididas em três eixos:


	Fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN),
	Política pública emergencial ou estrutural de combate à fome, e
	Transparência e socialização dessas informações para a sociedade. 


“Ou seja, como o município mostra para a sociedade todas essas informações sobre as políticas que estão sendo colocadas em prática”, explicou Ana Paula.

A primeira edição do Selo Betinho ocorreu em 2024. Foram avaliadas 12 capitais e somente três receberam o selo, porque cumpriram 70% das metas da Agenda Betinho.

Na segunda edição do selo, em 2025, o número de capitais que aderiram ao processo aumentou para 19, mas apenas quatro receberam o selo. A capital fluminense foi avaliada nas duas edições, mas não conseguiu atingir o mínimo de 70% de cumprimento das metas.


“A partir dessas metas, a gente consegue identificar políticas públicas que são atendidas, parcialmente atendidas ou que não são atendidas. A gente organiza uma incidência política partir do resultado do Selo Betinho, que é apresentado para a sociedade civil que se prepara para reivindicar a existência dessa política e que ela seja colocada em prática”.


No próximo mês, será iniciada a edição 2026 do Selo. A meta é analisar as 27 capitais. O resultado será divulgado em março de 2027. Ana Paula destacou que o processo do Selo Betinho se dá de forma colaborativa. 

A capital precisa fazer adesão ao Selo e aí tem início um processo de verificação das 36 metas do selo de forma colaborativa com os municípios. A expectativa é que o Observatório Betinho de Combate à Fome seja uma referência para outros estados brasileiros.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Estudo sobre cheias no Rio Grande do Sul aponta causas do desastre</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um estudo divulgado nesta quinta-feira (7) detalhou as causas que resultaram na maior tragédia climática enfrentada pelo estado do Rio Grande do Sul, em 2024. Foram 478 municípios atingidos por enchentes e enxurradas que alcançaram mais de 2,4 milhões de habitantes e resultaram na morte de 185 pessoas, além de deixarem outras 23 desaparecidas até hoje.

Após dois anos do desastre, os pesquisadores mapearam eventos gatilho, identificaram as condições inseguras, as causas raiz e as pressões dinâmicas em um diagnóstico da cadeia de produção de risco. 

Notícias relacionadas:BNDES anuncia R$ 500 milhões para obras contra enchentes em BH.Plano busca fortalecer Sistema Nacional do Meio Ambiente até 2036.Renaturalização de rios é estratégia contra enchentes nas cidades.O documento também aponta caminhos para diminuir exposição e vulnerabilidade nas cidades brasileiras.

O estudo Entendendo a Construção do Risco: causas raiz do desastre climático de 2024 no Rio Grande do Sul foi desenvolvido pelo World Resources Institute Brasil (WRI) com a participação de pesquisadores de universidades gaúchas.

“Buscamos entender as fragilidades que culminaram nesse desastre e propor uma discussão sobre as decisões e políticas que vão prevenir desastres futuros e promover um desenvolvimento resiliente”, explica Henrique Evers, um dos autores do estudo.

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De acordo com a coordenadora de Adaptação Urbana do WRI Brasil, Lara Caccia, o estudo dimensionou o desastre que teve como gatilho o extremo climático, mas foi resultante de um processo histórico de construção do risco, a partir de fatores sociais, econômicos e de governança. 

“Esses fatores amplificaram os impactos das chuvas intensas”, explica.

Foram classificadas em quatro categorias, as 11 causas raiz, que se relacionam com as 20 pressões dinâmicas, gerando condições inseguras para o desastre, que associadas amplificaram o risco e a vulnerabilidade.

Confira as causas raiz nas quatro categorias:

Desenvolvimento urbano e rural

- Modelo de ocupação territorial pouco resiliente

Condições físicas e ambientais

- Variabilidade do clima

- Condições geomorfológicas e hidrológicas favoráveis ao desastre

Condições socioeconômicas

- Negacionismo climático

- Desigualdade socioeconômica e concentração de riqueza

- Falta de cultura de prevenção

Governança

- Modelo de desenvolvimento que prioriza a economia sobre pautas ambientais e sociais

- Arcabouço legal negligenciado para gestão de riscos

- Falta de priorização política da agenda socioambiental

- Insuficiência da governança para lidar com a questão climática entre os níveis de gestão

- Dualidade entre público e privado

Na prática, uma causa raiz como modelo de ocupação territorial pouco resiliente gera pressões dinâmicas como expansão urbana descontrolada, especulação imobiliária ou desigualdades socioespaciais, por exemplo.


“Esses fatores, comuns a outros cenários de desastres climáticos, destacam, sobretudo, o papel das decisões humanas e institucionais em gerar e disseminar socialmente o risco ao longo do tempo”, destaca o relatório.


Para os pesquisadores, o fato de muitos desses riscos estarem presentes em todos os municípios afetados, reforça a necessidade de articulação e integração multirregional além das capacidades municipais, com a atuação de instâncias que podem, por exemplo, ser associadas às bacias hidrográficas.

A partir desse mapeamento, os pesquisadores concluíram que para tornar cidades mais resilientes é preciso ir além dos investimentos em infraestrutura, sendo necessário o fortalecimento da governança em diferentes níveis de governo, articulação e integração do planejamento, consolidação de uma cultura de prevenção e a priorização de grupos vulnerabilizados.

“Se o risco foi construído historicamente, a resiliência também pode ser construída por meio de novas escolhas de desenvolvimento”, avalia Lara Caccia. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo Federal repassou 94% do Auxílio Reconstrução para o RS</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Cerca de R$ 90 bilhões do governo federal foram utilizados pelo estado do Rio Grande do Sul e municípios gaúchos para reconstrução de escolas, unidades de saúde, ações de defesa civil, compra de imóveis e apoio a empresas prejudicadas pelas enchentes ocorridas em abril e maio de 2024.


O volume corresponde a 94% das verbas previstas no Auxílio Reconstrução. “Tem um tantinho [ainda não executado] que a gente quer terminar. Nós queremos bater a meta de 100%”, disse a ministra da Casa Civil Miriam Belchior.


Notícias relacionadas:Frente fria provoca chuvas intensas em grande parte do país .Defesa Civil emite alertas para temporais no Rio Grande do Sul.Ela está em Porto Alegre nesta quinta-feira (7) participando de reuniões para avaliar a aplicação dos recursos e andamento das obras. De acordo com a ministra, o governo quer “identificar onde tão as dificuldades&quot; para concluir os investimentos, sejam elas em níveis federais, como na Caixa, ou nas próprias prefeituras.

Além do Auxílio Reconstrução, que corresponde ao pagamento de R$ 5,1 mil em parcela única a famílias que ficaram desalojadas e desabrigadas nas 478 cidades que foram alagadas, a Caixa foi responsável por dispor o dinheiro do Saque Calamidade, com valores integrais do FGTS. Também ficou à cargo do banco público financiar a compra e reconstrução de imóveis.

Suspensão do pagamento da dívida

Na visita ao Rio Grande do Sul, a ministra se reuniu com o governador Eduardo Leite. Ele pediu que o governo federal prorrogue o prazo de suspensão de pagamento da dívida com a União.

Segundo ele, o estado quer o adiamento para uso das verbas em projetos de irrigação para municípios que agora sofrem com estiagem dos rios Jacuí e Sinos - como ocorre na região de Eldorado do Sul. A seca afeta a produção agrícola, o setor de pesca e o abastecimento da população.

Miriam prometeu que a demanda será avaliada por equipe técnica da Casa Civil, Ministério das Cidades e Caixa Econômica. “A gente precisa olhar com cuidado para ver o que é que está sendo proposto. Se não há um aumento de escopo ou se realmente a situação exige as alterações.”

Em 2024, o governo federal autorizou a suspensão do pagamento da dívida do Rio Grande do Sul com a União por 36 meses (abril de 2027). A medida zerou os juros do débito no período, o que permitiu alívio financeiro total estimado em R$ 23 bilhões.

Mais recursos

Na visita, a ministra assinou contratos para o repasse de recursos que totalizam R$ 5,4 bilhões. O dinheiro é do Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece). 

A cerimônia de oficialização do aporte de recursos também contou com a presença dos ministros André de Paula (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e Vladimir Lima (Cidades).

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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Defesa Civil emite alertas para temporais no Rio Grande do Sul</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu alertas nesta quinta-feira (7) para tempestades com chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo em diferentes regiões do estado. Entre as áreas sob maior risco estão o Oeste, a Campanha, as Missões e o extremo Sul gaúcho. Um dos municípios mais afetados até o momento é Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.

Segundo o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual (CMDEC), o avanço de uma frente fria favorece a formação de temporais entre a tarde desta quinta-feira e a madrugada de sexta-feira (8). As rajadas de vento podem ultrapassar os 90 km/h, acompanhadas de chuva forte e queda isolada de granizo.

Notícias relacionadas:Estudo sobre cheias no Rio Grande do Sul aponta causas do desastre.Brasil reduz em 42% perdas florestais em 2025, aponta estudo.Funasa começa a monitorar qualidade da água do Rio Doce.Os acumulados previstos variam entre 10 e 60 milímetros por dia, com possibilidade de volumes acima de 90 milímetros em pontos do Oeste, Campanha e Sul do estado. Na sexta-feira, a condição de instabilidade permanece em regiões como Noroeste, Norte, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales e Litoral.

A Defesa Civil também alertou para riscos hidrológicos. O rio Ibirapuitã permanece acima da cota de inundação, com possibilidade de manutenção desse cenário devido às novas chuvas previstas. Foi indicada condição de inundação para o município de Alegrete.

Santana do Livramento

Em Santana do Livramento, a prefeitura publicou uma série de comunicados emergenciais ao longo do dia. A rede municipal de ensino suspendeu as aulas presenciais devido ao temporal e aos riscos provocados pelos ventos intensos.

Unidades de saúde também foram afetadas. O atendimento do Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas (CAPS AD) foi suspenso por falta de energia elétrica, com previsão de retomada nesta sexta-feira. A administração municipal informou ainda que os sistemas de bombeamento de água podem sofrer interrupções em razão das quedas de energia, o que pode comprometer o abastecimento em diferentes pontos da cidade.

A Defesa Civil municipal emitiu alerta de emergência para toda a população, citando risco extremo provocado por fios energizados caídos, árvores derrubadas e bloqueio de vias. O órgão orientou que moradores permaneçam em casa e evitem deslocamentos desnecessários.

Além disso, lonas estão sendo distribuídas às famílias atingidas pelos danos causados pelo temporal.

A previsão para sábado (9) é de melhora gradual do tempo em grande parte do estado, embora ainda possa chover de forma fraca a moderada em áreas do Norte, Nordeste e Litoral Norte. O mar permanece agitado. Até o fim do período de instabilidade, os acumulados totais de chuva podem chegar a até 120 milímetros em algumas regiões do Oeste, Campanha e Sul gaúcho. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fies 2026: MEC divulga resultado de vagas remanescentes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira (7) o resultado da chamada única dos estudantes que se candidataram a vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), do primeiro semestre de 2026.

Os nomes dos selecionados podem ser consultados na página do programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, com a senha da plataforma Gov.br.

Notícias relacionadas:Desenrola Fies prevê desconto de até 99% das dívidas; confira regras.MEC divulga nova chamada da lista de espera para Fies do 1º semestre.O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do Ministério da Educação.

Validação de informações

Se for pré-selecionado na chamada única, o candidato deve complementar a inscrição na página do Fies.

O estudante deve verificar se poderá atender à exigência da frequência mínima, ainda no 1º semestre de 2026, no curso, turno e local do curso para o qual foi pré-selecionado.

Confirmação

Em seguida, entre os dias 8 e 11 de maio, o pré-selecionado deve validar os dados da inscrição na instituição de ensino superior privada para onde foi aprovado. Deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento.

A documentação exigida pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

O banco responsável pelo financiamento também precisa confirmar as informações, de acordo com o edital público.

Fies Social

O pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa tem a situação distinta. Neste caso, o estudante não precisa comprovar renda familiar na Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição privada.

No entanto, o estudante deverá comparecer à comissão para validar as demais informações no mesmo prazo, de 8 a 11 de maio.

Lista de espera

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única serão incluídos automaticamente na lista de espera.

A convocação dos candidatos desta lista ocorrerá no período de 15 a 29 de maio.

Fies

O Fies promove anualmente dois processos seletivos regulares, um por semestre, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Se ainda houver dúvidas, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Dino pede vista e STF suspende julgamento sobre royalties do petróleo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira (7) o julgamento definitivo da lei que definiu regras de distribuição dos royalties do petróleo entre estados e municípios.

Após 13 anos, a Corte voltou a analisar o caso, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. Não há data para retomada do julgamento.

Notícias relacionadas:STF volta a julgar lei sobre distribuição de royalties do petróleo.Até o momento, a ministra Cármen Lúcia, relatora de cinco ações que tratam da questão, proferiu o único voto sobre a questão.

A ministra votou pela inconstitucionalidade da Lei 12.734/2012, conhecida como Lei dos Royalties. Entre as principais mudanças, a lei reduziu a participação da União nos royalties de 30% para 20% e criou um fundo para repassar parte dos recursos para estados que não produzem petróleo.

Em março de 2013, a ministra suspendeu liminarmente a lei ao atender ao pedido liminar feito pelo estado do Rio de Janeiro, um dos maiores produtores do país.

Voto

Ao se manifestar pela inconstitucionalidade da lei, Cármen Lúcia ressaltou que a Constituição garantiu que o monopólio da exploração de petróleo pertence à União (governo federal), e os estados e municípios devem receber compensação financeira (royalties) pela exploração.

Contudo, a ministra pontuou que não há obrigação constitucional para distribuição igualitária dos royalties com estados não produtores.

“Se há equívocos [na distribuição] haverá de ser devidamente corrigido. Esta correção não passa por uma legislação, que, na minha compreensão, não atende às finalidades, principalmente de um figurino constitucional de federalismo cooperativo&quot;, afirmou.

Ao entrar com a ação no Supremo, o estado do Rio de Janeiro alegou que a Lei dos Royalties afrontava várias regras da Constituição, por interferir em receitas comprometidas, contratos assinados, além da responsabilidade fiscal. 

O estado alegou perdas imediatas de mais de R$ 1,6 bilhão imediatos e R$ 27 bilhões até 2020.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 19:06:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil bate recorde de transplantes em 2025</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Brasil registrou 31 mil transplantes em 2025, um recorde histórico no país. O número representa crescimento de 21% em relação a 2022, quando foram realizados 25,6 mil transplantes. O resultado reflete o avanço da logística e da organização do sistema em todo o país, com o fortalecimento de parcerias institucionais e a ampliação do acesso dos pacientes aos transplantes.

A consolidação da distribuição interestadual, coordenada pela Central Nacional de Transplantes, tem sido decisiva nesse processo. Em 2025, essa estratégia viabilizou 867 transplantes renais, 375 hepáticos, 100 cardíacos, 25 pulmonares e quatro de pâncreas, contribuindo para atender prioridades clínicas e reduzir perdas de órgãos mais sensíveis ao tempo de isquemia.

Notícias relacionadas:Saúde incorpora transplante da membrana amniótica para tratar diabetes.Programa de saúde do governo já atendeu mais de 24 mil indígenas .Os resultados também refletem o esforço conjunto entre o Ministério da Saúde, companhias aéreas e a Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir o transporte ágil de órgãos e equipes de captação e transplante. Em 2025, foram feitos 4.808 voos — um aumento de 22% em relação a 2022 —, o que contribui para que os órgãos cheguem a tempo ao destino, ampliando as chances de transplante e salvando mais vidas em diferentes regiões do país.

Houve também aumento no número de equipes de captação, o que contribui para ampliar a identificação de doadores. Esses profissionais passaram de 1.537, em 2022, para 1.600 em 2026. 

Apesar dos avanços, ainda há um desafio importante: a recusa familiar à doação de órgãos. Hoje, cerca de 45% das famílias não autorizam a doação, o que limita o número de transplantes que poderiam ser feitos. Essa é uma decisão que ocorre em momento difícil, de dor e impacto emocional. Por isso, falar sobre o tema com a família faz diferença. Quando o desejo de ser doador é conhecido, a decisão se torna mais segura e pode ajudar a salvar outras vidas.

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Capacitação

O Ministério da Saúde tem investido na qualificação do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Entre as iniciativas está o Programa Nacional de Qualidade na Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (Prodot), que prepara profissionais de saúde para identificar potenciais doadores, conduzir entrevistas com acolhimento às famílias e qualificar todo o processo de doação.

Mais de mil profissionais de saúde já se formaram nos estados de Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Tocantins, Distrito Federal, Mato Grosso, Goiás, Alagoas, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

Recorde

O transplante de córnea foi o mais realizado em 2025, com 17.790 procedimentos. Em seguida, aparecem os de rim, com 6.697; medula óssea, com 3.993; fígado, com 2.573; e coração, com 427. Em todos os casos, o Sistema Único de Saúde (SUS) fornece aos pacientes toda a assistência necessária de forma gratuita, incluindo exames preparatórios, cirurgia, acompanhamento e medicamentos pós-transplante.

O SUS financia cerca de 86% dos transplantes no país, assegurando acesso gratuito e universal. Para garantir atendimento qualificado, o Ministério da Saúde também destinou mais recursos para o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) em 2025. Enquanto em 2022 o investimento foi de R$ 1,1 bilhão, no ano passado os recursos federais alcançaram R$ 1,5 bilhão, um crescimento de 37%.

Transplantes

O acesso ao transplante de órgãos, tecidos ou medula óssea no Brasil ocorre por meio do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para ingressar na lista de espera, o paciente deve ser encaminhado a um estabelecimento de saúde habilitado, onde passa por avaliação de equipe médica especializada e realiza os exames necessários. Confirmada a indicação para o transplante, a equipe responsável faz a inscrição do paciente no sistema, registrando também as características do doador compatível com o seu perfil clínico.

A lista de espera por transplantes é dinâmica e varia de acordo com a condição clínica dos pacientes e a disponibilidade de doadores compatíveis. O SNT passou por modernização nos últimos anos, com a incorporação de novas tecnologias e a ampliação do acesso aos serviços especializados. Entre essas iniciativas, destaca-se a Prova Cruzada Virtual, que permite avaliar previamente a compatibilidade entre doador e receptor, reduzindo o risco de rejeição e conferindo mais agilidade ao processo. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 36 milhões nesta quinta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.005 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 36 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa e pelo aplicativo da Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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Por se tratar de um concurso com final cinco, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Delegação europeia confia em aprovação final de acordo com Mercosul</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Representantes do Parlamento Europeu foram recebidos nesta quarta-feira (6), no Palácio do Planalto, em Brasília, pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

No encontro, foram discutidos os próximos passos do acordo comercial entre Mercosul e o bloco europeu, que entrou em vigor na semana passada, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu.

Notícias relacionadas:Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta após 26 anos.CNI: acordo Mercosul–UE zera tarifas de 80% das exportações a Europa.Os termos do pacto comercial foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos.

A aplicação do tratado, no entanto, ocorre de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que ainda avaliará sua compatibilidade jurídica com as normas do bloco. O processo pode demorar até dois anos.


&quot;Esperamos que a decisão do Tribunal de Justiça e, depois, a aprovação ou ratificação que se seguirá no Parlamento Europeu sejam positivas. Estou crendo que sim&quot;, afirmou o deputado português Hélder Sousa Silva, presidente da Delegação para Relações com o Brasil do Parlamento Europeu.


Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passaram a ter tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poderá entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada.

Na prática, a redução de tarifas diminui o preço final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros já terão tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas.

Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais. Isso indica que a indústria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo.

Durante a reunião, Geraldo Alckmin afirmou que acordo com a União Europeia foi elaborado com equilíbrio e prevê salvaguardas para os setores produtivos.


&quot;O multilateralismo é importante e ganha a sociedade, que passa a ter acesso a produtos de melhor qualidade, com preços mais acessíveis, além do estímulo à competitividade. O acordo foi muito bem elaborado e tem salvaguardas. É um ganha-ganha&quot;, disse.


Na última semana, o Brasil definiu as chamadas tarifárias, que são quantidades máximas de algumas mercadorias que podem ser importadas ou exportadas com imposto reduzido ou até zerado.

Segundo o governo, as cotas abrangem cerca de 4% do total das exportações brasileiras e apenas 0,3% das importações.

Na prática, os percentuais indicam que a maior parte do comércio entre Mercosul e União Europeia vai acontecer sem limite de quantidade, com redução ou eliminação integral de tarifas.

O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia envolve 31 países, com um público consumidor de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) somado de mais de US$ 22 trilhões. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Câmara aprova fundo de até R$ 5 bilhões para minerais críticos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (6), em votação simbólica, o texto base do projeto de Lei (PL) 2780/24, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). O projeto prevê, entre outros pontos, a criação de um comitê ou conselho responsável por definir quais são os minerais críticos e estratégicos do país.

Também estão previstos incentivos governamentais e prioridade de licenciamento para projetos do setor.

Notícias relacionadas:Câmara inicia análise de projeto sobre exploração de minerais críticos.Brasil tem &quot;vazio estratégico&quot; em minerais críticos, diz especialista.Os deputados aprovaram um texto substitutivo apresentado pelo relator, Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). Os congressistas analisam agora destaques para alterar trechos do projeto.

O comitê criado pelo projeto será vinculado ao Conselho Especial de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE), órgão de assessoramento presidencial sobre a formulação de políticas e diretrizes voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.

Pela proposta, o comitê será responsável por analisar e homologar a mudança de controle societário, direta ou indireta, de mineradoras que atuam em áreas com minerais críticos e estratégicos.

Fundo

A proposta aprovada cria um Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam) com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões.

O fundo somente poderá apoiar projetos considerados prioritários no âmbito da política, atribuição que caberá ao CMCE.

Terras raras são um grupo de 17 elementos químicos  que estão dispersos na natureza, o que dificulta a extração, sendo essenciais para turbinas eólicas, smartphones, carros elétricos e sistemas de defesa.

Soberania 

Durante a discussão da proposta, um dos pontos polêmicos foi a soberania do país sobre a exploração e beneficiamento desses minerais, considerados estratégicos para o país.

Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, ficando atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Porém, apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica um enorme potencial ainda desconhecido. 

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que faltou ao projeto elementos para assegurar o desenvolvimento do país, inclusive com a criação de uma empresa estatal responsável por garantir a agregação de valor na exploração desses minerais.

“É preciso que a soberania nacional e os interesses nacionais estejam muito concretos na lei”, criticou a deputada ao apontar que a proposta não estabelece regras claras sobre os percentuais de participação de capital estrangeiro na exploração desses minerais.


“A lei precisa deixar claro até onde o capital estrangeiro pode ou não intervir nos interesses brasileiros. Estamos tratando aqui de uma área absolutamente estratégica para o desenvolvimento no século XXI”, afirmou. 


Segundo ela, o texto não estabelece percentuais sobre o limite do capital estrangeiro. 

Atualmente há apenas uma mina de terras raras em operação no país: a Serra Verde, em Minaçu, em Goiás, que funciona desde 2024. A mineradora foi comprada pela norte-americana USA Rare Earth, por cerca de US$ 2,8 bilhões.

A compra foi questionada por deputados do Psol, que pediram à Procuradoria-Geral da República (PGR) a anulação da venda da Serra Verde. A compra também foi criticada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que afirmou que a iniciativa do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, avança sobre temas de competência da União.  

O deputado Arnaldo Jardim defendeu que o projeto assegura que a exploração e a transformação desses minerais dentro do Brasil preserva a soberania.

Segundo ele, o texto limita as vendas do minério bruto. O objetivo é que o país não seja apenas exportador de matéria-prima e passe a atuar no desenvolvimento tecnológico.


“Consolida-se, assim, um marco legal robusto para o desenvolvimento da cadeia de minerais críticos e estratégicos, condição essencial para que o Brasil aproveite a janela de oportunidade global aberta pela transição energética”, argumentou.


Após o debate, o relator incluiu no texto a previsão de realização de consulta e o consentimento prévio, livre e informado aos povos e comunidades tradicionais e povos indígenas diretamente ou indiretamente afetados por projetos extrativos, povos e comunidades tradicionais e povos indígenas afetados direta ou indiretamente por projetos extrativos, em referência à Convenção n 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Indústria nacional varia 0,1% em março e acumula alta de 3,1% em 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A produção industrial cresceu pelo terceiro mês consecutivo, ao variar 0,1% na passagem de fevereiro para março. Em 2026, o setor acumula expansão de 3,1%. Com esse resultado, a produção industrial está 3,3% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 13,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.

Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira  (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Notícias relacionadas:Produção industrial reverte queda e sobe 0,1% em outubro, mostra IBGE.Produção industrial recua 0,4% em setembro, mostra IBGE.Produção industrial recua 0,2% em julho e acumula efeitos do juro alto.Segundo a pesquisa, na passagem de fevereiro para março, as quatro grandes categorias econômicas e oito dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção.

“Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,2%) e produtos químicos (4,0%), com a primeira marcando o quarto mês consecutivo de crescimento e acumulando expansão de 11,5% neste período; e a segunda eliminando o recuo de 1,5% verificado em fevereiro”, disse o gerente da PIM, André Macedo.

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Outras contribuições positivas sobre o total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (1,1%), metalurgia (1,2%) e máquinas e equipamentos (1%).

Por outro lado, entre as 16 atividades que recuaram na produção, bebidas (-2,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,9%) exerceram as principais influências na média da indústria, com a primeira interrompendo três meses consecutivos de avanço na produção, período em que acumulou crescimento de 8,5%; e a segunda intensificando a queda registrada em fevereiro de 2026 (-2,3%).

&quot;Vale destacar também os impactos negativos assinalados pelos setores de móveis (-6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,1%), produtos alimentícios (-0,5%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-3,9%), celulose, papel e produtos de papel (-1,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-2,3%), produtos de madeira (-4,4%) e produtos de borracha e de material plástico (-1,1%)&quot;,  afirma o IBGE.

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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Senador Ciro Nogueira é alvo da 5ª fase da Operação Compliance Zero</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Policiais federais cumprem desde o início da manhã desta quinta-feira (7) um mandado de prisão temporária e dez de buscas e apreensão na 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). O senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro, está entre os investigados.

De acordo com a PF, as ações autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrem nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.

Notícias relacionadas:Defesa de Vorcaro entrega proposta de delação à PGR e PF .PF conclui inquérito que apurou morte de Sicário, aliado de Vorcaro.Mendonça autoriza Vorcaro a fazer exames em hospital particular.A decisão do STF autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

A operação de hoje objetiva aprofundar investigações sobre um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, informou a PF.

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Nota da defesa

Em nota divulgada esta manhã, a defesa do senador Ciro Nogueira “repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. 

Diz ainda que “reitera o comprometimento do senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos”.

“Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas”, completa.

A nota é assinada pelos advogados Antônio Carlos de Almeida Castro (Kakay), Roberta Castro Queiroz, Marcelo Turbay, Liliane de Carvalho, Álvaro Chaves e Ananda França. 

Compliance Zero

Na 4ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 16 de abril deste ano, foram presos, em caráter preventivo, o ex-presidente do banco público do Distrito Federal Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro do esquema fraudulento montado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, que está detido desde o início de março.

Nas quatro primeiras fases da Compliance Zero, a PF cumpriu 96 mandados de busca e apreensão em seis unidades federativas (BA, DF, MG, RJ, RS e SP). A pedido da PF e do Ministério Público (MP), a Justiça determinou o sequestro ou o bloqueio de bens patrimoniais de suspeitos até o limite de R$ 27,7 bilhões e o afastamento dos investigados de eventuais cargos públicos.

*Texto alterado às 9h58 para acréscimo de nota da defesa do senador Ciro Nogueira ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>MP impede que contraventor Adilsinho retorne para o Rio de Janeiro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve decisão favorável para que Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, permaneça acautelado na Penitenciária Federal em Brasília, onde se encontra por força de decisão emitida pelo Juízo da 3ª Vara Federal Criminal em 26 de fevereiro deste ano. No pedido, acatado pela 1ª Vara Criminal da Capital, o Gaeco destacou a posição de liderança de Adilsinho em uma organização criminosa voltada à prática de crimes violentos.

O Juízo ressaltou que os fatos apresentados pelo MPRJ demonstraram que o grupo criminoso liderado pelo denunciado praticava homicídios vinculados ao comércio ilegal de cigarros do Paraguai e tinha envolvimento com o jogo do bicho, mantendo contato com órgãos de segurança estaduais.,


Notícias relacionadas:Ação da PF e da Polícia Civil do Rio prende bicheiro Adilsinho.Por esse motivo, &quot;a transferência para presídio federal se mostra necessária, para impedir eventual interferência do denunciado na colheita de provas e na intervenção de investigações”, destaca a decisão.


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Adilsinho foi preso em 26 de fevereiro deste ano, em sua casa de praia em Cabo Frio, na Região dos Lagos. De acordo com a PF, a prisão foi possível “após um trabalho aprofundado de inteligência, análise de dados e monitoramento, que contou com o apoio do Serviço Aeropolicial, garantindo segurança e eficiência no cumprimento do mandado”.

“A ação visava desmontar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo”, acrescentou, em nota, a PF. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 07 May 2026 10:53:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Conheça países da América Latina que reduziram as jornadas de trabalho</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A proposta de redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x 1 pode fazer o Brasil se juntar à Colômbia, ao Chile e ao México na lista dos países da América Latina que, na última década, reduziram o tempo dedicado ao trabalho.

Com exceção da Argentina, governada por Javier Milei, que recentemente permitiu jornadas de até 12 horas diárias de trabalho, países importantes da região vêm reduzindo as jornadas a favor dos trabalhadores. 

Notícias relacionadas:Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6x1.Ato em São Bernardo mobiliza sindicatos e pede fim da escala 6x1.Comissão Especial da PEC da redução da jornada será instalada amanhã.Na Colômbia, a redução da jornada de 48 para 42 horas semanais foi promulgada em julho de 2021 pelo presidente Iván Duque, um governo de direita. O projeto foi apresentado pelo então senador - e ex-presidente do país - Álvaro Uribe, uma das figuras mais proeminentes da direita latino-americana.

A lei prevê a redução gradual da jornada sem redução de salário. A primeira redução foi em 2023, quando caiu para 47 horas semanais. Apenas agora, em julho de 2026, é que a jornada semanal de trabalho na Colômbia deve chegar as 42 horas semanais, cinco anos após a promulgação da lei.

O professor de direito e relações internacionais da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o colombiano Sebastián Granda Henao, explica que a direita colombiana tentava dar uma resposta à revolta social que estourou no país em 2019, com protestos em massa.


“Foi um processo, de certa maneira, para apaziguar os ânimos, sendo uma resposta à revolta social de 2019, aos anseios populares, evitando uma reforma maior”, explicou.



            
        
    
Presidente da Colômbia, Iván Duque - Divulgação/Presidência da Colômbia


Henao lembrou ainda que a redução da jornada para 42 horas contou com aval do empresariado, apesar de ter recebido algumas críticas, passando no congresso colombiano sem grandes reações.

“Justamente porque foi proposta pela direita, acabou que não houve tanta oposição. Mas eu digo que essa reforma é conservadora. Era também para acompanhar as diretrizes da Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, completa.

A OIT recomenda a redução das jornadas para 40 horas semanais e tempo máximo de trabalho de até 48 horas na semana, desde que mediante pagamento de horas-extras. 

O professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Dari Krein, destaca que a Colômbia era um ponto “fora da curva” por ainda permitir jornadas de 48 horas semanais. No Brasil, a redução da jornada de 48 para 44 horas foi realizada em 1988, durante a Constituinte, mais de 30 anos antes da Colômbia.


“Era um contexto em que a direita estava muito fragilizada politicamente. Foi uma forma de buscar apoio na sociedade com a discussão do processo eleitoral já iniciado, com possibilidade mesmo do [esquerdista Gustavo] Petro ganhar a eleição, pois ele já era favorito nas pesquisas eleitorais”, explica Krein.


Em abril de 2021, meses antes da promulgação da nova lei, outra onda de manifestações, ainda mais intensa que a primeira mobilizou a Colômbia, abalando as estruturas políticas do país. Para analistas, foram esses protestos que permitiram a chegada do primeiro governo de esquerda da história colombiana, com Gustavo Petro.

Eleito em junho de 2022, Petro ainda aprovou uma reforma trabalhista em junho 2025, com novos direitos, como pagamento de adicional noturno a partir das 19h, e não das 21h, como era antes. Foi instituído ainda pagamento de hora extra, valendo até 100% do valor da hora normal, para trabalho em domingos e feriados e limitação de 8 horas de trabalho por dia. 

México

 


            
        
    
A presidente do México, Claudia Sheinbaum - REUTERS/Henry Romero/Proibida reprodução


No México, a redução da jornada de trabalho das atuais 48 horas semanais para 40 horas foi promulgada em março deste ano, em um contexto bastante diferente da Colômbia, por meio do popular governo da esquerdista Claudia Sheinbaum. Ela sucedeu Andrés Manuel López Obrador (2018-2024), também do partido Morena, que rompeu um ciclo de décadas de governos de direitas no México.

O professor de ciência política da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Daniel Enrico Martuscelli, especialista em política mexicana, explica que o Morena herda uma crise de representação dos partidos de direita.


“Esses governos de esquerda se constituíram como governos de reformas. Atualmente, Sheinbaum tem entre 70% e 80% de aprovação, e sua coalizão tem dois terços do Parlamento, com o Morena com maioria simples. Isso dá uma grande capacidade para realizar reformas no México”, explica.


A redução da jornada começa a ser aplicada, sem redução de salário, em janeiro de 2027, de forma gradual, até chegar às 40 horas semanais em 2030.

Martuscelli acrescentou que a popularidade do governo permitiu avançar na reforma com uma limitada reação dos setores empresariais, que criticaram a redução da jornada semanal.


“A extrema-direita e a direita tradicional ocupam um papel muito residual na política mexicana, com dificuldade de se apresentar como uma força significativa, se comparado ao Brasil. Portanto, qualquer enfrentamento às iniciativas do governo tem alguma dificuldade”, avalia o especialista da UFU.


Chile

 


            
        
    
Protestos no Chile de 2019, Plaza Baquedano, Santiago, Chile. Foto: Carlos Figueroa/ Wikipédia


No Chile, a redução da jornada de trabalho foi levada a cabo pelo governo de centro-esquerda de Gabriel Boric. Sancionada em abril de 2023, a lei prevê a redução gradual da jornada das atuais 45 horas para 40 horas semanais, sem redução de salário.

Em 2024, a jornada foi para 44 horas. Em abril de 2026, baixou para 42, devendo chegar às 40 horas somente em 2028. 

O professor da Unicamp José Dari Krein, pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (CESIT), destacou que, assim como na Colômbia, a redução da jornada de trabalho no Chile é um dos efeitos da revolta social chilena que estourou em 2019.


“O ponto de virada é o ‘estalido’ social de 2019, que foi um momento de grande mobilização na sociedade chilena, especialmente da juventude, com uma crítica bastante intensa ao projeto neoliberal chileno”, explica.


O especialista acrescentou que a eleição do Boric, em dezembro de 2021, foi um resultado dessa revolta social que sacudiu o país dois anos antes.


“Ela passou no Congresso por causa da coalizão mais progressista, assim como tinha grande adesão popular e teve pressão dos movimentos sociais e sindicais”, afirma.


José Dari Krein diz ainda que houve certa pressão do empresariado contra a medida, com discurso de que isso inviabilizaria a economia do país. Ao mesmo tempo, o projeto acolheu demandas do setor produtivo, como a flexibilidade para distribuição das horas de trabalho ao longo dos dias.

“Os setores empresariais, como em qualquer lugar, se mobilizaram contra, sempre fazendo contas de que isso traria custos. O discurso é muito parecido sempre em todos os contextos e lugares”, concluiu.

No Brasil, a redução da jornada atual de 44 horas para 40 ou 36 horas semanais, com o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1), sofre oposição de setores empresariais, com pesquisas divergindo sobre os efeitos da mudança no Produto Interno Bruto (PIB) e inflação. 

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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Sede do Legislativo fluminense, Palácio Tiradentes celebra centenário</title>
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				O Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da capital fluminense, celebra centenário nesta quarta-feira (6). A comemoração terá uma semana de atividades gratuitas abertas ao público.

Autor do livro Palácio Tiradentes: arte e política no Brasil republicano, Douglas Liborio, doutorando em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que 6 de maio também marca os 200 anos do surgimento do Parlamento brasileiro.  

Notícias relacionadas:Conheça Guillermo Francella, ator homenageado no Prêmio Platino.Programa Tarde Nacional SP, da Rádio Nacional, recebe Prêmio APCA.Oficina mescla fotografia com IA para construção de fabulações visuais.Liborio conta que o Palácio Tiradentes foi construído em quatro anos para ser a sede da Câmara dos Deputados. O projeto é do arquiteto cearense Arquimedes Memória e do franco-suíço Francisco Cuchet e foi inaugurado em 1926 para celebrar o centenário do Poder Legislativo brasileiro. Na época, eram 212 deputados.

“A ideia era que o Palácio Tiradentes fosse a nação em miniatura, com cada espaço do prédio representando um estado da federação. O plenário foi executado pelo estado de São Paulo, a sala da presidência foi feita por Minas Gerais, a sala da Comissão de Finanças foi executada pelo Rio Grande do Sul, o revestimento de mármore das galerias foi doado pelo antigo estado do Rio de Janeiro”, conta o historiador.

No início, o nome do prédio era Palácio da Câmara dos Deputados. O nome Tiradentes veio dez anos depois, por conta do projeto de Lei nº 618 de 1936, de autoria do deputado paulista João Batista Gomes Ferraz.

Arquitetura

De acordo com Liborio, a arquitetura do Palácio Tiradentes segue o padrão  dos estilos históricos inspirados nos monumentos públicos europeus, como o monumento ao imperador Vitório Emanuelle II, em Roma.

“O prédio, ainda que traga essa roupagem de elementos do passado, com fachada grandes elementos greco-romanos como colunatas, escadarias, esculturas, é muito moderno para a época porque utiliza concreto armado, uma técnica muito inovadora&quot;, detalha.


            
        
    
Fachada do Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - Rovena Rosa/Agência Brasil


O especialista conta que  as construções em concreto armado no Rio participaram do início do processo de verticalização da cidade, na década de 1920, e teve como ápice o edifício A Noite, na Praça Mauá.

O Palácio Tiradentes inova, segundo Liborio, ao ser o primeiro edifício genuinamente pensado para abrigar o poder republicano no Brasil. Os outros foram adaptados do passado imperial - Palácio do Catete virou Palácio Presidencial, Palácio do Itamaraty virou Ministério das Relações Exteriores - ou de eventos efêmeros - Palácio Monroe era um pavilhão da Exposição Universal de St. Louis que foi adaptado para abrigar a Câmara dos Deputados (1914-1922) e o Senado Federal (1925-1960).

Quando o Oscar Niemeyer projeta o Palácio do Congresso Nacional em Brasília, se inspira nos modelos dos palácios do Rio, em especial o Tiradentes.

“Um exemplo é a chapelaria do Congresso Nacional: no Tiradentes, existia esse espaço, pra guardar os chapéus. Em Brasília, a entrada do Congresso tem esse nome como uma referência aqui ao Rio de Janeiro, mas sem a função original”, acrescenta o historiador.

Para Liborio, pensar o Palácio Tiradentes é pensar a história da constituição da cidadania brasileira ao tentar firmá-la através da representação política que é o Parlamento.


“Ele nos lembra sobre a importância da preservação do patrimônio enquanto forma de educação. O passado está aqui para nos lembrar de certas coisas que não podem ser repetidas”.


Em 15 de março de 1975, ocorreu a primeira sessão da Alerj no Palácio Tiradentes.

História da política

Para a diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, o palácio é fundamental para contar a história da política nacional. “Ele foi e ainda é palco de muitas votações e tem a função de mostrar para a população a nossa história, da arquitetura, da política e do Legislativo ao longo desses 100 anos. Ele continua vivo e a história ainda acontece no Tiradentes”, ressalta.

Programação

A programação de comemoração nesta terça-feira (5) com um novo roteiro na visita guiada diária, focado em arquitetura e artes. Ao longo do percurso, elementos como esculturas, pinturas, alegorias e materiais construtivos revelam narrativas históricas e referências artísticas que marcam a construção da identidade republicana brasileira.




 


 

 



 




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Fernanda Figueiredo destaca que o objetivo da visita de arquitetura é ser mais detalhada com elementos que não podem ser abordados na visita padrão. A ideia surgiu da demanda de estudantes de arquitetura.


“A escultura do Tiradentes que fica do lado de fora é explicada nesse roteiro. Todas as alegorias, 11 estátuas na fachada, são esculturas greco-romanas detalhadas nesse novo roteiro”, explica Fernanda.


A visita guiada mostra:


	Fachada e elementos arquitetônicos
	Alegorias e símbolos da República
	Obras de arte e detalhes decorativos
	Placas históricas
	Saguão Getúlio Vargas, Salão Nobre, Sala do Café, Plenário Barbosa Lima Sobrinho e Maria Portugal Duque Costa


De acordo com a guia Ana Catarina Santiago Soares, estudante de museologia, o prédio anterior, construído por volta de 1640, abrigava a Casa de Câmara e Cadeia do período colonial, onde funcionava no primeiro andar uma prisão e o Parlamento no segundo andar.

Nessa cadeia, Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, ficou preso por três dias. O prédio foi demolido em 1822 para dar lugar ao Palácio Tiradentes.

Na quarta-feira, será lançado um selo comemorativo em parceria com os Correios, além de um carimbo especial alusivo à ocasião.  


            
        
    
Criança fotografa maquete do Palácio Tiradentes - Rovena Rosa/Agência Brasil


A programação também apresenta visitas guiadas teatralizadas para o público durante todo o 6 de maio, com sessões de hora em hora a partir das 10h. Será possível conhecer mais sobre os fatos que marcaram estes 100 anos e interagir com atores que dão vida a personagens históricos. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Navio de cruzeiro atingido por hantavírus retira passageiros doentes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Três pessoas, duas delas gravemente doentes, foram retiradas nesta quarta-feira (6) de um navio de cruzeiro de luxo atingido por um surto de hantavírus e retido por dias na costa de Cabo Verde, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O MV Hondius, que tem quase 150 pessoas a bordo, deve seguir para as Ilhas Canárias, na Espanha, disse a operadora Oceanwide Expeditions. Até o momento, três pessoas morreram atingidas pela doença.

Notícias relacionadas:Hantavírus: OMS suspeita de rara transmissão entre humanos em navio.Saiba mais sobre o hantavírus, suspeito de causar surto em cruzeiro.Três pessoas morrem em cruzeiro em meio a possível surto de hantavírus.A África do Sul confirmou que havia identificado entre as vítimas a cepa andina do vírus que pode -- em casos raros -- se espalhar entre seres humanos. Desde o início do surto, a OMS disse que o risco para a população em geral é baixo. 

O governo suíço informou que um homem que retornou ao país, depois de ser passageiro do Hondius, foi infectado com o hantavírus e está sendo tratado em Zurique. Acrescentou que não há perigo para a população em geral.


&quot;Três pacientes com suspeita de hantavírus acabaram de ser retirados do navio e estão a caminho de receber cuidados médicos na Holanda&quot;, disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em mensagem no X.


O Ministério das Relações Exteriores da Holanda afirmou que os passageiros retirados são um holandês, um alemão e um britânico. Eles serão transportados para hospitais especializados na Europa, acrescentou, sem dar mais detalhes.

*(Reportagem adicional de Sfundo Parakozov, David Latona, Madeline Chambers, Makini Brice e Olivia Le Poidevinebra em Genebra)

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rio: projeto cria limite de 5% para cargos comissionados na prefeitura</title>
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<description><![CDATA[ A Câmara Municipal do Rio aprovou projeto de lei que estabelece limite de 5% para a ocupação de cargos comissionados por pessoas que não pertencem aos quadros efetivos do município. A proposta foi aprovada em sessão extraordinária nessa terça-feira (5) e será encaminhada para sanção do prefeito.


“Essa medida legal reforça o compromisso com a responsabilidade fiscal, boa gestão e valorização dos servidores efetivos, que são a ampla maioria do serviço público municipal, inclusive nas funções de chefia e de confiança. Nunca é demais reforçar que a responsabilidade com as contas públicas e boa gestão fazem a diferença na vida das pessoas”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere.


A iniciativa é baseada em medidas adotadas pelo governo estadual, que vem priorizando a reorganização e a racionalização da máquina pública diante de desafios fiscais significativos. A medida busca reforçar princípios de responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e valorização dos servidores concursados e consolida, em lei, uma prática de gestão que prioriza o fortalecimento do quadro efetivo.

Desde 2021, o percentual de cargos comissionados ocupados por não concursados foi reduzido para 3,6% do total de servidores ativos.

De acordo com o presidente da Câmara, Carlo Caiado, autor da medida, a proposta reforça o compromisso com uma gestão mais equilibrada e responsável.


“A Câmara está fazendo a sua parte ao avançar com um projeto que organiza a máquina pública, valoriza o servidor de carreira e estabelece limites claros. É uma medida de respeito ao contribuinte e de cuidado com o futuro da cidade”, afirmou.


A iniciativa acompanha a evolução positiva das contas públicas municipais nos últimos anos. O orçamento da cidade cresceu de R$ 32 bilhões, em 2021, para R$ 52 bilhões previstos para 2026, com destaque para o recorde de execução orçamentária e investimentos de R$ 5,5 bilhões, o equivalente a 10,6% da despesa total. O município mantém indicadores fiscais com nível de endividamento controlado e margem para novos investimentos, além de registrar suficiência de caixa próxima a R$ 1 bilhão no último ano. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Morre mãe do ativista brasileiro Thiago Ávila, preso em Israel</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Teresa Regina de Ávila e Silva, mãe do defensor ambiental e de direitos humanos Thiago Ávila, morreu na tarde dessa terça-feira (5), em Brasília. Ela tinha 63 anos e apresentava quadro grave de saúde. 

A equipe de Ávila, um dos sete representantes brasileiros da Global Sumud Flotilla (GSF), destacou, nas redes sociais, a alegria memorável e imensa força de Teresa. 


&quot;Ela enfrentou anos de adoecimento grave com coragem, serenidade e dignidade, guiada por um propósito inabalável de viver e cercada pela dedicação incondicional de sua família.&quot;


Notícias relacionadas:Justiça de Israel prorroga prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila.Ativistas preparam &quot;missão maior&quot; à Faixa de Gaza, diz Thiago Ávila.Teresa era também mãe da agente de polícia Luana de Ávila, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF). Para celebrar Teresa, Thiago batizou sua filha, de dois anos, com seu nome.

&quot;A resposta da família foi, até o último instante, um exemplo comovente de amor e retribuição. Com presença constante, sensibilidade e empatia, ofereceram a Teresa Regina todo o cuidado, atenção e dignidade&quot;, afirma a instituição, que irá divulgar informações sobre velório e sepultamento, assim que forem disponibilizadas pelos familiares. 

Brasileiro detido

Ávila estava a bordo de um navio da GSF, quando foi levado à força por militares israelenses, acompanhado pelo palestino-espanhol Saif Abukeshek.

Eles foram separados dos demais ativistas da flotilha, transferidos para a Grécia. O grupo brasileiro iniciou a viagem a Gaza a partir de Barcelona, em 12 de abril. 

Nessa terça-feira (5), o Tribunal de Magistrados de Ashkelon anunciou a prorrogação, até o próximo domingo (10), da prisão de Ávila.

A detenção é considerada ilegal por inúmeras entidades da Palestina, que denunciam diariamente e em relatórios consolidados as violências físicas e psicológicas usadas como forma de abalar e coagir quem é detido pelo governo israelense.

A decisão pela extensão do prazo é do juiz Yaniv Ben-Haroush. A embarcação navegava por águas internacionais, perto da ilha grega de Creta, no momento em que foi interceptada, e tinha como missão distribuir alimentos e itens básicos de sobrevivência à população de Gaza, que tem tido pouco ou nenhum acesso a eles. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo do Rio é autorizado a entrar no Propag para reduzir dívida</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O estado do Rio de Janeiro deu novo passo rumo a um modelo mais sustentável de pagamento da dívida com a União. Nessa terça-feira (5), o governo federal autorizou que o Rio deixe o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para aderir ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o que vai reduzir o pagamento mensal médio de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões, de acordo com cálculos do Tesouro Estadual.

Para o processo de adesão ser concluído, algumas etapas ainda precisam ser cumpridas. Alguns aspectos jurídicos estão sendo analisados pela Secretaria de Fazenda e pela Procuradoria Geral do Estado. O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, esteve reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta-feira passada (29) para tratar da adesão ao Propag, permitindo assim um alívio financeiro no caixa do governo.

Notícias relacionadas:Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos R$ 8,6 trilhões.Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas.Outra frente de trabalho é a avaliação dos ativos que poderão ser utilizados para o abatimento da dívida no momento da entrada no programa. Os esforços do governo estão voltados para concretizar a adesão até o fim de junho.


“O Propag viabiliza o fluxo de caixa do estado, permitindo conciliar as parcelas da dívida com outras despesas necessárias ao funcionamento das políticas públicas”, afirmou o secretário da Fazenda, Guilherme Mercês.
 


A dívida do estado com a União é de R$ 203,3 bilhões. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Eleições: prazo para obter ou regularizar título termina nesta quarta</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título ou regularizar o documento na Justiça Eleitoral. 

Quem não atualizar a situação ficará impossibilitado de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Notícias relacionadas:Cármen Lúcia: urna eletrônica acabou com fraudes nas eleições.Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas.TSE recebe mais de 1,4 mil sugestões para regras das Eleições 2026.A medida pode ser feita presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento, para quem já tem biometria cadastrada.




Sem título de eleitor, pode ocorre ainda dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.   

O prazo vale para os seguintes serviços:


	alistamento eleitoral (emissão do primeiro título);
	transferência de domicílio eleitoral;
	revisão de dados cadastrais;
	regularização de outras pendências. 


Legislação

De acordo com o art. 91 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), nenhum requerimento de inscrição ou transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição. 

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026. 

Devem ficar atentos ao prazo de regularização:


	jovens que vão votar pela primeira vez;
	pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título;
	quem teve o título cancelado ou tem pendências na Justiça Eleitoral;
	aqueles que precisam atualizar dados cadastrais. 


No encerramento da sessão de julgamentos dessa terça-feira (5), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo.

&quot;A gente espera que todos que ainda não resolveram alguma pendência, tenham isso como uma meta a ser cumprida, considerando a importância das eleições para a democracia brasileira”, afirmou.   

Confira mais informações sobre o prazo de regularização do título no Repórter Brasil, da TV Brasil



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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lei cria varas federais para interiorização da Justiça em AM e MS</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Para expandir serviços no interior do país, a Justiça Federal criará duas varas no estado do Amazonas e seis varas em Mato Grosso do Sul. A medida está publicada na edição desta quarta-feira (6) do Diário Oficial da União.

A Lei n° 15.401 institui duas varas federais nos municípios de Tefé e Humaitá, no Amazonas, no âmbito da jurisdição do Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Notícias relacionadas:Cármen Lúcia diz que crise de confiabilidade no Judiciário é grave.Barroso defende políticas afirmativas no Poder Judiciário.CCJ do Senado aprova criação de varas federais no Tocantins e no Paraná.Em Mato Grosso do Sul, receberão postos da Justiça Federal as cidades de Bonito, Corumbá, Ponta Porã, Naviraí, Três Lagoas e Dourados, sob responsabilidade do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

Custos

As atividades, juntamente com os respectivos cargos de juiz federal, juiz federal substituto, cargos efetivos, cargos em comissão e funções comissionadas, serão implantadas conforme as necessidades do serviço e a disponibilidade de recursos orçamentários.

As despesas decorrentes da execução desta Lei correrão de acordo com as dotações orçamentárias destinadas à Justiça Federal de primeiro grau.

A implementação das medidas previstas ocorrerá a partir do exercício financeiro de 2026 e nos anos seguintes, e dependerá de autorização expressa nos termos da lei de diretrizes orçamentárias. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 06 May 2026 10:46:20 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 8 milhões nesta terça&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.004 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>CNU 2025: prazo para escolher local de lotação termina nesta terça</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O prazo para que os aprovados no cargo de analista técnico-administrativo da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) se manifestem sobre a preferência pelo local de lotação termina às 23h59 desta terça-feira (5), no horário de Brasília.

O candidato não é obrigado a preencher a lista de preferência de município. Se não o fizer, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) definirá a lotação, conforme interesse da administração pública federal.

Convocação

Notícias relacionadas:CNU 1: governo convoca 1,8 mil candidatos para vagas remanescentes.CNU aumentou diversidade no serviço público, destaca Esther Dweck.Na  última semana, o MGI publicou no Diário Oficial da União o edital de convocação (nº 2/2026) de mil candidatos aprovados para esse cargo.

O candidato também foi convocado por e-mail no mesmo endereço eletrônico informado ao se inscrever no certame.

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Manifestação de preferência

A manifestação de preferência do local de exercício do serviço público deve ser feita pelo convocado exclusivamente no site SouGov.br do Poder Executivo Federal ou por meio do aplicativo SouGov.br.  

O acesso deve ser feito com login e senha da conta da plataforma Gov.br.

Durante a manifestação no sistema, os candidatos poderão indicar, em ordem de preferência, suas opções de local de exercício entre as localidades disponíveis.

O edital estabelece que a escolha será considerada manifestação formal de aceitação, inclusive quando envolver cidades fora das capitais. Saiba mais.

Prioridades na manifestação

Os servidores convocados poderão ser lotados em até 36 órgãos federais, com presença em diversas regiões do país, incluindo capitais e outros municípios considerados estratégicos.

Na distribuição dos candidatos, o MGI estabeleceu regras com base nos seguintes critérios de prioridade:

·         - aprovados em vagas reservadas a pessoas com deficiência (PCD), independentemente da modalidade de concorrência em que tenham sido classificados;

·         - respeito à ordem de classificação no concurso público;

·         - alternância entre listas de ampla concorrência e vagas reservadas, conforme previsto na legislação do processo seletivo.

Distribuição nacional

O edital também estabelece que, nos casos de nomeação para Brasília ou capitais dos estados, não haverá possibilidade de recusa da vaga.

Nessas situações, a não aceitação será considerada desistência, conforme a legislação aplicável.

Para localidades fora de Brasília e das capitais, a administração não poderá designar o candidato para município que não tenha sido previamente escolhido por ele. Na prática, a medida assegura que a pessoa não irá trabalhar em lugar que não tenha indicado, se esse for fora de Brasília e de capitais.

A definição final do local de exercício do serviço público pelo governo federal considerará tanto as preferências indicadas pelos candidatos convocados quanto as demandas apresentadas pelos órgãos públicos, conforme a disponibilidade de vagas; além da ordem de classificação no certame.

Carreira transversal

O cargo de analista técnico-administrativo, do bloco temático número 5 do CNU 2025, integra a carreira de analista técnico do Poder Executivo (ATE), criada recentemente pelo MGI.

Essa carreira tem caráter transversal, o que permite a atuação profissional em diferentes órgãos da administração pública federal, de acordo com as necessidades institucionais. O objetivo é fortalecer a atuação técnica do Estado brasileiro.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos explica que o direito de manifestação da preferência pelo local de trabalho é exclusivo dos candidatos convocados para o cargo de analista técnico-administrativo do CNU 2025.

O procedimento não se estende aos demais cargos do concurso público realizado em outubro e dezembro do ano passado.

CNU 2025

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos federais.

Os cargos são agrupados em nove blocos temáticos.

Do total de vagas, 3.144 são de nível superior e 508 de nível intermediário.

Em relação ao preenchimento das 3.652 vagas, o MGI planeja chamar 2,4 mil aprovados, imediatamente após a homologação do certame. As outras 1,1 mil vagas serão preenchidas em curto prazo. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>CNU, 2025:, prazo, para, escolher, local, lotação, termina, nesta, terça</media:keywords>
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<title>Conheça Guillermo Francella, ator homenageado no Prêmio Platino</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um dos atores mais populares da Argentina, Guillermo Francella tornou o filme Homo Argentum (2025) um fenômeno de bilheteria naquele país, atraindo mais de 1 milhão de pessoas aos cinemas nos primeiros 11 dias em cartaz.

No longa-metragem, ele se reveza em 16 papéis cômicos, que são a marca de sua trajetória em quatro décadas no cinema portenho. Com uma carreira considerada “extraordinária”, Francella receberá o Prêmio Platino de Honra, a maior condecoração do cinema ibero-americano, também concedida a Ainda Estou Aqui, em 2025.

Notícias relacionadas:Aos 100 anos, Odeon representa resistência do cinema de rua no Rio.Festival de cinema BIFF 2026 divulga programação e selecionados.Cinema brasileiro vive momento de prestígio internacional.No Brasil, Francella pode ser lembrado pelo seriado Meu querido zelador (2022), mas também por clássicos do cinema argentino como O Segredo de seus Olhos (2009). Na obra-prima premiada com o Oscar de melhor filme estrangeiro, Francella é o assistente do protagonista, papel de Ricardo Darín, que recebeu o Prêmio Platino de Honra antes dele, em 2016.

Antes do sucesso internacional, no entanto, o humorista de 71 anos já era conhecido dos argentinos, tendo estrelado sucessos na TV e no teatro daquele país. 

&gt;&gt; Debate sobre democracia no cinema latino-americano reflete tensões

&gt;&gt; Animação &quot;Kayara&quot; disputa prêmio Platino com jornada de heroína inca

 


            
        
    
Ator Guillermo Francella em cena do filme Homo Argentum. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação


O jornalista cultural argentino Federico Frau Barros, professor de Jornalismo na Universidade Nacional de Avellaneda, define:


“Francella é conhecido de qualquer argentino e nos identificamos com ele. Ele representa os distintos momentos da história e da cultura do país”.


Entre os vários momentos, estão o apoio inicial dado por Francella ao governo do presidente argentino ultradireitista Javier Milei, embora o ator tenha mudado de posição, segundo o professor.

“A destruição que o governo Milei fez na cultura e, particularmente, na produção cinematográfica nacional foi tão grande que Francella se tornou um crítico ao desfinanciamento do setor”, explicou. 

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Carreira versátil

O júri do Prêmio Platino também considera que o portenho possui trajetória consistente.


&quot;Francella construiu uma obra caracterizada por sua versatilidade e capacidade de transitar naturalmente entre a comédia e o drama, consolidando uma presença essencial no imaginário audiovisual ibero-americano”, justifica o júri, em nota à imprensa.


Os especialistas destacam a atuação dramática de Francella em O Clã (2015), pela qual ganhou o Prêmio Platino de Melhor Ator, em 2016.

 


            
        
    
Ator argentino Guillermo Francella em Meu Querido Zelador. Foto: Disney+/Divulgação


Na nota, o júri acrescenta que o ator contribui para o “patrimônio cinematográfico ibero-americano”, mantendo “uma procura por novos desafios interpretativos”.

Professora do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal Fluminense especializada em cinema latino-americano, Marina Tedesco destaca ainda a atuação de Francella no filme mexicano Rudo e Cursi (2008), contracenando com Gael García Bernal e Diego Luna.

“Esse reconhecimento celebra a trajetória de décadas de um ator atuando nos mais distintos gêneros”, afirmou.

Por Homo Argentum, filme de Gastón Duprat e Mariano Cohn, Francella disputa também o prêmio Platino de Melhor Ator, concorrendo com Wagner Moura, indicado pela  interpretação em O Agente Secreto (2025).

O argentino já conquistou o troféu também em 2023, pela série de TV Meu querido zelador, sucesso na Espanha e na América Latina. 

Argentinos em destaque

Consagrando o cinema argentino, Francella não está só nos Prêmios Platino. Na disputa de melhor diretora e de melhor atriz ibero-americanas está Dolores Fonzi, que dirigiu e protagonizou Belén: Uma história de injustiça (2025). O longa-metragem acompanha uma jovem presa injustamente por estupro, e Fonzi faz o papel de advogada da vítima. 

“Fonzi é muito respeitada e tem uma excelente trajetória como atriz”, analisou Federico Frau Barros.

“Ela agora fez seus primeiros dois filmes muito bem recebidos pela crítica”, completou, sobre Belén e a comédia dramática “Blondi” (2023), também protagonizada pela atriz.

Disputando 11 categorias, incluindo o troféu de melhor filme ibero-americano, Belén já levou o prêmio de Educação, vencendo Manas, da brasileira Marianna Brennand. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Uniões homoafetivas completam 15 anos de reconhecimento pelo STF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No dia 5 de maio de 2011, há exatos 15 anos, uma decisão unânime dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu uniões homoafetivas como núcleos familiares com os mesmos direitos de casais heterossexuais. 

A decisão não só abriu portas para garantir benefícios de uma união estável – como herança, garantias fiscais, previdenciárias e de saúde –, como também marcou o início de uma década e meia de conquistas e avanços sociais. 

Notícias relacionadas:Câmara do Chile aprova casamento homoafetivo e projeto volta ao Senado.Tribunal diz que toda a UE deve reconhecer casamento homoafetivo.O presidente do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+, Claudio Nascimento, foi um dos primeiros converter a união estável em casamento pela justiça do Rio de Janeiro, em 2011.

Ele relembra as dificuldades que enfrentou após o falecimento de seu companheiro nos anos 1990, vítima da de HIV:

“Quando alguém falecia, [a família] vinha como urubu na carniça, em cima do que foi construído de patrimônio pelos dois companheiros ou companheiras. Isso foi um processo bastante doloroso para toda a comunidade LGBT nas décadas de 1980, 1990 e anos 2000 e, durante esse período, batalhamos demais para que esse direito fosse alcançado.” 

Antes da decisão, não havia uma jurisprudência consolidada sobre o reconhecimento da união homoafetiva, e os casos dependiam da interpretação de cada juiz.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010 cerca de 58 mil casais homoafetivos viviam em união estável. Já no último Censo, realizado em 2022, esse número saltou para 480 mil.

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Garantias legais

O casal Luiz Carlos de Freitas e Nelson de Castro estão juntos há 28 anos (imagem em destaque). Eles contam que a decisão de formalizar a união em 2011 foi algo mais simbólico do que propriamente prático.

Luiz Carlos, ativista e um dos fundadores do Grupo Arco-Íris, conta que a ausência de garantias legais para casais homoafetivos fez com que ele e o marido buscassem outras alternativas. 

“Tivemos de adotar medidas preventivas de proteção patrimonial, como seguro de vida, registro de bens em nome de ambos, testamento e outras providências orientadas por advogados. Com o reconhecimento legal, passamos a ter maior segurança jurídica e a certeza de que os riscos de litígios familiares, motivados pela não aceitação da nossa relação, tornaram-se muito menores”. 

No dia a dia, ele reafirma a relação com naturalidade nos espaços sociais que frequenta entre vizinhos, colegas de trabalho, amigos e familiares. Luiz Carlos sente que a recepção mudou nos últimos 15 anos para um cenário de maior respeito, legitimidade e normalização. 


“Buscamos contribuir por meio de ações pontuais, como participação em debates, palestras e iniciativas comunitárias. São intervenções localizadas, mas que, cumulativamente, participam da reconfiguração do imaginário social.” 


Luiz Carlos reforça que a luta por igualdade plena não acabou, e que vários desafios relacionados à discriminação, violência e assimetrias no acesso a direitos permanecem.  

Avanços sociais 

Para Claudio Nascimento, a comunidade LGBTQIA+ ficou deixada “à própria sorte” depois da decisão do STF, sem muitos esclarecimentos sobre direitos e como eles poderiam ser aplicados.

À época, uma preocupação dos grupos ativistas foi justamente informar e também estimular a busca pela formalização das uniões estáveis. 

“A gente entendia que era importante educar a comunidade para os seus direitos e a sociedade, também, como um todo. Então, era necessário estar ocupando diversas frentes de ação para divulgar e garantir que [a lei] fosse cumprida”.

Com essa intenção, foram feitas campanhas na frente de cartórios, além de diversos casamentos coletivos. Algumas se tornaram as maiores cerimônias de casamento civil homoafetivo e transafetivo da história brasileira.

Em 2015, na cidade do Rio de Janeiro, uma cerimônia reuniu 350 casais e mais de 6 mil convidados.

Avanço mundial

O reconhecimento no Brasil seguiu um avanço mundial em relação aos direitos de pessoas LGBTQIA+. 

Em 2009, apenas sete países permitiam o casamento entre pessoas do mesmo sexo (Bélgica, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia, Canadá e África do Sul) e oito a união civil, com todos ou praticamente todos os direitos do casamento (Dinamarca, Finlândia, Alemanha, Islândia, Suíça, Reino Unido, Nova Zelândia e Colômbia). 

Já em 2026, o casamento passou a ser legalizado em 38 países, sendo 11 só no continente Americano. Outros 11 países permitem alguma forma de reconhecimento legal da união, alternativa ao casamento. 

Decisão histórica

Em 2013, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução 175/2013, impedindo que cartórios de todo o país se recusassem a converter uniões estáveis homoafetivas em casamentos, ou a celebrar o casamento em primeira mão, sem a necessidade de uma união estável prévia.

A decisão se tornou patrimônio documental da humanidade no Registro Nacional do Brasil, pelo Programa Memória do Mundo da Unesco.

Outra vitória importante para garantir direitos e proteção contra violência, foi a criminalização da LGBTfobia, que entrou em vigor em 2019 e equipara a homofobia e a transfobia ao crime de racismo. 

Desafios

Dados do IBGE indicam que, em 2022, 58% dos casais LGBTQIA+ eram formados por mulheres; e 42%, por homens. A união consensual é a mais comum, totalizando 77,6% dos casais. Seguida pelo casamento no civil (13,5%), civil e religioso (7,7%) e apenas religioso (1,2%). 

União estável e casamento têm o mesmo valor jurídico em termos de direito sucessório. Uma diferença é que a união estável não altera o estado civil, a pessoa continua solteira, divorciada ou viúva, por exemplo. 

De acordo com a advogada Marília Goes Guerini, que atua nas áreas de união estável e dupla maternidade com foco em casais LGBTQI+, a ausência de uma lei pode trazer insegurança jurídica. 

“Eu acredito que essa é a nossa principal diferença, entre ter uma lei que proteja de fato um direito constituído e ter uma decisão judicial, como é o caso da decisão de 2011 do STF e depois a resolução do CNJ, que é um órgão do poder judiciário e não tem força de lei”, aponta. 

O advogado Paulo Iotti é especialista em Direito da Diversidade Sexual e de Gênero.


“A lei te dá mais segurança jurídica, porque é mais difícil mudar a lei do que mudar a decisão judicial, que fica aos sabores da atual composição do STF.” 


Um dos principais articuladores jurídicos para criminalizar a LGBTfobia, Iotti pontua que a ala conservadora dentro do Supremo pode representar um risco a esses direitos. Ele relembra que, em 2023, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei para proibir casamentos homoafetivos. 

“Enquanto tivermos maioria no STF, temos direitos garantidos. Isso pode mudar se as quatro nova indicações – essa que está em aberto e outras três, de 2029 e 2030 – indicarem juristas reacionários ao STF.&quot; 

Marília Goes Guerini defende que uma das pautas mais urgentes para a comunidade LGBT é a regulamentação de uma legislação específica, uma alteração no Código Civil que inclua o casamento e regulamentação da parentalidade. 

“Eu acho que o mais importante de tudo para nós é, de fato, a regulamentação, é a visibilidade, é que o Legislativo olhe para a nossa comunidade como olha para as dores de qualquer outra comunidade, para qualquer outra minoria”, concluiu. 

*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>RJ: deputado estadual Thiago Rangel é preso na Operação Unha e Carne</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso na manhã desta terça-feira (5) na quarta fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, no Rio de Janeiro. O objetivo é desarticular uma suposta organização criminosa que aplicava fraudes em procedimentos de compra de materiais e aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria de Educação do Estado.

Policiais federais cumprem sete mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.


Notícias relacionadas:PF apreende mais de uma tonelada de maconha em rodovia paulista.PF faz operação em 27 estados contra abuso sexual infantojuvenil.“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro”, diz a PF.


O gabinete do parlamentar informou que vai divulgar nota com o seu posicionamento sobre a prisão ainda nesta terça-feira.

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Secretaria de Educação

A Secretaria Estadual de Educação informou que está fazendo revisão administrativa de todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo nas unidades da rede estadual.


“Entre as medidas que passaram a ser adotadas pela pasta está a definição de um teto de R$ 130 mil para intervenções classificadas como manutenção e pequenos reparos.&quot;


A resolução é baseada nas diretrizes da Lei de Licitações 14.133. Quaisquer obras que ultrapassem esse limite passam a ser tratadas como intervenções de maior porte e passarão a ser executadas pela Empresa de Obras Públicas (Emop-RJ)”, afirmou a pasta.

A secretaria também informou que está colaborando com o Ministério Público Estadual, com o Tribunal de Contas do Estado e com os demais órgãos de controle. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Justiça muda regra sobre afastamento de criança da família para adoção</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Justiça do Rio suspendeu um artigo da lei estadual que tratava de regras para o afastamento de crianças e adolescentes do convívio familiar e para processos de adoção.

A decisão foi tomada pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), após ação apresentada pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira.

Notícias relacionadas:Uma em cada 10 crianças de 4 e 5 anos não vai à escola em 876 cidades.Crianças de comunidade quilombola andam na escuridão para ir à escola.O artigo 2º da Lei Estadual nº 10.766/2025 impunha restrições ao afastamento de crianças e adolescentes das mães em situações de vulnerabilidade social e econômica, condicionando a medida ao prévio acompanhamento por equipes técnicas. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), legislação federal que regula o acolhimento emergencial em casos de risco, permite a adoção imediata da medida, conforme a urgência e a gravidade da situação.

A representação, proposta por sugestão do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude do MPRJ, destacou que o artigo criava uma condicionante indevida à aplicação de medida protetiva emergencial, além de estabelecer regras processuais sobre adoção em desacordo com a legislação nacional, comprometendo a celeridade e a efetividade dos procedimentos.

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O MPRJ também sustentou que a norma apresentava vícios de competência e violava princípios constitucionais, como a prioridade absoluta dos direitos da criança e do adolescente, da intervenção mínima, da liberdade, da privacidade, da eficiência administrativa e da duração razoável do processo.

O Órgão Especial, formado pelos desembargadores mais antigos, ao conceder a medida liminar, ‘reconheceu a plausibilidade jurídica do pedido e o perigo na demora, destacando o risco à proteção integral de crianças e adolescentes e a possibilidade de danos continuados e de difícil reversão ao erário, em razão da aplicação de norma potencialmente inconstitucional”. A decisão, inicialmente proferida de forma monocrática em razão da urgência, foi posteriormente referendada por unanimidade pelo colegiado. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>TRE&#45;RJ amplia horário de atendimento em postos do estado</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) ampliou o horário de atendimento para o período das 9 às 19h, de todos os postos do estado. A medida será garantida a todas as pessoas que procurarem os cartórios até esta quarta-feira (6), prazo final para o eleitor ficar em dia com a Justiça Eleitoral ou retirar o título de eleitor e estar apto a votar nas eleições majoritárias de 4 de outubro. 

Por causa da grande procura pelos serviços eleitorais, quem comparecer nesse período e não conseguir ser atendido será agendado para retornar ao cartório entre os dias 7 e 16 de maio.

Notícias relacionadas:Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas.Apenas 3% de presos provisórios conseguiram votar nas últimas eleições.Cármen Lúcia: urna eletrônica acabou com fraudes nas eleições.Os plantões e horários estendidos de atendimento do TRE-RJ têm como finalidade dar oportunidade para que o maior número possível de pessoas emita a primeira via do título de eleitor, transfira seu local de votação ou regularize a inscrição eleitoral cancelada. 

Além de ser impedido de votar, quem está com o título cancelado fica sujeito a diversas restrições civis, como a impossibilidade de emitir e renovar o passaporte, tomar posse em cargo público, obter financiamento habitacional e matricular-se em instituição pública de ensino.

Para checar a necessidade de regularizar o documento ou fazer a biometria, o(a) eleitor(a) deve acessar o site do TRE-RJ ou buscar informações pelo WhatsApp e Disque TRE-RJ, ambos pelo número (21) 3436-9000.

O TRE também incentiva a participação dos adolescentes no processo eleitoral. Jovens que já atingiram os 15 anos podem requerer a emissão do título. No entanto, para que estejam aptos a votar no primeiro turno das eleições de 2026, é indispensável que completem 16 anos até a data do pleito, em 4 de outubro.

No momento do atendimento é imprescindível apresentar documento oficial de identidade e comprovante de residência com data de emissão inferior a 90 dias. Pessoas que mudaram de nome devem levar o documento que comprove essa alteração, como a certidão de casamento. Além disso, homens que nasceram no ano de 2007 têm a obrigação de mostrar que estão em dia com o serviço militar.

Após o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio, não serão mais aceitos pedidos de revisão, transferência de domicílio, mudança do local de votação, emissão do primeiro título (alistamento), regularização ou coleta de biometria.

Quem estiver com o título eleitoral regular e apenas deseja quitar multas, emitir certidões ou uma nova via do título eleitoral, pode ter acesso a esses serviços por meio da página de atendimento online do TRE-RJ ou deixar para buscar esses serviços presencialmente após o dia 6 de maio. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rede Nacional vai reunir Conselhos dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os conselhos dos Direitos Humanos das Pessoas LGBTQIA+ terão atuação integrada em no país a partir desta terça-feira (5). Resolução publicada no Diário Oficial da União cria a Rede Nacional de Conselhos dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+. 

A finalidade é promover o fortalecimento e cooperação entre os conselhos estaduais, distrital e municipais.

Notícias relacionadas:Ato nos Arcos da Lapa pede fim da violência contra mulheres e LGBTQIA+.LGBTQIA+: encontro defende políticas públicas para combater violência.RJ volta a realizar Conferência LGBTQIA+ nesta quarta após 10 anos.Compete à Rede Nacional de Conselhos dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+:


	aprovar o regimento interno;
	consolidar diagnósticos e demandas de diferentes níveis da Federação;
	promover reuniões integradas para discussão;
	apoiar processos de criação de conselhos;
	encaminhar ao Conselho Nacional temáticas que demandem deliberação;
	elaborar relatórios periódicos;
	monitorar a implementação da Política Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+;
	contribuir com a realização das conferências nacionais.


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A Rede Nacional de Conselhos dos Direitos das Pessoas poderá instituir fóruns temáticos, de caráter permanente ou temporário, conforme a necessidade.

Além disso, a atuação da Rede de Conselhos dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ observará os princípios da gestão democrática, da participação social, dos direitos humanos e do respeito à diversidade sexual e de gênero.

Veja mais detalhes no Repórter Brasil da TV Brasil:

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<pubDate>Tue, 05 May 2026 11:28:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Rede, Nacional, vai, reunir, Conselhos, dos, Direitos, das, Pessoas, LGBTQIA</media:keywords>
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<title>Mercado eleva previsão da inflação para 4,89% este ano</title>
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				A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,86% para 4,89% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (4), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Com a guerra no Oriente Médio pressionando o preço dos combustíveis e a inflação, a previsão para o IPCA deste ano foi elevada pela oitava semana seguida, estourando o intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Notícias relacionadas:Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Ata do Copom: BC não indica mais cortes na taxa de juros.Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 4%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

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Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, na semana passada, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, pela segunda vez seguida, apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio.

De junho de 2025 a março deste ano, a Selic ficou em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. O Copom voltou a cortar os juros na reunião passada, num cenário de queda da inflação. No entanto, a guerra no Oriente Médio, que se refletiu no aumento dos preços de combustíveis e de alimentos, dificulta o trabalho do Copom.

Em nota, o colegiado não deu pistas sobre a evolução dos juros. O texto informou que está monitorando o conflito e os efeitos de um possível prolongamento sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 11% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve ficar em 10% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,8% para 1,75%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,25 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Animação &amp;quot;Kayara&amp;quot; disputa prêmio Platino com jornada de heroína inca</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				No Peru pré-hispânico, uma adolescente de 16 anos desafia tradições e sonha em se juntar a um seleto grupo de homens mensageiros de seu povo. Com ajuda de seu porquinho-da-índia e dos espíritos das montanhas, Kayara luta contra expectativas, vence obstáculos e prova que merece um lugar no coração do Império Inca.

A animação 3D Kayara: a princesa Inca é uma amostra da qualidade de animações infanto-juvenis latino-americanas e referência para pais que buscam outros modelos de princesa, mais próximos dos Andes do que de terras nórdicas, segundo especialistas.

Notícias relacionadas:Cinemateca Negra reúne mais de mil filmes e amplia dados sobre cinema .Globes Tribute Gala homenageia cinema brasileiro no Rio de Janeiro.Aos 100 anos, Odeon representa resistência do cinema de rua no Rio.O longa infantil, que estreou no Brasil em 2025 é já está nas plataformas comerciais, concorre ao Prêmio Platino de Animação, o Oscar do cinema ibero-americano. Os vencedores serão anunciados em 9 de maio, no México. 

&gt;&gt; Debate sobre democracia no cinema latino-americano reflete tensões

&gt;&gt; Filmes dirigidos por mulheres são favoritos em prêmio ibero-americano

Kayara é um filme de destaque por valorizar a paisagem latina e por trabalhar tradições e costumes das civilizações pré-colombianas com as infâncias, avalia o diretor-executivo do Midiativa, Daniel Carmona Leite. A associação dirigida por ele criou o selo comKids para valorizar o audiovisual infantil e infanto-juvenil ibero-americano.


“É importante criarmos nossas crianças assistindo a filmes que tenham como cenário e como ambientação a nossa região”, disse Daniel. “Isso faz com que elas valorizem a própria cultura e não somente idealizem a de outras regiões”, analisa.


Segundo Leite, faltam nas telas brasileiras paisagens latinas e, ainda, africanas, considerando a formação de metade da população brasileira, que descende da migração forçada vinda da África.

O especialista também destaca como positivo o filme Kayara ser uma produção entre Peru e Espanha, o que “desenvolve obras audiovisuais competitivas”, em um contexto de competição, como o da animação.

Ele também sugere ações de fomento para obras infantis e infanto-juvenis de forma sustentada, apesar de já existirem bons conteúdos. No Brasil, ele cita o filme Tarsilinha e produções ligadas à Turma da Mônica. 

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Quebra de padrões

Na animação que concorre ao Platino, Kayara tem uma grande habilidade: correr. Ela sonha em assumir uma posição de “chasqui”, que são os mensageiros do Império Inca, um grande Estado multiétnico, que ia do Peru até a atual Argentina, cortando os Andes.

Porém, o posto era reservado aos homens e a jovem precisava fazer a tradição ser revista.

A personagem rompe com papéis determinados às mulheres na civilização Inca, e a maneira resiliente como ela é construída também é positivo, avalia a professora de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marina Tedesco. 

Especialista em cinema latino, ela revelou que, quando criança, gostaria de ter visto o longa. “A minha geração cresceu tendo como referência apenas animações estadunidenses”, protestou.

Apesar dos elogios, ela reconhece que, como um filme comercial, feito para um grande público internacional, Kayara tem &quot;limitações estéticas&quot;.

“Kayara encontra boa acolhida no público porque, por exemplo, o tamanho dos olhos, a proporção de cabeça e corpo, dialogam com algo (personagens) que são conhecidos”, explicou. “Não vejo nenhum problema nisso quando se pretende fazer um filme para o grande público, porque, se nós ignoramos o repertório visual e audiovisual das pessoas, não conseguimos nos comunicar”.

Outros indicados

Na premição ibero-americana, Kayara disputa o troféu com o primeio stop-motion mexicano de fantasia sombria Eu Sou Frankelda, um infanto-juvenil que acompanha as aventuras de uma criativa jovem escritora fantasma, que se originou de uma série de TV.

Os demais indicados ao Platino de Animação são filmes adultos. Entre eles está Olívia e as Nuvens, um drama poético da República Dominicana que discute a complexidade do amor. Outro concorrente é Decorado, filme espanhol, de humor ácido, no qual um rato de meia idade está em crise existencial. Os dois longas ganharam competições nacionais.

 


            
        
    
Cena do filme Olivia e as Nuvens. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação


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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Morre no Rio de Janeiro o jornalista Raimundo Pereira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Morreu, na manhã deste sábado (2), no Rio de Janeiro, o jornalista Raimundo Rodrigues Pereira, que encabeçou uma das fileiras de resistência na imprensa durante a ditadura civil-militar instaurada pelo golpe de 1964. Lembrado por colegas de profissão como &quot;um guerreiro da informação e da democracia&quot;, ele tinha 85 anos e foi cremado no bairro Caju, na capital fluminense.

Nascido no município pernambucano de Exu, mesmo bastante jovem, como outros perseguidos políticos da época, criticou abertamente as figuras no poder. As forças de repressão tornaram-no alvo quando ele, estudante do 5º ano do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), foi expulso por assumir sua posição, sem medo, através do jornal O Suplemento, mantido com colegas da instituição.

Notícias relacionadas:SP: feminicídio aumenta 41%; violação de medida protetiva sobe 31,9%.Fiocruz oferece curso gratuito sobre bets e saúde mental.Três pessoas morrem em cruzeiro em meio a possível surto de hantavírus.Em entrevista concedida ao Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), contou sobre essa fase.


&quot;À época do golpe de 64, eu estava quase me formando em engenharia e já estava muito envolvido no movimento contra a ditadura. Nesse período, eu participava do teatro e do principal jornal da escola. Quando houve o golpe, fui expulso. Na verdade, nos proibiram de voltar, então fui expulso por falta [do ITA]. O engraçado é que no fim do ano passado eu recebi o diploma do curso&quot;, comenta. 


Após o banimento, o comunicador pernambucano ficou preso no Departamento Estadual de Ordem Política e Social (Deops/SP), núcleo de polícia mantido em atividade por 59 anos e que, desde 2009, sedia o Memorial da Resistência de São Paulo. Terminado o encarceramento de uma semana, foi transferido para a Base Aérea de Guarujá, onde permaneceu por cerca de dois meses. 

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Jornalista por acidente

Marcado por um período de vida na clandestinidade e libertado pelo Estado, ingressou na Universidade de São Paulo (USP) e obteve diploma em Física, e seguiu a carreira de jornalista profissional, &quot;por acidente&quot;, conforme revelou ao NPC.

As primeiras experiências de Raimundo Pereira no jornalismo foram como redator de revistas técnicas, função bem remunerada que conseguiu por acaso, ao dar aulas de matemática ao diretor de uma delas. 

Conforme menciona o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ), Pereira fez parte da equipe responsável por lançar a revista Veja e foi repórter da Realidade, Ciência Ilustrada, Isto É e do jornal Folha da Tarde. 

Em 1972, foi convidado para dirigir o Opinião, veículo importante da imprensa alternativa. Três anos depois, consolidava-se ainda mais, à frente do jornal Movimento, &quot;cujo nome simbolizava a unidade dos movimentos sociais e políticos na luta contra a ditadura&quot;, destaca a entidade. 

&quot;Além de jornal, o Movimento foi um organizador coletivo. Assinar o Movimento, vender o Movimento, colaborar com o Movimento eram atos de ativismo político e rebeldia&quot;, acrescenta o sindicato, na mensagem que homenageia o profissional. 

O Movimento fechou as portas em 1981, ano em que Pereira retornou à grande imprensa. Como esclarece a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), o pernambucano o concebeu depois de romper com Fernando Gasparian, dono do jornal Opinião. 

&quot;Raimundo discordava da tentativa de aproximação com o governo Geisel, que prometia uma abertura “lenta, gradual e segura”. Para ele, aquela política não atendia aos interesses populares. Mais do que um jornal, Movimento foi também um espaço de articulação política e social, reunindo vozes silenciadas e contribuindo para a formação de uma consciência crítica no país&quot;, afirma a ABI.

Para o SJPMRJ, o legado de Pereira se confunde com a história da resistência democrática no Brasil.


&quot;Nunca foi filiado a este ou aquele partido, mas esteve sempre presente no campo democrático e na sua intransigente defesa. Não fez parte da luta armada. Lutava com as palavras – um combatente sem igual da palavra e da reportagem&quot;, diz a entidade.


O sindicato ainda classifica Raimundo Pereira como um &quot;profissional de uma apuração exemplar e de um texto claro, objetivo e de fácil leitura, e o campo democrático, no qual deixa sua marca de um lutador incansável.&quot; ]]></description>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula anuncia novo Desenrola para quem ganha até R$ 8,1 mil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina, nesta segunda-feira (4), a medida provisória que cria o novo Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos, hoje R$ 8.105. Será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

O programa é uma reformulação da política anterior de renegociação e tem como objetivo aliviar o orçamento das famílias, especialmente aquelas com dívidas de alto custo. 

Notícias relacionadas:Novo Desenrola permitirá uso do FGTS para renegociação de dívidas.Lula determina apoio federal para cidades atingidas por chuvas em PE.Lula lembra centenário de geógrafo brasileiro Milton Santos.Os detalhes do novo Desenrola Brasil estão sendo apresentados em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, comandada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com a presença do presidente Lula.

Para entrar no Desenrola, os endividados devem procurar os canais oficiais dos bancos e operadoras de cartão de crédito. A mobilização nacional terá duração de 90 dias.

A iniciativa prevê descontos significativos, de 30% a 90%, nas dívidas renegociadas e a possibilidade de uso de até R$ 1 mil ou 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos.

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O cidadão terá um novo crédito para pagar dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasadas entre 90 dias e 2 anos. A taxa de juros máxima será de 1,99% ao mês com prazo de até 48 meses para pagar.

O limite da nova dívida, após os descontos, é de até R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira, com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

O programa também prevê renegociação de dívidas de estudantes com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), de micro e pequenas empresas, além de pequenos agricultores familiares.

Quem aderir ao programa ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas online, conhecidas como bets.


&quot;Não é justo que as mulheres tenham que trabalhar ainda mais para pagar as dívidas de jogo dos maridos. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando&quot;, disse o presidente em pronunciamento de rádio e TV no dia 1º.
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>SP: feminicídio aumenta 41%; violação de medida protetiva sobe 31,9%</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O estado de São Paulo registrou 30 vítimas de feminicídio no mês de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Além de ser o maior da série histórica para o mês, o número representa aumento de 57,9% em relação a março do ano passado que somou 19 vítimas desse tipo de crime.

No acumulado deste ano, foram 86 mulheres assassinadas em apenas três meses. O número revela aumento de 41% em relação a 2025, quando houve 61 vítimas do tipo de crime no primeiro trimestre do ano. Os dados são divulgados no portal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Notícias relacionadas:Programa Antes que Aconteça quer ampliar rede de proteção à mulher.ONU Mulheres revela avanço da violência online contra jornalistas.Manifestação em SP pede fim da escala 6x1 e ações contra o feminicídio.Os registros de descumprimento de medida protetiva de urgência, no contexto da violência doméstica, somaram 3.020 ocorrências no acumulado deste ano, de janeiro a março. O número revela uma alta de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Também cresceram os casos de agressão física no estado. Segundo as estatísticas criminais, foram 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres no trimestre, o que representa aumento de 7,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando houve 17.926 registros. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fiocruz oferece curso gratuito sobre bets e saúde mental</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, em parceria com o Ministério da Saúde, quer qualificar profissionais da saúde para lidar com os impactos dos jogos de aposta (bets) na população brasileira.

Para isso, a instituição vai ofertar a profissionais de saúde o curso Jogos de Aposta: Cuidado na Rede de Atenção Psicossocial, que está com inscrições abertas até 2 de junho por meio do site da Fiocruz.

Notícias relacionadas:Para CNC, bets agravam endividamento das famílias brasileiras.Lula alerta sobre risco de bets e big techs para famílias e democracia.Padilha defende norma publicitária das Bets parecida com a do cigarro.Voltada para trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial e da Atenção Primária, a formação será ofertada na modalidade a distância, com carga horária de 45 horas. Serão ofertadas, ao todo, 20 mil vagas para o curso em todo o país.

Em nota, a Fiocruz avalia que as bets têm ampliado presença no Brasil, impulsionadas por plataformas digitais e pela inserção em diferentes setores da cultura.


“O fenômeno, de alcance massivo, tem gerado novos desafios para os serviços de saúde, especialmente diante do aumento de casos que envolvem prejuízos sociais, emocionais e financeiros, atingindo inclusive crianças e adolescentes.”


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Entenda

Estruturado em quatro módulos, o curso aborda desde o contexto histórico e os impactos contemporâneos dos jogos de aposta até estratégias de prevenção, intervenções psicossociais e fortalecimento do trabalho em rede. O conteúdo inclui atividades práticas voltadas à realidade dos serviços de saúde.

Segundo a Fiocruz, a formação tem como foco o desenvolvimento de competências como identificação de comportamentos de risco, construção de projetos terapêuticos singulares, acolhimento de famílias e atuação integrada no território.

Os participantes que concluírem o curso receberão certificado digital gratuito, emitido automaticamente pela plataforma. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operadora de turismo confirma situação médica grave em cruzeiro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A operadora de turismo Oceanwide Expeditions confirmou nesta segunda-feira (4) que enfrenta “situação médica grave” a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius. Três pessoas morreram e pelo menos outras três estão doentes em meio a um possível surto de hantavírus registrado na embarcação, que navegava pelo Oceano Atlântico.

Em nota, a Oceanwide Expeditions informou que o primeiro passageiro morreu no dia 11 de abril. “A causa da morte não pôde ser determinada a bordo. Em 24 de abril, esse passageiro desembarcou em Santa Helena [ilha britânica], acompanhado de sua esposa”.

Três dias depois, em 27 de abril, a operadora de turismo foi informada que a esposa desse passageiro também havia passado mal e morrido. Ambos eram cidadãos holandeses. “Até o momento, não foi confirmado se essas duas mortes estão relacionadas à atual situação médica registrada a bordo”.

Notícias relacionadas:Três pessoas morrem em cruzeiro em meio a possível surto de hantavírus.Também no dia 27 de abril, outro passageiro, de nacionalidade britânica, adoeceu gravemente e foi levado para a África do Sul por via aérea. &quot;Essa pessoa está atualmente sendo tratada na unidade de terapia intensiva em Joanesburgo, em estado crítico, porém estável”.

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Segundo a Oceanwide Expeditions, uma variante do hantavírus foi identificada nesse paciente internado na África do Sul, informação confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por fim, no sábado (2), outro passageiro a bordo do MV Hondis, de nacionalidade alemã, morreu. A causa ainda não foi determinada. “Além disso, há atualmente dois tripulantes a bordo com sintomas respiratórios agudos, um leve e outro grave. Ambos necessitam de cuidados médicos urgentes. Esses tripulantes são de nacionalidade britânica e holandesa. Até o momento, nenhuma outra pessoa com sintomas foi identificada”, informou a operadora de turismo.


“O hantavírus não foi confirmado nas duas pessoas que ainda estão a bordo e necessitam de cuidados médicos. Também não foi estabelecido se o vírus está relacionado às três mortes associadas a esta viagem. A causa exata e qualquer possível conexão estão sendo investigadas”, completou.


Isolamento

A embarcação, segundo a nota, permanece isolada na Costa de Cabo Verde. Há, ao todo, 149 pessoas a bordo, de 23 nacionalidades – nenhuma delas brasileira. O desembarque de passageiros, o atendimento médico e a triagem exigem autorização e coordenação de autoridades sanitárias locais, que visitaram a embarcação e avaliaram a situação.

A Oceanwide Expeditions destacou ainda que a opção de navegar até as ilhas de Las Palmas ou Tenerife está sendo considerada como alternativa para o desembarque, onde exames médicos adicionais e o tratamento de passageiros e da tripulação poderiam ser realizados.

“Medidas rigorosas de precaução estão em vigor a bordo, incluindo medidas de isolamento, protocolos de higiene e monitoramento médico. Todos os passageiros foram informados e estão recebendo apoio.” ]]></description>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>São Paulo amplia público&#45;alvo da vacinação contra a dengue</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo ampliou, nesta segunda-feira (4), o público-alvo da vacinação contra a dengue. Agora, todos os profissionais da saúde e também pessoas com 59 anos de idade podem receber o imunizante do Instituto Butantan (Butantan-DV).

A vacinação também segue disponível para trabalhadores da atenção primária e adolescentes entre 10 a 14 anos. Para os adolescentes, a vacinação ocorre em esquema de duas doses com o imunizante QDenga.

Notícias relacionadas:Estudo alerta para relação da dengue com a Síndrome de Guillain-Barré.Casos de dengue no Brasil caem 75% em 2026 .OMS: dengue é indicador da relação mudanças climáticas e arboviroses.Os públicos elegíveis podem se vacinar nas unidades básicas de Saúde (UBSs) de segunda-feira a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas assistências médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs integradas, no mesmo período, além de sábados e feriados.

“A vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves e óbitos por dengue, por isso é fundamental que os profissionais da saúde aproveitem essa oportunidade para se vacinar contra a doença”, destaca a Coordenadora da Vigilância em Saúde da capital, Mariana Araújo.

De acordo com a secretaria, desde o início da imunização dos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, em 9 de fevereiro, foram aplicadas 17.835 doses da vacina. Entre os adolescentes, foram aplicadas 930.771 doses, sendo 567.572 primeiras doses, e 363.199 segundas doses.

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Eficácia

O Instituto Butantan informa que os profissionais da saúde que já foram vacinados contra a dengue não apresentaram sintomas sérios e nem precisaram ser hospitalizados devido à doença. 

Por causa disso, a eficácia da vacina contra as formas graves da doença ou a infecção acompanhada de sinais de alerta ficou em 80,5%.

Em março, o centro de pesquisa científica publicou dados que indicam que o imunizante permanece eficaz contra a dengue por, pelo menos, cinco anos após a aplicação.

A vacina contra a dengue foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado.

* Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior ]]></description>
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<pubDate>Mon, 04 May 2026 13:26:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Documentários de Brasil e Paraguai pautam democracia no Prêmio Platino</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A fragilidade da democracia na América Latina é tema de dois filmes que concorrem ao troféu de melhor documentário da 13ª edição do Prêmio Platino, principal condecoração do cinema ibero-americano. O vencedor será anunciado em cerimônia no México, no próximo sábado (9).

O brasileiro Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, discute a influência da religião evangélica na política. Já o paraguaio Sob as bandeiras, o Sol, de Juanjo Pereira, trata da ditadura naquele país.

Notícias relacionadas:Aos 100 anos, Odeon representa resistência do cinema de rua no Rio.O Agente Secreto recebe oito indicações ao Platino Xcaret.Filme selecionado em edital da TV Brasil vence festival internacional.Indicada ao Emmy Awards de melhor direção de documentário — Petra Costa investiga a influência de líderes evangélicos nos rumos do país.

O filme acompanha a ascensão e a queda do governo de Jair Bolsonaro, entre 2018 e 2022, até a tentativa frustrada de golpe em janeiro de 2023. O longa também fala sobre o próprio crescimento da fé evangélica no Brasil.

Ditadura mais longa do continente

Já o filme paraguaio retrata, com apoio de imagens raras, a brutal e corrupta ditadura de Alfredo Stroessner (1954-1989) no país. O longa já conta com o prêmio do júri no Festival de Cinema de Berlim, de 2025.

Para montar o documentário, Pereira recorreu a cinejornais exibidos em salas de cinema e a filmes de propaganda estatal, já que parte dos acervos visuais do país foi destruída para ocultar os crimes da ditadura.

Por 35 anos, a ditadura mais longeva no continente deixou ao menos 20 mil vítimas e 420 mortos ou desaparecidos, segundo a Comissão da Verdade e Justiça do país.

O Paraguai, hoje, permanece governado pelo Partido Colorado que, desde 1947, só foi substituído uma vez, com a eleição do ex-Bispo Fernando Lugo, em 2008.

Lugo foi deposto após um conturbado julgamento político, que terminou com a volta do Partido Colorado ao poder.

Ao recuperar as imagens históricas, sem entrevista ou narração, Sob as bandeiras, o Sol discute o apoio dos meios de comunicação ao regime.

Essa adesão é considerada crucial para a longa duração da ditadura, na avaliação do professor de História da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) Paulo Renato da Silva, um dos maiores estudiosos do tema. 

“Ter o controle dos meios era decisivo, tanto para fazer a propaganda quanto para evitar as críticas e deixar um legado”, avaliou o professor. “No Paraguai, houve uso de jornais e do rádio para conquistar o apoio e buscar ‘consenso’”, citou o pesquisador.

O longa também busca mostrar como essas imagens moldaram a identidade nacional.

Brasil apoiou ditadura no Paraguai

Outro eixo importante do filme é a relação com a Operação Condor, na qual o Paraguai colaborou com países como o Brasil. A operação alinhou ações de inteligência dos regimes latino-americanos e contou com apoio dos Estados Unidos.

“As nações firmaram parceria para perseguir opositores e trocar prisioneiros”, resumiu o pesquisador da Unila.

Além da cooperação na repressão, a parceria entre Brasil e Paraguai também incluiu grandes obras, como a Usina Hidrelétrica de Itaipu, em condições desfavoráveis ao Paraguai.

Para o professor Paulo Renato, a parceria contribuiu para “vender a falsa imagem de um país que estaria se desenvolvendo, progredindo”, explicou.

Não fica de fora do filme a ascendência alemã de Stroessner e a relação do ditador com criminosos nazistas, como o sádico médico Josef Mengele.

Outros concorrentes

Abordando questões mais intimistas na competição ibero-americano estão mais dois concorrentes a melhor documentário: Tardes de Solidão, do diretor catalão Albert Serra, uma produção espanhola e portuguesa que ganhou prêmios como o Goya ─ competição do cinema espanhol ─ e Flores para Antônio, de Elena Molina e Isaki Lacuesta. 

Desafiando ambientalistas e desagradando até o seu protagonista, mas arrebatando a crítica, Tardes de Solidão acompanha o toureiro peruano Andrés Roca Rey. O documentário traz o realismo visceral das touradas: sangue, luta e triunfo. 

 


            
        
    
Cena do filme Tardes de Solidão. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação


Já Flores para Antônio retrata uma filha buscando entender o pai, o cantor e compositor Antonio Flores, que faleceu quando ela tinha apenas 8 anos.

A menina, a consagrada atriz espanhola Alba Flores ─ conhecida do público brasileiro pela série de TV espanhola Casa de Papel (2017) ─ conduz o mergulho na própria história.

 


            
        
    
Cena do filme Flores para Antonio. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação
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<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:46:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Tempestades em PE deixam quatro mortos e mais de mil desalojados</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Quatro pessoas morreram em decorrência das tempestades que atingem o estado de Pernambuco. De acordo com o governo do estado, uma mulher e o filho, de 6 anos, foram soterrados na região metropolitana do Recife. Em Olinda, uma mãe e seu bebê também vieram a óbito em um deslizamento de barreira.

Até o momento, a Defesa Civil de Pernambuco registra um total de 422 pessoas desabrigadas e 1.068 pessoas desalojadas. Além disso, 342 vítimas foram resgatadas.

Notícias relacionadas:Chuvas: Governo envia Defesa Civil para Pernambuco e Paraíba .Lula determina apoio federal para cidades atingidas por chuvas em PE.O órgão também informa que tem oferecido serviços emergenciais e já entregou materiais de ajuda humanitária: 150 colchões, 300 lençóis e 38 kits de limpeza, ao município de Goiana.


            
        
    
No total, 342 vítimas foram resgatadas em Pernambuco Defesa Civil-PE


O governo federal, via Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), já reconheceu a situação de emergência e mobilizou equipes da Defesa Civil Nacional para dar suporte técnico à região atingidas pelos temporais.

A pasta informou que, além de Pernambuco, o governo vai apoiar o estado da Paraíba, que também tem sofrido com os temporais nas últimas 48 horas.

Como agir 

Em períodos de chuva forte, os órgãos de defesa civil orientam a evitar áreas de risco como encostas, barreiras, margens de rios ou locais com histórico de deslizamentos. Assim como regiões alagadas, que não devem ser atravessadas a pé ou de carro.

Em situações de risco, deve-se procurar abrigo seguro fora das áreas comprometidas ou buscar abrigo indicado pela Defesa Civil do município.

Durante as tempestades com relâmpagos, áreas abertas devem ser evitadas.

A população também pode solicitar ajuda por meio dos seguintes telefones úteis:


	Defesa Civil: 199
	Bombeiro Militar: 193
	SAMU: 192
	Polícia Militar: 190


Alertas

O cidadão pode se cadastrar para receber alertas da Defesa Civil local, sobre a possibilidade de ocorrência de desastres e de eventos adversos, acompanhados de recomendações ou ações emergenciais para a população em situação de risco.

Por meio do WhatsApp (61) 2034-4611 ou pelo link, o acesso ao serviço é gratuito e ocorre imediatamente, após o cadastro do telefone. Em seguida, é preciso interagir com o chatbot (robô de atendimento), enviando um simples &quot;Oi&quot;. O usuário poderá compartilhar a localização atual para receber as mensagens direcionadas à região.

As informações podem ajudar tomar decisões com antecedência. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:46:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ato em São Bernardo mobiliza sindicatos e pede fim da escala 6x1</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Alguns milhares de trabalhadores e moradores da região do ABC paulista se reuniram, neste 1° de maio, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, onde acompanharam a festa promovida pelos sindicatos da região, em comemoração ao Dia do Trabalhador.

As 26 agremiações, filiadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT), se revezaram em discursos e programação musical.

Notícias relacionadas:Sindicatos realizam ato pelo direito ao descanso e fim da escala 6x1 .Manifestação em SP pede fim da escala 6x1 e ações contra o feminicídio.As principais pautas pediam o fim da escala de seis dias de trabalho para um de descanso (6x1) e a expansão das políticas de combate ao feminicídio, com falas que discutiam a necessidade da participação popular para superar o machismo.

O evento contou com a participação de três ministros do governo federal: Luiz Marinho (Ministério do Trabalho e Emprego), Alexandre Padilha (da Saúde) e Leonardo Sarchini (da Educação). 

“Toda vez que o presidente Lula governa o país, o 1° de maio costuma ser o dia da celebração mas também é o dia da consciência do trabalhador e da trabalhadora em relação ao que falta fazer. A batalha do ano é fazer o Congresso aprovar, antes das eleições [de outubro], a revisão da jornada 6x1”, discursou Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda.

Haddad falou ainda sobre a importância da participação popular para a conquista de outros avanços, como a isenção do Imposto de Renda nas participações de lucros (PLR).

Representando o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o presidente da entidade Moisés Selerges comemorou o bom momento para a categoria.


“Tivemos conquistas e hoje as taxas de desemprego são as melhores da história. Essas conquistas serão importantes porque somos os trabalhadores e trabalhadoras que produzem a riqueza do nosso país. Agora queremos, precisamos reduzir a jornada de trabalho. A nossa missão é pressionar, lá em Brasília, pra acabar com a jornada 6x1.”


Música ao vivo

A programação da festa contou com apresentações musicais desde a manhã dessa sexta-feira. Os destaques foram o MC IG e Glória Groove, que se apresentaram no começo da noite. 

Segurança 


            
        
    
Guarda Civil de São Bernardo durante ato em comemoração ao Dia do Trabalhador - Paulo Pinto/Agência Brasil


A Guarda Municipal de São Bernardo fez a segurança do evento, a partir de sua base no próprio Paço. Por volta das 16h interferiu em um confronto localizado, à esquerda do palco, removendo um homem a quem atribuíram ter iniciado uma confusão. No processo afastaram com violência o fotógrafo da Agência Brasil, Paulo Pinto.

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<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:46:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Bombeiros fazem última vistoria em estruturas para show de Shakira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Corpo de Bombeiros realiza neste sábado (2) uma segunda vistoria das estruturas montadas para o show da cantora colombiana Shakira, que será realizado nesta noite, na praia de Copacabana. Esta é a etapa final para a autorização definitiva do espetáculo.

Nesta sexta-feira (1º), os militares verificaram as condições de segurança contra incêndio e pânico nas áreas VIPs, espaços comuns, acessos internos do backstage, cozinha, passarela, áreas administrativas, palco e camarins da equipe da artista e dos convidados.

Notícias relacionadas:Show de Shakira no Rio terá esquema especial de segurança e transporte.Rio: esquema de segurança do show da Shakira terá quase 8 mil agentes.De acordo com o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Tarciso Salles, a atuação preventiva é fundamental para garantir a segurança do público em eventos de grande porte.


“A presença dos Bombeiros desde a fase de planejamento até a execução é essencial para assegurar que todas as normas de segurança sejam rigorosamente cumpridas. Nosso objetivo é permitir que a população aproveite grandes eventos com tranquilidade, sabendo que há uma estrutura preparada para agir com rapidez e eficiência em qualquer situação”, avaliou.


Os principais itens verificados pelo Corpo de Bombeiros foram a largura e a sinalização das saídas de emergência, além da disponibilidade e do fácil acesso aos extintores de incêndio, garantindo que todas as exigências de segurança foram

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<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:46:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Eleitores fluminenses podem regularizar título neste sábado</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Eleitoras e eleitores fluminenses que estão com pendências no título eleitoral têm até a próxima quarta-feira (6) para regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral e participar das eleições gerais de outubro. 

Para facilitar o acesso a esses serviços, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fará plantão em horário estendido neste sábado (2), das 9h às 17h, em todas as 165 zonas eleitorais e 18 Centrais de Atendimento ao Eleitor do estado do Rio.

Notícias relacionadas:Eleições 2026: prazo para regularizar pendências termina em uma semana.Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas.Além do impedimento de votar, eleitores com o título cancelado ficam sujeitos a restrições como emitir e renovar o passaporte, tomar posse em cargo público, obter financiamento habitacional e matricular-se em instituição pública de ensino.

O prazo também se aplica àqueles que ainda não fizeram o cadastramento biométrico. A coleta da impressão digital, no entanto, não será obrigatória para poder votar nas próximas eleições.

Para saber se tem alguma pendência com a justiça eleitoral fluminense, o eleitor deve acessar o site do TRE-RJ, ou buscar informações pelo WhatsApp e Disque TRE-RJ, ambos pelo número (21) 3436-9000.

A Justiça Eleitoral incentiva jovens que já atingiram os 15 anos a requerer a emissão do título de eleitor. Para que estejam aptos a votar, no entanto, é indispensável que completem 16 anos até a data das eleições: 4 de outubro.

No momento do atendimento, é imprescindível apresentar um documento oficial de identidade e um comprovante de residência com data de emissão inferior a 90 dias.

Pessoas que mudaram de nome devem levar o documento que comprove essa alteração, como a certidão de casamento. 

Além disso, homens que nasceram no ano de 2007 têm a obrigação de mostrar que estão quites com o serviço militar.

Eleitores que já têm a biometria cadastrada podem solicitar serviços diretamente pelo site do TRE-RJ. 

Já para quem ainda não registrou as digitais, o atendimento deve ser feito presencialmente.

Quem estiver com o título eleitoral regular e apenas deseja quitar multas, emitir certidões ou uma nova via do título eleitoral, pode acessar esses serviços na página de atendimento online do TRE-RJ ou deixar para buscar esses serviços presencialmente após o dia 6 de maio. 

*Informações do TRE-RJ ]]></description>
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<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:46:57 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ministério Público denuncia Marcinho VP, a mulher e o filho Oruam</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o traficante Márcio Santos Nepumuceno, o Marcinho VP, sua mulher, Marcia Gama Nepomuceno, o filho Mauro Nepomuceno, o Oruam, e mais nove pessoas.

Eles vão responder por crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A Polícia Civil cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra os denunciados esta semana.

Notícias relacionadas:Rapper Oruam, a mãe e o irmão são procurados em operação contra o CV.Oruam está foragido após 66 violações à tornozeleira eletrônica.Ministro do STJ determina prisão do rapper Oruam .A 3ª Promotoria de Investigação Penal Especializada descreve a atuação do grupo no lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas em comunidades cariocas. 
Também demonstra que Marcinho VP ainda exerce influência hierárquica na facção criminosa Comando Vermelho, mesmo estando preso há mais de 20 anos. Ele está no presídio federal de segurança máxima em Campo Grande (MS).

De acordo com a denúncia, a gestora financeira do grupo é Marcia Nepomuceno. As investigações apontam que ela recebia regularmente dinheiro em espécie de outros traficantes do Comando Vermelho. Para ocultar o patrimônio, Marcia Nepomuceno adquiriu e administrava estabelecimentos comerciais, imóveis e fazendas.

O Ministério Público ressalta que Oruam era beneficiário direto, uma vez que recebia dinheiro ilícito e usava a carreira musical para camuflar a origem do dinheiro obtido nas atividades criminosas da organização.

A denúncia estruturou a organização criminosa em quatro núcleos: 


	o de liderança encarcerada (Marcinho VP), que exerce controle direto sobre a movimentação de recursos e toma decisões estratégicas; 
	o núcleo familiar (Marcia e Oruam), responsável por intermediar a execução das ordens e a gestão de ativos; 
	o núcleo de suporte operacional, que presta suporte à lavagem de dinheiro e atua para camuflar o cresceimento patrimonial; 
	e o núcleo de liderança operacional, atuante nas comunidades na execução das práticas criminosas, como tráfico de drogas, sendo responsáveis por receber valores dessas atividades e repassar parte ao núcleo familiar.
	 
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<pubDate>Sat, 02 May 2026 11:46:56 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Filmes dirigidos por mulheres são favoritos em prêmio ibero&#45;americano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Filmes dirigidos e protagonizados por mulheres são maioria entre os indicados ao principal prêmio do cinema ibero-americano, o Prêmio Platino Xcaret.

Conheça os concorrentes a melhor filme:


	Ainda é noite em Caracas, das venezuelanas Marité Ugás e Mariana Rondon;
	Belén, da argentina Dolores Fonzi;
	Os Domingos, da espanhola Alauda Ruiz de Azúa;
	O Agente Secreto, do brasileiro Kleber Mendonça Filho;
	Sirât, do espanhol Oliver Laxe. 


Notícias relacionadas:Festival de cinema BIFF 2026 divulga programação e selecionados.Filme selecionado em edital da TV Brasil vence festival internacional.O Agente Secreto recebe oito indicações ao Platino Xcaret.O vencedor do Prêmio Platino será conhecido em 9 de maio, durante cerimônia em Cancún, no México. Parte dos indicados pode ser assistida em plataformas digitais.

Ao todo, 30 filmes e 19 séries compõem a lista de finalistas desta edição. São produções de 14 países ibero-americanos, incluindo sete produções brasileiras.

&gt;&gt; O Agente Secreto recebe oito indicações ao Platino Xcaret

 


            
        
    
 Atriz Dolores Fonzi em cena do filme Belén. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação


Presença feminina

Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, o destaque feminino reflete avanços no setor, embora a desigualdade ainda persista nos bastidores.

Diretora do Festival do Rio, a produtora brasileira Ilda Santiago pondera que o avanço ainda é circunstancial, já que a presença feminina ainda é menor em áreas técnicas, como montagem, fotografia e trilha sonora.


“Quando olhamos para a categoria principal do Platino, temos três mulheres, todas com experiência em cinema, que não estão lançando a primeira obra e isso é muito bem-vindo&quot;, destacou.


O Prêmio Platino, em 2026, tem as diretoras Fonzi e Azúa disputando com Mendonça e Laxe, que concorreram, em março, ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Já em montagem, fotografia e efeitos visuais, categorias técnicas, por exemplo, as mulheres são minoria.

Ilda Santiago considera que mulheres à frente das filmagens ampliam abordagens sobre a complexidade do nosso tempo. Essa presença também se reflete em sets mais equilibrados, com equipes “mais ricas e harmoniosas”.

A professora de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) Marina Tedesco avalia que as obras assinadas por mulheres no Platino trazem perspectivas que têm encontrado mais adesão nas telas e nas premiações, mesmo que este espaço não esteja consolidado na indústria.

Estudiosa do cinema latino-americano, Tedesco avaliou que, nos últimos anos, em função de movimentos sociais, pautas feministas, antirracistas e sobre diversidade ganharam força e passaram a se refletir tanto nas salas de cinema quanto nos festivais. A partir dessa mobilização, obras encontram mais facilidade para serem realizadas, acredita.

“Hoje há maior interesse por histórias que representam experiências que não foram vistas ou foram poucas vezes vistas nas telas”, disse Tedesco. Essa combinação aumenta o apelo comercial dos filmes, uma consequência positiva para o cinema e a sociedade.

Investimentos na cadeia do audiovisual são necessários para sustentar uma transformação de longo prazo, pondera Juliano Gomes, crítico e professor de cinema da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap).


“O cinema feito por mulheres floresce, em todo o mundo, quando há incentivos às pequenas e médias produtoras”, afirmou.


Segundo ele, com o fomento igualitário, todos os grupos sociais se beneficiam, incluindo pessoas negras, indígenas e LGBTQIA+.

 


            
        
    
Cena do filme Os Domingos. Foto: Prêmios Platino Xcaret/Divulgação


Conheça as histórias

Entre os indicados, Belén exemplifica esse movimento. O roteiro é inspirado em um caso real de uma jovem presa após sofrer um aborto espontâneo, reacendendo debate sobre direitos das mulheres e desigualdades no sistema de Justiça.

O longa, marcado pela atuação da advogada da vítima, Soledad Deza, papel de Fonzi, recebeu 11 indicações aos prêmios Platino, incluindo, além de melhor filme, melhor atriz e diretora. 

Já Os Domingos narra o despertar da vocação religiosa da adolescente Ainara e o conflito que isso gera na família da menina, no País Basco. O longa é o terceiro dirigido por Alauda Ruiz, que constrói uma obra discutindo a família na contemporaneidade.

Também concorrendo a melhor filme, Ainda é noite em Caracas é um suspense em que a protagonista é uma mulher venezuelana que se vê sozinha ao voltar do enterro da mãe, em meio a protestos na capital, em 2017, tomada por milícias.

Os outros dois filmes na disputa de melhor filme ibero-americano são os conhecidos O Agente Secreto, já premiado internacionalmente — incluindo três prêmios Platino de melhor música original, montagem e direção de arte —, e o suspense espanhol Sirât, que ganhou Cannes, em 2025. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Programa vai impulsionar empregos na economia criativa no RJ</title>
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<description><![CDATA[ A partir desta sexta-feira (1º), estará disponível o programa Emprega Cultura RJ, que tem o objetivo de impulsionar empregos na economia criativa do estado.

Criado pelo governo fluminense, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SececRJ), o novo programa foi inspirado na Agência do Trabalhador do Paraná, que inclui espaços presenciais para cadastro de currículos e orientação profissional para esses trabalhadores. 

Já o Emprega Cultura RJ está iniciando na versão digital, onde qualquer trabalhador da economia criativa pode se cadastrar. Isso significa artistas (atrizes e atores, músicos, diretores), mas também técnicos, como operador de som, de projeção, maquiadores, técnico de iluminação, entre outros.

A superintendente de Economia Criativa da SececRJ, Luiza Borges, disse à Agência Brasil que quando se fala em economia criativa, além das artes (teatro, dança, música, cinema etc), está se falando também sobre gastronomia, design, moda, arquitetura e criação de softwares. “Tudo isso está englobado dentro da economia criativa”.

Empresas

No Emprega Cultura RJ, as empresas também vão se cadastrar. 


“A gente vai checar a existência, a veracidade daquelas informações recebidas para não ter vaga falsa ou qualquer tipo de golpe, e vai mandar para essas empresas o cadastro de vagas. A partir do momento que a empresa cadastrar essas vagas, a gente envia para ela os currículos que melhor se adequem ao perfil que elas estão procurando, como se fosse um site de vagas”, informou Luiza.


A diferença de outros sites semelhantes é que este é público e gratuito, tanto para a empresa, como para o trabalhador do estado. Além disso, é focado em economia criativa. 

“Hoje uma empresa de pequeno e médio porte, por exemplo, gastaria um dinheiro grande para fazer uma contratação através de uma plataforma dessas, porque todas são pagas. E para uma produtora que tem só um projeto a cada seis meses, não faria sentido fazer um contrato de um ano com uma plataforma desse tipo”.

No Emprega Cultura, haverá um banco de talentos público e gratuito para as empresas e os empreendedores da economia criativa poderem acessar. De acordo com as vagas que eles elencarem, a SececRJ mandará a lista de trabalhadores que poderão preencher esses postos. 

A superintendente esclareceu que há cerca de um mês a plataforma do Emprega Cultura está rodando em versão teste e já contabiliza 62 currículos e nove cadastrados.

Mapeamento

Nessa sexta-feira (1º), o programa será lançado oficialmente no site da secretaria. A plataforma está alinhada com a Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), que foi extinta há algum tempo e reestruturada em julho do ano passado. 

O ministério está lançando uma política chamada Brasil Criativo. E um dos pilares é pensar em empregabilidade. 

“É o trabalhador da cultura, suas dificuldades, suas potencialidades, enfim. Então, a gente está fazendo isso de forma alinhada, porque não tem um mapeamento estadual desses trabalhadores da economia criativa”.

A ideia é que o programa possa ser essa plataforma de empregabilidade, auxiliando os empreendedores e os trabalhadores da cultura.

“Mas, para a gente, funciona também como um grande mapeamento desses trabalhadores e das empresas do estado que lidam com a economia criativa”. Segundo destacou Luiza Borges, a ideia é que isso gere uma inteligência para a SececRJ construir políticas públicas mais efetivas.

Como as leis de incentivo à cultura também são uma fonte de renda e de trabalho para a população, a meta é conseguir ter esse mapeamento com mais clareza, até para poder identificar quais são os gargalos e as deficiências do setor. 

“A gente tem aqui dentro da secretaria a Escola de Cultura, que dá treinamento para gestores da cultura. Se a gente consegue definir que existe demanda de um tipo de profissional no audiovisual e não tem muitas pessoas com essa formação, a gente pode dialogar com o Sebrae, por exemplo, para construir um curso focado nessa demanda do mercado e na ausência desse profissional”. O mapeamento permitirá também esse tipo de análise e de proposta.

Cadeia produtiva

O Emprega Cultura RJ pretende gerar oportunidades no setor cultural e criativo nos 92 municípios fluminenses, atuando na articulação entre oferta e demanda de trabalho qualificado, de modo a fortalecer a cadeia produtiva da cultura em todo o estado. Conforme Luiza Borges, o Emprega Cultura RJ propõe a construção de um ecossistema de inteligência, reunindo dados estratégicos sobre profissionais, empresas e oportunidades.

A iniciativa funcionará a partir de três frentes principais: cadastro de profissionais, cadastro de vagas e mapeamento de empresas e instituições da economia criativa, com as conexões sendo realizadas com curadoria técnica da Superintendência de Economia Criativa da SececRJ. 

A superintendência ficará responsável pela triagem e encaminhamento dos currículos para as empresas contratantes, de acordo com cada vaga, garantindo maior precisão no alinhamento entre perfis e oportunidades disponíveis.

Acesse aqui o link para cadastro de candidatos e o link para cadastro de empresas contratantes.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Programa Roda de Choro celebra os 30 anos do grupo Choronas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O programa Roda de Choro apresenta uma homenagem aos mais de 30 anos de carreira do grupo Choronas, destacando discos que marcaram sua trajetória. O tributo será transmitido em duas partes e vai ao ar na Rádio Nacional nesta sexta-feira (1º) e na próxima (8), às 22h, e na Rádio MEC nos próximos domingos (3 e 10), às 20h.

Criado em 1994, o grupo brasileiro feminino de choro é atualmente composto pelas instrumentistas Ana Cláudia César (cavaquinho), Paola Piecherzky (violão de 7 cordas), Cibele Palopoli (flauta transversal) e Mírian Cápua (percussão). O Choronas tem como propósito valorizar o primeiro gênero instrumental urbano do Brasil.

Notícias relacionadas:Dia do choro: orquestra dedicada ao gênero prepara primeiro álbum.Programa Brasil Digital fortalece expansão da RNCP.EBC e Unifap inauguram novo canal digital de TV no sul do Amapá.No programa da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), as integrantes compartilham sua rotina e relatam como a falta de presença de mulheres nos clubes de choro influenciou a criação do grupo. Além disso, as edições especiais do Roda de Choro apresentam aos ouvintes canções dos álbuns das Choronas.

Durante a segunda parte, o público poderá ouvir o álbum Alma Feminina, lançado este ano para celebrar as três décadas de carreira do grupo, além de conhecer os planos para o futuro.

Programa

O programa Roda de Choro apresenta artistas clássicos e contemporâneos que fazem do choro um estilo musical brasileiro respeitado mundo afora por sua originalidade e sofisticação. A produção é feita com gravações de grupos, músicos e compositores, ao vivo no estúdio.

A atração mescla seleção musical e entrevistas com instrumentistas e pesquisadores, destacando grandes nomes do choro, lançamentos fonográficos, clubes e festivais.

Serviço

Roda de Choro – Especial Choronas (parte 1) - sexta-feira (1º), às 22h, na Rádio Nacional, e domingo (3), às 20h, na Rádio MEC

Roda de Choro – Especial Choronas (parte 2) - sexta-feira (8), às 22h, na Rádio Nacional, e domingo (10), às 20h, na Rádio MEC  

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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Com fim da escala 6x1, mulher tem mais acesso a trabalho, diz ministra</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, considera que o fim da escala de trabalho de apenas uma folga na semana, chamada de 6x1, é uma “exigência do nosso tempo” e que vai permitir que as mulheres tenham mais acesso ao mercado de trabalho.


“Elas vão cuidar melhor da saúde, das relações familiares, territoriais. Eu não tenho dúvida que é uma exigência do nosso tempo o fim da escala 6x1”, disse.


Notícias relacionadas:Câmara instala comissão para analisar PEC do fim da escala 6X1.Fim da escala 6x1 é principal bandeira nos atos do 1° de Maio no país .Fim da escala 6x1: estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação.O fim da escala 6x1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. 

Márcia Lopes conversou com exclusividade com a Agência Brasil, na última quarta-feira (29), após participar de um evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

Os comentários sobre a mudança na jornada de trabalho acontecem no momento em que o Congresso Nacional analisa o Projeto de Lei (PL) 1838/2026, de iniciativa do governo federal, que reduz o limite máximo da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado semanal sem redução salarial. 

O governo Lula pediu regime de urgência na tramitação do PL, que até a tarde de quinta-feira (30) ainda aguardava despacho do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para ser analisado pela Casa.

Tramitam ainda na Câmara duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC), PEC 221/19 e PEC 8/25, que também tratam do fim da escala 6x1. Na última quarta-feira (29) a Casa legislativa instaurou uma comissão especial para analisar as matérias. 

Prejudicadas pela 6x1

Ao defender a visão favorável ao fim da escala 6x1, a ministra Márcia Lopes é categórica ao afirmar que as mulheres são as principais prejudicadas pela escala atual de trabalho.


“Não há dúvida disso”, afirma.


A ministra aponta que as mulheres sempre se sentiram sobrecarregadas, entre outros motivos, pela característica “machista” da sociedade.


“Às mulheres, historicamente, foi imputado a elas, dupla, tripla jornadas de trabalho. A elas sempre coube, além do trabalho remunerado, uma grande parte do seu tempo com trabalho não remunerado”, explica.


“Quando elas terminam uma etapa do dia de trabalho, apesar do cansaço, elas dão início a outras etapas, seja estudando, cuidando das suas casas, dos filhos, dos afazeres”, completa.

Mais do que colaborar para combater a sobrecarga de trabalho das mulheres, Márcia Lopes acredita que o fim da escala 6x1 é uma forma de melhorar a empregabilidade das mulheres e reduzir a desigualdade de gênero no mundo do trabalho.


“Ao alcançar o fim da escala 6x1 e trabalhar pela igualdade salarial, as mulheres vão tendo muito mais chance de acessar o trabalho e de conquistar espaços e condições de trabalho melhores”, diz ela, enfatizando entre as beneficiadas as mulheres periféricas e negras.


Desigualdade salarial

Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, na última segunda-feira (27), revelou que as brasileiras recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados. Ou seja, para cada R$ 1000 de salário de um homem, a mulher recebe R$ 787.

A Lei nº 14.611, de julho de 2023, reforça a igualdade salarial entre homens e mulheres para mesma função. Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a divulgação dos salários.

Reflexos positivos

Para a ministra das Mulheres, o fim da escala de apenas um dia de descanso na semana resultará em efeitos positivos para as próprias empresas, como a redução do absenteísmo (faltas, atrasos e saídas antecipadas), e para a economia do país.


“Traz muito mais dignidade, traz tempo livre que será utilizado para, inclusive, ir ao cinema, visitar museu, poder se alimentar melhor, organizar a sua comunidade, o seu território, de poder empreender”, lista.


Estudos sobre impacto

Diversos estudos tentam estimar os efeitos da redução de jornada de trabalho no país. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta prejuízo para a competitividade do setor e calcula uma perda de R$ 76 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país e altas nos preços de 6,2%, em média. 

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) assinala que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21% e pressão inflacionária, com o repasse de preços ao consumidor chegando a 13%. 

Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), instituição do Ministério do Planejamento e Orçamento, defende que os custos de uma eventual redução da jornada para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho. 

Pressão popular

A ministra Márcia Lopes, que também preside o Conselho Nacional de Direito da Mulher – fórum que leva a participação da sociedade civil para dentro do governo – relatou à Agência Brasil que grupos de mulheres já buscaram articulação com os presidentes Hugo Motta, da Câmara, e Davi Alcolumbre, do Senado, para pressionar pela aprovação do fim da escala 6x1.“


As mulheres são fortes, são mobilizadas e já estão fazendo isso”, disse.


“Claro que tem posicionamentos contrários, isso faz parte da democracia, mas eu tenho impressão que, muito em breve, vamos conquistar mais esse direito no Brasil”, conclui.

As declarações da ministra foram depois da participação em um evento, no qual o BNDES anunciou R$ 80 milhões para iniciativas que beneficiam mulheres empreendedoras e o “trabalho do cuidado” nas periferias.

São exemplos de iniciativas de cuidado as cozinhas comunitárias, lavanderias públicas e cuidadotecas.

Para a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, que também esteve no encontro, o fim da escala 6x1 é intimamente ligado à melhoria da condição de vida das mulheres.


“A luta para que a gente mude essa situação da escala 6x1 é exatamente ter direito a se cuidar, ter direito ao fim de semana, ao autocuidado”, disse.


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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fim da escala 6x1: mais tempo para descanso e família é prioridade</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Mais tempo com a família, para cumprir as obrigações em casa, passear e até mesmo ter a possiblidade de fazer pequenas viagens. Esses são alguns dos sonhos de trabalhadores que cumprem jornadas semanais de seis dias de trabalho e apenas um dia de folga, caso passem a ter direito a mais um dia de descanso.

O fim da escala 6x1 é a principal bandeira a ser ostentada pelas manifestações de trabalhadores neste feriado de 1º de Maio. Diversas matérias sobre o tema tramitam no Congresso Nacional neste momento.
 


            
        
    
Darlen Silva: &quot;Todo mundo está esperando essa regra aí&quot; - Fernando Frazão/Agência Brasil


Notícias relacionadas:Câmara instala comissão para analisar PEC do fim da escala 6X1.Fim da escala 6x1 é principal bandeira nos atos do 1° de Maio no país .Escala 6x1: jornada menor na Europa manteve empregos e não reduziu PIB.A balconista de medicamentos Darlen da Silva, 38 anos, trabalha em uma farmácia no Rio de Janeiro e tem apenas um dia de folga na semana.


“Tenho duas filhas, então para mim é muito corrida a minha folga. Tenho que fazer tudo dentro de casa, lavar roupa, fazer mercado. Não tenho descanso. Venho trabalhar mais cansada ainda no outro dia.”


Ela tem carteira assinada há 15 anos e, durante todo esse tempo, trabalha nesse regime. “Uma folga só é puxado para qualquer trabalhador. Ainda mais para gente que é mãe, mulher. Fica mais complicado ainda, entendeu? Tem muito mais coisa a fazer.”
 
Darlen diz que entre os colegas de trabalho o assunto da possível redução da jornada é constante: “Todo mundo tá esperando sair essa regra nova aí”.
 
Caso seja aprovada, ela já planeja como será: “Eu ia tirar um dia para mim, para poder resolver tudo, né? O que tem que fazer de casa. E o outro eu ia tentar descansar, fazer alguma coisa, um passeio, porque a gente não tem tempo. Você tem que optar, ou você larga tudo de lado e vai tentar viver a vida ou você cuida.”
 
Ela espera, no entanto, que a lei, caso aprovada, seja de fato cumprida, e seja respeitado o limite de 40 horas semanais de trabalho. Ela conta que tem amigos cujos locais de trabalho já aderiram aos dois dias de descanso por semana, mas que, em troca, aumentaram a jornada diária dos trabalhadores.
 
“Meus colegas estão trabalhando 11 horas por dia para poder entrar nesse esquema de cinco por dois. Entendeu? Então, acaba que não compensa. Para mim, não compensa. Se você trabalhar 11 horas cinco dias na semana, você vai ficar mais cansado ainda”.

Tempo com a família


            
        
    
O garçom Alisson dos Santos fala que poderá até fazer pequenas viagens - Fernando Frazão/Agência Brasil


Também no Rio de Janeiro, o garçom Alisson dos Santos, 33 anos, trabalha na escala 6x1 por um há dez anos. Ele conta que geralmente usa as folgas para resolver pendências dele ou dos filhos.
 
“A gente sempre tem que resolver alguma coisa da criança na escola, tem médico, sempre tem alguma coisinha para você fazer. Então, acaba não rendendo o seu dia de descanso. Sempre tem que fazer as coisas de casa.”

Segundo ele, esse dia a mais de folga poderia até mesmo ser usado para uma viagem.


“Num dia você  organiza as coisas de casa e, no outro dia, consegue passear com a família. Ou, se você vai direto do trabalho, consegue organizar até uma viagem. Com um dia só não, você não consegue fazer nada.”


Em São Luís, no Maranhão, a cabeleireira Izabelle Nunes, 26 anos, diz que não tem acompanhado o debate que está sendo feito entre no Congresso e que o assunto também é pouco discutido no seu ambiente de trabalho. Mesmo assim, disse ser favorável à iniciativa.


“Acho que todos nós trabalhadores temos o direito de ter no mínimo dois dias de folga. Cuidar dos nossos estudos, saúde, lazer, cultura e trabalhando nessa escala a gente só se acaba.” 


Trabalhando seis dias por semana, Izabelle disse ainda que o dia a mais de folga ajudaria muito na dinâmica doméstica e familiar. “Faria tudo que desse. Ficaria mais com minha família.”

A professora Karine Fernandes, 36 anos, diz que vem acompanhando o debate por meio das redes sociais. Apesar de não trabalhar na escala 6x1, ela disse ser favorável à redução da jornada.
 
“Acredito ser uma discussão importante, que afeta significativamente a qualidade de vida de muitos trabalhadores.”
 
Karine disse ainda que a pauta é relevante e que afeta diretamente a qualidade de vida das famílias.


“Como mãe, penso em como isso influencia a vivência de crianças que podem ter mais tempo de qualidade com suas mães e pais e como isso tem resultado direto no fortalecimento dos adultos que irão se tornar.”


Fim da jornada 6x1

O fim da jornada 6x1 tem sido uma das principais apostas do governo na agenda trabalhista e já está em tramitação no Congresso Nacional, com expectativa de avanço nas próximas semanas.
 
Estão em tramitação no Congresso Nacional algumas propostas para acabar com essa escala. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.
 
A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.
 
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva também enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Hoje é Dia: datas, fatos e feriados de maio de 2026</title>
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<description><![CDATA[ Começamos esta edição do Hoje é Dia com o Dia do Trabalhador, primeiro feriado do mês, comemorado no dia 1º. A efeméride foi criada há 140 anos, em 1886, durante uma greve em Chicago, nos Estados Unidos, quando trabalhadores foram agredidos, presos e executados, em meio a reivindicações por redução de jornadas diárias, que duravam até 14 horas. Esta história é contada nesta reportagem da Agência Brasil, publicada no ano passado.

Somando-se às manifestações pelos direitos trabalhistas, no Brasil, a data tem sido utilizada para dar visibilidade à proposta do fim da jornada 6x1, de seis dias de trabalho e um de descanso por semana, limite previsto pela atual legislação brasileira. Este foi o enfoque desta reportagem da Radioagência Nacional, também publicada em 2025. E o Repórter Brasil, da TV Brasil, aproveitou a data para mostrar como pessoas com 50 anos ou mais enfrentam dificuldades para se recolocar no mercado de trabalho. 









Em maio, outra data comemorativa que vem automaticamente à memória é o Dia das Mães, celebrado no segundo domingo do mês, que, este ano, cai no dia 10. A efeméride foi criada nos Estados Unidos, em 1904, para homenagear uma ativista que lutou contra a mortalidade infantil. O História Hoje, da Rádio Nacional, falou sobre o tema em edição de 2024. No mesmo ano, a Radioagência Nacional veiculou reportagem sobre o aumento de mulheres que decidem ser mês depois dos 40 anos.

Em 2023, O Repórter Brasil, da TV Brasil, mostrou os desafios que muitas mulheres enfrentam para realizarem o sonho de se tornarem mães. E a Agência Brasil abordou a as barreiras que as mães solo têm para garantir os direitos dos filhos, em 2025.











Mobilizações do mês

Estamos no Maio Amarelo. A campanha tem como finalidade chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito de todo o mundo e estimular a conscientização sobre os cuidados necessários para prevenir acidentes. Em 2024, o programa Revista Brasília, da Rádio Nacional, mostrou como a falta do uso do cinto de segurança eleva a gravidade dos acidentes.

A Agência Brasil chamou a atenção para outro erro grave: o uso de celular ao volante, em matéria de 2022. O Maio Amarelo também foi abordado pela Radioagência Nacional e pelo jornal Brasil em Dia, do Canal Gov, em reportagens de 2023. 











Este mês também temos a campanha Maio Laranja, cujo ápice é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, fixado no dia 18. A efeméride remete a um crime bárbaro, ocorrido em Vitória em 1973, quando a menina Araceli Cabrera Crespo, de oito anos, foi sequestrada, estuprada e morta. Os responsáveis, herdeiros de famílias poderosas do estado, nunca foram condenados.

A importância do Maio Laranja para incentivar o combate a esse tipo crime foi tema de texto da Agência Brasil, em 2021; do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, em 2022; de edição do Nacional Jovem, da Rádio Nacional, em 2024; e da Radioagência Nacional, em 2025.











Liberdade de imprensa

Em 3 de maio celebramos o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, comemoração instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993. A data tem por intuito alertar os governos sobre a necessidade de respeitar esse princípio, apoiar meios de comunicação alvos de restrições e homenagear jornalistas que perderam a vida no exercício da profissão. A boa notícia é que o Brasil vem subindo no ranking de liberdade de imprensa, elaborado anualmente pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, que analisa 180 países.

Em 2023, o país subiu 18 posições, como noticiou o Repórter Brasil, da TV Brasil. E no ano passado subiu mais 47 posições, como noticiou a Agência Brasil e a Radioagência Nacional. Por outro lado, há a preocupante constatação de que a liberdade de imprensa nas Américas como um todo vem se deteriorando, como revela esta outra reportagem da Agência Brasil, também de 2025. 







Promoção de direitos 

O Dia Internacional de Luta contra a Homofobia e Transfobia é celebrado em 25 de maio. Nesta data, em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suprimir a homossexualidade como doença mental da lista de patologias registradas no Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Mentais. O Revista Brasília, veiculado pela Rádio Nacional, aproveitou a data para entrevistar uma advogada sobre os direitos da população LGBTQIAPN+, em 2017.

A Agência Brasil falou sobre a importância da educação nas escolas para combater a homofobia, em 2024. E a Radioagência Nacional também abordou o tema, em 2025. 









Falando em direitos da comunidade LGBTQIAPN+, faz 15 anos que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que casais homoafetivos podem firmar contratos de união estável. A decisão veio em 5 de maio de 2011. A Radioagência Nacional revelou, em 2021, que a maioria dos brasileiros é a favor do casamento homoafetivo.

E desde o reconhecimento deste direito, o número de uniões de pessoas do mesmo sexo cresceu ano a ano, como mostrou esta reportagem do Repórter Brasil, da TV Brasil, exibida em 2023, e esta da Agência Brasil publicada no ano passado, segundo a qual a quantidade de casamentos cresceu 728% em 12 anos. 







O Brasil tem cerca de 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o que corresponde a aproximadamente 7,3% da população com dois anos ou mais, segundo o Censo 2022 do IBGE. O Dia Global de Conscientização sobre a Acessibilidade ressalta a necessidade de se promover as condições para essa parcela da população exercer seus direitos básicos. A efeméride é uma data móvel, que neste ano cai no dia 21 de maio.

A Radioagência Nacional mostrou, em reportagem do ano passado, que os brasileiros com deficiência ainda enfrentam muitas barreiras físicas, restrições digitais e de serviços, apesar das leis determinando a acessibilidade. As dificuldades para a inclusão no mercado de trabalho foram tema de edição do Tarde Nacional, da Rádio Nacional, em 2025, e do Repórter São Paulo, da TV Brasil, em 2022. E o Repórter Brasil, também da TV Brasil, mostrou que as pessoas com deficiência enfrentam barreiras até para conseguir atendimento hospitalar, em reportagem de 2018.











Incentivo à adoção

Em 2024, existiam no Brasil 3.800 crianças e adolescentes na fila da adoção e mais de 46 mil pretendentes querendo adotar. Os dados são do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Esse descompasso é provocado pela preferência por meninas brancas, com menos de dois anos. A imensa maioria dos que esperam está fora desse padrão.

O Dia Nacional da Adoção, celebrado em 25 de maio, busca mudar esse cenário, como mostra esta reportagem da Radioagência Nacional, publicada em 2024. A Agência Brasil e o Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, também deram destaque à mobilização, em matérias de 2022. Já o Revista Brasil, da Rádio Nacional, entrevistou uma advogada em 2024 para falar sobre algo triste: famílias que devolvem uma criança adotada. 











Aniversários dos veículos da EBC

Finalizamos o Hoje é Dia comemorando o aniversário de três veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). No dia 10 de maio a Agência Brasil completa 36 anos de criação. Como a principal agência pública de notícias do país, ela desempenha um papel fundamental na promoção da cidadania, na cobertura de políticas públicas e na garantia do direito à informação.Diariamente, produz mais de 100 notícias e fotos, distribuídas de forma gratuita. O material é reproduzido em centenas de sites, jornais e outros veículos de imprensa. Saiba mais nesta reportagem, publicada na ocasião dos 35 anos da Agência. 

Já a Rádio MEC FM foi criada em 1983, a partir de um desdobramento da programação educativa da Rádio MEC AM, fundada por Edgard Roquette Pinto em 1923. Inicialmente, a MEC FM retransmitia a programação da rádio AM. Com o tempo, a emissora desenvolveu conteúdo próprio, dedicando-se principalmente à transmissão de música clássica, jazz, choro, bossa nova e música instrumental. Diariamente, a Rádio MEC FM tem uma média de 3.762 ouvintes por minuto, com um alcance mensal médio de 135 mil ouvintes.

Os dados se referem à audiência aferida no Rio de Janeiro. Mas a emissora também irradia em Brasília (DF) e em Belo Horizonte (MG). Saiba mais nesta reportagem da Agência Brasil e nesta outra do jornal Brasil em Dia, do Canal Gov. 



Por último, damos os parabéns à Rádio Nacional de Brasília, que completa 68 anos no dia 31 de maio. A emissora teve sua estreia em 1958, dois anos antes da fundação da capital federal. Desde seu início, desempenhou um papel fundamental ao levar informação e entretenimento à população, se estabelecendo como um marco na comunicação pública brasileira. No primeiro bimestre de 2026, a rádio registrou 4.263 ouvintes por minuto em janeiro e 4.153 em fevereiro, o maior patamar de audiência média por minuto desde abril de 2020.

Saiba mais sobre a Rádio Nacional de Brasília nestas reportagens da Agência Brasil, da Radioagência Nacional e da Agência Gov. 





Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de Maio de 2026*



Maio de 2026

1º/5


Morte da cantora fluminense Nana Caymmi (1 ano)

Lançamento do programa &quot;Colégio do Ar&quot;, da Rádio Ministério da Educação (75 anos)

Morte do pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo baiano José Júlio de Calasans Neto (20 anos)

Início da greve geral nos Estados Unidos e manifestação nas ruas de Chicago. Os eventos que se seguiram motivaram a criação do Dia do Trabalhador (140 anos)

Primeiro-ministro de Cuba, Fidel Castro, proclama o país como nação socialista e abole as eleições (65 anos)

Estreia da ópera &quot;As Bodas de Fígaro&quot;, composta por Wolfgang Amadeus Mozart (240 anos)

Maio Amarelo - Campanha com a finalidade de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortos e feridos no trânsito de todo o mundo e a conscientização da importância de atuar para reduzir esses números

Dia Mundial do Trabalhador

Dia da Literatura Brasileira


2/5


Morte do saudita líder e fundador da Al-Qaeda, Osama bin Laden (15 anos)

Dia Nacional de Combate ao Assédio Sexual e Moral no Trabalho

Inauguração do Passeio Público de Curitiba (140 anos)


3/5


Início da transmissão simultânea da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), então formada pelos quatro canais próprios da EBC, por sete emissoras universitárias e por 15 emissoras públicas estaduais (16 anos)

Nascimento do pugilista estadunidense Walker Smith Jr., também conhecido como Sugar Ray Robinson (105 anos) - foi eleito o maior lutador do século XX pelo Associated Press e o maior pugilista da história pela ESPN

Nascimento do geógrafo baiano Milton Santos (100 anos)

Fundação da Sociedade Brasileira de Sciencias, atual Academia Brasileira de Ciências (110 anos)

Dia Nacional do Pau-Brasil

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa - comemoração instituída pela ONU por meio da Resolução 48/432, de 20 de dezembro de 1993

Dia do Parlamento – comemoração criada pela Lei nº 6.230, de 27 de julho de 1975, para marcar a data da instalação da primeira Assembleia Constituinte brasileira, em 3 de maio de 1823

Dia do Sol

Fundação do Centro Dramático e Recreativo Internacional de Mogi das Cruzes (115 anos)


4/5


Nascimento do músico paraibano Herbert Vianna (65 anos) - vocalista, guitarrista e principal compositor do grupo &quot;Os Paralamas do Sucesso&quot;

Nascimento do ator e cineasta catarinense Rogério Sganzerla (80 anos)

Morte do humorista, diretor, roteirista e apresentador fluminense Paulo Gustavo Amaral Monteiro de Barros, o Paulo Gustavo (5 anos)

Movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos: os &quot;Viajantes da Liberdade&quot; começam uma viagem de ônibus pela Região Sul (65 anos)


5/5


Estreia de &quot;Pedro e o Lobo&quot;, uma história infantil contada através da música composta por Serge Prokofiev (90 anos) - o objetivo pedagógico era mostrar às crianças as sonoridades dos diversos instrumentos

Estreia do programa Antena MEC FM (20 anos)

Nascimento do produtor musical paulista Arnolpho Lima Filho, conhecido como Liminha (75 anos) - baixista da banda Os Mutantes, ficou em 99° lugar na lista dos Cem Maiores Artistas da Música Brasileira, promovida pela revista Rolling Stone

Nascimento da cantora e compositora fluminense Beth Carvalho (80 anos)

Morte do líder político e militar francês Napoleão Bonaparte (205 anos)

Supremo Tribunal Federal decide que casais homoafetivos podem firmar contratos de união estável (15 anos)

Dia Mundial da Língua Portuguesa - data ratificada pela Unesco em Paris, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura

Dia Nacional das Comunicações - data escolhida em homenagem ao nascimento de Marechal Rondon, reconhecido como o Patrono das Comunicações, por ter contribuído para a integração do território nacional por meio da construção de linhas telegráficas


6/5


Nascimento do médico neurologista e psicanalista austríaco Sigmund Freud (170 anos)

Nascimento da atriz e humorista fluminense Maria José de Macedo, conhecida como Zezé Macedo (110 anos)

Dia Nacional da Matemática


7/5


Nascimento do economista francês Thomas Piketty (55 anos) - se tornou figura de destaque internacional com seu livro &quot;O Capital no século XXI&quot;

Fundação da empresa japonesa Tokyo Tsushin Kogyo (mais tarde renomeada Sony) com cerca de 20 funcionários (80 anos)

Vesak - comemoração da religião budista que marca as datas mais importantes da vida de Buda, como seu nascimento e sua iluminação (data móvel comemorada na primeira lua cheia de maio)


8/5


O cardeal norte-americano Robert Francis Prevost é eleito o 267º Papa da Igreja Católica e escolhe o nome papal Leão XIV, tornando-se o primeiro papa nascido nos Estados Unidos (1 ano)

Nascimento da atriz fluminense Elisabeth Maria Silva de Faria, a Betty Faria (85 anos)

Nascimento do músico de blues estadunidense Robert Leroy Johnson (115 anos)

Dia do Artista Plástico

Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho


9/5


Estreia do programa Histórias do Vovô Camarada (76 anos)


10/5


Entra em funcionamento a Agência Brasil (36 anos)

Inauguração da Rádio MEC FM (43 anos)

Morte do poeta, teatrólogo, músico e compositor maranhense Catulo da Paixão Cearense (80 anos)

Nascimento do cineasta italiano Ettore Scola (95 anos)

Dia Mundial do Lúpus – data que conta com o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar sobre alguns dos sintomas do Lúpus Eritematoso Sistêmico, uma doença autoimune crônica de causa desconhecida e de difícil diagnóstico, que acomete mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo

Dia das Mães (data móvel)


11/5


Morte do compositor e regente paulista José Maria de Abreu (60 anos)

Morte do jogador Ademir de Menezes (30 anos)

Morte do cantor, compositor e guitarrista jamaicano Robert Nesta Marley, o Bob Marley (45 anos)

Fundação da Igreja Positivista do Brasil, por Miguel Lemos (145 anos)

Dia Nacional do Reggae


12/5


Nascimento da cantora, compositora e produtora norte-americana, de ascendência portuguesa e brasileira Isabel Gilberto de Oliveira, a Bebel Gilberto (60 anos)

Nascimento da atriz fluminense Ruth de Souza (105 anos) - primeira atriz negra a protagonizar uma telenovela

Morte do futebolista fluminense Waldir Pereira, o Didi (25 anos) - defendeu a Seleção Brasileira em três Copas do Mundo (1954, 1958 e 1962), sendo campeão das duas últimas

Dirigível norueguês Norge se torna o primeiro a sobrevoar o Polo Norte (100 anos)

Dia Internacional da Enfermagem


13/5


Morte do político uruguaio José &quot;Pepe&quot; Mujica - foi presidente do Uruguai entre os anos de 2010 e 2015 (1 ano)

Nascimento do jornalista e escritor fluminense Lima Barreto (145 anos) - autor, dentre outros, do clássico “Triste Fim de Policarpo Quaresma”

Tentativa de assassinato do Papa João Paulo II, por Mehmet Ali Ağca, um terrorista turco (45 anos)

Dia da Abolição da Escravatura no Brasil

Dia dos Pretos Velhos, celebrado pelos adeptos da religião afrobrasileira umbanda


14/5


Jogador de basquete norte-americano Magic Johnson anuncia saída definitiva da NBA (30 anos)


15/5


Nascimento do escritor, roteirista e produtor de cinema estadunidense L. Frank Baum (170 anos) - criador de um dos mais populares livros escritos na literatura americana infantil: “O Mágico de Oz”

Morte da atriz e bailarina paulista Eva Wilma (05 anos)

Dia Internacional da Latinidade - comemoração instituída por representantes de 36 países latinos, com o fim de preservar as diferentes identidades nacionais e suas comunidades linguísticas e culturais

Dia Internacional das Famílias - comemoração instituída pela ONU em 1993


16/5


Primeira transmissão do programa Ricardo Cravo Albin Convida, na Rádio MEC (37 anos)

Morte do estudante baiano e militante do MR-8 Stuart Edgar Angel Jones (55 anos) - preso político pela ditadura civil-militar e executado na Base Aérea do Galeão. Era filho da conhecida estilista Zuzu Angel, que fez inúmeras denúncias sobre a sua morte e desaparecimento

Morte do advogado, economista e político paulista Bruno Covas (5 anos) - foi prefeito da cidade de São Paulo

Morte do cantor e compositor de funk paulista MC Kevin (5 anos)

Dia Internacional das Histórias de Vida - data criada pela Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal, EUA e Canadá) e o Center for Digital Storytelling (EUA)

Fundação do jornal diário vespertino &quot;A Gazeta&quot;, fundado por Adolfo Araújo em São Paulo (120 anos)


17/5


Nascimento do folclorista, músico e escritor paranaense Brasílio Itiberê da Cunha Luz (130 anos) - participou de movimentos literários na então capital brasileira e ajudou a fundar a Revista Festa (revista modernista). Com os conselhos de Villa-Lobos e Pixinguinha, abandonou a engenharia para dedicar-se à música

Nascimento do compositor e pianista francês Erik Satie (160 anos)

Nascimento da cantora fluminense Helena de Lima (100 anos) - foi descoberta por César Ladeira na década de 1940, em um de seus programas na Rádio Nacional, onde a cantora se apresentou como caloura e depois, trabalhou como contratada

Nascimento da cantora, compositora, produtora e musicista irlandesa Eithne Pádraigín Ní Bhraonáin, a Enya (65 anos) - conhecida como a &quot;Rainha do New Age&quot;

Dia Internacional de Luta contra a Homofobia e Transfobia - celebração para marcar a data de 17 de maio de 1990, em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suprimir a homossexualidade como doença mental da lista de patologias registradas no Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Mentais

Dia Mundial das Telecomunicações e Sociedade da Informação, conhecido popularmente como Dia Mundial da Internet - instituído em 17 de maio de 2005 em Assembleia Geral da ONU na Tunísia, com o fim de destacar as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias para melhorar o padrão de vida dos povos e dos cidadãos


18/5


Dia Internacional dos Museus - comemoração instituída em 1971 pelo Comitê Internacional de Museus, com o fim de sensibilizar o público para a importância dos museus em nossa sociedade atual

Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - instituído no Brasil pela Lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000, para marcar a data da morte de Aracelli Cabrera Sanches Crespo, de 8 anos, que desapareceu da escola onde estudava e foi violentada e assassinada de forma hedionda em Vitória (ES)

Dia Nacional da Luta Antimanicomial - data marca a elaboração do documento final da primeira Conferência Nacional de Saúde Mental no Brasil, ocorrida em 18 de maio de 1987, que então propunha a reformulação do modelo assistencial em saúde mental para os brasileiros


19/5


Nascimento do cantor e compositor estadunidense Joey Ramone (75 anos)

Lançamento do programa Marte II (55 anos) - o aterrissador da Marte 2 se tornou o primeiro objeto feito pelo homem a atingir a superfície de Marte

Dia do Físico - a data é uma alusão à 1905, quando o físico Albert Einstein publicou quatro artigos de grande impacto, incluindo o artigo sobre a Teoria da Relatividade

O Centro Integrado de Defesa Aérea (CINDACTA I), localizado no Lago Sul, Distrito Federal, detecta presença de OVNIs sobrevoando as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste (40 anos)


20/5


Nascimento da atriz e cantora estadunidense Cherilyn Sarkisian, conhecida como Cher (80 anos)

Morte do jornalista gaúcho Tarso de Castro (35 anos) - um dos fundadores de &quot;O Pasquim&quot;


21/5


Nascimento do gravurista, ilustrador, pintor e matemático alemão Albrecht Dürer (555 anos) - provavelmente o mais famoso artista do Renascimento nórdico

Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade (data móvel)

Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento

Dia da Língua Nacional


22/5


Nascimento do compositor e instrumentista pernambucano José Mariano da Fonseca Barbosa, o Marambá (130 anos)

Dia Internacional da Diversidade Biológica - comemoração instituída pela Unesco na Resolução nº 55/201, de 20 de dezembro de 2000


23/5


Morte do fotógrafo mineiro Sebastião Salgado (1 ano)

Criada, por meio da Lei 6.650, a Empresa Brasileira de Notícias, empresa pública que absorve as atividades da Agência Nacional (47 anos)

Nascimento do atleta fluminense José Telles da Conceição (95 anos) - no atletismo, foi o primeiro brasileiro a conquistar medalha nos jogos olímpicos

Morte do ator, poeta, escritor, dramaturgo, artista plástico, professor universitário, político e ativista dos direitos civis e humanos das populações negras Abdias do Nascimento (15 anos) - fundou o Teatro Experimental do Negro

Dia Mundial da Tartaruga


24/5


Nascimento do cantor, compositor, escritor, ator, pintor e artista visual estadunidense Robert Allen Zimmerman, o Bob Dylan (85 anos)

Nascimento do escritor, dramaturgo, roteirista e autor de telenovelas paulista Walther Negrão (85 anos)

Dia Nacional do Cigano - data instituída em 2006 por meio de decreto em reconhecimento à contribuição da etnia na formação da história e da identidade cultural brasileira

Dia Nacional do Café - uma das mais deliciosas paixões nacionais. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), aproximadamente 9 em cada 10 brasileiros com mais de 15 anos consomem café

Fundação da Faculdade Livre de Direito de Alagoas, atual Faculdade de Direito de Alagoas (95 anos)


25/5


Início da primeira exibição da obra &quot;Gala Contemplating the Sea&quot;, de Salvador Dalí, no Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York (50 anos) - a pintura chama a atenção por ter uma característica inusitada: ao se afastar dezoito metros é possível conferir o retrato de Abraham Lincoln. A obra é uma homenagem à esposa e musa do pintor, Gala, e ao mesmo tempo uma exploração da mente, da memória e do inconsciente, temas caros a Dalí

Dia do Orgulho Nerd - iniciativa que defende o direito de toda pessoa em ser um nerd ou um geek e que promove a cultura nerd/geek. A data faz referência ao lançamento do filme &quot;Guerra nas Estrelas&quot;

Dia Nacional da Adoção - instituído no Brasil pela Lei nº 10.447, de 9 de maio de 2002

Dia da África - neste dia, em 1963, foi criada a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar o continente africano


26/5


Nascimento do trompetista, compositor e bandleader de jazz estadunidense Miles Davis (100 anos)

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma


27/5


Morte do arquiteto, urbanista e político paranaense Jaime Lerner (05 anos) - foi prefeito de Curitiba e governador do Paraná

Dia Nacional da Mata Atlântica - a data homenageia a &quot;Carta de São Vicente&quot;, escrita em 1560 pelo Padre Anchieta e objetiva conscientizar a população para a conservação, recuperação e uso sustentável do bioma

Dia Mundial do Desafio - celebrado na última quarta-feira do mês de maio. Originalmente, o Challenge Day foi criado no começo da década de 1980, no Canadá. É um workshop interativo com duração de um dia para incentivar a prática de exercícios e esportes. Em dezenas de países passou a ser mais um instrumento antibullying nas escolas, pela integração de professores e alunos que competem juntos. Com o passar dos anos, o espírito desse dia se consolidou e se espalhou por todo o mundo


28/5


Dia Nacional de Luta pela Redução da Mortalidade Materna

Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher

Dia Nacional do Brincar


29/5


Nascimento do compositor e boxeador fluminense Rubens Soares (115 anos)

Morte do pregador urbano paulista José Datrino, conhecido como Profeta Gentileza (30 anos) - realizava inscrições peculiares nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no Rio de Janeiro, se tornando personalidade da cidade e andava pela zona central com uma túnica branca e longa barba

Instalação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE (90 anos)

Dia Internacional das Forças de Paz da ONU

Dia do Geógrafo


30/5


Nascimento do cantor e compositor fluminense Romeu Gentile Scovino, o Romeu Gentil (115 anos)

Realização da primeira prova das 500 Milhas de Indianápolis (115 anos) - atualmente uma das competições automobilísticas mais famosas do mundo

Inauguração do primeiro manicômio judiciário nos fundos da Casa de Correção, na Rua Frei Caneca, em São Paulo (105 anos)


31/5


Inauguração da Rádio Nacional de Brasília (68 anos)

Dia Mundial sem Tabaco - comemoração instituída pela OMS



*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para centraldepesquisas@ebc.com.br.

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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
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<title>Acordo Mercosul&#45; UE entra em vigor nesta sexta após 26 anos</title>
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				Após 26 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira (1º), criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reduzindo significativamente tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao continente europeu.

A nova etapa marca um avanço histórico na integração comercial entre os dois blocos, com impacto direto na competitividade das empresas brasileiras no exterior. Os termos do acordo foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos. 

Notícias relacionadas:Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio, confirma governo.Alckmin: governo prepara decreto de salvaguardas no acordo Mercosul-UE.Representação Brasileira do Parlasul aprova acordo Mercosul-UE.A aplicação do tratado, no entanto, ocorre de forma provisória por decisão da Comissão Europeia. Em janeiro, o Parlamento Europeu encaminhou o texto para análise do Tribunal de Justiça da União Europeia, que ainda avaliará sua compatibilidade jurídica com as normas do bloco. O processo pode demorar até dois anos.

Mais exportações com menos custos

Logo no início da implementação, mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa passam a ter tarifa de importação zerada, segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A maior parte dos produtos vendidos pelo Brasil ao continente poderá entrar no mercado europeu sem pagar impostos de entrada.

Na prática, a redução de tarifas diminui o preço final dos produtos e aumenta a competitividade frente a concorrentes internacionais. Ao todo, mais de 5 mil produtos brasileiros já terão tarifa zero nesta fase inicial, incluindo bens industriais, alimentos e matérias-primas.

Indústria lidera ganhos imediatos

Entre os quase 3 mil produtos com tarifa zerada já no início, cerca de 93% são bens industriais. Isso indica que a indústria brasileira tende a ser a principal beneficiada no curto prazo.

Os setores com maior impacto imediato incluem:

•    Máquinas e equipamentos;

•    Alimentos;

•    Metalurgia;

•    Materiais elétricos;

•    Produtos químicos.

No caso de máquinas e equipamentos, quase todas as exportações brasileiras para a Europa passam a entrar sem tarifas, abrangendo itens como compressores, bombas industriais e peças mecânicas.

Mercado ampliado e mais competitivo

O acordo conecta mercados que somam mais de 700 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto (PIB) conjunto trilionário. Com isso, o Brasil amplia significativamente seu alcance comercial.

Atualmente, países com os quais o Brasil possui acordos representam cerca de 9% das importações globais. Com a entrada da União Europeia, esse percentual pode ultrapassar 37%.

Além da redução de tarifas, o tratado estabelece regras comuns para comércio, padrões técnicos e compras governamentais, trazendo mais previsibilidade para empresas.

Implementação gradual

Apesar dos efeitos imediatos, nem todos os produtos terão tarifas eliminadas de uma vez. Para setores considerados mais sensíveis, a redução será feita de forma progressiva:

• Até 10 anos na União Europeia.

• Até 15 anos no Mercosul;

• Em alguns casos, até 30 anos.

Esse cronograma busca permitir adaptação das economias e proteger setores mais vulneráveis à concorrência internacional.

Próximos passos

A entrada em vigor marca o início da aplicação prática do acordo. Ainda serão definidos detalhes operacionais, como a distribuição de cotas de exportação entre os países do Mercosul.

Durante cerimônia de assinatura do decreto de promulgação do acordo, na última terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o caráter estratégico do tratado. Segundo ele, o acordo reforça o compromisso com o multilateralismo e a cooperação internacional.

Entidades empresariais dos dois blocos também devem acompanhar a implementação para orientar empresas e garantir o aproveitamento das novas oportunidades comerciais.

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<pubDate>Fri, 01 May 2026 11:36:01 -0300</pubDate>
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<title>Enem 2026: último dia para pedir isenção da taxa de inscrição</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os interessados em ter a isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 devem fazer a solicitação ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) termina às 23 horas e 59 minutos desta quinta-feira (30).

O prazo também valerá para o candidato que obteve a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem de 2025 e não compareceu às provas nos dois dias de aplicação, em novembro passado, se desejar solicitar nova isenção para o Enem 2026.

Notícias relacionadas:Prazo para isenção de taxa do Enem 2026 termina nesta quinta-feira.MEC prorroga prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Enem.Prazo para pedir isenção da inscrição do Enem 2026 termina nesta sexta.Os dois procedimentos devem ser feitos na Página do Participante do exame, com o login no portal único de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Quem tem direito

Para pedir a isenção da taxa de inscrição, os candidatos devem se enquadrar nos seguintes perfis:

· estar matriculado no último ano do ensino médio em escola pública (em 2026);

· ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou como bolsista integral em escola privada e possuir renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio;

· ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) por estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento da isenção no Enem;

· ser participante do Programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).

E para quem precisa justificar a ausência no exame do ano passado para garantir a gratuidade na edição de 2026, precisa conferir os documentos aceitos que comprovem as condições declaradas, estão listados no anexo I do edital  do Enem 2026 que trata de cada uma das situações que podem ser justificadas na última edição do exame. Confira aqui.  

Resultados

O Inep esclarece que não enviará qualquer tipo de correspondência à residência do participante para informar quaisquer resultados da justificativa de ausência no Enem 2025 e da solicitação de isenção de pagamento da taxa de inscrição no Enem 2026. 

É de responsabilidade do candidato enquadrados nestas duas situações acessar a Página do Participante do Inep e consultar seu resultado.

De acordo com o novo calendário do Enem 2026, o resultado dos pedidos de isenção será divulgado em 13 de maio.

Quem tiver o pedido negado poderá recorrer administrativamente entre 13 e 19 de maio.

O resultado final dos recursos sairá em 25 de maio.

Inscrição em futura data

A inscrição no Enem é obrigatória, mesmo para quem solicitou a isenção e teve o deferimento concedido.

Independentemente do resultado do pedido de isenção, o estudante precisará se inscrever oficialmente no Enem. O período ainda será estabelecido em futuro edital do exame a ser publicado pelo Inep.

O candidato que teve o pedido do recurso de isenção negado em definitivo, em 25 de maio, ainda terá que pagar a taxa para se inscrever no exame.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados nos processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame.

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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Liberdade de imprensa está em queda nas democracias, alerta RSF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Relatório sobre o ranking da liberdade de imprensa no mundo divulgado nesta quinta (30), pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, mostra que a pontuação média de todos os países juntos é a mais baixa dos últimos 25 anos.

Segundo o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, a liberdade de imprensa teve queda expressiva também em Estados democráticos.

Notícias relacionadas:Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa.No levantamento, o Brasil é uma das exceções à regra. Subiu 58 posições desde o ano de 2022. No entanto, a maior parte do mundo enfrenta cenário de dificuldade.

O representante da entidade defende que os estados democráticos precisam garantir a imprensa livre e plural para assegurar informação de qualidade à sociedade.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Artur Romeu:

Agência Brasil - A que se deve essa queda generalizada de liberdade de imprensa?

Artur Romeu - A pontuação média de todos os países do mundo juntos é a mais baixa desses 25 anos. Mas isso não significa que a pontuação tenha piorado muito do ano passado para cá. Quando você olha a curva da pontuação, você vê que essa queda no índice é algo constante.

Estamos em uma tendência de queda e, neste ano em particular, foi registrado o número mais baixo da série histórica. É um cenário muito ruim que mostra deterioração global das condições para o exercício do jornalismo.

Agência Brasil - Quais são os principais fatores?

Artur Romeu - É um conjunto de crises. Isso é uma crise das democracias no mundo. Se em algum momento da história estivesse mais claro que a liberdade de imprensa estava ameaçada em países que eram abertamente autoritários, o que a gente vê agora é que, mesmo em democracias, há práticas que minam o direito da liberdade de imprensa mais do que antes. Essas práticas têm a ver com assédio e de hostilizações.

Essa identificação do jornalista e dos meios de comunicação como inimigos públicos a serem combatidos vai fincando raízes, contaminando e contagiando um número maior de países, inclusive democracias. A gente vê um cenário de desinformação maior. E esse conjunto de fatores vai criando uma percepção geral de que está mais difícil ser jornalista.

Agência Brasil - Como a sociedade deve entender a importância da liberdade de imprensa?

Artur Romeu - Muitas vezes, a gente entende a liberdade de imprensa como um direito que pertence a jornalistas e meios de comunicação. Mas é fundamental a gente deslocar essa ideia.

A gente tem que valorizar a dimensão coletiva e a dimensão social do direito à liberdade de imprensa, na medida em que eu, como cidadão, preciso de informações de confiança, livres, independentes, íntegras, para tomar decisões importantes para mim, para as minhas escolhas.

Nesse sentido, o direito a uma informação livre, plural, independente, é um direito que pertence à sociedade como um todo. Todos nós precisamos dessa informação. Como direito à saúde, direito à moradia adequada, direito ao trabalho. É um direito vital para nossa participação na vida pública.

Agência Brasil - Nas Américas, vivemos em cenários múltiplos também, com crises de diferentes características, certo?

Artur Romeu - O continente americano tem tido uma deterioração muito significativa. Além de Estados Unidos e Argentina, Peru e Equador são outros países em que a situação piorou muito nos últimos anos. Os discursos públicos de Javier Milei [presidente da Argentina] e também as ações dele, como o fechamento da agência Telan, que era uma das maiores agências públicas de notícias da América Latina mostram isso. Ele fechou, na semana passada, a Casa Rosada para jornalistas.

No Equador e no Peru, houve jornalistas assassinados no ano passado. No Equador, também há um momento de instabilidade política com declarações sucessivas de estados de exceção e toques de recolher. O México é o país mais violento. É o país onde mais se matou jornalistas na América nos últimos 20 anos. Mais de 150 jornalistas assassinados desde 2010. É um país que segue baixo no ranking por conta de um cenário de violência extrema contra a imprensa em muitos estados mexicanos, mas que não teve grandes variações.

Agência Brasil - A Repórteres Sem Fronteiras faz recomendações para reverter essa tendência de queda na liberdade de imprensa?

Artur Romeu - É fundamental que haja uma valorização do trabalho jornalístico do ponto de vista realmente dos governos. O ranking não é uma avaliação de governos, mas sim das condições que estão colocadas, nas quais os governos têm um papel também fundamental.

O ponto central aqui em termos de recomendação é que, durante muito tempo, alguns atores entenderam que a garantia da liberdade de imprensa se dá apenas pela ausência de ingerência ou de interferência de governos.

O ponto é que isso não é suficiente. O governo não deve somente se abster de interferir como agentes de censura. Eles têm que proativamente agir para garantir um ambiente mais favorável ao jornalismo. Isso significa desenvolver políticas públicas e regulações que vão fortalecer essa possibilidade.

A gente precisa de novas legislações de regulação das plataformas e da inteligência artificial. A gente precisa de mecanismos de proteção. É necessário um conjunto de leis de fomento ao jornalismo com mais pluralismo e diversidade na mídia e com leis de incentivos ]]></description>
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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano ficou em 6,1%. O indicador fica acima do registrado no quarto trimestre de 2025 (5,1%), porém é a menor taxa de desocupação para um primeiro trimestre desde 2012, quando começou a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

Nos três primeiros meses do ano passado, o desemprego tinha marcado 7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro.

Notícias relacionadas:Banco Central reduz juros básicos para 14,5% ao ano.Entidades do setor produtivo cobram cortes maiores da Selic.Simples exigirá nota fiscal nacional única a partir de setembro.Desde o trimestre encerrado em maio de 2025, a taxa de desemprego não ultrapassava 6%. No trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2026, a taxa de desocupação foi de 5,8%.

No entanto, o IBGE não recomenda comparação em meses imediatamente seguidos, pois há sobreposição de dados. Por exemplo, os números de fevereiro se repetem nas duas últimas divulgações da pesquisa. Por isso, o instituto prefere fazer comparações com o quarto trimestre de 2025.

Trabalhadores

O primeiro trimestre de 2026 terminou com 6,6 milhões em busca de emprego. É a chamada população desocupada. O contingente é 19,6% superior (1,1 milhão de pessoas) ao do quarto trimestre de 2025, porém fica 13% a menos que o primeiro trimestre de 2025.

No mesmo trimestre, o total de ocupados chegou a 102 milhões de pessoas, 1 milhão a menos que no último trimestre de 2025 e 1,5 milhão acima do contingente do primeiro trimestre do ano passado, ou seja, comparação anual.

Comportamento sazonal

O comportamento do mercado de trabalho no primeiro trimestre foi marcado por características sazonais, ou seja, típicas do período do ano, como explica a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy.


“A redução do contingente de trabalhadores ocorreu em atividades que, tipicamente, apresentam esse comportamento; seja devido à tendência de recuo no comércio nesse período do ano; seja pela dinâmica de encerramento de contratos temporário nas atividades de educação e saúde no setor público municipal.”


De todos os 10 agrupamentos de atividades apurados pelo IBGE, nenhum apresentou crescimento de ocupados, e três tiveram queda: comércio (1,5%, ou menos 287 mil pessoas ocupadas), administração pública (2,3%, ou menos 439 mil pessoas) e serviços domésticos (2,6%, ou menos 148 mil pessoas).

Queda na informalidade

Apesar de a taxa de desocupação ter aumentado no primeiro trimestre de 2026 em relação ao último trimestre de 2025, o Brasil vivenciou redução da informalidade.

No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,1 milhões de trabalhadores informais, ou seja, sem direitos trabalhistas garantidos.

No fim de 2025, a taxa era de 37,6%, enquanto no primeiro trimestre de 2025 era 38%.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado ficou em 39,2 milhões, sem variações significativas no trimestre, mas subindo 1,3% (504 mil pessoas a mais) em um ano.

O contingente de trabalhadores sem carteira no setor privado teve retração de 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Em um ano, houve estabilidade, isto é, sem mudança estatística significativa.

O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre: 26 milhões. Em comparação ao primeiro trimestre de 2025, houve alta de 2,4% (607 mil pessoas a mais).

Pnad

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do instituto, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A Pnad é divulgada no dia seguinte a outro indicador de comportamento do mercado de trabalho, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e que acompanha apenas o cenário de empregados com carteira assinada.

De acordo com o Caged, março apresentou saldo positivo de 228 mil vagas formais. Em 12 meses, o balanço é positivo em 1,2 milhão de postos com carteira assinada. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Brasil chegou à 52ª colocação no último ranking que avalia a liberdade de imprensa no mundo. Com o resultado, o país cresceu 58 posições desde 2022 e ultrapassou, pela primeira vez, os Estados Unidos, que ocupa a posição 64.

O levantamento foi divulgado, na quinta (30), pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF). 

Notícias relacionadas:Milei proíbe acesso de jornalistas à Casa Rosada: “ataque à imprensa”.Fachin diz que imprensa exerce papel fundamental para a democracia.Bispos pedem diálogo após proibição de jornalistas na Casa Rosada.Em relação ao ano de 2025, o Brasil cresceu 11 posições. Na América do Sul, ficou atrás apenas do Uruguai, que está na 48ª colocação. Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, no entanto, o caso de melhora brasileiro é uma das exceções no mundo.


“Trata-se de um avanço muito expressivo em um contexto em que a maioria dos países tem vivido um cenário de deterioração”, considerou o diretor da ONG para América Latina, o jornalista brasileiro Artur Romeu. 


Para ele, o Brasil é um ponto fora da curva com evolução depois dos momentos de tensão durante o governo de Jair Bolsonaro, quando havia ataques diários contra jornalistas. “Um dos marcadores é um cenário de volta à normalidade, a uma relação institucional dentro de um ambiente democrático entre um governo e a imprensa”, afirmou Romeu.

Outro motivo de evolução brasileira foi não ter jornalistas assassinados no país, desde a morte de Dom Philips, em 2022, na Amazônia. Entre 2010 e 2022, foram 35 jornalistas assassinados no Brasil. Além disso, o país tem estruturado ações de proteção ao trabalho jornalístico.


“O Brasil tem observado uma agenda da regulação das plataformas, de inteligência artificial, da defesa da integridade da informação e do enfrentamento à desinformação.”


Outras medidas pontuais citadas pelo diretor na entidade foi a criação de um Observatório Nacional de Violência contra Jornalistas e a adoção de um protocolo de investigação de crimes cometidos contra a imprensa. No entanto, Artur Romeu contextualiza que o crescimento do Brasil tem também relação com a degradação da situação em outras nações. 

Parâmetro negativo

A pontuação do Brasil subiu em torno de 11 pontos. Por outro lado, os Estados Unidos têm se tornado um parâmetro negativo, já que também encorajaram outros governos mais alinhados aos Estados Unidos a adotarem e reproduzirem práticas semelhantes. “Os efeitos disso vêm sendo constatados também na Argentina, do presidente Javier Milei. O país caiu já 69 posições desde 2022 para cá”.

No caso dos Estados Unidos, segundo avalia o diretor da ONG, é que o governo opera para instrumentalizar uma visão deturpada de liberdade de expressão ao atacar a imprensa. “A gente vê, em vários desses países, uma lógica de hostilidade sistêmica ao trabalho da imprensa, que capitaliza ganhos eleitorais ao alimentar uma lógica de polarização política”.

Pressões

As ameaças não chegam apenas de representantes eleitos. Há, ainda como exemplo, a instrumentalização da Justiça para intimidar jornalistas e a imprensa. A imprensa brasileira também seria alvo de processos judiciais abusivos.


“Há um cenário de criminalização do jornalismo, que é quando através de legislações são usadas para calar a imprensa.”


Artur Romeu explica que, nos últimos quatro anos, quatro dos cinco indicadores do Brasil subiram. Apenas um caiu. Foi o que mede questões como a percepção de confiança da sociedade à imprensa, o volume e intensidade de campanhas de ódio contra jornalistas, a pluralidade de opiniões refletidas na imprensa e a percepção sobre autocensura de jornalistas.

Pelo mundo


“Pela primeira vez na história do Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, mais da metade dos países do mundo se encontra em uma situação difícil ou grave&quot;, apontou o relatório.


Nos 25 anos em que é feito o ranking, a pontuação média de todos os países do mundo nunca foi tão baixa. A situação dos Estados Unidos, por exemplo, é observada no relatório em função de que o presidente Donald Trump transformou os ataques aos jornalistas, na avaliação dos pesquisadores, uma prática sistemática. Isso fez com que houvesse uma queda de sete posições neste ano.

De acordo com o relatório, o jornalismo nas Américas apresenta tendência de autoridades que agravam as pressões por caminhos como “retórica hostil”, “restrições jurídicas e

administrativas”, “acesso limitado à informação pública” e “instrumentalização dos sistemas jurídicos”. 

No caso dos Estados Unidos, há ainda a prática de cortes orçamentários em emissoras públicas, interferências políticas na propriedade dos meios de comunicação e investigações com motivação política contra jornalistas e veículos de imprensa. 

“Desde seu retorno ao poder, os jornalistas também passaram a ser alvo durante manifestações, o que reflete uma deterioração mais ampla que constitui uma das crises mais graves para a liberdade de imprensa na história moderna dos Estados Unidos”, ressalta o relatório.

A Argentina, sob o governo de Javier Milei, também teve queda na situação de liberdade de imprensa. Chegou à 98ª posição após cair 11 posições. Já há uma perda de 69 posições desde 2022.

Ainda nas Américas, o Equador teve a maior queda na região (com 31 posições), por causa do avanço do crime organizado que matou três jornalistas no último ano. O Peru (144ª), que teve quatro jornalistas assassinados no ano passado, perdeu 14 posições no ranking este ano. Isso significou queda de 67 posições desde 2022.

Na América Central, El Salvador (na posição 143ª) manteve sua tendência de queda, com perda de 74 posições desde a chegada, em 2019, do presidente Nayib Bukele ao poder. 

Na América do Norte, o México (122ª) é o país da região com uma das piores pontuações do indicador de segurança, perdendo apenas para a Nicarágua (172ª). Na lanterna da região, seguem países como Nicarágua (172ª), Cuba (165ª) e Venezuela (160ª), onde a liberdade de imprensa permanece em seu nível mais baixo. As piores posições globais são do Irã, China, Coreia do Norte e Eritreia, segundo o relatório.

A melhor posição das Américas é a do Canadá (em 20º). Os 19 primeiros são todos europeus. O ranking é liderado pela Noruega, seguido da Holanda e da Estônia. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Escala 6x1: jornada menor na Europa manteve empregos e não reduziu PIB</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um artigo publicado na revista científica alemã Instituto de Economia do Trabalho (IZA) não identificou queda do Produto Interno Bruto (PIB) após redução da jornada de trabalho adotada em cinco países europeus entre 1995 e 2007.

O nível do emprego na França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia também não foi significativamente afetado pelas reformas, segundo os pesquisadores Cyprien Batut, Andrea Garnero e Alessandro Tondini.

Notícias relacionadas:Sexta é o Novo Sábado: 41 empresas em Portugal reduzem escala para 4x3.Fim da escala 6x1 é principal bandeira nos atos do 1° de Maio no país .O levantamento da IZA, instituição mantida pela Fundação Deutsche Post, também identificou efeitos positivos, “mas insignificantes”, sobre os salários por hora e o valor adicionado por hora trabalhada. Esses cinco países tiveram ainda um crescimento “relativamente robusto” do PIB no período.


“É, portanto, possível que, mesmo em um cenário clássico de oferta e procura, a redução do tempo de trabalho e o aumento do custo do trabalho por hora trabalhada tenham sido rapidamente absorvidos”, conclui o documento.


Os resultados diferem de pesquisas que vem sendo divulgadas no Brasil no contexto da discussão do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1), com algumas projeções apontando para redução do PIB e do emprego, e outras indicando aumento de contratações devido à redução das horas trabalhadas.

“Entre 1995 e 2007, os países europeus experimentaram um crescimento relativamente forte. A redução do horário de trabalho padrão e o aumento do custo da mão de obra por hora trabalhada foram rapidamente absorvidos, sem efeitos consideráveis ​​sobre o emprego”, diz a publicação de setembro de 2022.

Ao todo, a pesquisa analisou 32 setores da economia, a partir de bancos de dados de instituições europeias, com corte em 2007 para evitar distorções causadas pela crise financeira de 2008.

Também foram excluídos setores como agricultura, educação, saúde, assistência social, artes e entretenimento “porque geralmente [esses setores] apresentam uma alta proporção de trabalhadores autônomos ou de trabalhadores do setor público”.
 


            
        
    

“Partilha do trabalho”

O estudo destaca que o resultado não valida a teoria da “partilha do trabalho”, usada por algumas analistas para projetar aumento do emprego com redução da jornada.

A tese parte do pressuposto de que os empresários tenderiam a contratar mais para repor as horas reduzidas com a reforma.  


“Não há indícios de que a redução do horário de trabalho padrão leve a uma redistribuição do trabalho e a um aumento do emprego total”, comentaram os especialistas.


Por outro lado, a pesquisa também não confirma outra premissa – usada, em especial, em estudos de entidades patronais – de que o aumento do custo do trabalho, por meio da redução da jornada sem redução salarial, tenderia à perda de postos de trabalho.

“Nossos resultados também não apoiam a visão de que reformas na jornada de trabalho padrão, que não implicam também em redução dos salários mensais/semanais, têm um efeito negativo significativo sobre o emprego, como sugeriria um modelo clássico de demanda e oferta de trabalho”, concluíram.

Os estudiosos afirmam que esses resultados sugerem que a redução da jornada, sem alteração nos salários, funciona de forma “muito semelhante” ao aumento do salário mínimo.

Bem-estar do trabalhador

Os pesquisadores descartam que, apesar do estudo focar no nível de emprego após as reformas, é preciso ainda levar em consideração o bem-estar e produtividade dos trabalhadores com a redução da jornada de trabalho.

“Se as reformas do tempo de trabalho não prejudicarem os trabalhadores, seja em termos de salários ou de emprego, ao mesmo tempo que liberam mais tempo de lazer, pode-se argumentar que uma semana ou jornada de trabalho mais curta leva a um aumento do bem-estar”, concluem os estudiosos.

Por outro lado, destaca-se que os retornos “decrescentes” para empresas das jornadas mais longas, indica que uma semana de trabalho mais curta também “poderá beneficiar as empresas em termos de maior produtividade e maior capacidade de atrair e reter trabalhadores”. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Feira literária resgata história afro&#45;brasileira no bairro do Bixiga</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A 2ª edição da Feira do Livro da Rocha (Flir) ocupará o tradicional bairro do Bixiga, na capital paulista, a partir desta sexta-feira (1º). Ao todo, serão três dias dedicados à literatura, à convivência e à ocupação cultural da rua. 

Com programação diversa e gratuita, o palco é a própria Rua Rocha, que dá nome ao evento e reúne espaços ligados à cultura e lazer.

Notícias relacionadas:Começa a valer Plano Nacional do Livro e da Leitura 2026-2036.MEC Livros terá acervo ampliado para 25 mil obras.Edital para ações culturais contínuas abre inscrições no Rio.As autoras Cidinha da Silva, Geni Núñez, Lilia Schwarcz, Luiza Romão, Márcia Tiburi e Micheliny Verunschk são alguns dos destaques da programação. Elas participarão de mesas de conversa e aulas públicas ao longo desta edição, cujo tema é o Bem viver - conceito presente na cosmovisão de povos originários e movimentos como a Marcha das Mulheres Negras.

A mesa de abertura, prevista para as 10h30 desta sexta-feira, terá expoentes do pensamento sobre o bem viver. 

O político Alberto Acosta e o escritor Kaká Werá Jecupé abordam o conceito a partir das cosmologias indígenas, das formulações andinas e da perspectiva das mulheres negras. 

Ainda neste contexto, a escritora e multiartista negra Thereza Santos (1930-2012), que integrou o Partido Comunista e foi ativista do movimento negro e pelos direitos humanos, é a homenageada deste ano no evento. 

A vida e a trajetória de Thereza serão lembradas e celebradas em mesa de conversa marcada para sábado (2), às 18h.

O evento reunirá mais de 60 editoras e livrarias, além de promover cerca de 70 atividades culturais gratuitas. Organizada pela Livraria Simples, com apoio de outros livreiros e organizações do Bixiga, a feira incluirá atividades para crianças, apresentações musicais e roteiros de turismo. 

Um dos roteiros é o Negros do Bixiga, que percorrerá a herança afro-brasileira do bairro. 

Anelis Assumpção e Claudia Balthazar vão tratar, em mesa de conversa, sobre lutas e caminhos para preservação da memória negra, partindo das experiências do Museu Itamar Assumpção e do coletivo Mobiliza Saracura Vai Vai.

Os escritores e jornalistas Fernando Morais e Cecília Olliveira discutirão temas relacionados às dinâmicas políticas no país e o acirramento da violência. O economista e político Eduardo Suplicy analisa, em aula pública, a realidade brasileira e o projeto da Renda Básica de Cidadania.

Outro destaque da edição é a ação pedagógica Jornada Literária, que resultou na compilação de textos escritos por cerca de 50 estudantes de escolas públicas da região, organizados em antologia que será publicada durante o evento. O objetivo é estimular uma produção literária que reflita a diversidade de vozes e experiências dos jovens do território.

Além da programação voltada à literatura, organizações do bairro vão promover atividades como oficinas de reciclagem, de bordado, de tricô, orientação jurídica, atividades físicas e troca de mudas de plantas.

A programação completa está no site da Flir. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Drones ucranianos atingem instalações petrolíferas russas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) afirmou nesta quinta-feira (30) que seus drones atingiram uma refinaria de petróleo perto da cidade russa de Perm, marcando o segundo ataque consecutivo a instalações de petróleo na área, à medida que Kiev busca restringir as receitas de energia de Moscou usadas para financiar a guerra.

A refinaria de propriedade da Lukoil, localizada a mais de 1.500 km da Ucrânia, é uma das maiores da Rússia e tem capacidade para quase 13 milhões de toneladas por ano, informou o SBU.

Notícias relacionadas:Ucrânia: negociações de paz estão paralisadas em meio à guerra no Irã.Invasão da Ucrânia completa quatro anos nesta terça-feira.A Lukoil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

De acordo com informações preliminares, o ataque atingiu uma instalação importante para o processamento de petróleo primário na refinaria, efetivamente colocando a unidade fora de ação, segundo o SBU.

O serviço acrescentou que o ataque atingiu novamente uma estação de bombeamento de petróleo na região que fornece petróleo para a refinaria. A estação foi bombardeada durante a noite dessa quarta-feira (29), e o ataque de quinta-feira causou novos focos de incêndio.

A Ucrânia intensificou seus ataques na Rússia, com o objetivo de desestabilizar o setor petrolífero russo e reduzir a receita que ajuda Moscou a financiar a guerra na Ucrânia, enquanto os preços globais subiram em meio à guerra do Irã e as sanções foram aliviadas contra Moscou.

É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:08:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Na Mesa com Datena recebe padre Júlio Lancellotti nesta terça&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A TV Brasil exibe nesta terça-feira (28), às 21h, uma nova edição do Na Mesa com Datena, programa semanal de entrevistas comandado por José Luiz Datena. Neste episódio, o convidado é o padre Júlio Lancellotti, que reflete sobre religião, teologia, caridade e o cuidado com crianças, pessoas doentes e população em situação de rua.

Além disso, no Na Mesa com Datena, o sacerdote da Igreja Católica também relata situações de ameaça e pedidos de perdão inusitados. Natural de São Paulo, padre Júlio Lancellotti é reconhecido por sua defesa dos direitos humanos e atuação voltada à população em situação de rua.

Notícias relacionadas:Júlio Lancelotti promove almoço de natal para moradores de rua em SP.Padre Júlio diz que há conspiração contra trabalho da Pastoral de Rua.Igreja determina que padre Júlio pare de transmitir missas na internet.No programa da TV Brasil, o convidado compartilha os desafios que enfrenta como responsável pela Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo. Durante o bate-papo com Datena, padre Júlio Lancellotti explica sua relação com as redes sociais, onde tem mais de 2 milhões de seguidores apenas no Instagram.

Sobre o programa

O Na Mesa com Datena marca a chegada de José Luiz Datena à programação da TV Brasil. Com mais de 50 anos de carreira, duas vezes vencedor do Prêmio Vladimir Herzog e passagens pelas maiores emissoras do país, o apresentador conduz entrevistas que se destacam pela escuta atenta e pelo protagonismo reservado ao convidado. Há quase dois meses no ar, o programa já recebeu convidados como o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, o ex-jogador de futebol e apresentador Craque Neto, políticos e outras personalidades nacionais.

A atração integra a estratégia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) de fortalecer o jornalismo em seus veículos, aprofundar debates sobre temas de interesse público, reforçando o papel da comunicação pública como espaço de informação segura, acessível e plural.

Serviço

Na Mesa com Datena com padre Júlio Lancellotti - Terça-feira (28), às 21h, na TV Brasil

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:35 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Esquema de corrupção no Porto do Rio é alvo de operação da PF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um esquema criminoso de facilitação de contrabando e de descaminho no Porto do Rio de Janeiro é alvo da Operação Mare Liberum deflagrada na manhã desta terça-feira (28) pela Polícia Federal (PF), com apoio do Gaeco/Ministério Público Federal (MPF) e da Corregedoria da Receita Federal.

Os agentes cumprem 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A Justiça determinou ainda o afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e de oito analistas tributários.

Notícias relacionadas:Governo anuncia R$ 400 milhões para obras de dragagem no Porto do Rio.Ministério do Trabalho faz nova fiscalização no Porto do Rio.Além disso, foram adotadas medidas de bloqueio de bens e de restrições a atividades profissionais de nove despachantes.


“As investigações apontam atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre produtos importados e declarados, e possível supressão de tributos”, informou a PF.


“Os investigados poderão responder por crimes como corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro”, diz ainda a nota. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:35 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Eleições 2026: prazo para regularizar pendências termina em uma semana</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os eleitores que pretendem votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar suas pendências na Justiça Eleitoral.

O prazo deve ser observado pelo cidadão que quer tirar o primeiro título de eleitor, regularizar o documento, cadastrar biometria, transferir o domicílio eleitoral e atualizar dados cadastrais.

Notícias relacionadas:Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio .Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas.A partir do dia 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado e não serão permitidas alterações nos dados dos eleitores.

Para resolver as pendências, o eleitor pode acessar o serviço eletrônico disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pela plataforma, é possível enviar os documentos solicitados para cada tipo de serviço e acompanhar o andamento da solicitação.

O eleitor também pode procurar os cartórios eleitorais ou postos de atendimento presenciais em todo o país. A localização pode ser encontrada no site do tribunal. 

Alguns serviços, como a coleta de biometria e a solicitação do primeiro título, só podem ser realizados presencialmente.

Regularização 

Para verificar se o título está regular, o eleitor pode acessar a página do TSE na internet e clicar no menu Consultas. Em seguida, basta clicar em Situação do Título. 

O passo a passo para a regularização será indicado pelo sistema eletrônico. 

Cancelamento

O prazo de regularização também deve ser seguido por quem teve o título cancelado por deixar de votar por três eleições seguidas (três turnos consecutivos) e não justificou ausência. 

Além de não conseguir votar nas eleições de outubro, a manutenção do cancelamento pode causar diversas restrições para o cidadão, como não conseguir tirar passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição pública de ensino e tomar posse em cargo público após ser aprovado em concurso.

Primeiro título 

De acordo com a Constituição, o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos e facultativo para jovens entre 16 e 17 anos e quem tem mais de 70. 

Após completar 15 anos, os jovens poderão solicitar a emissão do primeiro título de eleitor. Contudo, somente estará apto a votar quem tiver completado 16 anos na data da eleição. 

Eleição

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais.

Eventual segundo turno para os cargos de governador e presidente ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.  ]]></description>
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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:35 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fim da escala 6x1: estudos divergem sobre impactos no PIB e inflação</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, em tramitação no Congresso Nacional, têm mobilizado pesquisadores sobre os possíveis impactos da medida na economia, a partir do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1.  

De um lado, estudos de entidades que representam o empresariado, as chamadas confederações patronais, projetam queda no Produto Interno Bruto (PIB) e alta da inflação.

Notícias relacionadas:Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6x1.Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1.Fim da escala 6x1: proposta pode aliviar dupla jornada das mulheres.Por outra perspectiva, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) desenham um cenário diferente, com impactos reduzidos atingindo apenas alguns setores, além da criação de mais empregos e possível aumento do PIB.  

Para a economista da Unicamp Marilane Teixeira, a diferença entre as pesquisas sobre os custos econômicos da redução da jornada ocorre porque não se trata de um debate puramente técnico, mas político.  


“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda – ignorando, assim, os ajustes dinâmicos que historicamente ocorrem no mercado de trabalho”, aponta. 


Membro do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesite), Marilene defende que a resistência à redução da jornada, por parte dos empregadores, pode levar a projeções alarmistas.  

“Do ponto de vista dos empregadores, é claro que, qualquer mudança é vista a partir do seu negócio. Eles não olham a economia como um todo, mas isso traz benefícios para o conjunto da sociedade”, acredita. 

Previsões  

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) calcula uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro (-0,7%) com a redução da jornada das atuais 44 para 40 horas. No caso da indústria, o PIB cairia 1,2%. 


“Nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca o presidente da CNI, Ricardo Alban. 


Já a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que reúne empresários desses setores, afirma que a redução da jornada aumentaria os custos sobre a folha salarial em 21%. A estimativa da CNC cita que o repasse de preços ao consumidor poderia chegar a 13%.  Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média. 

“Sem redução dos salários nominais, espera-se por impactos significativos sobre a rentabilidade da atividade comercial no Brasil”, diz a CNC. 

Custos x benefícios 

Já o estudo do Ipea afirma que a alta no custo das empresas com os trabalhadores, a partir da redução da jornada, não passaria dos 10%, no caso dos setores mais impactados. Na média, a previsão é de um custo extra do trabalho de 7,8%.   

Porém, considerando o custo total das empresas, conta que engloba o conjunto de gastos, o impacto da redução da jornada varia de 1%, em setores como comércio e indústria, a até 6,6%, no caso do ramo de vigilância e segurança. 


“Os resultados indicam que a maioria dos setores produtivos apresenta capacidade de absorver aumentos nos custos do trabalho, ainda que alguns segmentos demandem atenção específica”, diz o estudo do Ipea. 


A exceção seriam as empresas com até nove trabalhadores, que empregam cerca de 25% dos assalariados formais do país. Segundo o Ipea, esses negócios podem precisar de apoio estatal para transição à nova jornada de trabalho.   

Um dos autores do estudo do Ipea, Felipe Pateo, afirma que o levantamento da CNC não demonstra, “de forma transparente”, como eles chegaram ao aumento de 21% no custo do trabalho. 

“Mesmo olhando só para o custo do trabalho em si, a gente mostra que, matematicamente, não tem como esse aumento ser maior do que 10% porque é exatamente o tempo de horas que o empregador vai perder em relação ao trabalhador que faz 44 horas semanais”, afirmou. 

A Agência Brasil procurou a CNC para comentar as divergências, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. 

Inflação dos preços 

 


            
        
    
Setor de comércio calcula aumento dos custos com redução da jornada  - Tânia Rêgo/Arquivo/Agência Brasil/Arquivo


Projeções de aumento de preços com o fim da escala 6x1 são destaque nos estudos de entidades patronais como CNC e CNI, que argumentam que o aumento do custo da mão de obra será repassado ao consumidor final.   

O economista da CNI Marcelo Azevedo pondera que a necessidade de contratar mais vai gerar aumento de custos na ponta. 


“Tem aumento de custo porque o valor do salário-hora aumentou, então vai ter aumento de custo. Todos os produtos vão ter aumento. Isso é um efeito que vai se acumulando porque cada setor tem o mesmo problema”, explica. 


Por sua vez, o economista do Ipea Felipe Pateo avalia que o impacto inflacionário será limitado, lembrando que os empresários podem ainda absorver essa diferença com redução de lucros. 


“O aumento no custo operacional é de 1%. Se o empresário repassar integralmente esse aumento, vai ser um aumento de 1% no preço do produto”, afirma Pateo. 


Já a economista da Unicamp, Marilane Teixeira, avalia que não há risco de aumento generalizado de preços. 


“Se fosse assim, então, toda vez que eleva o salário mínimo, você teria um aumento da inflação exponencial porque o salário mínimo tem impacto para o conjunto da economia”, compara. 


Ela acrescenta que praticamente todos os setores da economia atuam com capacidade ociosa, que permite aumentar a oferta em caso de pressão no lado da demanda. 

“Essa ideia de que uma elevação marginal no custo do trabalho pela contratação gera inflação, não se sustenta. O impacto disso no custo total é tão marginal que é óbvio que não vai impactar no preço do produto. E se a empresa compete, ele não vai reajustar preço porque corre o risco de perder cliente para o concorrente”, justifica. 

A nota técnica do Ipea sustenta que a redução da jornada terá efeito semelhante a de aumentos do salário mínimo e afirma que as projeções que preveem redução do PIB e do emprego não são respaldadas por estudos que analisam a experiência histórica brasileira. 

“Aumentos reais [do salário mínimo], que chegaram a 12% em 2001, 7,6% em 2012 e 5,6% em 2024, não causaram efeitos negativos sobre o nível de emprego”, diz a nota técnica do Ipea. 

Divergências 

A divergência entre as pesquisas ocorre porque os levantamentos partem de pressupostos e premissas diferentes para calcular os impactos sobre o PIB e inflação, por exemplo.  

O estudo da Unicamp parte da premissa de que a redução da jornada vai incentivar os empregadores a contratar mais. Em contrapartida, o estudo da CNI parte do pressuposto de que a redução do total de horas trabalhadas diminuiria o total do produto final. 

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explicou à Agência Brasil que os estudos de projeções econômicas simplificam a realidade e precisam definir hipóteses para fazer projeções de impactos da mudança. 


“Você pode assumir que vai ter ganho de produtividade, você pode assumir que não vai ter ganho de produtividade. E tudo bem. Isso faz parte dos estudos, desde que bem explicitados que tipo de hipótese você está assumindo. Não à toa você tem visões diferentes e não necessariamente erradas, mesmo que conflitantes”, pondera. 


Marilene ressalta que a diferença entre as pesquisas não é resultado de uma manipulação das evidências. A partir dos mesmos dados, pode-se chegar a resultados distintos em razão da perspectiva política, econômica e social que o pesquisador tem do contexto que se analisa. 

“É um conflito que chamamos de conflito distributivo. É uma disputa para definir para onde canalizar os lucros, a renda do trabalho, o salário e o consumo. O que está em disputa são os ganhos da produtividade”, completa. 

Produtividade 

 


            
        
    
Trabalhador da indústria- Amanda Oliveira/GovBA


O estudo da CNI aponta que a redução da jornada de trabalho vai impactar a competitividade das empresas. Ele avalia como improvável o aumento da produtividade para compensar a redução das horas trabalhadas. 

Ao aumentar a produtividade, uma empresa pode produzir o mesmo com menos tempo de trabalho. 

“A gente, infelizmente, e por diversas razões que não são simples de contornar, está com uma produtividade estagnada há muito tempo. Ela é baixa frente aos outros países. Acho difícil apostar numa melhora significativa de produtividade”, explicou à Agência Brasil o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo. 

A economista Marilane Teixeira aponta que, mesmo com uma jornada relativamente extensa como a brasileira, a produtividade se mantém estagnada. 


“Portanto, não é a jornada de trabalho que vai resolver o problema da produtividade. Talvez, até reduzindo a jornada de trabalho, você possa melhorar a produtividade porque as pessoas vão estar mais descansadas”, completa. 


O técnico do Ipea Felipe Pateo afirma que há muitas possibilidades para adequação das empresas frente a redução da jornada, não sendo possível antecipar uma queda no PIB. 


“A hora liberada do trabalhador pode gerar também maior produção, maior consumo. Pode fazer com que as outras atividades, no tempo livre, tenham uma dinâmica positiva na economia”, explica.   


Evolução histórica 

 


            
        
    
Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Ulysses Guimarães, ao promulgar a nova Constituição Federal de 1988. - Arquivo Agência Brasil


Em 1988, a Constituição brasileira reduziu a jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais. Em 2002, economistas da PUC Rio e da Universidade de São Paulo (USP) publicaram estudo que não identificou efeitos negativos no nível de emprego. 

“As mudanças relacionadas à jornada de trabalho em 1988 não aumentaram a probabilidade de o trabalhador afetado perder o emprego e diminuíram a sua probabilidade de sair da força de trabalho no ano seguinte à mudança regulatória”. 

O economista da CNI Marcelo Azevedo questiona a comparação da redução atual da jornada com a que foi realizada durante a Constituição de 1988, alegando que a economia mudou muito nesses 40 anos. 


“A economia era mais fechada, não tinha globalização como tem hoje, não tinha o comércio eletrônico de hoje. Era mais fácil absorver os custos com uma inflação elevadíssima como a daquela época”, rebate Azevedo. 


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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Apenas 3% de presos provisórios conseguiram votar nas últimas eleições</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Apesar de o direito ao voto de presos provisórios e adolescentes internados estar assegurado pela Constituição e a Justiça Eleitoral, é pouco provável que a maioria consiga exercer esse direito nas eleições deste ano.

Isso porque há poucas sessões eleitorais previstas e instaladas em estabelecimentos prisionais e socioeducativos. Além disso, é minoritário o número de pessoas em confinamento temporário e adolescentes internados que dispõem de documentação completa para o alistamento.

Notícias relacionadas:Eleições 2026: AGU orienta agentes públicos sobre condutas proibidas.Número de eleitores com mais de 60 anos cresceu 74%, aponta pesquisa.Nas eleições de 2022, segundo relatório da Defensoria Pública da União, apenas 3% das pessoas que estavam nessas condições exerceram o direito de voto.

Participação em queda

De acordo com o advogado Ariel de Castro Alves, membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, nas eleições municipais de 2024 a participação foi ainda menor.


&quot;Enquanto em 2022 tínhamos quase 13 mil presos aptos a participarem do processo de votação, em 2024 esse número caiu para 6 mil, mesmo tendo um número de mais de 200 mil presos provisórios no país&quot;, disse em entrevista à Rádio Nacional. 


Para o especialista, a burocracia impede maior participação eleitoral dos presos que aguardam julgamento.

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que atualmente há no Brasil 200,4 mil (número de abril de 2026, do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões). Também segundo o CNJ, há 11.680 adolescentes em meio fechado (internação e semiliberdade) no Brasil (informação do Painel de Inspeções no Socioeducativo, de janeiro de 2025).

O prazo para que pessoas presas em regime provisório e adolescentes de 16 anos ou mais internados possam fazer alistamento eleitoral ou solicitar transferência de título para votar na sessão onde estejam confinados ou cumprindo medida socioeducativa termina no di 6 de maio.

O direito de essas pessoas votarem está estabelecido na Constituição Federal. Segundo o Artigo nº 15, a cassação dos direitos políticos ocorre quando há “condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos.”

O preso provisório é a pessoa que não foi condenada, cujo processo não transitou nem foi julgado. É o caso de quem está detido por flagrante, ou cumpre prisão temporária ou preventiva para assegurar o andamento de investigações ou processos. Por lei, não devem ficar junto com presos já condenados.

Unanimidade no TSE

A possibilidade legal de os presos provisórios poderem votar foi reafirmada na última quinta-feira (23), por unanimidade, pelos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Corte foi questionada se as restrições ao direito dos presos provisórios previstas na Lei nº 15.358/2026, batizada de Lei Raul Jungmann, poderiam ser aplicadas nas eleições de 4 de outubro deste ano (primeiro turno).

Apesar de estar em vigência, a Lei Raul Jungmann não se aplica à próxima eleição porque não completou um ano em vigor.

Raul Jungmann, que morreu em janeiro deste ano, era presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Ele iniciou a vida política no Partido Comunista Brasileiro, foi eleito deputado três vezes e foi ministro nos governos Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer. Nesse último, ocupou a pasta de Defesa e Segurança Pública. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Morre a vereadora Luciana Novaes, atingida em 2003 por bala perdida</title>
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<description><![CDATA[ Morreu nessa segunda-feira (27), no Rio, aos 42 anos, a vereadora Luciana Novaes (PT), que teve sua trajetória marcada aos 19 anos por uma bala perdida, quando cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no campus Rio Comprido, na zona norte, em 2003. Ela sobreviveu ao diagnóstico de apenas 1% de chance de vida, mas ficou tetraplégica.

A causa da morte não foi divulgada. A parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o fim do ano passado, quando foi internada em estado grave. 

Após o incidente em 2003, Luciana não só superou as dificuldades, como se adaptou à nova vida e voltou a estudar. Formou-se em serviço social e concluiu pós-graduação em gestão governamental. Em 2016, elegeu-se vereadora pela Câmara Municipal do Rio. Foi campeã de leis aprovadas em primeiro mandato.

Em 2020, no auge da pandemia, não conseguiu fazer campanha na rua por ser do grupo de risco, mas mesmo assim, teve 16 mil votos, ficando como primeira suplente.

Em 2022, concorreu ao cargo de deputada federal e obteve mais de 31 mil votos, ficando com a segunda suplência, do PT no Rio e Janeiro. Em 2023, retornou à Câmara Municipal do Rio.

Legado

Ao tomar conhecimento do protocolo de morte cerebral da vereadora, o presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifestou profundo pesar pelo falecimento da parlamentar, uma mulher que transformou a própria dor em propósito e fez de sua trajetória um exemplo permanente de luta.

Ao longo de sua atuação, deixou um legado de quase 200 leis, sempre voltadas para a inclusão, a defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade.  ]]></description>
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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ônibus urbanos do Rio terão orientações de combate ao assédio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Uma campanha de combate ao assédio e à violência de gênero será implementada nos ônibus urbanos do município do Rio de Janeiro. A iniciativa foi tema de reunião entre o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) com representantes do Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade (Rio Ônibus) e da Secretaria de Estado da Mulher. 

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Gênero do MPRJ, promotora de Justiça Isabela Jourdan, “a campanha tem como objetivo conscientizar a população e capacitar mais de 18 mil rodoviários para identificar situações de violência contra a mulher, acolher as vítimas e orientá-las sobre os canais de denúncia disponíveis”.

Notícias relacionadas:Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo.Saiba quais são as novas leis que ampliam a proteção às mulheres.Em 2025, 70% das agressões contra mulheres ocorreram dentro de casa.Além de capacitação, a ação prevê a disponibilização, em todos os veículos, de cartazes trazendo orientações para as mulheres, a fim de garantir segurança e cidadania plenas às passageiras nesse importante espaço que é o transporte coletivo.  

A parceria vai unir o “Pacto Ninguém Se Cala”, implementado no Rio de Janeiro pelo MPRJ, e a campanha “Não é Não! Respeite a decisão”, conduzida pela Secretaria de Estado da Mulher. Durante o encontro, foi discutida a formação de um comitê gestor e a elaboração de um plano de trabalho. Entre os pontos abordados estão a capacitação dos motoristas, cobradores e demais profissionais do setor, a periodicidade das reuniões, a criação de um fluxograma de atuação em casos de assédio, a possibilidade de estabelecer indicadores de monitoramento e os canais de divulgação, entre outros. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PF faz operação em 27 estados contra abuso sexual infantojuvenil</title>
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<description><![CDATA[ A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (28) a Operação Nacional Proteção Integral IV, que tem como objetivo identificar e prender autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes.

Trata-se de uma ação que ocorre de forma simultânea em pelo menos outros 15 países. No Brasil, a corporação cumpre 159 mandados de busca e apreensão em todas as unidades da Federação e 16 mandados de prisão preventiva. 

“A Operação Nacional Proteção Integral IV compõe um esforço internacional coordenado, denominado Operação Internacional Aliados pela Infância VI, voltado ao enfrentamento de crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes”, destacou o comunicado.

Em nota, a PF informou que 503 policiais federais em todos os estados participam da ação, além de 243 policiais civis dos seguintes estados: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.

No âmbito internacional, já foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos seguintes países: Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.


“A ação busca integrar forças policiais nacionais e internacionais no combate a crimes de abuso sexual infantojuvenil, reforçando, no contexto do Maio Laranja, o compromisso com a prevenção e repressão dessas práticas”, destacou a PF.


Dados da corporação mostram que, em 2026, por meio dos chamados Grupos de Capturas, foram cumpridos pelo menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais.

“Embora o termo ‘pornografia’ ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota, preferencialmente, as expressões ‘abuso sexual de crianças e adolescentes’ ou ‘violência sexual contra crianças e adolescentes’, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes”, ressaltou a nota.

“A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e por adolescentes, como forma de reduzir riscos e de proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção”, concluiu a corporação.

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<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 10:45:34 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.

A Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).

Notícias relacionadas:Plano busca fortalecer Sistema Nacional do Meio Ambiente até 2036.Alertas de desmatamento caem 35% na Amazônia e 6% no Cerrado.Acordo Mercosul-UE valerá provisoriamente em maio, confirma governo.Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.

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As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.

Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.

A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.

As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.

Cruzamento de dados

Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.

A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).

Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.

Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.

Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.

A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.

A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Canetas emagrecedoras são tema do Caminhos da Reportagem desta segunda</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O programa Caminhos da Reportagem apresenta, nesta segunda-feira (27), a edição “O boom das canetas emagrecedoras” que aborda o uso intensivo desses medicamentos no processo de perda de peso. A atração vai ao ar às 23h, na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

As canetas emagrecedoras são tema de intenso debate sobre saúde em todo o mundo. A primeira delas chegou ao Brasil em 2017 e, desde então, outras tecnologias para o tratamento de diabetes e obesidade foram desenvolvidas e são comercializadas no país. Ao mesmo tempo que potencializam o tratamento das duas doenças crônicas, também reforçam o que especialistas chamam de “economia moral da magreza”.   

Notícias relacionadas:Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde.Anvisa discute norma para manipulação de canetas emagrecedoras.Anvisa proíbe canetas emagrecedoras irregulares no Brasil.O médico endocrinologista Neuton Dornelas, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, reforça a preferência pelo uso do termo “medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade e de diabetes. &quot;Estamos falando de medicamentos que realmente trouxeram uma revolução no tratamento dessas duas doenças, com resultados na perda de peso e na diminuição de risco cardiovascular&quot;, diz o especialista


“São medicamentos indicados para quem vive com obesidade ou com diabetes ou com as duas coisas juntas. São critérios técnicos que devem ser avaliados sempre por um profissional de saúde”, recomenda.


Francenobre Costa de Sousa, chamada de Nobi por familiares e amigos, tem 58 anos e vive com diabetes tipo 2. Ela foi diagnosticada com a doença aos 45 anos, quando desmaiou dentro de um ônibus e foi parar no hospital. Nobi faz tratamento com insulina, mas o diabetes segue de difícil controle.

A médica de família que acompanha Nobi na Unidade Básica de Saúde (UBS), Alexandra Padilha, conta que o tratamento com medicamentos injetáveis poderia auxiliar a sua paciente. “Seria muito interessante porque poderia até reverter o uso da insulina, no caso dela. Ela tem sobrepeso, poderia voltar para o seu Índice de Massa Corporal [IMC] normal&quot;.

De acordo com os especialistas, para que esse tratamento vença a barreira da desigualdade social, alguns fatores são decisivos, como a queda da patente dos princípios ativos usados nos medicamentos e a possibilidade de produção nacional.

Em 20 de março deste ano, expirou a patente da semaglutida, substância dos medicamentos Ozempic e Wegov. A queda da patente tem impacto no mercado porque permite concorrência.


“Mas é preciso pensar que, muito embora vá baratear, não é um amplo e pleno barateamento. A produção da substância, do insumo farmacêutico ativo, é uma produção mais complexa do que os chamados medicamentos genéricos”, explica Henderson Fust, advogado especialista em Bioética e Regulação da Saúde. 


Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prioridade no registro de medicamentos com os princípios ativos semaglutida e liraglutida, visando à futura produção nacional. A pasta explica que, em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão que assessora as decisões do Ministério da Saúde, deu parecer desfavorável à incorporação da semaglutida e da liraglutida, pois o impacto orçamentário, superior a R$ 8 bilhões, representa o dobro do orçamento anual do Programa Saúde Popular.

Popularização

Enquanto avançam as discussões de como ampliar o acesso a novos tratamentos para diabetes e obesidade na rede pública, o Brasil vive um cenário de “popularização” das canetas emagrecedoras. Essas tecnologias intensificaram o que pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) chamam de “economia moral da magreza”. A pesquisadora Fernanda Baeza Scagliuzi, professora das Faculdades de Saúde Pública e de Medicina da USP, afirma que um corpo magro é visto com uma moralidade de virtuoso, de que “a pessoa se esforçou para chegar até lá”.


“Um corpo gordo é visto como o de alguém que é preguiçoso, que é relaxado, que não tem força de vontade, não tem disciplina e outros estereótipos também muito perigosos. Agora, mesmo as pessoas que não são gordas sofrem a pressão estética pela magreza”, diz a pesquisadora, que estuda também os efeitos colaterais do uso dos medicamentos injetáveis.


Estilo de vida

A dentista Bárbara Lopes já havia usado canetas emagrecedoras, mas voltou a ganhar peso. Enfrentando os desafios da perimenopausa, com pré-diabetes e ansiedade, ela agora está em novo tratamento. “Eu mudava alimentação, buscava fazer um pouco de exercício e não via aquele quadro mudar”.

Sociedades médicas recomendam que o tratamento farmacológico não deve ser feito isoladamente, mas sempre associado à mudanças de estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. A médica geriatra Marcela Pandolfi reforça que nem tudo se resume à medicação. “O estilo de vida para esse paciente vai ser fundamental. É isso que vai fazer com que ele consiga pelo menos equilibrar, fazer com que ele não volte a ganhar todo o peso que perdeu no processo do tratamento”, afirma.

O aumento da oferta e da procura pelas canetas emagrecedoras tem sido acompanhado por irregularidades em etapas como importação, manipulação, prescrição e dispensação dos medicamentos. A Anvisa aumentou a fiscalização desses produtos, bem como forças de segurança e a Receita Federal têm investigado crimes contra a saúde pública e a economia nacional. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 7</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Caixa Econômica Federal paga nesta segunda-feira (27) a parcela de abril do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 7.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 678,22. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 18,9 milhões de famílias, com gasto de R$ 12,8 bilhões.

Notícias relacionadas:Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3.Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a gestantes e nutrizes (mães que amamentam), um de R$ 50 a cada filho de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a cada criança de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.


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Pagamento unificado

Os beneficiários de 173 cidades de 11 estados receberam o pagamento no último dia 16, independentemente do NIS. A medida beneficiou os moradores de 121 municípios do Rio Grande do Norte, que sofrem com a seca, e cinco municípios mineiros atingidos por enchentes. Também foram beneficiadas cidades nos seguintes estados: Amazonas (3), Bahia (17), Pará (1), Paraná (1), Piauí (3), Rio de Janeiro (8), Roraima (6), São Paulo (2) e Sergipe (6).

Essas localidades foram afetadas por chuvas ou por estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade. A lista dos municípios com pagamento antecipado está disponível na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).

Regra de proteção

Cerca de 2,34 milhões de famílias estão na regra de proteção em abril. Essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até R$ 706.

Em 2025, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, a mudança só abrange as famílias que entraram na fase de transição a partir de junho de 2025. Quem se enquadrou na regra até maio de 2025 continuará a receber metade do benefício por dois anos.

 


            
        
    
Arte EBC





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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:32 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Assassinatos e casos de trabalho escravo no campo aumentam no país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou, nesta segunda-feira (27), a 40ª edição do relatório Conflitos no Campo Brasil. Houve uma queda de 28% nas ocorrências: foram 1.593 em 2025, contra 2.207 em 2024. Porém, os assassinatos de trabalhadores e de povos da terra, das águas e das florestas dobraram: passaram de 13 para 26 vítimas no ano passado.

 


            
        
    
Conflitos no campo no país - CPT/Divulgação


Notícias relacionadas:Governo investe R$ 132 milhões em regularização fundiária na Amazônia.Assentamento na Paraíba encerra o mais longo conflito de terra no país.Retirada de sem-terra de fazendas em Rondônia termina com duas mortes.A maior parte dos assassinatos aconteceu na Amazônia Legal. Foram 16 casos, distribuídos entre os estados do Pará (sete), Rondônia (sete) e Amazonas (dois).


“Esses números revelam o avanço de um projeto histórico de expansão colonial e capitalista sobre a Amazônia, que continua atingindo e transformando os povos e territórios inteiros em alvos de expropriação e extermínio”, analisa a integrante da Articulação das CPTs da Amazônia Larissa Rodrigues.


Ela também atribui esse quadro ao fortalecimento do “consórcio entre grilagem, crime organizado, setores do Estado, além de setores privados, que atuam juntos para atingir terras públicas e áreas protegidas”.

O relatório mostra que os fazendeiros são os principais agentes envolvidos nos assassinatos. Dos 26 casos, eles foram responsáveis por 20, seja na condição de mandantes ou de executores.

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Outros registros de violência que também tiveram crescimento de 2024 para 2025 foram as prisões (de 71 para 111), casos de humilhação (de cinco para 142) e cárcere privado (de um para 105).

“A alta dos casos de humilhação e cárcere, por exemplo, se dá pela ação arbitrária da Polícia Militar do estado de Rondônia, que, em novembro de 2025, no contexto da Operação Godos, interrompeu uma reunião pública com cerca de 100 famílias sem terra, despejadas de seus acampamentos, e servidores do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar”, analisa o documentalista do Centro de Documentação Dom Tomás Balduino (Cedoc/CPT) Gustavo Arruda.

“O aumento dos casos de prisões também se dá por conta de ações pontuais da força do Estado sobre comunidades. É reflexo da polícia do estado da Bahia, que prendeu cerca de 24 povos originários da Terra Indígena (TI) Barra Velha; e da Polícia Militar de Rondônia, que realizou diversas operações de perseguição a integrantes da Liga dos Camponeses Pobres (LCP)”, complementa.

Violência

Quando considerados todos os tipos de conflitos, a violência por terra tem o maior percentual (75% ou 1.186 casos), seguida por conflitos trabalhistas (10% ou 159), conflitos pela água (9% ou 148), e acampamentos, ocupações e retomadas (6% ou 100).

Os principais casos de violência na terra foram: contaminação por agrotóxicos (127 casos), invasão (193) e pistolagem (113). As principais vítimas foram os povos indígenas (258 ocorrências), seguidos por posseiros (248), quilombolas (244) e povos sem-terra (153).

Os fazendeiros representam a categoria que mais causou violência no eixo terra (515 casos), seguidos por empresários (180), governo federal (114) e governos estaduais (85).

Os principais casos de conflito pela água envolveram a resistência do povo do campo contra destruição ou poluição (1034), não cumprimento de procedimentos legais (754), diminuição do acesso à água (425) e contaminação por agrotóxico (129).

Os indígenas foram as principais vítimas nos conflitos por água (42 ocorrências), seguidos dos quilombolas (24), pequenos agricultores (20) e os ribeirinhos (17).

Os principais agentes causadores de violências no eixo água foram: mineradoras (34), empresários (29), garimpeiros (26), fazendeiros (23) e usinas hidrelétricas (nove).

Trabalho escravo

O relatório da CPT indica que houve aumento de 5% nos casos de trabalho escravo ou análogo à escravidão (foram 159 em 2025) e de 23% no total de trabalhadores resgatados nesta condição (1.991).

Os pesquisadores destacam a construção de uma usina no município de Porto Alegre do Norte (MT): 586 pessoas foram resgatadas. Elas eram aliciadas nas regiões Norte e Nordeste do país, obrigadas a dormir em quartos precários e superlotados, tinham alimentação precária e sofriam com ausência frequente de água e de energia.

As atividades econômicas com mais trabalhadores resgatados são: construção de usina (586), lavouras (479), cana-de-açúcar (253), mineração (170) e pecuária (154). Segundo a CPT, são setores que historicamente concentram os maiores registros de trabalho escravo, com destaque recorrente para as lavouras e a pecuária.

 


            
        
    
Trabalho escravo no campo - CPT/Divulgação


Plataforma Socioambiental

A CPT lançou nesta segunda-feira, em parceria com o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), o Observatório Socioambiental, iniciativa da sociedade civil que reúne dados sistematizados entre 1980 e 2023 sobre violações de direitos humanos, desmatamento e expansão da agricultura industrial no Brasil.

Segundo os organizadores, dados de diferentes fontes estarão reunidos, cruzados e disponibilizados em um ambiente digital interativo, que permitirá visualizar, de forma segmentada, por estados e municípios, a relação direta entre o avanço da produção de commodities e os conflitos socioambientais no país. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Anvisa suspende venda de xaropes com clobutinol</title>
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				A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (27), a suspensão imediata da venda e do uso de todos os medicamentos que contenham a substância clobutinol. O componente é utilizado na formulação de diversos xaropes antitussígenos comercializados no mercado brasileiro.

A decisão fundamenta-se em um parecer técnico da Gerência de Farmacovigilância do órgão, que identificou um aumento significativo no risco de arritmias cardíacas graves em pacientes que utilizam a substância. Segundo a agência, a gravidade dos efeitos colaterais supera qualquer benefício terapêutico oferecido pelo fármaco.

Notícias relacionadas:Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2.Anvisa atualiza limites de cúrcuma em suplementos alimentares.A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda (27) e já está em vigor. 


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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Boletim Focus: mercado prevê inflação de 4,86% em 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O mercado financeiro aumentou, pela sétima semana consecutiva, as previsões de inflação para 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, em 4,86%.

Na edição anterior do boletim, a previsão era de que o IPCA de 2026 ficaria em 4,80%, acima dos 4,31% projetados há quatro semanas.

Notícias relacionadas:Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities.Alckmin anuncia R$ 10 bilhões para modernização de máquinas agrícolas.Alckmin anuncia R$ 10 bilhões para modernização de máquinas agrícolas.Para os anos subsequentes, as projeções do mercado estão em 4% para 2027; e 3,61% para 2028.

Em março, a alta dos preços em transportes e alimentação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,88% – ante 0,7% em fevereiro. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,14%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC.

Atualmente, o mercado projeta que a Selic fechará o ano em 13% – mesmo percentual projetado na semana passada, mas 0,5 ponto percentual acima das projeções feitas há quatro semanas (12,5%). Para 2027 e 2028, as projeções são de Selic a 11% e a 10%, respectivamente.

Quando estava em 15% ao ano, a Selic registrava o maior nível desde julho de 2006, quando estava fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas.

PIB e Câmbio

Com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas riquezas produzidas no país) e ao câmbio, o mercado reviu para baixo esses índices, na comparação com a semana anterior.

A expectativa é de que a economia do país cresça 1,85% em 2026, percentual ligeiramente abaixo do 1,86% projetado na semana passada. Para 2027, o mercado projeta que o PIB feche o ano em 1,80%. Para 2028, projeta-se uma inflação de 2%, segundo o Focus.

O dólar fechará 2026 contado a R$ 5,25, caso as projeções do mercado financeiro se confirmarem. Na semana passada, a cotação da moeda estadunidense estava em R$ 5,30; e há quatro semanas estava em R$ 5,40.

Para 2027 e 2028, as expectativas apontadas pelo boletim é de o dólar a R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PF apreende mais de duas toneladas de maconha prensada no Paraná</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Ao abordar um caminhão que trafegava pela BR-277, nas proximidades de Guarapuava, no Paraná, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Paraná (Ficco/PR), formada pela Polícia Federal (PF), o Batalhão de Polícia de Fronteira da Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal, encontrou aproximadamente 2.223 quilos (kg) de maconha prensada. Junto com a maconha, os agentes também acharam 357 kg de substância análoga à maconha.

No decorrer da vistoria, também foram encontrados dois pares de placas que seriam as originais do veículo abordado.

Notícias relacionadas:STF confirma decisão sobre porte de maconha para uso pessoal .STF mantém descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.Além da droga, foram apreendidos o caminhão e a carga transportada.A maconha estava escondida sob uma carga de 25 toneladas de alho tipo exportação. O motorista foi preso.

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De acordo com a PF, a ação da Ficco/PR foi resultado do trabalho de integração e compartilhamento de informações entre as forças de segurança e ocorreu neste domingo (26).

O preso e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da PF em Guarapuava, onde foram adotados os procedimentos cabíveis de polícia judiciária. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 27 Apr 2026 13:04:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A diretoria-colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) discute esta semana uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos relacionados a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A popularização das canetas emagrecedoras, que podem ter diferentes princípios ativos, incluindo a semaglutida, a tirzepatida e a liraglutida, ampliou o uso indiscriminado e o mercado ilegal desse tipo de medicamento que, atualmente, só pode ser adquirido por meio de receita médica.

Notícias relacionadas:Vacinação nas escolas segue até dia 30 e meta é imunizar 27 milhões.Butantan busca voluntários para teste de vacina da gripe para idosos.Estado de São Paulo tem mais duas mortes por febre amarela.Em razão dos riscos à saúde da população, a Anvisa vem tomando uma série de medidas para coibir o comércio ilegal, que inclui versões manipuladas sem autorização. A agência também criou grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes.

Também este mês, o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Odontologia (CFO) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF), junto à própria Anvisa, assinaram uma carta de intenção com o objetivo de promover o uso racional e seguro de canetas emagrecedoras.

A proposta é prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares, além de zelar pela saúde da população brasileira.


“A Anvisa e os conselhos propõem uma atuação conjunta baseada em troca de informações, no alinhamento técnico e em ações educativas”, informou a agência.


Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), Neuton Dornelas, avaliou que o uso de canetas emagrecedoras para tratar a obesidade e o diabetes figura como uma espécie de revolução, mas que o uso indiscriminado do medicamento preocupa.


“São medicamentos muito bons, eficazes, potentes, que abriram realmente um grande horizonte para o tratamento, sobretudo para pessoas que vivem com obesidade. São medicamentos que revolucionaram sob essa perspectiva. Tudo o que a gente já teve pra tratar obesidade tinha resultado menos potente, menos eficaz e eu diria até menos seguro.”


“Pra quem vive com uma doença que é crônica, ter a promessa, a expectativa, a esperança de um tratamento, a longo prazo que seja, mas que funcione abriu um horizonte. Esses medicamentos são importantes, ajudam muito não apenas na perda de peso e no controle da glicose, mas, sobretudo, para diminuir o risco cardiovascular”, completou.

Dornelas destacou levantamento recente feito pela Anvisa, segundo o qual a importação de insumos farmacêuticos para a manipulação de canetas emagrecedoras tem sido incompatível com o mercado nacional. Os dados mostram que, apenas no segundo semestre de 2025, foram importados mais de 100 quilos de insumos, quantidade suficiente para a preparação de aproximadamente 20 milhões de doses.

“Quando se fala em 20 milhões de doses, é um número chamativo, mas mais do que isso: eles apreenderam 1,3 milhão de medicamentos por algum grau de ilegalidade ou irregularidade, seja pelo transporte, pelo armazenamento”, lembrou.


“Isso é estarrecedor. É assustador. A Sbem já vem alertando há muito tempo sobre isso. Para que as pessoas não consumam medicamentos de fontes que não são legais, medicamentos que não são registrados. Isso é altamente preocupante. Além disso, ter uma medicação que é aprovada para duas doenças crônicas, diabetes e obesidade, e as pessoas usarem de maneira indiscriminada realmente é condenatório.”


Bloqueio da manipulação

Dornelas destacou ainda que apoiou, junto a outras entidades, a decisão da Anvisa para que farmácias e drogarias passassem a reter as receitas de canetas emagrecedoras desde junho do ano passado. “O consumo desenfreado, eu diria, vem do mercado paralelo”.


“Hoje, diante desse boom, desse exagero que estamos vendo, talvez valesse a pena a Anvisa bloquear por três meses, por seis meses ou até por um ano qualquer manipulação de qualquer uma dessas drogas injetáveis para o tratamento da obesidade”, defendeu.


“Não se tem estrutura, na agência, suficiente para fiscalizar e fazer tudo isso com um volume de 20 milhões de doses. Então, num ponto crítico como esse, eu defenderia o bloqueio da manipulação, nem que seja por um período transitório, até que se tenha outras medidas mais cabíveis pra isso.”

Benefícios x riscos

Ao comentar os benefícios das canetas emagrecedoras para pacientes com obesidade e diabetes, o médico explicou que os medicamentos atuam por meio de três mecanismos de ação: ajudam no controle da glicose; retardam o esvaziamento do estômago ou esvaziamento gástrico, fazendo com que a pessoa mantenha uma plenitude alimentar mais prolongada; e atuam no cérebro, reduzindo o apetite por meio do aumento da saciedade.

“Com isso, eles promovem uma menor ingesta de alimentos e, por meio de mecanismos fisiológicos e da interrelação com outros hormônios, eles promovem uma perda de peso bastante substancial. A semaglutida, por exemplo, tem uma média de 15% de perda de peso e a tirzepatida pode chegar a 22% ou 25%, variando de pessoa para pessoa, dependendo da dose, do acompanhamento de um profissional, além da adesão a outras medidas, como mudança de estilo de vida e melhoras na alimentação.”

Dornelas destacou que todo medicamento pode apresentar efeitos colaterais e que, no caso das canetas, os principais efeitos são náuseas, vômitos e demais sintomas gastrointestinais.


“Com o uso indiscriminado, comprando de fontes não seguras medicamentos não bem armazenados ou transportados, esses riscos aumentam muito”.


“A Anvisa começou a registrar efeitos colaterais mais severos, como a pancreatite. A gente que é médico, que avalia, sabe que a pancreatite já é uma doença, infelizmente, muito frequente. No Brasil, são em torno de 40 mil internações por ano. Mas ela habitualmente é causada por dois grandes fatores: bebida alcoólica em exagero ou pedras na vesícula.”


“Esses medicamentos, por si só, quando se faz o retardo do esvaziamento gástrico, eles promovem uma maior parada do líquido que fica dentro da vesícula biliar. E o fato desse líquido, utilizado no processo da digestão, ficar mais tempo parado dentro vesícula pode facilitar a formação de cálculos. Isso poderia aumentar o risco, para algumas pessoas, de pancreatite. Esse é o maior risco hoje.”


Pilares da segurança

O presidente da Sbem descreveu ainda o que os médicos chamam de quatro pilares da segurança e da responsabilidade em meio ao uso de medicamentos:


	Utilizar um produtor seguro e legal, com registro no Brasil;
	Ter a prescrição de um médico com registro e que faça, inclusive, o acompanhamento adequado, desde o diagnóstico;
	Saber quem está vendendo, preferencialmente farmácias e drogarias em que a compra possa ser feita com segurança;
	Usar doses corretas, seguindo a orientação médica, além de nunca comprar em mercados paralelos.


“Quando a gente fala de efeitos colaterais, não significa que é pra pessoa sentir isso. Náuseas, por exemplo, podem ocorrer entre 30% e 40% dos casos, mas, em tese, não é para acontecer. Então, se a pessoa está usando a medicação e não há efeito colateral, isso é muito bom. Não significa que a medicação não esteja atuando. Entre 60% e 70% das pessoas não sentem nada.”


“Mas náuseas mais intensas, vômitos e, principalmente, dor abdominal importante que não melhora – a dor é o sinal de alerta. Se há dor importante na parte superior do abdômen, temos que pensar na possibilidade, ainda que rara, de uma pancreatite. A dor é o mais preocupante”, concluiu.   
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<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:15:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena acumula para R$ 115 milhões</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O prêmio da Mega-Sena acumulou para R$ 115 milhões na noite do último sábado (25), segundo a Caixa Econômica Federal.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 3.000. Os números sorteados foram: 22, 23, 36, 40, 52 e 60.

Notícias relacionadas:Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 6.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 5.Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3.As 65 apostas que acertaram cinco dezenas conquistaram o prêmio de R$ 64.627,76. Já as 5.255 apostas com quatro acertos ganharam R$ 1.317,67.

As apostas para o próximo sorteio podem ser realizadas em casas lotéricas ou na internet, e o valor mínimo para participar é de R$ 6.
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<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:15:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Palestinos vão às urnas em eleições municipais</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Neste sábado (25), os palestinos votaram em eleições locais que, pela primeira vez em duas décadas, incluíram Gaza e servem como um indicador do clima político, enquanto o governo de Israel busca destruir qualquer futuro para um Estado palestino.

A Autoridade Palestina, sediada na Cisjordânia, afirmou que espera que a inclusão da cidade de Deir al-Balah, na Faixa de Gaza, reforce sua reivindicação de autoridade sobre o território do qual foi expulsa pelo Hamas em 2007.

Notícias relacionadas:Israel aprova pena de morte para palestinos acusados de terrorismo .Entenda relação entre a causa palestina e a guerra contra o Irã.Alguns habitantes de Gaza, que lutam para suprir suas necessidades básicas no enclave devastado, acolheram com satisfação a oportunidade de votar.


&quot;Como palestino e filho da Faixa de Gaza, sinto orgulho de que, após esta guerra, o processo democrático esteja retornando&quot;, disse o eleitor Mamdouh al-Bhaisi, de 52 anos, na seção eleitoral de Deir al-Balah.


A participação, no entanto, foi baixa, com 22,7% em Deir al-Balah e 53,44% na Cisjordânia, segundo dados oficiais. A apuração começou imediatamente e os resultados são esperados ainda neste sábado ou domingo, informaram as autoridades.

Hani Al-Masri, analista político na Cisjordânia, afirmou que a baixa participação em Gaza demonstra que a crise humanitária em curso fez com que a votação não fosse uma prioridade e que as pessoas estivessem focadas na sobrevivência em vez dos processos políticos.

Na Cisjordânia, a participação também refletiu o impacto de um boicote por parte de algumas facções, disse Masri.

Ao votar em uma seção eleitoral na área de Al-Bireh, perto de Ramallah, o presidente palestino Mahmoud Abbas afirmou que, eventualmente, eleições serão realizadas em toda a Faixa de Gaza quando as condições permitirem.


&quot;Gaza é parte inseparável do Estado da Palestina. Portanto, trabalhamos por todos os meios para garantir que as eleições ocorram em Deir al-Balah, a fim de afirmar a unidade das duas partes do país&quot;, disse ele.


Controle sobre Gaza

Desde que o cessar-fogo mediado pelos EUA entre o Hamas e Israel entrou em vigor em outubro, as negociações intermitentes lideradas pelos Estados Unidos fizeram poucos progressos em direção a um acordo que preveja a supervisão internacional de Gaza.

Os governos europeus e árabes apoiam amplamente o eventual retorno da governança da Autoridade Palestina em Gaza, juntamente com o estabelecimento de um Estado palestino independente. Este Estado abrangeria Gaza, Jerusalém Oriental e a Cisjordânia, onde a Autoridade Palestina exerce autogoverno limitado sob a ocupação israelense.

Diplomatas ocidentais afirmaram que as eleições locais podem ser um passo rumo às primeiras eleições nacionais em quase duas décadas e impulsionar reformas para aumentar a transparência e a responsabilização, que, segundo a Autoridade Palestina, já estão em andamento.

&quot;Esperamos que o procedimento realizado hoje seja coroado com eleições legislativas e presidenciais&quot;, disse Munif Treish, um dos candidatos na Cisjordânia.

A votação de sábado é a primeira de qualquer tipo em Gaza desde 2006 e as primeiras eleições palestinas realizadas desde o início da guerra em Gaza, há mais de dois anos, com um ataque transfronteiriço do Hamas contra comunidades no sul de Israel. As últimas eleições municipais na Cisjordânia ocorreram há quatro anos.

Dificuldades financeiras

A Autoridade Palestina tem enfrentado dificuldades para pagar salários, já que Israel retém a receita tributária que arrecada em seu nome, aumentando os temores de um colapso econômico. Israel justifica a retenção dos fundos como um protesto contra os pagamentos de assistência social a prisioneiros e familiares de pessoas mortas por suas forças, que, segundo o país, incentivam ataques.

O governo israelense também tomou medidas para ajudar os colonos a adquirir terras na Cisjordânia. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, afirmou repetidamente: &quot;Continuaremos a matar a ideia de um Estado palestino&quot;.

Em Deir al-Balah, que sofreu menos danos com o ataque de Israel desde 2023 do que outras cidades de Gaza, faixas com listas de candidatos estão penduradas nos prédios.

O comitê eleitoral palestino citou a destruição generalizada como um dos motivos pelos quais a votação não pôde ser realizada no restante da Faixa de Gaza, mais da metade da qual é controlada por Israel, e o restante sob o domínio do Hamas.

Boicote do Hamas

Algumas facções palestinas boicotaram as eleições em protesto contra o pedido da Autoridade Palestina para que os candidatos apoiassem seus acordos, que incluem o reconhecimento do Estado de Israel.

O Hamas, que governa Gaza há quase duas décadas, não indicou formalmente nenhum candidato, mas uma das listas apresentadas na eleição de Deir al-Balah foi vista por moradores e analistas como alinhada ao grupo.

Analistas afirmam que o desempenho de candidatos ligados ao grupo militante pode ser um indicador de sua popularidade. A maioria dos candidatos, inclusive na Cisjordânia, concorre pelo Fatah, o principal movimento político por trás da Autoridade Palestina, ou como independentes.

O Hamas afirmou que respeitará os resultados. Fontes palestinas disseram à Reuters antes da votação que policiais civis do grupo foram mobilizados para proteger as seções eleitorais em Gaza.

O Comitê Central Eleitoral Palestino afirmou que mais de um milhão de palestinos, incluindo 70 mil em Gaza, estão aptos a votar. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:15:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington</title>
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<description><![CDATA[ Um homem fez disparos na noite deste sábado (25) durante um jantar, num hotel em Washington, do presidente Donald Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

Segundo informações obtidas pela Reuters, o suspeito atirou em um agente do serviço secreto, mas não se feriu graças ao colete à prova de balas que usava. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um &quot;lobo solitário&quot;, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos. Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito.

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<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:15:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Homem, atira, durante, jantar, Trump, com, correspondentes, Washington</media:keywords>
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<title>Lula repudia ataque a tiros ocorrido em evento com Donald Trump</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, neste domingo (26) “repudiar veementemente” o ataque contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ocorrido nesse sábado (25) em um encontro com jornalistas em Washington.

“Minha solidariedade ao presidente Donald Trump, à primeira-dama Melania Trump e a todos os presentes no jantar com correspondentes em Washington. O Brasil repudia veementemente o ataque de ontem à noite”, diz a nota publicada por Lula nas redes sociais.


Notícias relacionadas:Homem atira durante jantar de Trump com correspondentes em Washington.“A violência política é uma afronta aos valores democráticos que todos devemos proteger”, acrescentou o presidente brasileiro.


Os disparos foram dados durante o jantar de Trump com correspondentes que cobrem a Casa Branca.

Tiros foram ouvidos nas imediações do local do evento e o presidente e a primeira-dama Melania Trump foram retirados rapidamente do lugar pelo Serviço Secreto norte-americano. O suspeito de ter feito o ataque foi preso e ainda não teve sua identidade revelada.

O suspeito atirou em um agente do serviço secreto – que acabou sendo salvo por usar colete à prova de balas. Além dos disparos, testemunhas disseram a agências internacionais que também foram ouvidas explosões na área próxima ao hotel.

O jantar teve as presenças do vice-presidente J.D. Vance e do secretário de Estado Marco Rubio. Eles também foram retirados do hotel e estão em segurança.

O presidente Trump deu uma entrevista coletiva na Casa Branca após o ataque e disse que o atirador é um &quot;lobo solitário&quot;, termo usado para descrever supostos criminosos que atuam sozinhos.

Apesar da fala de Trump, o Serviço Secreto dos EUA não deu mais detalhes sobre o suspeito. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:15:48 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Banco do Brasil lança conta digital para uso em Portugal</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os clientes do Banco do Brasil podem abrir uma conta digital internacional em Portugal sem sair do Brasil. A novidade, chamada de Conta Digital do BB Portugal, pode ser acessada diretamente pelo aplicativo do banco ou até pelo WhatsApp (61 4004-0001).

Na prática, o serviço facilita a vida de quem precisa movimentar dinheiro no exterior, seja para morar, investir ou fazer negócios na Europa.

Como funciona a conta internacional

Notícias relacionadas:Banco do Brasil prorroga até 30 de abril renegociação de dívidas. Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas.CCBB do Rio abre mostra sobre as cineastas do horror pelo mundo.A nova conta é aberta de forma totalmente online. O cliente passa por etapas de segurança semelhantes às de abertura de contas no Brasil, como:


	validação de dados pessoais;
	biometria facial;
	envio de documentos;
	assinatura digital do contrato.


Tudo isso segue regras exigidas pela legislação europeia. Depois de aberta, a conta permite movimentar dinheiro em diferentes moedas, principalmente euro e dólar.

O que o cliente pode fazer

Com a conta internacional, será possível:


	fazer transferências dentro da Europa (via sistema SEPA);
	enviar e receber dinheiro em várias moedas;
	investir em produtos no exterior;
	usar cartão de débito em euro fora do Brasil.


Além disso, o cliente poderá acompanhar, em um único aplicativo, o dinheiro que tem no Brasil e no exterior, o que facilita o controle financeiro.

Para quem é a novidade

Neste primeiro momento, a conta está disponível apenas para clientes de alta renda do banco, como os segmentos Private e Estilo. Em breve, a Conta Digital do BB Portugal também estará disponível para não clientes do BB no Brasil.

O público-alvo inclui pessoas que:


	têm dupla cidadania;
	moram ou pretendem morar na Europa;
	possuem negócios fora do país;
	querem diversificar investimentos em moeda estrangeira.


Segundo o banco, a expectativa é ampliar o serviço futuramente para mais clientes.

Atendimento e suporte

Um dos diferenciais da conta é o suporte de um gerente, que ajuda o cliente a administrar os recursos e investimentos fora do país.

De acordo com o vice-presidente do banco, Francisco Lassalvia, a iniciativa reforça a estratégia internacional da instituição e atende à crescente demanda de brasileiros com interesses no exterior.

Presença em Portugal

O Banco do Brasil atua em Portugal desde 1972, por meio de sua subsidiária europeia. O país é considerado estratégico por concentrar uma grande comunidade brasileira e manter forte relação econômica com o Brasil.

Com a nova conta digital, o banco amplia sua atuação internacional e oferece uma alternativa mais simples para quem precisa acessar serviços financeiros fora do país, sem a burocracia tradicional de abrir conta no exterior presencialmente. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 11:15:47 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio estimado em R$ 100 milhões neste sábado</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 3.000 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado e estimado em R$ 100 milhões.

Por se tratar de um concurso com final zero, ele recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores, conforme regra da modalidade.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Leis de proteção à mulher: transformação social pode demorar gerações</title>
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<description><![CDATA[ Especialistas que estudam a violência de gênero apontam que a legislação brasileira para o enfrentamento desses casos é uma das mais avançadas no mundo. A Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio, por exemplo, são consideradas marcos legais no combate à violência contra a mulher.

A professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Janaína Penalva pondera, no entanto, que ainda é cedo para avaliar os impactos dessas leis na sociedade.


“Elas são importantes, extremamente importantes. A gente ainda não conhece, não viu na sociedade o impacto de uma legislação protetiva, porque ela é muito recente. Mas ela não é e nunca será suficiente”, afirma a professora, ela, que é especialista em gênero e direito.


Janaína destaca que a Lei Maria da Penha completou 20 anos e a do Feminicídio, dez. Com isso, segundo ela, os efeitos dessa legislação na sociedade vão demorar a ser sentidos.


            
        
    
Pesquisadora Valeska Zanello acredita que transformações sociais decorrentes da legislação protetiva da mulher devem demorar de 30 a 50 anos - Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal


A pesquisadora Valeska Zanello acredita que a transformação real da sociedade provocada por essas leis deve levar ainda de 30 a 50 anos.

“Estudos transculturais mostram que são necessárias pelo menos três gerações para ter modificações nas configurações emocionais. Então, esse é o grande desafio para a nossa geração, para as futuras gerações.”

O arcabouço legal de proteção às mulheres teve avanços com a publicação de novas normas. Sancionada no dia 9 deste mês, a Lei 15.383/2026 estabelece o monitoramento eletrônico do agressor como medida protetiva de urgência, quando houver risco atual ou iminente à vida ou à integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência doméstica e familiar. Além disso, a vítima poderá usar um dispositivo de segurança alertando sobre a aproximação do agressor.

A Lei nº 15.384/2026 tipifica o crime de vicaricídio, que é o assassinato de filhos e outros parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. A legislação prevê pena de 20 a 40 anos em regime fechado para casos de violência vicária.

A pena pode ser aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento, punição ou controle; contra criança ou adolescente ou pessoa idosa ou com deficiência; em descumprimento de medida protetiva de urgência.

Já leis como o Marco Civil da Internet, Carolina Dieckmann e a que criminaliza o stalking (perseguição insistente, física ou virtual), por sua vez, ajudam a combater a violência digital.

Ouça na Radioagência Nacional

 


    
        
            
                
            
        
    





Para o psicólogo Flávio Urra, que trabalha com a ressocialização de autores de violência, foi o movimento de mulheres que pressionou para que a legislação fosse reforçada.


            
        
    
Psicólogo Flávio Urra diz que pressão do movimento de mulheres resultou em mudanças na legislação protetiva - Foto: Flávio Urra/Arquivo pessoal


“Então, mudanças de teorias, mudanças de comportamentos. Foi o movimento de mulheres e alguns poucos homens que se engajaram e lutaram ao lado das mulheres nesse enfrentamento.”

Nos últimos anos, também aumentaram as denúncias. Em 2025, o Ligue 180 recebeu, entre janeiro e outubro, mais de 155 mil denúncias de violência contra a mulher, a maioria delas feita pelas próprias vítimas.

Flávio Urra avalia que hoje em dia a tolerância das mulheres com atitudes machistas é menor. “Muitos homens são denunciados por causa disso. E, como essa mudança não chegou para eles, não acreditam que aquilo que eles fizeram é um crime.”

O consultor de empresas Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres. Na avaliação dele, apesar do arcabouço legal reconhecido, os atos de violência ainda são minimizados culturalmente, assim como a responsabilização dos homens.


“Existem, ainda, muitos discursos que legitimam a violência, em muitos campos, no campo político, no campo educacional, dentro das organizações, principalmente no campo social.&quot;


Na visão de Requião, faltam ações preventivas que sejam eficazes e que interrompam o ciclo de violência.

“Então, se existe um ciclo, é porque ele é contínuo. E, se a gente trabalhasse na prevenção, esse ciclo seria interrompido nas primeiras denúncias de atos violentos. A gente atua depois que a violência aconteceu. Não é à toa que é amplamente divulgado pelos institutos de defesa da mulher sobre o ciclo da violência”, diz Requião.

Para ele, não se trata de um problema de falta de leis, mas de um cenário que requer transformação cultural.


            
        
    
Pesquisador em masculinidades, Ismael dos Anjos diz que existem limites, inclusive legais, que dificultam o papel dos homens no cuidado - Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal


O jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos acredita que os homens precisam se engajar e lutar por mudanças. Segundo ele, existem limites, inclusive legais, que dificultam o papel dos homens no cuidado, por exemplo.

Como embaixador da CoPai, coalizão pela licença-paternidade, o jornalista cita o aumento gradual da licença-paternidade de cinco dias para 20 dias, ao final desta década. A ampliação está prevista na Lei n° 15.371, sancionada no fim de março deste ano. Apesar de considerar o aumento uma vitória, Ismael dos Anjos diz que 20 dias ainda não são suficientes para um pai cuidar de um filho recém-nascido.

Ele entende que as estruturas culturais, econômicas e institucionais só vão mudar quando homens fizerem sua parte nas micropolíticas de mudança de comportamento. “Só passa a ter trocador no banheiro masculino quando homens suficientes perguntarem &#039;onde eu posso trocar a fralda do meu filho?&#039;”

Para o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, além de um sistema de Justiça que responsabilize, criminalize, julgue e conceda a pena, são necessárias mais políticas públicas transformadoras.


“Política pública significa a gente ter investimento público na promoção de saúde, na prevenção,  na construção de práticas educativas, de mensagens que são colocadas, de ensinar os profissionais de saúde, de educação, que estão em contato com esses meninos e como construir boas conversas nesse aspecto&quot;, defende.


Em 2025, foram sancionadas 19 leis de proteção social à mulher. Além disso, tramitam no Congresso Nacional vários outros projetos sobre o tema. Um deles equipara a misoginia a crimes de discriminação, como o racismo, tornando condutas de ódio contra mulheres inafiançáveis e imprescritíveis.

*Colaborou Luciene Cruz

+ Ouça também:

Educação familiar é essencial na redução do machismo e feminicídios

Escola, espaço de enfrentamento ao machismo e não de risco às meninas

Crescem discursos misóginos e machistas nas redes sociais

Iniciativas engajam homens no combate à violência contra a mulher

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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Família e escola devem liderar luta antimachismo, dizem especialistas</title>
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<description><![CDATA[ Em 2025, a cada 24 horas, ao menos 12 mulheres foram agredidas, em média, no Brasil, o que representa 4.558 vítimas de violência no ano, segundo pesquisa da Rede de Observatórios da Segurança. O dado se refere a casos registrados em nove estados monitorados pela rede: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.

O machismo estrutural faz com que esses casos se repitam, na avaliação de especialistas entrevistados pela Rádio Nacional. Por isso, eles defendem que é urgente a inclusão dos homens na construção de soluções que aumentem o engajamento masculino na luta contra a violência e mudem essa realidade.

Levantamento feito pela ONU Mulheres e pelo Instituto Papo de Homem mostra que 81% dos homens e 95% das mulheres avaliam que o Brasil é um país machista.

Ouça na Radioagência Nacional

 


    
        
            
                
            
        
    





O psicólogo Flávio Urra, que trabalha na reeducação com foco na ressocialização de autores de violência, considera que, diferentemente dos homens, as mulheres mudaram o mundo legitimando uma série de pautas. No entanto, diz ele, “os homens continuam com a mesma cabeça de 30 anos atrás, de 50 anos atrás, querendo aquele modelo de família, aquele modelo de mulher que não existe mais.”

Existem exceções, como o engenheiro Carlos Augusto Carvalho, de 55 anos. Em conversas com outros homens, ele aprendeu que combater o machismo é uma luta diária. “Eu acho que o machismo é essa coisa que está enraizada e que a gente tem que diariamente combater. Realmente levantar uma bandeira forte para eliminar isso do nosso caminho.”

 


            
        
    
Para o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral, a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar - Foto: Joédson Alves/Arquivo/Agência Brasil


Família e masculinidades

O psicólogo e terapeuta familiar Alexandre Coimbra Amaral avalia que as dinâmicas familiares influenciam a visão de mundo de crianças e adolescentes e têm um componente cultural. Ele compara a família a um país, com seus códigos. Quando o indivíduo nasce nesse país, aprende o certo, o errado, como se come e se veste, o que se pode ou não falar e como crianças e idosos devem ser tratados.

Amaral entende que existem várias formas de ser homem. No entanto, quando a cultura familiar assume que ser homem é seguir o padrão tradicional, sem outros modelos de masculinidade, entrega para a criança e para o adolescente uma maneira de pensar que pode favorecer a violência.


“Essa biografia mais enrijecida ensina que homens têm que deter o poder, precisam dominar, precisam submeter e, quando as pessoas não são regidas por esse binômio, dominação e obediência, a violência precisa aparecer como uma espécie de cala boca.”


Para o psicólogo, o diálogo na família deve ser aberto não com a justificativa do homem de que foi essa a maneira como ele foi criado, mas que ele saiba questionar a criação que teve.

”Que ele possa se perguntar quais foram os prejuízos que eu tive na condição de homem por eu ter aprendido a ser homem dessa forma, com meu pai, com meu avô, com meu tio, com meu bisavô, vendo todos esses homens. Quais foram as coisas que eles perderam na vida?”

 


            
        
    
Orientador familiar Peu Fonseca defende a construção de uma nova identidade, pensada por homens e mulheres, que não leve à violência - Foto: Gustavo Minas/Divulgação


Na opinião do educador parental Peu Fonseca, é preciso haver uma identidade nova, coletiva e social, pensada por homens e mulheres, que não leve à violência.


“É preciso que essa identidade se afaste do que nos trouxe aqui até hoje, porque o que nos trouxe aqui até hoje está matando mulheres. A gente não tem como admitir isso mais. Chega! É preciso ensinar os nossos meninos a gostar, e não odiar meninas. E não se sentirem ameaçados. O fato de as meninas ocuparem espaços que antes eram nossos não diz sobre as meninas quererem nos dominar. Diz sobre a gente não querer aprender coisas novas.”


Peu Fonseca é pai de João, Irene, Teresa e Joaquim. Para ele, o grande desafio dos pais e responsáveis é entender que o papel de cuidar não é sobre controlar quem serão essas crianças. Mas acolher, dialogar, orientar. “Indicar caminho, corrigir rotas, ser margem e, em outros momentos, ser fluxo, ser água corrente, para que elas se lancem mais ao mundo.”

O consultor de empresas Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres. Para ele, a família, além da  escola e das redes sociais, deve ser protagonista na formação da masculinidade – seja ela sadia, madura, benéfica ou tóxica.

Requião acredita que a família contribui quando não reforça estereótipos do tipo “homem não chora”, “não faz trabalho doméstico” e “não cozinha”.


            
        
    
Pesquisador em masculinidades, Ismael dos Anjos diz que meninos devem ser estimulados a ter cuidado consigo e com o outro - Foto: Ismael dos Anjos/Arquivo pessoal


O jornalista e pesquisador em masculinidades Ismael dos Anjos diz que, diferentemente das avós e mães, as meninas de hoje já aprendem que o lugar delas é onde quiserem. Agora é a vez de os meninos buscarem uma nova realidade em que cuidem de si e do outro.

Ele defende que, para um futuro mais igualitário, brincadeiras como polícia e ladrão e pega-pega, por exemplo, sejam substituídas por atividades lúdicas em que os meninos sejam estimulados a ter cuidado consigo, com o outro e também com o ambiente ao redor. “Se existe professor e aluna, mamãe e filhinha, por que a gente não ensina professor e aluno, papai e filhinho para os nossos meninos?”

Ismael dos Anjos acredita que “mudar a chavinha” para entender que o cuidado não deve ser algo compulsório apenas para as meninas, mas também seja algo estimulado entre os meninos desde cedo, provocará “uma mudança cultural e uma mudança desejável para uma sociedade de homens que, caso ascendam a posições de influência, de liderança, saibam a responsabilidade que carregam consigo nesses papéis.”

Escola no letramento de gênero

Sete em cada dez professores já presenciaram situações indesejadas de sexualização e silenciamento contra meninas, segundo um estudo da organização não governamental (ONG) Serenas. A ONG trabalha na prevenção de violências contra meninas e mulheres.


            
        
    
Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero - Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal


A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, referência em gênero e saúde mental, avalia que as instituições de ensino têm papel fundamental na promoção do letramento de gênero. Ela pontua que a tendência é reproduzir os valores aprendidos, como um ciclo de violência familiar. Por isso, vê na escola, na obrigatoriedade do ensino gratuito, público para todas as crianças e jovens, a chance de mudar essa realidade.

“Em muitas famílias a gente vai ter uma genealogia, uma repetição dessa violência por muitas gerações. Então, se minha bisavó apanhava, minha avó apanhava, minha mãe apanhava, o que eu como menina aprendo? É um direito desse homem quando se sente aborrecido, não obedecido, recorrer à violência. É importante então que isso seja problematizado.”

A coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas, do Ministério da Educação (MEC), Thaís Luz, concorda que a escola deve ser um espaço de enfrentamento e não de risco.

Ela ressalta que essa luta exige a articulação da escola com as famílias, a comunidade, a rede de proteção, de assistência social, de saúde e o sistema de Justiça. Thaís Luz afirma que a educação básica é importante para a transformação da sociedade e também para desconstrução de padrões culturais machistas.


“Quando nós trabalhamos intencionalmente temas como respeito, equidade, empatia, resolução pacífica de conflitos, nós estamos contribuindo diretamente para a prevenção da violência, incluindo a violência contra meninas e mulheres.”


Para a coordenadora-geral, historicamente, não é um desafio simples. Esses são temas ausentes da formação inicial dos professores, se tornando um desafio estrutural, mas que não deve ser visto como limitador. Para mudar essa realidade, o programa Escola que Protege, do MEC, se soma a outras ações de capacitação nas redes de ensino no enfrentamento à violência.

Ela destaca o curso Escolas ON Violências OFF, em parceria com a ONG Serenas, e também cursos sobre cidadania, democracia e direitos humanos desde a escola, com o Instituto Auschwitz.

“Tudo isso com o objetivo de garantir que os profissionais tenham o repertório necessário, se sintam seguros e sensíveis para lidar com essas situações do cotidiano da escola.”

Thaís Luz defende que, na implementação das mudanças, é fundamental que gestores e entes federativos estejam comprometidos. Para ela, a escola é a parte mais importante dessa transformação, e os profissionais de educação são os protagonistas desse processo, por isso precisam ter apoio institucional.

“Então, é muito importante também reconhecer a responsabilidade dos entes federativos em garantir as condições para que essa agenda se concretize, oferecendo suporte, formação e a estrutura adequada para suas redes, para suas escolas.”


            
        
    
Professora da Faculdade de Direito da UnB, Janaína Penalva diz que ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência - Foto: Janaína Penalva/Arquivo pessoal


Professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB), Janaína Penalva também acredita que a transformação social começa pela escola, com a formação de professores e professoras capazes de identificar os estereótipos de gênero presentes na sociedade e nos próprios livros produzidos para a educação.

Para Janaína, um ensino emancipatório é muito poderoso na prevenção de várias formas de violência, incluindo os casos de agressão a mulheres.

Recentemente, o governo lançou um pacote com ações que vão do ensino básico à educação superior e que inclui no currículo conteúdos relativos ao combate à violência contra meninas e mulheres.

O psicólogo Alexandre Coimbra Amaral concorda que a questão de gênero deve ser obrigatória na grade escolar. Ele critica a tentativa de movimentos conservadores de impedir esse avanço afirmando se tratar de ideologia de gênero.


“Essa expressão ideologia de gênero nem existe no campo científico. E, portanto, não existe uma construção de uma ideologia, o que existe é a possibilidade de se conversar abertamente. Toda a história da psicologia mostra o seguinte: onde a palavra não pode existir, há adoecimento psíquico.”


Para o psicólogo, não deve ser feita uma “patologização” do menino que comete uma ação inadequada, nem haver uma conduta punitivista como suspensão ou castigo, mas é necessário promover um diálogo que envolva também as meninas. “Aproveitar aquilo ali como ação educativa. Abrir uma roda de conversa e falar assim: ‘o que a gente pode aprender disso aqui? Quem já se sentiu no lugar dele e no lugar dela?’”

Amaral lembra que a própria criança que age de forma agressiva com outra pode ter sido a vítima em circunstâncias anteriores.

Machismo: redes sociais

Estudos revelam o crescimento de discursos misóginos e machistas nas redes sociais. Passaram a ser comuns, entre outros, os termos machosfera, para se referir a fóruns e grupos na internet que defendem a masculinidade tóxica, o ódio às mulheres e a oposição aos direitos femininos, ou redpills, como são chamados os homens que teriam “despertado” para uma suposta realidade em que as mulheres são exploradoras e manipuladoras.

Um levantamento atualizado este ano, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mostra que 90% dos canais do YouTube identificados em 2024 com conteúdo misógino continuam ativos na plataforma. Mais de 130 perfis seguem disponíveis e publicando vídeos.

“As redes sociais estão claramente, neste momento, assumindo que promovem mais o tipo de masculinidade tóxica, perversa e violenta”, diz o psicólogo Alexandre Coimbra Amaral. Para ele, não existe neutralidade uma vez que as redes são regidas pelas big techs.

Amaral avalia que a preferência tem sido pelo conteúdo que repete a mensagem masculina mais violenta, que tem mais alcance e engajamento. Ele alerta que as redes sociais são perigosas por serem uma espécie de TV em que os programas mais vistos, com mais audiência, não são os que o público escolhe, mas os que elas escolhem repetir várias vezes.

O psicólogo defende a construção de um diálogo fora e dentro das redes que questione “o malefício desse conteúdo para os meninos e os adolescentes, para a formação dos homens e para a construção de uma sociedade que não seja regida pela barbárie”.


            
        
    
O consultor Felipe Requião trabalha com o engajamento de homens na promoção da equidade de gênero e na prevenção da violência contra as mulheres - Foto: Felipe Requião/Arquivo pessoal


O consultor Felipe Requião concorda que as redes sociais amplificam conteúdos misóginos, com comunidades de validação. Para ele, a internet acaba tendo um papel de educar mais os meninos, na comparação com a formação oferecida por adultos.

“Às vezes, eu dou o celular na mão de um jovem, de um menino, achando que eu estou ocupando o espaço dele, ocupando o tempo dele, fazendo com que ele tenha acesso à tecnologia. Mas, na verdade, eu estou dando uma forma de educação por algo, por alguém com quem eu não concordo, que eu não conheço e que eu não tenho controle sobre o que está sendo falado. O desafio é ocupar esse espaço com alternativas reais, verdadeiras, de pertencimento masculino saudável.”

Para a psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello, a internet tem um lado negativo e um positivo. Como exemplo de mau uso, as redes sociais amplificam a violência digital com o cometimento de novos tipos de crimes. “A gente vai ter o uso da IA [inteligência artificial], por exemplo, para divulgar fotos montadas de mulheres nuas, então, um novo tipo de nude, mas que nunca existiu, mas o fato de nunca ter existido não impede que afete a honra, as relações sociais das meninas e mulheres.”

No entanto, as novas tecnologias podem se tornar poderosas aliadas quando amplificam o letramento de gênero, a compreensão, a desconstrução e a crítica das normas sociais e estereótipos impostos a homens e mulheres.

As redes sociais, no seu bom uso, combatem a violência digital, com conteúdo educativos, além de possibilitar uma rede apoio e o alcance das denúncias. As campanhas de mobilização podem ser citadas como exemplo. Uma das estratégias é o uso de hashtags. Criado pela ONU Mulheres, o movimento #ElesPorElas (HeForShe) busca engajar homens e meninos na promoção da igualdade de gênero e no empoderamento feminino. Movimentos como o #Metoo, contra o assédio sexual, e o #MexeuComUmaMexeuComTodas evidenciam a importância de dar voz aos movimentos de mulheres.

*Colaborou Luciene Cruz

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Legislação contra violência de gênero avança, mas crimes seguem altos

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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
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<title>Homens se mobilizam para combater machismo e violência contra a mulher</title>
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<description><![CDATA[ Quando o assunto é desconstrução do machismo, grupos, cursos, rodas de conversa e campanhas tentam ajudar, engajando mais os homens no combate à violência contra a mulher e na busca por uma sociedade com mais igualdade.

“Se a gente for olhar o número de homens hoje engajados pelo fim da violência contra a mulher, ainda é muito pequeno. Então, é urgente a gente inserir mais homens nessa discussão”, diz o psicólogo Flávio Urra, do programa E Agora, José?. Ele avalia que, no enfrentamento à violência, é necessária uma participação maior dos homens.


            
        
    
Psicólogo Flávio Urra diz que homens, de modo geral, não se consideram responsáveis pelo machismo - Foto: Flávio Urra/Arquivo pessoal


E Agora, José?

A Lei Maria da Penha determina o comparecimento obrigatório de agressores a programas de recuperação e acompanhamento psicossocial. O programa E Agora, José? Pelo Fim da Violência contra a Mulher é um grupo socioeducativo de responsabilização de homens.

Flávio Urra considera que o homem, de modo geral, não se enxerga como responsável pelo machismo, o que provoca uma resistência muito grande a debater o assunto. O que é maior entre os autores de violência. “Nós fazemos grupos com esses homens, autores de violência contra a mulher, [e no caso] deles a resistência é maior ainda, porque eles se sentem injustiçados por estarem ali obrigados a participar do grupo por uma juíza, um juiz.”

Os participantes do curso oferecido no âmbito do programa frequentam 20 encontros de duas horas de duração. E, ao fim da participação no projeto, segundo Flávio Urra, é unânime a percepção deles de que se tornaram pessoas melhores.


“Estão melhores pais, estão melhores companheiros, trazem isso no discurso que houve uma mudança ali. Se a gente for pensar que já passaram para nós cerca de 2 mil homens e se a gente conseguir, de alguma forma, afetar a vida desses 2 mil homens e das mulheres que convivem com eles, possivelmente está havendo uma mudança na sociedade.”


Ouça na Radioagência Nacional

 


    
        
            
                
            
        
    





Empresas

Com experiência de sete anos como facilitador de grupos de homens, o consultor de empresas Felipe Requião identificou alguns padrões de comportamento recorrentes, como a desresponsabilização individual, com o uso de expressões como “eu não faço esse tipo de coisa, não sou eu” e “tem coisa muito pior que acontece”.

Felipe Requião cita ainda a invisibilização do impacto e, em alguns casos, a vitimização, o deslocamento do foco. De acordo com ele, esse tipo de comportamento resulta de um aprendizado cultural, por isso as rodas de conversa são importantes no processo de mudança.


            
        
    
O consultor de empresas Felipe Requião atua há sete anos como facilitador de grupos de homens - Foto: Felipe Requião/Arquivo pessoal


A resistência dos homens em participar de conversas é presente também no mundo corporativo, observa Requião. “Tem uma [resistência] que é muito recorrente que é a sensação de perda de espaço. &#039;Poxa, agora vão tirar espaço dos homens&#039;. Ou &#039;agora eu não posso mais, não serei considerado para determinadas posições, promoções&#039;, etc.”, afirma.

Felipe Requião ressalta a importância do envolvimento das lideranças na defesa das pautas de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento. Para ele, é fundamental que seja uma jornada contínua, não apenas uma palestra, aula ou roda de conversa. Segundo ele, os homens começam a se envolver no problema depois de três ou quatro encontros reflexivos.

O consultor cita estudos que mostram que um ambiente de trabalho com mais igualdade entre homens e mulheres melhora o clima organizacional.


“Uma mudança real acontece quando a gente, homem, percebe que não está perdendo. Está se libertando de um modelo que nos restringe, que nos limita, que nos cerceia e que a gente pode fazer diferença performando uma masculinidade de um outro lugar.“


Um exemplo de liderança comprometida é o engenheiro Carlos Augusto Souza Carvalho, de 55 anos anos. Ele levou para os funcionários de sua empresa de engenharia a experiência que aprendeu em um grupo de homens. “Ponho palestra para eles sobre masculinidade, e o que sai dessas reuniões é impressionante, é realmente enriquecedor, a gente vê o quanto todos os homens, independentemente de classe social, condição financeira, posição no mundo, de opção sexual, têm para falar.”

Redes sociais

Na internet, existe um espaço terapêutico online e gratuito, oferecido desde 2017 pelo psicólogo Alexandre Coimbra Amaral. Ele diz que a melhora já começa quando os homens percebem que podem expor suas dores, ou apenas testemunhar conversas sobre machismo e masculinidades.


            
        
    
Psicólogo Alexandre Coimbra Amaral oferece espaço terapêutico online e gratuito para homens desde 2017 - Foto: Joédson Alves/Arquivo/Agência Brasil


Terapeuta familiar, Amaral defende que pais conversem sobre o assunto com outros pais, nos grupos de mensagens da escola, para trocar experiências sobre formas de lidar com o problema quando os filhos estão envolvidos.

“Construir parâmetros comuns que vão para além da família, escutar a escola, perceber na escola um lugar possível para construir também essas pontes. Então acho que a formação de comunidade, que é uma coisa em baixa no nosso século, é fundamental para a gente produzir discursos que vão além da família. A comunidade é esse meio do caminho entre a família e as políticas públicas e a lei.”

Laço Branco

O movimento global Laço Branco estabeleceu no Brasil a data 6 de dezembro como Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A campanha promove ações o ano todo, como o projeto Homens de Honra, que forma multiplicadores. Segundo a fundadora e diretora do Instituto Laço Branco Brasil, Patricia Zapponi, faz toda diferença quando é o homem que fala sobre enfrentamento ao machismo em espaços como clubes, escolas e templos.


“Quando você leva o homem, seja para um canteiro de obra, seja para uma escola, você muda o olhar. Então é um desafio, porque o homem, na grande maioria [dos casos], ele é o agente da violência, mas ele passa a ser o agente do enfrentamento. Então ele tem mais voz para falar com o próprio ofensor.”


Para Patricia Zapponi, o engajamento dos homens nos projetos é um dos destaques. “O nosso número de voluntários homens é quase o dobro do número de voluntárias mulheres. E olha que todos eles passam por uma severa inspeção no CPF deles, para a gente saber se não é nenhum ofensor querendo chegar perto da questão.”

A campanha Laço Branco tem ações continuadas e permanentes que envolvem os homens, como o Orange Day. Outra iniciativa são os núcleos integrados de Acolhimento à Mulher, em que advogados prestam serviço às mulheres vítimas de violência.

Escolas

Na educação de crianças e jovens, o programa Maria da Penha Vai à Escola, para prevenir e coibir a violência contra a mulher, é realizado há dez anos pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

Atualmente, fazem parte da parceria o TJDFT, o Ministério Público do Distrito Federal, a Secretaria de Estado de Educação do DF, entre outros. Recentemente, o Maria da Penha Vai à Escola se tornou uma das ações previstas no Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio envolvendo os Três Poderes.


            
        
    
Psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello destaca o papel da escola nas transformações sociais - Foto: Valeska Zanello/Arquivo pessoal


A psicóloga e pesquisadora Valeska Zanello diz que, em todo o país, existem práticas construtivas no sentido de promover reflexão.

“É importante pensar que já existem boas práticas com uma certa história, com uma boa avaliação em vários estados brasileiros. A gente não precisa inventar a roda, a gente precisa trocar esse conhecimento e afinar cada vez mais essas práticas.”

Ela destaca o papel da escola para transformar a comunidade e sugere outras iniciativas que envolvam pais. “É possível também abarcar os pais nesse letramento de gênero, promovendo, por exemplo, nas reuniões, palestras que sejam não apenas informativas, mas que também afetem esses pais sobre esse letramento. Convidando, por exemplo, profissionais de áreas diferentes, para falar sobre violência sexual contra crianças e adolescentes, sobre violência doméstica.”

O orientador familiar Peu Fonseca defende que, para repensar o machismo, é preciso envolver homens e mulheres, em rodas plurais. Ele observa, principalmente em comunidades escolares, que os homens têm os seus próprios grupos de diálogo e conversam entre si.


“Falam sobre o seu parentar, sobre o seu papel no cuidar, tudo isso. Só que eles não falam, talvez, como a gente tem a expectativa do que seja esse papel do homem a ser desempenhado. O que eu acho, na verdade, é que a gente precisa convidar os homens e os pais para ambientes integrados, inclusive não apenas entre homens, mas também com mulheres.”


*Colaborou Luciene Cruz

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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Parada do Orgulho LGBT+ de SP 2026 abordará importância do voto</title>
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				Em ano de eleições presidenciais, a Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo pretende levar para a Avenida Paulista um debate político. Marcada para o dia 7 de julho, na capital paulista, a organização do evento escolheu para a edição deste ano o tema: A rua convoca, a urna confirma. A intenção é ampliar o debate sobre a importância do voto e da participação política.

Para a organização do evento, o voto é um instrumento central para a definição de políticas públicas e garantia de direitos.


Notícias relacionadas:Depois de dois anos, Parada do Orgulho LGBT+ de SP volta à Paulista.Fórum lança manifesto para ampliar inclusão de jovens LGBT+ no mercado.“A Parada existe porque a LGBTfobia persiste. Cresce porque a desigualdade permanece. Ocupa as ruas porque o poder ainda exclui. Trinta anos não são apenas uma celebração. É um chamado à ação. Um chamado para ocupar, para enfrentar, para participar e para decidir”, diz Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP).



            
        
    
Foto - APOLGBT-SP


A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, considerada uma das maiores manifestações de diversidade do mundo, completa 30 anos de existência neste ano. A primeira edição ocorreu em 1996, na Praça Roosevelt e, só no ano seguinte, passou a ocupar a Avenida Paulista, onde se consolidou.

Desde então, a Parada sempre leva para as ruas a discussão de temas fundamentais tais como o reconhecimento da união estável, o direito à identidade de gênero, a adoção por casais homoafetivos e a criminalização da LGBTfobia, entre outros. No ano passado, por exemplo, a discussão foi sobre o envelhecimento.


“A APOLGBT-SP resistiu às tentativas de tirar a Parada da Paulista. Resistiu às investidas do poder público de se apropriar do evento. Resistiu a cada tentativa de silenciamento, esvaziamento ou controle. A presença é legítima, e a luta é inegociável”, reforçou Pereira, por meio de nota.

 
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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Por unanimidade, STF mantém prisão de ex&#45;presidente do BRB</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Por unanimidade, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve nesta sexta-feira (24) a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa.

No dia 16 de abril, Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master e tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. 

Notícias relacionadas:Acionistas aprovam aumento de capital do BRB em até R$ 8,81 bilhões.BRB firma acordo para transferir ativos comprados do Banco Master.De acordo com as investigações, Paulo Henrique Costa teria combinado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina. O valor seria repassado por meio de imóveis.

Votação

A votação começou na semana passada e foi finalizada hoje no plenário virtual do colegiado. O placar final ficou em 4 votos a 0 para manter a prisão de Costa.

Votaram para manter a prisão do ex-presidente do BRB os ministros André Mendonça, relator, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes.

Contudo, o placar favorável à prisão do advogado Daniel Monteiro, que também foi alvo da operação, ficou em 3 a 1. 

Último a votar, Mendes divergiu parcialmente dos demais posicionamentos e entendeu que Monteiro deve cumprir prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. 

Toffoli

O ministro Dias Toffoli também faz parte da Segunda Turma, mas se declarou suspeito para participar do julgamento.

Em fevereiro deste ano, o ministro deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master após a PF informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da operação, deflagrada no ano passado.

Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos que é ligado ao Master e investigado pela PF.  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Nunes Marques assume presidência do TSE dia 12 de maio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para o dia 12 de maio a posse do ministro Nunes Marques no cargo de presidente da corte eleitoral.

Nunes Marques vai assumir o comando do TSE após o fim do mandato da atual presidente, ministra Cármen Lúcia, que completará período de dois anos à frente do tribunal.

Notícias relacionadas:TSE publica acórdão que condenou Castro à inelegibilidade até 2030.Nunes Marques é eleito presidente do TSE.TSE adia conclusão de julgamento que pode cassar governador de Roraima.A escolha do presidente do tribunal ocorre por antiguidade entre os ministros que também compõem o Supremo Tribunal Federal (STF). O vice-presidente será o ministro André Mendonça. 

Perfil

Natural de Teresina, Nunes Marques tem 53 anos de idade e foi indicado ao Supremo, em 2020, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para ocupar a vaga deixada pelo ministro Celso de Mello. 

Antes de chegar ao Supremo, atuou como desembargador do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, sediado em Brasília. 

Foi advogado por cerca de 15 anos e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí.

Composição

O TSE é composto por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Após acordo com reitoria, funcionários da USP encerram greve</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os servidores técnicos e administrativos da Universidade de São Paulo (USP) encerraram a greve iniciada há 10 dias, após acordo entre a reitoria da Universidade e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). A categoria entrou em greve no último dia 14, pleiteando isonomia em relação a gratificações que foram dadas aos docentes. 

A Universidade informou que irá igualar o recurso destinado a gratificações para as duas categorias. O pagamento das gratificações depende ainda de envio de proposta estruturada para órgãos técnicos da Universidade, não havendo previsão da data de início. 

Notícias relacionadas:Alunos da USP protestam por melhores condições de moradia e refeições.Também foi firmado compromisso para a formalização do abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano. 

A discussão avançou também no atendimento a um acordo que envolve os trabalhadores terceirizados, com o compromisso de buscar soluções que assegurem condições de deslocamento análogas às oferecidas aos servidores da USP, como gratuidade no transporte dentro do campus.

Greve estudantil continua

Os estudantes da Universidade mantêm a paralisação iniciada no dia 16 de abril. Eles protestam contra cortes no programa de bolsas, falta de vagas de moradia estudantil e no fornecimento de água.  

Após reunião com a reitoria, foi marcada uma mesa de negociação para a próxima terça-feira (28).  

Segundo a USP, foi revogada uma portaria que interferia nos espaços cedidos pela USP aos centros acadêmicos, impedindo o comércio ou a sublocação. A medida foi um dos maiores impulsos para a mobilização discente nesse momento.  ]]></description>
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<pubDate>Sat, 25 Apr 2026 10:55:09 -0300</pubDate>
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<title>Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Saúde emitiu alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil em razão do fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026. Neste ano, a competição será sediada a partir de junho pelos Estados Unidos, Canadá e México, países que enfrentam surtos da doença.

A nota técnica descreve um cenário de alta transmissibilidade do sarampo nas Américas e um grande número de brasileiros com destino aos países-sede do evento, bem como a outros países onde há surto ativo da doença.


Notícias relacionadas:Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro.Saúde está em alerta máximo por aumento do sarampo nas Américas.Venda de ingressos para Copa do Mundo é reaberta a 50 dias da abertura.“Há um risco iminente de reintrodução do sarampo no Brasil após o retorno desses viajantes ou da chegada de estrangeiros, porventura infectados”.


Vai viajar para a Copa? 

O documento reforça recomendações de vacinação contra a doença, visando proteger viajantes e a população residente no Brasil, considerando que os países-sede apresentam elevado número de casos, com surtos ainda ativos.

“A vacinação oportuna de viajantes e a vigilância sensível dos serviços de saúde são as únicas estratégias capazes de mitigar o risco de reintrodução do vírus”, alertou o Departamento do Programa Nacional de Imunizações no documento.

“Reitera-se, portanto, a necessidade de estados, municípios e profissionais de saúde priorizarem a atualização vacinal e o monitoramento rigoroso de casos suspeitos, a fim de manter o status do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo”, completou a nota.

Orientações para o viajante

Se você está de malas prontas para o Mundial, fique atento a esses passos:


	Atualize sua caderneta: verifique se você tomou as doses da vacina Tríplice Viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola).
	Antecedência: o imunizante deve ser tomado pelo menos 15 dias antes do embarque, para que o corpo crie a proteção necessária.
	Vigilância no retorno: ao voltar ao Brasil, caso apresente febre e manchas vermelhas pelo corpo, procure imediatamente um serviço de saúde e informe sobre sua viagem.


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Copa do Mundo

A Copa do Mundo 2026 será realizada entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026, com jogos sediados em cidades dos Estados Unidos, do México e do Canadá. A estimativa é que milhões de pessoas participem, incluindo grande número de viajantes internacionais provenientes de diferentes regiões do mundo.

“Eventos de massa internacionais como este resultam em grande mobilidade populacional e intensa circulação de viajantes entre países e continentes, o que pode favorecer a disseminação de doenças transmissíveis”, destacou o ministério no documento.

 


            
        
    
Painel da Copa do Mundo de 2026 em Los Angeles REUTERS/David Swanson/Direitos reservados


Sarampo nas Américas

O Ministério da Saúde define o sarampo como uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

O ministério alerta que o sarampo permanece com ampla distribuição global, com persistência de surtos em todos os continentes. “Em 2025, foram confirmados 248.394 casos mundialmente, demonstrando que a circulação viral permanece como uma ameaça crítica à saúde pública”.

“Esse cenário é agravado pela existência de bolsões de indivíduos suscetíveis, resultantes da hesitação vacinal e de falhas na cobertura vacinal em diversas regiões.”

Na região das Américas, o documento aponta um aumento expressivo na incidência da doença, com milhares de casos de sarampo, sobretudo nos países-sede da Copa.

Em 2025, a epidemia de sarampo no Canadá causou 5.062 casos, causando a perda da certificação de país livre de sarampo. Em 2026, foram 124 casos, mantendo a área como de circulação endêmica.

Situação semelhante foi observada no México, que passou de sete casos, em 2024, para 6.152, em 2025, e 1.190 casos, em janeiro de 2026, conforme dados preliminares.

Já os Estados Unidos notificaram 2.144 casos em 2025 e 721 casos apenas em janeiro de 2026.

Os três países se encontram com surtos ativos de sarampo, quando há transmissão contínua do vírus ocorrendo nesse momento. O cenário de agravamento culminou na perda do status da região das Américas como zona livre de transmissão endêmica em novembro de 2025.

Brasil livre do sarampo

Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

 “Um dado alarmante é que 94,7% dos casos confirmados em 2025 (36 de 38) ocorreram em pessoas sem histórico vacinal”, destacou o ministério.

Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.


“O cenário epidemiológico atual reforça a vulnerabilidade do Brasil frente à reintrodução do vírus. A combinação de surtos ativos em países vizinhos, fluxo contínuo de viajantes, brasileiros não vacinados e a confirmação de casos importados faz com que o risco de casos e surtos de sarampo seja alto.”


 


            
        
    
Vacinas de poliomelite, sarampo; caxumba e rubéola produzidas por Bio-Manguinhos/Fiocruz, exibidas no 9º Simpósio Internacional de Imunobiológicos. Fernando Frazão/Agência Brasil


Vacinação

A nota reforça que a vacinação constitui a principal medida de prevenção e controle da doença. A proteção é oferecida gratuitamente pelo Programa Nacional de Imunizações, por meio das vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Dados da pasta mostram que, no Brasil, a cobertura da 1ª dose (D1) atingiu 92,66% em 2025, aproximando-se da meta preconizada de 95% em nível nacional. A homogeneidade (indicador da qualidade da cobertura em diferentes localidades) chegou a 64,56%, sendo que 3.596 municípios atingiram a meta de 95%.

Já a cobertura da 2ª dose (D2) atingiu 78,02%, com uma homogeneidade de 35,24%, e 1.963 municípios atingiram a meta de 95%.

“Esses resultados evidenciam que ainda há pessoas não vacinadas contra o sarampo no Brasil. Assim, o risco de reintrodução do vírus aumenta com o retorno de viajantes brasileiros infectados ou com a chegada de viajantes estrangeiros infectados, levando a uma potencial ocorrência de surtos e epidemias de sarampo”, ressaltou o documento.

Para viajantes internacionais, a orientação é verificar o cartão de vacina e procurar uma unidade de saúde para atualizar a situação vacinal contra o sarampo antes da viagem, conforme esquema detalhado a seguir:


	Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: realizar a dose zero da vacina, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil para a produção de anticorpos.
	Crianças de 12 meses a adultos de 29 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal completo, de 2 doses, o ideal é que a 1ª dose seja realizada, no mínimo, 45 dias antes da viagem, a fim de ter tempo hábil para receber a 2ª dose (30 dias após a 1ª dose) e período adequado para a produção de anticorpos (aproximadamente 15 dias).
	Adultos de 30 a 59 anos: para pessoas que precisam receber o esquema vacinal com uma dose da vacina, é necessário iniciar o esquema, no mínimo, 15 dias antes do embarque, para que haja tempo hábil de soroconversão.


“Em situações em que a vacina não foi administrada no período ideal, ainda assim é recomendável que o viajante receba pelo menos uma dose antes de viajar, até mesmo no dia do embarque”, destacou o ministério.

Risco real

Para o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, o risco de reintrodução da doença no Brasil é real.


“Justamente no momento em que nós recuperamos o status de zona livre do sarampo, estamos vivenciando um grande surto nas Américas, principalmente na América do Norte. Mas também há casos na Bolívia, na Argentina e no Paraguai”.


“Obviamente que o deslocamento frequente de pessoas faz com que o risco de reintrodução da doença seja real”, disse. “A chance de alguém entrar com sarampo aqui é grande”, completou.


            
        
    
Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri. Foto: Sarah Daltri/SBIm/Divulgação


Para Kfouri, o Brasil precisa manter sua população vacinada, o que funciona como uma barreira para a transmissão do vírus, além de realizar uma vigilância bastante ativa para a detecção precoce de casos.

“Casos importados vão acontecer. Em 2025, tivemos 35. Mas esses casos não se traduziram em uma cadeia de doença. Portanto, a gente só teve esses casos. Não temos transmissão mantida entre nós”.

O vice-presidente da Sbim ressaltou a importância de capacitação de todos os profissionais de saúde, não só para o reconhecimento precoce da doença, mas para ações imediatas de isolamento, bloqueio e coleta de exames.

“Que neste momento de aglomeração, que a gente tenha um cuidado ainda maior. Viajar com a vacinação em dia, e estar alerta para os que voltam de lá com sintomas”, disse. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Opas: &amp;quot;Já eliminamos o sarampo das Américas e podemos fazer de novo&amp;quot;</title>
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				Ao comentar o retorno do sarampo nas Américas, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, disse nesta quinta-feira (23) que o principal desafio a ser enfrentado na região não é a disponibilidade de doses de vacina, mas alcançar aqueles que permanecem sem imunização.


“Há uma percepção de baixo risco [da doença], há falta de informação e há obstáculos ao acesso [à vacina], que terminam por contribuir com essa situação. E, quando a cobertura dessa vacina cai, o vírus volta. É simples assim. O sarampo é uma das doenças mais infecciosas conhecida.”


Notícias relacionadas:Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa.Saúde está em alerta máximo por aumento do sarampo nas Américas.São Paulo tem primeiro caso de sarampo em 2026.Durante coletiva de imprensa, Jarbas lembrou que as Américas foram a primeira região do mundo a eliminar o sarampo em 2016. O status foi perdido dois anos depois, em 2018. Em 2024, a região reconquistou o certificado de eliminação da doença e, no ano seguinte, perdeu novamente o status.

Dados da Opas mostram que, em 2025, 14.767 casos confirmados de sarampo foram relatados em 13 países das Américas – 32 vezes mais que no ano anterior. Já em 2026, 15,3 mil casos confirmados foram relatados até o início de abril, sendo que México Guatemala, Estados Unidos e Canadá respondem pela maioria deles.

Os números mostram ainda que, no ano passado, 32 mortes relacionadas à doença foram relatadas nas Américas. Já no primeiro trimestre de 2026, pelo menos 11 óbitos foram comunicados, a maior parte deles em populações mais vulneráveis, que enfrenta maiores obstáculos no acesso a serviços e atendimento médico.


“Esse retorno do sarampo às Américas significa um atraso e precisamos realmente reverter isso por meio de ação decisiva”, disse Jarbas.


Ele alertou que um único caso da doença pode levar a um surto caso não se alcance cobertura vacinal acima de 95% com as duas doses previstas no esquema.

Segundo o diretor da Opas, ao longo dos últimos 25 anos, a vacinação contra o sarampo preveniu mais de 6 milhões de mortes nas Américas.

“Já eliminamos o sarampo e podemos fazer de novo. Mas isso vai requerer compromisso político sustentável, investimentos em saúde pública e também ações decisivas para reconstruir a confiança nas vacinas e combater a desinformação. Tenho confiança de que poderemos recuperar o status da região como livre do sarampo. Já fizemos isso duas vezes e podemos fazer uma terceira vez”.

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Brasil

Apesar do contexto regional, o Brasil mantém o status de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo, conquistado em 2024.

Em 2025, o país registrou 3.952 casos suspeitos, dos quais 3.841 foram descartados, 46 permanecem em investigação e 38 foram confirmados. Destes, dez foram importados, 25 foram classificados como relacionados à importação e três apresentaram fonte de infecção desconhecida.

Em 2026, até meados de março, o Brasil registrou 232 casos suspeitos e confirmou dois casos: uma criança de 6 meses, residente em São Paulo e com histórico de viagem à Bolívia; e uma jovem de 22 anos, residente no Rio de Janeiro, com investigação em andamento; ambas não vacinadas.

Sobre o sarampo

O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave. Sua transmissão acontece principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

Entre os sintomas figuram febre, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia. 

Há também manchas vermelhas na pele. Erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e se espalham pelo corpo. A pessoa também pode sentir dor de garganta.

A pele pode descamar, como se fosse queimadura. O sarampo pode causar condições graves como cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro).

Vacinação

A principal forma de prevenção contra a doença é a vacinação, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que faz parte do calendário básico de vacinação infantil.

A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade, com o imunizante tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. A segunda dose é aplicada aos 15 meses.

Qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de imunização ou não tenha completado o esquema vacinal deve atualizar a carteira de vacinação.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Consumo em supermercados cresce 1,92% no primeiro trimestre</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O consumo dos brasileiros em supermercados registrou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, de acordo com balanço divulgado nesta quinta-feira (23) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

No mês de março, o consumo foi 6,21% maior que em fevereiro. Já em relação a março do ano passado, o avanço foi de 3,20%. 

Notícias relacionadas:Mercado eleva previsão da inflação para 4,71% este ano.Consumo das famílias compensa juros e leva desemprego ao menor nível.Inflação oficial chega a 0,88% em março, diz IBGE .Todos os dados foram deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE) e abrangem todos os formatos de supermercados.

“O salto de março evidencia tanto a antecipação de compras para a Páscoa, celebrada no início de abril, quanto o efeito-calendário de fevereiro, mês com menor número de dias&quot;, avalia a Abras.

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A associação descreve que o desempenho também ocorreu devido à entrada de recursos na economia. &quot;Em março, o Bolsa Família contemplou 18,73 milhões de lares, com transferência de R$ 12,77 bilhões. Os recursos do PIS/PASEP injetaram cerca de R$ 2,5 bilhões no segundo lote de pagamento”, diz a entidade.

Cesta de compras mais cara

O Abrasmercado, indicador que mede a variação de preços de 35 produtos de largo consumo, registrou alta de 2,20% em março.

Nos meses anteriores, as variações haviam sido de +0,47%, em fevereiro, e de -0,16%, em janeiro. Com o resultado, o valor médio da cesta passou de R$ 802,88 para R$ 820,54 no mês.

Entre os produtos básicos, a principal elevação foi do feijão (+15,40%), seguido pelo leite longa vida (+11,74%). No acumulado do trimestre, o feijão subiu 28,11%, enquanto o leite longa vida avançou 6,80%.

Também subiram a massa sêmola de espaguete (+0,91%), a margarina cremosa (+0,84%) e a farinha de mandioca (+0,69%).

Em sentido oposto, as principais quedas entre os básicos foram observadas em açúcar refinado (-2,98%), café torrado e moído (-1,28%), óleo de soja (-0,70%), arroz (-0,30%) e farinha de trigo (-0,24%).

No grupo das proteínas, houve elevação nos ovos (+6,65%) e na carne bovina, tanto no corte do traseiro (+3,01%) quanto no corte do dianteiro (+1,12%). Já frango congelado (-1,33%) e pernil (-0,85%) registraram queda no mês. No acumulado do trimestre, o corte do traseiro de carne bovina subiu 6,29%.

Entre os alimentos in natura, as maiores altas foram do tomate (+20,31%), cebola (+17,25%) e batata (+12,17%). No acumulado do trimestre, as altas chegam a 45,43%, 14,06% e 14,04%, respectivamente, evidenciando o impacto relevante da sazonalidade e da dinâmica de oferta.

 


            
        
    
Uvas em prateleira de supermercado em Brasília - Valter Campanato/Agência Brasil


Limpeza e higiene

Nos itens de higiene pessoal, os preços avançaram para o sabonete (+0,43%), xampu (+0,34%), papel higiênico (+0,30%) e creme dental (+0,13%).

Já na limpeza doméstica, houve elevação no detergente líquido para louças (+0,90%), desinfetante (+0,74%) e água sanitária (+0,38%). A única queda do grupo foi registrada no sabão em pó (-0,29%).

Preços por região

Quando analisadas as regiões, a maior alta em março foi registrada no Nordeste (2,49%), com a cesta passando de R$ 720,53 para R$ 738,47.

Veja a variação da cesta de compras por região:


	Nordeste (+2,49%), de R$ 720,53 para R$ 738,47;
	Sudeste (+2,20%), de R$ 822,76 para R$ 840,86;
	Sul (+1,92%), de R$ 871,83 para R$ 888,57;
	Centro-Oeste (+1,83%), de R$ 753,20 para R$ 766,96;
	Norte (+1,82%), de R$ 875,01 para R$ 890,93.


Expectativa para o segundo trimestre

Segundo a Abras, o segundo trimestre também pode registrar alta no consumo, devido à antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS. A expectativa é que sejam pagos R$ 78,2 bilhões, com depósitos a partir de 24 de abril para cerca de 35,2 milhões de segurados.

Além desse recurso, também haverá o pagamento do primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2026, que pode somar cerca de R$ 16 bilhões para 9 milhões de contribuintes ao final de maio.

“Mesmo em um cenário favorável para a renda das famílias, o setor mantém foco em competitividade de preços, eficiência operacional e planejamento, diante de eventuais pressões logísticas e de custos no ambiente internacional”, analisou o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

Para os próximos meses, a Abras ainda enxerga risco de alta em parte dos alimentos, especialmente nos itens mais sensíveis a frete, clima e oferta. 

“A alta do petróleo e o encarecimento do transporte elevam o custo de reposição em cadeias mais longas e intensivas em logística, com potencial de repasse para os alimentos”, disse Milan. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>STJ manda soltar MC Poze e MC Ryan SP, presos em operação da PF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu nesta quinta-feira (23) um habeas corpus para soltar da prisão MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei. 

Os três foram presos pela Polícia Federal (PF) no dia 15 deste mês, na Operação Narcofluxo, que investiga uma organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão. 

Notícias relacionadas:Ação da PF prende influenciadores envolvidos em lavagem de dinheiro.MC Poze do Rodo passa por audiência de custódia e é mantido preso.SP: PF faz operação para apurar gestão temerária de recursos públicos.Segundo as investigações, o esquema criminoso incluía tráfico internacional de drogas e bets ilegais, com a utilização de empresas de fachada, laranjas, criptomoedas e remessas ilegais ao exterior. 

Após a operação, a PF requereu que as prisões se tornassem preventivas, por um prazo de cinco dias, mas a primeira instância da Justiça acabou estendendo o prazo para 30 dias. 

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Polícia prende cantor MC Poze do Rodo no Rio de Janeiro. Foto: MC Poze do Rodo/Instagram - MC Poze do Rodo/Instagram


Para o relator do caso no STJ, tal prazo maior é ilegal, uma vez que não havia sido solicitado pela autoridade policial. O ministro Azulay Neto concedeu o habeas corpus para a MC Ryan SP, com extensão para todos os investigados que se encontrassem na mesma situação. 

“A consequência natural e jurídica desta decisão é a revogação da prisão, medida que decorre diretamente da própria decisão ao ser reconhecido o erro no prazo fixado para a prisão temporária”, disse a defesa de MC Ryan SP, em nota. 

Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, é um dos principais cantores do funk nacional, com músicas ocupando lugares de destaque nos streamings musicais e mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais.

Com ele, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, além de armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.

Narcofluxo

De acordo com o delegado regional da Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, a Narcofluxo é desdobramento da Operação Narcobet, deflagrada no final do não passado. 


“Ela mira uma estrutura de lavagem de dinheiro montada por uma associação de pessoas que desenhou um mecanismo financeiro para tornar legítimo o dinheiro de diversos tipos de crime, desde tráfico de drogas a operação de apostas e rifas online ilegais.”


Segundo as investigações, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

“O grupo reunia pessoas de visibilidade para fazer propaganda das empresas de apostas e rifas ilegais e movimentar dinheiro sem chamar a atenção de autoridades.”

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fiéis se concentram no centro do Rio para celebrar dia de São Jorge</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Feriado no estado do Rio de Janeiro, o dia de São Jorge começou ainda durante a madrugada desta quarta-feira (23), com a chegada de fiéis à Avenida Presidente Vargas, no centro da capital fluminense, no entorno do Campo de Santana, local que concentra uma das principais manifestações religiosas da cidade.

A data é feriado desde 2008. Em 2019, São Jorge foi oficializado como padroeiro do Rio de Janeiro. 
 


            
        
    
São Jorge é representado como um cavaleiro que derrota um dragão - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


Notícias relacionadas:Saiba mais sobre São Jorge, celebrado neste 23 de abril.Religiões se unem para celebrar São Jorge no Rio Grande do Sul.Tradicionalmente representado como um cavaleiro que derrota um dragão, o santo é associado à proteção, à coragem e ao enfrentamento das adversidades.

O público se reuniu próximo ao palco montado em frente à Biblioteca Parque Estadual para acompanhar a tradicional alvorada às 5h, seguida de missa solene celebrada pelo padre Wagner Toledo. 

“Cada um aqui tem a sua batalha. Cada coração aqui conhece um peso. Cada vida aqui já enfrentou ou está enfrentando o dragão”, disse o padre ao receber os fiéis.

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Cantora Azula Pereira participa todos os anos das celebrações a São Jorge - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil



A cantora Azula Cristina Pereira destacou a dimensão religiosa e cultural da data, associada também às religiões de matriz africana. 

“Venho todo ano [para a celebração de São Jorge]. Nem sempre consigo acordar para a madrugada, então estou feliz de estar aqui hoje. Para mim, que faço parte das religiosidades africanas, a gente cultua São Jorge junto com Ogum. Tudo está vinculado ao trabalho, à luta”, afirmou. 
 


            
        
    
Toque da alvorada e missa solene em honra a São Jorge, padroeiro do Estado do Rio de Janeiro - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


Azula ressalta o sincretismo religioso como expressão de resistência histórica.

Esse sincretismo é uma das marcas da devoção a São Jorge no Brasil. Nas religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, o santo é frequentemente associado a Ogum, orixá guerreiro ligado ao ferro e às batalhas. Em algumas regiões, também pode ser relacionado a Oxóssi. 

A prática tem origem no período da escravidão, quando africanos passaram a associar seus orixás a santos católicos para manter suas crenças.

A pedagoga e produtora cultural Gaby Makena descreveu a preparação para a celebração. 


            
        
    
Pedagoga Gaby Makena participa do toque da alvorada e missa solene em honra a São Jorge - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil



“Começa no dia anterior, com oração, organização, roupa vermelha. Chegar cedo, acompanhar a missa e sair com esperança. Eu venho todo ano, no mesmo lugar, para alcançar minhas vitórias”.

A ex-ministra da Igualdade Racial Anielle Franco participou da cerimônia da alvorada e se emocionou ao lembrar da irmã, Marielle Franco. 
 


            
        
    
Fiéis participam da missa solene em honra a São Jorge - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil


“Para mim, tem um significado totalmente pessoal e emocional. Eu vim com a Marielle em 2016, no ano em que ela foi eleita [vereadora] e, desde então, venho pagar a promessa que fizemos naquele dia”, relembra Anielle.

“É como se eu estivesse hoje abraçando ela de novo. São Jorge é um momento de emoção, de família, de devoção e de resistência”, acrescentou. 

“A gente tem lutado muito para que a intolerância e o racismo religioso acabem. São Jorge reúne diferentes religiões com fé e devoção e mostra o que o país precisa construir”, disse ao destacar a importância do enfrentamento à intolerância religiosa.

Além do centro da cidade, a celebração também mobilizou milhares de fiéis no bairro de Quintino, na zona norte, onde a tradicional alvorada é outro ponto de concentração de devotos. 

Ao longo de todo o dia, a programação prevê missas de hora em hora, mantendo o fluxo contínuo de devotos que passam pela região para rezar, pagar promessas e participar das celebrações.

Veja galeria de imagens:
 


                                                                                      

Galeria - Dia de São Jorge - Rovena Rosa/Agência Brasil
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Semana de Vacinação nas Américas começa no sábado</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A partir do próximo sábado (25) até o dia 2 de maio, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) realiza, em países e territórios da região, a 24ª Semana de Vacinação nas Américas.

Sob o lema &quot;Sua decisão faz a diferença. Imunização para todos&quot;, a proposta é acelerar a eliminação de mais de 30 doenças transmissíveis até 2030 — das quais 11 são preveníveis por vacinação.

Notícias relacionadas:Ministério da Saúde alerta para risco de casos de sarampo após Copa.Chikungunya: Dourados decreta calamidade; vacinação começa segunda.Em entrevista nesta quinta-feira (23), o diretor da Opas, o brasileiro Jarbas Barbosa, lembrou que, desde 2002, a iniciativa possibilitou a aplicação de mais de 1,2 bilhão de doses nas Américas.


“Os avanços são encorajadores, mas insuficientes”, disse, ao destacar que mais de 1,4 milhão de crianças na região não receberam sequer uma dose da vacina contra a difteria, o tétano e a coqueluche, por exemplo, ao longo de 2024.


“Não se trata apenas de números. São vidas, famílias e comunidades inteiras em risco”, completou.

Segundo ele, uma das prioridades mais urgentes da Opas para a região é apoiar os países na identificação de crianças com esquemas vacinais incompletos ou inexistentes, além de auxiliar na adaptação de estratégias que garantam o acesso às doses.

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De acordo com o diretor, ao longo dos próximos dias, 21 países das Américas planejam administrar um total de 90 milhões de doses, incluindo mais de 80 milhões de imunizantes contra a influenza.

Durante o período, segundo ele, também está prevista a atualização da caderneta de vacinação de mais de 7,2 milhões de crianças com esquemas incompletos ou sem nenhuma dose aplicada. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Virada Cultural em SP terá mais de mil atrações em 22 palcos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um dos maiores e mais tradicionais eventos culturais da cidade de São Paulo, a Virada Cultural deste ano vai promover shows de Thiaguinho, Marina Sena, Joelma, Gustavo Mioto, Gaby Amarantos, Alexandre Pires e Luiza Sonza. O evento será realizado entre os dias 23 e 24 de maio.

Segundo informações preliminares da prefeitura, a Virada terá mais de mil atrações culturais que serão distribuídas em 22 palcos espalhados por toda a cidade. Ao contrário das primeiras edições, que sempre priorizavam o centro, apenas cinco palcos serão montados na região central paulistana. 

Notícias relacionadas:Orquestra de jovens instrumentistas do Rio se apresentará na Itália.Rádio Nacional celebra álbum icônico de Dom Salvador e banda Abolição.Rádios Nacional e MEC celebram Dia Nacional do Choro.Esta mudança em relação ao centro já gerou críticas à administração municipal, já que o conceito original do evento era o de fazer a população ocupar esta área da cidade. Em 2019, por exemplo, o centro da cidade tinha 27 palcos, em 2023 havia apenas um.

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De acordo com a administração municipal, os demais palcos serão instalados pelas zonas sul, leste, norte e oeste já que a proposta “é reforçar o grande corredor cultural estratégico que estimula a circulação de público ao longo de todo o fim de semana”.

A prefeitura destacou também que, neste ano, o tradicional Palco Brega e o espaço dedicado ao rock estarão de volta. Outra mudança é que será montado um palco todo dedicado às mulheres.

No ano passado, o evento conseguiu atrair a presença de 4,7 milhões de pessoas, mantendo a média de 2024, de 4,5 milhões de participantes.

A programação completa da edição 2026 da Virada será anunciada em maio pela prefeitura. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Guerra no Irã leva mais de 30 milhões de volta à pobreza</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Mais de 30 milhões de pessoas serão empurradas de volta à pobreza devido aos impactos da guerra do Irã, incluindo interrupções no fornecimento de combustível e fertilizantes, disse o chefe de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), Alexander De Croo, nesta quinta-feira (23).

A escassez de fertilizantes -- agravada pelo bloqueio de navios de carga no Estreito de Ormuz -- já reduziu a produtividade agrícola, declarou à Reuters o administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Notícias relacionadas:Irã reforça controle de Ormuz após EUA suspenderem novos ataques.Petróleo sobe 6% com temores de colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã.Pobres não podem pagar por irresponsabilidade das guerras, diz Lula.Isso provavelmente afetará a produção agrícola mais à frente este ano, acrescentou o ex-primeiro-ministro belga.


&quot;A insegurança alimentar atingirá seu nível máximo em alguns meses, e não há muito que se possa fazer a respeito&quot;, disse ele, listando outras consequências da crise, como a escassez de energia e a queda das remessas.


&quot;Mesmo que a guerra parasse amanhã, esses efeitos já estão presentes e empurrarão mais de 30 milhões de pessoas de volta à pobreza&quot;, completou.

Grande parte dos fertilizantes do mundo é produzida no Oriente Médio, e um terço dos suprimentos globais passa pelo Estreito de Ormuz, onde o Irã e os Estados Unidos disputam o controle.

Neste mês, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e o Programa Mundial de Alimentos da ONU alertaram que a guerra elevará os preços dos alimentos, sobrecarregando ainda mais as populações mais vulneráveis do mundo.

De Croo disse que os efeitos indiretos da crise já eliminaram uma estimativa de 0,5% a 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto) global. &quot;Coisas que levam décadas para serem acumuladas, são necessárias oito semanas de guerra para destruí-las&quot;, declarou.

A crise também está sobrecarregando os esforços humanitários à medida que o financiamento diminui e as necessidades aumentam em locais que já enfrentam emergências graves, incluindo Sudão, Gaza e Ucrânia.

&quot;Teremos que dizer a certas pessoas: sinto muito, mas não podemos ajudá-los&quot;, afirmou..


&quot;As pessoas que estariam sobrevivendo com ajuda não terão isso e serão empurradas para uma vulnerabilidade ainda maior.&quot;


Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 23 Apr 2026 15:20:55 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Produção indígena sobre identidade é destaque na Seleção TV Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A chamada pública Seleção TV Brasil contemplou o projeto Gente de Verdade, série documental protagonizada por indígenas que acompanha a busca pela preservação da memória e da identidade do povo Paiter Suruí, na Amazônia brasileira.

A produção integra o conjunto de obras selecionadas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Notícias relacionadas:Seleção TV Brasil: conheça os 12 contemplados na linha sobre natureza.Seleção TV Brasil: produções infantis e juvenis têm maior investimento.EBC apresenta projetos vencedores do edital Seleção TV Brasil.Em fevereiro, a EBC anunciou os 39 projetos escolhidos pela chamada pública Seleção TV Brasil. Ao todo, serão contratadas produções que somam R$ 109.889.224,78, sendo o maior investimento já realizado pelo Estado brasileiro para a produção de conteúdo audiovisual destinado à televisão pública.

A iniciativa integra o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav), do Ministério da Cultura (MinC) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Selecionada na categoria Sociedade e Cultura, que engloba ainda outras sete produções, Gente de Verdade é ambientada na terra indígena Sete de Setembro, localizada entre os estados de Rondônia e Mato Grosso. É lá que vive o povo Paiter Suruí, que há pouco mais de 50 anos fez seu primeiro contato com o homem branco.

Desde então, a comunidade enfrenta transformações profundas: práticas tradicionais perderam espaço com igrejas substituindo pajés, rituais foram abandonados e a própria língua originária Tupi Mondé passou a ser esquecida pelos mais jovens.  

Nesse contexto, a série documental acompanha a jornada de quatro protagonistas de três gerações distintas: Ubiratan, Agamenon, Celesty e Kennedy. Eles buscam preservar a identidade Suruí diante das pressões da fé cristã, da vida urbana e das novas tecnologias. A obra apresenta ao longo da narrativa temas como ancestralidade, pertencimento e os desafios da convivência entre tradição e modernidade.

Com oito episódios de 26 minutos, Gente de Verdade propõe uma história conduzida pelos próprios indígenas, trazendo um olhar interno sobre a realidade do povo Suruí. O enredo é impulsionado pela descoberta de um acervo visual produzido por um fotógrafo alemão durante o primeiro contato da comunidade com o homem branco, nos anos 1970, e que se torna o centro de um debate sobre memória, espiritualidade e identidade: poderiam essas imagens ser resgatadas sem violar crenças religiosas ou tradições que proíbem até mesmo mencionar os mortos?

A presidente da EBC, Antonia Pellegrino, foi quem coordenou a Seleção TV Brasil quando ocupava o cargo de diretora de Conteúdo e Programação. Ela destaca que o projeto tem potencial para vencer qualquer edital, mas que seus realizadores optaram por inscrevê-lo no certame da TV Brasil, escolhendo uma emissora pública como espaço de exibição.


“Esse gesto reforça a relevância da comunicação pública para dar visibilidade a vozes historicamente silenciadas. É um projeto potente que posiciona no centro histórias que por muito tempo foram invisibilizadas e que dá protagonismo a quem vive essas experiências. A série amplia o olhar sobre os povos indígenas com sensibilidade e profundidade, a partir da força do audiovisual em provocar reflexão e ampliar a compreensão sobre diferentes realidades”, comenta.


Protagonismo indígena

Gente de Verdade destaca o protagonismo de realizadores indígenas no audiovisual. A direção é assinada por Ubiratan Suruí, cineasta do próprio povo, e o roteiro por Natália Tupi, cineasta e fotógrafa indígena. A produção valoriza narrativas construídas a partir da vivência direta dos territórios.

De acordo com o diretor Ubiratan Suruí, um dos principais diferenciais da série está no fato de a produção ser conduzida pelos próprios indígenas, o que garante autenticidade e protagonismo.

“Gente de Verdade nasce do nosso próprio olhar. Por muito tempo, as histórias sobre os povos indígenas foram contadas por outros, de fora. Aqui, não. Somos nós que contamos. Quando a gente coloca nossas próprias narrativas no centro, a gente fortalece nossa autonomia, nossa identidade e mostra a diversidade que existe entre os nossos povos. São histórias reais, de agora, longe dos estereótipos. A gente se apresenta como realmente é: povos vivos, com voz, com pensamento, com futuro — não como personagens do passado.”, ressalta.

“Ver uma obra indígena sendo exibida na TV Brasil é um avanço muito importante. Por ser um canal público e de alcance nacional, abre espaço para que mais pessoas conheçam nossas histórias. Isso ajuda a criar diálogo, respeito e reconhecimento. Quando a gente ocupa esse espaço, a gente quebra a invisibilidade e faz com que o Brasil escute, de verdade, as vozes dos povos originários”, complementa Suruí.

Exposição

No ano passado, o Instituto Moreira Salles (IMS) promoveu em São Paulo a mostra Paiter Suruí, Gente de Verdade com 800 imagens feitas desde os anos 1970, quando as câmeras chegaram à Terra Indígena Sete de Setembro, sendo um mergulho nas histórias, tradições, afetos, cotidiano e resistência do povo indígena. A mostra está disponível no site do IMS e pode ser acessada aqui. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Cooperativa histórica de catadores recebe ordem de despejo em SP</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis (Coopamare) recebeu uma notificação da Prefeitura de São Paulo para que desocupe o local em que está instalada há mais de três décadas.

A Coopamare é considerada a cooperativa de reciclagem de materiais mais antiga em funcionamento no Brasil. Procurada pela Agência Brasil, a prefeitura não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Notícias relacionadas:Produção de plástico reciclado no Brasil cresceu 8% em 2024.Plásticos não recicláveis geram perdas e sobrecarga a catadores no Rio.Catadores devem ser aplaudidos como agentes ambientais, diz Boulos.A notificação, do último dia 31 de março, é baseada em um auto de fiscalização expedido no dia 18 de março. O documento apota que a ocupação da área de 675 metros quadrados sob o Viaduto Paulo VI, em Pinheiros, é ilegal por ter sido invadida. O prazo para a cooperativa se defender é de 15 dias, e a defesa foi apresentada no dia 2 de abril.

A permissão de uso da área foi revogada em 2023, para proteção do bem público, e sob a alegação de que o local oferecia risco de incêndio.

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Segundo a presidente da Coopamare, Carla Moreira de Souza, naquele período, a cooperativa apresentou defesa e iniciou um diálogo com a prefeitura, que teria se comprometido a encontrar um local adequado para a mudança.


“Estamos aqui há 37 anos. Aceitamos ir para outro lugar, desde que seja um galpão onde tenhamos condições de continuar trabalhando. A prefeitura nos oferece outro viaduto, mas o espaço é pequeno e não dá para levar nossas coisas&quot;, disse.


&quot;Não queremos ir para outro viaduto. Nossa expectativa hoje é a de que ela nos deixe onde estamos ou arrume um galpão, na mesma região, para podermos trabalhar em paz, com todos os direitos que temos como trabalhadores”, complementou.

A Coopamare recupera cerca de 100 toneladas de material reciclável por mês, a partir do trabalho de 24 cooperados e cerca de 60 catadores de lixo autônomos.

Abaixo-assinado

Em um manifesto que faz parte de um abaixo-assinado por sua permanência em Pinheiros, a cooperativa diz que defender a Coopamare é defender o trabalho digno, o meio ambiente e a justiça social.

“A Coopamare é um símbolo de luta, dignidade e sustentabilidade, construída por trabalhadoras e trabalhadores. Muitos estiveram em situação de rua, mas mudaram suas vidas e encontraram na reciclagem uma forma honesta de trabalho, contribuindo com a cidade”

Segundo o manifesto, além de gerar trabalho e renda, a cooperativa presta um serviço essencial para toda a região, com a separação e destinação correta dos materiais recicláveis. 

Esse trabalho reduz a poluição, diminui o volume de lixo enviado aos aterros, preserva o meio ambiente e gera economia aos cofres públicos, com a redução dos custos de coleta, argumenta a cooperativa.

“Além disso, é exemplo de organização social para milhares de catadores que se mobilizaram e aprenderam com sua experiência, combatendo o desemprego e a informalidade ao integrar oficialmente catadores, muitas vezes marginalizados pela sociedade”, diz o manifesto.

A Associação Nacional de Catadores/as de Materiais Recicláveis (Ancat) declarou apoio à Coopamare, destacando que ela é a primeira cooperativa de catadores do Brasil, &quot;a história viva da organização da categoria&quot; e uma das pioneiras no país a consolidar a reciclagem com inclusão social.

Para a Ancat, a permanência da Coopamare no local não se trata de um favor, mas do reconhecimento de um trabalho essencial para a cidade. Também registraram apoio à Coopamare a Unicatadores e o Movimento Nacional dos Catadores (as) de Materiais Recicláveis (MNCR). ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>“Taxa das blusinhas” preservou 135 mil empregos, estima CNI</title>
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<description><![CDATA[ Apesar de impopular, a cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, teve efeitos positivos para o país, revelou levantamento divulgado nesta quarta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Segundo a entidade empresarial, a medida ajudou a conter importações, preservou mais de 100 mil empregos e movimentou a economia brasileira. Bilhões de reais em produtos estrangeiros deixaram de ser comprados, ao mesmo tempo em que o imposto reforçou o caixa da União, disse a confederação.

A CNI calculou os efeitos do Imposto de Importação, com base no valor médio das remessas em 2025, comparando o volume de importações projetado pela confederação para o ano passado e o valor que foi efetivamente registrado.

Principais números do levantamento


	R$ 4,5 bilhões em importações evitadas;
	135,8 mil empregos preservados no país;
	R$ 19,7 bilhões que circularam na economia brasileira;
	Queda de 10,9% no número de encomendas internacionais de 2024 a 2025;
	Recuo de 23,4% no número de remessas no primeiro semestre de 2025 em relação ao primeiro semestre de 2024, antes da entrada em vigor;
	Arrecadação de R$ 1,4 bilhão com o imposto em 2024, e de R$ 3,5 bilhões, em 2025.


De acordo com a CNI, a tributação reduziu a concorrência desleal dos produtos importados, principalmente da China, dando fôlego à indústria brasileira.


“O objetivo principal da ‘taxa das blusinhas’ não é tributar o consumidor, mas proteger a economia. Tornar a indústria brasileira competitiva é primordial para que nós possamos manter empregos e gerar renda&quot;, afirmou em nota Marcio Guerra, superintendente de Economia da CNI.


&quot;Ninguém aqui é contra as importações. Elas são bem-vindas, aumentam a competitividade, mas é preciso que entrem no Brasil em condições de igualdade”, acrescentou.

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Como funciona a taxa

A medida estabelece a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A regra entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Na prática, o imposto é cobrado no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz fraudes.

Efeito nas importações

Com a nova regra, o volume de encomendas caiu:


	Em 2024, foram 179,1 milhões de remessas para o Brasil;
	Em 2025, o número recuou para 159,6 milhões.


Sem a taxação, a projeção da indústria era de que o número chegaria a mais de 205 milhões de pacotes, o que mostra o impacto direto da medida na redução das compras no exterior.

Antes da mudança, produtos importados de baixo valor muitas vezes entravam no país sem pagar todos os tributos, enquanto itens nacionais eram taxados normalmente.

Segundo a CNI, isso gerava uma concorrência desigual. Com a nova regra, há maior equilíbrio entre produtos nacionais e estrangeiros.

Combate a fraudes

A CNI complementa que a &quot;taxa das blusinhas&quot; também inibiu práticas como subfaturamento, divisão de pedidos e uso indevido de isenções, que eram comuns antes da taxação.

Com o novo sistema, as plataformas internacionais precisam informar e recolher os impostos no ato da venda, o que aumenta o controle e reduz irregularidades.

Impacto econômico

Além de reduzir importações, a medida elevou a arrecadação federal com importações de pequeno valor, que passou de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

Para a indústria, informou a CNI, o principal efeito é a proteção da produção nacional, com manutenção de empregos e geração de renda no país. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Religiões se unem para celebrar São Jorge no Rio Grande do Sul</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A celebração do Dia de São Jorge, neste 23 de abril, vai juntar, pelo terceiro ano consecutivo, a partir das 8h, manifestações inter-religiosas de fé no bairro Partenon, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Ao mesmo tempo que na Igreja de São Jorge serão realizadas as missas, do lado de fora os fiéis vão receber bênçãos de integrantes da religião de matriz africana, que compõem a Família Yecari do Terreiro de Batuque Sociedade Beneficente Cultural Oxum e Oxalá, que realiza há mais de 20 anos trabalhos comunitários na zona norte de Porto Alegre.

Notícias relacionadas:Com miniaturas, artesãos dão novo sentido à Brasília dos monumentos.Artistas traduzem Brasília em telas, samba pisado, teatro e moda.Parque Lage celebra Dia dos Povos Originários.São Jorge na Igreja Católica, e Ogum nas religiões de matriz africana, o santo é muito popular no Brasil. Para seus fiéis, representa coragem e força guerreira. A celebração, no seu dia, tanto no catolicismo, como nas religiões de matriz africana, mobiliza grande número de fiéis em todo o país.

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A filha de santo Roseli Debem Sommer, atualmente com 47 anos, nasceu e cresceu em uma família católica. Foi batizada, fez a primeira comunhão e a crisma e se casou na igreja católica. A mudança de religião ocorreu aos 19 anos, sempre com o simbolismo de São Jorge como um santo guerreiro que corre à frente de suas batalhas e dificuldades.


“Minha falecida mãe sempre falava: te agarra no guerreiro, pede com bastante fé e com bastante coração, que tu pode ter certeza que ele vai te ouvir. São as palavras que sempre uso: que o grande guerreiro esteja sempre à frente das nossas batalhas”, disse, em entrevista à Agência Brasil.


Integrante da Família Yecari, Roseli lembrou que atos inter-religiosos serão realizados também nas cidades de Rio Pardo e Santa Maria, levando &quot;um pouquinho&quot; da Família Yecari para outras regiões, o que, para o grupo é &quot;importante e gratificante&quot;.


            
        
    
Pai Ricardo e Padre Sérgio organizam celebrações inter-religiosas na Igreja de São Jorge em Porto Alegre. Foto: Igreja de São Jorge/Divulgação


“Ali a gente vê manifestações de fé, da pessoa que está indo na Igreja católica para sua homenagem a São Jorge, e se depara com o terreiro de matriz africana também dando a bênção. São milhares de pessoas que circulam no local durante o dia.”

Sociedade Beneficente Cultural Oxum e Oxalá

À frente do 3º Ato Inter-religioso estão o presidente da Sociedade Beneficente Cultural Oxum e Oxalá, Pai Ricardo de Oxum, e a Família Yecari, em parceria com o padre Sérgio Belmonte, pároco da Igreja de São Jorge. Conforme o sacerdote do Terreiro de Batuque, a celebração representa a resistência e a luta da ancestralidade que não conseguia professar a sua fé.


“Só conseguiam professar a fé através das imagens da igreja católica [sincretismo]. Então, com São Jorge e todas as imagens dos santos, a gente tenta passar o simbolismo da matriz africana. São Jorge, Ogum e Nossa Senhora dos Navegantes, Iemanjá, são os santos mais populares do Brasil”, disse Pai Ricardo.


A intenção do ato inter-religioso é convidar a comunidade de matriz africana e simpatizantes a vivenciar com católicos um dia de conexão espiritual e celebração coletiva de integração entre crenças e de respeito às diferentes tradições religiosas. “No último censo, o Rio Grande do Sul aparece com o maior número de praticantes de religiões de matriz africana do Brasil&quot;. disse.

Segundo o Pai Ricardo, o Rio Grande do Sul sempre foi um estado &quot;muito racista&quot; e os católicos tinham uma &quot;visão distorcida&quot; sobre a religião de matriz africana. “A família Yecari vem, ao longo de três anos, tentando quebrar este bloqueio e mostrar que as duas festas podem caminhar juntas. São Jorge e Ogum são louvados mundialmente e faz parte da tradição dos dois caminharem juntos”, observou.

A programação, que começa com tradicional banho de cheiro pela Família Yecari, se estende até 18h30, depois de uma procissão ao redor da Igreja, com lavagem das escadarias da Paróquia São Jorge, ritual simbólico de purificação e renovação de energias.

Terreiro de Batuque

O Batuque é uma religião de matriz africana praticada no Rio Grande do Sul, focada no culto aos orixás Oxalá, Bará, Ogum, Iansã, Xangô, Oba, Odé/Otim, Ossanha, Xapanã, Oxum e Iemanjá e que tem em suas origens povos da Guiné, Benin e Nigéria.

Em sua trajetória, a Família Yecari já reúne mais de 50 mil integrantes no Brasil e na América Latina. O Batuque não se define como umbanda e candomblé.  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Inscrições para vagas remanescentes do Fies vão até 29 de abril</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Estão abertas as inscrições para o processo seletivo das vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao primeiro semestre de 2026. O prazo começou nesta quarta-feira (22) e segue até o dia 29 de abril.

A inscrição é gratuita e deve ser feita na página do programa no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC).

Notícias relacionadas:Lula quer incluir inadimplentes do FIES em pacote contra endividamento.MEC divulga nova chamada da lista de espera para Fies do 1º semestre.O edital com as regras foi publicado pelo MEC no dia 6 de abril.

O resultado será divulgado no dia 7 de maio. Nos dias 8 a 11 de maio, os pré-selecionados deverão validar as informações na própria instituição de ensino superior para a qual se candidataram, por meio da entrega física ou digital da documentação exigida.

O Fies tem chamada única e lista de espera. Os estudantes que não forem pré-selecionados estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação. A pré-seleção da lista de espera ocorrerá de 15 a 29 de maio.

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Fies 

Com o objetivo de promover a inclusão educacional, o programa federal financia, desde 2001, a graduação em instituições de educação superior privadas com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

São dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre do ano letivo, além de seleções para vagas remanescentes.

Requisitos

Os candidatos em obter o financiamento estudantil devem atender aos seguintes requisitos:


	Participação em uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir de 2010;
	Média aritmética das notas nas cinco provas igual ou superior a 450 pontos;
	Nota na redação superior a zero;
	Renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos;
	Condições de atingir a frequência mínima exigida para o primeiro semestre de 2026 no curso escolhido, que é de 70% de presença.


A classificação no processo seletivo do Fies seguirá a ordem decrescente das notas obtidas pelos candidatos no Enem, com prioridade para os candidatos que não concluíram o ensino superior e/ou não foram beneficiados pelo financiamento estudantil.

É vedada a concessão de novo financiamento do Fies a candidatos que não tenham quitado o financiamento anterior pelo Fies ou pelo Programa de Crédito Educacional ou que se encontrem em período de utilização do financiamento.

Cotas 

O edital do processo seletivo reserva 50% das vagas para o Fies Social, lançado em 2024 para reforçar o papel social do financiamento estudantil. Para concorrer, os candidatos devem ter inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo.

A modalidade lançada pelo MEC permite financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela instituição de ensino superior.

Também há cotas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência, em proporção à população desses grupos em cada estado. Essa reserva aplica-se tanto no Fies como no Fies Social. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Conferência na Colômbia discute menor uso de combustíveis fósseis</title>
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				Representantes de cerca de 60 países e governos locais, povos indígenas, comunidades tradicionais, organizações sociais, cientistas e diplomatas se reunirão na cidade de Santa Marta, na Colômbia, a partir desta sexta-feira (24), para a 1ª Conferência Internacional sobre Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis.

O encontro tem como objetivo principal reunir subsídios que auxiliem na elaboração do Mapa do Caminho para uma transição energética, que diminua cada vez mais a dependência global de combustíveis fósseis.

Notícias relacionadas:FUP defende transição energética que fortaleça estatais e gere emprego.Observatório do Clima entrega recomendações para transição energética.Papa nomeia climatologista brasileiro para conselho da Igreja Católica.Promovida pelos governos da Colômbia e da Holanda, a conferência funcionará como um espaço para aprofundar debates de forma horizontal e democrática.

“Não se destina a servir como um órgão de negociação, nem constitui parte de qualquer processo ou iniciativa formal de negociação, e não se destina a substituir a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas [UNFCCC, na sigla em inglês]”, informam os organizadores.

A programação prevê debates organizados em três eixos:


	Superação da dependência econômica,
	Transformação da oferta e da demanda, e
	Promoção da cooperação internacional e diplomacia climática.


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Também está prevista a criação de uma coalizão de países dispostos a iniciar um processo concreto de transformação por meio da troca de experiências e iniciativas financeiras, fiscais e regulatórias implementadas nacionalmente.  

Além de diálogos setoriais, a programação terá o lançamento de um Painel Científico para Transição Energética e uma assembleia de pessoas. A Cúpula de líderes ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril, quando a Plenária Geral será encerrada.

Mapa do Caminho

O Mapa do Caminho é uma proposta brasileira lançada em novembro de 2025, durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA).

Na capital paraense, sem consenso para que o tema entrasse para o documento final da COP30, 80 países apoiaram a ideia de construir uma estratégia global para longe dos combustíveis fósseis.

Com previsão de entrega em novembro, até a COP31, em Antália, na Turquia, o Mapa do Caminho está em pleno processo de construção. Atualmente, a presidência brasileira da COP analisa as contribuições recebidas em uma chamada pública internacional, encerrada em 10 de abril.

Passados cinco meses do lançamento da proposta, reafirmaram o interesse pelo debate países que juntos representam uma grande fatia do mercado de combustíveis fósseis, como Austrália, Canadá, México, Noruega e a União Europeia. Entre os países que não pretendem participar, estão Estados Unidos, China e Índia.

Organizações sociais

Com uma forte mobilização social favorável à proposta no Brasil, diversas organizações apresentaram contribuições. Desde povos indígenas, até redes que representam centenas de instituições.

Na avaliação do especialista em Conservação do WWF-Brasil, Ricardo Fujii, a delegação brasileira chega à Conferência de Santa Marta com a oportunidade de exercer um papel estratégico na construção de consensos e na transformação de iniciativas globais em ações efetivas.

“Em um momento de instabilidade internacional, a liderança brasileira pode ajudar a articular esforços formais e informais, fortalecendo a cooperação climática e entregando respostas concretas para a sociedade”, diz.

A iniciativa da Colômbia, um dos países que integram o território da Amazônia, também foi destacada pelas organizações sociais.

A coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil, Mariana Andrade, considera simbólico que a primeira conferência internacional para discutir transição energética justa aconteça na região, em um momento em que as tentativas de exploração de petróleo na Foz do Amazonas representam um alerta.

&quot;Explorar petróleo e gás na Amazônia terá significativas consequências socioambientais locais e globais, já que o bioma é essencial para manter o equilíbrio climático do mundo. Em Santa Marta, esperamos que os países reforcem a urgência de barrar a expansão da indústria fóssil na Amazônia antes que os danos sejam irreversíveis&quot;, conclui. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Polícia Federal retira credenciais de agente de imigração dos EUA</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF em Brasília.

Segundo ele, a iniciativa é um ato do governo brasileiro em reciprocidade à decisão do governo estadunidense de determinar a saída do delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho, também da PF, dos EUA.

Notícias relacionadas:Lula fala em reciprocidade após expulsão de delegado dos EUA.EUA pedem saída de “funcionário brasileiro” por manipular imigração.&quot;Eu retirei, com pesar, as credenciais de um servidor dos EUA pelo princípio da reciprocidade&quot;, afirmou Andrei durante entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Federal para confirmar a informação e também para pedir detalhes sobre a substituição do delegado Marcelo Ivo pela delegada Tatiana Alves Torres.

Até a redação desta nota, não havia recebido retorno.

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Entenda

Na última segunda-feira (20), o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos Estados Unidos informou que pediu a saída de um “funcionário brasileiro” do país. Embora a postagem não cite nomes, o texto indica que se trata de um delegado da Polícia Federal envolvido na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem.

Ramagem foi solto na última quarta-feira (15) após ficar dois dias preso na Flórida.

O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). No ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Ramagem a 16 anos de prisão na ação penal relacionada à trama golpista.

Na terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o caso durante viagem à Alemanha, e falou em em reciprocidade. 

“Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”, disse Lula. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>MEC Livros: biblioteca digital já tem mais de meio milhão de usuários</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Mais de 566 mil pessoas já se cadastraram na plataforma literária disponibilizada pelo Ministério da Educação (MEC), o MEC Livros. Cerca de 263 mil obras já foram alugadas desde o lançamento, no dia 6 de abril. . 

O aplicativo disponibiliza mais de oito mil títulos de autores nacionais e internacionais que podem ser alugados gratuitamente por qualquer pessoa que tenha uma conta Gov.br. 

Notícias relacionadas:MEC Livros soma 122 mil empréstimos gratuitos em apenas uma semana.MEC disponibiliza aplicativo gratuito com oito mil livros.Número de consumidores de livros aumenta e chega a 18% da população.“A iniciativa contribui para preservar o patrimônio literário, ao mesmo tempo em que democratiza o acesso à literatura, incentiva o hábito de leitura, promove a integração de novas tecnologias na educação e apoia as práticas pedagógicas”, diz o MEC. 

Os cinco livros mais lidos na plataforma são, nesta ordem: 


	Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski; 
	A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli; 
	Sem Despedidas, de Han Kang; 
	A Vegetariana, da mesma autora e 
	Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling.


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Como acessar 

Para ler os livros disponíveis, basta acessar o site ou o aplicativo do MEC Livros e fazer o login com a conta do Gov.br.

O aplicativo está disponível para Android, computadores e também tem integração com o portal gov.br.

Na primeira página, já aparece uma lista de livros disponíveis, organizados por categorias como “Em Alta”, “Best-Sellers”, “Autores Clássicos Brasileiros”, entre outras. 

Ao clicar na capa da obra que deseja pegar emprestado, há a opção de ler o resumo sobre a obra no botão “Mais informações”. Após clicar nesse botão, abrirá uma nova página que contém o botão “Emprestar e Ler”, basta selecioná-lo e o livro estará à disposição para leitura. 

Os livros devem ser devolvidos em 14 dias, quando o usuário pode optar pela renovação do empréstimo pelo mesmo período ou pela devolução do título. 

Segundo o MEC, estão sendo implementadas melhorias para permitir a devolução a qualquer tempo, além da possibilidade de habilitar essa função a partir de 90% da leitura, ampliando a autonomia do usuário na gestão dos empréstimos. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 18:48:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mulheres empreendem em bioeconomia e mudam de vida no Sudoeste do Pará</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em Paraupebas, no sudeste do Pará, a força criativa de mulheres tem transformado vidas. Seja com a produção de mel, cerâmica ou de biojoias feitas com sementes, essas mulheres mostram que é possível liderar negócios aliando a realização pessoal com a valorização cultural da região, a preservação da floresta e a geração de renda.

Essas mulheres vivem próximas à Floresta Nacional de Carajás e à maior mina de ferro a céu aberto do mundo. E é ali que elas vêm coletando materiais para suas produções e conquistando também sua independência financeira, além de um papel de protagonismo na comunidade.

Notícias relacionadas:Rio terá lei contra abuso a mulheres no transporte coletivo.Mulheres agregam diversidade na mesa do trabalhador, diz ministra.Publicadas leis que ampliam combate à violência contra as mulheres.Uma dessas iniciativas impulsionadas por mulheres é a Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). A associação existe há cerca de dez anos e trabalha tanto com mel proveniente da apicultura, com as abelhas mais conhecidas, quanto da meliponicultura, que consiste na criação de abelhas sem ferrão, que são resgatadas de zonas de supressão.

O incentivo à criação de abelhas contribui não só para a preservação da natureza como também oferece alternativas de geração de renda para essas mulheres.

“A gente só sabia passar e cozinhar”, contou Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da associação. “Mas, quando colocaram essa ideia nas nossas cabeças, de que a gente podia fazer outras coisas fora de casa, abraçamos. Isso foi nos transformando. Até saímos para estudar&quot;.

 


            
        
    
Ana Alice de Queiroz, uma das fundadoras da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação


A fundadora conta que voltou a estudar com 51 anos e que muitas dessas mulheres eram analfabetas.


&quot;Saímos de dentro da cozinha, de dentro daquela vida que era só a mesma, e hoje estamos empreendendo e, para nós, isso é muito gratificante”, ressaltou.


Agora, diz Ana Alice, elas já não têm mais tempo para cuidar dos afazeres domésticos. “Mudou tudinho. A gente não tem mais muito tempo para cozinhar, não. Nem para organizar a casa”.

A AFMA é composta atualmente por 23 famílias, reunindo tanto mulheres quanto homens. À semelhança das colmeias, as fêmeas cuidam dos principais afazeres desse trabalho, como cuidar das finanças e de envasar, rotular e colocar o preço no produto.

“Os homens vão para o apiário, mas quem administra são as mulheres”, disse Ana Alice, que já foi presidente da associação. “A gente vai organizando todo mundo e fazendo o que é melhor para produzir e para aumentar essa produção, assim como as abelhas fazem”, destacou.

 


            
        
    
Criação de abelhas da Associação Filhas do Mel da Amazônia (AFMA). Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação


Mulheres empreendedoras

Só no ano passado, mais de 2 milhões de pequenos negócios abertos no Brasil foram liderados por mulheres. Os dados são do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base em dados da Receita Federal.

Segundo esse levantamento, quatro entre cada dez pequenos negócios abertos no país em 2025 foram criados por mulheres, superando em mais de 320 mil o verificado no ano anterior.

Em entrevista à Agência Brasil, a gerente da Unidade de Sustentabilidade e Inovação do Sebrae no Pará, Renata Batista,  destacou que o número de mulheres donas de negócios passou de 8,2 milhões, em 2015, para 10,4 milhões, em 2025 ─ um crescimento de 27% em dez anos, acima do avanço observado entre os homens.

“Isso acontece por uma combinação de fatores: maior escolarização feminina, a busca por autonomia financeira, a necessidade de geração de renda e a ampliação do acesso à formalização, especialmente via MEI [microempreendedor individual]. Ao mesmo tempo, o empreendedorismo tem sido uma porta de entrada para as mulheres transformarem o conhecimento, o talento e o vínculo com o território e o negócio”, acrescentou.

Apesar desse crescimento, as mulheres ainda não representam nem metade dos novos pequenos empreendimentos abertos no país. No estado do Pará, por exemplo, apenas 37,6% das pequenas empresas criadas em 2025 eram lideradas por mulheres.

Mesmo com dificuldades, essas mulheres vêm buscando abrir espaços nesse mercado, contando com apoio do Poder Público ou de empresas privadas.

Diretora de soluções baseadas na natureza da mineradora Vale, Patricia Daros, afirma que os negócios tocados por mulheres extrapolam a questão da geração de renda, levantando também a questão de empoderamento feminino que começa a ser mais percebido. Na mineradora, 30% dos 50 projetos de bioeconomia apoiados recentemente são liderados por mulheres.

“A gente começou a perceber, desde quando a gente começou esse trabalho [de fomento], uma mudança do ponto de vista desse perfil de quem está à frente desses negócios, e as mulheres começaram, de fato, a aparecer um pouco mais ultimamente, principalmente em negócios relacionados à bioeconomia”, destacou.

Preciosidades da Amazônia

Emancipado em 10 de maio de 1988, após plebiscito que o desmembrou de Marabá, o município de Parauapebas tem nome de origem tupi, que significa “rio de águas rasas”. Sua formação populacional é resultado de intenso fluxo migratório, impulsionado pela descoberta e exploração de minérios na Serra dos Carajás, a partir da década de 1960.

Hoje, a mineração responde por boa parte da economia, com destaque para o minério de ferro, mas também cobre, manganês, níquel e ouro.

Apesar da mineração, têm crescido na cidade projetos de bioeconomia, como o que transforma mais de 100 tipos de sementes em biojoias que misturam arte e sustentabilidade.

Secretária da Associação Preciosidades da Amazônia e futura presidente da Cooperativa de Trabalho Artesanal da Amazônia, Luciene Padilha, contou que a associação impacta não só a vida financeira, mas também a parte social, econômica e emocional das 12 mulheres participantes.


“Quando fizemos o curso, éramos mulheres em situação de vulnerabilidade, mulheres que não saíam de casa porque tinham medo. Seus provedores diziam: ‘você não sabe, você não pode’. Hoje elas já se posicionam, já se sentem mais fortalecidas e trabalham com empreendedorismo feminino”, comemorou.


A Associação Preciosidades da Amazônia tem apoio da prefeitura, da Vale, do Sebrae e da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra). Tesoureira do grupo, Sandra Brasil explicou que é da natureza que elas extraem as sementes e também sua renda.

“Nós trabalhamos com materiais vegetais e tudo o que a natureza nos permite usar. Nós estamos com um tesouro na mão. Não é só ouro e prata que são tesouros. Nós aprendemos a reconhecer a natureza como o verdadeiro tesouro da humanidade”, destacou.

 


            
        
    
Biojoias produzidas pela Associação Preciosidades da Amazônia. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação


Após terem aprendido a confeccionar suas peças, essas artesãs agora têm sido mentoras de novas gerações de empreendedoras. “Quando nós saímos da sala de aula, já saímos com conhecimento suficiente para repassar [para outras pessoas]. Hoje em dia, todas nós vamos para a sala de aula. Já demos até oficinas”, ressaltou.

As biojoias produzidas por essas artesãs têm fortalecido a economia local e contribuído para o sustento de muitas famílias. Mais do que contar histórias, essas peças têm fortalecido laços e também ajudado a preservar a Amazônia.

Para Renata Batista, projetos desse tipo são estratégicos porque mostram, na prática, que é possível gerar renda com a floresta preservada, agregando valor à biodiversidade, ao conhecimento local e a cultura brasileira.

&quot;No caso das biojoias, ainda há um componente muito forte de identidade e diferenciação. O Sebrae aponta que esse mercado vem ganhando espaço porque une materiais naturais, processo artesanal e valorização de histórias, crenças e tradições do país”.

Mulheres de barro

Já o grupo Mulheres de Barro, formado por ceramistas de Parauapebas, surgiu durante a implantação do projeto Salobo, maior projeto de exploração de minério de cobre do país, tocado pela Vale no interior da Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri (Flonata), em Marabá.

Durante o projeto Salobo, foram encontrados artefatos arqueológicos presentes na floresta e que datam de 6 mil anos atrás. E foi a partir dos trabalhos de prospecção e de salvamento arqueológico desses artefatos, conduzidos pelo Museu Paraense Emílio Goeldi e pela Vale, que o grupo se formou. Em oficinas de educação patrimonial, essas mulheres conheceram a história local e tiveram acesso a ensinamentos sobre a cerâmica, o que permitiu que criassem peças inspiradas nesse passado.

Nessas oficinas, elas aprenderam que a cerâmica produzida pelos povos que habitavam as proximidades do Rio Itacaiúnas e seus afluentes eram utilizadas para rituais ou como objetos de uso cotidiano. Desde então, a partir dessa memória, essas artesãs começaram a produzir novas histórias e a moldar peças contemporâneas com referências arqueológicas.

As formas e grafismos dessas novas peças são inspiradas nos vestígios recuperados nesses sítios arqueológicos da Serra dos Carajás. Já a base da pintura são pigmentos provenientes de minerais da região, como minério de ferro, manganês e argilas coloridas.

 


            
        
    
Cerâmicas produzidas pelo grupo Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação


Presidente do Centro Mulheres de Barro, Sandra dos Santos Silva contou que, depois de 2002, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) incluiu no processo de licenciamento das pesquisas arqueológicas uma obrigação de fazer educação patrimonial para informar a comunidade do entorno sobre os resultados.

&quot;E foi aí que eu digo que o universo conspirou a nosso favor, porque a gente estava buscando isso: participamos dessa formação durante seis anos. A gente não sabia fazer cerâmica, aprendemos do zero”, contou ela, que lidera uma cooperativa formada por 18 mulheres e quatro homens, que não só fabricam peças como também ministram cursos e oficinas.

Agora, essas mulheres ajudam a preservar a memória ancestral da região e também a floresta onde esses vestígios de cerâmicas foram encontrados. Para isso, elas deixam de coletar a argila diretamente da natureza, o que seria um processo degradante, para utilizar sobras de construções para a produção de suas peças.

“Com essa ideia de sustentabilidade, observamos que sempre há sobra [de argila] em todas as construções na cidade. Era uma quantidade imensa de argila descartada. A gente usa esse descarte das obras para fazer um processo de peneiramento da argila: a gente dilui, peneira, bate numa betoneira, dilui muito bem, coloca para decantar e aí vai tirando a água até ela ficar na consistência de um açaí do grosso. Daí, coloca para desidratar até chegar ao ponto de modelagem”, explicou Sandra.

Por meio desses trabalhos, o Centro Mulheres de Barro vem mudando a vida de várias mulheres de Parauapebas. E esse conhecimento ancestral, que chegou às fundadoras do Mulheres de Barro, agora começa também a ser repassado para as novas gerações.

“Eu nunca tinha mexido com barro. Mas agora me sinto muito feliz”, contou Maria do Socorro Assunção Teixeira, 62 anos, uma das fundadoras do grupo. “Agora eu me vejo como multiplicadora de conhecimento. Nós passamos [esse conhecimento] para outras pessoas”, ressaltou.

 


            
        
    
Maria do Socorro Assunção Teixeira, fundadora do Centro Mulheres de Barro. Foto: Washington Alves/ Light Press/Divulgação


Bioeconomia

Essas pequenas iniciativas lideradas por mulheres no Pará são exemplos de projetos de bioeconomia, um modelo econômico baseado no uso sustentável de recursos naturais.

“Quando uma mulher lidera um negócio de economia no território amazônico, ela não está apenas vendendo um produto, mas ela está ajudando a construir uma economia mais enraizada no território, com mais identidade, mais valor agregado e mais capacidade de distribuir renda localmente”, destacou a gerente do Sebrae no Pará.

“Negócios como biojoias, artesanato de base sustentável, cosméticos naturais e outros produtos da sociobiodiversidade mostram que a Amazônia pode ser também o espaço de inovação econômica baseada em ativos da floresta e não só em atividade de baixo valor local”, acrescentou.

Além desses projetos serem sustentáveis, eles também fortalecem as tradições locais e as cadeias produtivas. Na Amazônia, os resultados positivos dessa forma sustentável de negócio têm atraído, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.

Todos os projetos citados nesta matéria, por exemplo, receberam apoio do Fundo Vale, associação sem fins lucrativos mantida pela mineradora e que busca acelerar negócios de impacto que valorizam a floresta em pé e o uso sustentável da terra.

“Quando a Vale lançou o Fundo Vale, nós olhamos numa perspectiva de pensar essa economia da floresta numa lógica mais justa e de desenvolvimento territorial. Já aportamos mais de R$ 430 milhões em mais de 146 iniciativas na região”, destacou Patricia Daros.

A cada ano, essa bioeconomia da sociobiodiversidade tem movimentado R$ 13,5 bilhões no estado do Pará, impulsionada por cadeias produtivas ligadas à floresta, aos rios e à agricultura familiar. No entanto, esses negócios ligados à biodiversidade, principalmente os tocados por mulheres, ainda enfrentam algumas dificuldades para se manterem em pé.

“Há desafios que são comuns a qualquer empreendedor, como acesso ao mercado, gestão financeira, capital de giro, planejamento e competitividade. Mas, no caso das mulheres, existem ainda barreiras adicionais. O Sebrae destaca que, logo que elas abrem os negócios em proporções semelhantes às dos homens, mesmo elas sendo em média mais escolarizadas, esses empreendimentos tendem a faturar menos”, disse Renata Batista.

Além disso, ressaltou ela, as mulheres tendem a ter mais dificuldade de acesso ao crédito e enfrentam sobrecarga no trabalho, pois tendem a acumular outras atividades relacionadas a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, o que afeta o tempo disponível para qualificação, gestão, capacitação e expansão do negócio.

Por isso, o Sebrae destaca que, para que um negócio relacionado à sociobiodiversidade possa dar bons frutos, é necessário não só produzir bem, mas também estruturar bem a cadeia, a comercialização do produto e o financiamento para o projeto ─ que deve ser compatível com a realidade no campo.

Para fortalecer esses projetos de bioeconomia, o governo federal apresentou recentemente o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio). Um dos eixos desse plano é voltado para projetos relacionados à sociobioeconomia e os ativos ambientais.

*A repórter viajou a convite da Vale. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasil já tem 4,5 milhões de empreendedores da Economia Prateada</title>
<link>https://www.jornalavozdearaxa.com.br/brasil-ja-tem-45-milhoes-de-empreendedores-da-economia-prateada</link>
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<description><![CDATA[ O Brasil soma 4,5 milhões de empreendedores da chamada Economia Prateada, que reúne os maiores de 60 anos. O número cresceu 58,6% na última década, de acordo com o Sebrae Nacional. A entidade desenvolve programas voltadas para o chamado empreendedorismo sênior, focado em apoiar o público nesta faixa etária que deseja investir em negócios próprios.  

Em 2025, o programa atendeu 869 mil pessoas e a meta para 2026 é chegar a 1 milhão. A gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+, Gilvany Isaac, descreve esse crescimento como uma “onda forte”, em razão do desejo desse público em permanecer ativo. 


“Existe uma possibilidade de carreira, de continuidade. Tenho visto que as pessoas de 60 anos se identificam com  um propósito. Elas querem algo que tenha a ver com a sua experiência, mas que resolva também problemas da comunidade”, aponta Gilvany. 


Raízes fortes 


            
        
    
Bordadeira no Pará trabalha com a moda marajoara - Marcelo Camargo/Agência Brasil


 

Gilvany relata que, ao longo do programa, percebeu uma vocação deste público em trabalhar com saberes tradicionais e vocações locais. Seja no artesanato, na cultura de sementes ou de ervas medicinais. No Sul por exemplo, ela destaca a produção de artesanato a partir de redes de pesca, por mulheres de comunidades pesqueiras.  


&quot;A gente vê que a geração 60+ tem esse cuidado com o planeta, porque viu muita transformação. Onde a gente está caminhando, percebemos essa responsabilidade sobre integrar, ou seja, manter esse planeta vivo do jeito que a pessoa conheceu”, conta Gilvany. 


Dentre os setores que este público mais se interessa em empreender destacam-se turismo, comércio e serviços. O Sebrae oferece aos empreendedores mentorias e consultorias, tanto para orientar quem quer ser empreendedor, quanto para quem deseja abrir um negócio focado no consumidor 60+.  No programa, a participação dos idosos é alta e o índice de desistência, reduzido.  

“Eles são muito participativos. O Sebrae faz todo o projeto adequado às necessidades do empreendedor maduro que quer curtir a vida, sem dedicar todo o seu tempo disponível ao negócio”, explica.  

O suporte é gratuito, desde o desenho da jornada, até cursos e atendimentos individuais. São promovidos ainda eventos para fortalecer a rede de empreendedores, estimulando a troca de experiências.  

Transformação do mercado 

Aliado ao desejo de empreender, o crescimento dos negócios comandados pelos 60+ está relacionado também às transformações populacionais e, por consequência, do mercado de trabalho. 

 O aumento da expectativa de vida ao nascer – que era e 62,6 anos em 1980 e passou para 76,4 anos em 2023 -  impactou o mercado de trabalho para a chamada Geração Prateada (60+). 

Atualmente, um quinto da população brasileira em idade para trabalhar é composta por este grupo, aponta estudo da pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Janaína Feijó .

As maiores proporções de idosos na População em Idade Ativa (PIA) em 2024 estavam nos estados do Rio de Janeiro (24,1%), Rio Grande do Sul (23,7%) e São Paulo (21,7%). As menores proporções foram encontradas em Roraima (12%), Acre (12,4%) e Amazonas (13%). 


“Ao contrário de estereótipos antigos que associavam o envelhecimento à inatividade ou à dependência, a Geração Prateada é marcada por um perfil mais saudável, engajado e consumidor”, destaca Janaína. 


Ela destaca dois perfis entre os idosos economicamente ativos: os que trabalham por uma necessidade de renda e os que permanecem nos postos de trabalhar para manterem-se ativos e com vínculos profissionais. 

 


            
        
    
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A pesquisadora destaca que o etarismo – a discriminação aos mais velhos - é um dos grandes empecilhos à manutenção dos 60+ no mercado de trabalho. Ela reafirma a necessidade de se combater esse preconceito tanto na sociedade, quanto nas empresas. 


“O que acontece no Brasil é que a população está envelhecendo e não dispõe de jovens para repor essa mão-de-obra, que está envelhecendo. Se a gente não contar com a mão-de-obra 60+, no fim das contas, a gente está prejudicando o crescimento econômico do país”.  


A pesquisadora aponta o empreendedorismo como um caminho para aqueles que já se aposentaram, mas desejam permanecer ativos.   Ela ressalta, entretanto, a importância de que o empreendedor 60+ se formalize para não estar em uma situação de vulnerabilidade. 

 


            
        
    
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Marcelo Camargo/Agência Brasil
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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Trabalho escravo doméstico é tema do Caminhos da Reportagem de hoje</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O dia 25 de março de 2026 entrou para a história como a data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu que a escravização de africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.

Assim como outros 122 países, o Brasil votou a favor da resolução. E não era pra menos: 4,86 milhões de escravizados chegaram ao território brasileiro entre 1501 e 1900, segundo o Banco de Dados do Comércio Transatlântico de Escravos. Nenhum outro local recebeu mais africanos traficados.

Notícias relacionadas:EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo.Justiça mantém condenação da Volkswagen por trabalho escravo .Atividade urbana concentrou maioria do trabalho escravo em 2025.O Brasil foi também o último país das Américas a abolir a escravidão, em 1888. Assim mesmo, por meio de um processo incompleto.


“A data representou, é claro, a abolição do trabalho escravo, mas não o rompimento com a forma de exploração do trabalho.  A gente viu muito mais uma mudança na forma de exploração do que uma liberação que significasse independência”, lembra o jornalista, cientista político e diretor da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto.


Hoje, 138 anos após a abolição, a exploração não desapareceu. Muitas vezes, ela se esconde dentro de casa. A escravização doméstica é o tema do Caminhos da Reportagem desta semana. A repórter Marieta Cazarré ouviu vítimas, pessoas que ajudam a libertar essas vítimas e profissionais que atuam no pós-resgate. O programa “Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão” vai ar ao ar às 23h, na TV Brasil e no canal da TV Brasil no YouTube.

“A primeira pergunta é: para onde eu vou?”, explica a ministra Liana Chaib, do Tribunal Superior do Trabalho.


“Eu não tinha casa, família nem ninguém para me abraçar”, desabafa Suzana Salomono. Ela passou anos trabalhando em casa de família sem receber salário.


As equipes de reportagem em Brasília, São Paulo, no  Rio de Janeiro e em Belo Horizonte ouviram empregadas domésticas escravizadas no Brasil.

Roberta dos Santos, de 46 anos, recebia alimentação como pagamento.


“Só que a patroa dizia que eu só tinha direito a um prato de comida no almoço. No jantar não tinha. Nem eu, nem meu menino”. O filho de Roberta é autista.


Araci do Amaral, de 73 anos, apanhou da ex-patroa e foi vítima do racismo do ex-patrão. “Ele chegava xingando, falando ‘nega, não sei o quê’. E me agrediu umas duas ou três vezes”, conta.

Maria Santiago, de 78 anos, passou décadas como doméstica escravizada. Não recebia salário nem o BPC (Benefício de Prestação Continuada) feito em seu nome. “Eu não sabia a senha, nem conhecia o cartão”, diz ela.

Maria Raimunda, de 63 anos, denuncia o sequestro do filho enquanto foi escravizada. “Ela (ex-patroa) chegou e falou assim quando eu voltei do hospital: ‘Deixa eu pegar ele no colo, Maria’. Aí me deu vontade de ir no banheiro, muita vontade. Quando eu saí, ela disse assim: ‘Maria, o neném já lá vai...’”. Maria Raimunda nunca mais viu o filho.

Suzana, Roberta, Araci, Maria Santiago e Maria Raimunda foram resgatadas. Elas e centenas de outras trabalhadoras salvas formam um grupo com perfil definido. “Mais da metade dessas mulheres têm no máximo a 5ª série de escolaridade, 24% são analfabetas e 72% são negras”, afirma a coordenadora-geral de Fiscalização do Trabalho Análogo à Escravidão do Ministério do Trabalho e Emprego, Shakti Borela.

Como denunciar?

Qualquer pessoa pode denunciar situações de trabalho escravo. A ligação é gratuita, o sigilo é garantido e o serviço funciona 24h por dia. Basta discar o número 100. Além disso, a denúncia pode ser feita pelo Whatsapp (61 99611-0100) e pelo Telegram (digite “Direitoshumanosbrasil” na busca do aplicativo). ]]></description>
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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+</title>
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<description><![CDATA[ O Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e caminha para ser o quinto país com mais idosos do mundo. É um público que movimenta R$ 2 trilhões na economia, de acordo com estudo realizado pela consultoria Data8. 

Esse potencial econômico é formado tanto por consumidores, como pelos empreendedores da chamada economia prateada, em alusão aos cabelos grisalhos.  

Para atender a esse público, os modelos de negócio precisam adaptar-se a novas demandas. Eles querem melhor iluminação nas lojas, sinalização visível, acessibilidade, atendimento acolhedor e processo de compra simplificado. O empreendedor que oferece esses diferenciais acaba tendo a preferência do público mais velho, afirma a  gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+ do Sebrae, Gilvany Isaac. 


“Eu acho que a Economia Prateada reflete a transformação estrutural da sociedade brasileira. Os empreendimentos que compreenderem essa mudança e desenvolverem produtos alinhados a essa realidade, não apenas vão acessar o mercado de expansão, mas também contribuirão para o modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e conectado à longevidade”, afirma Gilvany.


O bancário aposentado João Gualberto de Almeida Teixeira, pertence ao público 70+. Ele conta que o que sente mais falta no atendimento é, primordialmente, atenção.  


“Tenho notado que a pessoa vai a algum local e os atendentes estão distraídos, olhando outras coisas, e não dão atenção para o que você merece e, principalmente, precisa. É você estar sendo atendido com atenção, quer dizer, olho no olho. Isso é fundamental”, afirmou. 


 


            
        
    
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Segmentos 

Entre os segmentos com maior potencial para o público 60+, Gilvany destaca o de saúde e bem-estar, como academias especializadas. “Treino adaptado, acompanhamento, foco na funcionalidade e não apenas na estética”, aponta. 

Outro nicho são os negócios da telemedicina e serviços de monitoramento remoto de saúde. “Os cuidadores também vêm com uma força muito grande porque podem ser microempreendedores individuais (MEI) e ter um CNPJ, o que vai ser muito importante para as famílias que querem o conforto de um contrato, bem como para os próprios cuidadores”, diz.  

Outro segmento com amplo potencial para atender a população é o de turismo e lazer – especialmente empresas que oferecem pacotes fora da alta temporada, com roteiro cultural e viagens de experiência. Ela destaca ainda os serviços na área financeira, como planejamento para aposentadoria ativa, além da habitação adaptada.  

“Estamos falando de arquitetura e de soluções de acessibilidade de moradias, que fazem uma adaptação em residências para dar um conforto melhor para pessoa idosa”, exemplifica.  

Gilvany ressalta ainda, do lado dos consumidores 60+, um movimento crescente no comércio eletrônico. Eles compram mais pela internet, mas é preciso incrementar o engajamento digital desse público, que hoje constitui a parcela da população que mais recebe golpes. Há um crescimento de escolas de computação e de conhecimento eletrônico voltadas para esse segmento.

Mel Mania 

O microempreendedor João Lopes procurou o Sebrae-RJ para saber como formatar o seu negócio para atende especificamente o público 60+. Em junho de 2024 criou a  Mel Mania, que comercializa a substância. Aos 54 anos, João viu nesse público uma forte oportunidade de negócio.  


“O meu público é totalmente 60+. Eu tenho um cliente com 84 anos que compra mensalmente, como se fosse uma assinatura. A família toda consome, mas ele é a porta de entrada”, explica.  


Além da venda do mel, para todo o país, a empresa capacita, sem custos, pessoas que contam com espaços ociosos para a produção do produto. João oferece instrumentos, suporte e depois compra a produção dos parceiros. A Mel Mania já inseriu 112 pessoas na apicultura.  


“Depois que eu passei pelo Sebrae, descobri que sou empreendedor social, porque o meu negócio gera impacto positivo na sociedade. Quem compra o meu mel sabe que está gerando renda para as pessoas”, diz. 



            
        
    
O microempreendedor João Lopes fala sobre a produção de mel da Mel Mania - Rovena Rosa/Agência Brasil


Capacitação 


            
        
    
Economia prateada, a economia liderada por pessoas com 60+. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


No Rio de Janeiro, o Sebrae desenvolve um projeto para atender justamente a população mais madura que deseja permanecer produtiva. O Sebrae Economia Prateada está em sua terceira edição e a próxima turma terá início em maio.  Ao todo, 144 pessoas já foram atendidas pelo projeto. 

O perfil dos participantes é majoritariamente feminino e envolve segmentos multissetoriais.  


“Há muita gente empreendendo na área de gastronomia, economia criativa, artesanato, moda, beleza e, também, em negócios ligados à consultoria na prestação de serviços”, explica a gestora do projeto e analista do Sebrae RJ, Juliana Lima. 


Do lado dos consumidores seniores, Juliana Lima ressaltou a existência de um mercado em forte expansão, uma vez que o envelhecer no Brasil se transformou. “O  perfil desse idoso, mudou. Hoje ele não fica mais em casa, como antigamente. São ativos, viajam, namoram, estudam, estão preocupados com a beleza, em viver bem”.  

O projeto Sebrae Economia Prateada trabalha em parceria com outras instituições, como o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o governo do estado, para ampliar o público atendido. Os chamados empreendedores sêniores representavam, em outubro do ano passado, 16% do total de donos de negócios no estado do Rio de Janeiro. 


“A população está envelhecendo mais ativa, mas o mercado tem uma barreira. Por conta do etarismo no trabalho formal, o sênior precisa do empreendedorismo para gerar algum tipo de renda”. 


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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operação policial deixa visitantes &amp;quot;ilhados&amp;quot; em cartão&#45;postal do Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Cerca de 200 pessoas ficaram presas no início da manhã desta segunda-feira (20) no alto do Morro Dois Irmãos, ponto turístico da zona sul do Rio de Janeiro, durante uma operação policial na comunidade do Vidigal.

A ação foi deflagrada pela Polícia Civil fluminense em conjunto com o Ministério Público do Estado da Bahia.

Notícias relacionadas:MPRJ denuncia policiais por crimes durante operação em favelas do Rio.RJ: Operação na Maré apreende recorde de 48 toneladas de drogas.Operação Contenção: PF quer identificar vídeos para acelerar trabalho.O ponto é frequentado por moradores e turistas, que chegam cedo, por meio de trilhas, para admirar o nascer do Sol e a paisagem ao redor do morro, que tem vista privilegiada para a zona sul da cidade. Diante da falta de segurança, os visitantes ficaram impedidos de descer.

A operação visa prender integrantes do Comando Vermelho da Bahia que, segundo informações da polícia, estavam escondidos na comunidade. Os criminosos reagiram e moradores relatam que houve intenso tiroteio.

Integrantes da facção também incendiaram lixeiras da Companhia de Limpeza Urbana do Rio (Comlurb) na Avenida Niemeyer, principal acesso da comunidade e ligação entre os bairros de São Conrado e Leblon.

A via ficou fechada por cerca de meia hora, e o trânsito voltou a fluir com a atuação de um comboio de carros da Polícia Militar.

Em publicações nas redes sociais, moradores do Vidigal relataram a situação de insegurança e medo por causa do tiroteio e da passagem de helicópteros da Polícia Civil sobre a comunidade. Em vídeos, é possível ouvir o som dos tiros.

De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, a operação teve a participação de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), em ação integrada com o Ministério Público do Estado da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia e a Polícia Civil da Bahia.

“A ação é resultado de um trabalho conjunto de inteligência e cooperação interestadual entre as forças de segurança”, informou a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Na Alemanha, Lula defende pioneirismo de biocombustíveis brasileiros</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (20), durante visita à Alemanha, o que chamou de trajetória pioneira dos biocombustíveis brasileiros e criticou o regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). As declarações foram dadas durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hanôver.


“Nosso etanol, de cana-de-açúcar, produz mais energia por hectare plantado, tem uma das menores pegadas de carbono do mundo e reduz emissões de até 90% em relação à gasolina”, disse, ao citar que a UE espera chegar a 50% de renováveis em sua matriz até 2050 enquanto o Brasil já cumpriu essa meta em 2025.


Notícias relacionadas:Na Alemanha, Lula defende parceria com Europa na descarbonização.Lula chega à Alemanha para assinar parcerias comerciais e de inovação.Em sua fala, Lula destacou que o transporte figura atualmente como um dos principais gargalos de descarbonização da Europa. “Apesar disso, a União Europeia está revisando o seu regulamento sobre biocombustíveis. Estão na mesa propostas que ignoram práticas de sustentabilidade no uso do solo brasileiro”.

O presidente lembrou que, em janeiro, entrou em vigor um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono que desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro baseado em fontes renováveis.


“Essas iniciativas podem dificultar a oferta de energia limpa ao consumidor europeu em momento crítico. A elevação de padrões ambientais é necessária, mas não é correta. Adotar critérios que ignorem outras realidades e prejudicam os produtores brasileiros”, completou.


“Estamos dispostos a deixar de ser um país em vias de desenvolvimento e queremos nos tornar um país desenvolvido. E não jogaremos fora as oportunidades da transição energética que estão colocadas para o mundo. Quem quiser produzir com energia mais barata e com energia verdadeiramente limpa, procure o Brasil, que nós temos espaço e oportunidade para quem quiser apostar no futuro”, concluiu. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Belém decreta emergência em razão de fortes chuvas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A prefeitura de Belém decretou estado de emergência em razão das fortes chuvas que atingem a capital paraense – foram mais de 150 milímetros (mm) em menos de 24 horas, volume classificado como extremo.


“Belém registrou uma das chuvas mais intensas dos últimos dez anos”, informou a prefeitura em nota, ao acrescentar que acompanha, desde as primeiras horas de domingo (19), os impactos do temporal na cidade.


Notícias relacionadas:Fim de semana tem alerta de chuva para o Norte e extremo Sul do país.Inmet alerta para perigo de chuvas intensas no Norte e Nordeste.Ainda de acordo com o comunicado, a Defesa Civil coordena um comitê integrado, com o apoio do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de garantir resposta rápida em todas as áreas da capital.


“As ações incluem reforço nos abrigos, atendimento às famílias atingidas, limpeza de canais e bueiros, além de intervenções emergenciais nos pontos de alagamento”, concluiu a prefeitura.


Doações

Nas redes sociais, a prefeitura informou ter aberto pelo menos um ponto de coleta de doações, na Aldeia Amazônica. Os itens aceitos incluem colchões, itens de higiene pessoal, cestas básicas, alimentos não perecíveis e roupas. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 20 Apr 2026 11:29:04 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>É melhor fazer a declaração do IRPF completa ou simplificada?</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Na hora de prestar contas com a Receita Federal, uma dúvida é comum a milhões de brasileiros: qual o melhor modelo de declaração para pagar menos imposto ou aumentar a restituição? 

A decisão entre o desconto simplificado e o modelo por deduções legais pode fazer uma grande diferença no seu bolso. 


Notícias relacionadas:IR 2026: veja como declarar dependentes e pensão alimentícia .Saiba quem deve declarar Imposto de Renda em 2026.“A declaração completa é ideal para as pessoas que têm muitas despesas dedutíveis na área de saúde, educação, previdência privada e dependentes. Permite que eu detalhe todas as minhas despesas. Na declaração simplificada, aplica o desconto padrão de 20%, sem necessidade de comprovação das minhas despesas. É indicada para pessoas que têm pouca despesa dedutível”, explica o professor de ciências contábeis da Faculdade Anhanguera, Gilder Daniel Torres.


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Despesas com educação e saúde

Para quem opta pelo modelo completo, as despesas com educação são um pilar importante, mas exigem atenção aos detalhes.

O abatimento vale para mensalidades escolares, graduação e cursos técnicos, mas deixa de fora o material escolar e os cursos de idiomas. 

Agora, se o seu gasto foi com saúde, o cenário é outro: não existe limite de valor para a dedução. Mas cuidado com as exclusões.

Procedimentos puramente estéticos, compra de medicamentos em farmácias ou gasto com acompanhantes em hospitais não dão direito ao abatimento.

&gt;&gt; Confira no Tira-Dúvidas do IR 2026


    
        
            
                
            
        
    








A melhor estratégia para o contribuinte é testar os dois modelos, simplificado e completo. 

“Utilizar seus gastos com saúde, educação, colocar seus dependentes na declaração. Gastos com médicos, dentistas, hospitais, plano de saúde, podem ser deduzidos sem limites, desde que comprovados os gastos com dependentes. A educação, desde que respeitado o limite anual. Também é possível utilizar os gastos com seus dependentes&quot;, orienta a professora Ahiram Cardoso.

Já o especialista Paulo Pêgas, vice-presidente de controle interno do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro (CRC-RJ), dá uma dica importante para não errar na escolha final.


“O contribuinte deve informar as deduções que tem, porque o próprio programa da Receita Federal informa quanto você teria que pagar no modelo completo e quanto você teria que pagar no modelo simplificado. E aí, você escolhe: o menor valor a pagar ou o maior valor a restituir.”


O modelo simplificado é mais prático, mas se você tem dependentes e gastos elevados com saúde e educação, o modelo completo pode ser o seu maior aliado. 

Organize seus recibos, compare os modelos no sistema e garanta o melhor resultado financeiro.

&gt;&gt; Veja aqui mais informações no Tira-Dúvidas do IR 2026 ]]></description>
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Exposição inédita em SP celebra intensidade e potência de Janis Joplin</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em agosto de 1969, Dorothy escreveu uma carta a um destinatário não informado para comentar como era estranho ver a própria filha ser chamada de “rainha” ou de “deusa”. Ao final da carta, ela ainda se queixou de que sua filha não lhe escrevia mais, apenas lhe telefonava, eventualmente.

A filha, no entanto, parecia bastante ocupada. Naquele mesmo mês de agosto, por exemplo, ela estaria se apresentando em um dos festivais de música mais cultuados da história, o de Woodstock. E chegou ali já sendo reconhecida como grande nome da música mundial e “rainha do rock”, o que ainda causava bastante estranhamento em sua mãe.

Notícias relacionadas:Museu da Imagem e do Som no Rio faz primeira exposição.Museu da Imagem e do Som tem exposição sobre Rita Lee.Rádio Nacional é tema de exposição no Museu da Imagem e do Som.Passados quase 57 anos daquela apresentação histórica, a filha de Dorothy, a cantora Janis Joplin, será celebrada com uma exposição inédita no Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo. 

A mostra começa nesta sexta-feira (17) e apresenta mais de 300 itens, como figurinos, adereços, manuscritos, seus famosos óculos, a estola de penas e outras peças originais, que estavam guardadas pela família e que jamais haviam sido apresentadas. 

Chris Flannery, o responsável por trazer os objetos de Janis para a mostra no MIS, conta que o projeto se concretizou depois de conhecer o administrador do espólio de Janis Joplin. Esse gestor havia visto, três anos atrás, a exposição de B.B. King que Flanney havia organizado no MIS e, após uma conversa, enviou uma lista de artefatos e diversas fotos do acervo da rainha do rock. Flannery diz ter ficado impressionado com a quantidade de itens o que o levou a entrar em contato com o MIS.


“Esta será a maior exposição de Janis já realizada em qualquer lugar do mundo.”


Entre os itens apresentados estão peças de roupas e desenhos. “Em seus escritos e em seus desenhos você verá um lado dela que as pessoas não conheciam. Ela era uma artista, então há uma exposição de sua arte aqui”, explicou Flannery, em entrevista à Agência Brasil e à Rádio Nacional.

Os ingressos da mostra custam R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira). Às terças-feiras (exceto feriados), a entrada é gratuita. 

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Experiência sensorial

Esta é a terceira exposição do MIS que homenageia uma grande cantora de rock. Antes de Janis Joplin, o museu dedicou espaço para celebrar a carreira de Rita Lee e Tina Turner.

“Quando a gente pensa no final dos anos 60 e começo dos anos 70, na contracultura, no rock, na liberação sexual, a gente pensa em música. A gente pensa em Janis”, acrescentou André Sturm, diretor-geral do MIS e curador da mostra.

A exposição ocupa o primeiro andar do museu. Ali, o público vai se encantar com uma cenografia toda imersiva e psicodélica, que pretende levá-lo a uma experiência sensorial. São dez salas expositivas que exprimem sentimentos ou palavras que se relacionam um pouco à personalidade e à carreira da cantora.


“Quando ela canta, ela se entrega completamente, e ela teve uma vida muito intensa em todos os sentidos. Se o que mais marca a Janis é a emoção, vou fazer uma exposição e dividi-la pelas emoções muito presentes na vida dela.”


Uma dessas salas, por exemplo, foi chamada de Amor Brasil e apresenta um pouco do que foi a passagem da roqueira pelo país, em 1970, durante o carnaval do Rio de Janeiro. 

“A gente conseguiu o material dessa visita. Tem foto, tem vídeo, tem até um trecho de uma carta que ela escreveu para a mãe daqui do Brasil. Ela ficou muito feliz no Brasil”, destacou o diretor do museu.

Memória

Dona de uma voz única, rouca, potente e intensa, Janis Joplin nasceu em Port Arthur, Texas, em 1943. Na adolescência, foi influenciada por Leadbelly, Bessie Smith e Big Mama Thornton, e a autenticidade dessas vozes impactou fortemente sua decisão de se tornar cantora.

Durante o ensino médio, ela se aventurou na música folk com os amigos e também na pintura. Frequentou brevemente a faculdade em Beaumont e Austin, mas se sentiu mais atraída pelas lendas do blues e pela poesia beat do que pelos estudos. 

Abandonou a faculdade e, em 1963, partiu para São Francisco, onde morou no bairro de Haight-Ashbury, marcado pelo uso de drogas.

Lá, conheceu o guitarrista Jorma Kaukonen – que mais tarde integraria a lendária banda de rock Jefferson Airplane. Os dois gravaram uma série de canções com a esposa dele, Margareta, que tocava na máquina de escrever.

Ela retornou ao Texas pouco depois e se matriculou como estudante de sociologia na Universidade Lamar. Mas a Califórnia a atraiu de volta e, em 1966, iniciou sua carreira na música, que durou apenas pouco mais de quatro anos.

Este início ocorreu quando sua voz rasgante, melancólica e potente atraiu a atenção do Big Brother and the Holding Company, um dos grupos mais adorados da cena de rock lisérgico de São Francisco, na Califórnia. 

Com o grupo, ela gravou dois LPs antológicos: Big Brother and the Holding Company (1967) e Cheap Thrilss (1968).

Logo depois, ela saiu da banda e gravou dois álbuns solo: I Got Dem Ol’ Kozmic Blues Again Mama (1969) e Pearl (1971), que foi lançado após sua morte.

Janis morreu no dia 4 de outubro de 1970, com apenas 27 anos, em decorrência de overdose de heroína, poucos dias depois da morte de outro ídolo da música, Jimi Hendrix. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Justiça do Rio condena homem a 30 anos de prisão por feminicídio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Justiça do Rio condenou Marco Antonio da Silva a 30 anos e quatro meses de prisão pelo assassinato, sequestro e ocultação do corpo da ex-companheira Aida Naira Cruz Rodrigues, em setembro de 2024, em Paracambi, zona oeste da cidade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o feminicídio foi cometido porque o acusado não se conformava com o fim do relacionamento.

Notícias relacionadas:Estado de SP teve aumento de 45% no número de vítimas de feminicídio .Jovem de 24 anos é vítima de feminicídio em Bragaça Paulista.STJ nega pedido para soltar tenente-coronel acusado de feminicídio .Na denúncia, o MPRJ detalhou o crime cometido por Marco Antonio no dia 17 de setembro de 2024. Ele espancou e estrangulou a ex-companheira. O corpo dela foi encontrado em um barranco no Rio Guandu.

A vítima, de 46 anos, estava afastada do convívio com familiares, por ser vigiada e ameaçada pelo réu, registrava em seu diário as violências sofridas.

Esses relatos foram apresentados pela promotoria ao Júri para pedir a condenação de Marco Antonio. 

Como forma de homenagem, o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) da prefeitura de Paracambi recebeu o nome de CEAM Aida Naira. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:06 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Irã e Hezbollah atribuem cessar&#45;fogo à união do Eixo da Resistência</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo iraniano e o grupo político-militar Hezbollah atribuíram o cessar-fogo no Líbano à união e capacidade de combate do Eixo da Resistência, formado por grupos que se opõem à política de Israel e dos Estados Unidos (EUA) no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, vem tentado capitalizar o cessar-fogo como resultado de ação da Casa Branca. Por outro lado, a trégua no Líbano era uma das exigências de Teerã para as negociações com Washington. Após o fim das batalhas, o Irã anunciou a abertura do Estreito de Ormuz para barcos comerciais. 

Notícias relacionadas:Irã anuncia abertura de Ormuz depois de cessar-fogo no Líbano.Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias.Papa Leão XIV critica mundo &quot;devastado por tiranos&quot;.Em comunicado, o partido-milícia Hezbollah afirmou que fez 2.184 operações militares em 45 dias de batalhas contra o exército israelense, em uma média de 49 operações por dia.

Os ataques visaram as forças de ocupação de Israel dentro do território libanês, além de locais, quartéis e bases militares dentro de Israel e dos territórios palestinos ocupados em até 160 quilômetros após a fronteira.


“Nossa mão permanecerá no gatilho em antecipação a qualquer violação ou traição pelo inimigo, enfatizando a adesão à opção de confronto e continuar a defender o país, e permanecer no pacto até o último suspiro&quot;, diz comunicado divulgado pela TV Al-Manar, ligada ao Hezbollah.


O chefe do Parlamento iraniano, Mohammed B. Ghalibaf, responsável pela delegação do Irã que negocia com os EUA, disse que o cessar-fogo é resultado da Resistência do Hezbollah e da união do Eixo da Resistência.


“A Resistência e o Irã são uma só entidade, seja na guerra ou no cessar-fogo. Cabe à América recuar do erro de ‘Israel em primeiro lugar’. O cessar-fogo não foi senão resultado da resistência do Hezbollah e da união do Eixo da Resistência; e lidaremos com este cessar-fogo com cautela, e permaneceremos juntos até a verificação completa da vitória”, disse em uma rede social.


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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Ismail Baghaei, argumentou que o cessar-fogo foi fruto direto dos esforços diplomáticos ​​de Teerã.


“Desde o início das negociações com várias partes regionais e internacionais, incluindo as negociações em Islamabad, a República Islâmica do Irã tem consistentemente enfatizado a necessidade imperativa de um cessar-fogo simultâneo em toda a região, inclusive no Líbano”, afirmou Baghaei.


Israel

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu vinha anunciando que ocuparia o Sul do Líbano até o Rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira entre os dois países. No dia anterior ao anúncio do cessar-fogo, Netanyahu disse que deu instruções para continuar com a guerra para tomar a cidade de Bent Jbel.

Segundo o jornal israelense The Times of Israel, os ministros do gabinete do governo receberam &quot;com surpresa&quot; a notícia do cessar-fogo. Netanyahu teria informado que concordou com o cessar-fogo à pedido de Trump. A oposição a Netanyahu criticou o cessar-fogo “imposto” a Israel.

Outro portal de notícias de Israel, o Ynet, informou que um oficial militar do país disse que as tropas continuariam no território libanês, apesar do cessar-fogo.

Entenda

A atual fase da guerra que envolve Israel e Líbano teve início em outubro de 2023, quando o Hezbollah inicia ataques contra o norte de Israel em solidariedade ao povo palestino, diante dos massacres na Faixa de Gaza. 

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar-fogo entre o grupo político militar xiita e Tel Aviv. Porém, tal acordo nunca foi respeitado por Israel, que continuava realizando ataques no Líbano.

Com o início da agressão contra o Irã, em 28 de fevereiro, o Hezbollah voltou a atacar Israel em resposta às violações sistemáticas do cessar-fogo nos últimos meses e também em retaliação ao assassinato do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei.  

No dia 8 de abril, é anunciado o cessar-fogo da guerra no Irã, mas Israel continua com ataques no Líbano, desrespeitando novamente o acordo, dessa vez, costurado pelo Paquistão.

O Irã vinha exigindo que o Líbano fosse abarcado pelo cessar-fogo para dar continuidade às negociações com os EUA, com a segunda rodada de conversas prevista para os próximos dias.

História

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:05 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A população brasileira está envelhecendo e cresce em ritmo cada vez menor. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, a população residente foi de 212,7 milhões de pessoas, aumento de 0,39% em relação a 2024. A taxa de crescimento tem ficado abaixo de 0,60% desde 2021. Do total, 51,2% eram mulheres e 48,8% eram homens.

Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. 


            
        
    
Crescimento anual da população no Brasil - Foto: IBGE/Divulgação


A distribuição da população residente no país mostra queda da proporção de pessoas abaixo de 40 anos de idade: oNotícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. grupo está 6,1% menor em 2025 do que em 2012. Por outro lado, há crescimento dos que estão acima dessa faixa etária: 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).

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População no Brasil de acordo com o sexo e a faixa etária -Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. Foto: IBGE/Divulgação


A transformação aparece também na pirâmide etária. Entre 2012 e 2025, houve estreitamento da base e alargamento do topo, com queda da população de até 39 anos.

As diferenças regionais permanecem marcantes. Norte e Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens –Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. com 22,6% e 19,1% da população de até 13 anos, respectivamente –Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. enquanto Sudeste e Sul têm maior presença de idosos, ambos com 18,1% da população com 60 anos ou mais.

Também há mudanças na forma como a população declara cor ou raça. Diminuiu em todas as regiões do país o número de pessoas que se declaram brancas. Em 2012, brancos eram 46,4% da população. Em 2025, passaram a ser 42,6%. Pessoas declaradas pretas aumentaram de 7,4% para 10,4%.

A Região Norte foi a que registrou maior crescimento da população preta, de 8,7% para 12,9%. A Região Sul foi a que teve maior crescimento das pessoas de cor ou raça parda (de 16,7% para 22%) e maior queda da população autodeclarada branca (de 78,8% para 72,3%).

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Morar sozinho

Também cresceu o percentual de pessoas que vivem sozinhas. Em 2025, os domicílios unipessoais chegaram a 19,7%. Em 2012, o percentual era de 12,2%. O arranjo nuclear –Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. quando há pelo menos um casal, mãe com filhos ou pai com filhos – ainda é o predominante: 65,6% dos domicílios. Mas caiu em relação a 2012, quando chegava a 68,4%.

A pesquisa mostra diferenças por idade e gênero entre as pessoas que moram sozinhas. Entre os homens, 56,6% dos que estão nessa situação têm entre 30 e 59 anos de idade. Entre as mulheres, o maior percentual (56,5%) é entre aquelas com 60 anos ou mais.

Sobre a condição de ocupação dos domicílios, a proporção de imóveis alugados cresceu para 23,8%, alta de 5,4 pontos percentuais desde 2016. Já os domicílios próprios quitados caíram para 60,2%, redução de 6,6 pontos percentuais no mesmo período.

Também houve mudança no tipo de habitação: as casas ainda predominam, mas recuaram para 82,7%, enquanto apartamentos subiram para 17,1%.

Infraestrutura

Os indicadores de infraestrutura mostram avanços, mas mantêm desigualdades regionais. O acesso à água por rede geral chegou a 86,1% dos domicílios, sendo 93,1% nas áreas urbanas e apenas 31,7% nas rurais.

O Norte tem o menor percentual de acesso à rede geral: 60,9%. E uma quantidade expressiva de domicílios que dependem de poços profundos ou artesianos: 22,8%. O Sudeste conta com 92,4% do abastecimento de água vindo da rede geral.

No saneamento, 71,4% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede geral ou fossa ligada à rede, mas o índice cai para 30,6% no Norte, onde outras formas mais precárias de esgotamento ainda predominam (39,3%). No Sudeste, o percentual de acesso à rede geral ou fossa séptica ligada à rede é de 90,7%.

A coleta direta de lixo por serviços de limpeza alcança 86,9% dos domicílios do país, avanço de 4,2 pontos percentuais desde 2016. Norte e Nordeste têm os menores percentuais de coleta direta (ambos com 79,3%) e os maiores percentuais de lixo queimado nas propriedades (14,5% e 13%, respectivamente).

O acesso à energia elétrica está próximo da universalização, com apenas 2,7% dos domicílios rurais sem ligação à rede. Esse percentual é de 0,5% nos domicílios urbanos. A parte rural da Região Norte é a que ainda concentra os piores números: 15,1% dos domicílios não têm acesso à rede geral de energia.

A pesquisa também mostra aumento no acesso a bens duráveis. Em 2025, 98,4% dos domicílios tinham geladeira e 72,1%,Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. máquina de lavar. Em 2016, esses índices eramNotícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. 98,1%Notícias relacionadas:Número de nascimentos cai 5,8% em 2024; sexto recuo consecutivo.Mortes no país crescem 4,6% em 2024, maior alta fora anos de pandemia.Expectativa de vida no país sobe para 76,6 anos, a maior já registrada. e 63%, respectivamente.

O percentual de domicílios com carro chegou a 49,1%, enquanto motocicletas estão presentes em 26,2% das residências. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:05 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Irã anuncia abertura de Ormuz depois de cessar&#45;fogo no Líbano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A República Islâmica do Irã anunciou, nesta sexta-feira (17), que o Estreito de Ormuz está aberto para navios comerciais em consequência do acordo de cessar-fogo no Líbano entre Israel e Hezbollah.

O estreito por onde transitam cerca de 20% do petróleo do planeta, cujo fechamento vem causando turbulências em toda economia mundial, deve ficar aberto até o final do prazo da trégua na guerra entre Irã e Estados Unidos, marcado para a próxima terça-feira (21).

Notícias relacionadas:Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano por dez dias.Reino Unido rejeita bloqueio proposto por Trump no Estreito de Ormuz.EUA detalham limites do bloqueio de Ormuz; dois navios dão meia-volta.A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi. 


“A passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz é declarada completamente aberta pelo período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã.”


A medida acordada entre Teerã e Washington previa também o fim das batalhas em todas as frentes da guerra no Oriente Médio. Porém, Israel mantinha ataques massivos contra o Líbano. O Irã vinha exigindo o fim das hostilidades para retomar as negociações com EUA.

O cessar-fogo no Líbano começou a valer na noite dessa quinta-feira, mesmo dia em que foi anunciado. Os libaneses comemoraram a notícia e tentam voltar para casa. Estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenha se deslocado no país durante os 45 dias de guerra. 

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Já no Irã, o cessar-fogo começou no dia 7 de abril, porém, após o fracasso das negociações de paz no Paquistão no último fim de semana, os EUA anunciaram bloqueio naval contra os portos iranianos. A eficiência desse bloqueio às exportações e importações iranianas, entretanto, é contestada.

Três petroleiros iranianos, transportando um total de 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio dos EUA, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler à agencia francesa AFP. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:05 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Fim de semana tem alerta de chuva para o Norte e extremo Sul do país</title>
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				O Norte do país está em alerta laranja de perigo para chuvas intensas até a madrugada de domingo (19). Neste fim de semana que antecede o feriado de Tiradentes (21), a região Sul também está em alerta.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na Região Norte, a previsão é de volumes de chuva que podem chegar a 100 milímetros ao dia, com ventos intensos em uma faixa que se estende do Vale do Acre, passando por grande parte dos estados de Rondônia, Amazonas e Pará, até o Norte do Maranhão.

Notícias relacionadas:Inmet alerta para perigo de chuvas intensas no Norte e Nordeste. Inmet emite alerta laranja para chuvas em municípios do Acre.Excesso de chuvas causa aumento no preço do feijão.No norte do Amazonas e em grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 10 milímetros. No Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) também poderá provocar chuvas intensas. As temperaturas podem variar entre a mínima de 24°C e máxima de 33°C.

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Região Sul

Um ciclone extratropical no sul do Uruguai ainda repercute no Brasil, com um alerta amarelo, de perigo potencial, para a ocorrência de vendaval no Sudeste do Rio Grande do Sul, até a Região Metropolitana de Porto Alegre, alerta o Inmet.

A previsão para a região nesta sexta-feira (17) é de ventos que podem alcançar 60 quilômetros por hora, com maior nebulosidade e chuvas isoladas.  No sábado (18), o tempo começa a estabilizar com ocorrência de chuvas isoladas no Oeste e Norte do estado e temperatura com mínima de 10°C e máxima de 28°C.

No domingo, o tempo deve permanecer estável em todo estado do Rio Grande do Sul com temperaturas que podem variar entre 8°C e 30°C.

Demais regiões

No Nordeste, os maiores acumulados de chuva estão previstos para o estado do Maranhão, norte do Piauí, podendo alcançar o estado do Ceará. No litoral do Rio Grande do Norte, até a região metropolitana de Salvador, os volumes de chuva serão menores e as demais áreas devem permanecer secas estáveis até o início da próxima semana. Em Fortaleza a temperatura deve variar entre 24°C e 33°C.

Na Região Sudeste, até a segunda-feira (20), o tempo permanecerá estável, podendo ocorrer chuvas em toda a faixa litorânea, sem grandes contribuições para o acumulado da semana. Em Belo Horizonte a mínima esperada é 15°C e máxima de 29°C.

No Centro-Oeste do país as chuvas devem ocorrer no Norte do Mato Grosso com acumulados de até 80 milímetros ao dia. Nos demais estados o clima deverá permanecer mais seco e estável. Em Brasília, a previsão é mínima de 19°C e máxima de 27°C.

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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:05 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lei define guarda compartilhada de pets; veja detalhes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Decidir o futuro do animal de estimação quando o casamento ou a união chega ao fim é um momento de angústia.

Esse desgaste pode ser abrandado a partir desta sexta-feira (17), com a publicação da lei que institui a guarda compartilhada de pets. 

Notícias relacionadas:Mais de 300 pets estarão disponíveis para adoção em evento em SP.Governo anuncia novas regras para transporte aéreo de pets .A norma estabelece regras, inclusive, caso não haja acordo. Situações em que o juiz determinará o compartilhamento da custódia e das despesas do animal de forma equilibrada entre as partes.

Para isso, o animal deve ser &quot;de propriedade comum&quot;, ou seja, ter passado a maior parte de sua vida de forma conjunta, com o casal.

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Manutenção

Os gastos com alimentação e higiene serão de responsabilidade de quem tiver o animal em sua companhia. 

As demais despesas, como consultas veterinárias, internações e medicamentos, serão divididas igualmente entre as partes.

Indenização

A parte que renunciar ao compartilhamento da custódia perderá a posse e a propriedade do animal de estimação em favor da outra, sem direito a indenização.

Não cabe reparação econômica também em casos de perda definitiva da custódia causada por descumprimento imotivado do acordo.

Em caso de decisão judicial, não será deferida a custódia compartilhada do animal se o juiz identificar:


	histórico ou risco de violência doméstica e familiar;
	ocorrência de maus-tratos contra o animal.


Nessas situações, o agressor perderá a posse e a propriedade do animal para a outra parte, sem direito a indenização.
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<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 12:01:05 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Aportes para MCMV são ampliados para R$ 200 bilhões</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo federal anunciou uma série de medidas para reforçar o papel da construção civil enquanto vetor de crescimento econômico. Uma delas prevê o aporte de mais R$ 20 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Com esse aporte, com origem no fundo social, o Brasil atingirá valor recorde para financiamento do programa, chegando a R$ 200 bilhões. Diante dos resultados que vêm sendo observados, o governo já está trabalhando com metas acima das definidas inicialmente.

Notícias relacionadas:Pedido de vista adia votação da PEC do fim da 6x1 na CCJ da Câmara.Boulos diz que fim da escala 6 por 1 é “para agora”.PECs da escala 6x1 não competem com proposta do governo, diz Marinho.De acordo com o Planalto, o programa habitacional alcançou, com um ano de antecedência, a marca de 2 milhões de moradias contratadas.

“Se Deus quiser, vamos contratar 3 milhões de casas até o final desse ano. Prometemos 2 milhões, mas vamos chegar a 3 milhões de contratos. E vamos melhorar a renda das pessoas para que possam morar melhor”, discursou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (15), no Planalto, ao anunciar as medidas.

Lula lembrou que, conforme está disposto na Constituição, moradia é um direito humano, e que, ao torná-la acessível ao trabalhador brasileiro, por meio do setor de construção civil, ela faz com que a economia gire.

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FGTS

Nesse sentido, o presidente disse que o FGTS é benéfico para o país, além de fundamental para a construção civil.


“Por isso, temos que cuidar bem dele. Não quero usar o dinheiro do FGTS para nada além do seu objetivo: garantir o trabalhador e ajudá-lo a conquistar sua casa”.


A fala do presidente veio em meio à preocupação de que o setor da construção civil venha a se prejudicar, caso o governo avance com a ideia de autorizar uso do FGTS pelas famílias para amortizarem suas dívidas.

Durante a cerimônia, o Ministro das Cidades, Vladimir Lima, lembrou que o MCMV conta também com recursos do Orçamento Geral da União, além do FGTS.

Motor propulsor

“O MCMV tem sido um programa impactante e motor propulsor para a gente contribuir na redução do déficit habitacional. Segundo a Fundação João Pinheiro, chegamos no menor patamar do déficit habitacional relativo da história do país: 7,4%. Isso é resultado da retomada deste importante programa”, argumentou o ministro.

Vladimir Lima detalhou as novas faixas de renda e os valores atualizados dos imóveis financiados pelo programa, anunciados pelo Conselho Curador do FGTS em março.


	Faixa 1: renda familiar de até R$ 3.200;
	Faixa 2: de R$ 3.201 a R$ 5.000;
	Faixa 3: de R$ 5.001 a R$ 9.600, com imóveis de até R$ 400 mil;
	Classe Média: renda de até R$ 13 mil, com imóveis de até R$ 600 mil.


Reforma Casa Brasil

Durante a cerimônia, foram anunciadas também melhorias para o programa Reforma Casa Brasil. O público-alvo foi ampliado para famílias com renda de até R$ 13 mil, igualando-se ao teto do MCMV e garantindo que mais brasileiros possam melhorar suas moradias.

“As condições financeiras para reformas tornaram-se mais atrativas, com a redução da taxa de juros para 0,99% ao ano para todos os beneficiários”, informou o Planalto, que aumentou também o valor do ticket máximo da reforma, de R$ 30 mil para R$ 50 mil.

O prazo de amortização foi estendido de 60 para 72 meses. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Wagner Moura integra lista dos mais influentes do ano da revista Time</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ator brasileiro Wagner Moura, que recentemente concorreu ao Oscar por sua atuação no filme O Agente Secreto, foi incluído na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2026, escolhidos pela revista estadunidense Time. Ele aparece entre as personalidades consideradas como ícone mundial.

Além de estar na seleção das pessoas mais influentes do mundo, Moura foi escolhido como uma das quatro capas da revista, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs e da atriz e comediante Nikki Glaser.

Notícias relacionadas:Oscar 2026: O Agente Secreto encerra campanha sem prêmios.Brasileiro criador do &quot;Aedes&quot; que bloqueia dengue é eleito pela Nature.No perfil dedicado ao artista, e intitulado: &quot;Eu falo as coisas. Não tenho medo&quot;. Wagner Moura quer lhe contar a verdade, a revista destaca o posicionamento político do ator, que não teria medo de dizer o que pensa.

“Governos vêm e vão”, disse Moura em entrevista à Time, falando sobre os Estados Unidos, país onde vive atualmente.


“Mas, para mim, este é o país que acolhe pessoas de todos os cantos, que foi construído sobre a imigração. Claro, o país está polarizado. Mas há uma diferença entre o governo que está no poder agora e a alma do país. Donald Trump representa muito do que os EUA são. Mas os EUA não são apenas isso, nem de longe. Este é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos outros lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo.”


A revista ainda descreveu o ator brasileiro como alguém que não usa redes sociais, ouve música em vinil e dirige seu próprio Fusca 1959. &quot;Em um mundo cada vez mais digital, que parece se tornar mais inteligente apenas no sentido artificial, ele é o antídoto analógico que nem sabíamos que precisávamos&quot;, diz a Time.

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Outros dois brasileiros na lista

Outros dois brasileiros aparecem na lista de pessoas mais influentes da Time: os pesquisadores Mariangela Hungria da Cunha e Luciano Moreira. 

Mariangela Hungria da Cunha, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já venceu a premiação do World Food Prize 2025, considerada a mais importante da agricultura mundial, conhecida como o “Nobel” da Alimentação e Agricultura.

Ela está na lista de pioneiras pelo desenvolvimento de um trabalho com microrganismos que permitem que as plantações absorvam nitrogênio do ar de forma mais natural. Segundo a revista, as inovações científicas desenvolvidas por ela ajudaram os agricultores brasileiros a economizar cerca de US$ 25 bilhões por ano, além de evitar a emissão de 230 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente. 

Já o pesquisador Luciano Moreira foi escolhido na categoria inovadores pelo desenvolvimento e expansão de uma técnica que emprega mosquitos modificados para impedir a transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.

No ano passado, Moreira já havia entrado na lista Nature’s 10, da revista Nature, por seus trabalhos ligados ao Aedes aegypti. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Festival de cinema BIFF 2026 divulga programação e selecionados</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Brasília International Film Festival (BIFF) divulgou nesta quarta-feira (15) os filmes selecionados e a programação gratuita que será exibida no Cine Brasília, na capital federal, de  29 de abril a 3 de maio. 


            
        
    
Cena do filme A Sombra do Meu Pai (Nigéria), que será exibido no BIFF 2026. Foto: BIFF 2026/Divulgação - BIFF 2026/Divulgação


Em sua nona edição, o festival recebeu mais de 800 inscrições e foram selecionados para a Mostra Competitiva: 


	Revoada – Versão Steampunk, de Ducca Rios 
	Veias Abertas, de Fernando Mamari 
	Hungria, A Escolha de Um Sonho, de Cristiano Vieira e Izaque Cavalcante 
	Alpha, de Julia Ducournau 
	A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr 
	O roubo/The Theft – Canadá


Notícias relacionadas:Bailarina brasileira Bethania Nascimento é homenageada em Nova York.Exposição em SP propõe releitura do sertão como espaço de resistência.Estreia de documentário sobre Zico emociona público no Rio.O curador do festival, Miguel Barbieri, destaca o equilíbrio da seleção, que valoriza tanto autores já reconhecidos internacionalmente quanto novos realizadores. 


“A presença de nomes como Julia Ducournau, vencedora da Palma de Ouro em Cannes, ao lado de estreantes como Akinola Davies Jr, mostra exatamente o que o BIFF busca: ser um espaço de encontro entre trajetórias e futuros possíveis do cinema”


A edição de 2026 do BIFF vai homenagear a produtora Gullane, que terá três filmes exibidos no festival. Entre eles, está a animação Arca de Noé, que fará parte da Mostra BIFF Júnior, voltada ao público infantojuvenil. Outra homenagem será à cineasta brasiliense Cibele Amaral. 

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Confira a programação completa do BIFF 2026:

29/4  

18h – Coquetel de Abertura 

20h - Momento Trágico, de Cibele Amaral (Brasil). Duração: 17min. Classificação: 16 anos;

20h - Fanon, de Jean-Claude Barny (França). Duração: 133min. Classificação: 16 anos;

30/4

Mostra BIFF Júnior

17h – O Segundo Diário de Paulina P., de Neven Hitrec (Croácia, Sérvia, Eslovênia). Duração: 78min. Classificação: Livre;

Mostra Competitiva

19h - Revoada – Versão Steam Punk, de Ducca Rios (Brasil). Duração: 81 min. Classificação: 16 anos.

21h - Alpha, de Julia Ducournau (França). Duração: 128 min Classificação: 16 anos.

1/5

Mostra Adélia Sampaio

13h - Vasta Natureza de Minha Mãe, de Inez dos Santos e Thoti. Duração: 79 min. Classificação: 16 anos .

Mostra BIFF Júnior

15h – Salum, de TM Malones  (Filipinas). Duração: 77min. Classificação: Livre. 

Homenagem à Gullane

17h - Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert. Duração: 110 min. Classificação: 12 anos. 

Mostra Competitiva

19h - Hungria, A Escolha de Um Sonho, de Cristiano Vieira, Izaque Cavalcante (Brasil). Classificação: 16 anos.

21h – The Theft - O Roubo, de Aisha Jamal (Canadá). Duração: 85min. Classificação: 16 anos

2/5

13h - Mansos, de Juliana Segóvia. Duração: 20min 

Mostra Adélia Sampaio

13h - Me Farei Ouvir, de Bianca Novais, Flora Egécia. Duração: 30min. Classificação: 16 anos.

Sessão Especial

15h - Doval: O Gringo Mais Carioca do Futebol, de Federico Bardini, Sérgio Rossini (Brasil). Duração: 82min Classificação: 14 anos.

Mostra BIFF Júnior

17h - Arca de Noé, de Sérgio Machado e Alois Di Leo (Brasil). Duração: 101min.  Classificação: Livre.

Mostra Competitiva

19h - A Sombra do Meu Pai, de Akinola Davies Jr (Nigéria). Duração: 93min. Classificação: 16.

21h - Veias Abertas, de Fernando Mamari (Brasil). Duração: 75min Classificação: 16 anos

3/5

Homenagem a Cibele Amaral

13h - Por que você não chora?, de Cibele Amaral. Duração: 104min. Classificação: 16 anos. 

15h - O Socorro Não Virá, de Cibele Amaral (Brasil); Duração: 102 min. Classificação: 16 anos.

Sessão Especial

17h - Encruzilhada Sonora, de Márcia Viviane Witczak, Vini Spindola (Brasil). Duração: 61min. Classificação: Livre.

Homenagem a Gullane

18h – O Ano Que Meus Pais Saíram de Férias, de Cao Hamburguer (Brasil). Duração: 107 min. Classificação: 10 anos. 

20h - Cerimônia de Premiação

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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Pedido de vista adia votação da PEC do fim da 6x1 na CCJ da Câmara</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um pedido de vista coletivo feito pelas lideranças do PSDB e do PL na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados adiou, nesta quarta-feira (15), a votação sobre a constitucionalidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221 de 2019, que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6x1).

Temendo atrasos nessa votação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso, na terça-feira (14), um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais. O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Notícias relacionadas:PECs da escala 6x1 não competem com proposta do governo, diz Marinho.Boulos diz que fim da escala 6 por 1 é “para agora”.Lula envia ao Congresso projeto de lei pelo fim da escala 6x1.Na sessão de hoje da CCJ, o relator da PEC na CCJ, deputado Paulo Azi (União-BA), votou pela admissibilidade do texto, ou seja, deu parecer no sentido de que a redução da jornada é constitucional. Além do fim da escala 6x1, a PEC prevê reduzir a jornada das atuais 44  para 36 horas semanais em um prazo de dez anos.


            
        
    
Deputado Paulo Azi lê relatório sobre a PEC 221/2019, que acaba com a jornada 6x1 - Foto: Lula Marques/Agência Brasil


O parecer do deputado Azi ainda precisa ser aprovado pela maioria da CCJ. Os deputados Lucas Redecker (PSDB-RS) e a Bia Kicis (PL-DF) pediram vista para ter mais tempo para analisar o tema.

“[O parecer do relator] foi protocolado pela manhã e o relator aqui, habilmente, leu todo o parecer na íntegra, porém, eu e outros deputados temos o interesse de ler minuciosamente em virtude desse parecer e desse texto serem um tema sensível. É prudente nós termos um prazo de debate nesse pedido de vista”, disse Redecker.

O parlamentar gaúcho ainda criticou o fato de o presidente Lula ter enviado um PL com urgência constitucional para a Casa, o que, segundo ele, “enterra a discussão da PEC”.

“Pelo nosso regimento interno, temos até um prazo de 40 sessões [do plenário da Câmara] para debater uma [PEC na] comissão especial. O prazo que o governo protocolou o regime de urgência será até 45 dias. No dia de hoje, 44 dias. Ou seja, não se vencerá o tempo hábil de debater, na comissão especial, o prazo dessas PECs”, completou.

O deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA) rebateu que o PL do governo apenas antecipa um projeto que depois poderá ser colocado na Constituição por meio da PEC em tramitação na Câmara.


“Um projeto não prejudica o outro. Pelo contrário, ajuda, fortalece. O projeto foi encaminhado pelo presidente Lula por um motivo especial: líderes da oposição afirmaram publicamente que iriam obstruir a tramitação da PEC. O objetivo, segundo eles, é não deixar isso votar”, disse.



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Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, prometeram trabalhar para não deixar votar o fim da escala 6x1. A fala ocorreu em um encontro com empresários em São Paulo, em fevereiro. Juntos, os dois partidos somam 139 dos 513 deputados da Casa.


            
        
    
Deputada Erika Hilton durante sessão da CCJ para leitura do relatório sobre a PEC que acaba com a jornada 6x1 - Foto: Lula Marques/Agência Brasil


A PEC em tramitação na CCJ é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), mas a proposta foi apensada à PEC de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que defendeu a admissibilidade do texto na comissão.

“Que os patrões possam entender que não há produtividade, não há economia, com o trabalhador adoecido, com o trabalhador esgotado, com o trabalhador exausto. Esta matéria é por mais tempo de descanso, mas ela também é por qualidade de vida”, disse Erika.

Não houve falas contra o mérito do projeto na sessão da CCJ desta quarta-feira até o fechamento desta reportagem.

A admissibilidade

O relator Paulo Azi defendeu a admissibilidade da PEC 221, ou seja, rejeitou os argumentos que defendiam que a proposta seria inconstitucional devido, entre outros motivos, ao impacto econômico que a medida poderia causar, o que violaria a autonomia financeira dos estados e municípios.

“Não há necessidade de previsão de estimativa do impacto orçamentário ou financeiro, pois a determinação constante do Artigo 113 do ADCT [Ato das Disposições Constitucionais Transitórias] não atinge as PECs”, afirmou.

Azi acrescentou que ainda há a possibilidade de “serem discutidas e avaliadas medidas de contenção do impacto sobre estados e municípios quando da discussão do mérito, oportunidade em que poderão ser articuladas formas de compensação econômica”.

Sobre o argumento de que a medida constituiria restrição excessiva da negociação coletiva entre patrões e empregados, defendendo que a escala seja definida por meio dessas negociações, o deputado destacou a assimetria de poder entre as partes.

“Verifica-se uma assimetria de poder na relação entre capital e trabalho, o que se agrava com a fragilidade financeira de muitos sindicatos. Esse estado de coisas evidencia que a simples autonomia negocial coletiva dos agentes do mercado de trabalho é insuficiente para promover avanços na temática da redução da jornada e da escala de trabalho”, escreveu Azi no relatório.

Saiba mais informações no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>OCDE: geração atual vive mais, mas com múltiplas doenças crônicas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Doenças não transmissíveis (DNTs) estão remodelando sociedades. Doenças cardíacas, câncer, diabetes e doenças pulmonares crônicas afetam atualmente milhões de pessoas a mais do que na geração anterior e a tendência é que esse cenário continue a piorar.

As informações integram relatório publicado nesta quarta-feira (15) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O documento alerta que, na atual geração, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente o fazem com múltiplas doenças crônicas.


Notícias relacionadas:Doenças crônicas agravam infecções respiratórias em idosos, diz estudo.UFRJ terá novo centro de tratamento e pesquisa sobre doenças raras.Incidência de doenças crônicas é 50% maior entre pretos que em brancos.“As DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho. Isso aumenta os gastos com saúde e reduz a produtividade dos trabalhadores e o retorno econômico”, destacou o documento.


“No entanto, muitos desses impactos são evitáveis, por meio de ações sobre os fatores de risco à saúde, diagnóstico precoce de doenças e tratamento aprimorado”, completou a OCDE.

A análise mostra que a prevenção de doenças traz benefícios sociais e econômicos muito maiores do que o tratamento tardio e que países que conseguem reduzir as taxas de condições que figuram como principais riscos à saúde, como obesidade e tabagismo, podem não apenas salvar vidas, mas aliviar a pressão sobre os orçamentos da saúde.

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Números

O relatório ressalta que, apesar de décadas de esforços, as DNTs continuam a aumentar. Entre 1990 e 2023, a prevalência de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica aumentou 36% e 49%, respectivamente, enquanto a prevalência de doenças cardiovasculares aumentou mais de 27%.

Os dados mostram ainda que, em 2023, uma em cada dez pessoas que viviam em países-membros da OCDE tinha diabetes e uma em cada oito vivia com doença cardiovascular.

Para a OCDE, existem três razões principais para o aumento contínuo da prevalência de DCNTs no mundo:

- Embora tenha havido progresso na redução de certos fatores de risco, como poluição do ar, tabagismo, consumo nocivo de álcool e inatividade física, esse progresso foi prejudicado pelo aumento acentuado da obesidade.

- A melhoria nas taxas de sobrevivência, um inegável sucesso em saúde pública, significa que mais pessoas vivem por períodos mais longos com doenças crônicas, aumentando a demanda por cuidados e a complexidade dos serviços.

- O envelhecimento populacional significa que mais pessoas estão atingindo as faixas etárias em que as DCNTs são mais comuns.


“Mesmo que a prevalência dos fatores de risco, as taxas de sobrevivência e o tamanho da população permaneçam constantes, o número de novos casos de DCNT deverá crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050, apenas devido ao envelhecimento populacional”, alertou relatório.


“Prevê-se que a prevalência de multimorbidade [combinação de doenças crônicas ou agudas] aumente 75% na OCDE (70% na União Europeia) e que a despesa anual per capita com saúde relacionada com doenças não transmissíveis cresça mais de 50% na OCDE”, concluiu a organização. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Confiança da indústria atinge menor nível desde 2020</title>
<link>https://www.jornalavozdearaxa.com.br/confianca-da-industria-atinge-menor-nivel-desde-2020</link>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A confiança dos empresários da indústria brasileira caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu, em abril, o menor nível desde junho de 2020. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 1,4 ponto, chegando a 45,2 pontos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (15) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, há 16 meses seguidos. Segundo a CNI, isso evidencia um cenário persistente de pessimismo entre os industriais desde o início de 2025.

Notícias relacionadas:Indústria fatura 4,9% mais em fevereiro, mas continua em queda anual.Emendas parlamentares e juros da dívida apertam investimentos públicos.Ata do Copom: BC não indica mais cortes na taxa de juros.De acordo com a entidade, a queda recente está associada a fatores como juros elevados, desaceleração da demanda por bens industriais e agravamento do cenário externo. A alta nos preços do petróleo também tem pressionado os custos das empresas.

“A piora do ambiente internacional e o aumento de custos têm intensificado o pessimismo em 2026”, explica em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da entidade.

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Os dois principais componentes do Icei apresentaram queda em abril. O índice de condições atuais recuou 1,6 ponto, para 40,5 pontos, indicando avaliação mais negativa sobre a situação das empresas e da economia. O índice de expectativas caiu 1,2 ponto, para 47,6 pontos, sinalizando projeções desfavoráveis para os próximos seis meses.

A pesquisa ouviu 1.070 empresas entre os dias 1º e 8 de abril, incluindo indústrias de pequeno, médio e grande porte. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Confiança, indústria, atinge, menor, nível, desde, 2020</media:keywords>
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<title>Casos de dengue no Brasil caem 75% em 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Dados do Ministério da Saúde indicam que os casos de dengue registrados no Brasil ao longo dos primeiros meses de 2026 caíram 75% em relação ao mesmo período do ano passado.

De janeiro a 11 de abril, foram notificados 227,5 mil casos prováveis da doença contra 916,4 mil identificados no mesmo período de 2025. A queda, segundo a pasta, segue uma tendência observada desde o ano passado, quando o total de casos chegou a 1,7 milhão após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.

Notícias relacionadas:OMS: dengue é indicador da relação mudanças climáticas e arboviroses.Teste rápido de dengue passa a integrar tabela do SUS.Combate à dengue é primeiro desafio de coalizão global de saúde.Em nota, o ministério avalia que o resultado reflete o fortalecimento de ações coordenadas junto a estados e municípios, incluindo estratégias como a ampliação do uso de ovitrampas (armadilhas de monitoramento para combater o Aedes aegypti), presente em 1,6 mil municípios, com previsão de chegar a 2 mil até o fim deste ano. 


“Também avançam o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia, prevista para 72 municípios prioritários”, destacou a pasta. 



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Vacinação 

Ainda segundo o ministério, 1,4 milhão de doses de vacina contra a dengue foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo que recebe o imunizante desde 2024. 

Em 2026, a pasta passou a ofertar a vacina nacional de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em três municípios-piloto, para a faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem a vacina, somando mais de 300 mil doses aplicadas.

Outras doenças infecciosas

O ministério também divulgou números relacionados a outras doenças infecciosas registradas no país. 

Em 2025, o Brasil contabilizou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% em relação ao ano anterior. Os casos recuaram, ao todo, 30%, com redução, principalmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28%, passando de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, a redução foi 22% nos casos e de 80% nos óbitos.

Para a pasta, o resultado está associado à ampliação do diagnóstico e do tratamento, já que mais de 25 mil pacientes foram tratados com tafenoquina. “Também houve intensificação da busca ativa e aumento na oferta de testes rápidos”. 

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<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 16:16:38 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Nova lei amplia acesso a terapias e vacinas contra o câncer no SUS</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Pacientes de todo o país terão acesso a protocolos mais ampliados de prevenção e controle do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).

A Lei nº 15.385, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (13), institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer no âmbito do SUS e o Programa Nacional de Navegação da Pessoa com Diagnóstico de Câncer.

Notícias relacionadas:Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil.Lula sanciona lei do marco regulatório da vacina contra o câncer .Empresas deverão informar trabalhadores sobre cânceres e vacina.O objetivo é modernizar o sistema e garantir acesso a inovações como terapias avançadas, vacinas e novos testes diagnósticos.

A norma foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na sexta-feira (10), quando inauguraram o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 

O texto lista os princípios e as diretrizes relacionados à produção e à regulação sanitária de tecnologias contra o câncer no âmbito da política, tais como:


	redução da dependência de importações;
	estímulo à transferência de tecnologia;
	incentivo à formação de parcerias público-privadas;
	valorização da produção nacional;
	capacitação tecnológica e geração de inovação.


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A lei elenca também os procedimentos relacionadas à garantia do acesso universal e igualitário a vacinas, medicamentos e produtos de terapia avançada, no âmbito da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer.

Entre os principais pontos estão a gratuidade, a promoção de estratégias de educação em saúde, os critérios para verificação do potencial de resposta terapêutica, além da ampliação do acesso a tratamentos inovadores.

A lei prevê ainda o fortalecimento de parcerias com universidades e centros de pesquisa e o estímulo à criação de startups de biotecnologia voltadas a vacinas e medicamentos oncológicos, além do apoio à aplicação de inteligência artificial em atividades de pesquisa e incentivo à adoção do sequenciamento genético. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:45 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Réus pelo assassinato de mãe Bernadete vão a júri popular em Salvador</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O julgamento de dois  dos réus pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete, teve início nesta segunda-feira (13) na Justiça da Bahia. Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos estão sendo julgados no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.

Inicialmente, a sessão de julgamento estava prevista para fevereiro, mas foi adiada após a defesa ter solicitado a troca de advogados. 

Notícias relacionadas:“Espero que a justiça comece a ser feita”, diz filho de Mãe Bernadete.Após assassinato, família de Mãe Bernadete é indenizada pelo Estado.Os réus são acusados de homicídio qualificado cometido por motivo torpe, meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e utilização de arma de uso restrito, contra a líder quilombola, em 2023, no município de Simões Filho. Arielson também responderá pelo crime de roubo. 

Arielson da Conceição Santos, que é réu confesso, já está preso e Marílio dos Santos está foragido.

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Pena máxima

No início da manhã, integrantes do movimento negro, familiares e amigos de mãe Bernadete realizaram um protesto em frente ao fórum. O advogado da família Pacífico, Hédio Júnior, disse em uma rede social que a expectativa é que os réus sejam condenados à pena máxima.


“O mundo precisa ter um resultado, que seja a condenação à pena máxima. As provas são irrefutáveis, são provas periciais. Esse executor que está aqui foi reconhecido pelas testemunhas. Ele é réu confesso, ele confessou na polícia, depois confessou no juízo, você tem prova de grampo telefônico, de rastreamento de antena de celular, prova pericial, prova de balística. Portanto o que se hoje aqui se espera, e eu confio muito no discernimento dos jurados, é a condenação à pena máxima”, afirmou. 


Em entrevista à Agência Brasil, em fevereiro, o ativista e filho de Mãe Bernadete Jurandir Pacífico também disse esperar que os acusados peguem a pena máxima. 

 “Minha expectativa é que se comece a se fazer justiça para esse assassinato bárbaro. Vou chegar cedinho. Minha mãe era uma pessoa de 72 anos que sempre atuou em defesa dos direitos humanos”, disse Jurandir em entrevista à Agência Brasil. 

As outras três pessoas denunciadas pelo MP baiano, Josevan Dionísio dos Santos, Sérgio Ferreira de Jesus e Ydney Carlos dos Santos de Jesus - este último também acusado de ser mandante do crime, ainda não tem data para serem julgados.

Confira as informações sobre o julgamento no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



Crime 

Mãe Bernadete, foi assassinada aos 72 anos, com 25 tiros dentro de casa, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador em 17 de agosto de 2023, após homens armados invadirem a comunidade, mantendo familiares reféns e executando a ialorixá. 

Ela era uma das lideranças da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas e uma voz ativa na defesa do território, na luta contra o racismo e na busca por respostas pela morte de seu filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, conhecido como Binho do Quilombo, assassinado em 2017, por defender as mesmas bandeiras da matriarca.

O assassinato da líder quilombola e referência do candomblé baiano ocorreu mesmo depois de a vítima denunciar frequentes ameaças. Ela, inclusive, fazia parte do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Finep e BNDES lançam edital para selecionar gestor de fundo de IA</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão com edital aberto para escolher o gestor de Fundo de Investimento em Participações (FIP) de Inteligência Artificial (IA). Segundo as entidades, as propostas serão avaliadas com base em critérios de qualificação do gestor e sua equipe, tese de investimentos do fundo e custos previstos.

A Finep e o BNDES destacam que a chamada pública está alinhada ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que prevê a criação de um fundo de investimentos voltado ao apoio a startups de inteligência artificial, tendo como desafio central ampliar o número, o faturamento e a presença global de empresas brasileiras com essa característica. A chamada pública também está alinhada com a Nova Indústria Brasil (NIB).

Notícias relacionadas:ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação.BNDES anuncia R$ 10 bilhões para indústria 4.0 e bens de capital verde.Petrobras e Finep destinam R$ 30 milhões para pesquisas em biorrefino.Serão alvo do investimento do fundo as startups intensivas em inteligência artificial e que tenham IA como elemento central do modelo de negócios e geração de valor, e não apenas como ferramenta acessória ou complementar. O prazo para envio eletrônico das propostas termina em 28 de maio.

A Finep, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), poderá empregar até R$ 80 milhões. Do total de recursos investidos pela Finep, 30% serão direcionados para startups nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Já o BNDES vai comprometer até R$ 125 milhões.

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Segundo o presidente da Finep, Luiz Antonio Elias, o lançamento de um FIP para investir em startups intensivas em tecnologia faz parte de uma estratégia de desenvolver soluções em inteligência artificial que promovam o aumento das atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor e melhorem significativamente a qualidade de vida da população.

“Por parte do MCTI [Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação] e da Finep, o novo FIP é mais uma iniciativa para o atendimento a uma finalidade prevista no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, de tornar o país referência mundial em inovação e uso de IA”, afirmou Elias.

Em 2025, 39% do capital investido em startups no Brasil foi direcionado a empresas que aplicam IA.

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a inteligência artificial vem se consolidando como uma tecnologia com potencial de elevar a produtividade e criar mercados ao se difundir transversalmente por todos os setores da economia.

“O fundo é um importante mecanismo para atingir esse objetivo porque tem potencial de oferta de capital de longo prazo para startups, que, em geral, apresentam dificuldade de captação, além de agregar governança e capacidade de acompanhamento compatíveis com projetos baseados em ativos intangíveis, elevados riscos tecnológicos e com forte potencial de escala”, explicou Mercadante. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Servidora Ana Cristina Viana assume comando do INSS</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Previdência Social anunciou, nesta segunda-feira (13), a troca no comando do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A servidora Ana Cristina Viana Silveira assume a instituição no lugar de Gilberto Waller, que presidiu o INSS nos últimos 11 meses.

“Servidora de carreira, ela assume a presidência do órgão com a missão estratégica de acelerar a análise de benefícios e simplificar os processos internos do Instituto”, informa o ministério em nota.

Notícias relacionadas:Portaria oficializa perícia remota do INSS.INSS antecipa quase 30 mil agendamentos durante mutirão.CPMI do INSS termina sem relatório final.Graduada em direito, Ana Cristina ingressou no INSS em 2003 como Analista do Seguro Social. Atualmente, ocupava o cargo de secretária executiva adjunta do Ministério da Previdência Social.

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Ana Cristina é servidora de carreira desde 2003 - Ricardo Stuckert/PR


A trajetória inclui, ainda, a presidência do Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS), de abril de 2023 até fevereiro de 2026. Segundo a pasta, durante a gestão de Ana Cristina, o setor dobrou a capacidade de análise de recursos.

“A escolha de uma servidora com visão sistêmica – que compreende o fluxo previdenciário desde o atendimento nas agências até a fase recursal – marca um novo momento para o Instituto, focado na redução do tempo de espera e qualidade do atendimento aos segurados”, destacou o ministério.

No comunicado, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, agradece a contribuição de Waller no período que esteve à frente do INSS e dá as boas-vindas à servidora Ana Cristina. Ele destaca a escolha de uma mulher para a alta cúpula do órgão, que já tem quatro diretoras.


“Ela tem o perfil ideal para iniciar esse novo momento e cumprir a determinação do presidente Lula, que é solucionar a fila e não deixar nenhum brasileiro para trás. Sua nomeação também entrega o comando do Instituto nas mãos de seus próprios servidores.”


O procurador federal Gilberto Waller assumiu o INSS no lugar de Alessandro Stefanutto, demitido do cargo após a Operação Sem Desconto da Polícia Federal revelar a existência de um esquema de fraudes no órgão entre 2019 e 2024, que descontou indevidamente contribuições de aposentados e pensionistas a entidades e organizações sociais.

Confira mais detalhes no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Prisão de Ramagem é fruto da cooperação entre Brasil e EUA, diz PF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal (PF) informou, em nota, que a prisão de Alexandre Ramagem pelo serviço de imigração dos Estados Unidos, o ICE, decorreu &quot;de cooperação policial internacional entre a Polícia Federal e autoridades policiais dos EUA&quot;.

Segundo a PF, Ramagem foi detido na cidade de Orlando. 


Notícias relacionadas:ICE prende Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.&quot;Prisão é fruto da cooperação policial internacional entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado&quot;, diz a PF, em nota.


&quot;O preso é considerado foragido da Justiça brasileira após condenação pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado de Direito&quot;, acrescentou. 

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação &quot;sob custódia do ICE&quot;. O local de detenção não foi informado. 

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Condenação

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil em Washington, solicitou aos Estados Unidos a extradição de Alexandre Ramagem. O pedido  foi entregue ao Departamento de Estado no final de dezembro de 2025.

Depoimento

Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal, e foi demitido após a condenação.

* Com TV Brasil e Rádio Nacional ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>ICE prende Alexandre Ramagem nos Estados Unidos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) está sob custódia do serviço de imigração e alfândega dos EUA, conhecido pela sigla ICE (ICE U.S. Immigration and Customs Enforcement).

O nome de Ramagem aparece no site do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos com a situação &quot;sob custódia do ICE&quot;. O local de detenção não foi informado. 


            
        
    





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Condenação

Notícias relacionadas:Foragido nos EUA, Ramagem é ouvido pelo STF por videoconferência .Governo brasileiro entrega pedido de extradição de Ramagem aos EUA.Câmara cancela passaporte diplomático de Eduardo Bolsonaro e Ramagem.Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 16 anos, 1 mês e 15 dias de prisão por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e abolição do Estado Democrático de Direito.

Proibido de sair do país, o ex-deputado saiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.

O nome de Ramagem consta na lista de foragidos procurados da Interpol. O governo brasileiro, por meio da Embaixada do Brasil em Washington, solicitou aos Estados Unidos a extradição de Alexandre Ramagem, no final de dezembro de 2025. O pedido foi entregue ao Departamento de Estado.

Depoimento

Em fevereiro, Ramagem prestou depoimento, por videoconferência, ao STF na ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato.

Ramagem foi diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022) e perdeu o mandato parlamentar em dezembro de 2025, por ato da Mesa Câmara em razão de condenação no Supremo Tribunal Federal.

Alexandre Ramagem era delegado de carreira da Polícia Federal e foi demitido após a condenação.

* Com TV Brasil e Rádio Nacional ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Olimpíada de Professores de Matemática abre as inscrições</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A 3ª edição da Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil (OPMBr) – Edição Anos Finais do Ensino Fundamental está com inscrições abertas até 17 de maio para os docentes das redes públicas de educação.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a competição educacional tem o objetivo de valorizar o trabalho desses profissionais e suas práticas pedagógicas inovadoras no ensino da matemática.

Notícias relacionadas:Professores poderão participar de olimpíada inédita de matemática.Enem 2026: período para pedir isenção da taxa começa hoje.Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação .O reconhecimento também deve contribuir para o fortalecimento da aprendizagem da matemática na educação básica pelos estudantes.

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Público-alvo

Para participar da 3ª OPMBr – Anos Finais, os professores do ensino fundamental II precisam, primeiramente, conferir se a rede pública de ensino onde atuam aderiu ao Compromisso Nacional Toda Matemática (CNTM) firmado com o MEC, pela plataforma Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec).

Podem se inscrever todos os professores de matemática do 6º ao 9º ano (EF II) com contrato efetivo ou vínculo temporário, que estejam em salas de aula da rede pública de ensino.

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo portal oficial da olimpíada.

Fases 

A Olimpíada de Professores de Matemática do Brasil é estruturada em três fases, sendo duas primeiras classificatórias e eliminatórias e a terceira apenas classificatória:


	      fase I: dois testes com questões de matemática e didática, entre 11 de junho e 23 de agosto;
	      fase II: envio de um vídeo de até 10 minutos com proposta pedagógica, de 1 a 8 de setembro;
	      fase III: avaliação por meio de portfólio e entrevista, entre 26 de outubro a 10 de novembro.


A premiação está agendada para 7 de dezembro.

O regulamento completo está disponível no site oficial da olimpíada. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Professores do estado de SP finalizam greve, mas mantêm mobilização</title>
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				Os professores da rede estadual de São Paulo decidiram em assembleia, na última sexta-feira (10) finalizar a paralisação iniciada na quinta-feira (9). Os docentes optaram por dar andamento a um calendário de ações em todo o estado.

Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeosp), a decisão foi tomada por cerca de 10 mil participantes, que avaliaram positivamente a greve, com adesão média de 40% da rede estadual, e definiram a continuidade da luta com a realização de atos, reuniões e ações de mobilização com a comunidade escolar.

Notícias relacionadas:Enem 2026: período para pedir isenção da taxa começa hoje.Censo: 50% de alunos cotistas nas federais concluem graduação .Professores poderão participar de olimpíada inédita de matemática.Para esta terça-feira (14), está programada uma mobilização a partir das 14h30 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), onde a categoria pretende acompanhar os debates e pressionar os parlamentares pela retirada de pauta do PL 1.316, que trata da Reforma Administrativa da Educação.

Uma nova assembleia estadual está convocada para o dia 28 de abril, às 15h, na Alesp, quando serão avaliados os próximos passos do movimento.

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Demandas

A categoria reivindica reajuste salarial, aplicação correta do piso nacional como base da carreira, valorização profissional, melhores condições de trabalho e mudanças em políticas educacionais em curso no estado.

A pauta da mobilização inclui ainda outros pontos, como a retirada de pauta do PL 1.316, que trata da Reforma Administrativa da Educação e a revogação da Avaliação de Desempenho, considerada injusta pela entidade.

Os professores também pedem abertura de classes para o ensino regular e educação de jovens e adultos (EJA) no período noturno e de educação especial inclusiva que atenda às necessidades de alunos atípicos e com deficiência.

Outro ponto destacado pela entidade é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a equiparação salarial dos professores da educação básica com outros profissionais de nível superior.

O movimento também questiona a chamada &quot;plataformização do ensino&quot;, que se refere à integração intensiva de plataformas de empresas privadoa na aprendizagem e na rotina da sala de aula. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 16:58:44 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia prêmio estimado em R$ 40 milhões neste sábado</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 2.995 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 40 milhões.

Por se tratar de um concurso com final cinco, prêmio recebe um adicional das arrecadações dos cinco concursos anteriores.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa. 

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O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>CNJ quer fazer cultura circular nos presídios do país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A pintura de um menino negro de cinco ou seis anos, segurando um sorriso no rosto, vestindo beca por cima do uniforme escolar foi a forma que Átila encontrou de preencher uma ausência: a de uma fotografia sua na formatura do primário.

Hoje, aos 25 anos, cursando Belas Artes na Universidade Federal do Rio de Janeiro, ele conta que encontrou na arte uma forma de passar a limpo o passado e projetar o futuro.


Notícias relacionadas:Zerar déficit de 202 mil vagas em presídios custaria R$ 14 bilhões.Rio: projeto prepara ex-presidiários para o mercado de trabalho.Organizações denunciam à ONU fome e violação de direitos em presídios.“Nessa obra, se você reparar, eu trago uma grade [atrás do menino], uma analogia, que pode simbolizar muita coisa, mas, sobretudo, a importância da educação”, disse, sugerindo uma relação entre as grades de uma escola e as de uma prisão.


A obra foi feita durante uma residência artística para familiares, servidores ou egressos do sistema prisional, no Rio de Janeiro, e tornou-se um dos destaques no lançamento da estratégia Horizontes Culturais, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta sexta-feira (10), no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

A iniciativa pretende fomentar atividades culturais, educativas e artísticas, por meio de ações em diversas linguagens, como artes plásticas, dança, música, cinema e fotografia, no sistema prisional até 2027. A experiência deve desaguar ainda em um Plano Nacional de Cultural para o Sistema Prisional, incluindo a criação de um calendário nacional anual de ações.

O foco são pessoas privadas de liberdade, egressos, familiares, como Átila, e servidoras e servidores penais, além de profissionais da cultura. O Brasil tem cerca de 700 pessoas encarceradas, a maioria, homens de até 34 anos, pretos e pardos, envolvidos no tráfico de drogas ou em crimes contra o patrimônio, como roubos e furtos. Boa parte, três em cada dez, não passaram por um julgamento, são presos temporários, segundo dados atualizados da Secretária Nacional de Políticas Penais.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, participou do lançamento. No discurso, destacou que a garantia de direitos é uma obrigação do estado, mesmo diante “das complexas situações da vida social”, destacando o valor da cultura.


            
        
    
04/02/2026 - Brasília - O presidente do STF, Edson Fachin, participou do evento e destacou a importância de se investir em educação e cultura nos presídios. Foto-arquivo: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


“Investir em educação, cultura, oportunidades e reconstrução de trajetórias não é ser ingênuo, se omitir diante da criminalidade ou fragilizar o direito à segurança pública”, disse Fachin. “É estimular o pensamento crítico, a alteridade, a autonomia e a possibilidade de sonhar para si outros lugares que não aqueles historicamente demarcados”.

O ministro também lembrou que o Plano Pena Justa, um conjunto de políticas públicas no qual o Horizontes Culturais está inserido, deriva do reconhecimento, pelo próprio STF, de violações massivas de direitos no sistema prisional, em 2023.

No evento, o ministro assistiu a apresentações de ballet de meninas do AfroReggae, uma competição de canto entre mulheres e pessoas LGBTQIAP+, além de cenas de teatro que jogam luz sobre pessoas que acabaram no crime. Entre elas, mulheres e mães vítimas de violência, além de jovens pobres em busca de melhores condições de vida.


&quot;Comida. Era tudo muito pouco. Eu queria mais do que pedir esmolas e ser humilhado e não posso negar que a fome foi a marca registrada da minha dor e culpa&quot;, declamou um dos atores, Mateus de Souza Silva, de 30 anos, em trecho do espetáculo teatral Bizarrus.


No fragmento apresentado ao público, ele relembra de si aos sete anos, quando perdeu o irmão de 12 anos, atropelado com uma sacola de frutas nas mãos.

Hoje cumprindo pena no regime semiaberto de Rondônia, Mateus diz que antes do projeto teatral, desenvolvido pela Associação Cultural e de Desenvolvimento do Apenado e Egresso, nunca tinha pisado em uma sala de espetáculo.  “A nossa história é transformada por essa experiência”, completou Souza Silva, que hoje cria, sozinho, a filha de 7 anos.

No evento, a autora e poeta Elisa Lucinda disse que vê o sistema prisional como uma porta aberta para a dignidade. “A menos que você tenha muito dinheiro, caso de chefes do tráfico, você não pode sair do morro, se acostuma a ser maltratado e a ter limitações”, disse.


            
        
    
Vitória (ES) -  Atriz e poeta Elisa Lucinda, que também participou do evento. Ela mantém um projeto de poesia com adolescentes infratores. Foto: Gustavo Louzada - Gustavo Louzada


A cadeia, em posição, “pode oferecer uma experiência de reconstrução desse ser”, completa Lucinda, que mantém um projeto de poesia com adolescentes infratores, no Rio.

De acordo com o CNJ, a cultura é uma das formas mais potentes de expressão humana. &quot;É por meio dela que pessoas narram suas histórias, imaginam outros caminhos e constroem vínculos com o mundo ao redor&quot;, diz, em folder distribuído no evento.

 O lançamento do Horizontes Culturais marca o encerramento de uma semana de atividades em sete unidades prisionais e espaços culturais, voltados para o público do programa, no estado do Rio de Janeiro.

A agenda articulou apresentações musicais, cinema, teatro e artes visuais em exposições, oficinas e rodas de leitura, por exemplo, incluindo a doação de 100 mil livros da Fundação Biblioteca Nacional para o sistema prisional do país.

As obras selecionadas incluem gêneros variados como romance, poesia, história e ensaio. Elas vão integrar bibliotecas e escolas dos presídios. De acordo com o Censo Nacional de Práticas de Leitura do Sistema Prisional, de 2023, citado por Fachin, apenas 40% dos presídios oferecem leitura ou outras formas de expressão artística aos apenados.

A semana foi organizada de forma piloto no Rio de Janeiro e, na avaliação do CNJ, deve servir de modelo para iniciativas semelhantes em outros estados. &quot;A semana organiza e dá escala a práticas que já fazem parte do cotidiano de diferentes unidades, ao mesmo tempo em que estabelece novas conexões com instituições culturais ampliando o acesso e a circulação dessas práticas&quot;, explica a entidade, no folheto de divulgação. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>STF tem três votos para derrubar lei de SC que proibiu cotas raciais</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou nesta sexta-feira (10) placar de 3 votos a 0 para derrubar a lei de Santa Catarina que proibiu a reserva de cotas raciais para ingresso de estudantes em instituições de ensino que recebem verbas públicas do estado.

O plenário virtual da Corte iniciou nesta sexta-feira o julgamento de ações que pedem o reconhecimento da inconstitucionalidade da norma.

Notícias relacionadas:Dino profere segundo voto contra lei de SC que proibiu cotas raciais.Gilmar Mendes vota para derrubar lei de SC que proibiu cotas raciais.PGR pede suspensão da lei de Santa Catarina que proibiu cotas raciais.Além do relator, o ministro Gilmar Mendes, os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes se manifestaram pela inconstitucionalidade da norma.

O julgamento virtual prossegue até a próxima sexta-feira (17). Mais sete ministros vão votar.

O plenário julga ações protocoladas pelo PSOL, PT, PCdoB e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para considerar a lei inconstitucional.

A Lei 19.722 de 2026 foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Melo (PL).

A norma permite a reserva de vagas somente para pessoas com deficiência, alunos oriundos de escolas públicas ou com base em critérios exclusivamente econômicos. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Júri condena ex&#45;PM pelo assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O 1° Tribunal do Júri do Rio condenou o ex-policial militar Rodrigo da Silva das Neves,  32 anos, nove meses e 18 dias de reclusão, pelo assassinato do bicheiro Fernando Iggnácio. 

O Júri decidiu considerou o homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e por emboscada). A pena será cumprida em regime fechado.

Notícias relacionadas:Júri de assassino do bicheiro Fernando Iggnácio é retomado nesta sexta.Assassinos de Fernando Iggnacio vão a júri nesta quinta-feira no Rio .Justiça ouve testemunhas de acusação da morte de Fernando Iggnacio.O contraventor foi executado no estacionamento de um heliponto no Recreio dos Bandeirantes, zona sudoeste do Rio, em 2020, após retornar de sua casa de praia em Angra dos Reis, na Costa Verde. 

O presidente do Júri, juiz Thiago Portes Vieira de Souza, ao proferir a sentença, destacou o papel de destaque de Rodrigo para a execução de Fernando Iggnácio e o vasto arsenal mantido pelo reú.  

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“No interior do apartamento do acusado, foram apreendidos quatro fuzis, carregadores, vasta quantidade de munições, conforme o auto de apreensão, a demonstrar o papel central do acusado na execução da emboscada que culminou na morte da vítima.”

O magistrado acrescentou, na decisão, que o réu era policial militar da ativa, quando ocorreu o crime, e, mesmo assim, optou por atuar contra o Estado.


“[Ele] optou por praticar conduta que deveria reprimir, utilizando-se, inclusive, de seus conhecimentos policiais adquiridos no exercício da função, para efetivar o crime.”


Outros dois acusados de participação na execução do crime, os irmãos Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, também seriam julgados ao lado de Rodrigo. 

Contudo, decidiram, no início do júri, dispensar seus advogados. Com isso, os dois deverão constituir nova defesa e será designada nova data para serem julgados. 

Ygor Rodrigues Santos da Cruz, também suspeito de participar da execução, foi encontrado morto em 2022. 

Denunciado como mandante do crime, o contraventor Rogério de Andrade, responde em outro processo, ao lado de Gilmar Eneas Lisboa.

Entenda

Genro do também contraventor Castor de Andrade, Iggnácio teria sido morto a mando do bicheiro Rogério de Andrade, sobrinho de Castor.

O filho de Castor, o engenheiro Paulinho de Andrade, foi morto junto com seu segurança, quando deixava o escritório de sua propriedade, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca. O crime aconteceu em outubro de 2020.

Paulinho nunca se envolveu com o jogo do bicho, mas reclamou da parte que recebia da herança dos pontos de bicho deixados pelo pai e que passaram a ser controlados por Rogério de Andrade. 

O crime foi atribuído a Rogério de Andrade, primo em primeiro grau de Paulinho. Na infância, os dois brincavam juntos e eram considerados “irmãos” pelos familiares.

A irmã de Paulinho, Carmen Lúcia de Andrade, casada com Fernando Iggnácio, disse que como o irmão foi morto pelo primo, ela seria a próxima vítima. 

A partir daí, Iggnácio e Rogério de Andrade entraram em guerra pelo espólio de Castor, que deixou mais de 50 mortos dos dois lados, em quase 30 anos.
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Reforma tributária expõe desafios em automatização de empresas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os desafios da reforma tributária começam a expor fragilidades na operação fiscal das empresas. A menos de nove meses do início da entrada em vigor do Imposto sobre Valor Adicionado Dual (IVA dual), grande parte das companhias enfrentam processos lentos e dependência de tarefas manuais.

Levantamento da V360, empresa que ajuda outras companhias a automatizar o pagamento de fornecedores, mostra que 62,2% das empresas levam mais de 20 dias para registrar uma nota fiscal no sistema, enquanto 22,3% ultrapassam 30 dias.

Notícias relacionadas:Brasil fecha 2025 com mais de 1,3 milhão de trabalhadores domésticos .Reservas provadas de petróleo no Brasil crescem 3,84% em 2025.Ao mesmo tempo, 87% das companhias afirmam ter alto nível de automação fiscal, um contraste que evidencia o que especialistas chamam de “falsa automação”, quando processos são digitais, mas ainda exigem intervenção humana.

Apesar do avanço tecnológico, a adaptação ao novo modelo deve pressionar ainda mais estruturas consideradas pouco eficientes. O dado revela gargalos relevantes justamente no momento em que o país se prepara para mudanças profundas no sistema tributário. 

A pesquisa ouviu 355 profissionais de médias e grandes empresas, a maioria com alto volume operacional. Do total de companhias pesquisadas, 63% processam mais de 10 mil notas fiscais por mês.

Automação parcial e atrasos

Na prática, a automação ainda é incompleta. Embora 61% das empresas consigam capturar notas fiscais automaticamente, apenas 49% fazem o registro no sistema sem ação manual.

Isso acontece porque o Enterprise Resource Planning (ERP) depende de integrações e validações adicionais para funcionar plenamente no ambiente tributário brasileiro. Traduzido como Recurso de Planejamento Empresarial em português, o ERP funciona como espécie de cérebro para empresas.

“Muitas empresas acreditam que estão automatizadas, mas ainda dependem de pessoas para validar dados e concluir processos”, afirma o presidente-executivo (CEO) da V360, Izaias Miguel. “O documento entra automaticamente, mas ainda precisa de ajustes e conferências antes de seguir no sistema.”

Riscos operacionais

O estudo também aponta falhas na validação das notas fiscais. Apenas 48% das empresas fazem conferência completa; comparando itens, valores e quantidades com pedidos de compra.

Outras 44% realizam checagens parciais, enquanto 8% ainda operam de forma totalmente manual.

Esse cenário aumenta riscos como pagamentos indevidos, erros fiscais e perda de controle interno, especialmente em empresas com grande volume de fornecedores.

“O tempo entre a emissão e o registro da nota é um termômetro claro de eficiência. Quando leva semanas, há acúmulo de exceções e retrabalho”, diz Miguel.

Pressão com a reforma

A chegada do novo modelo tributário tende a agravar esse cenário. As empresas terão de adaptar sistemas para operar com regras antigas e novas simultaneamente, além de lidar com tributos como o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), tributos que comporão o IVA Dual.

Na avaliação do CEO da V360, o principal desafio não está apenas em entender a reforma, mas em executá-la dentro de estruturas complexas e pouco integradas.

“O estudo mostra fragilidades importantes nos processos de validação: menos da metade das empresas fazem uma checagem completa das notas fiscais contra pedidos de compra, enquanto o restante opera com validações parciais ou manuais. Esse cenário aumenta o risco de erro”, diz Miguel.

Fase de testes

Em 2026, a reforma tributária está em forma de testes, com as empresas cobrando uma alíquota simbólica de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS que serão deduzidas dos tributos atuais .  A partir de 2027, os cinco tributos sobre o consumo serão gradualmente extintos, enquanto as alíquotas de CBS e de IBS subirão.

Mesmo com alíquotas simbólicas, as obrigações acessórias são imediatas. As empresas deverão destacar a CBS e o IBS nas notas fiscais, preencher novos campos obrigatórios e informar corretamente a classificação fiscal de produtos e serviços. Em dezembro, a Receita Federal suspendeu as multas por falta da discriminação dos dois novos tributos nas notas fiscais até o quarto mês seguinte à regulamentação da CBS e do IBS .

Segundo Miguel, nesse cenário, a automação deixa de ser apenas uma ferramenta operacional e passa a ser estratégica. “Empresas mais eficientes tendem a ganhar agilidade para lidar com as mudanças, enquanto aquelas com processos fragmentados podem enfrentar mais custos, erros e dificuldades de adaptação”, diz. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>IR 2026: veja como declarar dependentes e pensão alimentícia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Uma das estratégias mais eficazes para reduzir o imposto a pagar ou garantir uma maior restituição é declarar os dependentes. Isso se o contribuinte for o principal responsável pelo sustento da família.

Neste ano, o desconto por dependente é de R$ 2.275,08.

Notícias relacionadas:Entenda as principais mudanças do Imposto de Renda 2026.Saiba quem deve declarar Imposto de Renda em 2026.Mas você sabe quem pode entrar nessa lista? 


	Cônjuge, companheiro(a) com quem o contribuinte tenha filho ou viva há mais de 5 anos, abrangendo também o companheiro (a) de união homoafetiva;
	Filho(a) ou enteado(a), até 21 anos de idade; ou, em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
	Filho(a) ou enteado(a), se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, até 24 anos de idade;
	Filho(a) ou enteado(a) com deficiência, de qualquer idade, e capacitadas para o trabalho, quando a sua remuneração não exceder a soma das deduções da base de cálculo;
	Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 21 anos, ou em qualquer idade, quando incapacitado física ou mentalmente para o trabalho;
	Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a), sem arrimo dos pais, de quem o contribuinte detenha a guarda judicial, com idade até 24 anos, se ainda estiver cursando estabelecimento de ensino superior ou escola técnica de segundo grau, desde que o contribuinte tenha detido sua guarda judicial até os 21 anos;
	Irmão(ã), neto(a) ou bisneto(a) com deficiência, sem arrimo dos pais, do(a), em qualquer idade, e capacitadas para o trabalho, o qual o contribuinte detém a guarda judicial, quando a sua remuneração não exceder a soma das deduções da base de cálculo.
	Pais, avós e bisavós que, no ano-calendário de 2025, tenham recebido rendimentos, tributáveis ou não, até R$ 28.467,20;
	Menor pobre até 21 anos que o contribuinte crie e eduque e de quem detenha a guarda judicial;
	Pessoa absolutamente incapaz, da qual o contribuinte seja tutor ou curador.


Vale destacar que ao incluir alguém como dependente, você deve declarar, se houver, os rendimentos dele. 


&quot;Importante ressaltar que, ao declarar os dependentes, você deve incluir todos os rendimentos e bens deles na sua declaração&quot;, alerta o professor de Ciências Contábeis da Universidade Federal do Ceará, Eduardo Linhares.


A omissão desses rendimentos é um dos motivos que faz o contribuinte cair na malha fina. Além disso, quem é obrigado a declarar o Imposto de Renda não pode ser incluído como dependente em outra declaração.

 


    
        
            
                
            
        
    








Como declarar pensão alimentícia 

Outra situação que gera dúvida é a diferença entre alimentandos, que são pessoas que recebem pensão judicial (pensão alimentícia), e dependentes.


&quot;Uma pessoa geralmente não pode ser declarada como dependente e alimentando pelo mesmo contribuinte. São situações fiscais mutuamente exclusivas. Existe apenas uma exceção para esse caso: é no ano em que a pessoa começa a ser alimentanda. Ou seja, pode iniciar como dependente e terminar como alimentando, ou vice-versa&quot;, explica Linhares.


O contribuinte deve declarar anualmente o pagamento da pensão, que é dedutível. Na declaração, é preciso colocar o CPF do alimentando (aquele que tem direito a pensão).

&gt;&gt; Saiba mais aqui sobre pensão alimentícia no IR 2026

Gastos com saúde e educação

Os gastos com saúde e educação dos dependentes também podem ser deduzidos do Imposto de Renda.

A dedução com saúde não tem limite, enquanto a dedução com educação tem um teto de R$ 3.561,50 por dependente.

&gt;&gt; Confira o Tira-Dúvidas do IR 2026 ]]></description>
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Cena Musical exibe show que celebra dez anos da banda Afrojazz</title>
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				O programa Cena Musical apresenta um show especial da banda Afrojazz na madrugada deste sábado (11) para domingo (12), à meia-noite, na TV Brasil. O espetáculo foi gravado com exclusividade, pela emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro.

A apresentação celebra os 10 anos de trajetória do grupo, com releituras do arranjador Moacir Santos e do multi-instrumentista nigeriano Fela Kuti. Durante a atração, o Afrojazz também interpreta faixas autorais do disco African Brothers e outras composições inéditas, percorrendo toda a história do grupo desde o seu surgimento nos bailes da Lapa, tradicional bairro carioca.

Notícias relacionadas:Reportagem da TV Brasil conquista 2º lugar no Prêmio MOL de Jornalismo.EBC e IFSul inauguram nova TV pública em Venâncio Aires (RS).EBC lança edital para programas radiofônicos regionais.O grupo é formado por Eduardo Santana (trompete), Oswaldo Lessa (sax), Roque Miguel (percussão), Rodrigo Ferrera (baixo), Antonio Neves (trombone), Negralha (samples e scratchs), Gabriel de Aquino (guitarra) e Caio Oica (bateria).

Programa

Criado em 2007, o Cena Musical é um programa da TV Brasil que traz para o público performances inéditas da nossa música. Desde 2017, as apresentações são gravadas no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. A série semanal traz shows que revelam e celebram a riqueza e a diversidade da música brasileira. O comando desta temporada é de Bia Aparecida, cantora, jornalista e apresentadora da emissora.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Cena Musical – sábado, dia 11, para domingo, dia 12, à meia-noite, na TV Brasil

TV Brasil na internet e nas redes sociais


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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Professores poderão participar de olimpíada inédita de matemática</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) abre de 4 a 29 de maio inscrições para a 1ª Olimpíada dos Professores da Obmep Mirim. 

A Obmep Mirim, destinada aos alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental, ocorre desde 2022.

Notícias relacionadas:Instituto oferece bolsa de R$ 900 para medalhistas da OBMEP  .Abertas inscrições para 21ª Olimpíada de Matemática.Bacharelado em Matemática do Impa Tech pode fazer inscrições para 2026.Na segunda-feira (13), estará no ar o site professores.olimpiadamirim.obmep.org.br, por meio do qual os interessados poderão obter detalhes dessa olimpíada inédita.

O objetivo é ajudar na capacitação de professores do 1º ao 5º ano da educação fundamental e valorizar o ensino da matemática na formação escolar. 

A prova será aplicada em 17 de outubro de 2026, juntamente com a segunda fase da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), voltada para estudantes do sexto ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio.

“Desde o início, a gente teve muita consciência de que a Obmep Mirim era uma Olimpíada tanto para os alunos quanto para os professores”, explicou o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana. 


“Entendemos que seria interessante fazer isso de uma forma que desse protagonismo ao professor. Acho que isso vai aumentar bastante o impacto sobre esses professores”, acrescentou.


Curso presencial

A relação dos professores premiados será publicada em 15 de dezembro. Ao todo, serão distribuídas 25 medalhas de ouro, 50 de prata, 100 de bronze e 500 menções honrosas.

Todos os medalhistas ganharão curso de formação online. Já os medalhistas de ouro participarão de um curso presencial, com duração de uma semana, no IMPA Tech, instituição de ensino superior mantida pelo Impa, que oferece bacharelado em matemática da tecnologia e inovação. 

O objetivo é capacitar o professor ou professora para elaborar um projeto de trabalho com seus alunos. 

A execução do projeto com os alunos, no contraturno da sala de aula, será financiada por meio de uma bolsa no valor de R$ 700 para o professor.

Matemática não é chata

A professora Nancy Rosa, do 4º ano da Escola Municipal Capistrano de Abreu, situada no Jardim Botânico, zona sul do Rio de Janeiro, participou de um curso no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) sobre a Olimpíada de Matemática Mirim (OBMEP Mirim) e decidiu se inscrever na 1ª Olimpíada dos Professores da Obmep Mirim.


“O curso me deu mais interesse, porque eu não gostava de matemática. Eu sou [da área] de humanas, não de exatas, e o curso me expandiu a mente, porque vi que existem outras formas de ensinar matemática e outros caminhos para chegar ao resultado que se deseja.”


Nancy disse ter entendido que a matemática tem um lado divertido. “Ela não precisa ser uma coisa chata.”
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<pubDate>Sat, 11 Apr 2026 12:39:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Em Brasília, artesãos indígenas veem obras como ação de resistência</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Com as mãos cobertas de tinta preta produzida com jenipapo, Nhak Krere Xikrin, de 26 anos, manuseia uma fina e estreita tala de madeira como um verdadeiro pincel. Desde que chegou ao Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília (DF), nesta semana, a indígena tem dificuldades para se expressar em língua portuguesa, mas não para demonstrar sua arte de pintura de corpo.

Aos interessados, ela abre uma pasta e oferece com as mãos mais de 200 possibilidades de figuras para cobrir rostos, braços ou pernas. Nhak Krere Xikrin vive na Aldeia ô-ôdja, no sudeste do Pará, e aprendeu as técnicas com a mãe e a avó, um saber de toda a comunidade. “Vou ensinar minhas filhas também”, garantiu.

Notícias relacionadas:Organizações acusam Congresso de desrespeitar direitos dos indígenas.Indígenas cobram criação de comissão para apurar crimes da ditadura.Indígenas de todo o Brasil ocupam a Esplanada dos Ministérios .Expressões artísticas de comunidades indígenas de todo o país ocupam corredores do acampamento, um ato que reúne mais de 6 mil pessoas das cinco regiões brasileiras principalmente para pedir por implementação de demarcação de terras e outras políticas públicas. 

Visibilidade

No entanto, a arte indígena expressa por manifestações como a pintura corporal com tinta de jenipapo ou pelas diferentes peças do artesanato remete à busca por visibilidade de saberes ancestrais e um modo de vida de respeito ao meio ambiente.

No espaço organizado para as barracas de demonstração cultural no acampamento, um grupo de artesãos da Aldeia Afukuri (que fica na cidade de Querência-MT), na região do Alto Xingu, diz aos clientes que pode apresentar os trabalhos também pelas redes sociais depois que voltarem para casa. 

A liderança indígena Geraldo Kuikoro, de 40 anos, afirma que o artesanato tem se mostrado como mais um modo de garantir recursos na aldeia com 88 famílias, em dias em que o modo de produção agrícola está ameaçado pelo impacto dos fazendeiros cada vez mais próximos.


            
        
    
 Geraldo Kuikoro diz que artesanato indígena é uma forma de garantir recursos na aldeia - Foto Bruno Peres/Agência Brasil


Além dos agrotóxicos que se espalham por cima da plantação de mandioca dos indígenas, as mudanças climáticas estão a cada dia mais evidentes para o povoado.


“A gente estava acostumado a plantar a mandioca no início de agosto porque, antes, chovia durante o mês. Só que agora só tem começado a chover em outubro”, explica. 


Identificação artística

A proximidade das ameaças dos não indígenas tem feito com que as comunidades tradicionais encontrem na arte funções que vão além da replicação estética. O artesão Ontxa Mehinako, de 35 anos, da Aldeia Utawana, nasceu e vive em uma comunidade com 300 pessoas e que, segundo ele, a maior parte se identifica como artista. Ele começou a esculpir aos 18 anos de idade. “Pela arte, eu conto a história do meu povo”, garante.

Nos trabalhos em madeira, estão animais que vivem nas redondezas da comunidade, tais como tamanduá, onça, capivara, quati, anta e arara. “A gente trabalha para preservar”. Ele quer que, com a arte do seu povo, como as esteiras de fibra de buriti ou os cocares com penas das aves, as necessidades da comunidade tenham maior alcance pelo país. “É uma arte de resistência”, afirma.   

Proteção

A artesã Jaqueline Kalapalo, de 26 anos, vive numa aldeia com 52 famílias, no Alto Xingu, em Mato Grosso, e está em uma barraca no acampamento próxima à saída, o que lhe tem garantido uma clientela não indígena que não para de perguntar sobre os brincos e o colar de caramujo, que representa, segundo ela, o ciclo contínuo de vida.


            
        
    
Jaqueline Kalapalo fala sobre artesanato indígena no Acampamento Terra Livre 2026 - Foto Bruno Peres/Agência Brasil


Ao lado da barraca de Jaqueline, Mazinho Naruvôtu, de 54 anos, fica orgulhoso de mostrar as obras feitas com madeira sucupira, inclusive de gaviões, o animal que ele considera um “cacique” da natureza.

Os trabalhos que demoram mais de dois meses para serem feitos com turnos longos, da talha ao acabamento com lixa e pintura, chegam a custar mais de R$ 3 mil. “Trabalho das 8h às 17h40 todos os dias sem parar. É um orgulho mostrar a vocês”, diz o artesão que vive no Território Indígena do Pequizal do Naruvôtu.


            
        
    
Mazinho Naruvoto mostra suas obras feitas com madeira sucupira - Foto Bruno Peres/Agência Brasil


“Ao nosso lado”

De frente para as peças de madeira de Mazinho, Raira Kamayurá, de 22 anos, demonstra e comercializa braceletes e pulseiras de linhas coloridas feitas em diferentes formatos e larguras de agulhas. Ela diz ver com felicidade não indígenas utilizando as peças. “Cada pessoa que usa mostra que está ao nosso lado na luta”, afirma. 


            
        
    
Para Raira Kamaiurá, cada peça tem simbologias de proteção ao meio ambiente - Foto Bruno Peres/Agência Brasil


Raira entende que, em cada peça, há simbologias dos valores de proteção ao meio ambiente. Nesse contexto, a jovem artesã lamenta que invasores não indígenas tenham poluído as águas dos rios nas proximidades da comunidade. Inclusive, a aldeia só pode ser acessada de forma fluvial ou aérea. 

Para chegar a Brasília, os representantes dos kamayurá precisaram percorrer quase uma hora de barco para chegar à estrada. “Ainda temos garimpeiros perto de nós e isso tem criado muitos problemas”, disse. Em sua aldeia, em Mato Grosso, vivem 50 famílias que têm muito a falar também pela arte. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PM apreende três toneladas de drogas, fuzis e pistolas na Maré</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro apreendeu cerca de três toneladas de drogas em comunidades do Complexo da Maré, na zona norte da capital. A ação foi realizada nessa terça-feira (7) por equipes do Batalhão de Ações com Cães (BAC). 

Além das drogas, localizadas na comunidade de Nova Holanda, as equipes apreenderam em diferentes locais cinco fuzis, quatro pistolas e recuperaram 26 veículos, sendo nove carros e 17 motocicletas. Um suspeito foi detido e encaminhado à 21ª delegacia policial (Bonsucesso), para onde todo o material foi encaminhado.

Notícias relacionadas:Polícia Militar faz operação no Complexo da Maré no Rio.Operações policiais na Maré deixaram 160 mortos em dez anos .Grupo de Trabalho da Maré pode ser embrião para outras comunidades.Planejada com base em informações de inteligência da corporação, a ação mobilizou, ao todo, 250 policiais do BAC, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Polícia de Choque, Batalhão Tático de Motociclistas, Grupamento Aeromóvel (GAM) e 22º Batalhão da PM, instalado na Maré, que realizaram as ações nas comunidades Parque União e Nova Holanda. O trabalho contou também com o emprego de quatro viaturas blindadas, além de duas aeronaves.

As três toneladas de maconha e a maior parte das armas foram localizadas com o auxílio de cães farejadores. Os militares encontraram, em um bunker, grande quantidade de material entorpecente, além de quatro fuzis e quatro pistolas.

A operação teve como principal objetivo coibir a atuação de grupos criminosos, reprimir roubos de veículos e de cargas, além de garantir maior sensação de segurança à população local. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Incêndio atinge Velódromo do Parque Olímpico no Rio</title>
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<description><![CDATA[ Um incêndio iniciado na madrugada desta quarta-feira (8) atingiu o Velódromo do Parque Olímpico, na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, Barra da Tijuca, zona sudoeste do Rio. O fogo já foi controlado e afetou principalmente o teto.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, não há registro de vítimas.

A operação conta com cerca de 60 bombeiros militares, de seis unidades, com apoio de mais de 20 viaturas e equipes especializadas.

A prefeitura do Rio informou que não há bloqueios nas vias do entorno.

O velódromo abriga desde agosto do ano passado o Rio Museu Olímpico como parte do legado para relembrar os Jogos Olímpicos de 2016.

A instalação é moderna e oferece uma experiência imersiva para os visitantes, foi erguido no andar superior do velódromo em uma área de cerca de 1,7 mil metros quadrados. O acervo do espaço tem mil peças instaladas em 13 áreas temáticas.

De acordo com o secretário de Defesa Civil do estado do Rio, coronel Tarciso Salles, a prioridade foi evitar que o incêndio se alastrasse para outras áreas do complexo, sendo possível preservar o museu e o interior da edificação. As chamas atingiram apenas a cobertura da estrutura. As causas ainda serão apuradas. 

Matéria atualizada às 9h40 para incluir informação do secretário de Defesa Civil. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PMs do Rio são denunciados por desviar armas apreendidas em operações</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ofereceu denúncia à Justiça Militar contra três policiais militares por desvio de armas apreendidas em operações, além de envolvimento com drogas e cargas roubadas.

São eles: os sargentos Ricardo da Silva Ferreira, Raphael Nascimento Ribeiro e Thiago Corrêa da Costa. Todos responderão pelos crimes de associação criminosa e peculato.

Notícias relacionadas:MPRJ pede imagens de câmeras dos PMs da Operação no Morro dos Prazeres.MPRJ recomenda uso correto das câmeras corporais pelas polícias do Rio.Entidades repudiam morte de médica por PMs no Rio.Com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência e da Corregedoria da Polícia Militar, uma operação foi realizada nesta terça-feira (7) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, expedidos pela Auditoria da Justiça Militar.

A ação penal é resultado das investigações do MPRJ sobre uma milícia atuante no bairro de Anchieta, zona norte do Rio, e na Baixada Fluminense. Os promotores identificaram inicialmente o policial militar Ricardo Ferreira como revendedor de armas para a organização criminosa.

O MPRJ identificou, por exemplo, uma negociação entre Ricardo e Raphael para a venda de 140 quilos de maconha. Outro diálogo revela o planejamento para obtenção de lucro com a venda de uma carga de refrigerantes roubada.

As investigações constataram , ainda, que Thiago Costa apreendia armas de fogo em incursões policiais e deixava de apresentá-las à autoridade policial, entregando-as de forma habitual a Ricardo Ferreira, que providenciava a venda do material. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rioprevidência terá de explicar ao MPRJ consignados e investimentos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência) terá explicar ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) detalhes da negociação envolvendo empréstimos consignados e o investimento de mais de R$100 milhões em instituições financeiras não credenciadas para aplicação.

Ofício do MPRJ, enviado nessa terça-feira (7), determina que, em cinco dias, o Rioprevidência encaminhe estudos técnicos, atas de reuniões e procedimentos administrativos que embasaram as aplicações em instituições financeiras não credenciadas, nos fundos Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada, R CAP Soberano e R CAP Alocação.

Notícias relacionadas:Dinheiro é jogado pela janela em operação da PF contra Rioprevidência.Ex-presidente do Rioprevidência é preso em operação da Polícia Federal.Executivos do Rioprevidência são alvo de operação da PF.O Rioprevidência responde pela gestão e pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos estaduais. A autarquia centraliza recursos, como royalties do petróleo, para garantir esses pagamentos, mas enfrenta investigações por investimentos de risco.

Os investimentos ocorreram nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025, após uma recomendação do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do MPRJ solicitar ao órgão público que adotasse medidas para proteger o patrimônio previdenciário do Estado e recuperar eventuais perdas decorrentes da liquidação extrajudicial do Banco Master.

O Banco Central (BC) decretou a liquidação extrajudicial do Conglomerado Master (incluindo Banco Master S/A, Banco Master de Investimento S/A, Banco Letsbank S/A e Master S/A Corretora) em 18 de novembro de 2025. A ação foi motivada por grave crise de liquidez e graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.

Empréstimos consignados

O MPRJ pede ainda que o Rioprevidência informe, no mesmo prazo, a real situação dos empréstimos consignados feitos por servidores e pensionistas junto ao Credcesta, administrado pelo Banco Master.

Além disso, terá de explicar se foi disponibilizado outro instrumento de crédito, cuja carteira de direitos esteja vinculada à garantia de uma ou mais estruturas negociais feitos pelo Rioprevidência ao o banco Master ou outros agentes financeiros, como o banco Pleno, que também se encontra em liquidação extrajudicial.

Em caso de novos contratos, o MPRJ determina a imediata interrupção, devido à necessidade de proteção do patrimônio previdenciário e dos recursos dos servidores e pensionistas do fundo de pensão. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Proposições legislativas sobre IA favorecem controle e vigilância</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Dossiê elaborado pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR), feito com base na atuação parlamentar nas assembleias legislativas de cinco estados, mostra que as proposições de leis que envolvem inteligência artificial (IA) são focadas muito mais em temas como controle e vigilância do que educação, por exemplo.

Das 183 proposições legislativas sobre IA identificadas pelo relatório entre 2023 e 2025, nos cinco estados pesquisados (RJ, SP, ES, PR e SC), a segurança pública representa a maior fatia, com 48% das matérias legislativas propostas. A segunda área é a educação (22%), com proposições como a criação de programas, incentivos e diretrizes que envolvam IA para estudantes.

Notícias relacionadas:Rio quer ser a capital da inteligência artificial dentro de cinco anos.Governo cria grupo para coordenar plano de inteligência artificial.Outras temáticas com a presença de IA, como processamento de dados, trabalho, meio ambiente, proteção ao consumidor e saúde mental, não atingiram 10% das proposições. 


“PSDB, União e PSD lideram a produção legislativa sobre IA. Os partidos de direita têm monopolizado a pauta sobre tecnologia e policiamento nas casas legislativas, inclusive como presidentes das comissões de Segurança Pública nos parlamentos estaduais, que incentivam políticas de videomonitoramento e reconhecimento facial no uso de policiamento ostensivo”, diz o relatório.


Os projetos que envolvem inteligência artificial na segurança pública, de acordo com o documento, são predominantemente de monitoramento urbano (câmeras, drones, reconhecimento facial), programas de vigilância, aquisição de drones para operações policiais, criação de centros de monitoramento, sistema integrado de reconhecimento facial, observatórios de segurança de cargas, instalação de totens de segurança blindados e até mesmo a criação de fundos para financiar os usos de IA no âmbito da segurança pública.

“O uso de novas tecnologias constitui, em última análise, uma ameaça ao próprio Estado Democrático de Direito pois invade o direito à privacidade dos cidadãos e cidadãs garantidos em marcos legais como a própria Constituição brasileira. A própria Lei Geral de Proteção de Dados - a LGPD, no que se refere aos dados pessoais no Brasil, tem como fundamento a Constituição Federal, que determina a proteção da personalidade e reconhece o direito à privacidade, considerando inviolável a vida privada”, ressalta o documento.

O Dossiê Orçamentário 2026 é um documento produzido pela Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR), organização que atua com ações de enfrentamento à violência de Estado. A entidade busca debater a segurança pública sob a ótica do racismo estrutural. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>RJ: STF decide se eleição para mandato&#45;tampão será direta ou indireta</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Supremo Tribunal Federal (STF) decide nesta quarta-feira (8) se as eleições para o mandato-tampão de governador do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas. O julgamento está previsto para começar às 14h. 

A questão será decidida em uma ação na qual o diretório estadual do PSD defende a realização de eleições populares para o comando interino do estado, e não votação indireta, por meio dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Notícias relacionadas:PGR defende eleições diretas para mandato-tampão de governador do Rio .Zanin, do STF, suspende eleição indireta para governo do Rio.Sessão virtual do STF decidirá sobre regras de eleição indireta no Rio.Após a decisão do Supremo, as eleições para o mandato-tampão deverão ser convocadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou pela Alerj. Quem for eleito para comandar o estado ficará no cargo até o fim deste ano. Em janeiro de 2027, o governador eleito em outubro assumirá o cargo normalmente pelos próximos quatro anos. 

Entenda 

No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão.

Contudo, o PSD recorreu ao Supremo e defendeu eleições diretas. No dia anterior ao julgamento, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização para se candidatar ao Senado. A medida foi vista como uma manobra para forçar a realização de eleições indiretas, e não diretas. O ex-governador poderia deixar o cargo até o dia 4 de abril. 

A eleição para o mandato-tampão deverá ser realizada porque a linha sucessória do estado está desfalcada. 

O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo, em 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Desde estão, o estado não tem vice-governador. 

O próximo na linha sucessória seria o presidente da Alerj, o deputado estadual Rodrigo Bacellar. No entanto, o parlamentar foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro e já deixou o cargo. Antes da decisão, Bacellar também foi afastado da presidência da Casa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é investigado no caso que envolve o ex-deputado TH Joias. 

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:53 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Municípios do Tocantins são alvos de operação da Polícia Federal</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (8), a Operação Código Branco, com o objetivo de apurar fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro, em contratações na área da saúde de vários municípios da região norte do Tocantins.

As investigações indicam que “uma empresa de serviços médicos teria sido reiteradamente contratada por municípios da região, mediante procedimentos licitatórios com indícios de direcionamento”.

Notícias relacionadas:Governo do Rio diz que entregou imagens da Operação Contenção à PF .PF e Anvisa combatem venda ilegal de remédio para emagrecer.Os policiais constaram “ausência de competitividade e de descumprimento da legislação, além de realizar subcontratações vedadas em edital e em repasses financeiros suspeitos, com possível ocultação e dissimulação da origem dos recursos”, diz a PF.

Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro. As ações judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína.

De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, de corrupção ativa e passiva, de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 08 Apr 2026 10:44:49 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ouvidoria: Fala.BR passa a usar IA para agilizar atendimento</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Fala.BR começa a usar nesta segunda-feira (6) a inteligência artificial para simplificar o atendimento ao cidadão. Essa nova versão do principal canal de ouvidoria do governo federal automatiza a classificação das demandas e visa a tornar o registro mais simples, rápido e acessível, principalmente aos usuários com menor familiaridade digital.

Gerenciado pela Controladoria-Geral da União (CGU), o sistema será capaz de identificar, a partir do relato por escrito do cidadão, qual tipo de manifestação está sendo registrada – elogio, sugestão, solicitação de providência, reclamação ou denúncia.

Notícias relacionadas:CGU recorre à IA para facilitar acesso à plataforma Fala.BR.EBC terá sistema de participação social com comitês e ouvidoria.Nos próximos meses, com novas atualizações, a tecnologia também conseguirá sugerir, de forma automática, a classificação da demanda por assunto, órgão destinatário e serviço público. Atualmente, para fazer um registro por meio do sistema, o cidadão precisa escolher essas classificações por conta própria, a partir de listas com várias opções.

O objetivo da CGU é que o novo fluxo apoiado por inteligência artificial simplifique e agilize essas etapas para que mais pessoas passem a acessar o Fala.BR, com menos barreiras para o cidadão se comunicar com o poder público.

De acordo com a Ouvidoria-Geral da União, a interface mais simples beneficiará principalmente aqueles que usam a plataforma em telas menores, por meio de dispositivos móveis, e que hoje representam a maioria dos usuários do Fala.BR.

O órgão destaca que as manifestações dos cidadãos são insumos para melhoria dos serviços públicos e até para o combate à corrupção. Recentemente, uma operação contra desvios de recursos da educação em um município baiano, feita pela CGU e pela Polícia Federal (PF), teve origem em uma manifestação registrada no sistema.

A Plataforma Integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação do Poder Executivo Federal, chamada Fala.BR, está em operação desde 2019. Por meio do canal, os cidadãos podem enviar quaisquer tipos de manifestações para o governo federal e para estados e municípios que aderiram à ferramenta.

Na plataforma, os solicitantes podem acompanhar a tramitação das manifestações, com prazos definidos para o recebimento de respostas dos órgãos responsáveis, de acordo com a Lei n° 13.460/2017, o Código de Defesa do Usuário do Serviço Público.

Ouvidoria da EBC

Assim como diversos órgão federais, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está no Fala.BR e já conquistou prêmios de boas práticas por sua atuação junto ao público. Entre eles, está uma série de programetes de rádio que levam ao público informações e análises sobre a programação dos veículos da EBC.

Além da plataforma da CGU, denúncias, solicitações, sugestões, reclamações e elogios sobre a EBC podem ser enviados para o e-mail ouvidoria@ebc.com.br. A ouvidoria recebe demandas relacionadas aos serviços prestados pela EBC e à programação de seus veículos, como a Rádio Nacional, Agência Brasil e TV Brasil. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mercado eleva previsão da inflação para 4,36% este ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no país, passou de 4,31% para 4,36% este ano. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (6), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Em meio às tensões causadas pela guerra no Oriente Médio, a previsão para a inflação deste ano foi elevada, pela quarta semana seguida, mas ainda se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC.

Notícias relacionadas:Estudo aponta fatores estruturais para inflação de alimentos no Brasil.Mercado eleva previsão da inflação para 4,31% este ano.Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos.Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.

Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7% – aceleração diante do registrado em janeiro (0,33%). No entanto, o IPCA acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

A inflação de março, já com os possíveis impactos da guerra no Oriente Médio, será divulgada na próxima quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Para 2027, a projeção da inflação subiu de 3,84% para 3,85%. Para 2028 e 2029, as estimativas são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na última reunião, mês passado, por unanimidade, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, fixada em 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Após esse período prolongado de manutenção da taxa, havia indicação de início de um ciclo de redução, entretanto, diante das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de baixa, caso seja necessário. 

O próximo encontro do Copom para definir a Selic será nos dias 28 e 29 de abril.

Nesta edição do Focus, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica até o fim de 2026 permaneceu em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,75% ao ano.

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida, o que causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano permaneceu em 1,85%.

Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.

Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o IBGE. Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

No Focus desta semana, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o final deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,45. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rádio Nacional da Amazônia faz cobertura especial do Abril Indígena</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Rádio Nacional da Amazônia, veículo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), faz programação especial dedicada ao “Abril Indígena”, período que destaca a luta, a resistência e a resiliência dos povos indígenas brasileiros. Com reconhecida vocação para dar visibilidade a essas pautas, a emissora reforça, ao longo do mês, seu compromisso com a valorização e a ampliação dessas vozes.

A partir desta segunda-feira (6), a Rádio Nacional da Amazônia estreia o especial “Abril Indígena” em seu Serviço Internacional com programetes em inglês e espanhol que vão ao ar diariamente às 4h50, 7h20 e 22h50. Os conteúdos são voltados ao público de outros países que acompanham a programação via ondas curtas. As peças abordam as histórias, culturas, línguas, movimentos, resistência e expressões artísticas dos povos indígenas.

Notícias relacionadas:Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes.Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte.Os tradicionais programas da Rádio Nacional da Amazônia também vão enfatizar a pauta indígena no mês de abril. Os conteúdos vão pautar as edições dos programas diários Mosaico (12h30), Nacional Jovem (13h30), Tarde Nacional (15h) e Viva Maria (11h e 16h05). O Natureza Viva, que vai ao ar às 9h dos domingos, também repercute o tema.

Entre os assuntos, está o Acampamento Terra Livre – maior mobilização indígena da América e Latina – que ocorre entre os dias 5 e 11 de abril, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o encontro deste ano deve reunir milhares de indígenas de diversas regiões do país para discutir direitos territoriais, políticas públicas e os desafios enfrentados por eles diante do atual cenário político e ambiental.

Os programas Mosaico, Nacional Jovem e Natureza Viva também ganham transmissão pelas ondas da Rádio Nacional do Alto Solimões.

Serviço – Rádio Nacional na cobertura do Abril Indígena, por meio dos seguintes programas:

 - Mosaico

Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões – Segunda a sexta, às 12h30 (horário de Brasília) e 10h30 (horário local de Tabatinga/AM)

- Nacional Jovem

Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões – Segunda a sexta, às 13h30 (horário de Brasília) e 11h30 (horário local de Tabatinga/AM)

- Tarde Nacional

Rádio Nacional da Amazônia – Segunda a sexta, às 15h (horário de Brasília)

- Viva Maria

Rádio Nacional da Amazônia – Segunda a sexta, às 11h e 16h05 (horário de Brasília)

- Natureza Viva

Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional AM Brasília e Rádio Nacional do Alto Solimões – Domingos, às 9h (horário de Brasília) e 7h (horário local de Tabatinga/AM)

Como sintonizar a Rádio Nacional

- Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

- Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

- São Paulo: FM 87,1 MHz

- Recife: FM 87,1 MHz

- São Luís: FM 93,7 MHz

- Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC

- Alto Solimões: FM 96,1 MHz

 WhatsApp da Nacional

- Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201

- Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536

- Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568

- Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966 ]]></description>
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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Indígenas de todo o país começaram a chegar a Brasília nesse domingo (5) para participar da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte), no centro da capital federal.

Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), o evento vai até sábado (11) e é considerado a maior e mais importante mobilização do movimento no país. Segundo os organizadores, entre 7 mil e 8 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas, devem participar este ano.

Notícias relacionadas:Sensor do ar de baixo custo será lançado no Acampamento Terra Livre.Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após sua morte.Univaja e DPU denunciam tortura de indígena no Vale do Javari.O ATL costuma reunir representantes de grande parte dos 391 povos originários existentes no Brasil, bem como de outras nações, para debater a defesa dos territórios e denunciar as violações aos direitos indígenas. Nos últimos anos, a pauta se ampliou e o evento passou a acolher também a discussões sobre a participação político-eleitoral indígena, a crise climática e a defesa da democracia. Contudo, o eixo central das discussões segue sendo a necessidade de o Estado brasileiro reconhecer o direito dos povos originários à terra.

“Como todos os anos, estamos aguardando o governo federal anunciar a criação de novas terras indígenas”, disse à Agência Brasil o coordenador executivo da Apib, Dinamam Tuxá.


            
        
    
Coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Tuxá fala à Agência Brasil - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Segundo ele, após um período de quatro anos (2019-2022) no qual nenhuma nova terra indígena foi criada, o governo federal homologou, entre janeiro de 2023 e novembro de 2025, 20 novos territórios. Segundo a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), isso equivale a cerca de 2,5 milhões de hectares de terras protegidas em 11 unidades federativas.

“Mas seguimos nesta luta, nesse pleito pela garantia territorial”, acrescentou Dinamam, informando haver cerca de 110 áreas reivindicadas como terras da União de usufruto indígena em análise.


“Temos um passivo de demarcação muito alto e um cenário de muita violência e vulnerabilidade nas terras indígenas que governo algum conseguiu superar. Isso tem sido um fator motivador para os povos indígenas virem a Brasília apresentar nossas pautas”, destacou o coordenador da Apib.


Mobilização

O ATL também marca o início do chamado Abril Indígena, mês de mobilização nacional em que o movimento busca chamar a atenção para outras pautas, como a necessidade de mais investimentos em saúde e educação indígena. O tema da atual edição do acampamento é “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”.

“Estamos promovendo um amplo debate sobre diversos temas, como educação, saúde, relações internacionais com os povos indígenas de outros países, enfim, várias políticas públicas”, destacou Dinamam, confirmando a realização das tradicionais caminhadas pela Esplanada dos Ministérios.

 


            
        
    
Acampamento Terra Livre (ATL) chega à 22ª edição - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


A primeira marcha está agendada para a próxima terça-feira (7), contra propostas de lei que, segundo a Apib, contrariam os interesses dos povos originários, como a liberação da mineração em terras indígenas ou o estabelecimento do chamado marco temporal – tese jurídica segundo a qual os indígenas só têm direito aos territórios que ocupavam em outubro de 1988, quando a Constituição Federal foi promulgada.

As eleições de 2026 também vão pautar alguns dos principais debates do Acampamento Terra Livre, como o que ocorrerá na quinta-feira (9), na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós” – título do manifesto que a Apib publicou no ano passado, reafirmando o compromisso de seguir com o projeto de aldeamento da política, lançado há alguns anos.

“Vamos lançar o Campanha Indígena, uma iniciativa para dar um direcionamento às candidaturas lançadas por uma frente de partidos aliados ao movimento indígena. Vamos orientar os indígenas interessados para que se somem a esses partidos que têm defendido nossos direitos. E, durante todo o ano, vamos promover ações para alavancar estas candidaturas indígenas a fim de garantir a maior representação [indígena] no Congresso Nacional”, antecipou Dinamam.


            
        
    
Cotinha Guajajara está em Brasília para participar da da 22ª edição do Acampamento Terra Livre - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


Participação

Cotinha de Sousa Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco, em Grajaú (MA), junto com outros 67 indígenas da etnia Guajajara. O grupo percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros a bordo de dois ônibus para chegar a Brasília ainda no sábado (4). Ontem, Cotinha já estava instalada dentro da área cercada destinada ao evento, ajudando as companheiras de viagem a expor o artesanato que muitos indígenas trazem para vender durante o ATL.

“Viemos mais cedo. Teve boatos de que não ia ter [acampamento], mas, assim que as lideranças resolveram que ia acontecer, nós decidimos vir”, explicou Cotinha.


“Nossa expectativa é que áreas sejam demarcadas, homologadas ou ampliadas, principalmente no Maranhão. Isso é muito necessário. Nossa comunidade mesmo vive em área já homologada, mas a população aumentou e a área já não é suficiente”, comentou a maranhense.


Morando na capital federal desde janeiro, onde faz mestrado em educação na Universidade de Brasília (UnB), Oziel Ticuna compareceu ao acampamento neste domingo para rever amigos e aguardar a chegada dos representantes de sua comunidade, no Rio Alto Solimões, no Amazonas.


            
        
    
Oziel Ticuna é um dos participantes do Acampamento Terra Livre 2026 - Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil


“Como ela fica muito distante de Brasília, nós geralmente enviamos entre três e cinco representantes escolhidos entre nossas lideranças”, contou Oziel, que já participou de várias outras edições do evento, na condição de comunicador indígena. Oziel resumiu para a reportagem a importância do ATL.

“O acampamento trouxe uma nova forma de nos organizarmos, de trabalharmos coletivamente, com os povos ouvindo uns aos outros e tentando construir soluções para nossos problemas e proteger nossas culturas”, acrescentou. “Estaremos aqui para lutar pelo nosso povo.” ]]></description>
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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Acampamento, Terra, Livre, 2026, deve, reunir, mais, mil, participantes</media:keywords>
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<title>Inscrições para o programa Mais Médicos seguem até quarta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As inscrições para o 45º ciclo do projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB) podem ser feitas até quarta-feira (8). 

O projeto é voltado à atuação na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS), em regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, incluindo territórios indígenas, onde há escassez ou ausência de médicos

Notícias relacionadas:Inscrições para Mais Médicos Especialistas terminam no domingo.Mais Médicos Especialistas: inscrições terminam neste domingo.Prazo de inscrição no Mais Médicos Especialistas termina no dia 19.Os profissionais interessados em participar devem se inscrever por meio da Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento, com login da conta do portal Gov.br.

Os profissionais selecionados atuarão por até 48 meses, combinando atendimento direto à população com formação continuada.

Vagas

Neste novo edital (nº 24/2026), o Ministério da Saúde abriu 1.524 vagas.

São 1.351 vagas para equipes de Saúde da Família (eSF), 75 para equipes de consultório na rua e 98 para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Todos os médicos poderão participar; no entanto, os profissionais formados em instituições de educação superior brasileiras ou com diploma revalidado no Brasil terão prioridade na seleção e ocupação das vagas ofertadas pelo Mais Médicos.

O edital contempla três perfis principais:

perfil 1: médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado, com registro ativo no Conselho Federal de Medicina (CRM);

perfil 2: médicos brasileiros formados no exterior (intercambistas);

perfil 3: médicos estrangeiros com habilitação para atuar no exterior.

Os profissionais selecionados atuarão por 48 meses.

Bolsa-formação

O programa oferece uma bolsa-formação de R$ 14.121,63 para os médicos matriculados e com situação regular quanto às atividades educacionais previstas no projeto.

O médico participante deverá cumprir semanalmente com a carga horária de 44 horas de atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, com componente assistencial, nas unidades de saúde no município ou distrito em que for alocado.

No caso de o médico comprovar a necessidade de mudança de domicílio em razão da alocação em município diferente do seu domicílio, o Ministério da Saúde poderá conceder ajuda de custo, que não poderá exceder ao valor de três bolsas-formação.

Mais Médicos

Lançado em 2013 para suprir a falta de profissionais em regiões remotas e prioritárias de difícil acesso, atualmente, o Programa Mais Médicos para o Brasil conta com mais de 26 mil médicos em atuação em todo o país.

Saiba mais sobre as diversas estratégias federais para disponibilizar e fixar médicos em regiões prioritárias no site do Mais Médicos para o Brasil.

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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Audiência de jovem esfaqueada 15 vezes será realizada dia 15 de abril</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A jovem Alana Anísio, de 20 anos, foi esfaqueada 15 vezes dentro de casa, em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, no último dia 6 de fevereiro, porque se recusou a namorar o agressor que está preso. 

A primeira audiência do caso será no dia 15 de abril, às 14h, no Fórum Regional de Alcântara. Pela rede social, ela convoca um ato por justiça contra a tentativa de feminicídio.


Notícias relacionadas:Brasil atinge recorde de feminicídios em 2025: quatro mortes por dia.Centro vai integrar dados para combater violência contra mulheres.TV Brasil: documentários mostram luta feminina e violência doméstica.&#039;&quot;Como a maioria das vítimas de violência, a gente precisa abrir mão da nossa privacidade e do nosso momento após sofrer algo tão brutal para cobrar justiça”, escreveu na rede social Instagram.


“Relembro a todas que nós mulheres não estamos seguras na rua, nem no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, lugar onde a gente deveria estar segura&quot;, completou.

Para Alana, o que aconteceu não pode ficar impune e o agressor tem que receber a pena mais dura possível.


&quot;A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso &quot;não&quot; não seja aceito&quot;, escreveu ainda a jovem.


Alana ficou quase um mês internada na Clínica São Gonçalo e passou por várias cirurgias. Ela recebeu alta hospitalar no dia 4 de março e continua o tratamento em casa.   ]]></description>
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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Empresas deverão informar trabalhadores sobre cânceres e vacina</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A partir desta segunda-feira (6/4), empresas de todo o país deverão orientar seus funcionários sobre campanhas oficiais de vacinação contra o HPV e sobre o acesso a serviços de diagnósticos de cânceres de mama, próstata e de colo do útero.

Norma publicada hoje no Diário Oficial da União altera a Consolidação das Leis do Trabalho para incluir tal obrigação ao empregador.

Notícias relacionadas:Inca lança estudo para programa de rastreamento de câncer de pulmão.Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS.Março Azul: exames para rastrear câncer de intestino triplicam no SUS .As informações devem estar em conformidade com as recomendações do Ministério da Saúde.

Além disso, os trabalhadores devem ser informados sobre a possibilidade de deixar de comparecer ao serviço em casos de exames preventivos, sem prejuízo do salário.

Parceria

O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram parceria para que o laboratório público brasileiro passe a produzir medicamento avançado contra o câncer a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O acordo, divulgado no fim de março, é resultado de um edital lançado em 2024 pelo Ministério da Saúde.

O pembrolizumabe é uma terapia que estimula o sistema imunológico para identificar e combater as células cancerígenas.

Além disso, é uma alternativa de tratamento menos tóxica do que a quimioterapia tradicional, e tem demonstrado grande eficácia.  ]]></description>
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<pubDate>Mon, 06 Apr 2026 12:49:30 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>GRATUITAS &#45; TORRAS DE CAFÉS ESPECIAIS NA FENICAFÉ 2026</title>
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<description><![CDATA[ GRATUITAS, TORRAS ]]></description>
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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 15:35:31 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Rádio Nacional estreia nova temporada do programa Festa do Disco</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O programa Festa do Disco estreia sua nova temporada nesta quinta-feira (2), às 22h, na Rádio Nacional, com a participação do cantor e compositor Chico César nos dois primeiros episódios. Produzida e apresentada pela jornalista Cibele Tenório, a atração da emissora pública faz uma imersão nos bastidores da criação de álbuns que marcaram a história da música brasileira, revisitando tanto obras consagradas quanto produções contemporâneas. 

A cada edição semanal, Cibele recebe artistas, produtores, biógrafos e pesquisadores musicais, que desvendam histórias e curiosidades por trás desses trabalhos. Nos dois episódios que abrem a nova leva de programas, nesta quinta e no dia 9 de abril, a jornalista bate um papo com Chico César sobre seu primeiro disco, Aos Vivos. Além da entrevista, os ouvintes vão conferir as canções do álbum lançado em 1995. 

Notícias relacionadas:Rádio Nacional prepara série de entrevistas sobre 90 anos.Rádio Nacional FM começa 2026 com recorde de audiência em Brasília.No primeiro programa, Chico relembra a infância em Catolé do Rocha, as referências musicais que o formaram e o início da carreira em São Paulo apresentando-se em barzinhos até conseguir gravar seu álbum de estreia. O artista destaca também a surpresa e a perplexidade com o sucesso de Mama África, as comparações entre ele e Caetano Veloso e a maneira como suas composições passaram a ser disputadas por cantoras e intérpretes da música brasileira, como Daniela Mercury e Elba Ramalho. 

No segundo episódio, Chico César traz mais histórias sobre as inspirações de canções como Mulher, eu sei. O cantor também revela bastidores da gravação do disco e a repercussão do álbum após o lançamento. 

Nova temporada de Festa do Disco

Sempre com destaque para os clássicos da música brasileira, mas com espaço também para álbuns mais recentes, a nova temporada de 13 edições de Festa do Disco traz o baiano Lucas Santtana e seu recém-lançado Brasiliano, obra que marca as comemorações de seus 25 anos de carreira. O programa apresenta ainda clássicos como Gita, de Raul Seixas, sendo o entrevistado o produtor do disco Marco Mazzola, além de discos emblemáticos como Dom Salvador e a Abolição, com uma conversa com o músico Dom Salvador, que vive em Nova Iorque há muitos anos.

As novas edições também vão celebrar o pioneirismo da Rainha do Xaxado, Marinês, com seu álbum Nordeste e seu ritmo. O entrevistado será o maestro Marco Farias, filho da cantora. Outro destaque é a participação de Paulo César de Araújo, biógrafo de Roberto Carlos, sobre o disco Roberto Carlos, que marca a transição de Roberto do iê-iê-iê para uma fase mais madura como cantor.

Sobre o Festa do Disco

O programa Festa do Disco destaca semanalmente um álbum brasileiro emblemático em entrevistas com artistas, produtores e pesquisadores musicais. Os entrevistados são convidados a revelar bastidores, curiosidades, inspirações, contextos e o processo criativo de cada obra.

Conduzido pela jornalista Cibele Tenório, o bate-papo é intercalado pelas faixas do disco para que o ouvinte conheça também as canções de grandes álbuns da discografia nacional.

Festa do Disco vai ao ar na Rádio Nacional às quintas-feiras, às 22h. É possível também ouvir o programa pelo aplicativo Rádios EBC, disponível para download na Apple Store e Google Play. Além disso, os episódios do programa estão disponíveis no site https://radios.ebc.com.br/festa-do-disco.

Rádio Nacional 

A marca faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

Serviço

Festa do Disco - Estreia da nova temporada - quinta-feira, dia 02/04, às 22h, na Rádio Nacional

Rádio Nacional na internet e nas redes sociais

Site: https://radios.ebc.com.br 

Instagram: https://www.instagram.com/radionacionalbr 

Spotify: https://open.spotify.com/user/vpj3k8ogjwf1nkv4nap3tlruv 

YouTube: http://youtube.com/radionacionalbr 

Facebook: https://www.facebook.com/radionacionalbr 

X: https://x.com/radionacionalbr

Streaming: https://aovivo.ebc.com.br/embed-audio.html?emissora=radio-nacional-do-rio-de-janeiro

WhatsApp Nacional

- Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201 

- Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536 

- Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568 

- Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966 

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional

Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz

Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz

São Paulo: FM 87,1 MHz

Recife: FM 87,1 MHz

São Luís: FM 93,7 MHz

Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC

Alto Solimões: FM 96,1 MHz

Celular - App Rádios EBC para Android e iOS

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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Autismo: mulheres são as principais cuidadoras, revela pesquisa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Haja emoção nos olhos da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, quando presenciou o filho, João, de 18 anos, chegar a uma faculdade em Brasília, no Distrito Federal. “Era o sonho dele fazer o curso de jornalismo”.

Tamanha foi a realização que a mãe também resolveu se matricular e viver, com ele, a experiência da sala de aula. Ser parceirona de João em tudo é a razão da vida de Anaiara, muito antes do diagnóstico de autismo (de leve a moderado) no filho.

Notícias relacionadas:Senado aprova incentivo ao diagnóstico de autismo em adultos e idosos.Queima de fogos pode desencadear crise sensorial em autistas.Saúde cria grupo para propor ações de cuidados a pessoas com autismo.O laudo, que ele só teve com 8 anos de idade, foi a confirmação do que ela percebia no dia a dia e das necessidades principais do menino. Desde que João tinha dois anos de idade, Anaiara passou a correr diariamente por consultas de diferentes especialistas.

A mãe resolveu pedir demissão do trabalho e viver como autônoma para poder dar mais suporte ao menino. Trabalha noites, feriados e finais de semana para dar conta de tudo.


“Nada faria sentido se não fosse para ver a felicidade dele, e o seu crescimento, ver onde ele já chegou hoje”.


A vida impôs a ela mais desafios ainda depois que veio o divórcio do pai de João. A cuidadora da pessoa com autismo ser uma mulher, como no caso de Anaiara, é uma realidade brasileira. Esse é um dos resultados do Mapa do Autismo no Brasil que traz respostas de 23.632 pessoas de todos os estados.

Pesquisa

Os dados detalhados só serão publicados oficialmente na próxima quinta-feira, dia 9, uma semana após o dia de conscientização sobre o autismo, hoje (2). Dessas respostas, 18.175 são de pessoas responsáveis por uma pessoa autista, 2.221 são as responsáveis e também estão dentro do espectro. A pesquisa teve ainda 4.604 respostas de pessoas autistas acima dos 18 anos de idade.

O mapeamento inédito em cenário nacional foi uma iniciativa do Instituto Autismos, que é uma organização não governamental.


“A maior parte das cuidadoras são mulheres. E grande parte dessas mulheres não estão no mercado de trabalho. Isso fala muito sobre o cuidado”, adiantou a presidente do instituto, a musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, em entrevista à Agência Brasil.


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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Trump amplia retórica bélica contra Irã e minimiza alta do petróleo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em seu primeiro pronunciamento nacional desde o início da guerra, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira (1º) que as forças militares norte-americanas estão &quot;desmantelando sistematicamente&quot; a capacidade de defesa do regime do Irã e que os objetivos &quot;estratégicos centrais&quot; do conflito, iniciado há 32 dias, estariam próximos de serem atingidos.

Na declaração, de cerca de 20 minutos, Trump exaltou o que diz serem vitórias no campo de batalha e prometeu ampliar os ataques ao logos das próximas semanas, sem descartar negociações.  

Notícias relacionadas:Irã não nutre inimizade pelo povo dos EUA, diz Masoud Pezeshkian.Dólar retoma nível pré-guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã.Guerra contra o Irã é desnecessária e baseada em mentira, diz Lula.&quot;Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam. Mudança de regime não era nosso objetivo — nunca dissemos isso —, mas ela ocorreu em função da morte de praticamente todos os líderes originais. Todos morreram&quot;, disse o norte-americano.

&quot;O novo grupo é menos radical e mais razoável. Ainda assim, se nesse período não houver acordo, temos alvos estratégicos definidos.&quot;

Esses alvos, segundo ele, seriam usinas de geração de energia.


&quot;Não atacamos o petróleo, embora seja o alvo mais fácil, porque isso eliminaria qualquer chance de sobrevivência ou reconstrução&quot;, pontuou.


Em diversos momentos, sem apresentar evidências claras, Trump exagerou na retórica e afirmou ter &quot;destruído e esmagado&quot; forças militares iranianas, como a Marinha e a Força Aérea do país persa.

Apesar disso, não soube explicar porque o Estreito de Ormuz, passagem entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, por onde circulavam até 20% das exportações de petróleo, segue com acesso controlado e restrito pelos iranianos, com fortes impactos no preço internacional dos combustíveis.

A esse respeito, Trump declarou que os EUA não dependem do óleo comercializado por essa via disse que países que dependem devem se responsabilizar pelo acesso do canal marítimo.

&quot;Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso. Derrotamos e praticamente dizimamos o Irã. Eles estão devastados e os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz precisam cuidar dessa passagem.Nós ajudaremos, mas devem liderar a proteção do petróleo do qual dependem tanto&quot;, afirmou.

Aliados e alta petróleo

Trump agradeceu e citou o nome dos países aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. Esses países, que mantêm bases norte-americanas em seus territórios, têm sido alvo do Irã em retaliação aos ataques de Israel e EUA.

Sobre a alta do petróleo, o presidente dos EUA minimizou o problema, dizendo ser uma situação passageira.  

&quot;Muitos americanos têm se preocupado com o recente aumento no preço da gasolina aqui no país. Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais em países vizinhos que nada têm a ver com o conflito. Isso é mais uma prova de que o Irã jamais pode ser confiável com armas nucleares&quot;, afirmou.

Ao citar o tempo de duração da guerra para justificar sua continuidade, Trump comparou com outros conflitos militares históricos em que os EUA já se envolveram ao longo do último século. 

&quot;A participação americana na Primeira Guerra Mundial durou 1 ano, 7 meses e 5 dias. A Segunda Guerra Mundial durou 3 anos, 8 meses e 25 dias. A Guerra da Coreia durou 3 anos, 1 mês e 2 dias. A Guerra do Vietnã durou 19 anos, 5 meses e 29 dias. A Guerra do Iraque durou 8 anos, 8 meses e 28 dias. Estamos nessa operação militar poderosa, estratégica, há 32 dias. E esse país foi devastado, deixando de ser uma ameaça relevante. Este é um investimento real no futuro dos seus filhos e netos&quot;, afirmou.

Silêncio sobre protestos

No pronunciamento, Trump não citou as centenas de manifestações que reuniram milhões de norte-americanos, nas principais cidades do país, como Nova York, Dallas, Filadélfia e Washington, ao longo do último final de semana.

Os manifestantes, que protestaram inclusive em dezenas de cidades pequenas e médias, criticam o envolvimento do governo na guerra e as ações policiais voltadas para a deportação de imigrantes dos EUA.

É a terceira onda de protestos nos últimos meses e, de acordo com a imprensa norte-americana, o presidente vive sua pior avaliação desde o início do segundo mandato, há pouco mais de um ano, como cerca de um terço de aprovação apenas, de acordo com levantamentos de institutos de pesquisa de opinião. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Banco do Brasil prorroga até 30 de abril renegociação de dívidas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Banco do Brasil (BB) decidiu prorrogar até 30 de abril o prazo das condições especiais para renegociação de dívidas, após o bom desempenho das negociações realizadas ao longo de março. No mês passado, a instituição renegociou R$ 1,7 bilhão, resultado de mais de 180 mil acordos firmados com clientes em todo o país.

A extensão da iniciativa ocorre após a adesão ao mutirão nacional do setor bancário e, segundo o BB, reforça o compromisso da instituição com a recuperação da saúde financeira dos clientes e com o estímulo ao uso consciente do crédito. As condições especiais seguem disponíveis para pessoas físicas com pendências financeiras junto ao banco.

Notícias relacionadas:Clientes do Banco do Brasil podem renegociar dívidas até o fim do mês.As renegociações podem ser feitas por todos os canais de atendimento, sem necessidade de envio de documentos. O cliente pode acessar o serviço pelo aplicativo BB, pelo WhatsApp (61) 4004‑0001, nos terminais de autoatendimento, no site do banco, pela Central de Relacionamento ou diretamente nas agências.

A iniciativa também integra o conjunto de ações do Banco do Brasil voltadas à educação financeira. Entre elas está a ferramenta Minhas Finanças, disponível no aplicativo do banco e utilizada mensalmente por mais de 7 milhões de clientes, que permite acompanhar gastos, planejar o orçamento e organizar compromissos financeiros. Segundo o BB, o objetivo é contribuir para a redução da inadimplência e estimular hábitos financeiros mais saudáveis. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<item>
<title>Consumidor deve ficar atento à qualidade do bacalhau na Semana Santa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária do Rio (Ivisa-Rio) dá dicas importantes para os consumidores que optarem pelo tradicional bacalhau para o almoço da Semana Santa.

A orientação é que fiquem atentos à qualidade do pescado, se apresenta manchas avermelhadas ou pontos pretos, que indicam a presença de bactérias e/ou fungos. Além disso, o sal utilizado para a conservação do pescado deve ser grosso, uma vez que o fino é proibido.

Notícias relacionadas:Vigilância Sanitária orienta sobre compra de pescado na Semana Santa.Conheça os segredos do bacalhau, prato típico da Semana Santa.O consumidor também deve atenção aos peixes comercializados como bacalhau, mas que na verdade não pertencem a esta classificação. Somente as espécies Gadus morhua, conhecida no Brasil como Porto ou Porto Morhua, e Gadus macrocephalus, normalmente chamada de Portinho ou Codinho, são consideradas bacalhau legítimo.


“Os pecados Saithe, Ling e Zarbo são, muitas vezes, vendidos como bacalhau e são inclusive muito consumidos entre os brasileiros. Porém, esses tipos, que costumam ter um custo mais baixo, não são considerados bacalhau e devem ser comercializados como pescado salgado ou salgado e seco”, diz a presidente da Vigilância Sanitária Municipal, Aline Borges.


Para quem optar na compra do peixe fresco deve observar aparência e textura do produto: guelras avermelhadas, olhos que ocupam toda a órbita e escamas com aderência firme são bons sinais.

“O consumidor só deve comprar peixes com o ventre íntegro. Quando essa parte se rompe, é um alerta de estágio avançado de alteração. Além disso, para que o peixe tenha uma validade mais extensa, é preciso tirar as vísceras antes de armazená-lo”, afirma Aline.

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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Argentina ré por injúria racial no Rio está de volta ao seu país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar de Ipanema, na zona sul da capital fluminense, em janeiro deste ano, já está de volta ao seu país.

Segundo o jornal argentino La Nácion, a advogada pousou em Buenos Aires na noite desta quarta-feira (1).  

Notícias relacionadas:Justiça manda soltar turista argentina acusada de injúria racial.Polícia Civil prende argentina indiciada por injúria racial no Rio .À imprensa local, ela disse estar arrependida de ter reagido mal no episódio. Na denúncia, Agostina se referiu a um negro, empregado de um bar, de forma pejorativa, e ao deixar o estabelecimento usou a palavra &quot;mono&quot;, que em espanhol significa macaco, além de imitar os gestos do animal. 

Ainda de acordo com a promotoria, ela voltou a fazer ofensas racistas para os outros dois funcionários do bar, o que caracterizou três crimes.

Volta

Na terça-feira (31), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a volta da advogada a seu país natal, com a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica. No entanto, ela continuará respondendo ao processo de injúria racial. 

Ela chegou a ser presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro, mas foi solta com a ordem de usar tornozeleira eletrônica. 

Após ter retirado a tornozeleira eletrônica e pagar fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, determinada pela Justiça, a advogada argentina Agostina Páez, pode deixar o país.

O crime de injúria racial praticado pela advogada ocorreu em 14 de janeiro deste ano, em um bar da Rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, zona sul do Rio. Agostina Páez discutiu com funcionários do bar por causa de uma suposta cobrança indevida na conta. 

A argentina usou termos pejorativos e chamou um funcionário de momo, macaco em espanhol, e fez gestos imitando um macaco, registrados por uma câmera de segurança da região.

A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, determinou o pagamento da caução, entre outras medidas, para a advogada argentina deixar o país. 

A liminar foi expedida pelo desembargador Luciano Silva Barreto, relator do caso.  ]]></description>
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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Entenda as principais mudanças do Imposto de Renda 2026</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A declaração do Imposto de Renda 2026 tem mudanças neste ano. O contribuinte deve ficar de olho nesses alterações no momento de declarar valores, bens e ganhos. 

A série Tira-Dúvidas do IR 2026 explica as principais novidades. 

Rendimentos tributáveis

Notícias relacionadas:Saiba quem deve declarar Imposto de Renda em 2026.Uma das mudanças está na atualização dos limites da declaração. Agora, quem recebeu R$ 35.584 em rendimentos tributáveis no ano passado será obrigado a declarar. Em 2025, o valor era de R$ 33.888.

Atividade Rural

Para ganhos de receita bruta com atividade rural, o valor passou de R$ 169.440 para R$ 177.920.

Restituição

Outra mudança está relacionada à restituição por parte da Receita Federal. No ano passado, ela foi feita em cinco lotes. Neste ano, será em quatro, sendo que 80% dos contribuintes que têm direito à restituição devem receber nos dois primeiros lotes.

Ainda falando em restituição, há uma novidade: pessoas que não são obrigadas a declarar, mas têm direito à restituição de até R$ 1.000, poderão receber uma espécie de cashback da Receita Federal. 


&quot;A Receita Federal fará a restituição de forma automática para os seguintes contribuintes: que não estavam obrigados a entregarem a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2025, com direito à restituição de até R$ 1.000, com CPF regular e baixo risco fiscal, e que possuam chave Pix atrelada ao CPF. O crédito da restituição automática está previsto para acontecer em 15 de julho de 2026 pela chave Pix CPF&quot;, explica professor de Ciências Contábeis da UDF, Deypson Carvalho. 


Ganho com bets

É obrigatório o recolhimento do imposto de renda sobre ganhos com bets. A alíquota é de 15%, e deve incidir sobre os prêmios líquidos que excederem o valor da primeira faixa da tabela progressiva anual do Imposto de Renda, o que para a declaração de 2026 representa o valor de R$ 28.467,20.

&quot;Desta forma, o contribuinte tem de informar o rendimento e fazer o ajuste anual, bem como informar o saldo existente em 31 de dezembro na ficha de bens e direitos por meio do código 0602&quot;, disse Carvalho.

Outras mudanças

Informações como ganhos de renda variável, de gastos com saúde e de dependentes estarão disponíveis com mais exatidão na declaração pré-preenchida. Também será possível declarar raça e cor de dependentes e o nome social do declarante. 

&gt;&gt; Confira todos os episódios da série Tira-Dúvidas do IR 2026 ]]></description>
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<pubDate>Thu, 02 Apr 2026 10:18:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Irã não nutre inimizade pelo povo dos EUA, diz Masoud Pezeshkian</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em carta destinada &quot;ao povo dos Estados Unidos da América&quot; e &quot;aqueles que continuam a buscar a verdade&quot;, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que povo do país persa não nutre inimizade contra outras nações, incluindo o povo da América, da Europa ou de países vizinhos.

O longo texto, em inglês, foi publicado nesta quarta-feira (1º), em uma postagem na rede social X. O líder iraniano citou ter sofrido repetidas intervenções estrangeiras ao longo da história e disse buscar combater o que chamou de &quot;enxurrada de distorções e narrativas fabricadas&quot;.


Notícias relacionadas:Teerã desmente Trump e nega ter pedido cessar-fogo.Justiça argentina barra trechos da reforma trabalhista de Milei.Irã: França e Itália se unem à Espanha contra ações dos EUA e Israel.&quot;Os iranianos sempre traçaram uma distinção clara entre governos e os povos que eles governam. Este é um princípio profundamente enraizado na cultura iraniana e na consciência coletiva — não uma posição política passageira&quot;, diz Pezeshkian.


Bases militares dos EUA

O texto destaca que que Irã é uma das civilizações contínuas mais antigas da história humana e que, apesar das vantagens históricas e geográficas, o país &quot;nunca escolheu o caminho da agressão, da expansão, do colonialismo ou da dominação&quot;.

&quot;Dentro desse mesmo quadro, os Estados Unidos concentraram o maior número de suas forças, bases e capacidades militares ao redor do Irã — um país que, ao menos desde a fundação dos Estados Unidos, nunca iniciou uma guerra. Agressões americanas recentes lançadas a partir dessas mesmas bases demonstraram o quão ameaçadora essa presença militar realmente é. Naturalmente, nenhum país submetido a tais condições deixaria de fortalecer suas capacidades defensivas&quot;, enfatizou


&quot;O que o Irã fez — e continua a fazer — é uma resposta comedida, fundamentada na legítima autodefesa, e de forma alguma uma iniciativa de guerra ou agressão&quot;, prossegue o presidente iraniano.


Mais adiante, no texto, Masoud Pezeshkian pondera que as relações entre o Irã e os EUA nem sempre foram hostis, mas que acabaram se deteriorando quando os norte-americanos articularam um golpe de Estado para derrubar o então primeiro-ministro democraticamente eleito, Mohammad Mossadegh, no que ficou conhecida como Operação Ajax, com apoio do Reino Unido. 

O golpe ocorreu depois do governo iraniano da época decidir nacionalizar os recursos petrolíferos do país.

&quot;Esse golpe desestruturou o processo democrático iraniano, restaurou uma ditadura e semeou uma profunda desconfiança entre os iranianos em relação às políticas dos EUA. Essa desconfiança se aprofundou ainda mais com o apoio americano ao regime do xá, o respaldo a Saddam Hussein durante a guerra imposta dos anos 1980, a imposição das mais longas e abrangentes sanções da história moderna e, por fim, agressões militares não provocadas — duas vezes, inclusive em meio a negociações — contra o Irã&quot;, continua a carta do presidente persa.

Impacto destrutivo

Pezeshkian observou que todas essas pressões fracassaram em enfraquecer o Irã e argumentou que o país se fortaleceu em diversas áreas após a Revolução Islâmica.

&quot;As taxas de alfabetização triplicaram; o ensino superior se expandiu de forma significativa; avanços expressivos foram alcançados em tecnologia moderna; os serviços de saúde melhoraram; e a infraestrutura se desenvolveu em um ritmo e escala incomparáveis ao passado. Essas são realidades mensuráveis e observáveis, que existem independentemente de narrativas fabricadas&quot;, pontuou.

O presidente ressalta que, Ao mesmo tempo, o impacto destrutivo das sanções, da guerra e da agressão sobre a vida do &quot;resiliente povo iraniano&quot; não deve ser subestimado.

&quot;A continuidade da agressão militar e os bombardeios recentes afetam profundamente a vida, as atitudes e as perspectivas das pessoas. Isso reflete uma verdade humana fundamental: quando a guerra inflige danos irreparáveis a vidas, lares, cidades e futuros, as pessoas não permanecem indiferentes aos responsáveis&quot;, afirmou o líder iraniano.

Masoud Pezeshkian ainda pôs em dúvida se os interesses do povo norte-americano estão sendo realmente atendidos por essa guerra.


&quot;Havia alguma ameaça objetiva por parte do Irã que justificasse tal comportamento? O massacre de crianças inocentes, a destruição de instalações farmacêuticas de tratamento contra o câncer, ou vangloriar-se de bombardear um país &#039;de volta à idade da pedra&#039; serve a algum propósito além de prejudicar ainda mais a posição global dos Estados Unidos?&quot;, questionou.


Representante de Israel

O presidente do Irã afirmou também que o país buscou negociações e cumpriu todos os compromissos. &quot;A decisão de se retirar desse acordo, escalar rumo ao confronto e lançar dois atos de agressão em meio às negociações foram escolhas destrutivas feitas pelo governo dos EUA — escolhas que serviram às ilusões de um agressor estrangeiro&quot;.

Atacar a infraestrutura vital do Irã, incluindo instalações energéticas e industriais, atinge diretamente o povo iraniano, reforçou Pezeshkian. Ele questionou se os EUA não estão sendo manipulados por Israel na promoção deste conflito

&quot;Não é verdade que Israel, ao fabricar uma ameaça iraniana, busca desviar a atenção global de seus crimes contra os palestinos? Não é evidente que Israel agora pretende lutar contra o Irã até o último soldado americano e até o último dólar do contribuinte americano — deslocando o ônus de suas ilusões sobre o Irã, a região e os próprios Estados Unidos, em busca de interesses ilegítimos?&quot;, indagou.

&quot;Convido vocês a olhar além da máquina de desinformação — parte integrante dessa agressão — e, em vez disso, conversar com aqueles que visitaram o Irã. Observem os muitos imigrantes iranianos bem-sucedidos — formados no Irã — que hoje lecionam e realizam pesquisas nas universidades mais prestigiadas do mundo, ou contribuem para as empresas de tecnologia mais avançadas no Ocidente. Essas realidades correspondem às distorções que lhes são apresentadas sobre o Irã e seu povo?&quot;, concluiu Masoud Pezeshkian.

Um mês de guerra

Os ataques combinados de Estados Unidos e Israel contra o território iraniano completaram um mês nesta semana, ainda sem perspectiva concreta de um acordo que ponha fim ao conflito.

Autoridades importantes do país persa estão entre os mortos, incluindo o líder supremo, Ali Khamenei.

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota controlada pelo Irã por onde circulam cerca de 20% dos carregamentos de petróleo no mercado internacional. Como consequência, o preço no barril já aumentou cerca de 50%. Pesquisadores já apontam riscos ambientais e climáticos associados ao conflito.

Ainda nesta quarta, o presidente dos EUA, Donald Trump, fará um pronunciamento à nação para tratar sobre a guerra. A mensagem, ao vivo, deve ir ao a partir das 22h (horário de Brasília). ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Em balanço, Marina destaca queda do desmatamento e maior fiscalização</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em discurso de mais de 50 minutos lido nesta quarta-feira (1º), em Brasília, a ministra Marina Silva se despediu do comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Foi a terceira passagem dela pela pasta, todas nomeadas em mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marina Silva fez um balanço de gestão de 39 meses, de 1º janeiro de 2023 a 1º de abril de 2026. O discurso abordou a retomada da liderança do Brasil na agenda global sobre o meio ambiente, apresentou dados sobre a redução do desmatamento em biomas ameaçados e tratou da recuperação institucional de sua pasta.


Notícias relacionadas:Criação de autoridade climática é prioridade de Lula, diz Marina Silva.Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições.“Quando chegamos, em janeiro de 2023, encontramos uma estrutura que precisava ser reconstruída em sua capacidade política, ética, técnica, administrativa e operacional. Ao longo desse período, recompusemos o Estado ambiental brasileiro com a incorporação de mais de 1.557 servidores ao sistema MMA, distribuídos entre Ibama, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro”, disse.


Segundo ela, no período, o orçamento anual da pasta mais que dobrou – cresceu 120%, ao passar de R$ 865 milhões, em 2022, para R$ 1,9 bilhão, em 2025. “Reconstrução institucional significa gente, orçamento, governança e capacidade de execução”, destacou.

O aumento do orçamento, a recuperação do MMA e dos órgãos vinculados geraram efeitos, de acordo com Marina Silva.


“Em 2025, na comparação com 2022, o desmatamento caiu 50% na Amazônia e 32,3% no Cerrado, evitando a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente. No ciclo mais recente de alertas, de agosto de 2025 a fevereiro de 2026, houve uma nova redução de 33% na Amazônia e de 7% no Cerrado.”


“Se continuarmos nesse ritmo, mesmo neste período tão desafiador, temos a perspectiva de alcançar a menor taxa da série histórica”, acrescentou.

 


            
        
    
Ao lado no novo titular do MMA, João Paulo Capobianco, Marina Silva faz balanço dos 39 meses à frente da pasta - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


Com ampliação das equipes e aumento dos recursos financeiros, houve maior atuação nas áreas mais ameaçadas. Entre 2022 e 2025, o Brasil passou a ter 3,4 milhões de hectares em processo de recuperação da vegetação nativa.

“As ações de fiscalização do Ibama na Amazônia cresceram 80% e as do ICMBio, 24%, na comparação com 2022. As áreas embargadas na Amazônia aumentaram 51% pela atuação do Ibama e 44% pela do ICMBio. A área de mineração ilegal na Amazônia foi reduzida em 50%“, contabilizou Marina.

Além de prestar contas e apresentar resultados, o discurso marcou a passagem do comando do MMA. Decreto presidencial publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta noite nomeia João Paulo Ribeiro Capobianco como novo titular da pasta. Segundo Marina, a nomeação garantirá “a continuidade das políticas adotadas no governo do presidente Lula nos últimos anos”.

Ela disse que encara “a ação política como serviço” e afirmou que “não é otimista ou pessimista”, mas “persistente”. “A gente caminhou e só caminhou porque somos todos anjos com uma só asa e a gente só consegue voar quando estamos abraçados. A imagem muda quando a realidade muda. E a realidade mudou”, avaliou.

Para Marina Silva “não existe civilização se o negacionismo prevalece. Se prevalece, talvez não exista nem planeta.” ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>EBC lança edital para programas radiofônicos independentes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta quarta-feira (1º) o Edital de Chamada Pública com o objetivo de selecionar propostas de programas radiofônicos independentes para compor a programação das emissoras de rádio da EBC e das integrantes da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Confira o edital.

Podem participar do Edital de Chamada Pública as emissoras integrantes da RNCP. Também é permitida a inscrição de mais de uma proposta por proponente, desde que submetidas separadamente. As inscrições devem ser encaminhadas até 30 de abril, por meio do e-mail: radios@ebc.com.br.

Notícias relacionadas:Evento da EBC reúne rádios e TVs públicas de todo o país em maio no RJ.Rádio Nacional prepara série de entrevistas sobre 90 anos.Rádio Nacional FM começa 2026 com recorde de audiência em Brasília.Entre os focos dessa iniciativa estão a ampliação e a pluralidade na programação das emissoras; o fomento à produção independente e regional; o fortalecimento da integração entre as emissoras da RNCP; e a promoção de conteúdos de interesse público, com caráter educativo, cultural e informativo.

Avaliação das propostas

Após o período de submissão dos conteúdos, que devem seguir as orientações para cada veículo de acordo com o proposto no edital, os projetos serão analisados por uma comissão composta pelas equipes das rádios MEC e Nacional, além de representantes da Rede Nacional de Comunicação Pública, e aprovados pelo Comitê de Programação e Rede (CPR) da EBC.

Resultado

O resultado do Edital de Chamada Pública tem data prevista para 18 de maio, durante o Encontro da Rede Nacional de Comunicação Pública, no Rio de Janeiro. Posteriormente, os contemplados serão divulgados nos canais oficiais da EBC.

A veiculação inicial dos programas selecionados será a partir de 1º de julho. Fica a cargo da EBC a definição da grade, dos horários e da periodicidade das atrações.

O Edital de Chamada Pública é produzido pela Gerência Executiva de Rádios, em parceria com a Gerência Executiva de Integração de Conteúdos e Rede. A iniciativa também faz parte das ações que compõem o aniversário de 90 anos da Rádio Nacional, celebrado em setembro de 2026. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>DF tira parte da área da Serrinha do Paranoá de plano para salvar BRB</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta quarta-feira (1º) a retirada de parte da área da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis públicos que serão dados como garantia de empréstimos para salvar o Banco de Brasília (BRB).  

A medida tinha sido proposta por Ibaneis Rocha, ex-governador que deixou o cargo nesta semana e foi substituído por Celina, até então vice-governadora. O uso dos imóveis também tinha sido aprovado pela Câmara Legislativa do DF. 

Notícias relacionadas:Em balanço, Marina destaca queda do desmatamento e maior fiscalização.Criação de autoridade climática é prioridade de Lula, diz Marina Silva.Governo apresenta plano para desenvolver bioeconomia no país.A inclusão da Serrinha na lista de imóveis que seriam vendidos para cobrir o rombo do banco público, envolvido nas fraudes do Banco Master, foi criticada por ambientalistas, acadêmicos, integrantes de entidades civis e moradores da região. 

Localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá, a Serrinha é um extenso trecho de cerrado nativo que abriga 119 minas d’ água que contribuem para abastecer o Lago Paranoá, manancial estratégico de onde é captada parte da água fornecida à população do DF.  

De acordo com a assessoria do governo do DF,  uma parte da área de proteção ambiental localizada na Serrinha será desvinculada da proposta para assegurar a preservação da região, “considerada sensível e de grande relevância ecológica”.

A governadora também determinou que a Secretaria de Meio Ambiente adote providências para criar o Parque da Serrinha, “garantindo a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável”.  Porém, a área de proteção a ser retirada da proposta e transformada em parque não foi informada.

Entenda o caso 

Em março, a Justiça Federal já havia proibido o GDF de vender a área ambiental como medida de socorro ao BRB. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apontou risco de subavaliação de áreas.  

O banco estatal enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.   ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>PM relata ao STF troca do carregador da tornozeleira de Bolsonaro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Polícia Militar do Distrito Federal informou nesta quarta-feira (1°) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma ocorrência de troca do carregador da tornozeleira eletrônica de monitoramento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O ex-presidente cumpre prisão domiciliar de 90 dias e deve permanecer com o equipamento carregado 24 horas por dia.

Notícias relacionadas:Empresário é acusado de pagar R$ 4,5 mil por dados de ministros do STF.Moraes marca depoimento de Eduardo Bolsonaro em processo no STF .PF realiza operação contra acusados de vazar dados de ministros do STF.O motivo da troca do carregador não foi informado pela PM, que é responsável pela vigilância da casa de Bolsonaro.

De acordo com as informações enviadas ao Supremo, o carregador foi trocado na madrugada de domingo (29), de 00h34 às 01h03.

A policial penal Rita de Cassia Gaio foi responsável pela troca do componente. A servidora ficou conhecida, no ano passado, por ter entrado na residência de Bolsonaro após o ex-presidente ter tentado violar a tornozeleira com um ferro de solda.

A partir das informações prestadas pela PM, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, poderá solicitar mais esclarecimentos sobre os motivos que levaram à troca do carregador. 

Bolsonaro cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo federal faz mais duas trocas em ministérios antes das eleições</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Mais dois ministros do governo federal deixaram formalmente seus cargos nesta quarta-feira (1º). Edição extra do Diário Oficial da União (DOU) trouxe as exonerações de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de Renan Filho do Ministério dos Transportes.

Ambos concorrerão a cargos eletivos em outubro. Marina pode sair candidata ao Senado pelo estado de São Paulo, enquanto Renan deve concorrer ao governo de Alagoas, estado que ele já governou.

Notícias relacionadas:Saiba quais ministros deixam os cargos para disputar as eleições.Lula se despede de ministros e confirma Alckmin como vice em chapa.No Ministério do Meio Ambiente, o comando passa a ser de João Paulo Capobianco, então secretário-executivo da pasta e braço-direito de Marina Silva.

Na pasta dos Transportes, quem assume é George Palermo Santoro, que também ocupava o cargo de secretário-executivo, que é justamente o segundo na hierarquia do ministério.

Ao todo, cerca de 18 dos 37 ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva terão saído dos cargos para disputar as eleições.

Trata-se de uma exigência da legislação eleitoral, segundo a qual ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data das eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril, já que o 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro.

A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Diretriz contraindica tratamento farmacológico isolado para obesidade</title>
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				Nova diretriz da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) recomenda que o tratamento farmacológico não usado isoladamente, mas sempre associado a mudanças de estilo de vida, com aconselhamento nutricional e estímulo à atividade física. 

A orientação faz parte de documento que reúne 32 recomendações para o cuidado com a obesidade

Notícias relacionadas:Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro.Inca lança estudo para programa de rastreamento de câncer de pulmão.Morre paciente que recebeu transplante de órgão com HIV em 2024.O documento define como principais critérios para indicação da remédios o Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m² ou IMC maior ou igual a 27 kg/m² em pessoas com complicações relacionadas à adiposidade. O IMC pode ser calculado no site da associação.

Em situações específicas, o texto ainda admite considerar tratamento mesmo independentemente do IMC, quando há aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura associado a complicações.

“O médico passou a lidar com um cenário terapêutico mais amplo e com decisões que exigem avaliação cada vez mais individualizada. Esta diretriz transforma esse avanço científico em orientação prática, oferecendo mais subsídio para a conduta clínica e mais segurança para o cuidado dos pacientes”, ressaltou o presidente da Abeso, Fábio Trujilho.

A nova diretriz foi elaborada por um grupo multidisciplinar formado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas e traz as orientações organizadas por classes de recomendação e níveis de evidência.

“O documento traz direcionamentos para cenários como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, o que aproxima a recomendação científica das perguntas reais do consultório”, destacou um dos coordenadores da nova diretriz, Fernando Gerchman.

As novas diretrizes reforçam ainda os alertas sobre quando um medicamento não é indicado e chama a atenção para o uso de substâncias sem evidências robustas de eficácia e segurança demonstradas em ensaios clínicos, fórmulas magistrais e produtos manipulados para o tratamento da obesidade, incluindo formulações com diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG).

A íntegra das novas diretrizes pode ser lida aqui. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Dólar retoma nível pré&#45;guerra e Bolsa sobe com possível acordo com Irã</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O dólar voltou a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio, e a bolsa fechou em leve alta nesta quarta‑feira (1º), em um pregão marcado pelo maior apetite ao risco global. Investidores reagiram a sinais de que os Estados Unidos e o Irã podem avançar para um acordo que leve ao fim do conflito, reduzindo temores sobre energia, inflação e fluxos financeiros internacionais.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,157, com queda de R$ 0,022 (-0,43%). Pela manhã, a moeda encostou em R$ 5,17 por diversas vezes, mas acelerou a queda durante a tarde, chegando a R$ 5,14 por volta das 14h.

Notícias relacionadas:Produção de petróleo e gás natural do Brasil bate recorde em fevereiro.Petrobras anuncia que vai parcelar reajuste do querosene de aviação.Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em 55%.A cotação está em níveis semelhantes aos da última semana de fevereiro, antes da escalada militar no Oriente Médio.  A divisa cai 1,42% na semana e 6,06% no acumulado do ano.

O movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais” se necessário. As falas alimentaram a expectativa de cessar‑fogo, apesar de o governo iraniano negar oficialmente ter feito qualquer solicitação nesse sentido.

No exterior, o dólar também operou em baixa. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde, refletindo ganhos de moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

Bolsa

O mercado de ações agiu com mais moderação em relação à possibilidade de fim do conflito. O índice Ibovespa, da B3, fechou a quarta-feira aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%.

A valorização foi puxada principalmente por ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros, em um ambiente visto como mais favorável a cortes adicionais da Taxa Selic (juros básicos da economia), caso o cenário externo siga menos turbulento.

Petróleo

Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo fechou em queda, refletindo a aposta de que o conflito possa caminhar para uma solução diplomática, com redução dos riscos de interrupção da oferta, especialmente no Estreito de Ormuz.

O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, encerrando a US$ 100,12 o barril, enquanto o Brent para junho, referência para o mercado brasileiro, caiu 2,70%, para US$ 101,16. Durante o pregão, o Brent chegou a ser negociado abaixo dos US$ 100.

Apesar do alívio recente, os preços do petróleo continuam elevados e sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. Dados de estoques nos Estados Unidos ajudaram a conter perdas mais acentuadas, mas o mercado permanece atento ao pronunciamento de Trump, previsto para a noite, e a qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.

*Com informações da Reuters ]]></description>
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<pubDate>Wed, 01 Apr 2026 21:45:29 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>MP da subvenção de R$ 1,20 no diesel sai esta semana, diz Durigan</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Fazenda deve publicar ainda nesta semana a medida provisória que cria um subsídio ao diesel importado, com desconto de R$ 1,20 por litro. A informação foi confirmada nesta terça-feira (31) pelo ministro Dario Durigan, que afirmou que o governo tenta garantir a adesão de todos os estados antes da publicação.

“Eu ainda aguardo que eles adiram para que todo mundo participe”, disse o ministro, ao comentar que dois ou três estados ainda resistem à proposta.

Busca por consenso

Notícias relacionadas:ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação.Fazenda pede que Receita Federal automatize declaração anual do IR.Brasil cria 255,3 mil postos de trabalho em fevereiro, aponta Caged.Apesar da tentativa de unanimidade, Durigan destacou que a medida não depende da adesão total dos governadores para entrar em vigor.

“Eu gostaria que tivesse unanimidade para que a gente fizesse o quanto antes, sem qualquer tipo de ruído ou de questionamento. Mas ainda que busquemos unanimidade, a gente não precisa de unanimidade”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo está próximo de alcançar consenso entre os estados, após negociações conduzidas nos últimos dias.

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Divisão custos

A proposta prevê que o custo total de R$ 3 bilhões, ao longo de dois meses, seja dividido igualmente entre a União e os estados. Cada ente – União e estado – arcaria com R$ 0,60 por litro subsidiado.

A iniciativa tem como objetivo conter a alta dos combustíveis e evitar riscos de desabastecimento, diante da defasagem entre os preços internos e o mercado internacional.

Medida temporária

O subsídio deve valer entre abril e maio e foi desenhado como resposta aos impactos da alta do petróleo, influenciada por tensões no Oriente Médio.

Segundo Durigan, há entendimento entre os governadores de que a ação é pontual. “Os governadores entenderam que é uma medida limitada e temporária”, disse.

Pressão externa

O aumento dos preços dos combustíveis está ligado ao cenário internacional, especialmente aos conflitos no Oriente Médio, que elevaram o valor do barril de petróleo e pressionaram os custos no Brasil.

Nesse contexto, o governo federal busca alternativas emergenciais para reduzir os impactos sobre consumidores e setores produtivos.

Inadimplência

Durigan também comentou as medidas para reduzir a inadimplência em estudo pelo governo. Ele disse ter recebido um diagnóstico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) sobre onde está a maior parte do endividamento da população e disse que está se reunindo com outros ministérios para definir um pacote de ajuda.

Segundo o ministro, ainda não há data para o lançamento das medidas porque os estudos estão em fase inicial. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Durigan um conjunto de ações para diminuir a inadimplência no país.

De acordo com os números mais recentes do Banco Central (BC), o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,7% da renda anual em janeiro, próximo do recorde de 49,9% registrado em julho de 2022. O indicador compara a dívida total de um lar com a renda da família em um ano.

A parcela da renda das famílias comprometida com as instituições financeiras subiu de 26,9% em dezembro para 27,1% em janeiro. O indicador mede o quanto da renda mensal as famílias usam para pagar as parcelas. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:52 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>ABDI tem R$ 6,8 milhões em editais e bolsas com foco em inovação</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) está com inscrições abertas ou com início esta semana para participação em editais e seleção de bolsistas em iniciativas com foco na inovação, transformação digital e fortalecimento da competitividade do setor produtivo. No total, as bolsas e editais somam mais de R$ 6,8 milhões.

“As iniciativas contemplam diferentes áreas estratégicas, como a digitalização de pequenos negócios, o uso de inteligência artificial na indústria, soluções em saúde digital e o incentivo à pesquisa aplicada, com prazos em andamento para participação”, destaca a agência, cujo objetivo é promover a execução de políticas de desenvolvimento industrial, que contribuam para a geração de empregos no Brasil.

Notícias relacionadas:BNDES anuncia R$ 10 bilhões para indústria 4.0 e bens de capital verde.Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%.Prêmio Finep de Inovação mostra avanços na regionalização dos recursos.O edital do programa E-commerce.BR é o que reúne o maior volume de recursos, R$ 3,94 milhões. A publicação está prevista para quinta-feira (2 de abril) e é voltada para a seleção de soluções inovadoras voltadas “à inserção e à expansão de micro, pequenas e médias empresas e microempreendedores individuais no comércio eletrônico”.

A seleção, realizada em parceria entre a ABDI e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), vai priorizar soluções das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. As inscrições poderão ser feitas na página do programa.

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A iniciativa tem o objetivo de contribuir para a redução de desigualdades regionais. O edital parte da constatação de que houve uma queda da participação dessas regiões nas vendas on-line, de 11,28% para 8,65%, de 2023 para 2024. Os dados são do Observatório do Comércio Eletrônico Nacional.

Na área de inteligência artificial estão abertas, até o dia 5 de maio, as inscrições para o Desafio Brasileiro de Inteligência Artificial para o Setor Produtivo. O concurso vai distribuir R$ 1,5 milhão aos 30 melhores projetos que apresentem soluções baseadas em Inteligência Artificial (IA) para solucionar desafios reais da indústria.

Destinado a empresas de base tecnológica e startups, o edital do desafio selecionará projetos que resolvam problemas específicos relacionados ao núcleo do negócio produtivo em unidades das indústrias extrativa, de transformação, de máquinas e equipamentos, de eletricidade e gás e da construção civil.

“Além das soluções premiadas, a iniciativa resultará na criação de um Hub de Inovação em IA e de um Portfólio Nacional de Soluções em Inteligência Artificial para a Indústria, plataforma on-line que reunirá tecnologias, resultados e potenciais de replicação”, diz a ABDI. Mais informações podem ser obtidas na página do Desafio Brasileiro de IA.

Já na área da saúde, o Concurso de Inovação em Saúde Digital prevê R$ 1,27 milhão para a seleção e implantação de soluções voltadas a desafios reais da rede pública no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/Ebserh), que atuará como ambiente de experimentação, validação e difusão das tecnologias, com foco no monitoramento da jornada do paciente no centro cirúrgico ou a implementação de um sistema inteligente de gestão de estoques hospitalares.

O edital será publicado na quarta-feira (1ª), quando também começam as inscrições. O prazo vai até o dia 15 de maio, via Plataforma Prosas. O concurso, que integra a estratégia de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), busca propostas capazes de impulsionar a transformação digital, qualificar a assistência e aumentar a eficiência dos serviços.

A iniciativa é resultado de um convênio entre a ABDI, o HUB-UnB/Ebserh e a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), responsável pela gestão dos recursos.

Bolsas

Os interessados em concorrer à Bolsa ABDI de Pesquisa em Economia Industrial podem se inscrever até o dia 30 de abril. No total, serão destinados R$ 174 mil para premiar projetos de estudantes de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado voltados aos desafios contemporâneos da política industrial, da transformação produtiva e da competitividade no país.

Nesta primeira edição, será contemplado apenas um projeto por categoria, e todos deverão abordar o tema “O papel da política industrial na transformação estrutural da economia”. As inscrições devem ser feitas pelo endereço https://www.abdi.com.br/abdibolsapesquisa/.

“A iniciativa busca aproximar a produção acadêmica das demandas reais da indústria, incentivando pesquisas com aplicação prática em áreas estratégicas como indústria 4.0, digitalização, inteligência artificial e transição energética, além de fortalecer o diálogo entre governo, setor produtivo e comunidade científica”, informou a agência de desenvolvimento. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:52 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lei decreta fim da lista tríplice para escolha de reitores</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na segunda-feira (30), a Lei 15.367/2026 que muda o processo de escolha de reitores das universidades. A lei foi publicada na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (31).

A medida põe fim ao modelo da lista tríplice e estabelece que o presidente da República deverá nomear para reitoria da universidade o candidato mais votado na consulta realizada pela comunidade acadêmica.

Notícias relacionadas:Lula sanciona lei que amplia licença-paternidade.Lei reestrutura carreiras no Executivo e cria mais de 24 mil cargos.Lula deve enviar nesta terça ao Senado indicação de Messias ao STF .Na cerimônia de sanção da lei, o ministro da Educação, Camilo Santana, classificou o momento como histórico aos reitores das universidades.


“É o fim da lista tríplice nas nossas universidades federais para que nunca mais um reitor seja eleito e não tome posse nesse país”, comemorou o ministro Camilo Santana.


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Autonomia 

Há anos, a mudança era reivindicada por entidades ligadas à educação e ao movimento estudantil. Entre elas, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra); e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). 

A União Nacional dos Estudantes (UNE) considerava inconstitucional a existência das referidas listas. 

A nova legislação também revoga dispositivos da lei de 1968, que historicamente serviram de base para o sistema de lista tríplice nas universidades.

Antes havia uma consulta à comunidade universitária, que envolvia docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos, e as instituições encaminhavam ao governo federal uma lista tríplice com os candidatos a reitor.  

A partir dessa lista, o presidente da República escolhia qualquer um dos nomes indicados, mesmo que não tenha sido o mais votado.

A Andifes contabiliza que, de 2019 a 2021, das 50 nomeações feitas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, 18 foram de reitores que não haviam vencido as consultas realizadas internamente nas instituições, situação que gerou tensões e protestos das comunidades acadêmicas.

Com o texto sancionado, esse procedimento muda, e a exigência da lista tríplice deixa de existir.

Eleição

A eleição para a reitoria será direta com a inscrição de chapas para reitor e vice-reitor. 

Poderão votar a comunidade acadêmica, composta de seus docentes e servidores técnico-administrativos, ocupantes de cargos efetivos e em exercício, bem como os estudantes com matrícula ativa em cursos regulares.

O processo de eleição será regulamentado por colegiado constituído especificamente para esse fim.

Quem pode se candidatar

Para concorrer ao cargo máximo de uma universidade federal, não basta ser professor, sendo requisitos:


	vínculo efetivo: o docente deve ser de carreira e estar em exercício (não pode ser professor substituto ou visitante).
	titulação ou hierarquia


o candidato deve cumprir pelo menos uma dessas condições:


	ter o título de doutor (independente do tempo de carreira).
	estar no topo da carreira: ser professor titular ou professor associado 4 (o último nível antes de titular).
	professores titulares-livres: também podem se candidatar aqueles que entraram na instituição já no cargo isolado de professor titular-livre e estejam em exercício.


Peso dos votos

Outra alteração na indicação de reitores determinada pela lei é o fim da regra que estabelecia peso de 70% para o voto docente na escolha das reitorias nas universidades federais.

O texto também permite que, conforme as normas de cada universidade, representantes de entidades da sociedade civil participem do processo de votação.

O processo de eleição e a definição do peso do voto de cada segmento da comunidade acadêmica, bem como, se for o caso, de representantes de entidades da sociedade civil, serão regulamentados por colegiado constituído especificamente para esse fim.

Posse

Após eleição direta, os reitores e vice-reitores das universidades federais serão nomeados pelo presidente da República, para mandato de quatro anos, permitida uma recondução para o mesmo cargo, em novo processo de votação.

Os diretores e vice-diretores de unidades universitárias serão nomeados pelo reitor, define a nova lei. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:51 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Estudo aponta fatores estruturais para inflação de alimentos no Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um estudo divulgado nesta terça-feira (31) pela organização não governamental ACT Promoção da Saúde, em parceria com a Agência Bori, mostra que a inflação de alimentos no Brasil se configura como um fenômeno estrutural, que encarece mais os produtos frescos em comparação com os ultraprocessados. 

O levantamento foi elaborado pelo economista Valter Palmieri Junior, doutor em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Notícias relacionadas:Fatores sociais empurram famílias para ultraprocessados, diz pesquisa.Prévia da inflação de março fica em 0,44%, pressionada por alimentos.Segundo ele, a inflação dos alimentos no Brasil não pode ser atribuída exclusivamente a questões sazonais ─ oscilações temporárias que tendem a se corrigir espontaneamente quando a estação muda. O estudo aponta o exemplo de alta no preço do tomate durante a entressafra.

O economista também defende que a inflação dos alimentos não pode ser só explicada por fatores conjunturais, que seriam variações por eventos não recorrentes, que podem durar meses ou poucos anos. Um exemplo é a desvalorização súbita do câmbio.

O estudo classifica a inflação da alimentação como estrutural, composta por pressões permanentes que não se resolvem sozinhas e exigem mudanças no modo como a economia está organizada.


“A inflação é estrutural, pois não decorre apenas de choques temporários, é específica, porque está associada às características históricas do modelo de desenvolvimento brasileiro”, escreve o pesquisador no estudo.


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Alta acima da inflação

Em quase 20 anos, o custo da alimentação do brasileiro subiu 302,6%, ou seja, multiplicou por quatro, enquanto a inflação geral do país foi de 186,6%. Isso significa que, de junho de 2006 a dezembro de 2025, o encarecimento da comida supera em 62% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conhecido como inflação oficial.

Para efeito de comparação, Palmieri Junior mostra que nos Estados Unidos, no mesmo período, o nível de preços dos alimentos ficou cerca de 1,5% acima da inflação geral.

O pesquisador ressalta que no Brasil, quando acontece algum tipo de crise e os preços dos alimentos sobem muito, há resistência de recuo.


“Aumentar é fácil, mas depois, em algum momento, cair um pouco, isso é muito difícil. Vi isso em relação a alguns outros países”, disse em conversa com jornalistas para apresentar o estudo.


Ao detalhar os grupos alimentícios do custo da comida no Brasil, a pesquisa revela que os itens que mais subiram foram: 


	Tubérculos, raízes e legumes (359,5%), 
	Carnes (483,5%) e 
	Frutas (516,2%) 


Saudáveis x ultraprocessados

O levantamento mostra que a perda do poder de compra é mais sentida em alimentos in natura.


“Se uma pessoa destinasse, por exemplo, 5% do salário mínimo para comprar alimentos em 2006, hoje, com essa mesma proporção, ela conseguiria levar mais produtos ultraprocessados e menos alimentos saudáveis”, diz.


Entre 2006 e 2026, o poder de compra para frutas caiu cerca de 31%; e para hortaliças e verduras, 26,6%.

Já para compra de refrigerantes (+23,6%) e embutidos como presunto (+69%) e mortadela (+87,2%), aumentou.

Pelo lado dos ultraprocessados, o economista explica que o barateamento está associado ao fato de ter elementos como os aditivos, “que são industriais, com menos oscilação de preço”. Outro ponto é o fato de serem cultivos de “monotonia”, quando o solo é usado insistentemente para poucos tipos de alimentos, o que reduz a resiliência do cultivo.

“Poucos ingredientes básicos, como trigo, milho, açúcar e óleo vegetal, passam a ser transformados em milhares de produtos distintos por meio da adição de aditivos químicos”, diz.

Para o professor, o menor efeito da inflação nos alimentos ultraprocessados direciona as escolhas, fazendo as pessoas a comprar produtos menos saudáveis.

“Você vai tendo uma mudança nos padrões de consumo a partir disso”.

Uma pesquisa divulgada hoje pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou os fatores que impulsionam o consumo de alimentos ultraprocessados por crianças em comunidades urbanas.   

Modelo exportador

Um dos fatores que levam ao aumento persistente dos preços, assinala, é a inserção internacional do Brasil e o modelo agroexportador.

O fato de o país ser um dos maiores exportadores de alimentos do mundo faz com que a prioridade dos produtores seja vender para outros países e receber o valor da produção em dólares, em vez de direcionar para o mercado interno.

Na década de 2000, mostra o estudo, o país exportava 24,2 milhões de toneladas de alimento e importava 14,2 milhões de toneladas. Em 2025, as exportações saltaram para 209,4 milhões de toneladas, enquanto as importações ficaram em 17,7 milhões.

“Esse indicador mostra a quantidade líquida de alimentos produzidos no país cujo destino é o mercado externo, reforçando o papel do Brasil como grande exportador e aumentando a influência do mercado internacional sobre os preços internos”, afirma.

O direcionamento para exterior faz com que os produtores brasileiros deem prioridade para itens que são mais demandados em outros países, como soja, milho e cana de açúcar.

A área dedicada ao cultivo dessas culturas passou de 41,93 milhões de hectares em 2006 para 79,30 milhões de hectares em 2025. Essa diferença é maior que todo o território da Alemanha (35,7 milhões de hectares).

No mesmo período, a área dedicada ao cultivo de arroz, feijão, batata, trigo, mandioca, tomate e banana encolheu de 10,22 milhões de hectares para 6,41 milhões de hectares. Para efeito de comparação, o estado da Paraíba se estende por 5,64 milhões de hectares.

Insumos mais caros

Outro elemento apontado como causa do encarecimento recorrente dos alimentos é o custo dos insumos agrícolas, como fertilizantes, defensivos, colheitadeiras e outras máquinas.

O estudo comparou preços dos triênios 2006-2008 e 2022-2024 e identificou os seguintes aumentos na moeda real:


	fertilizantes: 2.423%.
	herbicidas e reguladores de crescimento: 1.870%
	colheitadeiras: 1.765%
	inseticidas: 1.301%
	ureia (fertilizante nitrogenado): 981%
	peças e partes de máquinas agrícolas: 667%


Para o pesquisador, isso reflete a ausência de uma estratégia de desenvolvimento, com expansão de commodities (matérias-primas negociadas em grandes quantidades e preços internacionais) baseada em insumos e tecnologias controlados por oligopólios de países desenvolvidos.

O autor explica que há um ciclo vicioso que se reflete nos preços internos.

“Isso afetou o preço para todo mundo, inclusive para aquele pequeno produtor de feijão. Ele nem exporta, mas vai pagar o alto custo do preço dos insumos, e esse custo vai ser repassado para o preço do feijão”, exemplifica.

Concentração

Essa dependência é associada a outro fator que, na visão de Palmieri Junior, leva à inflação dos alimentos: a concentração da cadeia produtiva.

No estudo, ele revela que apenas quatro empresas estrangeiras de sementes respondem por 56% do mercado global.

No caso de empresas pesticidas, quatro companhias de fora do país abocanham 61% do mercado.

Nas máquinas agrícolas, 43% do mercado equivalem à participação de quatro empresas estrangeiras.

Na indústria alimentícia, prossegue o estudo, cinco marcas de duas empresas têm participação de 74,2% no mercado de margarina brasileiro.

Situação semelhante acontece no mercado de massa instantânea (73,7%). Cinco marcas de três empresas alcançam 83% do mercado de chocolates/bombom.

Inflação invisível

O economista cita que a inflação dos alimentos é ainda pior do que mostram os números, por causa da “inflação invisível”, que não é possível de ser medida. Ele classifica como esse fenômeno os produtos que mantêm o preço, mas alteram os ingredientes, acrescentando itens mais baratos em detrimento dos mais caros, fazendo com que o produto final perca qualidade.

Um exemplo é o sorvete, que passa a receber menos leite e mais açúcar. O mesmo acontece com o chocolate, que perde cacau em pó e ganha açúcar.

“Se o custo é reduzido piorando a qualidade, e vende com o mesmo preço, é uma inflação que não é computada pelos órgãos de pesquisa. Como você vai captar isso?”, questiona.

Soluções

A publicação aponta alguns caminhos com capacidade de reverter a trajetória inflacionária da comida.

“O preço da comida não é apenas uma variável econômica. Expressa escolhas políticas, distributivas e civilizatórias sobre o modelo de sociedade que se pretende construir”, frisa o autor.

Entres as sugestões estão:


	desconcentração produtiva e fortalecimento das economias locais
	reequilíbrio entre exportação e abastecimento interno
	fortalecimento de estruturas como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Centrais de Abastecimento dos estados (Ceasas)
	ampliação de acesso à terra
	crédito à produção condicionado a produção para o mercado interno


Palmieri Junior citou o exemplo de países desenvolvidos, como Estados Unidos e europeus, que realizaram reformas agrárias.

“Significa fazer com que a terra seja mais acessível a um conjunto da população. Isso contribui para uma soberania alimentar”, defende.

Para ele, a reforma agrária é benéfica para interesses do capitalismo.

“Se o alimento é barato, sobra mais dinheiro para o cidadão comprar outras coisas que o capitalismo está produzindo e lucrando muito mais”, avalia.

“Se para a população de um país, boa parte da renda tem que ser destinada para alimento, outros setores produtivos são prejudicados”, completa. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:51 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Saiba quais ministros deixam os cargos para disputar as eleições</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A poucos dias da data limite para a desincompatibilização de cargos executivos, ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já deixaram seus cargos nesta terça-feira (31). Eles vão concorrer a cargos eletivos nas eleições gerais de outubro deste ano. 

De acordo com a legislação eleitoral, ocupantes de cargos como ministros de Estado, governadores e prefeitos, que pretendem se eleger para outros cargos, têm que se afastar da função no prazo máximo de até seis meses antes da data da eleições. Este prazo, portanto, vence no próximo dia 4 de abril. O 1º turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro.

Notícias relacionadas:Lula se despede de ministros e confirma Alckmin como vice em chapa.Leonardo Barchini será o novo ministro da Educação, anuncia Lula .Lula destaca relação de parceria entre governo federal e prefeituras.A exigência da chamada desincompatibilização de cargos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), serve para impedir que haja abuso de poder econômico ou político nas eleições por meio do uso de recursos da administração pública, assegurando a paridade entre os candidatos em disputa.

A regra também vale para magistrados, secretários estaduais, membros do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF). A norma também se aplica a dirigentes de empresas, entidades e fundações públicas em geral.

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Risco de inelegibilidade

Caso o afastamento não seja cumprido, esses possíveis candidatos passam a ser considerados inelegíveis, de acordo com a Lei da Inelegibilidade. Ainda segundo o TSE, os prazos de desincompatibilização variam de acordo com o cargo ou a função que o pré-candidato ocupa e a vaga para a qual irá concorrer.

Deputados distritais, federais e senadores que queiram concorrer a outro cargo ou à reeleição não precisam deixar os mandatos.

O presidente da República não precisa renunciar ao mandato, caso queira disputar a reeleição. Se o chefe do Executivo quiser disputar outro cargo eletivo, aplica-se a norma desincompatibilização eleitoral.

O TSE disponibiliza um serviço, em sua página na internet, para verificar os prazos legais exigidos, de acordo com a função ocupada e o cargo eleitoral pretendido.

Exonerações e nomeações publicadas

Uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada na tarde desta terça (31), trouxe oito exonerações e nomeações do primeiro escalão da Esplanada dos Ministérios. A oficialização ocorreu horas depois da reunião ministerial em que Lula se despediu dos ministros que deixarão os cargos para disputar as eleições em outubro deste ano.

No mesmo evento, Lula confirmou que Alckmin será candidato a vice-presidente da República outra vez. De acordo com o presidente, dos 37 ministros do governo, pelo menos 18 deixarão o cargo para disputar cargo eletivo em outubro.

Na maior parte dos casos, os ministros que saem terão suas vagas ocupadas pelos respectivos secretários-executivos, que são justamente os cargos imediatamente inferiores na hierarquia das pastas. No caso do Ministério da Agricultura, o ministro Carlos Fávaro, que deve tentar a reeleição para senador da República, no Mato Grosso, deu lugar a André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura. No lugar de André de Paula, assume a secretária-executiva da pasta, Rivetla Edipo Cruz.

Outro afastamento, também em cumprimento à legislação eleitoral, já havia ocorrido há pouco mais de uma semana. Foi a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda, substituído por Dario Durigan, o então secretário-executivo. Haddad vai disputar o cargo de governador do estado de São Paulo.

Outras mudanças já estão anunciadas, embora ainda sem definição oficial de substitutos. São os casos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ocupado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, mas que sairá para concorrer à reeleição na chapa de Lula; e da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência, com a iminente saída de Gleisi Hoffmann, que disputará uma vaga ao Senado pelo estado do Paraná. Em nenhuma das duas pastas, os substitutos foram confirmados.

Na Casa Civil, Rui Costa deve deixar o cargo oficialmente na próxima quinta-feira (2). Ele disputará uma das vagas ao Senado pela Bahia. Em seu lugar, na Casa Civil, assumirá a secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior.

A seguir, confira todas as mudanças já confirmadas ou previstas nos cargos de ministros do governo federal:

Ministério da Fazenda

Sai: Fernando Haddad (PT), que deve disputar o governo de São Paulo

Entra: Dario Durigan, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU em 20 de março

 

Ministério do Planejamento e Orçamento

Sai: Simone Tebet (MDB), que deve disputar o Senado pelo estado de São Paulo

Entra: Bruno Moretti, então secretário de Análise Governamental da Casa Civil

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Sai: Carlos Fávaro (PSD), que deve disputar o Senado pelo estado do Mato Grosso

Entra: André de Paula, até então ministro da Pesca e Aquicultura

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA)

Sai: Paulo Teixeira (PT), que deve disputar a reeleição para deputado federal por São Paulo

Entra: Fernanda Machiaveli, então secretária-executiva da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania (MDH)

Sai: Macaé Evaristo (PT), que deve tentar a reeleição como deputada estadual por Minas Gerais

Entra: Janine Mello, então secretária-executiva da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério do Esporte

Sai: André Fufuca (PP), deputado federal eleito, ele deve tentar a disputa do Senado no Maranhão

Entra: Paulo Henrique Perna Cordeiro, atual secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério da Pesca e Aquicultura

Sai: André de Paula, remanejado para o cargo de ministro da Agricultura

Entra: Rivetla Edipo Cruz, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Povos Indígenas

Sai: Sônia Guajajara (PSOL), que deve tentar a reeleição como deputada federal por São Paulo

Entra: Eloy Terena, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério dos Portos e Aeroportos

Sai: Sílvio Costa Filho (Republicanos), que deve disputar a reeleição de deputado federal por Pernambuco

Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, então secretário-executivo da pasta

Situação: mudança oficializada no DOU nesta terça-feira (31)

 

Ministério do Meio Ambiente

Sai: Marina Silva (Rede), que pode disputar uma vaga ao Senado por São Paulo

Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério dos Transportes

Sai: Renan Filho (MDB), que deve concorrer ao governo de Alagoas

Entra: George Santoro, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Casa Civil

Sai: Rui Costa (PT), que deve disputar o Senado pela Bahia

Entra: Miriam Belchior, atual secretária-executiva da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Educação (MEC)

Sai: Camilo Santana (PT), que pode disputar o governo do Ceará ou uma vaga ao Senado

Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional

Sai: Waldez Góes (PDT), que pode disputar uma vaga ao Senado pelo Amapá

Entra: Valder Ribeiro de Moura, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério das Cidades

Sai: Jáder Filho (MDB), que disputar o Senado pelo estado do Pará

Entra: Antonio Vladimir Moura Lima, atual secretário-executivo da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério da Igualdade Racial

Sai: Anielle Franco (PT), que deve disputar um vaga de deputada federal pelo estado do Rio de Janeiro

Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária-executiva da pasta

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC)

Sai: Geraldo Alckmin (PSB), que disputará a reeleição de vice-presidente a chapa com Lula

Entra: indefinido

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

 

Secretaria das Relações Institucionais da Presidência (SRI/PR)

Sai: Gleisi Hoffmann (PT), que deve disputar o Senado pelo estado do Paraná

Entra: indefinido

Situação: mudança ainda não oficializada no DOU

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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:51 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Saiba o que muda com a nova licença&#45;paternidade no Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Foi sancionado nesta terça-feira (31) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. Com a mudança, os pais passam a contar com até 20 dias de afastamento do trabalho a partir do nascimento do bebê. Atualmente, a legislação prevê apenas cinco dias.

A licença-paternidade é concedida ao empregado, com remuneração integral, em razão de nascimento de filho, de adoção ou de guarda judicial para fins de adoção de criança ou adolescente, sem prejuízo do emprego e do salário. 

Quando começa a valer? 

Notícias relacionadas:Licença-paternidade é avanço, mas ainda é desigual no cuidado infantil.Pediatras pedem aprovação de lei com licença-paternidade de 1 mês.STF garante licença-paternidade só a partir de alta hospitalar.A lei deve ser publicada nesta quarta-feira (1º de abril) no Diário Oficial da União. As novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027. O texto prevê que essa ampliação se dará de forma gradual, no prazo de quatro anos: 


	10 dias nos dois primeiros anos de vigência da lei;
	15 dias no terceiro ano;
	20 dias a partir do quarto ano.


A licença ainda poderá ser dividida em dois períodos, a partir da requisição do empregado. 

Em caso de morte da mãe, o pai tem direito ao período da licença-maternidade, que é de 120 dias.  

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Benefícios 

No ano passado, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou uma carta aberta à sociedade e aos parlamentares pedindo que a licença fosse de 30 a 60 dias – período até 12 vezes maior que o atualmente concedido pela legislação. 

Junto com outras entidades, a SBP apontou evidências científicas que comprovam os benefícios da presença paterna nos primeiros dias de vida do bebê. 

A entidade enumerou estudos que ressaltam efeitos positivos da licença-paternidade de quatro semanas – entre eles, a possibilidade de apoiar o aleitamento materno e contribuir com o desenvolvimento neurocognitivo dos bebês.  

O documento destaca ainda que diversos países já adotam modelos de licença parental compartilhada, que permitem a divisão flexível do tempo de cuidado entre mães e pais. 

Histórico 

O debate em torno do direito dos pais em se afastar do trabalho para se dedicar aos cuidados de um recém-nascido é alvo de polêmica desde a Constituinte, em 1988.  

Na ocasião, o então deputado Alceni Guerra, autor da emenda que criou a licença-paternidade, foi ridicularizado pelos colegas parlamentares ao defender o benefício. Médico pediatra, ele fez uma defesa emocionada da proposta e conseguiu a inclusão do direito no texto da Constituição Federal, com ampla maioria dos votos a favor. 

Assista neste trecho do Caminhos da Reportagem como foi a aprovação em 1988



O projeto de lei que trata da ampliação foi aprovado no Senado no último dia 4. O tema, entretanto, era debatido no Congresso Nacional há 19 anos, depois de ser apresentado pela então senadora Patrícia Saboya, em 2007.    ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:51 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Senador reafirma que não cometeu irregularidades com emendas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O senador Carlos Viana (Podemos-MG) afirmou, nesta terça-feira (31), que não cometeu nenhuma irregularidade ao destinar dinheiro de emenda parlamentar à Fundação Oásis, ligada à Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte.

As suspeitas de possíveis irregularidades no envio de R$ 3,6 milhões à fundação ganharam força depois que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu esclarecimentos sobre o envio de emenda ao senador.

Notícias relacionadas:Governo bloqueia R$ 1,2 bi do Executivo e R$ 334 mi de emendas.Dino amplia investigação sobre emendas para fundação da Lagoinha .Dino dá 5 dias para senador explicar repasse de emendas à Lagoinha.Na segunda-feira (30), após receber os esclarecimentos do senador e da assessoria do Senado sobre a falta de transparência e rastreabilidade dos repasses, Dino decidiu ampliar a apuração das suspeitas envolvendo Viana e a Fundação Oásis.

Na decisão desta segunda-feira, Dino determinou que a fundação, as prefeituras de Belo Horizonte e Capim Branco, supostamente beneficiadas pelas transferências, e o governo federal apresentem, em até dez dias, todos os documentos relativos aos repasses das emendas parlamentares.

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Nesta terça-feira, em Brasília, Viana afirmou a jornalistas que, em seu mandato, já destinou dinheiro dos contribuintes para centenas de fundações assistenciais, santas casas, associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e organizações religiosas, incluindo a Igreja Batista da Lagoinha, que tem entre seus principais representantes o pastor Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e preso no início deste mês, durante a Operação Compliance, da Polícia Federal (PF). 

“Enviei dinheiro para uma fundação que existe há quase 60 anos, que ajuda a milhares de pessoas em asilos, creches e recuperação de pessoas que saem das cadeias”, informou Viana.

Ele garantiu que todos seus repasses foram realizados dentro da legalidade, via convênios com prefeituras.

“As prefeituras vão responder. A avaliação vai ser feita e eu tenho muita tranquilidade de dizer que nunca tive nenhuma ingerência sobre esse dinheiro. Isso não é papel do Parlamento”, disse Viana. 

Ainda de acordo com o senador, “todos os parlamentares que enviam emendas, as mandam para as prefeituras, que têm a responsabilidade de dizer de que maneira [o dinheiro público] será usado; se a documentação está lá e como funciona [o projeto]. Se não, toda e qualquer emenda parlamentar, a partir de agora, vai ser um problema sério”.

Para o parlamentar, o ministro Flávio Dino agiu corretamente ao pedir explicações às prefeituras e à fundação para instruir o processo instaurado após os deputados federais Rogério Correia (PT-MG) e Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) citarem a ligação pessoal de Viana com a Lagoinha e acusá-lo de, na condição de presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS, tentar blindar o avanço das investigações do colegiado contra as entidades beneficiárias de suas emendas.

Instalada para apurar o desvio criminoso de bilhões de reais de aposentados e pensionistas segurados pelo Regime Geral da Previdência Social, a CPMI do INSS chegou ao fim no sábado (28), sem que seu relatório final fosse aprovado. 

A base governista rejeitou o parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), e a proposta de indiciar 218 pessoas, incluindo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

“A CPMI terminou sem um relatório aprovado, mas as investigações continuam. Podem ter certeza de que as pessoas vão responder pelos atos que cometeram”, afirmou Viana, que presidiu a comissão. 

“A Polícia Federal tem ao menos 14 inquéritos abertos sobre o assunto e está fazendo um trabalho excepcional, identificando os culpados, como essas quadrilhas agiram e onde está o dinheiro roubado dos aposentados brasileiros”, disse. 

O senador disse que tenho confiança de que, nas mãos do ministro André Mendonça, do Supremo, os inquéritos chegarão a conclusões muito importantes e vão determinar a culpa de cada um dos envolvidos.

Sem citar nomes ou apresentar provas, Viana disse crer que acusações de irregularidades na destinação de emendas parlamentares são fruto da disputa eleitoral, uma reação orquestrada devido à sua atuação à frente da CPMI. 

“Esses ataques mostram claramente o quanto nosso trabalho foi efetivo e chegou a incomodar as pessoas”, afirmou. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:51 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula deve enviar nesta terça ao Senado indicação de Messias ao STF</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve enviar nesta terça-feira (31), ao Senado, a mensagem presidencial que oficializa a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi confirmada pela Advocacia-Geral da União (AGU).

No dia 20 de novembro do ano passado, o Palácio do Planalto confirmou a indicação de Messias, mas a mensagem não foi enviada em função da falta de apoio político. 

Notícias relacionadas:AGU dá parecer contrário à flexibilização do estupro de vulnerável.Lula espera que Senado vote indicação de Messias ao STF em 2026.Lula diz que indicação de Messias não deve ser problema político.Messias será indicado para a vaga do ministro Luís Roberto Barroso, que anunciou aposentadoria antecipada da Corte e deixou o tribunal em outubro de 2025. 

Diante da possibilidade de envio da mensagem, o ministro da AGU declarou que vai continuar na busca do diálogo com os senadores.

“Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Como profissional do direito, sempre valorizei o diálogo e a conciliação como as melhores maneiras de resolver conflitos. Reafirmarei meu compromisso com essas credenciais”, declarou.

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Sabatina

Para tomar posse, Messias precisa passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e deverá ter o nome aprovado em votação na comissão e no plenário da Casa. A data da sabatina ainda será definida. 

O ministro da AGU tem 46 anos e, caso seja empossado no STF, poderá ficar no cargo até completar 75 anos, idade em que a aposentadoria é compulsória. 

Nascido no Recife, o ministro é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007.  Ele é formado em direito pela Faculdade de Direito do Recife (UFPE) e possui os títulos de mestre e doutor pela Universidade de Brasília (UnB). 

Durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, Messias foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, setor responsável pelo assessoramento direto da presidente. No atual governo, ocupa a AGU desde 1º de janeiro de 2023.

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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 18:43:51 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>EDITAL DE CONVOCAÇÃO</title>
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<description><![CDATA[ EDITAL, CONVOCAÇÃO ]]></description>
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<pubDate>Tue, 31 Mar 2026 15:54:15 -0300</pubDate>
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<title>Eder da Silva: um chamado inegociável à verdade e à transformação pela Palavra</title>
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<description><![CDATA[ Eder,  chamado ]]></description>
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<pubDate>Mon, 30 Mar 2026 15:10:16 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Incêndio de grandes proporções atinge fábrica no Brás, em São Paulo</title>
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<description><![CDATA[ Um grande incêndio atinge uma fábrica de mesas de sinuca no Brás, região central da capital paulista. O Corpo de Bombeiros está no local com 30 viaturas e 59 agentes.

A fábrica fica na Rua Sampaio Moreira 162 e, até o momento, não há registro de vítimas. Para ajudar no combate às chamas também foi chamada Defesa Civil. A Enel e a Sabesp também foram acionadas.

Não se sabe o que causou o fogo. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>COP15 no Brasil promove conexão entre povos e territórios</title>
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				Centenas de participantes da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande, construíram juntos na tarde deste sábado (28) um importante legado do encontro global: um bosque de árvores nativas e frutíferas.


“Esse é o mais importante evento de toda a COP, porque a ação importa mais e é para que ela aconteça que nos reunimos. Tem um ditado antigo que diz pensar global e agir local e é o que estamos fazendo hoje, porque todos têm um papel a desempenhar para a proteção das espécies migratórias”, afirmou a secretária executiva da Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), Amu Fraenkel.


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A bióloga Sílvia Ray Pereira, da Gerência de Arborização da prefeitura, diz que o lugar escolhido é estratégico na criação de áreas verdes para a cidade.


“O Bosque da COP15 entra em um projeto que lançamos ano passado para a criação de miniflorestas onde há poucas árvores, principalmente praças, para que a gente concilie arborização urbana, saúde da população e ainda atenda os animais silvestres”, destaca a bióloga.


 


            
        
    
Inauguração do Bosque da COP15 - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Ao todo, foram plantadas 250 mudas de espécies nativas do Cerrado e frutíferas, como sapoti, pitanga, angico e o manduvi, que é muito usado pela arara-azul para construir o ninho. “A ideia é a atrair a espécie que já está voltando a se aproximar da cidade. Tendo a expansão das áreas verdes com o manduvi, a arara-azul vai encontrar aqui um local seguro para fazer a nidificação”, explica.

Plenária

Pela manhã, a plenária que antecede o último dia da COP15, no domingo (29), deliberou sobre todas as demandas que precisavam ser avaliadas pelos participantes. O consenso para que os mais de 100 itens na agenda fossem encaminhados para a plenária final ocorreu em quase todas as deliberações feitas ao longo do encontro.


“Amanhã, na plenária final, elas serão oficialmente adotadas pela convenção”, afirma o presidente da COP15, João Paulo Capobianco.


 


            
        
    
O presidente da COP15, João Paulo Capobianco, durante inauguração do Bosque da COP15 - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


Entre as medidas lideradas ou apoiadas pelo Brasil estão a aprovação do Plano de Ação para a Conservação dos Grandes Bagres Migratórios Amazônicos e a promoção de ações concentradas internacionais para a conservação do tubarão-mangona e do tubarão-peregrino.

Após a plenária final, também entrarão para as listas de proteção pela CMS as seguintes espécies:


	Anexo I (espécies ameadas de extinção): as aves maçarico-de-bico-torto e maçarico-de-bico-virado;
	Anexo II (espécies que demandam esforços internacionais de conservação): o peixe pintado, o tubarão cação-cola-fina e a ave caboclinho-do-pantanal;
	A ariranha e os petréis, ou grazinas, serão incluídos nas duas listas.


Sem consenso e para que as avaliações pudessem ter continuidade, o Brasil retirou a proposta de inclusão do tubarão cação-anjo-espinhoso no Anexo II. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Manifestações anti&#45;Trump reúnem milhões em diversas cidades dos EUA</title>
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				Milhares de pessoas protestaram, neste sábado (28), contra as políticas do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, na manifestação chamada de No Kings (Sem Reis). De acordo com o site de notícias Reuters, os organizadores tinham a expectativa de que se tornasse o maior protesto de um único dia na história do país, com mais de 3,2 mil eventos planejados em todos os 50 estados e em diversas cidades fora do país.

Os números oficiais ainda não foram divulgados, mas era esperada a participação de mais de 9 milhões de pessoas. O cantor Bruce Springsteen, que critica abertamente o presidente Trump, reuniu uma multidão num estádio de Minneapolis, onde cantou a música Streets of Minneapolis, que fez durante os protestos da população contra a atuação do ICE, polícia de imigração que matou dois cidadãos americanos.

Notícias relacionadas:Trump diz que &quot;Cuba é a próxima&quot; em discurso.Pressão econômica da resistência do Irã força novo recuo dos EUA.ONU pede responsabilidade aos EUA pelo ataque a escola no Irã.Além de criticar a política migratória do mandatário norte-americano, os protestos também são feitos contra a participação dos EUA na guerra contra o Irã.

As manifestações se espalharam por Nova York, Washington, Atlanta, Chicago, Houston, Denver, São Francisco, entre outras. 


            
        
    
Christine Hughes, de 79 anos, segura um cartaz durante uma manifestação do movimento No Kings contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, em Nova York - Foto: Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução


No final deste ano, ocorrem as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, quando todos os deputados e parte dos senadores são renovados. Os organizadores dos protestos dizem ter visto um aumento no número de eventos anti-Trump e de pessoas se inscrevendo para votar em estados profundamente republicanos (partido de Trump) como Idaho, Wyoming, Montana e Utah.

De acordo com a Reuters, os protestos acontecem em um momento em que a taxa de aprovação de Trump caiu para 36%, seu ponto mais baixo desde o retorno à Casa Branca.

Milhares de pessoas também se reuniram em Manhattan. Um dos organizadores, o ator Robert De Niro disse que “houve outros presidentes que testaram os limites constitucionais de seu poder, mas nenhum representou uma ameaça existencial tão grande às nossas liberdades e segurança”.


            
        
    
Manifestante Sam Scarcello durante um protesto contra as políticas do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, perto do Capitólio, em Washington - Foto: Reuters/Leah Millis/Proibida reprodução


O porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso, Mike Marinella, criticou os políticos democratas por apoiarem os protestos. “Esses comícios contra a América são onde as fantasias mais violentas e delirantes da extrema esquerda encontram um microfone e os democratas da Câmara recebem suas ordens”, disse em comunicado.

Os eventos deste sábado ocorrem em meio ao que os organizadores disseram ser um apelo à ação contra o bombardeio do Irã pelos EUA e Israel, um conflito que já dura quatro semanas.

Os protestos de hoje, que fazem parte do movimento No Kings, tiveram a primeira mobilização em junho do ano passado e atraiu entre 4 milhões e 6 milhões de pessoas em aproximadamente 2,1 mil locais em todo o país. A segunda manifestação ocorreu em outubro, envolvendo cerca de 7 milhões de participantes em mais de 2,7 mil locais. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Rio: palácio sede do Império recebe exposição de mais de 100 artistas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Na Praça XV, região do Centro do Rio de Janeiro banhada pela Baía de Guanabara, um palácio construído em estilo colonial português é uma joia da arquitetura do Rio Antigo. O Paço Imperial é testemunha da história do Brasil desde o tempo da colônia e, há 40 anos, abriga um centro cultural.

A construção, inaugurada em 1743, já foi Casa dos Vice-Reis do Brasil e sede do Império. Foi lá que em seguidas noites o anfitrião, Dom João VI, recebia súditos para a tradicional cerimônia do beija-mão, quando o palácio ainda se chamava Paço Real.

Notícias relacionadas:Museu Histórico da Cidade celebra saberes indígenas no Rio de Janeiro .Rio adia inauguração parcial da sede do Museu da Imagem e do Som.Jardim do Palácio do Catete terá novo prédio do Museu do Folclore.No Império, quando recebeu o atual nome, o Paço vivenciou o histórico Dia do Fico, em 9 de janeiro de 1822, com a recusa de o príncipe regente Dom Pedro I em voltar para Portugal.

O primeiro andar do prédio tem a sala Treze de Maio, homenagem à assinatura da Lei Áurea, que acabou com a escravidão no país, em 1888. O texto da lei foi assinado pela princesa Isabel dentro do Paço Imperial.

Foi lá também que o imperador deposto Pedro II passou as últimas horas no Brasil antes de buscar exílio em Portugal, logo depois da Proclamação da República, em novembro de 1889.


            
        
    
Abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


Centro cultural

Mesmo com o fim do Império, o Paço continuou sendo chamado de Imperial. Chegou a ser endereço da Agência Central dos Correios e Telégrafos. Em 1938 foi tombado e desde 1985 é um centro cultural vinculado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cultura.

Com 40 anos, o Centro Cultural do Paço supera o vizinho Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), de 1989, como o mais longevo da região central do Rio.

Para celebrar as quatro décadas de funcionamento como Centro Cultural do Patrimônio Paço Imperial, o prédio histórico abre, neste sábado (28), uma exposição com cerca de 160 obras de mais de 100 artistas que têm, cada um, uma ligação com o local de exposições.

São obras que até 7 de junho esperam atrair olhares de artistas, críticos, amantes da arte e as dezenas de milhares de pedestres – parte deles turistas – que passam diariamente pelo polo cultural em uma das regiões mais movimentadas do Centro carioca.

Veja a galeria de fotos:

 


                                                                                                                          

Abertura da exposição Constelações – 40 anos


Memória e ineditismo

A exposição chama-se Constelações – 40 anos do Paço Imperial, e reúne trabalhos icônicos ─ e alguns inéditos ─ de nomes como Adriana Varejão, Amilcar de Castro, Anna Maria Maiolino, Arthur Bispo do Rosário, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica, Luiz Aquila, Lygia Clark, Marcela Cantuária, Roberto Burle Marx, entre outros.

A curadoria é de Claudia Saldanha, Ivair Reinaldim e da equipe do Paço Imperial. Eles selecionaram obras que ajudam a relembrar as quatro décadas dedicadas à cultura.

Nesse intervalo de tempo, o prédio recebeu diversas vertentes artísticas, nacionais e internacionais, que vão desde arte contemporânea à popular, passando por arquitetura, design, paisagismo, história e patrimônio.

As obras não são necessariamente releituras do que já foi exposto no espaço, mas, sim, revisita a artistas que já estiveram sob os holofotes do centro cultural.


            
        
    
O curador Ivair Reinaldim na abertura da exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


Constelações

O curador Ivair Reinaldim contou à Agência Brasil que o nome Constelações tem a ver com um conceito do filósofo alemão Walter Benjamin (1982-1940) de que constelações são como se fossem desenhos entre as estrelas.

“A ideia de constelação é de não ter hierarquia, não ter linearidade, não ter assimetrias de coisas que são mais importantes do que outras”, diz.

“O que a gente tentou fazer é trabalhar com obras de artistas de diferentes gerações, de diferentes contextos, contemporâneos, modernos, populares, jovens, velhos, consagrados e não consagrados, misturando todo mundo”, detalha o curador.

O visitante tem a disposição 12 salões e dois pátios internos, repleto de obras culturais. Em um dos pátios há um jardim em homenagem ao artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), que ganhou uma grande mostra no Paço Imperial em 2008.

A curadora Claudia Saldanha, também diretora do Paço, explica que a ideia de constelação também está no fato de não haver ordem definida para o visitante conhecer a mostra.

“Sempre gostamos quando o visitante faz o seu próprio percurso. Pode começar pelo primeiro ou segundo andar, pode entrar por qualquer um dos portões”, diz.

“A mostra não tem uma cronologia, foi uma decisão da curadoria não classificar, não categorizar, não criar barreiras nem distinções entre as obras”, completa.


            
        
    
Obra Agrupamento, de José Damasceno, é um dos trabalhos expostos na exposição Constelações – 40 anos do Paço Imperial - Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil


Relevância local e nacional

Uma das obras inéditas é Agrupamento, de José Damasceno, feita com placas de MDF e grampos de serralheiro “garimpados” na feira de antiguidades da Praça XV, que ocorre sempre aos sábados, em frente ao Paço. A obra foi criada especialmente para a Constelações.

Além dos trabalhos expostos, até junho o Paço Imperial organizará seminários, oficinas e atividades educativas, valorizando a trajetória da instituição.

O curador Ivair Reinaldim ressalta que o Paço imperial tem relevância não somente local, mas também nacional.

Ele cita o Salão Nacional de Artes Plásticas, em 1986, em que o Paço expôs retrospectivas dos pintores e escultores Hélio Oiticica (1937-1980) e Lygia Clark (1920-1988).

“Foram duas exposições que antecederam exposições internacionais desses dois artistas, que estão, certamente, entre os cinco artistas brasileiros mais reconhecidos na arte internacional”, lembra.

“Aqui foi a primeira vez que uma instituição conseguiu apresentar um conjunto de trabalhos desses artistas”, orgulha-se.

Reinaldim considera que o fato de o Paço ficar aberto em uma área de ampla circulação de público bastante variado representou um desafio para a curadoria, mas também garantia de diversidade.

“Se um determinado público, de repente, não se atrai por todo tipo, por todas as obras, pelo menos vai ter algumas aqui que vão ter algum tipo de interesse, algum tipo de relação, de proximidade”, prevê.

O visitante conhecerá também uma linha do tempo que conta a história do Paço desde a construção, testemunhando acontecimentos da história do Brasil.

Parcerias

Algumas das dezenas de obras expostas são fruto de parcerias, o que reforça a ideia de constelação, com itens de acervo das instituições Museu Bispo do Rosário, Museu de Arte do Rio, Museu de Arte Moderna do Rio, Museu do Folclore, Museu de Imagens do Inconsciente, Instituto Moreira Salles e Sítio Roberto Burle Marx.

Serviço

O Paço Imperial fica na Praça XV, 48, Centro do Rio de Janeiro. A exposição é gratuita, até 7 de junho, com funcionamento de terça-feira a domingo e aos feriados, das 12h às 18h. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Horta comunitária reúne memória, cuidado e cidadania em favela do Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Faz um ano que a rotina de Vera Lúcia Silva de Souza, de 74 anos, começa cedo. Ela molha as plantas de casa e encara a pé a descida íngreme desde o alto do Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro. Na parte baixa da comunidade, fica a horta comunitária onde trabalha para complementar a renda.

Vera é integrante do Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro. Desde 2019, o grupo se reúne para catalogar espécies e saberes e manter vivas plantas que são conhecidas dos moradores, mas não de todo mundo no asfalto.

Notícias relacionadas:Área ocupada por favelas quase triplicou em 40 anos no Brasil.Segurança, moradia, saúde são maiores demandas de moradores de favelas.Mais da metade dos negócios em favelas foi aberta a partir da pandemia.A área de plantio é uma das 84 hortas mantidas pelas comunidades com o apoio da Prefeitura do Rio, por meio do programa Hortas Cariocas, criado há cerca de 20 anos. Em 2025, de acordo com a Secretaria de Ambiente Clima, a produção dessas hortas foi de 74 toneladas. No Salgueiro, a colheita foi de 700 kg.

 


            
        
    
Horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Memória 

Vera Lúcia explica que acorda cedo porque é melhor mexer na terra pela manhã, quando a temperatura está mais amena e a água não queima as plantas.

&quot;Molhamos primeiro e limpamos para replantar. Por causa do verão, muita coisa fracassou. Aqui pega muito Sol&quot;, conta.

Faz um tempo que Vera decidiu buscar nas memórias de infância incentivo para colocar as mãos na terra outra vez. As lembranças são da época em que os remédios eram feitos em casa, pela mãe e pela avó, com quem ela conheceu ervas e aprendeu receitas passadas de geração em geração.

&quot;Eu nasci lá no alto do morro&quot;, conta Vera, apontando em direção a uma área que fica ainda mais alto do que sua casa, mas onde não existem mais moradias. &quot;Eu vim para cá [onde mora] com 14 anos. Aqui, minha mãe e minha avó me ensinaram a plantar, a fazer um chá, um xarope, um tempero. Eu me lembro bem&quot;, afirma.

 


            
        
    
Vera Lúcia Silva de Souza, conhecida como tia Vera, em sua casa no alto do Morro do Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Localizada nas franjas do Parque Nacional da Tijuca, a casa de Vera é rodeada de árvores, uma realidade atípica entre as favelas cariocas, que costumam marcar temperaturas mais quentes que a média da cidade.

Com um quintal fresco, não é só na horta comunitária que ela cultiva memórias. &quot;Está sentindo esse cheiro? São as minhas plantas. Tem saião, alfavaca, assa-peixe, ora-pro-nóbis, do grande, que dá uma flor rosa, bem bonita&quot;, apresenta a erveira.

Os canteiros transformaram a casa de Vera em uma referência no morro. &quot;Tem muita muda aqui. Umas, a gente planta no mato, outras, quando me pedem, eu doo um mucadinho [pouquinho]&quot;, revela. &quot;Meu boldo, por exemplo, já está quase acabando. As casas aqui são apertadinhas, nem todo mundo em espaço&quot;.

Diversidade de opções

Em um vídeo sobre a horta comunitária, Marcelo Rocha, que é integrante do mesmo coletivo, compara a pequena quantidade de opções nas prateleiras com a diversidade que as populações consumiam quando cultivavam em seus quintais:

&quot;É comum ir ao supermercado e encontrar apenas alface, cheiro verde e rúcula. Mas temos uma infinidade de plantas comestíveis conhecidas da minha avó, da minha bisavó, como ora-pro-nóbis, caruru, alemirão, taioba serralha&quot;, citou.

Sem placa ou aviso na entrada, a horta do Salgueiro só é conhecida pelos moradores. Ali, as ervas são cultivadas, assim como outros alimentos, que depois também são doados para a Escola Municipal Bombeiro Geraldo Dias.

Membro do coletivo, Walace Gonçalves de Oliveira, de 66 anos, conhecido por Tio Dadá, acrescenta que até mesmo profissionais de saúde indicam as ervas e alimentos da horta comunitária a seus pacientes. 

&quot;Tem gente que precisa especificamente de uma verdura ou legume. Aí, o pessoal do postinho manda vir buscar aqui conosco&quot;.

 


            
        
    
Tio Dadá e Tia Vera, cuidadores da horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Da remoção ao plantio

O espaço usado pelo coletivo para a horta surgiu após uma desapropriação. Estabelecida em encostas íngremes, uma vila inteira de casas foi removida por causa do risco de deslizamento.

De chapéu e enxada em punho, Tio Dadá lembra que a comunidade transformou a área, cheia de lixo, em uma horta produtiva:

&quot;A gente tem aqui berinjela, alface, chicória, cenoura. Temos bastante coisa. Tem também limão e tem uma laranja que quase ninguém conhece, vermelha por dentro, a laranja sanguínea, muito boa&quot;, conta ele, que tem suas preferências: &quot;Ora-pro-nóbis é muito bom no franguinho, na carne assada. Eu não uso no chá, não gosto&quot;, destaca.

 


            
        
    
Pé de limão no Morro do Salgueiro, na zona norte do Rio de Janeiro Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Alimento e cidadania

Segundo a prefeitura, as hortas urbanas têm reduzido índices de ocupação irregular de terrenos ociosos e elevado os níveis de inclusão social, além de propiciar aos moradores da comunidade alimentação livre de transgênicos e agrotóxicos.

A secretária da pasta de Ambiente e Clima da cidade do Rio de Janeiro, Tainá de Paula, afirma que o suporte técnico da secretaria é contínuo. &quot;Temos uma entrega ininterrupta de sementes, que ficam sempre disponíveis para retirada&quot;.

 


            
        
    
Borboleta e insetos em árvore da horta comunitária do programa Hortas Cariocas, no Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Calor desigual impulsiona monitoramento do clima em favelas do Rio</title>
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				O verão foi embora no mês de março, mas as altas temperaturas reforçaram a percepção de que é preciso monitorar o impacto desigual do calor em favelas do Rio de Janeiro.

O Observatório do Calor, instalado de forma pioneira no Complexo do Alemão, na zona norte, fez 710 aferições de temperatura entre setembro de 2025 e janeiro de 2026.

Notícias relacionadas:Rio registra cinco atendimentos por hora devido ao calor no carnaval.Governo lança Plano Clima com meta de reduzir emissões até 2035.Segurança, moradia, saúde são maiores demandas de moradores de favelas.O pico térmico no território, de 43,92 graus Celsius (ºC), foi registrado no Morro do Adeus em 26 de dezembro. No mesmo dia, a temperatura oficial máxima na cidade, medida pelo Sistema Alerta Rio, foi de 34ºC.

Diante das evidências dessa disparidade, a prefeitura anunciou a expansão do projeto para mais duas favelas: Manguinhos e Salgueiro. 

A primeira, em uma área plana, fica próxima a uma das principais vias expressas da cidade, a Avenida Brasil. A segunda, nas franjas do Parque Nacional da Tijuca.

 


            
        
    
Vista do bairro da Tijuca a partir do alto do Morro do Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Ilhas de calor

O observatório é um projeto da Prefeitura do Rio que mede as ilhas de calor e a qualidade do ar em favelas, com a intenção de propor melhorias. A falta de árvores, moradias adensadas, ruas estreitas e pouca ventilação são fatores que intensificam altas temperaturas nessas localidades.

&quot;O Observatório nos permitirá entender melhor esses impactos de forma localizada&quot;, explicou a secretária municipal do Ambiente e Clima, Tainá de Paula.

A força de trabalho que fará as medições de temperatura será contratada na própria comunidade. Os dados serão coletados três vezes ao dia, em diferentes pontos, assim que o projeto começar na prática.

Os registros serão analisados por especialistas e devem dar origem a intervenções ambientais e urbanísticas.

A expansão terá o apoio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Na segunda fase do projeto, os pesquisadores colherão depoimentos dos moradores sobre os efeitos do calor no dia a dia, explicou a professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, Giselle Arteiro.

&quot;Entendemos a importância de ouvir as pessoas que vivenciam o calor no seu cotidiano&quot;, explicou a professora. &quot;Uma das premissas do projeto é a consciência ambiental, em um contexto de justiça climática&quot;, destacou.

 


            
        
    
Ruas estreitas deixam pouco espaço para o verde no Morro do Salgueiro. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Intervenções urbanísticas

Manguinhos é uma comunidade densamente povoada, com poucos espaços verdes, e que vem registrando, ano a ano, baixos níveis de qualidade do ar, o que pode estar ligado à proximidade de vias expressas. A favela já teve a maior horta urbana da América Latina, em um trecho de 1 quilômetro, que deixou de funcionar.

A reversão desses problemas deve exigir mudanças de comportamento na gestão do lixo, por exemplo, mas também intervenções urbanísticas. Em linhas gerais, a pesquisadora antecipou que as recomendações devem incluir plantio de árvores, criação de áreas de sombreamento e mais permeáveis à água, e de espaços livres para circulação de ar.

De acordo com a prefeitura, os dados do observatório vão mostrar quais locais são mais quentes e por quê.

&quot;Com isso, poderemos planejar desde a criação de microcorredores verdes e o plantio de árvores em pontos estratégicos, até o melhor aproveitamento de áreas que hoje estão vazias e poderiam virar espaços de convivência mais frescos&quot;, disse Tainá.

Soluções comunitárias

Já no Morro Salgueiro, comunidade aos pés da Floresta da Tijuca, a intenção é, além de medir o clima, exportar soluções de mobilização comunitária, explicou o presidente do Instituto Sal-Laje, o jornalista Emerson Menezes.

&quot;Temos a particularidade de estar em uma zona de amortecimento do parque nacional, então temos áreas arborizadas, temos quintais produtivos, hortas, e a nossa percepção de calor, certamente, é diferente de uma favela mais urbana, menos arborizada&quot;, avaliou Emerson.

 


            
        
    
Emerson Menezes, presidente do Instituto Sal-Laje. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Outros problemas comuns aos moradores de favelas continuam, ponderou ele, que citou a falta de acesso ao ar condicionado. &quot;Não temos aparelhos de refrigeração como moradores do asfalto têm, e isso é uma questão no verão&quot;, pontuou.

Emerson também integra o Coletivo de Erveiras e Erveiros do Salgueiro, que mantém uma horta no morro e apoia moradores com mudas para os seus quintais verdes.

&quot;Muita gente aqui cria galinhas, porcos, plantam pequenos canteiros, árvores frutíferas&quot;, disse. &quot;Nossa comunidade valoriza muito as plantas&quot;.

O Sal-Laje, projeto social de Emerson, oferece aulas de reforço para crianças e adolescentes e apoiará o novo observatório da prefeitura. Em Manguinhos, os técnicos serão do Coletivo Manguinhos Cria. ]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Festa em Recife celebra 30 mil alfabetizados em programa social</title>
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<description><![CDATA[ Delegações de 11 estados do Nordeste e do Sudeste celebraram na tarde deste sábado (28), no Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães, no Recife (PE), a formatura de 30 mil educandos e educandas no programa Jornada de Alfabetização, que faz parte do Pacto de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos do Ministério da Educação (MEC).

Cerca de 7 mil pessoas acompanharam o evento de formatura dos alunos que ingressaram no programa no primeiro semestre de 2025 nas áreas de Reforma Agrária e nas periferias do país.

Este programa do MEC é feito em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) e Projeto Mãos Solidárias.

“É com muita alegria que estamos aqui para celebrar esse primeiro ciclo desse processo de alfabetização de jovens e adultos nas áreas de reforma agrária e nas periferias”, disse Maria de Jesus, da coordenação do MST do Ceará.

A festa de formatura contou também com a presença de Zara Figueiredo, secretária da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI); de João Pedro Stedile, coordenador nacional do MST; Clarice dos Santos, da Coordenação Nacional do Pronera e de José Ubiratan, Diretor de Desenvolvimento do INCRA.

“Hoje, esse ato aqui é um momento histórico na luta pelo direito à alfabetização. Na luta para transformar nossos assentamentos e acampamentos, as nossas periferias em territórios livres do analfabetismo”, completou Maria de Jesus.

Durante o evento houve também o lançamento do Cadastro Único da EJA, o CadEJA, ferramenta do Governo Federal que ajudará no levantamento de demanda para a oferta de turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). ]]></description>
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<pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:14:37 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mautner aposta no Brasil como luz diferente para o mundo, diz Caetano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Nomes importantes da cultura brasileira celebraram o legado do multiartista Jorge Mautner, que completou 85 anos em 2026 e foi homenageado nesta semana com a Medalha Rui Barbosa, concedida a personalidades e instituições que se destacam no fortalecimento da cultura brasileira. Parceiro histórico em composições, Caetano Veloso ressaltou o impacto de Mautner em sua formação e na construção de uma ideia de Brasil:

“Uma coisa que eu queria ressaltar é a confiança no Brasil. Algo que hoje parece impensável. No entanto, o Mautner, em nenhum momento, abandonou essa aposta no Brasil como algo que pode trazer uma luz diferente ao mundo”


Notícias relacionadas:Celebração de 85 anos de Jorge Mautner terá transmissão online.Exposição no Theatro Municipal celebra Ano Cultural China-Brasil.Rádio MEC: De quem é a música? destaca o compositor Luiz Antonio.“De todos os amigos em quem encontrei diálogo sobre essa crença no dever do Brasil, o Mautner é o único que ainda me faz crer nisso”, completou Caetano Veloso.


A entrega da medalha ocorreu em uma cerimônia na última terça-feira (24), em uma noite que reuniu artistas, intelectuais e amigos na Fundação Casa de Rui Barbosa, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Vinculada ao Ministério da Cultura, a instituição é responsável pela distinção honorífica, que também se deve ao papel de Mautner &quot;na preservação da memória e na promoção do conhecimento como fundamento de uma sociedade democrática”.

Emocionado, Mautner não discursou, mas agradeceu o reconhecimento e o carinho recebido durante a premiação.

 


            
        
    
Caetano e Gil celebram Jorge Mautner em cerimônia na Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro. Foto: Filipe Araújo/Divulgação


Artista fundamental

Nascido no Rio de Janeiro, em 1941, e filho de imigrantes judeus austríacos, Jorge Mautner construiu uma trajetória singular como compositor, escritor e pensador. Autor de obras fundamentais da música brasileira, como Maracatu Atômico e Lágrimas Negras, integrou o universo do tropicalismo e desenvolveu uma filosofia própria, marcada pela ideia de “kaos” criativo e pela defesa da mistura cultural brasileira.

Preso durante a Ditadura Militar, viveu em exílio nos Estados Unidos e em Londres, onde estreitou laços com Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ao longo das décadas, manteve uma produção artística que transita entre música, literatura e pensamento, sempre guiada pela valorização da diversidade e do sincretismo.

A cerimônia, marcada por música, conversas e declarações afetuosas, reuniu ainda nomes como Gilberto Gil e a atriz Fernanda Torres. Ao longo da noite, a homenagem ganhou contornos de celebração íntima e coletiva, refletindo a amplitude da influência de Mautner.

A atriz Fernanda Torres relembrou encontros com Mautner e refletiu sobre sua dimensão histórica e simbólica.

“Eles foram jovens na Guerra Fria, e nós, hoje, somos meio tudo isso junto, ao mesmo tempo, agora, piorado&quot;.


&quot;Mas o que eu acho que ele teve, e que essa geração teve, era uma espécie de lado visionário do que o Brasil podia dar ao mundo como contribuição sincrética, esse lado de como o Brasil tem antena.”


Fernanda Torres destacou ainda a delicadeza do artista diante das adversidades: “Ele, às vezes, poderia estar numa situação terrível, mas a reação dele é de uma pessoa que está apenas vendo o que está acontecendo. Isso me impressiona muito”.

 


            
        
    
Fernanda Torres exaltou importância histórica de Jorge Mautner. Foto: Filipe Araújo/Divulgação


A jovem Julia Mautner, neta do artista, resumiu o sentimento familiar: “Ele é a pessoa mais inteligente do mundo e consegue passar isso de todos os jeitos. Eu acho ele perfeito”.

Ao refletir sobre liberdade, conceito central na obra do avô, ela afirmou: “Liberdade, eu acho, é mais uma coisa interna. É você se permitir se olhar de fora, sem julgamento e, com isso, transformar e fazer coisas novas.

Quebra de protocolo

A entrega da medalha rompeu o protocolo tradicional da instituição, que prevê as condecorações em novembro. O presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Alexandre Santini, destacou o caráter excepcional do momento:

“Quebramos o protocolo com a entrega hoje, pois sempre fazemos as homenagens em 5 de novembro, que é o Dia da Cultura. Desde 1949, quando essa medalha começou a ser entregue todos os anos, é a primeira vez que a gente entrega fora do dia 5 de novembro. Foi porque foi para você, tá bom?”, afirmou, antes da leitura do certificado.

A honraria, segundo a instituição, reafirma valores como ética, liberdade de pensamento e compromisso com a cultura. Ao final da leitura, o coro do público sintetizou o espírito da noite: “Viva Jorge Mautner. Viva!”

A homenagem foi organizada a partir da curadoria da artista Maria Borba e do pesquisador João Paulo Reys, que construíram um roteiro capaz de refletir a multiplicidade do homenageado.

“No ano passado, eu e o João Paulo Reys lançamos um livro de poemas do Jorge. E, por ocasião do lançamento, começamos a fazer pequenas apresentações musicais. Isso foi funcionando e ele foi querendo fazer cada vez mais. Aí, surgiu essa ideia, um pouco através da Casa de Rui Barbosa, do Alexandre Santini, de fazer uma homenagem para o Jorge aqui”, contou Maria Borba.

O roteiro reuniu diferentes vozes e linguagens, da música ao cinema, da literatura ao teatro, e culminou com a entrada de Mautner no palco, após acompanhar parte da cerimônia na plateia. “Foi pensado que a gente acabaria com ele se apresentando musicalmente, porque a gente sabe que esse é o ápice da noite”, explicou a curadora.

O ponto alto da noite veio quando Mautner, até então na plateia, subiu ao palco para se juntar aos amigos. Entre abraços, músicas e improvisos, a celebração culminou em um pocket show ao lado da cantora Cecília Beraba, encerrando a homenagem com a mesma energia que marcou toda a sua trajetória. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Novo presidente da Alerj será escolhido nesta quinta&#45;feira</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Guilherme Delarori, comunicou na sessão plenária da manhã desta quinta-feira (26) que na tarde de hoje será escolhido pelo plenário o novo presidente da Alerj. O eleito será o novo governador do estado até as eleições majoritárias de outubro.

A eleição foi convocada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter confirmado nesta quarta-feira (25) que as eleições para os cargos de governador e vice-governador do Rio de Janeiro deverá ocorrer de forma indireta. A confirmação foi feita após a Corte eleitoral corrigir a certidão do julgamento que condenou o ex-governador Cláudio Castro à inelegibilidade até 2030.

Notícias relacionadas:Entenda o que acontece no Rio com a renúncia de Cláudio Castro.TSE confirma eleições indiretas para o governo do Rio de Janeiro.O ex-governador do Rio Cláudio Castro renunciou na segunda-feira (23) ao cargo para concorrer a uma vaga no Senado. Na terça-feira (24), o TSE o condenou à inelegibilidade pelo prazo de oito anos, a contar do pleito de 2022. Assim, o ex-governador deve ser impedido de disputar eleições até 2030. Castro disse que irá apresentar recurso contra a decisão. 

Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, assumiu interinamente o governo. 

A situação ocorreu porque o vice-governador, Thiago Pampolha, que assumiu um cargo no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) saiu em 2025 e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, está afastado do cargo.

Os dois também foram condenados no processo por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. Thiago Pampolha foi condenado ao pagamento de multa.

O TSE ainda declarou inelegível o deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-secretário de governo de Castro.

Saiba mais sobre o caso no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil



O tribunal determinou que os votos recebidos por Bacellar deve ser retotalizados, ou seja, ele deve perder o cargo de deputado. A medida não é imediata porque ainda cabe recurso.

Bacellar não exerce o cargo desde 10 de dezembro de 2025 porque foi preso durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), em 3 de dezembro. 

O parlamentar teria vazado informações sigilosas sobre a investigação contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, acusado de intermediar compra e venda de armas para o Comando Vermelho (CV), principal facção criminosa do Rio de Janeiro.

Mensagens interceptadas pelos investigadores fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para prender e afastar Bacellar da presidência da Alerj. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula diz que aumento do preço dos combustíveis é injustificável</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não há justificativas para o aumento do preço do óleo diesel, uma vez que a alta do petróleo foi compensada pelos subsídios feitos pelo governo federal. Lula acrescentou que os aumentos da gasolina e do etanol não têm nada a ver com a guerra no Oriente Médio.

“Por isso, estamos com a Polícia Federal e os Procons na rua para pegar todas as pessoas que tiram proveito para prejudicar o povo e os caminhoneiros”, disse o presidente durante visita à unidade industrial da montadora Caoa, que reinaugurou, nesta quinta-feira (26), sua planta fabril em Anápolis (GO), por meio de parceria com a montadora chinesa Changan.

Irã

Notícias relacionadas:Sobe para 166 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel.Fiscalização da ANP tem 11 autuados por indícios de preços abusivos.MJSP faz plantão para atender Procons contra aumento de combustível.Ao discursar, Lula voltou a criticar a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo ele, não é correto que outros países – em especial, seus cidadãos – paguem o preço dessa guerra.

“Não vamos deixar a responsabilidade da guerra contra o Irã chegar no preço da alface, da cebola e do feijão que o povo brasileiro come. Não é possível que façam guerra a 15 mil quilômetros de distância do Brasil, e sobre para nós aqui, porque importamos 30% do óleo diesel”, disse o presidente.


“A gente criou subsídio e a gente tem a Petrobras para não permitir que o aumento chegue ao consumidor. Mesmo assim, tem malandro no posto de gasolina aumentando a gasolina e o etanol, que não têm nada a ver com a guerra no Irã. E estão aumentando o óleo diesel, mesmo com a gente dando subsídio”, complementou.


Entenda

O comportamento do preço dos combustíveis, especialmente os derivados de petróleo, como diesel, gás e gasolina, está sendo observado com atenção por autoridades, representantes do setor e motoristas por causa da guerra no Irã, que tem levado distúrbios à cadeia global de petróleo.

No Brasil, o governo federal adotou medidas para suavizar a escalada de preços, incluindo a zeragem de alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais incidentes sobre o diesel.

O diesel, utilizado por ônibus, caminhões e tratores, é o derivado que mais sente a pressão internacional. Um dos motivos é que o Brasil importa 30% do óleo que consome. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Justiça italiana aceita extradição de Zambelli; ainda cabe recurso</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Corte de Apelação da Itália decidiu favoravelmente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Roma.

Ainda cabe recurso da sentença, antes de o assunto ser levado para a decisão final do governo do país europeu.

Notícias relacionadas:Deputada Carla Zambelli, condenada pelo STF, deixa o Brasil.Deputada Carla Zambelli é presa na Itália .Em maio do ano passado, Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão e perda de mandato parlamentar por ser a autora intelectual da invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrido em janeiro de 2023.

A invasão resultou na inserção de um mandato falso de prisão contra o ministro da Corte, Alexandre de Moraes. De acordo com as investigações, o hackeamento foi executado por Walter Delgatti, que também foi condenado e confirmou ter realizado o trabalho a mando da ex-parlamentar.

Entenda

Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil no início de junho e passou quase dois meses foragida. No final de julho, a  ex-deputada foi detida na Itália em uma operação conjunta com a Polícia Federal brasileira, com base no alerta vermelho da Interpol, a polícia internacional.

Por ter dupla cidadania, a condenada tentava escapar do cumprimento de um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Carla Zambelli, então, foi encaminhada à penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma.

A defesa de Zambelli chegou a solicitar a transferência para prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde e falta de assistência médica adequada na unidade, mas os pedidos foram negados pela Corte de Apelação.

Em um segundo julgamento no Brasil, o STF condenou novamente a ex-parlamentar, desta vez por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo ao​​​ perseguir nas ruas de São Paulo o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.  A pena estipulada nesta condenação foi de cinco anos e três meses de prisão

Em fevereiro deste ano, a defesa tentou trocar os juízes do caso em Roma alegando parcialidade nas audiências, mas o pedido também foi negado.

Saiba mais sobre a decisão da Justiça italiana no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Entenda o que é vicaricídio; projeto de lei endurece pena para o crime</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Dentre os variados tipos de violência contra a mulher, o vicaricídio ganhou destaque recentemente após um caso ocorrido no interior de Goiás, em que um homem matou os próprios filhos com o objetivo de atingir a mulher. 

Nesta quarta-feira (25), o Senado aprovou um projeto que altera a legislação e cria penas mais pesadas para esse tipo de crime.  

Notícias relacionadas:Caso Itumbiara: Defensoria de GO move ação contra 10 veículos de mídia.Caso de Itumbiara acende alerta para violência vicária; entenda.Centro vai integrar dados para combater violência contra mulheres.Em fevereiro, o secretário da prefeitura de Itumbiara (GO), Thales Machado, atirou contra os dois filhos na residência onde morava e, em seguida, tirou a própria vida. Um dos meninos, de 12 anos, morreu antes que pudesse ser socorrido. O irmão mais novo, de 8 anos, foi levado ao hospital, mas morreu horas depois.  

Antes de atirar contra si mesmo, Thales Machado postou, nas redes sociais, uma carta em que cita uma suposta traição por parte da esposa e uma crise conjugal. 

O que é vicaricídio 

O crime consiste no assassinato de filhos ou parentes como forma de punir ou atingir mulheres. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil destacam que, em muitos casos, o agressor constrói uma narrativa em que se coloca como vítima e responsabiliza a companheira pelo ocorrido. 

De acordo com o texto aprovado pelo Senado, crime de vicaricídio consiste em “matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou pessoa sob guarda ou responsabilidade direta da mulher, com o fim específico de causar-lhe sofrimento, punição ou controle, no contexto de violência doméstica e familiar”.  

Com a aprovação, o crime será considerado hediondo e as penas serão de 20 a 40 anos de reclusão mais multa. O texto já havia sido aprovado pela Câmara e segue para sanção presidencial. 

A proposta altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos. A pena poderá ser aumentada em um terço nas seguintes situações: 


	crime praticado na presença da mulher a quem se pretende causar sofrimento 
	crime contra criança ou adolescente, pessoa idosa ou com deficiência 
	descumprimento de medida protetiva de urgência. 


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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>MPSP desarticula organização que manipula procedimentos fiscais</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deflagrou na manhã desta quinta-feira (26) uma operação decorrente das investigações de um esquema de corrupção que manipula procedimentos fiscais indevidamente envolvendo funcionários da Secretaria da Fazenda do estado. 

Segundo as apurações, o grupo atua no ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS, com possível pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro.

Notícias relacionadas:CEO do Grupo Fictor é alvo da PF por fraudes contra a Caixa.Supremo condena deputados do PL por corrupção passiva.Ministério Público e PF fazem operação em SP contra corrupção policial.Os 22 mandados de busca e apreensão da Operação Fisco Paralelo contra servidores públicos estaduais são cumpridos nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos por meio do Grupo Especial de Repressão a Delitos Econômicos (Gedec) e com apoio da Polícia Militar. 

Além de desarticular a organização, a operação teve o objetivo de coletar documentos, mídias e outras informações que possam contribuir para o avanço das investigações e a solução do caso.

De acordo com o MPSP, as diligências estão sendo realizadas em endereços vinculados a servidores lotados em diferentes órgãos da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, incluindo a Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa), a Delegacia Regional Tributária da Capital III (Butantã), a Delegacia Regional Tributária 12 (DRT-12 – ABCD), a Delegacia Regional Tributária 14 (DRT-14 – Osasco) e a Diretoria de Fiscalização (Difis).

Os investigados poderão responder por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Saiba mais sobre a operação no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil 

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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>SUS passa a oferecer teste rápido de dengue</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Saúde (MS) incorporou no Sistema Único de Saúde (SUS) o teste rápido para o diagnóstico da dengue.

A inclusão do Teste Rápido de Dengue NS1 na tabela nacional de procedimentos do SUS está publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26).

Notícias relacionadas:Combate à dengue é primeiro desafio de coalizão global de saúde.OMS recomenda testes de diagnóstico rápido para erradicar tuberculose.Março Azul: exames para rastrear câncer de intestino triplicam no SUS .A oferta do exame é feita de forma ampla em ambulatórios de postos de saúde e em hospitais da rede pública de saúde.

A solicitação do teste pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem para pacientes de todas as idades.

O método pode detectar a presença no sangue da proteína específica liberada pelo vírus da dengue (antígeno NS1) logo no início da infecção, diferentemente dos exames de anticorpos (sorologia), que acusam o diagnóstico positivo para a doença somente após o corpo reagir ao vírus (geralmente após o sexto dia de infecção).

A norma já está em vigor.

Vantagens

A identificação rápida da doença pode ocorrer já nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas característicos da infecção viral, como febre alta, dor no corpo e mal-estar.

O teste rápido da dengue não exclui a necessidade de buscar atendimento médico e poderá contribuir para o acompanhamento do profissional de saúde.

Com o resultado, o médico poderá detectar precocemente sinais de alerta, como a queda de plaquetas no sangue e o risco de evolução para a dengue hemorrágica.

O diagnóstico antecipado também garante maior precisão à vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.

Como funciona

O teste funciona por imunocromatografia. O dispositivo reage à presença do antígeno do vírus e o resultado fica pronto em poucos minutos.

Para a realização do exame, é necessária uma pequena amostra de sangue da pessoa com suspeita de estar com dengue, obtida apenas por um furo na ponta do dedo para a coleta do material.

É importante destacar que o teste de dengue não identifica os sorotipos virais da dengue e, também, não é capaz de informar se a pessoa contraiu o vírus da dengue anteriormente.

Não é necessário jejum ou qualquer outro tipo de preparo para fazer o exame. 

O teste será aplicado sem custo à população nas unidades públicas do SUS, mas se comprado nas farmácias privadas, custa em média R$ 40.

Principais sintomas da dengue:


	febre alta (39° a 40°c) e de início súbito;
	dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos;
	dores musculares e/ou articulares;
	prostração, caracterizada por cansaço extremo;
	náuseas e vômitos;
	manchas vermelhas na pele;
	dor abdominal.
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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:24 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Prouni: prazo para entrar na lista de espera termina quinta&#45;feira (26)</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Os estudantes interessados em participar da lista de espera para o Programa Universidade para Todos (Prouni) devem se manifestar até as 23h59 desta quinta-feira (26).

A demonstração do interesse em participar da lista deve ser feita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni.

Notícias relacionadas:Prouni 2026 oferece mais de 590 mil bolsas em instituições privadas.A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas.

Todas as informações sobre as regras do processo seletivo estão no Edital nº 2/2026.

Bolsas de estudo

Neste ano, estão sendo ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.

A edição de 2026 é a maior da história do Prouni, que ocorre há 22 anos.

O requisito para ter a bolsa integral do programa é comprovar a renda familiar menor ou igual a um salário-mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar não pode ultrapassar três salários-mínimos por pessoa.

Resultado

O resultado dos pré-selecionados para a lista de espera será divulgado na próxima terça-feira (31).

Os pré-selecionados terão até 10 de abril para enviar a documentação necessária para comprovação das informações declaradas na inscrição. Os estudantes poderão comparecer às instituições de ensino superior para entregar presencialmente a documentação ou encaminhá-la por meio virtual definido pela faculdade privada. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 26 Mar 2026 15:08:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Lula defende parcerias externas para trazer novas tecnologias ao país</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (25) que as parcerias que vêm sendo estabelecidas com outros países têm trazido ao Brasil novas tecnologias, investimentos e empregos para a população. Ele, no entanto, manifestou preocupação com a possibilidade de motivações políticas resultarem na falta de continuidade para os avanços conquistados.

Lula visitou hoje a unidade da China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC), empresa chinesa que está implantando uma fábrica de trens na cidade de Araraquara (SP).

Notícias relacionadas:Sobe para 166 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel.Governo mapeia projetos de mobilidade em 21 regiões metropolitanas.Ao discursar, Lula disse ser fundamental para o Brasil estabelecer parcerias desse tipo, com países dispostos a trazer tecnologias que o país ainda não domina. Isso significa, necessariamente, investir na formação de trabalhadores altamente qualificados, argumentou.


“Muitos profissionais brasileiros certamente irão à China e a outros países parceiros para cursos de aprendizado e aperfeiçoamento, assim como técnicos estrangeiros virão ao Brasil para contribuir com a transferência de conhecimento e a consolidação dessas tecnologias em território nacional”, acrescentou.


Na avaliação do presidente brasileiro, o país precisa romper barreiras e se transformar definitivamente em um país desenvolvido.

Mobilidade

Durante a visita, foram anunciados, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 5,6 bilhões em investimentos para a mobilidade urbana de São Paulo.

Deste total, R$ 3,2 bilhões são referentes à segunda parcela do financiamento ao aporte público para a implantação do Trem Intercidades Eixo Norte (TIC Eixo Norte), que ligará São Paulo a Campinas; e R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo.


“O projeto desse trem de média velocidade [de até 150 km/h] é importante aqui em São Paulo. Por isso, não fico pensando de que partido é o governador. Eu penso apenas que se o povo precisa do projeto, nós temos de fazê-lo”, argumentou Lula.


O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que a estratégia adotada é a de usar o poder de compra do Estado brasileiro para trazer de volta a indústria. “Queremos ver a carteira de trabalho assinada, e os trabalhadores entrando na fábrica e ajudando a reindustrializar o país”.

Fluxo livre

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, que é médico, usou de seus conhecimentos profissionais para ressaltar a importância da mobilidade urbana.

Dirigindo-se às autoridades e aos empresários chineses que participaram do evento, ele lembrou que, segundo a medicina chinesa, “onde há fluxo livre não há dor”, e que o segredo da acupuntura é abrir os meridianos.


“O que nós estamos fazendo aqui é garantir fluxo livre nas cidades, na região, no estado”, disse o vice-presidente, que é também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.


Alckmin destacou que não serão necessários gastos com desapropriações ao longo do trajeto da ferrovia, uma vez que toda a área, de São Paulo até Campinas, pertence ao governo federal. “E estamos cedendo toda a área. Portanto, não haverá nenhuma despesa de desapropriação”.

CRRC

O presidente da chinesa CRRC Brasil, Li Bangyong, disse que a empresa está colocando em prática sua meta de se estabelecer no Brasil para oferecer serviços no mercado nacional.


“Esperamos que, com os esforços conjuntos, consigamos transformar uma fábrica de trens chinesa em uma fábrica brasileira. Esperamos transformar a tecnologia chinesa em tecnologia brasileira, melhorando ao máximo a mobilidade dos brasileiros e contribuindo para a economia brasileira”, discursou.


A CRRC é a maior fabricante de trens no mundo. Segundo o Palácio Planalto, a instalação de uma unidade da empresa chinesa no Brasil é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico, industrial e logístico do país.

O início de produção de trens está previsto para o segundo semestre de 2026. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Minas e usinas de carvão podem causar 1,3 mil mortes até 2040</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um estudo divulgado nesta quarta-feira (25) aponta que as atividades no complexo carbonífero de Candiota, no Rio Grande do Sul, podem provocar até 1,3 mil mortes e gerar prejuízos de R$ 11,7 bilhões em saúde até 2040. Os efeitos podem se estender para outras regiões do país e chegar à Argentina, Paraguai e Uruguai.

O estudo é de autoria do Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) em parceria com o Instituto Internacional Arayara. Para chegar ao cálculo de mortes, os pesquisadores levam em conta as 430 que já teriam ocorrido entre 2017 e 2025, e as 870 previstas entre 2026 e 2040.


Notícias relacionadas:Peixes migratórios de água doce estão entre os mais ameaçados no mundo.Barreira de cabelo humano ajudará a conter óleo na Baía de Guanabara.Sobe para 166 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel.“O carvão não é um contribuinte significativo para a matriz energética do Brasil, mas seus impactos negativos são desproporcionalmente altos”, disse Vera Tattari, analista do CREA e principal autora do relatório.


Vera Tattari acrescenta que as operações de mineração de carvão em Candiota carregam uma responsabilidade transfronteiriça inaceitavelmente grande pela saúde de milhares de pessoas.

Segundo o estudo, a queima do carvão mineral brasileiro, caracterizado por alto teor de cinzas, libera grandes quantidades de poluentes, como material particulado fino (PM2.5). As emissões também surgem durante a extração do carvão, manuseio e transporte, processos que levam à exposição cumulativa pelas populações do entorno.

As mortes causadas pelo PM2.5 estão relacionadas com o câncer de pulmão, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), doença cardíaca isquêmica, acidente vascular cerebral (AVC) e diabetes. Crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde pré-existentes sãos mais vulneráveis.

O Rio Grande do Sul detém 53% da produção de carvão do país, e 89% das reservas de carvão. Quatro projetos independentes de carvão operam na região de Candiota: as minas de carvão de Candiota (1,46 MTPA) e Seival Sul (1,6 MTPA), e as usinas termelétricas a carvão Candiota III (350 MW) e Pampa Sul (345 MW).

Impactos à saúde

O estudo mostra que os impactos da poluição atmosférica produzida pelo carvão mineral afetam grávidas e recém-nascidos. A exposição aos poluentes pode levar a resultados adversos no parto.

No acumulado de 2017 a 2040, a estimativa é de que este tipo de poluição cause 460 partos prematuros e 270 nascimentos de bebês com baixo peso, fator de risco para questões de saúde de longo prazo.

O carvão também está associado a piora dos sintomas de asma e, consequentemente, ao aumento das idas aos hospitais. São estimadas 1.730 visitas aos atendimentos de emergência por motivos de asma e 190 novos casos de asma entre crianças.

Além dos efeitos diretos, os dados também mostram uma previsão de 510 milhões de dias de faltas no trabalho por motivos de saúde relacionados ao carvão. Segundo o relatório, as ausências representam perda de produtividade, fluxos de trabalho interrompidos e redução da produção econômica em múltiplos setores.

Pressões por interrupção

A conclusão do estudo é de que a “continuidade da operação de usinas termelétricas a carvão compromete os compromissos do Brasil diante do Acordo de Paris e contradiz seu potencial como um líder global em matéria de energia renovável, dados os vastos recursos hidrelétricos, eólicos e solares.&quot;

O documento defende ainda que a eliminação gradual do carvão poderia ser alcançada com a combinação de políticas de incentivo, investimentos em fontes renováveis, regulações de emissões mais restritas, e medidas de transição justa para trabalhadores e comunidades economicamente dependentes do carvão.

O estudo destaca que a energia de origem fóssil contribui com uma pequena fração da matriz elétrica do Brasil (cerca de 1,6%), mas os impactos ambientais são grandes em termos de poluição atmosférica. Mesmo assim, é subsidiada com dinheiro público, já que a Lei 15.269/2025 garante a contratação de usinas a carvão até 2040.

“O Brasil precisa avançar rumo a uma política de transição energética verdadeiramente justa e sustentável para os territórios de mineração e queima de carvão para fins energéticos, com a inclusão dos trabalhadores, a reparação de passivos e um plano de trabalho para o descomissionamento das usinas termelétricas”, diz Juliano Bueno de Araújo, diretor técnico do Instituto Arayara.

CREA e Arayara listam cinco recomendações para o governo:


	Adotar cronograma legal para desativar as usinas termelétricas a carvão antes dos prazos de validade das licenças em vigor;
	Encerrar subsídios federais e estaduais, isenções tributárias, pagamentos por capacidade e mecanismos que apoiam a mineração de carvão e a geração de energia a carvão;
	Reforçar fiscalização do licenciamento ambiental e dos limites de emissão;
	Exigir o uso de Avaliações de Impacto à Saúde (AIS) e análises cumulativas de impacto em todas as renovações de licença, processos judiciais e decisões políticas envolvendo a infraestrutura do carvão;
	Promover transição justa para trabalhadores do setor, que incluem apoio à geração de renda e requalificação para que sejam realocados em outros postos de trabalho.


Posicionamento das empresas

Procurada pela Agência Brasil, a Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS), que representa todas as empresas carboníferas do país, disse, em nota, que &quot;todas as emissões de usinas a carvão mineral da região e de todo o Brasil são monitoradas em tempo real, seguindo parâmetros seguros definidos pelas autoridades com base na ciência&quot;. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Peixes migratórios de água doce estão entre os mais ameaçados no mundo</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O relatório Avaliação Global dos Peixes Migratórios de Água Doce, lançado durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), em Campo Grande (MS), identificou 325 espécies que necessitam de esforços de conservação internacional em todo o mundo.

O estudo indicou que desse total, 55 espécies estão na América Latina. A Bacia Amazônica foi considerada área prioritária para ações de proteção da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS na sigla em inglês).

Notícias relacionadas:Barreira de cabelo humano ajudará a conter óleo na Baía de Guanabara.Bonito vai sediar a primeira vara ambiental com foco no Pantanal.TEDxAmazônia 2026 será realizado pela 1ª vez fora do Brasil.“O relatório traz um estudo de caso associado com 20 espécies amazônicas. E aí você vê que a Bacia Amazônica está sendo muito afetada. E a gente tem que colocar nessa conta a mudança climática. A Amazônia enfrentou episódios de seca extremas, que tem um impacto gigantesco nesse recurso”, destaca a secretária Nacional de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Rita Mesquita.

Os dados do relatório global apontam ainda uma crise silenciosa em baixo d’água com a diminuição de cerca de 81% das populações de peixes migratórios de água doce em todo o mundo, desde 1970.

A construção de barragens, poluição por plásticos e outras substâncias e pesca predatória são algumas das ameaças indicadas no estudo, agravadas pelas mudanças climáticas que impulsionam a degradação e fragmentação dos seus habitats. Com rios mais secos e desconectados, as espécies ficam impossibilitadas de migrar em busca de alimento ou para reprodução.


“Isso tudo leva a uma pressão muito grande sobre essas espécies, que são base econômica para as pessoas que vivem na Amazônia e dependem da fonte proteica na alimentação. Isso impacta não só a Amazônia brasileira, mas todas as populações que vivem ao longo dos rios”, alerta Carlos Durigan, pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.


Delegação brasileira

De acordo com a secretária Rita Mesquita, a delegação brasileira tem atuado nesta COP15 com propostas para reverter o declínio das espécies migratórias que passam pelo território nacional. Um exemplo é o Plano de Ação Regional para os Bagres Migratórios da Amazônia, elaborado em cooperação com Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, entre os anos de 2024 e 2025.


“São espécies que viajam 11 mil quilômetros para os sítios de reprodução e acasalamento, e percorrem um caminho impressionante para atingir maturidade. Então,não importa o que a gente faça dentro do Brasil, se isso não tiver um espelho nos outros países”, reforça.


O Brasil também apoia a inclusão da espécie chamada popularmente de pintado, ou surubim-pintado (Pseudoplatystoma corruscans), presente na Bacia do Prata, para que entre na lista do Anexo II da CMS.

“Há muito mais espécies que deveriam estar na convenção e não estão, o próprio relatório confirma isso. O Brasil, por exemplo, está prestes a lançar a lista das espécies ameaçadas de extinção. É uma atualização em que algumas espécies mudaram de status de vulnerabilidade e, então, a preocupação aumenta e os esforços também precisam ser melhorados”, conclui.

Confira aqui a integra do relatório em inglês.  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Sobe para 166 número de cidades do Sul que relatam escassez de diesel</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Subiu para 166 o número de municípios do Rio Grande do Sul que relatam problemas relacionados à escassez no abastecimento de óleo diesel. A informação consta em um boletim da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), ao qual a Agência Brasil teve acesso, nesta quarta-feira (25).

Os dados estão atualizados até as 9h dessa quarta-feira. Na última quinta-feira (19), o número de cidades atingidas era 142. Dois municípios, Formigueiro e Tupanciretã, mantêm estado de emergência.

Notícias relacionadas:Fiscalização da ANP tem 11 autuados por indícios de preços abusivos.ANP fiscaliza distribuidoras de combustível no Rio de Janeiro.Levantamento aponta falta de diesel em 142 municípios gaúchos.A Famurs detalha que recebeu retorno à consulta de 384 dos 497 municípios gaúchos. Os 166 atingidos representam um terço das cidades do Rio Grande do Sul. A capital, Porto Alegre, não consta como afetada.

De acordo com a federação gaúcha, os sinais de desabastecimento acendem “um sinal de alerta para o funcionamento dos serviços essenciais nas cidades”.

Prefeituras estão direcionando o combustível para áreas essenciais, como serviços na área da saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades que dependem de maquinário foram suspensas.

O óleo diesel é o principal combustíveis para veículos como caminhões, ônibus e tratores.

ANP

A Agência Brasil solicitou esclarecimentos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, órgão regulador do setor, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

À ocasião do último balanço, que dava conta de 142 cidades afetadas, a ANP informou que o cenário era de que “não havia falta de produtos, mas questões logísticas”.

Reflexos da guerra

A questão nas cidades gaúchas e aumento do preço do óleo diesel em diversas partes do país são reflexos da guerra no Irã, que afeta a cadeia global do petróleo.

O óleo diesel é o derivado do petróleo que mais sente os impactos do cenário internacional, uma vez que o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do litro do óleo diesel no país subiu cerca de 20%, segundo a ANP. 

Ações do governo

O governo tem tomado medidas para atenuar o repasse da alta global ao consumidor final. Uma delas foi a zeragem das alíquotas dos tributos federais que incidem sobre o diesel, o Pis e a Cofins.

O governo também trabalha com a subvenção às empresas (espécie de reembolso) de R$ 0,32 para cada litro de diesel produzido ou importado.

A Petrobras, principal fornecedora do país, chegou a reajustar o preço do óleo diesel em R$ 0,38 no último dia 14, mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pelas ações do governo federal. 

Além disso, há a proposta para que estados também colaborem com subsídio ao diesel. 

A ANP atua ainda na fiscalização da cadeia de comercialização dos combustíveis, visitando postos e distribuidoras. 

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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Petrobras reafirma interesse na recompra da Refinaria de Mataripe</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Petrobras reafirmou o interesse em recomprar a Refinaria de Mataripe, na Bahia, privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. A confirmação foi feita por meio de um ofício à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na última terça-feira (24).

Na segunda-feira (23), a CVM ─ autarquia federal que regula e fiscaliza o mercado de capitais (ambiente que reúne a Bolsa de Valores) ─ tinha questionado a estatal de petróleo sobre declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia anunciado a intenção de a empresa recomprar a refinaria baiana, também chamada de Refinaria Landulpho Alves.

Notícias relacionadas:Petrobras e Finep destinam R$ 30 milhões para pesquisas em biorrefino.Petrobras diz entregar todo o combustível produzido nas refinarias.Petrobras suspendeu leilão de combustíveis para reavaliar estoques.As declarações de Lula foram feitas na última sexta-feira (20), durante um evento em outra refinaria, a Gabriel Passos, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. O presidente estava ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Posição pública

É praxe da CVM buscar esclarecimentos públicos de empresas negociadas na Bolsa de Valores sobre relatos na imprensa a respeito de negócios de compra e venda, como o citado pelo presidente Lula.

Em resposta ao ofício, a Petrobras informou que “analisa continuamente oportunidades de investimentos e negócios, inclusive eventual compra da Refinaria de Mataripe S.A.”.

A estatal acrescentou que a intenção já havia sido mencionada oficialmente pela empresa por meio de comunicados em dezembro de 2023 e março de 2024.

No entanto, a Petrobras informa que não há informações relevantes adicionais a serem divulgadas.

“A Petrobras reforça seu compromisso com a ampla transparência e manterá o mercado informado em relação a qualquer fato julgado relevante sobre o tema”, finaliza a resposta à CVM.

Privatização

A Refinaria Landulpho Alves é a segunda maior do país e fica no distrito de Mataripe, em São Francisco do Conde, região metropolitana de Salvador.

A instalação iniciou as operações em setembro de 1950, sendo a mais antiga do Brasil.

Em 2021, foi vendida à Mubadala Capital, gestora que representa o fundo de investimento do governo de Abu Dhabi. A empresa Acelen foi criada para ser a responsável pela refinaria.

Mataripe tem alcance de refino de 300 mil barris de petróleo por dia, o que equivale a 14% da capacidade total de refino do país.

A refinaria tem produtos como óleo diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, solvente, lubrificantes e gás de cozinha (GLP), entre outros.

Controle do Estado

A menção de Lula à reaquisição de Mataripe foi feita no cenário em que o governo carece de controle sobre o preço dos combustíveis, especialmente o óleo diesel, durante a guerra no Irã, que levou distúrbios à produção e ao transporte de petróleo no mercado internacional.

“Pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, declarou o presidente na ocasião.

Além de críticas à venda da refinaria, o governo também tem queixas em relação à venda de postos de combustíveis.

Também no governo Bolsonaro, a BR Distribuidora, então subsidiária da Petrobras, foi privatizada sob a justificativa de otimizar o portfólio e melhorar a alocação do capital da petrolífera. A compradora foi a Vibra Energia.

A venda incluiu licença para a compradora manter a bandeira BR até 28 de junho de 2029. Ou seja, apesar de exibirem a marca BR, os postos espalhados pelo país não são de propriedade da companhia, que assinou também um termo de non-compete (sem competição, no jargão dos negócios), impedindo-a de concorrer com a Vibra. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Elefante&#45;marinho volta a ser avistado no litoral alagoano</title>
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				Após dias desaparecido, um elefante-marinho voltou a ser visto no litoral alagoano. Apelidado de Leôncio, o animal tinha sido visto pela última vez na segunda-feira (23) e foi localizado nesta quarta-feira (25) nas águas do litoral sul alagoano pela equipe do Instituto Biota de Conservação, organização que desenvolve ações de resgate e conservação da fauna marinha.

Leôncio, que recebeu o nome após uma campanha nas redes sociais, chegou no litoral de Alagoas no dia 11 e desde então ficou passeando pelas areias das praias de Ipioca e Garça, na capital Maceió, e em Barra de Santo Antônio, em Paripueira.

Notícias relacionadas:Plano busca fortalecer Sistema Nacional do Meio Ambiente até 2036.Conheça novas áreas de proteção ambiental no Cerrado e no Pantanal.Peixes migratórios de água doce estão entre os mais ameaçados no mundo.Segundo o instituto, o animal está em um processo de muda de pelagem - comum para a espécie - que pode levar de uma a quatro semanas. Durante esse período é comum que o animal fique na praia, descansando, enquanto completa o processo.

O instituto esclarece ainda que o elefante-marinho não está doente, por isso não precisa ser capturado para algum tipo de intervenção. Precisa apenas de  repouso mesmo.

Desde que foi avistado, Leôncio tem sido alvo de perturbação por parte de moradores locais. Em razão disso, o instituto lançou um alerta pedindo para que as pessoas respeitem o espaço do animal e o deixem descansar.

Ações como tocar, afugentar, alimentar, perseguir, interagir são consideradas molestamento e podem prejudicar o comportamento natural do animal.

“Caso encontre o animal, mantenha distância, não interaja e não tente empurrá-lo para a água. Entre em contato conosco pelo telefone/WhatsApp: (82) 99115.2944”, esclarece o instituto. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Barreira de cabelo humano ajudará a conter óleo na Baía de Guanabara</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, passou a contar com uma tecnologia inédita de contenção de poluentes: barreiras produzidas com cabelo humano começaram a ser instaladas para absorver óleo e reter resíduos. A iniciativa foi implementada na Enseada de Bom Jesus, na Ilha do Fundão, na zona norte da capital fluminense.

Dispositivos formados por rolos de cabelo humano e envolvidos em malha de algodão foram acoplados a uma barreira flutuante de cerca de 300 metros. A estrutura já era usada para reter lixo e passa agora a absorver também poluentes oleosos ─ um avanço importante para a proteção do manguezal local.

Notícias relacionadas:Pacto global para proteger manguezais tem adesão de 46 governos.Pesquisadores encontram mercúrio em peixes da Baía de Guanabara.Campanha pede criação de reserva para proteger manguezal em Pernambuco.Estudos indicam que um grama de cabelo pode absorver, em média, cinco gramas de óleo, o que torna o material uma alternativa eficiente e de baixo custo no combate à poluição.

A ação é liderada pelas organizações não governamentais (ONGs) Orla Sem Lixo Transforma (OSLT) e Fiotrar, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. É a primeira vez que essa tecnologia é aplicada em ambiente natural no país.

Os rolos de cabelo humano são aproveitados do que seria descartado pela ONG Fiotrar, que recebe doações para produzir perucas para pacientes com câncer.

Diretora do Fiotrar, Caroline Carvalho celebra que a instalação da barreira é a validação de anos de pesquisa e desenvolvimento dessa tecnologia.

&quot;Depois de um longo caminho para transformar uma ideia em uma solução aplicável, chegar a essa etapa significa provar, na prática, que é possível unir ciência, sustentabilidade e impacto social de forma concreta”.

A coordenadora do Orla Sem Lixo Transforma e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Suzana Vinzon, conta que o projeto passou por um ciclo de testes ao longo do último ano, que buscou adaptar a tecnologia às condições ambientais específicas da Baía de Guanabara e às características estruturais das barreiras desenvolvidas.

A proteção dos manguezais é considerada estratégica para a resiliência da Baía de Guanabara. Esses ecossistemas funcionam como barreiras naturais, reduzindo a força das ondas e protegendo a costa contra erosão e eventos extremos. Ao evitar a contaminação por óleo e lixo, a nova tecnologia ajuda a preservar essas áreas, fundamentais também para o sequestro de carbono e a manutenção da biodiversidade.

Especialista em conservação da biodiversidade na Fundação Grupo Boticário, a oceanógrafa Liziane Alberti defende que a iniciativa mostra como diferentes soluções podem se complementar para enfrentar desafios ambientais complexos como a poluição marinha. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>STF inicia votação sobre suspensão do pagamento de penduricalhos</title>
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				O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou há pouco a votação que vai definir se serão mantidas as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

A Corte avalia as decisões individuais dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes, que suspenderam os pagamentos. 

Notícias relacionadas:STF retoma julgamento sobre pagamento de penduricalhos .Gilmar proíbe MP e tribunais de acelerar pagamentos de penduricalhos.Além de definir se os pagamentos continuarão suspensos, os ministros também vão decidir se regras de transição serão estipuladas.

No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve ser aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.

Em seguida, Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

Estima-se que o Judiciário e o Ministério Público pagam cerca de R$ 17 bilhões em penduricalhos acima do teto constitucional. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 25 Mar 2026 17:16:40 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo quer flexibilizar descanso de caminhoneiros na volta para casa</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O governo federal apresentará esta semana novas medidas de apoio aos caminhoneiros autônomos. A ideia é viabilizar, em caráter excepcional, flexibilização do horário de descanso quando o caminhoneiro estiver no retorno para casa, após ter concluído o serviço de frete para o qual foi contratado.

A proposta, elaborada a partir do diálogo que o ministro dos Transportes, Renan Filho, tem mantido com caminhoneiros autônomos, foi anunciada nesta terça-feira (24) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).


Notícias relacionadas:Começam a vigorar novas regras para frete no Brasil.“Queremos que isso seja decidido ainda esta semana, aproveitando o calor do momento”, disse à Agência Brasil, após participar do programa.


Segundo ele, o formato da decisão ainda será decidido, se medida provisória ou por entendimento com o Judiciário, entendimento da Advocacia-Geral da União (AGU).

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Veja a entrevista completa:



O ministro lembrou que parte da lei que prevê a obrigatoriedade de descanso a cada 11 horas foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


“Queremos encontrar um meio termo. Por exemplo, quando o caminhoneiro está retornando para sua casa e tem de parar, às vezes estando a poucas horas de casa”, acrescentou.
 


Conquista da categoria

Durante o Bom Dia Ministro, Renan Filho ressaltou que a parada é uma conquista necessária dos motoristas, uma vez que o descanso “é importante e garante repouso e sono ao caminhoneiro”.

“Mas não se pode obrigá‑lo a parar quando, ao retornar do frete, estiver a uma hora e meia de casa, por exemplo, com sua esposa esperando”, acrescentou ao destacar que evitar essa parada pode, inclusive, a partir de um novo modelo com parâmetros que permitam maior planejamento, evitar custos adicionais para o caminhoneiro.

Frete mínimo

Outra medida em apoio aos caminhoneiros autônomos foi a definição de uma tabela com os valores mínimos a serem pagos pelos serviços de frete. Ao manter atualizados os preços dos combustíveis, os valores são atualizados, de forma a garantir a justa remuneração desses profissionais.

Essa garantia será possível porque torna obrigatória a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de iniciar o serviço de frete.

De acordo com Renan Filho, uma das medidas que mais prejudicam os caminhoneiros “são as empresas que pagam menos para aumentar sua margem de lucro”.

“Não haverá falha porque a fiscalização é eletrônica e faz uso de inteligência artificial para barrar pagamentos abaixo do valor mínimo do frete em todo o país”, explicou. 

Redução do ICMS

Sobre a proposta apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos governadores – de redução do ICMS como medida para redução do preço dos combustíveis – Renan Filho disse que o governo dialoga de forma colaborativa com os estados.

“O governo agora está dialogando, pedindo a colaboração de todos, porque vivemos em uma Federação e porque essa guerra elevou o preço do combustível no mundo inteiro”.
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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>CNU 1: governo convoca 1,8 mil candidatos para vagas remanescentes</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) convocou, nesta terça-feira (24), 1.860 candidatos para vagas remanescentes da primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).  A convocação foi publicada no Diário Oficial da União.

As vagas ainda não preenchidas equivalem a 21% do total das 8.573 vagas ofertadas no certame de 2024, considerando tanto as vagas originalmente previstas em edital quanto aquelas autorizadas posteriormente.

Notícias relacionadas:Pescadores beneficiados pelo Seguro-Defeso recebem 6º lote nesta terça.Receita recebe mais de 1 milhão de declarações do IRPF no primeiro dia.Os cargos que exigem curso de formação na Escola Nacional de Administração Pública (Enap) e os de agências reguladoras (que têm cronogramas próprios) ficaram de fora da nova chamada.

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Abrangência

As vagas remanescentes do chamado Enem dos Concursos abrangem 131 cargos diferentes em diversos órgãos federais.

Entre as atividades estão gestão pública, ao planejamento governamental, às políticas agrárias, à produção de dados e ao desenvolvimento científico e tecnológico.

Os cargos com os maiores volumes de vagas nesta rodada são:


	 analista técnico-administrativo, com 399 vagas (21% do total de convocações);
	analista em reforma e desenvolvimento agrário, com 201 vagas (11% do total);
	analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas, com 128 vagas;
	tecnologista em informações geográficas e estatísticas, 112 vagas.


Na área de ciência, tecnologia e inovação, os cargos são:


	analista em ciência e tecnologia, com 101 vagas;
	tecnologista, com 64 vagas;
	pesquisador-tecnologista em informações e avaliações educacionais, com 14 vagas.
	Já no eixo de políticas voltadas ao campo e segurança sanitária, destacam-se:
	engenheiro agrônomo, com 59 vagas;
	agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal, com 56 vagas;
	agente de atividades agropecuárias, com 53 vagas;
	auditor-fiscal federal agropecuário, com 53 vagas.


As políticas voltadas aos povos indígenas e à atuação na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) contam com:


	especialista em indigenismo, com 141 vagas;
	técnico em indigenismo, com 74 vagas.


Órgãos com mais vagas

Confira a divisão de vagas por órgão com mais vagas remanescentes:


	Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) - 333 vagas;
	Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - 312 vagas;
	Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) - 215 vagas;
	Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) - 211 vagas;
	Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) - 200 vagas;
	Advocacia-Geral da União (AGU) - 184 vagas.


Diversidade e ações afirmativas

O governo diz ter mantido a política de ações afirmativas nesta chamada de ocupação das vagas remanescentes:


	74% ampla concorrência (1.390 vagas);
	18% pessoas negras (329 vagas);
	7% pessoas com deficiência (122 vagas);
	2% pessoas indígenas (29 vagas).


Em nota, o Ministério da Gestão informa que as políticas de inclusão e ações afirmativas adotadas nos concursos públicos federais promovem um serviço público mais inclusivo e diverso, “garantindo oportunidades de ingresso para diferentes grupos da população e fortalecendo a representatividade no quadro de seus servidores.”

CNU 1

A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado ofereceu 8.573 vagas, considerando tanto as vagas originalmente previstas (6.640) em edital, quanto aquelas autorizadas posteriormente.

Para conferir os nomes dos candidatos aprovados que se encontram em lista de espera do CNU 1 para contratação temporária de pessoal acesse aqui.

O processo seletivo teve recorde histórico de mais de 2,1 milhões de inscritos confirmados. Porém, o índice de abstenção foi de 54,12%. Em 18 de agosto de 2024, exatamente 970.037 pessoas compareceram para realizar as provas objetivas e dissertativas do certame.

A estratégia do ministério para a realização do CNU 1 permitiu a aplicação de provas simultâneas em 228 cidades brasileiras de todas as 27 unidades da federação. Ao todo, foram usados 3.665 locais de prova, somando mais de 75 mil salas de aplicação simultânea em todo o Brasil.

Entre 2023 e 2025, 16,5 mil pessoas ingressaram no serviço público federal por meio do CNU 2024 e de outros concursos públicos, segundo o Ministério da Gestão. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>OMS recomenda testes de diagnóstico rápido para erradicar tuberculose</title>
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				No Dia Mundial da Tuberculose, lembrado nesta terça-feira (24), a Organização Mundial da Saúde (OMS) cobrou maiores esforços para erradicar a doença e ampliar o acesso a novas tecnologias, incluindo testes diagnósticos que podem ser feitos no próprio local de atendimento e swabs de língua que detectam a bactéria mais rapidamente.

Em nota, a entidade destacou que as novas tecnologias representam mais um passo rumo à detecção precoce e ao tratamento mais rápido de uma das doenças infecciosas mais mortais do mundo.


Notícias relacionadas:Baixo financiamento mundial ameaça combate à tuberculose.“Esses testes portáteis e fáceis de usar aproximam o diagnóstico da tuberculose dos locais onde as pessoas normalmente buscam atendimento”.


A OMS informa que esses testes custam menos da metade do preço de exames moleculares já existentes e podem ajudar diversos países a expandir o acesso à testagem: &quot;os testes podem funcionar por meio de bateria e fornecem resultados em menos de uma hora, permitindo que os pacientes iniciem o tratamento mais cedo”, completou a nota.

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Em todo o mundo, mais de 3,3 mil pessoas morrem por dia vítimas da doença. Os números da agência mostram ainda que há 29 mil novos casos de tuberculose por dia.


“Os esforços globais para combater a tuberculose salvaram cerca de 83 milhões de vidas desde 2000; no entanto, os cortes no financiamento global da saúde ameaçam reverter esses avanços”.


“A adoção de ferramentas de diagnóstico rápido tem sido um desafio em muitos países, em parte, devido aos altos custos e à dependência do transporte de amostras para viabilizar os testes em laboratórios centralizados”, destacou a entidade.

Para a entidade, esses esforços podem contribuir para alcançar metas globais de acesso aos testes de tuberculose e resistência a medicamentos, além de reduzir atrasos no início do tratamento e conter a transmissão.

Brasil

Dados do Boletim Epidemiológico Tuberculose 2025, do Ministério da Saúde, mostram que 84,3 mil pessoas contraíram a doença no país em 2024 – uma incidência de 39,7 casos para cada 100 mil habitantes. Nesse período, foram contabilizados ainda mais de 6 mil óbitos.

Os maiores coeficientes de incidência foram observados no Amazonas (94,7 por 100 mil), no Rio de Janeiro (75,3 por 100 mil) e em Roraima (64,3 por 100 mil).

Na mortalidade, considerando os dados consolidados de 2023, os destaques foram Amazonas, (5,1 por 100 mil), Pernambuco (4,8 por 100 mil) e Rio de Janeiro (com 4,6 por 100 mil).

Entenda

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível, causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch.

A doença afeta principalmente os pulmões, mas pode atingir outros órgãos e/ou sistemas. A forma extrapulmonar ocorre com mais frequência em pessoas que vivem com HIV.

A transmissão acontece por via respiratória, pela eliminação de partículas muito pequenas produzidas por tosse, fala ou espirro de uma pessoa com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea) sem tratamento.

Quando outras pessoas respirarem essas partículas, há a possibilidade de se infectarem.

De acordo com o Ministério da Saúde, calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, uma pessoa com tuberculose pulmonar e/ou laríngea ativa sem tratamento e que esteja eliminando partículas com bacilos, possa infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.

Segundo a pasta, com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias, o risco de transmissão da doença cai drasticamente.

“No entanto, o ideal é adotar medidas de controle de infecção até que o resultado da baciloscopia [exame para detectar a bactéria da tuberculose] se torne negativo – tais como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir e manter o ambiente bem ventilado, com bastante luz natural.”

O bacilo de Koch é sensível à luz do sol e a circulação de ar ajuda a dispersar as partículas infectantes. Por isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

&quot;A ‘etiqueta da tosse’, ou seja, cobrir a boca com o antebraço ou lenço ao tossir, também é uma medida importante”, informa o Ministério da Saúde.

Dentre os sintomas associados à tuberculose estão:


	tosse seca ou produtiva (com catarro) por três semanas ou mais;
	febre à tarde;
	suor noturno;
	emagrecimento.


“Se uma pessoa apresentar sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final”, concluiu o ministério.

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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ata do Copom: BC não indica mais cortes na taxa de juros</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Banco Central (BC) não indicou um novo corte na taxa Selic, os juros básicos da economia. Em meio às tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmou que a magnitude e o “ciclo de calibração” (para cima ou para baixo) da Selic serão determinados “ao longo do tempo”, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (24). Na ocasião, o colegiado reduziu os juros em de 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano.


Notícias relacionadas:Copom se reúne nesta quarta com petróleo sob pressão da guerra.Banco Central tem prejuízo de R$ 119,97 bilhões em 2025.“Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual a duração e extensão dos conflitos geopolíticos, assim como sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços, dificultam a identificação de tendências claras”, diz a ata.


Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto percentual na taxa. Para o Copom, a atual conjuntura exige “perseverança, firmeza e serenidade” na condução da política monetária e uma restrição maior e por mais tempo do que seria apropriado antes.

“As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes. Foi ressaltado que o custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas”, explicou o BC.

“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo [principalmente de commodities, como o petróleo]”, diz a ata.

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A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. Para este ano, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país – subiu para 4,17%, de acordo com o último boletim do BC.

Os analistas também estimam que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano.

Desde junho do ano passado, a Selic estava em 15% ao ano. A última vez em que o Copom reduziu os juros foi em maio de 2024, quando a Selic passou de 10,75% para 10,5% ao ano. Em setembro do mesmo ano, a taxa começou a ser elevada, até chegar aos 15% ao ano.

Cenários

De acordo com ata divulgada hoje, até o início dos conflitos, as leituras indicavam algum arrefecimento da inflação e crescimento econômico compatível com a política monetária em curso. Por isso, na reunião de janeiro, o Copom julgou adequado sinalizar o início de um ciclo de calibração da taxa básica de juros, ainda que mantendo seu caráter restritivo.

Mas a incerteza com relação ao cenário externo se elevou consideravelmente, avaliou o colegiado.


&quot;Além do agravamento das tensões geopolíticas, novas incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos colaboraram para tornar esse cenário ainda mais incerto”, diz a ata.


Sobre o ambiente doméstico, o Copom reafirma que a saúde das contas públicas também é fator determinante para o sucesso do controle da inflação. Segundo o BC, a política fiscal não apenas estimula a demanda no curto prazo, mas molda a confiança dos investidores na sustentabilidade da dívida brasileira.

O Copom enfatizou que uma política fiscal contracíclica — aquela que ajuda a equilibrar a economia em momentos de euforia ou retração — é essencial para reduzir o &quot;prêmio de risco&quot;. Quando o mercado percebe incerteza sobre o pagamento da dívida pública, exige juros mais altos para emprestar dinheiro ao país.

“O esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, explicou. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Subnotificados, casos de Oropouche atingem 2% da população brasileira</title>
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				Dados sobre a Febre do Oropouche divulgados nesta terça-feira (24) indicam que a incidência real da doença é muito superior às ocorrências notificados, com até 200 casos reais para cada episódio conhecido.

Entre 1960 e 2025 a doença já infectou 9,4 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, das quais ao menos 5,5 milhões no Brasil.

Notícias relacionadas:Estudo explica diferença de sintomas entre febre do Oropouche e dengue.Antes restrita à Amazônia, febre oropouche se espalha pelo país.Pesquisa mostra influência de eventos climáticos em surto de oropouche.A febre do Oropouche é transmitida aos humanos pela picada de mosquitos do tipo Culicoides paraensis, conhecido na Região Norte como maruim ou mosquito-pólvora.

Os dados foram reunidos por um consórcio de pesquisadores da University of Kentucky, Universidade de São Paulo, Universidade Estadual de Campinas e Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).


“[A doença] tem um ciclo silvestre muito bem esclarecido e, mais recentemente, a gente tem observado ciclos urbanos nas capitais, o que era pouco comum até pouco tempo”, explicou o diretor de Operações do Instituto Todos pela Saúde, Vanderson Sampaio.


Ele acrescentou que, pelo fato de a maior parte da população ainda não ter contato com a doença, é provável que ela possa avançar. 

“Não sabemos ainda qual a quantidade de casos graves dessa doença nem condições de saber agora, pois temos um número muito baixo de casos registrados.”

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Para investigar a existência de antígenos, como indicativo de que as pessoas tiveram contato com a doença, foram investigados dados sorológicos em amostras sangue coletadas em três momentos distintos (novembro de 2023, junho de 2024 e novembro de 2024). 

Com o resultado foi possível afirmar que o alcance do surto de 2023 para 2024 foi semelhante ao do surto anterior no estado, em 1980-1981. Em ambos, o alcance em Manaus foi de cerca de 12,5%, chegando próximo de 15% no estado.

Surtos

O estudo revisou ainda os registros de surtos da doença, encontrando 32 deles desde a identificação da febre, em 1955, no Brasil, Peru, Guiana Francesa e Panamá. Somente no Brasil foram identificados 19 surtos. 


“É possível sim a gente desenvolver técnicas de rastreio. Uma delas é a de vigilância de síndromes febris, analisando amostras dos pacientes a partir de análise genética”, destacou o especialista.


Manaus é o principal centro da região amazônica na dispersão da doença. Com sua população na casa de 2 milhões de pessoas e grande conexão, inclusive aérea, com outras cidades, age como um polo de dispersão, determinante para a expansão da doença para outros centros, como Espírito Santo e Rio de Janeiro, bastante impactados em 2024. 

Segundo o estudo, a diferença entre casos confirmados e número real de infecções pode ser explicada pelo acesso limitado a serviços de saúde na bacia amazônica e pela provável alta proporção de casos assintomáticos ou leves, que os pesquisadores estimam que possa ser a grande maioria dos casos da doença, uma característica até então sem evidências claras.

Nesta década foram registrados mais de 30 mil casos, com o avanço de uma variante do vírus por toda a América Latina e Caribe, dado que segundo o estudo indica uma subnotificação notável de todos os serviços de saúde da região.

A infecção pode provocar um quadro febril semelhante ao da dengue e outras arboviroses, o que dificulta ainda mais a identificação e tratamento corretos. Os casos graves, geralmente aqueles que são corretamente diagnosticados, podem evoluir para doença neurológica, complicações materno-fetais e morte.

Tratamento

Atualmente, não existem vacinas licenciadas nem antivirais específicos disponíveis, embora haja estudos nesta década sobre a eficácia de acridonas (moléculas isoladas a partir de um tipo de alcatrão) na doença, como o da pesquisadora Clarita Avilla, da Unesp de São José do Rio Preto.

Segundo a pesquisa, anticorpos adquiridos há décadas ainda são capazes de neutralizar a cepa recente do vírus, o que sugere imunidade de longa duração. Ainda assim, os pesquisadores alertam que, sem intervenções específicas, novos surtos continuarão ocorrendo em regiões onde o vetor esteja presente.

O grupo publica também nesta terça-feira (24) um segundo estudo, que identifica a predominância do vírus em áreas rurais e florestais, sendo os casos de transmissão de mosquitos urbanos, como o Aedes aegypti, uma minoria. 

Neste trabalho os autores afirmam que as estratégias de controle vetorial focadas em mosquitos urbanos não são suficientes para conter a transmissão da doença, exigindo esforços adicionais de vigilância epidemiológica em áreas de contato com mata degradada. 

“Ao identificar quem já foi infectado, conseguimos prever com maior precisão quais populações permanecem em risco para futuros surtos”, afirma o professor Allyson Guimarães Costa, da Universidade Federal do Amazonas e do Hemoam. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Chega a 66 número de mortos em queda de avião militar na Colômbia</title>
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				Um avião militar colombiano caiu durante a decolagem nessa segunda-feira (23), matando 66 pessoas, enquanto equipes de resgate transportaram dezenas de sobreviventes para hospitais próximos e continuavam as buscas por quatro pessoas que permaneciam desaparecidas, segundo as autoridades. 

O avião de transporte Hercules C-130, fabricado pela Lockheed Martin, transportava 128 pessoas, incluindo 11 membros da Força Aérea, 115 militares do Exército e dois policiais, de acordo com Hugo Alejandro López, chefe das Forças Armadas do país.

Notícias relacionadas:Avião militar colombiano se envolve em acidente com 110 soldados.Pelo menos 34 morrem na queda de avião militar na Colômbia.O número de mortos é quase o dobro do divulgado anteriormente pelas autoridades, que seguem com as buscas e os trabalhos de resgate no local do desastre.

O acidente ocorreu quando o avião decolava de Puerto Leguízamo, na fronteira com o Peru, informou o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, no X.

Acredita-se que o avião tenha sofrido um impacto próximo ao final da pista durante a decolagem, disse o bombeiro Eduardo San Juan Callejas à Caracol. Uma das asas da aeronave atingiu uma árvore durante a queda.

O acidente fez com que o avião pegasse fogo e detonasse algum tipo de dispositivo explosivo a bordo, acrescentou.

Moradores da área remota foram os primeiros a resgatar os sobreviventes, com vídeos mostrando homens percorrendo uma estrada de terra em alta velocidade com soldados feridos na garupa de suas motos.

Veículos militares chegaram posteriormente, embora as autoridades tenham afirmado que o local do acidente era de difícil acesso, o que dificultou os esforços de resgate.

López disse que 57 dos sobreviventes foram hospitalizados, sendo que 30 deles estavam em condição estável em uma clínica militar.

Modernização das Forças Armadas

Um porta-voz da empresa de defesa norte-americana Lockheed Martin disse que a empresa estendeu suas condolências às pessoas afetadas e que estava comprometida em ajudar a Colômbia na investigação do acidente.

No X, o presidente colombiano, Gustavo Petro, criticou os obstáculos burocráticos por atrasar seus planos de modernizar as Forças Armadas.


&quot;Não permitirei mais atrasos; são as vidas de nossos jovens que estão em jogo&quot;, disse ele. &quot;Se os funcionários administrativos civis ou militares não estiverem à altura desse desafio, eles devem ser removidos.&quot;


Vários candidatos à eleição presidencial de 31 de maio na Colômbia manifestaram condolências às famílias dos soldados feridos nas redes sociais e pediram investigação.

O comandante-geral das Forças Armadas da Colômbia Hugo López prometeu responder o pedido com &quot;o máximo de responsabilidade, humanidade e transparência&quot;.

Os aviões Hércules C-130 foram lançados pela primeira vez na década de 1950, e a Colômbia adquiriu seus primeiros modelos no final da década de 1960. Mais recentemente, o país modernizou alguns C-130 mais antigos com modelos mais novos enviados pelos EUA, de acordo com uma lei que permite a transferência de equipamentos militares usados ou excedentes.

Os detalhes do avião envolvido no acidente não estavam imediatamente disponíveis.

No final de fevereiro, outro Hércules C-130 pertencente à Força Aérea Boliviana caiu na populosa cidade de El Alto, por pouco não atingindo um quarteirão residencial.

Mais de 20 pessoas morreram e 30 ficaram feridas, e as cédulas de dinheiro da carga do avião se espalharam pela cidade, provocando confrontos entre os moradores e as forças de segurança.

*É proibida a reprodução deste conteúdo. ]]></description>
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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Supermercados já podem vender medicamentos; entenda</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácia ou drogaria em áreas de venda de supermercados. O texto foi publicado nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União.

A norma tem origem no Projeto de Lei nº 2.158/2023, aprovado pelo Congresso Nacional, que autoriza a instalação de um setor de farmácia no interior de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade.

&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entenda

Notícias relacionadas:Câmara aprova regras para comercialização de remédios em supermercados.De acordo com a lei, farmácias e drogarias devem ser instaladas em lugar independente dos demais setores do supermercado e operadas diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada em órgãos competentes.

Devem ser observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêuticos.

Aos supermercados, fica vedada a oferta de medicamentos em áreas abertas, comunicáveis ou sem separação funcional completa, como bancadas, estandes ou gôndolas externas ao espaço da farmácia ou drogaria.

Farmacêutico

A norma determina como obrigatória a presença de farmacêuticos legalmente habilitados durante todo o horário de funcionamento da farmácia ou drogaria instalada na área de venda de supermercados.

As atividades permanecem submetidas às normas de vigilância sanitária e à legislação que regula o exercício da atividade farmacêutica no país.

Controle especial

Remédios sujeitos a controle especial de receita só deverão ser entregues ao cliente após o pagamento. Os medicamentos poderão ser transportados do balcão de atendimento até o caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificável. 

Comércio eletrônico

Farmácias e drogarias licenciadas e registradas por órgãos competentes poderão contratar canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para fins de logística e entrega ao consumidor, desde que assegurado o cumprimento integral da regulamentação sanitária aplicável.

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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:03 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Instituto oferta videoaulas de português a alunos do ensino médio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) disponibilizou videoaulas gratuitas de língua portuguesa voltadas a alunos do ensino médio e professores.

Os documentos estão disponíveis no portal da OBMep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas).

Notícias relacionadas:Falada em cinco continentes, língua portuguesa ainda é pouco conhecida.MEC divulga calendário de pagamento do Pé-de-Meia 2026.A iniciativa oferece suporte ainda mais completo para a formação dos estudantes, principalmente aqueles com menos acesso a materiais educacionais.

O objetivo é desenvolver as habilidades de leitura, interpretação de texto e escrita.

De acordo com o Impa, essas competências são essenciais para o desempenho acadêmico e para as edições anuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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Conteúdo gratuito

O Portal da OBMep reúne materiais didáticos gratuitos, com videoaulas, apostilas, exercícios, problemas resolvidos e conteúdos organizados por nível de ensino. A plataforma anuncia que, em breve, poderá disponibilizar o conteúdo de português em um aplicativo.

As aulas da disciplina abordam temas centrais do currículo do ensino médio, como variação linguística, neologismo semântico, classe de palavras, comunicação oral e escrita, sentido literal das palavras (denotação) e sentido figurado (conotação), entre outros conteúdos.

Para fazer os testes de conhecimento, é preciso se cadastrar na plataforma de ensino.

Além de língua portuguesa, o sistema do Impa também oferece conteúdos de matemática, para ensino fundamental 2 e ensino médio; física, para o 9º ano do ensino fundamental 2 e ensino médio; e quadrinhos de matemática, para ensino fundamental 1.

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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 13:22:02 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Risco de golpe em 2027 envolve Rede Globo, Flávio Bolsonaro e Donald Trump</title>
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<description><![CDATA[ Risco, golpe ]]></description>
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<pubDate>Tue, 24 Mar 2026 12:16:41 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena sorteia nesta quinta&#45;feira prêmio estimado em R$ 3,5 milhões</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 2.986 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

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As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa. 

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:22:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Operações policiais na Maré deixaram 160 mortos em dez anos</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O projeto De Olho na Maré identificou que entre 2016 e 2025 ocorreram 231 operações policiais no conjunto de 15 favelas do complexo, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência e violação de direitos dos moradores do bairro, além de ameaças, tortura e cárcere privado.

Os dados fazem parte da 9ª edição do Boletim Direito à Segurança Pública na Maré 2025, que apresenta a série histórica de monitoramento independente da segurança pública, com informações locais produzidas pelo Eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, da Redes da Maré referentes ao período. O boletim apresenta ainda os impactos da violência armada em direitos básicos dos moradores da comunidade, como educação e saúde, que conforme a Redes da Maré são “desrespeitados repetidamente”.

Notícias relacionadas:CIDH realiza audiência sobre operações policiais no Rio de Janeiro.Veja as operações policiais mais letais no Rio nos últimos anos.STF estabelece medidas contra violência em operações policiais do Rio.&gt;&gt; Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Educação e saúde

O levantamento mostra ainda que as operações policiais causaram o fechamento de 163 dias de unidades escolares públicas, “o que equivale à perda de cerca de um ano letivo na trajetória educacional de crianças e adolescentes da Maré”.

Na área de saúde, durante o fechamento por 14 dias de unidades de atendimento, somente no ano passado, 7.866 acompanhamentos deixaram de ser feitos. Conforme o levantamento, em 2025 houve 16 operações policiais na Maré, com 12 mortes.

A coordenadora do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, Tainá Alvarenga, afirmou que os dados monitorados entre 2016 e 2025 contribuem para acionar mecanismos de instituições como o Ministério Público Federal e organizações internacionais como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a fim de definir ações a serem implementadas.

Em agosto de 2024, o MPF no Rio de Janeiro questionou o Ministério da Educação sobre diretrizes nacionais para o enfrentamento dos impactos das operações policiais sobre a educação, inclusive a compensação de dias letivos perdidos. Como resposta, em janeiro de 2025, o Conselho Nacional de Educação instituiu o Fórum pelos 200 dias letivos e a Comissão Permanente de Acompanhamento da Obrigatoriedade de Cumprimento dos 200 Dias Letivos, da qual a Redes da Maré faz parte.

Tainá revelou que pesquisas da Rede da Maré mostraram o impacto da violência armada na saúde mental. No ano passado, em parceria com o Unicef, ficou comprovada a influência nos indicadores da cobertura vacinal de crianças de zero a seis anos, apesar de a maioria das famílias da região ser favorável à vacinação.

“Noventa por cento da população da Maré têm a carteirinha da vacina, então está democratizada a importância da imunização. Em dia de operação, a cobertura cai. Dependendo do período de aulas que a criança perde, isso não vai ser reposto”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Para a diretora da Redes da Maré e pesquisadora em segurança pública, Eliana Sousa Silva, os dados referentes à década de monitoramento indicam que “existe um padrão de violência que se repete ao longo dos anos e que produz impactos profundos no cotidiano da vida das populações de favelas”.


“Além das mortes e das violações diretas que ocorrem, há um ciclo e a naturalização sobre a interrupção de serviços públicos relacionados aos direitos mais básicos que deveriam ser garantidos, mas que não acontecem quando se trata de moradores de favelas”, completou.


De acordo com o projeto De Olho na Maré, também em 2025 o dia a dia dos moradores sofreu interferências, provocadas por ações de grupos armados na região.


“Foram 11 mortes, além de registros de violência física, psicológica e verbal, ameaças, deslocamentos forçados, invasões de escolas e 141 registros de tiros”, diz o levantamento.


O monitoramento contínuo da violência armada na Maré, feito em dez anos, é um marco no trabalho do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça. Representa, de acordo com o relatório, feito singular ao acompanhar os confrontos e operações policiais no território, com uma equipe local e metodologia própria de uma favela. “E assim produzir evidências sobre a negligência do Estado na garantia do direito de populações empobrecidas à segurança pública”.

No entendimento da coordenadora do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, Tainá Alvarenga, um dado que impactou muito no período desses dez anos, foi o grande número de operações policiais com baixo número de perícias no local. Das 160 mortes registradas, somente 16 tiveram o serviço realizado e apenas uma teve denúncia formal. “O Estado não conseguiu garantir a perícia de local, a preservação da cena de crime e muito menos a denúncia desses casos”, afirmou.

O discurso oficial, observou, é de que áreas como o conjunto de favelas da Maré,são instáveis, ainda que esteja ocorrendo uma operação policial com grande número de policiais no território.


“O que a gente vem observando como padrão é a não preservação da cena do crime por esses agentes de segurança presentes nas operações policiais, a não entrada das instituições responsáveis pela perícia de local, com o discurso de que esses territórios são instáveis, não estão estabilizados, na verdade”, afirmou.


Outro dado impactante apontado por Tainá é que apesar de ter um número menor de operações em 2025, na comparação com outros anos, o indicador de letalidade foi maior.

Enquanto no ano passado ocorreram 16 operações, em 2024 foram 42. Embora à primeira vista, os números possam parecer uma inflexão das intervenções policiais, a leitura não se sustenta.


“Mesmo com menos operações, 12 pessoas foram mortas, elevando a letalidade proporcional em 58% em relação a 2024, quando houve mais operações, porém, com menor letalidade relativa”, argumentou a Redes da Maré.


Para a organização, isso significa que cada operação policial realizada em 2025 teve maior probabilidade de terminar em morte. “Não houve redução do risco para os moradores, houve concentração da violência. O que se observa é um padrão já conhecido na Maré: operações menos frequentes, mas mais agressivas, com uso intensivo de armamento pesado, incursões prolongadas e lógica de enfrentamento direto em áreas densamente povoadas”.

Esse panorama, segundo a Redes da Maré, se relaciona com o quadro estadual, porque informações do Instituto de Segurança Pública (ISP), em 2025, indicam o registro de 797 mortes causadas por intervenção policial, representando elevação de 13% na comparação com 2024. “No mesmo período, também cresceu o número de policiais mortos, indicando que a intensificação da letalidade não produziu maior proteção nem para a população civil, nem para os próprios agentes de segurança”.

Helicópteros

Outro número que chama a atenção é o relacionado ao uso repetido de helicópteros como plataforma de tiro, como ocorreu em 2025. Das 16 operações policiais realizadas na Maré ao longo do ano, em oito houve a utilização de helicópteros e quatro foram utilizados como plataforma de tiros. “O trabalho de campo da equipe da Redes da Maré registrou ao menos 308 marcas de tiros espalhadas pelas ruas após as operações”.

Tainá destacou um dado que considera alarmante: que em apenas uma operação se consegue identificar mais de 200 tiros disparados pelos helicópteros em área no entorno de escolas e clínicas da família. “O que a gente vem acompanhando, nesses últimos anos também, é que as operações que se utilizam desse aparato bélico, que deveria ser para o uso da inteligência das forças de segurança, acaba impactando a dinâmica da vida dos moradores. Quando tem operações com helicópteros, a gente também identifica aumento da letalidade”, comentou.

Políticas públicas

De acordo com a coordenadora, a experiência com o trabalho mostra que as informações podem ser úteis para a definição de políticas públicas. “A diferença de ter um trabalho de base comunitária, territorializado colhendo, quase em tempo real, informações, provas e evidências dessas dinâmicas de operação, se a gente tivesse um estado que reconhecesse essa potência da população da Maré e da nossa experiência, poderia incidir mesmo para mitigar o padrão de violações que acontece há décadas”, defendeu

Mesmo com os fatores negativos, que decorrem dessas situações repetidas há anos no estado do Rio de Janeiro, a coordenadora vê expectativa no horizonte.

“A gente vê que é algo que se repete, mas apesar da frustração e da indignação, tem também a esperança de que a mobilização, a geração cidadã de dados, a produção de conhecimento, sobretudo que venha desses territórios, dessas populações, da sociedade civil, sejam grande mote de enfrentamento do que a gente vê ocorrendo há décadas no estado do Rio”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Lançamento

Tainá Alvarenga disse que após o lançamento do boletim na próxima terça-feira (24), durante o 3º Congresso Internacional Falando sobre Segurança Pública na Maré, na Areninha Cultural Herbert Vianna, no bairro, o documento será encaminhado a diversos órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

O encontro vai reunir, durante três dias, especialistas e ativistas internacionais em segurança pública no Rio de Janeiro, em oito mesas de debate e grupos de trabalho.

Redes da Maré

A Redes da Maré é uma organização da sociedade civil que surgiu a partir da mobilização comunitária nos anos 80. Formalizada em 2007, “tem como missão tecer as redes necessárias para efetivar os direitos da população do conjunto de 15 favelas da Maré, onde residem em torno de 140 mil pessoas. Em seus projetos sociais, beneficia diretamente mais de 7 mil moradores, além de familiares e vizinhos”.

Resposta

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro informou à Agência Brasil que a instituição desconhece a metodologia utilizada na pesquisa e a possibilidade de rastreabilidade dos dados. Acrescentou que “atua com base em critérios técnicos, inteligência e planejamento operacional, com foco no cumprimento de mandados judiciais, na repressão qualificada ao crime organizado e na preservação de vidas. Todas as ações são pautadas pelos princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade”.

A secretaria disse ainda que todos os casos “são rigorosamente investigados, com a realização de diversas diligências ao longo do inquérito”. Sobre a perícia técnica, afirmou que ela “integra esse conjunto de medidas e representa mais uma etapa dentro de um processo investigativo amplo, estruturado e criterioso, que visa o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos”.

Para a instituição quem escolhe o confronto é sempre o criminoso e, com isso, coloca em risco a integridade dos policiais envolvidos na ocorrência e também a vida de moradores, trabalhadores e outras pessoas que circulam nas áreas afetadas.

“Não por acaso, narcotraficantes instalam verdadeiros bunkers em áreas sensíveis, como proximidades de escolas e unidades de saúde, expondo diretamente moradores, trabalhadores e demais pessoas que circulam na região”.

“O compromisso da Polícia Civil é com a atuação técnica, baseada em inteligência, com foco na proteção da sociedade, na responsabilização de criminosos e na redução consistente dos índices de violência”, concluiu.

A Polícia Militar não respondeu ao questionamento da Agência Brasil sobre os efeitos das operações na comunidade. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:22:01 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
<media:keywords>Operações, policiais, Maré, deixaram, 160, mortos, dez, anos</media:keywords>
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<title>Seleção TV Brasil: conheça os 12 contemplados na linha sobre natureza</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Um dos destaques da chamada pública Seleção TV Brasil foi a inclusão de 12 obras sobre natureza e meio ambiente entre os 39 projetos selecionados pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A linha reuniu produções que somam R$ 21.810.175,00 em investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), e o resultado do edital com os contemplados em todas as categorias foi divulgado em evento realizado em fevereiro, no Rio de Janeiro.

Notícias relacionadas:TV Brasil Internacional lança boletim jornalístico ‘Conecta Brasil’.Seleção TV Brasil: produções infantis e juvenis têm maior investimento.TV Brasil: documentários mostram luta feminina e violência doméstica.Na linha Natureza e Meio Ambiente, a TV Brasil selecionou séries com linguagem contemplativa e apuro técnico capazes de registrar imagens de alta qualidade para mostrar a diversidade dos biomas, fauna e flora; além de produções que abordam as questões climáticas atuais, como a desigualdade socioambiental e os impactos da emergência do clima em territórios populares e na classe trabalhadora, a partir do paradigma da ciência e tendo o Brasil como cenário.

A diretora de Conteúdo e Programação da EBC, Antonia Pellegrino, ressalta que o tipo de conteúdo proposto pela linha Natureza e Meio Ambiente do Seleção TV Brasil está alinhado ao interesse do público.


“Obras com essa temática possuem excelente aceitação por parte de nossa audiência. Incentivar esse tipo de produção é dialogar com quem nos assiste e também com o que as emissoras públicas de comunicação exibem mundo afora”, diz.


“Além de um mergulho sensorial pela fauna e flora brasileiras, selecionamos obras capazes de provocar reflexão sobre temas urgentes e inadiáveis, como a crise climática e suas consequências. A proposta é conduzir o público por uma jornada de descobertas que revela lugares e cenários de tirar o fôlego, mas trazendo também produções documentais que analisam a dinâmica entre o ser humano e a natureza nesses espaços”, complementa a diretora.

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Diversidade

Os projetos escolhidos na categoria de Natureza e Meio Ambiente refletem a diversidade do Brasil em seus cenários, biomas e realidades socioambientais. Foram escolhidas obras das cinco regiões brasileiras, com representantes do Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia, Acre, Paraná e Pernambuco.

Além de lançar novos nomes, a seleção trouxe ainda diretores já consagrados no audiovisual, como Cao Guimarães (Memorial de Francisco) e Sérgio Rezende (Os Jardineiros).

Na seleção das propostas incidiram percentuais de indução regional e cotas sobre o total de recursos financeiros disponibilizados para a chamada pública, exceto para a linha produção de novela. No mínimo 40% dos recursos foram para projetos apresentados por proponentes sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste; e no mínimo 20% para proponentes sediadas na Região Sul ou nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Também foi aplicado critério de no mínimo 50% dos recursos para projetos com mulheres cis ou pessoas trans desempenhando as funções de roteiro, direção ou produção; e no mínimo 25% para projetos apresentados por empresas vocacionadas ─ proponentes que possuem quadro societário majoritariamente composto por pessoas negras, indígenas ou com deficiência.

O Edital Seleção TV Brasil é uma em parceria da EBC com o Ministério da Cultura (MinC), a Agência Nacional do Cinema (Ancine) e a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

Confira as obras selecionadas na Linha Natureza e Meio Ambiente

Memorial de Francisco (MG)

Uma travessia pelos múltiplos Brasis que habitam o São Francisco, em busca de paisagens e histórias que revelam a natureza, a vida, os conflitos e a agonia do rio da integração nacional.

Sentidos da Natureza (SP)

Viaje pelos céus, terra e águas do país mais biodiverso do planeta para descobrir como os animais usam seus sentidos para sobreviver. Visão, audição, tato, olfato e ecolocalização - adaptações extraordinárias para enfrentar os desafios da natureza.

Os Jardineiros (RJ)

O Brasil tem 6 biomas ─ jardins naturais: Pampa, Cerrado, Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e Pantanal. E um arbitrário: as metrópoles. Jardineiros, paisagistas, botânicos e cientistas criam belezas e lutam pela preservação do meio ambiente.

Que pio é esse? Caatinga (RN)

A cada episódio, o canto de uma ave da Caatinga desperta uma jornada de descobertas sobre o bioma, revelando espécies surpreendentes, saberes populares e iniciativas de conservação em um Brasil profundo que canta, resiste e floresce.

Encantos da Baía de Todos os Santos (BA)

Um mergulho visual e sensorial pela Baía de Todos os Santos, que possui mais de 56 ilhas e banha 16 Municípios, explorando sua rica biodiversidade, cultura e os desafios climáticos que ameaçam o maior conjunto de águas abrigadas do Atlântico Sul.

A Sustentável Leveza do Ser - 2ª temporada - Sertão (DF)

No sertão nordestino, a 2ª temporada de “A Sustentável Leveza do Ser” revela a força da ancestralidade, arte e sustentabilidade no semiárido, onde tradição e resistência florescem em meio à aridez de um bioma exclusivamente brasileiro.

Meu Nome é Cerrado (DF)

Série documental de natureza, narrada pelo próprio bioma na voz de Mateus Aleluia, que revela a grandiosidade dessa savana através de sua biodiversidade, culturas tradicionais e o delicado equilíbrio entre vida e ameaças.

Vozes da Floresta – 40 Anos de Resistência e Vida na Amazônia (AC)

A série celebra os 40 anos do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) dando voz aos povos da floresta. Com narração de Mara Régia e tendo o rádio como elo, a série revela histórias reais de resistência que conectam saberes ancestrais à luta climática global pela Amazônia viva.

Café Sustentável (MG)

Revelando paisagens diversas e exuberantes, a Série Café Sustentável atravessa o Brasil para mostrar histórias de pessoas e comunidades que estão transformando lavouras de café em territórios de preservação e regeneração ambiental.

O Lugar Antes de Mim - Bacia do Araripe (PR)

A série documental investiga a Bacia do Araripe, no Ceará, destacando sua formação geológica, riqueza fossilífera e a relação entre ciência, patrimônio e comunidade no contexto do semiárido nordestino.

Espinhaço: da pedra ao pó (DF)

Enquanto o mundo celebra carros elétricos, o Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, sofre com a mineração predatória de lítio. Esta série documental registra, em 8K, como a extração do &#039;ouro verde&#039; seca rios, esteriliza solos e desaloja comunidades.

Meu Mar (PE)

Retrata a profunda relação afetiva, cultural e ecológica que o povo brasileiro mantém com o mar. A série une ciência, tradição e natureza, partindo da compreensão de que a conservação ambiental só é efetiva quando nasce do pertencimento. ]]></description>
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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:22:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Relatório da ONU aponta desigualdade de gênero no acesso à água</title>
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				As desigualdades de gênero continuam a comprometer a segurança hídrica mundial, afetando de maneira desproporcional mulheres e meninas. Apesar de serem as principais responsáveis pela coleta de água, elas continuam excluídas da gestão e dos cargos de liderança no setor hídrico.

Esta é a conclusão do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, publicado nesta quinta-feira (19) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em nome da ONU-Água.

Notícias relacionadas:Autonomia financeira é prioridade para mulheres, aponta pesquisa.Mulheres são as que mais impulsionam outras carreiras femininas.SUS ganha neste mês teleatendimento para mulheres expostas à violência.O relatório aponta que as mulheres são responsáveis pela coleta de água em mais de 70% dos domicílios rurais sem acesso a esse tipo de serviços.

O diretor-geral da Unesco, Khaled El-Enany, avalia que garantir a participação das mulheres na gestão e na governança hídrica é um fator fundamental para o progresso e para o desenvolvimento sustentável.


“Devemos intensificar os esforços a fim de proteger o acesso de mulheres e meninas à água. Este não é apenas um direito básico, pois quando as mulheres têm acesso igual à água, todos se beneficiam”, afirmou El-Enany.


Para o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e presidente da ONU-Água, Alvaro Lario, é hora de reconhecer plenamente o papel central das mulheres e das meninas nas soluções relacionadas à água.


“Precisamos de mulheres e homens que administrem a água lado a lado, como um bem comum que fornece benefícios a toda a sociedade”, disse Lario.


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Dia Mundial da Água

O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos é divulgado anualmente no contexto do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22). O estudo deste ano alerta que 2,1 bilhões de pessoas ainda não contam com água potável administrada de forma segura, sendo que as mulheres e meninas são as mais afetadas.

Segundo a ONU, por serem na maioria das vezes as responsáveis pela coleta e gestão da água em suas residências, mulheres e meninas estão expostas a esforço físico, perda de acesso à educação e aos meios de subsistência, riscos à saúde e maior vulnerabilidade à violência de gênero, especialmente nos locais em que os serviços não são seguros ou são pouco confiáveis.

Confira os principais destaques do estudo 


	Mundialmente, todos os dias, mulheres e meninas passam um total de 250 milhões de horas coletando água, tempo que poderia ser dedicado à educação, ao lazer ou a atividades de geração de renda. Meninas menores de 15 anos (7%) têm maior probabilidade do que meninos da mesma idade (4%) de buscar água.
	Instalações sanitárias precárias afetam mulheres e meninas de maneira desproporcional, especialmente em favelas urbanas e áreas rurais. A falta de sanitários e de água para ser usada na higiene menstrual provoca vergonha e absenteísmo: estima-se que, entre 2016 e 2022, 10 milhões de adolescentes (15–19 anos), em 41 países, faltaram à escola, ao trabalho ou a atividades sociais em razão das dificuldades de higiene na menstruação.
	Apesar de seu papel central na provisão de água para uso doméstico, na agricultura, na preservação de ecossistemas e na resiliência comunitária, as mulheres permanecem sistematicamente sub-representadas na governança, no financiamento, nos serviços e na tomada de decisões do setor hídrico.
	Desigualdades de gênero na posse de terras e propriedades impactam diretamente o acesso das mulheres à água. Muitas vezes, os direitos à água estão vinculados aos direitos à terra, o que afeta diretamente a disponibilidade hídrica para usos produtivos, como a agricultura. Leis e regulamentos relativos à propriedade de terra que discriminam mulheres as colocam em uma situação de desvantagem social e econômica. Em alguns países, homens detêm o dobro de terras em comparação às mulheres.


Recomendações

O relatório apresenta recomendações para a promoção de avanços significativos, entre elas:


	 eliminar barreiras legais, institucionais e financeiras aos direitos iguais de mulheres à água, à terra e aos serviços;
	investir em dados hídrico-ambientais desagregados por sexo, a fim de expor as desigualdades e orientar políticas;
	valorizar o trabalho não remunerado relacionado à água nos processos de planejamento, precificação e decisões de investimento;
	fortalecer a liderança e a capacidade técnica das mulheres, especialmente em áreas científicas e técnicas da governança hídrica.
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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:22:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Ministério Público fará campanha contra assédio eleitoral neste ano</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério Público do Trabalho (MPT) prepara nova campanha sobre assédio eleitoral em ambiente de trabalho. A data do lançamento oficial ainda não foi definida, mas o MPT já está compartilhando mensagens a respeito em seus perfis nas redes sociais, tendo em vista as eleições deste ano.


Assédio eleitoral é “a conduta do empregador que, de algum modo, constrange o trabalhador ou a trabalhadora em relação à sua orientação política, dentro de um contexto eleitoral”, explica o procurador Igor Sousa Gonçalves, coordenador nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT.


Notícias relacionadas:TSE aprova restrições para uso de IA nas eleições de outubro .TSE aprova regras para as eleições de outubro .Em entrevista à Agência Brasil, ele detalha que o assédio eleitoral “é a prática do empregador que gera esse constrangimento e cerceia a liberdade dos empregados quanto à manifestação de pensamento ou até mesmo para intimidá-lo a votar ou não em determinado candidato”.

Para Igor Sousa Gonçalves, o assédio eleitoral “é um problema para o Brasil, não só para os trabalhadores, mas também para a própria democracia. A liberdade de pensamento é um direito dos mais fundamentais.”

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Voto de cabresto

Segundo ele, a intimidação por patrões e chefes funciona como “um voto de cabresto moderno”, referindo-se à prática, peculiar da República Velha (1889-1930) e antes de haver Justiça Eleitoral, em que o cidadão votava conforme instruções e ordens de um chefe político local repassadas pelo cabo eleitoral.

Casos de assédio eleitoral podem ser denunciados ao MPT pelo portal na internet, na aba “Denuncie”.

Ao acionar o MPT, o trabalhador pode apresentar comprovações do assédio como mensagens recebidas, nome de pessoas envolvidas e eventuais gravações de reuniões onde ocorreram as abordagens. “Tudo isso vai dar maior celeridade na investigação do Ministério Público do Trabalho”, ressalta o procurador.

Cargos em disputa

No primeiro domingo de outubro (dia 4) deste ano, cerca de 150 milhões de brasileiros voltarão às seções eleitorais para escolher, com voto eletrônico, o presidente da República e também um total de 27 governadores; 54 senadores (duas vagas por unidade da Federação), 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. Como ocorreu nos últimos pleitos, poderá haver segundo turno (dia 25) para os cargos de presidente e de governador.

De acordo com a Justiça Eleitoral, para qualquer cargo em disputa “é vedada a propaganda eleitoral ou o assédio eleitoral em ambiente de trabalho público ou privado, respondendo quem lhe der causa ou permitir sua ocorrência, nos termos da legislação vigente.”

As restrições estão previstas na Resolução nº 23.755 (2/3/2026) do Tribunal Superior Eleitoral, que dispõe sobre propaganda eleitoral.

Nas eleições de 2022, o Ministério Público do Trabalho recebeu 3.465 denúncias e 2.467 empresas ou empregadores foram denunciados. Conforme o relatório, na Região Sudeste foram registradas 1.272 denúncias (36,7% dos casos). Do Sul, vieram 988 queixas (28,5%); do Nordeste, 565 (16,3%); do Centro-Oeste, 335 (9,6%); e do Norte, 305 (8,8%).

Os dados estão no relatório de trabalho “Assédio Eleitoral – Eleições 2022”. Os cincos estados com mais denúncias foram Minas Gerais (641 casos); São Paulo (392); Paraná (365); Rio Grande do Sul (319) e Santa Catarina (304).

Serviço:

Assédio eleitoral: denuncie ao MPT ]]></description>
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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:22:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Anvisa proíbe venda de fórmula infantil contaminada por toxina</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (19) a proibição da comercialização, da distribuição e do uso de lotes da fórmula infantil para lactentes Aptamil Premium 1 - 800g, produzida pela Danone.

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi tomada após comunicado de recolhimento voluntário emitido pelo próprio fabricante. Laudos da Danone constataram a presença da toxina cereulida no produto, indicado para recém-nascidos de até 6 meses.

Notícias relacionadas:Anvisa determina apreensão de azeite de oliva extravirgem.Anvisa recolhe esmaltes em gel com substância proibida.Anvisa alerta para riscos de uso indevido de preenchedores dérmicos.De acordo com o comunicado, os seguintes lotes devem ser recolhidos:

- 2026.09.07 (fabricação em 8/3/2025)

- 2026.10.03 (fabricação em 3/4/2025)

- 2026.09.09 (fabricação em 10/3/2025) 

A Anvisa destacou que a cereulida é uma toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus e que o consumo de alimentos contaminados por essa substância pode causar vômito persistente, diarreia ou letargia (sonolência excessiva, lentidão de movimentos e de raciocínio), além de incapacidade de reagir e expressar emoções.  

Para o consumidor que utiliza a fórmula infantil Aptamil Premium 1 - 800g, a orientação é verificar o número do lote impresso. Caso o produto pertença a um dos lotes recolhidos, não deve ser utilizado ou oferecido para consumo.

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Para receber informações sobre como proceder em relação a eventuais trocas e devoluções, a Anvisa pede que o consumidor entre em contato diretamente com a Danone, por meio do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) indicado na embalagem.


“Se a criança apresentar sintomas compatíveis com os citados após o consumo do produto dos lotes indicados, leve-a para atendimento médico. Ao procurar atendimento, é importante informar o alimento que foi consumido, se possível com uma amostra da embalagem, caso a tenha disponível.”


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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:22:00 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Segunda temporada do desenho Os Chocolix estreia na TV Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A TV Brasil estreia a segunda temporada da série de animação Os Chocolix nesta sexta-feira (20), às 8h15. O desenho é apresentado de segunda a sábado, no mesmo horário, na TV Brasil Animada, faixa de programação infantil da emissora pública. Com 13 episódios de sete minutos, a produção nacional para a turminha miúda pode ser acompanhada pela garotada e seus familiares no app TV Brasil Play.

O seriado traz a história de uma achocolatada família formada pela mãe Dona Branca, pelo pai Don Cacau, os filhos Chocomark e Chocolyne e o mascote Docecookie. Criada por Jacqueline Shor, a obra conta doces aventuras que abordam conceitos sobre amizade, respeito às diferenças e responsabilidade. A narrativa do conteúdo voltado à primeira infância se passa no Reino da Chocolândia.

Notícias relacionadas:Seleção TV Brasil: produções infantis e juvenis têm maior investimento.TV Brasil Internacional lança boletim jornalístico ‘Conecta Brasil’.Na nova temporada, os queridos Chocolix embarcam em divertidas histórias com mais personagens. O novo integrante das tramas é o Trufão com seus parentes da família Trufado. Com as boas-vindas, os protagonistas mostram mais uma vez a importância da empatia, diversidade e tolerância.

As edições inéditas da nova sequência da série animada ainda contam com a formação do clube Chocoamigos. Outra novidade que promete animar os pequenos é o som da banda de música Chocofive. Além disso, novos pets se juntam à estimada Docecookie: o grandão Melodia e o fofo ArcoÍris.

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Durante a temporada, a família Chocolix curte muitas experiências alegres e marcantes como a ida ao circo dos elefantes e um mágico desafio entre uma bruxa e um dragão, além de aniversários, piquenique e passeios. O encontro com a turminha formada pelos coloridos, vindos do reino de todas as cores, também promete agitar as historinhas.

Janela de programação da faixa infantil

 A TV Brasil Animada, sessão repleta de atrações dedicada às crianças e jovens, fica no ar de segunda a sábado, das 7h às 12h30. Com 33 horas semanais de obras educativas e de qualidade para esse público, a faixa é referência em desenhos e séries nacionais.

 As produções exibidas pela TV Brasil durante o horário da manhã mesclam formatos, linguagens e estilos para fomentar o aprendizado e divertir a turminha miúda. Muitas das atrações exibidas na telinha do canal, como o desenho Os Chocolix, estão disponíveis gratuitamente no app TV Brasil Play.

Valorização da produção independente

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que faz a gestão da TV Brasil, divulgou o resultado da chamada pública Seleção TV Brasil que marca a retomada e a ampliação do protagonismo da emissora no apoio a produções de conteúdo audiovisual voltadas ao público infantil e infantojuvenil. Juntas, as linhas dedicadas à infância e à pré-adolescência receberam o maior investimento do edital, um total de R$ 32 milhões, via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA/Ancine), para produção de oito novas obras.

Apoiadora da produção independente, a TV Brasil é um dos canais que mais exibem conteúdo nacional dessa natureza. Com tradição em valorizar animações brasileiras de qualidade para as novas gerações, a emissora busca abrir espaço para novos realizadores no fomento ao mercado audiovisual do país.

A proposta é ofertar esse conteúdo para os canais públicos. A EBC distribui o material ao disponibilizar as obras para todos as emissoras de televisão interessadas que fazem parte do campo público e aderirem ao projeto.

A exibição das obras também pode ser acompanhada na programação da TV Brasil por meio das centenas de emissoras que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) com possibilidade de alcance para 120 milhões de espectadores.

Atrações lúdicas cativam todas as idades

A faixa infantil TV Brasil Animada reúne produções que conquistaram a família e são admiradas pelo público mirim e seus pais como os desenhos Diário de Mika, Peixonauta, O Show da Luna!, Meu Amigãozão, Mundo Bita e Historietas Assombradas para Crianças Malcriadas.

As animações do canal levam entretenimento aos jovens telespectadores ao mesmo tempo que promovem o desenvolvimento das novas gerações com tramas fascinantes adaptadas à idade do público. Os conteúdos mostrados pela TV Brasil estimulam a reflexão com histórias repletas de criatividade.

A sessão temática na telinha da emissora tem recursos de acessibilidade como audiodescrição, legenda oculta, interpretação em Libras e dublagem. Um dos diferenciais da TV Brasil Animada é a ausência de publicidade que incentive o consumismo.

TV Brasil Play: plataforma gratuita de streaming

As crianças e seus responsáveis ainda podem ver diversas produções infantis em cartaz no canal público sob demanda no aplicativo TV Brasil Play que oferece acesso gratuito a vários conteúdos infantis para crianças pequenas e adolescentes.

A plataforma de streaming do canal disponibiliza uma seleção de animações, seriados e programas educativos para os jovens e seus pais assistirem a qualquer hora e em diferentes dispositivos. As famílias podem decidir quando e como conferir esse amplo conteúdo audiovisual de qualidade.

O acervo mantido no app reúne grandes opções de entretenimento com desenhos que atravessam gerações como as produções nacionais A Turma do Pererê, Carrapatos e Catapultas, Igarapé Mágico, O Teco Teco e Tromba Trem, além de séries como Dango Balango, entre outras obras.

Além das animações, o TV Brasil Play reúne conteúdos desenvolvidos pela própria emissora que trazem assuntos como música e literatura. O streaming reúne os programas ABZ do Ziraldo, Amigos do Pelotão, As Aventuras do Topetão, Cantos e Contos de São João com Bia Bedran, Coral Maluquinho, Música Animada, Palhaçaria, Trilhinha e Violúdio e os Instrumentos Exóticos.

Ao vivo e on demand  

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

Serviço

TV Brasil Animada – segunda a sábado, de 7h às 12h30 na TV Brasil 
Os Chocolix – TV Brasil Animada – segunda a sábado, de 8h15 na TV Brasil 

TV Brasil na internet e nas redes sociais  

Site – https://tvbrasil.ebc.com.br
Instagram – https://www.instagram.com/tvbrasil
YouTube – https://www.youtube.com/tvbrasil
X – https://x.com/TVBrasil
Facebook – https://www.facebook.com/tvbrasil
TikTok – https://www.tiktok.com/@tvbrasil
TV Brasil Play - http://tvbrasilplay.com.br ]]></description>
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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:21:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Em 2024, taxa de inovação das empresas brasileiras chegou a 64,4%</title>
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				Em 2024, o Brasil tinha 10.165 empresas com 100 ou mais pessoas ocupadas nas Indústrias extrativas e de transformação. Desse total, 64,4% introduziram algum produto novo ou substancialmente aprimorado e/ou incorporaram algum processo de negócios novo ou aprimorado para uma ou mais de suas funções de negócios.

Esse resultado correspondeu a uma redução de 0,2 ponto percentual da taxa de inovação em relação ao ano de 2023 (64,6%), representando a terceira queda consecutiva desse indicador desde 2021, quando foi 70,5%.

Notícias relacionadas:Prêmio Finep de Inovação mostra avanços na regionalização dos recursos.Lula destaca inovação como prioridade do Brasil na Coreia.Finep pelo Brasil percorre 100 cidades em apoio à pesquisa e inovação.A taxa de inovação foi maior nas empresas de maior porte, chegando a 75,4% nas empresas com mais de 500 pessoas ocupadas.

Os dados são da Pesquisa de Inovação Semestral 2024: Indicadores básicos (Pintec), divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Em 2024, 32,7% das empresas analisadas inovaram em produto e processo de negócios, 1,7 ponto percentual inferior ao registrado em 2023 (34,4%), com a menor taxa de inovação observada em ambas as categorias, quando comparada ao primeiro ciclo da Pintec Semestral, em 2021.

As empresas que inovaram só em produto também apresentaram, em 2024, a menor taxado período (12,5%) em relação aos anos anteriores. Por sua vez, as empresas que inovaram só em processo de negócios, em 2024, tiveram taxas maiores do que as observadas em 2023, 19,2% frente a 16,6%, o que correspondeu a um acréscimo de 2,6 pontos percentuais

Segundo o analista da Pintec, Flávio Peixoto, essa queda pode ser atribuída à conjuntura econômica.


“2021 foi um ano muito atípico de pós-pandemia. As atividades produtivas e inovativas estavam bastante represadas. Nos três últimos anos as atividades ficaram mais estáveis. A taxa de investimentos também caiu e houve alta da taxa de juros, a Selic”, disse o analista.


O setor de fabricação de produtos químicos (84,5%) liderou o ranking de inovação entre as atividades industriais, seguido por fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e fabricação de móveis (77,1%). Fabricação de produtos do fumo (29,8%) foi o setor menos inovador.

Em 2024, 32,9% das empresas investiram recursos em atividades internas de pesquisa e desenvolvimento (P&amp;D), o menor percentual desde 2021 (33,9%). Nos setores de Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, fabricação de produtos químicos, Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e Fabricação de outros equipamentos de transporte, a taxa superou 50%.

Os gastos com P&amp;D em 2024 foram em torno de R$ 39,9 bilhões, valor superior ao verificado em 2023 (R$ 38,2 bilhões) em termos nominais.

As empresas inovadoras da Indústria de transformação foram responsáveis por 85,4% desse valor (R$ 34,1 bilhões) e as das Indústrias extrativas, por 14,6% (R$5,8 bilhões). Em valores absolutos, houve um aumento dos dispêndios tanto na Indústria de transformação quanto na indústria extrativa.

As empresas inovadoras utilizaram mais apoio público em 2024 (38,6%) na comparação com 2023 (36,3%). O instrumento de apoio público proporcionalmente mais utilizado em 2024 foi o Incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica (28,9%).

Segundo a Pintec, a expectativa de 96,4% das empresas inovadoras para 2025 é elevar ou manter os gastos com P&amp;D.

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<pubDate>Thu, 19 Mar 2026 11:21:59 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Entidades repudiam ataques a jornalistas que cobrem Bolsonaro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Entidades que representam jornalistas brasileiros repudiaram as agressões e ameaças sofridas por profissionais de imprensa que trabalham diante do hospital particular onde o ex-presidente da República Jair Bolsonaro está internado, em Brasília.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção aos profissionais.

Notícias relacionadas:Bolsonaro melhora função renal, mas marcadores inflamatórios sobem.Bolsonaro é internado em UTI hospitalar com broncopneumonia bilateral.Segundo a Abraji, alguns jornalistas passaram a receber ameaças e ofensas após uma influenciadora digital bolsonarista divulgar um vídeo em que acusa profissionais de imprensa que aparecem em imagens gravadas na porta do Hospital DF Star, à espera de informações atualizadas sobre o estado de saúde de Bolsonaro, de desejarem a morte do ex-presidente.

O vídeo foi compartilhado por parlamentares e pela própria ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tem mais de 8 milhões de seguidores em suas redes sociais.

A Abraji classificou a divulgação do vídeo, sem qualquer verificação prévia, como um gesto irresponsável. Segundo a associação, o registro foi deturpado e expôs jornalistas “que estavam simplesmente exercendo seu trabalho” a ameaças e difamações.


“É inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa. Esse tipo de ataque não é apenas uma ameaça individual — é um ataque direto à liberdade de imprensa e à democracia”, sustenta a Abraji, na nota que divulgou neste domingo (15).


De acordo com a associação, as agressões não ficaram restritas ao ambiente digital: ao menos duas repórteres sofreram ataques ao serem reconhecidas na rua.

Ainda segundo a Abraji, montagens e vídeos produzidos com o uso de inteligência artificial foram divulgados, inclusive simulando que uma das profissionais é esfaqueada. Fotos de filhos e parentes de jornalistas estão sendo usadas como instrumento de intimidação e assédio.

Também em nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal cobraram proteção aos trabalhadores. “Lembramos que é dever do Estado garantir a segurança dos profissionais em locais públicos e de interesse jornalístico”, destacaram as entidades, antecipando que irão pedir reforço da Polícia Militar na frente do hospital para impedir “cerceamento e agressões” ao trabalho da imprensa “por parte de militantes”.

“Ressaltamos ainda que é fundamental a apuração rigorosa das ameaças para que episódios como esse não se repitam. Pedimos às autoridades policiais e ao Ministério Público que identifiquem e punam os autores das ameaças virtuais e os responsáveis pela exposição indevida de dados dos profissionais”, cobraram a Fenaj e o sindicato. 

As entidades exigem que as empresas de jornalismo proporcionem condições para que seus empregados possam trabalhar, afastando-os do hospital caso não se sintam seguros e oferecendo a eles apoio jurídico.


“Reafirmamos que a liberdade de imprensa é um pilar fundamental da democracia. O jornalismo é essencial para levar fatos ao conhecimento público, e não pode ser cerceado por métodos de coação física ou psicológica. Não aceitaremos a intimidação como método político”, concluem as entidades.


A Agência Brasil não conseguiu contato com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e com a Polícia Civil para saber se boletins de ocorrência foram registrados.

Internação

Bolsonaro está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star desde a manhã da última sexta-feira (13), tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

Segundo o boletim médico divulgado esta manhã, seu quadro clínico é estável e ele teve uma melhora da função renal de ontem (14) para hoje, mas devido a uma elevação dos marcadores inflamatórios em seu sangue, os médicos decidiram ampliar a dosagem de antibióticos.

Ainda não há previsão de quando ele poderá deixar a UTI e seguir para um quarto, de onde deverá voltar a Papudinha (prédio no Complexo Penitenciário da Papuda), onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:04:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Festa para o Oscar tem concurso de sósias de Wagner Moura no Rio</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Bem longe dos efeitos especiais dos estúdios cinematográficos de Hollywood, a noite do Oscar, neste domingo (15), no Rio de Janeiro, estendeu o tapete vermelho para sósias que disputam o troféu de maior semelhança com o ator baiano Wagner Moura. Ele é o primeiro brasileiro a concorrer à premiação internacional como melhor ator.

A cerimônia do Oscar 2026 será transmitida nesta noite, de Los Angeles, nos Estados Unidos, e mobiliza cinéfilos em todo o país.

Notícias relacionadas:Cinema histórico do DF abrirá as portas para exibir cerimônia do Oscar.Oscar 2026: saiba onde assistir, filmes indicados e ordem da premiação.No Rio, o grupo Estação Net Rio pretende receber 2 mil pessoas para assistir à premiação gratuitamente nas salas de cinema de Botafogo, na zona sul. Antes disso, o espaço organiza um concurso de sósias, como forma de celebrar as indicações brasileiras ao Oscar.

Um dos concorrentes, Cássio Barcellos, de 23 anos, diz que decidiu concorrer apoiado por amigos, para quebrar um paradigma na família. 


&quot;Minha família toda é de artistas, meu pai é músico, minha mãe é escritora e minha irmã, confeiteira. Eu decidi fazer faculdade de economia&quot;, conta. Com o prêmio, ele quer experimentar o mundo artístico.


Pedro Eduardo Farroco, estudante de arqueologia, de 21 anos, decidiu tentar a sorte no concurso, além de compor a torcida por Wagner Moura, no cinema Estação Net Rio. 


&quot;Eu tinha uma roupa parecida com a que ele usa no filme, não acho que sou tão galã, mas algumas pessoas falam que estamos parecidos e eu falei: ‘olha, vai ser divertido, vou participar’&quot;, conta. 



            
        
    
Rafael Cabral e Miguel de Oliveira Tavares participam do concurso de sósias de Wagner Moura. Foto: Isabela Vieira/Agência Brasil


Cinéfilo, o ator Miguel de Oliveira Tavares, de 19 anos, revelou que Wagner Moura é um dos seus ídolos. Mesmo que a semelhança entre os dois não seja evidente, ele diz que participa do concurso como uma forma de homenagem. 

&quot;Wagner é um artista completíssimo, maravilhoso&quot;, avaliou. Ele cita o seu filme preferido com o ator, Saneamento Básico, uma comédia lançada em 2007, com outros grandes atores, como Lázaro Ramos e Paulo José.


&quot;É divertido se colocar no lugar de uma pessoa que você admira&quot;, completou Miguel.


Disputa

Wagner Moura concorre como Melhor Ator por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. O longa é indicado em mais três categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Direção de Elenco.

O ator brasileiro disputa com Timothée Chalamet (Marty Supreme), Leonardo DiCaprio (Uma Batalha Após a Outra), além de Michael B. Jordan (Pecadores) e Ethan Hawke (Blue Moon).

Um dos organizadores do concurso de sósias, o cineasta e produtor Cavi Borges, conta que a intenção foi promover a interação entre os amantes do cinema nacional. Para ele, Moura tem poucas chances, mas o filme O Agente Secreto deve levar uma das estatuetas.

&quot;Confio mais no Oscar de Filme Internacional, mas surpresas acontecem&quot;, disse.

Para Borges, O Agente Secreto, assim como os demais filmes da mesma categoria, denunciam os perigos de regimes autoritários. &quot;O filme do Kleber traz a ditadura e muitos críticos fazem um paralelo com os Estados Unidos de hoje&quot;.

O Brasil também está representado na disputa da indústria cinematográfica pelo diretor Adolpho Veloso, na categoria de Melhor Fotografia pela produção norte-americana Sonhos de Trem.

A festa do cinema começa às 19h, horário de Brasília. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:04:43 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo libera crédito emergencial para atingidos pelas chuvas</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou na edição desta segunda-feira (16) do Diário Oficial da União resolução que prevê crédito emergencial a pessoas físicas e empresas afetadas pelas enchentes em fevereiro e março deste ano.

Os recursos, que podem chegar a R$ 500 milhões do superávit financeiro do Fundo Social do Pré-Sal, destinam-se a cidades que tiveram o estado de calamidade pública reconhecido pelo Poder Executivo federal.

Crédito

Notícias relacionadas:Governo libera R$ 7,3 mil para famílias atingidas por chuvas em MG.Chuvas no estado de São Paulo provocam morte de duas pessoas.Quatro municípios atingidos por chuvas receberão R$ 11,5 milhões.Os recursos poderão ser usados para:


	reconstrução de instalações danificadas;
	aquisição de máquinas e equipamentos;
	capital de giro para empresas afetadas.


Segundo o governo, a iniciativa busca acelerar a retomada da atividade produtiva e recompor a capacidade econômica local nas áreas atingidas.

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O CMN é o principal órgão responsável pela formulação da política monetária e financeira do país. O colegiado é presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e também é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. ]]></description>
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<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:04:42 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Senado vai premiar instituições que combatem violência contra a mulher</title>
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				O Diário Oficial da União desta segunda-feira (16) traz publicada a criação da Comenda Laço Branco. A medalha será concedida a homens ou instituições que atuem pelo fim da violência contra a mulher.  

De acordo com a Resolução n°1/2026, de autoria da senadora Augusta Brito (PT-CE), o título será entregue a até três homens ou instituições, a cada edição. 

Notícias relacionadas:“Não podemos nos conformar com homens matando mulheres”, diz Lula.TV Brasil: documentários mostram luta feminina e violência doméstica.São Paulo registra feminicídio no Dia Internacional da Mulher.A cerimônia deverá ocorrer preferencialmente na semana do dia 6 de dezembro, data em que é comemorado o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

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A norma prevê a criação do Conselho da Comenda Laço Branco, com a participação de um senador ou uma senadora de cada partido político com representação na Casa, para julgar os nomes indicados pelos parlamentares.
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<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:04:42 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Oscar 2026: O Agente Secreto encerra campanha sem prêmios</title>
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				Apesar da enorme expectativa e de uma campanha internacional aclamada, o filme brasileiro O Agente Secreto encerrou sua participação na cerimônia do Oscar 2026, na noite deste domingo (15), sem estatuetas. 

O longa dirigido por Kleber Mendonça Filho concorria em quatro categorias: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Direção de Elenco (categoria que estreou nesta edição).

Notícias relacionadas:Festa para o Oscar tem concurso de sósias de Wagner Moura no Rio.Em clima de final de Copa, Brasil se prepara para noite do Oscar.Na categoria Melhor Filme Internacional, o representante brasileiro foi superado pelo norueguês Valor Sentimental, dirigido por Joachim Trier.

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Na categoria de Melhor Ator, Wagner Moura, que foi ovacionado pela crítica por seu papel como professor Marcelo, viu a estatueta ir para as mãos de Michael B. Jordan, pelo terror gótico Pecadores, de Ryan Coogler.

Já em Melhor Direção de Elenco, o troféu ficou com Uma Batalha Após a Outra, de Paul Thomas Anderson, que também levou o prêmio principal de Melhor Filme.

Antes da cerimônia do Oscar, O Agente Secreto já havia consolidado sua relevância internacional no Globo de Ouro. A produção brasileira venceu na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira, enquanto Wagner Moura conquistou o troféu de Melhor Ator em Filme de Drama.  ]]></description>
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<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:04:42 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Enorme orgulho, diz Lula sobre indicações do Brasil ao Oscar</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o diretor Kleber Mendonça Filho, o ator Wagner Moura e toda a equipe que participou do longa O Agente Secreto, que concorreu ao Oscar neste domingo (15) nas categorias Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Direção de Elenco. O filme encerrou sua participação no evento sem estatuetas.

Em seu perfil na rede social X, Lula parabenizou ainda o brasileiro Adolpho Veloso, diretor de fotografia do longa Sonhos de Trem, que concorreu ao Oscar na categoria Melhor Fotografia. O drama também não levou a estatueta. “Um enorme orgulho ver mais uma vez nossos artistas na cerimônia do Oscar”, escreveu o presidente.


Notícias relacionadas:Oscar 2026: O Agente Secreto encerra campanha sem prêmios.Festa para o Oscar tem concurso de sósias de Wagner Moura no Rio.“Foram cinco indicações ao maior prêmio do cinema mundial, mostrando, mais uma vez, a força do nosso cinema e o talento dos nossos atores, atrizes, diretores e de toda a equipe técnica que faz essa arte acontecer. É o Brasil levando ao mundo a potência da nossa cultura e das nossas histórias.”


“Temos muito orgulho de todos vocês e do nosso cinema”, concluiu o presidente.

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<pubDate>Mon, 16 Mar 2026 11:04:41 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>A Solidão dos Asilos: Quando a Espera por uma Visita se Torna Silêncio</title>
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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:40:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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<title>Economia pode crescer 1% no primeiro trimestre, diz Haddad</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ter crescimento entre 0,8% e 1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


“A economia brasileira é capaz de crescer entre 0,8% e 1% nesse primeiro trimestre. Então, os mecanismos de mudanças no crédito, tudo que nós estamos fazendo para manter a demanda efetiva está redundando em manutenção [da economia aquecida]&quot;, disse o ministro.


Notícias relacionadas:Conflito Oriente Médio não impactará redução dos juros, diz Haddad.Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio.Na noite desta sexta-feira (13), Haddad concedeu entrevista ao programa 20 Minutos, do Opera Mundi. Na entrevista, o ministro preferiu não dar uma estimativa de crescimento para o ano, justificando que uma previsão depende da taxa de juros.


&quot;Eu acho que nós fizemos um trabalho de saneamento das contas. Eu não estou preocupado com as metas fiscais. Eu acho que o crescimento, pela maneira como nós estamos conduzindo, sobretudo as reformas que foram feitas, vão permanecer. Eu acho que a reforma tributária, que entra em vigor ano que vem, vai dar um impulso para o PIB ainda maior&quot;, afirmou.


Durante a entrevista, o ministro voltou a defender a necessidade do arcabouço fiscal e negou que o governo tenha apertado demais a conta.

“Não [apertou a conta], porque isso tinha que vir acompanhado dessa batalha no Congresso Nacional – e que foi parcialmente bem-sucedida - de recomposição da base tributária. Nós perdemos 3% do PIB de base tributária. Para você abrir mão de carga tributária, o Congresso aprova em 15 dias, mas não para recompor e cortar privilégios no Brasil. Vai lá no Congresso negociar redução de privilégio, desoneração da folha. Cada projeto desse são semanas de negociação”.

Saída do ministério

Haddad confirmou que vai deixar o ministério da Fazenda na próxima semana e que pretende se candidatar nas próximas eleições, embora não tenha informado para qual cargo.

Segundo ele, a ideia inicial era contribuir para uma campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas mudou de ideia.

“Queria estar mais livre para poder pensar, fora do Ministério, em um plano de desenvolvimento [para o país]. Era isso o que eu queria fazer. Nesses três meses de conversa com ele [com o presidente Lula], o cenário se complicou. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado. Então, devo sair do Ministério da Fazenda na semana que vem”, disse. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:15 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Mega&#45;Sena acumulada sorteia neste sábado prêmio de R$ 75 milhões</title>
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<description><![CDATA[ As seis dezenas do concurso 2.984 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 75 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa. 

&gt;&gt;Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:14 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Show de Joyce Moreno embala programa Cena Musical, da TV Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A TV Brasil apresenta o espetáculo exclusivo Brasileiras Canções, da cantora, compositora e instrumentista Joyce Moreno, no programa Cena Musical, à meia-noite deste sábado (14). O show traz obras do 42º disco da artista, álbum homônimo com produções inéditas.

Durante a performance, Joyce Moreno combina repertório de composições autorais e grandes sucessos da música brasileira. O especial pode ser acompanhado no app TV Brasil Play e no YouTube do canal. A jornalista Bia Aparecida comanda o programa.

Notícias relacionadas:Seleção TV Brasil: produções infantis e juvenis têm maior investimento.Entre as músicas próprias de Joyce Moreno, destaque para as faixas Samba de Mulher, Monsieur Binot, O Mar É Mulher e Boiou. Ela também executa as inéditas Carnaval é Mesmo Assim, Todo Mundo e Brasileiras Canções, composição que dá nome ao show.

A apresentação exibida na programação da TV Brasil ainda reúne clássicos como Águas de Março, Medo de Amar, Desafinado e Samba da Benção. O espetáculo valoriza títulos consagrados por personalidades do cenário nacional, entre outras obras que fazem parte da cultura do país há décadas.

A atração foi gravada pela emissora pública no Espaço Cultural do BNDES, no Rio de Janeiro. No palco, a veterana Joyce Moreno (voz e violão) é acompanhada por uma banda formada pelos músicos de Tutty Moreno (bateria), Lula Galvão (guitarra) e Bruno Aguilar (baixo).

Sobre o programa

Lançado em 2007, o Cena Musical é uma produção da TV Brasil que exibe apresentações inéditas com a sonoridade da música do país. Desde 2017, os shows são gravados no Espaço Cultural BNDES, no Rio de Janeiro. O programa mostra performances que revelam e celebram a diversidade e a riqueza do cancioneiro nacional.

A jornalista e cantora Bia Aparecida comanda a atração do canal público na atual temporada. A leva de espetáculos exclusivos apresentados no programa reúne nomes consagrados de vários gêneros da música brasileira.

Com direção de Maíra de Assis e Waldecir de Oliveira, o Cena Musical já acompanhou personalidades como Elba Ramalho, Francis Hime, Olivia Hime, Geraldo Azevedo, Gilson Peranzzetta e Jards Macalé, além dos grupos MPB4 e Quarteto do Rio. Outros astros e talentos da nova geração participam dos próximos programas.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Cena Musical – sábado (14) à meia-noite, na TV Brasil.

TV Brasil na internet e nas redes sociais  

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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:12 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras - em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 - não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia &quot;do poço ao posto&quot;, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

Notícias relacionadas:Petrobras encerra venda de sua participação na BR Distribuidora.Petrobras reajusta preço do diesel em R$ 0,38 por litro.Petrobras atribui aumento do diesel à guerra no Oriente Médio.O alerta da venda de gasolina a R$ 9 &quot;mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias&quot; partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.


“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.


Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços - que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação - ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).


“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.


“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas &quot;ferramentas institucionais&quot; de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.


“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”


O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:11 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Cinema brasileiro vive momento de prestígio internacional</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Às vésperas de mais uma cerimônia do Oscar, o cinema brasileiro volta aos holofotes internacionais. Depois da vitória histórica de Ainda Estou Aqui como melhor filme internacional na edição do ano passado, o país chega novamente à disputa com O Agente Secreto, indicado em quatro categorias.

Dirigido por Walter Salles e estrelado por Fernanda Torres, Ainda Estou Aqui ultrapassou 5,8 milhões de espectadores nos cinemas brasileiros, tornando-se um dos maiores públicos da história do cinema nacional.

Notícias relacionadas:Atual sucesso do cinema nacional reflete anos de investimento no setor.O Agente Secreto é indicado ao Cèsar, maior prêmio do cinema francês.Governo torna obrigatória exibição de filmes brasileiros nos cinemas.Já O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, protagonizado por Wagner Moura, também alcançou grande repercussão nas salas de exibição e ultrapassou a marca de 2,5 milhões de ingressos vendidos no Brasil, consolidando-se entre os maiores sucessos nacionais recentes e impulsionando o debate sobre o espaço do cinema brasileiro no mercado.

O sucesso dos dois longas nas premiações e nas bilheterias cria a impressão de um momento de expansão do audiovisual brasileiro. No entanto, apesar dos bons resultados desses títulos, especialistas apontam que o desempenho do cinema brasileiro nas salas de exibição ainda revela um cenário desigual.

Fundo Setorial do Audiovisual

Dados da Agência Nacional do Cinema mostram que o audiovisual brasileiro vive um momento de forte expansão na produção.

Em 2025, o setor registrou R$ 1,41 bilhão em recursos públicos desembolsados, o maior volume da série histórica. O montante representa crescimento de 29% em relação a 2024 e de 179% na comparação com 2021.

Atualmente, 1.556 projetos audiovisuais estão em execução com apoio direto da agência, enquanto outros 3.697 encontram-se em fase de captação ou contratação de recursos.

O país também registrou 3.981 obras audiovisuais não publicitárias em 2025, um novo recorde.

Grande parte desse impulso vem do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), principal mecanismo de financiamento do setor, responsável por apoiar filmes, séries, infraestrutura e formação profissional. 

Apenas na modalidade de investimento direto, o fundo contratou R$ 564 milhões, em 2025.

O aumento do financiamento público contribuiu para ampliar a produção e gerar empregos, além de fortalecer a presença internacional do audiovisual brasileiro.

Público

Mesmo com o crescimento da produção, os números de público indicam que grande parte dos filmes nacionais ainda enfrenta dificuldades para chegar aos espectadores.

Segundo levantamento do portal especializado Filme B, o público total das produções brasileiras exibidas nos cinemas em 2025 foi de 11,9 milhões de espectadores. No entanto, quase metade desse número veio de filmes lançados no ano anterior.

Entre os 203 títulos brasileiros lançados em 2025, apenas sete concentraram 73% de todo o público registrado. Ao mesmo tempo, 111 filmes, mais da metade do total, não chegaram a mil espectadores nas salas de cinema.

A média de público por filme foi de apenas 719 espectadores. Para analistas do setor, o contraste evidencia um dos principais desafios da cadeia audiovisual brasileira: a distância entre produção e distribuição.

“Os recursos investidos na realização de filmes não são acompanhados por investimentos proporcionais na comercialização e lançamento dessas obras”, aponta o exibidor e consultor de mercado Rodrigo Saturnino Braga, em análise publicada no portal Filme B.

Segundo ele, políticas públicas de fomento precisam olhar para toda a cadeia produtiva do audiovisual – da produção à circulação nas salas e em outras plataformas.

Cota de tela

Uma das ferramentas utilizadas para ampliar o espaço do cinema nacional nas salas é a política de cota de tela, medida que integra a Lei 14.815/2024, que prorrogou a política até 2033.

Em dezembro de 2025, o governo federal regulamentou novas regras para 2026, determinando que todos os cinemas comerciais do país reservem um número mínimo de sessões ou dias de exibição para filmes brasileiros. 

A exigência varia de acordo com o número de salas de cada complexo exibidor e também estabelece limites para que um único filme nacional não ocupe toda a cota, incentivando a diversidade de títulos em cartaz.

Para especialistas, o mecanismo busca equilibrar o mercado dominado por grandes lançamentos estrangeiros e garantir visibilidade à produção brasileira.

Mesmo com recordes de investimento e reconhecimento internacional crescente, o cinema brasileiro ainda enfrenta o desafio de ampliar seu público.

A cadeia do setor, que envolve criação, financiamento, produção, distribuição e exibição é complexa e depende de políticas integradas para garantir que os filmes cheguem efetivamente às telas e aos espectadores.

O próprio Kleber Mendonça Filho abordou esse tema em Retratos Fantasmas, documentário que realizou antes de O Agente Secreto.No filme, o diretor revisita a história das salas de cinema de rua no Recife e mostra como muitos desses espaços desapareceram nas últimas décadas.

Para Silvia Cruz, diretora da distribuidora Vitrine Filmes, responsável pelo lançamento de O Agente Secreto no Brasil, o sucesso do longa demonstra uma mudança na relação do público com a cultura.


“O momento mostra que a cultura deixou de ser algo periférico e passou a ser motivo de orgulho coletivo. O Agente Secreto representa um país que se vê reconhecido no mundo e que se mobiliza em torno de uma obra cultural.”


“Mais do que os números de bilheteria, houve uma mobilização espontânea. O público decidiu abraçar o filme e transformá-lo em parte da conversa cotidiana. Durante o Carnaval, por exemplo, milhares de pessoas se fantasiaram de Agente Secreto”, conta Silvia Cruz.

Para a diretora, o engajamento do público brasileiro também repercutiu internacionalmente.

“Cada vez que o Brasil era mencionado em prêmios ou publicações internacionais, havia uma onda de comentários e apoio nas redes. Esse comportamento coletivo chamou a atenção de parceiros e marcas, ampliando o alcance do filme.”

Ela destaca ainda que a reconstrução recente das políticas culturais foi fundamental para esse momento.


“Nos últimos anos o setor audiovisual passou por um período de enfraquecimento, mas o financiamento público voltou, o planejamento foi retomado e o sistema de produção foi reorganizado. O resultado foi o retorno consistente do cinema brasileiro aos principais festivais e premiações do mundo.”


Segundo Silvia Cruz, o movimento mostra que o audiovisual também tem impacto econômico: “O cinema movimenta a economia, gera empregos e reforça um senso de identidade nacional.&quot;

&quot;O Brasil começa a ser visto não apenas como o país do futebol, mas também como um país de cultura”, conclui. 

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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:10 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Governo levantou R$ 179 bi desde 2023 para transição ecológica</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em três anos, o governo federal levantou R$ 179 bilhões para financiar projetos ligados à transição ecológica no país. Os recursos vêm do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) e do programa Eco Invest Brasil.

Segundo o governo, o montante contabiliza as operações desde 2023. A quantia reúne financiamentos aprovados, contratados e desembolsados para iniciativas relacionadas à redução de emissões, recuperação ambiental e adaptação às mudanças climáticas.

Notícias relacionadas:Estudo indica que Cerrado pode armazenar mais carbono que Amazônia.Quilombolas estão alinhados a agendas de justiça climática, diz estudo.Efeitos da emergência climática no oceano preocupam pesquisadores.Os números foram divulgados nesta semana pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Fazenda. Os dados serão detalhados pelas duas pastas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em data ainda não definida.

Fundo Clima

Na quinta-feira (12), comitê gestor aprovou o Plano Anual de Aplicação de Recursos para 2026 para o Fundo Clima, com orçamento de R$ 27,5 bilhões. Esse é o maior valor da série histórica do programa.

Operado pelo BNDES e coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Fundo Clima representa um dos principais instrumentos de financiamento de políticas ambientais no Brasil. Desde 2023, informaram os órgãos, o fundo registrou aumento no orçamento e no volume de projetos aprovados. 

Eco Invest

O programa Eco Invest Brasil, conduzido pelos ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, integra o Plano de Transformação Ecológica do Brasil, estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para promover investimentos sustentáveis.

A iniciativa busca atrair capital privado e recursos internacionais para projetos de longo prazo. Entre os instrumentos previstos estão mecanismos de proteção contra a volatilidade cambial, destinados a reduzir riscos para investidores estrangeiros.

No fim do ano passado, o Ministério da Fazenda divulgou que o programa mobilizou R$ 75 bilhões para projetos sustentáveis, dos quais R$ 46 bilhões captados no exterior. O volume efetivamente liberado em financiamentos somava R$ 14 bilhões no fim de 2025.

Projetos verdes

Os recursos mobilizados por meio do Fundo Clima e do Eco Invest Brasil apoiam projetos ligados à chamada indústria verde, recuperação de biomas, infraestrutura para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e inovação tecnológica voltada à transição ecológica.

A expectativa da equipe econômica é ampliar a participação do setor privado no financiamento dessas iniciativas e acelerar investimentos em sustentabilidade e descarbonização da economia brasileira. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:09 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Circo de Tradição Familiar se torna Patrimônio Cultural do Brasil</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Circo de Tradição Familiar foi reconhecido nesta semana como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e vai constar no Livro de Registro das Formas de Expressão.

Espalhada por todo o país, essa manifestação cultural é descrita pelo Iphan como itinerante, organizada em torno de núcleos familiares e de transmissão oral de saberes, técnicas, modos de fazer e formas de convivência entre gerações.

Notícias relacionadas:Quilombo em Mato Grosso do Sul será o primeiro tombado pelo Iphan.Ministério homologa tombamento definitivo do prédio do Dops, no Rio.No entendimento do conselho consultivo, favorável ao registro, essa manifestação cultural tem relevância nacional, tanto pela força na promoção de espetáculos como pelaspráticas lúdicas e pela memória social.

 


            
        
    
Reunião que aprovou o registro do Circo de Tradição Familiar como Patrimônio Cultural do Brasil: Foto: Oscar Liberal/Iphan.


Pioneirismo

A decisão tomada em reunião no Palácio Gustavo Capanema, no centro do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (11), está ligada à luta das familias que mantêm essa tradição. Fundado no Paraná, em 1991, o Circo de Tradição Familiar Zanchettini liderou esse processo.

A companhia começou pelo trabalho de Wanda Cabral Zanchettin e Primo Júlio Zanchettin, e tem sido mantido ao longo do tempo pelos dez filhos e filhas do casal e seus descendentes. Desde 1993, Wanda encabeçou a luta para que a categoria recebesse o reconhecimento que chegou mais de 30 anos depois. 

O pedido oficial de registro foi protocolado por ela no Iphan em 2005, e mobilizou famílias circenses, associações, pesquisadores e instituições públicas. A decisão desta semana, no entanto, veio após a sua morte, em 2017.

Em entrevista à Agência Brasil, Edlamar Maria Cabral Zanchettin, de 68 anos, filha de Wanda e uma das herdeiras da tradição, reivindica o protagonismo da família nessa luta.

“Foi a nossa família quem protocolou, quem trabalhou, foi a Brasília, fez reunião. Tudo fomos nós, mas fizemos na abrangência de todos os circos brasileiros, principalmente, a nossa maior luta é para o reconhecimento dos nossos antepassados”, disse ela, que celebrou: “É como um Oscar para o circo brasileiro, porque é para todos”.

Ela lamentou que a mãe não tenha testemunhado a vitória. “Lutou muito por isso, mas, infelizmente, não chegou a alcançar este momento de glória. Foi a pessoa que foi na frente, nos empurrou, nos deu força e chegamos, graças a Deus, a esse reconhecimento”.

Origem

Em 1949, Wanda Cabral tinha 18 anos e atuava no circo de ciganos Irmãos Marques junto com a mãe e os irmãos. Naquele ano, o italiano Primo Júlio conheceu Wanda e se apaixonou por ela, os dois casaram e, com os parentes da mulher, montaram o Circo Teatro Gávea.

“O circo era pequeno, mas, ali, a gente aprendeu tudo. A mãe passava as técnicas pra gente. Ela sabia tudo sobre circo e sobre as artes”, contou Erimeide Maria, de 65 anos, que destacou que a mãe cresceu imersa nessa cultura.

 


            
        
    
Wanda Cabral Zanchetin e Primo Julio Zanchettin em foto do acervo familiar, por Zanchettin/Arquivo Pessoal


Em 1991, quando o marido morreu, Wanda batizou a companhia de Zanchettini para homenageá-lo.

“O pai a acompanhou nessa trajetória, como artista e palhaço. Somos dez filhos, cinco mulheres e cinco homens, e a gente foi nascendo e crescendo em barracas em volta do circo”, revelou Erimeide, que foi trapezista, cantora, acrobata, atriz, entre outras coisas.

Apesar dos apertos, ela contou que a convivência em família sempre foi boa entre os irmãos Edlamar, Erimeide, Márcia Aparecida, Solange Maria, Áurea, Silvio Marcos, Sérgio, Jaime, Márcio e Amauri.


“É uma luta difícil e continua sendo para todos os circenses, muito trabalhosa, mas com a união dos irmãos, mãe, pai e agregados, a gente teve sempre uma vida feliz em circo, que é nossa grande paixão, nosso amor”, pontuou Erimeide.


Gerações

A renovação no circo familiar é constante e, atualmente, a geração mais nova já faz parte do elenco do Zanchettini.

“Os mais novos vêm chegando, e a gente vai repassando toda a história do circo, com suas nuances. Tem uma sabedoria muito forte dentro do circo, um linguajar nosso. Tudo tem um propósito”, observou a apresentadora.

Os mais jovens da família estão mantendo a tradição e fazem suas carreiras profissionais no circo. Entre os sobrinhos, o único que saiu do Zanchettini foi para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para trabalhar também como artista circense.

“É de geração em geração. Vem da minha avó, minha mãe, meu pai, nossa família toda. Dez irmãos caminhando pelo mundo afora, montando e desmontando circo, enfrentando estradas, fazendo espetáculos, ensaiando, pegando terrenos cheios de barro e outros bonitos. É uma história muito longa de uma vida toda”, acrescentou Erimeide.

Dificuldades

Nas viagens a vários estados do Brasil e até fora do país, como o Paraguai, Argentina e Bolívia, Edlamar disse que uma das dificuldades do circo tradicional é a concorrência com apresentações de celebridades e shows gratuitos.

“Esses não têm o circo tradicional brasileiro, do palhaço da cara pintada, do trapézio, do globo da morte, do malabarismo, do contorcionismo. A gente leva o tradicional. Não temos personagens, não temos celebridades de TV, não temos dinossauros. Nós somos raiz”, afirmou.

Outra questão são os custos, como impostos e taxas cobradas pelo Poder Público. &quot;Eles nos cobram como se fôssemos edificados, uma farmácia, um supermercado ou nos cobram como evento grande, não como cultura”, reclamou a administradora. “A prefeitura cobra o uso de solo, e a gente paga tudo adiantado. Se chover, a prefeitura já ganhou, e a gente, não”.

Os obstáculos são os mesmos enfrentados por muitos circos familiares do Brasil, e Edlamar lamentou que muitos circos pequenos e tradicionais lidam com dificuldades ainda maiores por não serem famílias tão numerosas.


“A gente já passou por vários tipos de falência, recuperamos tudo e recomeçamos de novo. É um amor tão forte e um sentimento poderoso pelo circo que a gente não sabe de onde vem. A gente não conseguiria viver longe do circo”, pontuou Erimeide.


A expectativa de Edlamar é que esse cenário de dificuldade financeira mude após o reconhecimento.

“Fica mais fácil falar com o prefeito para ver o que ele pode fazer dentro do regulamento do Iphan. Seja um preço menor, um terreno da prefeitura gratuito. Esse reconhecimento não é qualquer um que tem e será de grande valia para nós”, avaliou.


            
        
    
13.03.2026 - Circo dd Tradição Familiar - Casal Primo Julio Zanchettin e Wanda Cabral Zanchettin fundadores do Circo da família . Foto: Zanchettin/Arquivo Pessoal - Zanchettin/Arquivo Pessoal
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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:07 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>DF e 10 estados têm alerta laranja de chuva neste sábado</title>
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				O Distrito Federal e mais dez estados têm alerta laranja de chuva para este sábado (14). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o alerta começou à 0h e vai até as 23h59m, com chuvas que variam de 30 a 100 milímetros, dependendo da localidade, com rajadas de vento provocadas pela variação brusca de temperatura.

O alerta laranja abrange as seguintes regiões: quase todo o Espírito Santo, centro-norte do estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais (exceto Triângulo Mineiro, extremo sul do estado e Vale do Jequitinhonha), quase todo o estado de Goiás, leste e norte de Mato Grosso, oeste do Tocantins, oeste do Maranhão, quase todo o Pará, todo o Amapá e oeste do Amazonas.

Notícias relacionadas:Litoral e região leste de SP têm alerta de perigo para chuvas intensas.Chuva provoca desalojamentos e inundações em Peruíbe, litoral de SP.Governo libera R$ 7,3 mil para famílias atingidas por chuvas em MG.Segundo o Inmet, há previsão de chuva para quase todo o país neste sábado. Apenas o sul do Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul e a Bahia, Pernambuco, Sergipe e Paraíba têm tempo seco e ensolarado.

CPTEC

O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), onde está instalado o supercomputador Jaci, divulgou a previsão de locais onde as tempestades serão mais severas. No Vale do Paraíba do Sul, na divisa do Espírito Santo e Rio de Janeiro, estão previstos os maiores volumes de chuva, de nível 3, e alerta de tempo severo.

Também há previsões de chuva de nível 3 na Região Metropolitana de Belém, no litoral do Pará, no interior do Maranhão e em áreas do interior do Amazonas. Nessas regiões, no entanto, não está previsto tempo severo. ]]></description>
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<pubDate>Sat, 14 Mar 2026 12:31:07 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Em clima de final de Copa, Brasil se prepara para noite do Oscar</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Faltando poucos dias para a cerimônia do Oscar, o Brasil vive novamente um fenômeno curioso e raro no audiovisual: um clima de torcida coletiva. Como em final de Copa do Mundo, bares, cinemas e cineclubes em várias cidades do país estão organizando transmissões da premiação, bolões, quizzes e sessões especiais para acompanhar a 98ª edição da maior noite do cinema mundial neste domingo (15).

Se Hollywood trata o Oscar como uma sofisticada engrenagem de campanhas e estratégias de estúdio, no Brasil ele ganhou novos contornos. Há memes nas redes sociais, correntes de torcida e uma mobilização espontânea de cinéfilos que lembra muito o que aconteceu no ano passado com “Ainda Estou Aqui”, que recebeu o Oscar na categoria de melhor filme internacional.

Notícias relacionadas:Wagner Moura será um dos apresentadores do Oscar 2026.Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2026.O Agente Secreto é indicado para quatro categorias do Oscar.Agora, o centro dessa expectativa é “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que chega a 2026 com indicações de Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura.

Os números ajudam a explicar o entusiasmo. Mesmo competindo com superproduções de Hollywood, o filme brasileiro, segundo dados da FILME B, portal sobre o mercado de cinema no Brasil, lidera a bilheteria entre os indicados ao Oscar, com 2.464.071 ingressos vendidos e mais de R$ 50 milhões arrecadados. Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica.

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Em várias cidades brasileiras, a premiação será acompanhada coletivamente,  um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos. No Rio de Janeiro, o produtor e exibidor Cavi Borges, do Grupo Estação e da Cavideo, prepara novamente uma grande festa cinéfila para a transmissão.

O evento começou há mais de duas décadas de forma quase improvisada:


“Eu faço essa transmissão ao vivo do Oscar há 25 anos. Começou lá na Cobal do Mytown, quando a Cavideo estava nascendo. Era uma reunião pequena, cinéfila mesmo.”


Nos últimos anos, porém, o evento ganhou proporções inesperadas. 


“No ano passado, foi o ápice: quase duas mil pessoas. Cinco salas lotadas e um telão no saguão. Quando o Brasil ganhou o Oscar, o cinema tremeu. Foi histórico.”


Para 2026, a expectativa é ainda maior. O evento terá bolão de apostas, quiz cinéfilo, concurso de sósias de Wagner Moura e transmissão simultânea em salas do Estação Net Rio e do Estação Net Botafogo.

Mais do que festa, Borges vê nisso um efeito direto do momento que o cinema brasileiro atravessa.


“Muita gente que não frequentava cinema de arte começou a aparecer. Pessoas que iam ao shopping ver blockbuster foram à Estação para ver Ainda Estou Aqui ou O Agente Secreto. E quando chegam lá descobrem um monte de outros filmes.”


Segundo ele, esse movimento ajuda a revelar algo curioso:

“O Brasil produz cerca de 300 filmes por ano, mas o grande público conhece quatro ou cinco. Quando as pessoas entram na sala de cinema por causa de um filme brasileiro que virou fenômeno, elas descobrem que existe muito mais.”


            
        
    
Elenco do filme O Agente Secreto, que já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores - Foto Paulo Pinto/Agência Brasil


Dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, O Agente Secreto tornou-se um caso raro: um filme autoral que conseguiu dialogar com o público sem abrir mão de sua identidade estética.

O longa já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores, tornando-se o filme mais visto no Brasil entre todos os indicados ao Oscar deste ano.

Nas redes sociais, Kleber tem demonstrado uma mistura de celebração e responsabilidade diante da mobilização nacional.

O diretor agradeceu recentemente a “energia incrível” do público brasileiro e destacou algo que considera essencial para o sucesso do filme: as políticas públicas de incentivo ao audiovisual. Para ele, o reconhecimento internacional também tem um significado cultural mais amplo.

O cineasta afirma que a presença do filme no Oscar representa uma forma de “soft power brasileiro” — a capacidade de o país projetar sua cultura e sua identidade no palco global. Ao mesmo tempo, Kleber reconhece a pressão e  já comentou sentir “medo de decepcionar” diante da enorme expectativa criada no Brasil.

Entre todas as categorias, especialistas apontam uma em que o Brasil aparece particularmente forte. A nova categoria de Melhor Direção de Elenco, criada pela Academia em 2024 e inaugurada nesta edição do Oscar, pode marcar um momento histórico para o país.

O brasileiro Gabriel Domingues foi indicado pelo trabalho em O Agente Secreto, responsável pela seleção de mais de 60 atores, combinando nomes consagrados e novos

Mesmo com o entusiasmo brasileiro, a disputa continua aberta. Veículos especializados americanos apontam “Pecadores”, de Ryan Coogler, como possível grande vencedor da noite.

Publicações ligadas ao cinema independente foram mais generosas com o longa brasileiro. O site IndieWire, por exemplo, colocou O Agente Secreto no topo do ranking entre os indicados a Melhor Filme.

Entre os favoritos estão Timothée Chalamet, vencedor do Globo de Ouro, e Michael B. Jordan. Mas há também histórias que Hollywood adora: trajetórias longas esperando reconhecimento.

É impossível não lembrar, por exemplo, de Ethan Hawke — um dos atores mais respeitados de sua geração que, surpreendentemente, nunca levou uma estatueta.

Enquanto isso, o Brasil torce por Wagner Moura, que chega à corrida com enorme capital simbólico após sua vitória no Globo de Ouro.


            
        
    
Wagner Moura concorre na categoria de melhor ator - Foto Paulo Pinto/Agência Brasil


Se os prognósticos internacionais são cautelosos, no Brasil o sentimento é outro. Há algo que números e estatísticas não capturam: a mobilização afetiva em torno de um filme. Nunca tantos portais, canais de cinema, podcasts e perfis nas redes sociais acompanharam tão intensamente a temporada de premiações.

Talvez porque o cinema brasileiro esteja vivendo um momento raro: o de voltar a se ver no centro da conversa mundial. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>TV Brasil: documentários mostram luta feminina e violência doméstica</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Em continuidade à programação especial dedicada ao Mês da Mulher, a TV Brasil e o Canal Educação, emissora governamental, exibem simultaneamente o documentário Quando elas se movimentam, às 21h, neste sábado (14). 

Em seguida, apenas na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), será transmitido a obra Escola de Homens, às 22h30, que trata sobre o tema da violência doméstica.

Notícias relacionadas:EBC e seus veículos apresentam programação para o Mês da Mulher.Produção da TV Senado, dirigida por Susanna Lira, Quando elas se movimentam retrata histórias de luta e conquista de direitos da população brasileira, a partir da perspectiva de três mulheres de diferentes regiões do país. Cada uma das personagens (Antônia, Angélica e Luana) traz à tona um retrato íntimo e poderoso de resistência, coragem e transformação social.

A TV Brasil também exibe o documentário Escola de Homens, que acompanha oito encontros realizados no Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, com um grupo de homens que respondem a processos por violência doméstica e familiar contra a mulher.

Além de compartilhar suas histórias, nas reuniões eles debatem temas como papéis de gênero, responsabilização e relações abusivas. A direção é de Sara Stopazzolli.

Feminicídio Nunca Mais

Os veículos públicos e governamentais da EBC apresentam, ao longo de todo o mês de março, conteúdos com foco na valorização das mulheres e na ampliação do debate sobre direitos, representatividade e paridade de oportunidades.

Entre os destaques da programação especial dedicada ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a TV Brasil veicula, durante os intervalos dos jogos de futebol, a campanha de conscientização e prevenção da violência contra mulheres e meninas intitulada “Feminicídio Nunca Mais”.

A iniciativa é coliderada pela NO MORE Foundation, organização global dedicada ao enfrentamento da violência doméstica e sexual, em parceria estratégica com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e o Consórcio Cristo Sustentável.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.

Serviço

Quando elas se movimentam - Sábado, 14/03, às 21h, na TV Brasil e Canal Educação;
Escola de Homens, Sábado, 14/03, às 22h30, na TV Brasil ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Supremo decide se mantém prisão de Vorcaro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta sexta-feira (13) o julgamento virtual que vai decidir se a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, será referendada. O julgamento será iniciado às 11h. 

Durante o julgamento, o colegiado também vai decidir se serão mantidas as prisões do cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro do banqueiro, e do escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas das investigações.

Notícias relacionadas:Zanin nega pedido para determinar criação da CPI do Banco Master.Banco Master é uma pancada no sistema bancário brasileiro, diz Haddad.CPMI do INSS aprova convocação de cunhado e ex-namorada de Vorcaro.Além de Mendonça, os ministros Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques estarão aptos a votar. Dias Toffoli, que também pertence ao colegiado, se declarou suspeito e não vai participar do julgamento, que contará apenas com os quatro votos.

Em caso de empate na votação, o placar vai favorecer Vorcaro, e o banqueiro pode ser solto.

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Prisão

No dia 4 deste mês, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), instituição pública ligada ao governo do Distrito Federal (GDF).

Mendonça atendeu pedido de prisão feito pela PF, após novos dados da investigação apontarem que Vorcaro deu ordens diretas aos outros acusados para intimidarem jornalistas, ex-empregados e empresários, além de ter acesso prévio ao conteúdo das investigações.

A investigação citou mensagens encontradas no celular do banqueiro, que foi apreendido pela PF, nas quais ele ameaçou Lauro Jardim, jornalista do jornal O Globo, em conversa com Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.

Mourão também foi preso na terceira fase da operação e atentou contra a própria vida na carceragem da PF, em Belo Horizonte.

A investigação também revelou que Vorcaro tinha contato direto com dois servidores do Banco Central e era informado sobre o andamento das investigações contra o Master no órgão.

Em 17 de novembro do ano passado, o banqueiro foi preso pela primeira vez, quando tentava embarcar em jatinho particular para Dubai, nos Emirados Árabes. No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação do Master por suspeitas de fraudes.

Após a prisão, a defesa conseguiu um habeas corpus na Justiça Federal em Brasília, e Vorcaro passou a cumprir prisão domiciliar, sob monitoramento de tornozeleira eletrônica.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:28 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Turnê pelo Brasil comemora 80 anos de Alceu Valença</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				As oito décadas de vida do cantor e compositor Alceu Valença vão ser comemoradas com a turnê 80 Girassóis, que estreia no próximo sábado (14), no Rio de Janeiro. Em seguida, o emblemático representante da música pernambucana seguirá para São Paulo, Salvador, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Recife, Fortaleza, Belém e Belo Horizonte, com patrocínio master do Banco do Brasil. 

Os shows estão programados para ocorrer até junho, e Alceu completará os 80 anos em 1º de julho.

Notícias relacionadas:Tuiuti homenageará a matriarca do samba Tia Ciata no carnaval de 2027.Exposição de Caru Brandi traz pela primeira vez cultura trans ao Rio.Peça de clássico grego discute violência de gênero e maternidade.“Esta turnê vai ser uma maravilha. Está sendo muito bem projetada pela minha esposa, Yanê [Montenegro], e Júlio Moura. A gente tem sócios em vários estados para fazer esta turnê”, disse Alceu em entrevista à Agência Brasil. 

O show deste fim de semana será na Farmasi Arena, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Com Alceu, estarão no palco os músicos Tovinho (teclados e direção musical), Cássio Cunha (bateria), Zi Ferreira (guitarra), Nando Barreto (baixo), André Julião (sanfona), Costinha (flautas) e participação ainda de Lui Coimbra (violas e violoncelo) e Natalia Mitre (percussão). 

Embolada do tempo

Alceu contou que a temporada é resultado de seis meses de ensaios, tudo gravado em áudio e vídeo, e destacou as projeções que vão ser exibidas durante as apresentações. 

“Esse show tem umas projeções incríveis feitas por Rafael Todeschini. A Yanê participa também. Projeções simplesmente maravilhosas, e, dentro desse acervo meu, até minha mãe e meu pai vão aparecer”.

A todos que o perguntam sobre a ação do tempo em sua vida desde quando era menino, em São Bento do Una, Alceu conta que vive no presente, passado e futuro, em uma Embolada do Tempo, que é o título de uma das suas músicas. Durante a entrevista, ele declama parte da letra. 


“O tempo em si/ Não tem fim/ Não tem começo/ Mesmo pensado ao avesso/ Não se pode mensurar”.


E continua:


&quot;Buraco negro/ A existência do nada/ Noves fora, nada, nada/ Por isso nos causa medo&quot;.


 


&quot;Tempo é segredo/ Senhor de rugas e marcas/ E das horas abstratas/Quando paro pra pensar&quot;.


 


&quot;Você quer parar o tempo/ E o tempo não tem parada&quot;.


 

 


            
        
    
Turnê 80 Girassóis celebra oito décadas do cantor Alceu Valença. Foto: Rodrigo Maluco/PECK e MV Produções


A turnê não se restringe aos shows. Algumas das cidades por onde ela passar também receberão exposições de artes plásticas e sessões de filmes. Alceu destacou que é cineasta e já fez participações como ator em diversas produções. 

“Fiz o papel principal no filme de Sérgio Ricardo [também cantor e compositor] A Noite do Espantalho. Depois, fiz um filme chamado A Luneta do Tempo”, contou.

O cantor acrescentou que tem um acervo grande de filmes realizados em diversos países como França, Alemanha, Suíça, Portugal, Espanha, Estados Unidos e Brasil. 

“Eu sempre gostei da arte de cinema e levava câmeras comigo. Tenho muita coisa. São outras partes do meu trabalho. Não é só a música. É a trajetória”. 

Seleção das músicas 

A escolha das músicas, segundo Alceu, seguiu um método que ele próprio definiu: encadeá-las conforme os temas de cada uma.

“É uma narrativa poética. Por exemplo, Martelo Agalopado, que é uma música que advém do cantador, faz parte da cultura do sertão profundo, onde nasci, em São Bento do Una. Logo depois, vem o repertório de Luiz Gonzaga, porque ele faz parte disso e se completa. Outra, é de quando eu era criança e gostava de correr de Cavalo de Pau [nome de uma das músicas ]”, descreveu. 

O lado folião não podia faltar e está representado, tanto na presença que costuma ter em Olinda como em shows de trios elétricos no período da folia. Em São Paulo, há mais de dez anos, e no Recife, em um período mais recente, ele comanda o bloco Bicho Maluco Beleza, arrastando 1 milhão de pessoas. 

Também estará na turnê o &quot;Alceu caminhador&quot;, o cara que vive aqui e lá. “Coração Bobo eu compus em Paris, quando morei lá, com saudade muito grande de Jackson do Pandeiro e Geraldo Azevedo. Tem uma outra que compus falando sobre ruas, Pelas ruas que andei, e falo das ruas do Recife. Tem uma com lembranças de Nova York, que compus aqui, no Rio de Janeiro”, relatou.

Anunciação

O processo para compor as suas obras é diverso e, na música Anunciação, ele o classifica como um surto criativo. Alceu revelou que, andando em Olinda, criou uma música na flauta com que estava aprendendo a tocar. Quando entrava em casa, uma moça elogiou o que tinha ouvido.

&quot;&#039;Alceu que música bonita que você estava tocando? Que coisa mais linda’. &#039;Você achou?&#039; Perguntei. A música ia se perder se ela não tivesse falado”, afirmou.

Ao chegar na cozinha, Alceu pegou um papel de pão e começou a fazer a letra, escrita a lápis, de Anunciação. 

O artista contou que existem diversas postagens nas redes sociais de pessoas que relatam a ligação dessa música com o nascimento de crianças.

“Olha o que eu encontro! Se você sair comigo por aí, todo dia é a mesma coisa. Mulheres dizendo que tinham dificuldades, e o filho nasceu [ao som da música], outras que não tinham. Tem quem diz que fez o parto ouvindo a música e crianças pequenas que dizem que ouviam desde que estavam no bucho [barriga da mãe]. Tô brincando”, disse sorrindo. 

Alceu comemora os números de acessos das suas músicas na plataforma de streaming de áudio Spotify, na qual Anunciação alcançou 200 milhões. Já no YouTube, Belle de Jour conta com mais de 300 milhões. 

A inspiração é uma marca de projetos que Alceu participou ao longo da vida. Mesclando o clássico com o popular, sua jornada tem concertos com orquestras do Brasil e do exterior. 

“Eu advenho da cultura do sertão pernambucano profundo. Lá, eu ouvia aboios, toadas de vaqueiros”, recordou. 

Essa trajetória quase seguiu outro caminho: Alceu quis ser advogado e fazer concurso para promotor. Chegou a se formar, mas não seguiu na carreira, confirmando uma frase que lembra ter ouvido da mãe, que dizia que ele veio ao mundo para levar alegria às pessoas.

“Coisa boa que se confirmou, porque se não tivesse se confirmado, seria chato para ela e para mim”. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Coletivo de mulheres quilombolas lança documentário e pede proteção</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				Ter quer deixar a própria casa, não dormir em paz, temer pela própria segurança e da comunidade. No documentário “Cafuné”, lançado nessa quinta-feira (12) pelo coletivo de mulheres da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), relatos evidenciam a urgência de uma política de proteção eficaz a defensoras dos direitos humanos que vivem em comunidades tradicionais em todo o país. 

Realizado por iniciativa da entidade, o filme foi dirigido por Gabriela Barreto, Maryellen Crisóstomo e Nathália Purificação e faz parte de um projeto mais amplo (de mesmo nome) das representantes quilombolas a ser entregue ao governo federal. A iniciativa integra estratégia de sensibilização do poder público, incluindo também o Congresso Nacional. 

Notícias relacionadas:Quilombolas estão alinhados a agendas de justiça climática, diz estudo.Pela primeira vez, indígenas e quilombolas terão vagas no Itamaraty.O nome &quot;Cafuné&quot; para o projeto (e para o filme) refere-se à tentativa de proporcional algum tipo de aconchego às mulheres que vivem permanentemente em risco, ameaçadas por conflitos agrários e pelas vulnerabilidades com a deficiência de políticas públicas.

Proteção coletiva

Segundo a articuladora política da Conaq, Selma Dealdina, a ideia do projeto, que deve ser apresentado oficialmente aos três poderes em maio, é que as ações de proteção não sejam apenas individuais, mas coletivas, comunitárias

Está prevista para 12 de maio uma solenidade no Congresso Nacional para celebrar os 30 anos de luta da Conac. Para o mesmo mês, também vai ocorrer o 3º Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, na região administrativa do Gama (DF).

Selma afirma que o assassinato brutal da ativista Maria Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernadete, em agosto de 2023, trouxe uma dor intangível, mas também a certeza de que seria preciso aperfeiçoar os mecanismos de proteção. As lideranças quilombolas, segundo ela, ficaram muito temerosas depois do crime. 


“A nossa ideia é propor ao Estado brasileiro um plano de proteção e autocuidado que seja coletivo. Não só para uma pessoa”, ressalta Selma Dealdina.


Ela explica que as lideranças têm sido ameaçadas e mortas em seus próprios territórios. Entre 2019 e 2024, por exemplo, 26 pessoas que vivem em comunidades quilombolas remanescentes foram assassinadas.

Ameaça

Segundo a Conaq, pelo menos 100 mulheres vivem sob ameaça no país. O documentário faz parte da estratégia para mostrar os riscos a que estão submetidas. Para elaboração do projeto, houve apoio do Instituto Ibirapitanga, organização social dedicada à equidade racial e sistemas alimentares saudáveis e sustentáveis, e também da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid). 

Segundo as dirigentes da Conaq, durante as oficinas de elaboração do plano, foi definido que as prioridades do plano “Cafuné” vão além da proteção por meio da segurança pública. Foram elencados temas como necessidade de maior agilidade para titulação dos territórios, prevenção ao adoecimento e apoio à saúde mental. 

Vulnerabilidade

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no final do ano passado, mostrou que a população quilombola adulta morre mais por causas que poderiam ser evitadas do que a população em geral. Entre as mulheres, a taxa de mortes por infarto agudo do miocárdio é 18% maior entre quilombolas do que entre as demais mulheres da amostra. 

Nos casos de derrame, a diferença aumenta para 38%. Nas comunidades, 55% não têm acesso à água potável, 54% não possuem rede de esgoto e 51% não contam com coleta de lixo. l

&quot;Está comprometido&quot;

A secretária nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Élida Lauris dos Santos, entende que a demanda da comunidade quilombola está em acordo com o entendimento do governo federal sobre a necessidade de proteção coletiva.


“Uma das metas do plano nacional é o desenvolvimento mais aprofundado, tanto da perspectiva racial quanto de gênero. O projeto Cafuné vem ao encontro do que até o ministério (dos Direitos Humanos e Cidadania) está comprometido a resolver”, garantiu. 


Ela argumenta que o governo federal colocou como prioridade o combate ao feminicídio e o enfrentamento à violência contra a mulher.

Saúde mental

De acordo com a coordenadora nacional da Conaq, Cida Barbosa, as demandas das comunidades se diferenciam em cada região do país. Há peculiaridades em cada bioma, tanto com relação às mudanças climáticas quanto no âmbito da violência. 

Ela lembra, no entanto, que uma urgência no atendimento às mulheres quilombolas refere-se à saúde mental das ativistas. “Nós temos percebido uma deficiência do acesso a apoio psicológico. Esse é um atendimento ainda inacessível para nós”, considera.  ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:27 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Entenda como nova lei põe fim a atenuantes para estupro de vulnerável</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A vulnerabilidade da vítima de estupro menor de 14 anos não pode ser relativizada ou reduzida. É o que determina a Lei nº 15.353/2026 que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no último domingo (8), Dia Internacional da Mulher, em edição extra do Diário Oficial da União.

A lei não estabelece novo crime ou cria penalidades, pois o estupro de vulneráveis já estava previsto no Código Penal. Na realidade, a nova norma altera o artigo 217-A e acrescenta os parágrafos quarto e quinto, que explicam a absoluta presunção de vulnerabilidade da criança e do adolescente, independentemente do comportamento ou do histórico da vítima.

Notícias relacionadas:Estupro de vulnerável representa 75% dos casos em SP .CNJ afasta desembargador que absolveu acusado de estupro de vulnerável.Disque 100 recebe duas denúncias por hora de estupro de vulneráveis.Vale esclarecer que, no Brasil, são considerados vulneráveis os menores de 14 anos e as pessoas que não têm discernimento ou não podem oferecer resistência ao estupro, devido a enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra causa.

Segurança jurídica

A transformação da jurisprudência em texto de lei foi encarada como vitória da ‘segurança jurídica’. Isso porque padroniza o rigor da lei em todo o território nacional, de forma imediata e incontestável.

A secretária nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra, avalia que a nova legislação é pertinente e consolida o entendimento de que a proteção às vítimas de estupro de vulnerável deve prevalecer de forma absoluta, sem questionamentos. 


            
        
    
Secretária nacional de Enfrentamento à Violência Contra Mulheres, Estela Bezerra, diz que nova lei é põe fim a atenuantes - Foto Marla Galdino/Ministério das Mulheres


Na opinião de Itamar Gonçalves, superintendente da Childhood Brasil, – entidade da sociedade civil que atua na proteção às crianças e adolescentes – quando o entendimento sobre os casos de estupro de vulnerável dependia apenas de decisões de tribunais superiores, havia margem para interpretações ambíguas em instâncias inferiores do Judiciário, o que que gerava brechas para impunidade.


“Ao positivar a vulnerabilidade absoluta do menor de 14 anos no Código Penal, o Estado brasileiro envia uma mensagem clara: o consentimento de uma criança nessa idade é juridicamente irrelevante. Não se discute mais a vontade da vítima, mas sim a gravidade do ato cometido pelo agressor”, afirmou Itamar Gonçalves.


A proteção às vítimas menores de 14 anos também foi destacada pelo presidente Lula em mensagem publicada em suas redes sociais. Ele mencionou que se trata de mais uma medida para &quot;fechar o cerco&quot; a quem comete esse tipo de “crime brutal”. Em pleno século 21, não podemos mais aceitar esse tipo de violência contra nossas meninas. E essa mudança é um passo civilizatório nas leis brasileiras&quot;,

Proteção absoluta como resposta

A lei que passa a vigorar é uma resposta à decisão do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que, em fevereiro, relativizou o caso entre um homem de 35 anos e uma menina de 12 anos. 

Pelo novo texto, a vulnerabilidade é presumida pela idade e absolutamente nada pode relativizar o crime de estupro contra uma pessoa com menos de 14 anos.

A secretária do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra, explica que a lei diminui a violência institucional e rebate para o sistema de Justiça a responsabilidade de não emitir sentenças que permitam que menores até 14 anos vivam em união matrimonial com homens mais velhos.


“O sistema de Justiça está sendo chamado a ser protagonista para não permitir interpretações em que o corpo das mulheres e das meninas são usados como se fosse um objeto, violado de todas as maneiras. O feminicídio é o ápice, mas o estupro é o crime mais comum e mais assíduo contra as mulheres e as meninas”, observa.


O cumprimento da lei exige o abandono de estereótipos que culpabilizam as vítimas, na opinião do superintendente da Childhood Brasil. “Muitas vezes, o machismo institucional busca justificativas sociais para crimes de abuso, especialmente em casos de proximidade familiar”, disse Itamar Gonçalves

Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana – organização da sociedade civil, sem fins lucrativos – disse à Agência Brasil que é urgente que o sistema de Justiça e a sociedade como um todo parem de relativizar todas as violências contra crianças, entre elas as de contexto sexual.


            
        
    
Mariana Albuquerque Zan, advogada do Instituto Alana, diz que é preciso acabar com a relativização de estupro de vulneráveis - Foto Camila Svenson/Instituto Alana



“Tornar lei significa não deixar restrito, por exemplo, à jurisprudência dos tribunais superiores essa decisão. A nova lei endereça uma mensagem para o sistema de Justiça e também para a comunidade de que não é cabível, em quaisquer circunstâncias ou situações, a relativização desse crime [de estupro de vulnerável]”.


Mobilização do Legislativo

O projeto que deu origem à lei é de autoria da deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ). Pelas redes sociais, a parlamentar comemorou a sanção presidencial. “É um avanço significativo. Estávamos tendo um retrocesso. Reafirmamos a vulnerabilidade de meninas menores de 14 anos, como determina o Código Penal.”

A advogada Mariana Albuquerque Zan comentou a resposta clara do Poder Legislativo. “É uma maneira de endereçar uma resposta de que é inadmissível, de que não será aceita qualquer relativização em relação a esses crimes. Vivemos em um contexto social de dados absurdos e de violência sexual contra crianças e adolescentes.”

Foco na conduta do abusador

A nova norma ratifica que a caracterização do crime não pode ser prejudicada pela alegação de experiência sexual anterior da vítima ou de seu comportamento.

Da mesma forma, o crime não é atenuado ou descaracterizado mesmo se houver a ocorrência de gravidez resultante da prática do estupro de vulnerável, pelo consentimento da vítima menor de 14 anos ou por eventual compreensão equivocada da família quanto à violação de direitos. Em todas as situações, as penas previstas para o crime de estupro de vulnerável devem ser aplicadas.

Essa alteração no Código Penal blinda a dignidade da criança ao encerrar estratégias de defesa de acusados que tentavam transferir a culpa para a vítima, esclarece o representante da Childhood Brasil. “Ainda é comum vermos tentativas de investigar o comportamento, a maturidade precoce ou o histórico da criança para atenuar o crime.”

Com a nova lei, esses elementos tornam-se nulos para o desfecho processual.


“A proteção é efetiva porque retira o foco de quem sofreu a violência e o coloca exclusivamente sobre a conduta do abusador”, disse Itamar.


A advogada do Instituto Alana, Mariana Zan, explica como a lei aumenta a proteção infanto-juvenil no Brasil.

“Essa é uma maneira de não expor a vida pessoal, o comportamento ou o histórico da vítima durante toda a investigação do crime, desde a apuração à resposta, e também todo o processo judicial”.

Não revitimização

Como consequência, a advogada prevê que a lei deve reduzir drasticamente o espaço para a revitimização de quem sofre violência sexual infantil. “A lei, como uma ferramenta, garante que não haja no sistema de Justiça, e também no sistema de garantia de direitos, a revitimização de crianças e adolescentes”, defendeu Mariana.

A profissional cita a Lei da Escuta Protegida (nº 13.431/2017) como marco que estabelece protocolos de como o Estado deve ouvir essas vítimas no processo de busca por justiça, sem exposição.

O interrogatório deve ser realizado por profissionais capacitados, em local apropriado e acolhedor. A escuta especializada, deve se limitar aos fatos que comprovem o ato, sem invadir a intimidade ou a trajetória de vida da criança, garantindo que o depoimento especial, previsto na lei, seja um instrumento de prova e não uma ferramenta de humilhação e violência.

Responsabilidade coletiva

Embora essencial para combater a impunidade, a responsabilização de quem comete o crime é resposta que chega quando o trauma já foi cometido.

O superintendente da Childhood Brasil, Itamar Gonçalves, afirma que a solução definitiva passa pelo fortalecimento da rede de proteção nos municípios e estados e pela compreensão de que a proteção da infância e adolescência é um dever coletivo, não apenas uma questão policial.

“Precisamos conscientizar famílias, escolas e a própria criança à autoproteção para que saibam identificar e denunciar os sinais de alerta precocemente”, enfatiza Itamar.

Neste mesmo sentido, a advogada Mariana Albuquerque Zan classifica a punição prevista na nova norma como passo essencial, mas que deve caminhar lado a lado com uma estratégia ampla de educação e de prevenção a violações de direitos, conforme previsto no artigo 227 da Constituição Federal de 1988.

“O trabalho de responsabilidade compartilhada deve partir do Estado, das famílias, da sociedade, como terceiro setor, e pelo papel da mídia. Devemos pautar os direitos de crianças e adolescentes, todas as ameaças que esses direitos sofrem e, sobretudo, todas as violências sofridas por eles”, reiterou a advogado do Instituto Alana.

Formação profissional

O superintendente da Childhood Brasil propõe, para o pleno cumprimento da lei, o abandono de estereótipos que culpabilizam as vítimas, e a via é o investimento contínuo na formação de toda rede de proteção dos direitos de crianças e adolescentes, inclusive de magistrados, promotores e delegados de polícia. “O operador do Direito precisa entender que a criança é um sujeito de direitos em desenvolvimento e que o sistema não pode ser um segundo agressor”, disse Itamar Gonçalves.

Mariana Zan reforçou a necessidade de urgência de um &quot;refinamento na formação de profissionais&quot; que compõem o Sistema de Garantia de Direitos e o Sistema de Justiça para uma resposta adequada, acessível e sensível às crianças e adolescentes

Desafios da proteção infantil

Para a Childhood Brasil, o próximo passo fundamental para a proteção de crianças e adolescentes contra abusos é investir na prevenção primária por meio da educação e do letramento, inclusive no âmbito digital. “É urgente cobrar responsabilidade das plataformas digitais na criação de ambientes seguros para crianças e adolescentes”, diz Itamar Gonçalves,

Um dos pontos centrais defendidos pela representante do Instituto Alana é a necessidade de romper o silêncio que envolve o tema. Segundo ela, existe no “imaginário social” pensamento equivocado de que falar sobre violência poderia aumentá-la, quando, na verdade, o efeito é oposto.

&quot;Quanto mais a gente fala, a partir de um viés preventivo e educativo, não em um discurso de ódio, trazendo dados e jogando luz à realidade violenta que crianças e adolescentes vivem no Brasil, mais ajudamos a comunidade, o sistema de Justiça e as famílias a deixarem de naturalizar esse tipo de violência&quot;, explicou a especialista.

Conhecimento para prevenir

Mariana Zan prioriza, ainda, que os jovens precisam compreender os limites do próprio corpo e do corpo alheio para identificar riscos e evitar que se tornem futuros criminosos. &quot;Precisamos educar nossas crianças e adolescentes para que saibam que se trata de violência sexual, possam identificar os riscos e não se tornem perpetradores de violência sexual.” ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:25 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>SUS passa a adotar antibiótico para prevenir sífilis e clamídia</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério da Saúde ampliou o uso do medicamento doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o antibiótico passa a ser utilizado também como medida preventiva, em casos de exposição, a infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Em portaria publicada no Diário Oficial da União, a pasta define que a doxiciclina 100 mg passa a figurar como profilaxia pós-exposição na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis bacterianas clamídia e sífilis na população.

Notícias relacionadas:Sífilis continua em ritmo acelerado de crescimento no país.Ministério da Saúde lança campanha de enfrentamento à sífilis.De acordo com o texto, a ampliação do uso do medicamento foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). As áreas técnicas terão prazo máximo de 180 dias para efetivar a oferta no SUS.

Entenda

O ministério reforça que a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

A transmissão ocorre por meio de relação sexual (oral, vaginal ou anal), sobretudo quando há contato com lesões, sem preservativo; e por transmissão vertical (da gestante para o bebê durante a gestação ou no momento do parto).

Já a clamídia é uma infecção sexualmente transmissível que, na maioria das vezes, causa infecção nos órgãos genitais, mas pode afetar também a garganta e os olhos. Segundo a pasta, o quadro pode atingir homens e mulheres com vida sexual ativa.

A clamídia é transmitida por meio do contato sexual (anal, oral ou vaginal) ou pela forma congênita (infecção passada da mãe para o bebê durante a gestação). A infecção não é transmitida por transfusão sanguínea, mas, caso a pessoa infectada deseje doar sangue, deve informar ao profissional de saúde a presença da infecção. ]]></description>
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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Setor de serviços cresce 0,3% em janeiro e volta ao nível recorde</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O volume de serviços prestados no Brasil voltou a crescer depois de dois meses e fechou janeiro com variação positiva de 0,3%. Com esse resultado, o segmento, que inclui atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), alcança o ponto mais alto já registrado, igualando os recordes de outubro e novembro de 2025.

A alta de janeiro segue o recuo de 0,2% em dezembro e variação nula (0%) de novembro.

Notícias relacionadas:Setor de serviços cresce 2,8% em 2025, quinto ano seguido de alta.Setor de serviços cresce 0,3% em outubro, nono mês seguido de alta.Setor de serviços cresce 0,6% em setembro; oitavo mês seguido de alta.Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta sexta-feira (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, explica que o IBGE classifica o crescimento de 0,3% no mês como “variação positiva”, por não representar um crescimento significativo.

O desempenho de janeiro representa alta de 3,3% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, o setor acumula expansão de 3%. Dessa forma, os serviços se encontram em um patamar 20,1% acima do período pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020).

A média móvel trimestral, que mostra a tendência recente de comportamento do segmento econômico, teve variação nula em relação ao período de três meses terminado em dezembro de 2025.

Atividades

Para chegar aos dados, o IBGE busca informações sobre 166 tipos de serviços, agrupados em cinco atividades.

Três grupos apresentaram crescimento na passagem de dezembro para janeiro:

- outros serviços: 3,7%

- informação e comunicação: 1%

- transportes: 0,4%

Os serviços profissionais, administrativos e complementares ficaram estáveis (0,0%). A única taxa negativa ficou com os serviços prestados às famílias (-1,2%).

Para Rodrigo Lobo o resultado de janeiro teve como destaque os segmentos agenciamento de espaços de publicidade, TI, serviços financeiros auxiliares e atividades de correio.

Turismo

A Pesquisa Mensal de Serviços traz ainda o índice de atividades turísticas (Iatur), que recuou 1,1% em janeiro, na comparação com o mês anterior. Já em comparação com o mesmo mês de 2025, há expansão de 3,5%, puxada pelos ramos de transporte aéreo de passageiros; agências de viagens; restaurantes; e serviços de reservas relacionados a hospedagens.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

Conjuntura econômica

A Pesquisa Mensal de Serviços é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que a indústria cresceu 1,8% de dezembro para janeiro e 0,5% em 12 meses. 

Já o comércio expandiu 0,4% de dezembro para janeiro e acumula alta de 1,6% em 12 meses. 

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<pubDate>Fri, 13 Mar 2026 10:58:21 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Brasília terá título de Capital Ibero&#45;Americana de Patrimônio Cultural</title>
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<description><![CDATA[ Tratar de estratégias conjuntas para proteção dos patrimônios material e imaterial, e para inovação em políticas públicas está entre os objetivos centrais de um evento internacional em Brasília, desta quarta (11) até sexta-feira (13). Na ocasião, a cidade será homenageada com o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural.

O evento é a reunião do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI) e será realizado no Salão Nobre do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, a partir das 14h Nesses dias, estão previstos também o intercâmbio de boas práticas de gestão dessas cidades e o fortalecimento da identidade histórica urbana.

Na avaliação do secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, o novo título amplia a projeção internacional de Brasília como capital do diálogo, da diplomacia e da preservação do patrimônio. A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1987 quando recebeu esse título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

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Compromisso

 O encontro vai abordar eixos temáticos para seguir com as discussões iniciadas em Lima (Peru), em 2025. O grupo de discussão pretende apresentar, até o final do evento, uma Carta de Compromisso comum com a preservação, valorização e gestão sustentável do patrimônio cultural. 

Fazem parte da Ucci 29 cidades de 24 países ibero-americanos. A ideia da rede é permitir que as cidades compartilhem experiências e trabalhem em conjunto para enfrentar desafios comuns. Do Brasil, além de Brasília, o grupo é representado por São Paulo (SP) e o Rio de Janeiro (RJ). 

Somadas, essas regiões têm 76 milhões de habitantes que falam espanhol e português. A UCCI atua como plataforma para a cooperação urbana, o intercâmbio de conhecimentos e a disseminação de boas práticas entre seus membros.

Cidade única

Segundo a pesquisadora em arquitetura Angelina Nardelli Quaglia, que estuda temas ligados à capital e periferia na Universidade de Brasília (UnB), a capital brasileira proporciona culturalmente valores únicos.


“Brasília é uma capital reconhecida internacionalmente pela arquitetura e pelos processos culturais que aqui acontecem”,  afirma. 


A pesquisadora entende que Brasília tem características únicas e a diversidade cultural como marca fundamental, incluindo as misturas de influências que chegam do país inteiro. A diversidade perpassa gerações, na avaliação dela.  “Há uma paisagem cultural muito rica, que é a grande beleza de Brasília”.

A cidade também simboliza a democracia brasileira em diferentes momentos, como na luta pela liberdade, a Constituição de 1988 e a resistência após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. “Eu entendo que é uma cidade à frente do tempo”. 

Desafios

No entanto, Angelina Nardelli observa que a cidade, quatro anos depois de inaugurada, particularmente durante a ditadura militar (1964 - 1985),  não teve legislação para manutenção do patrimônio.


“Tivemos um hiato muito grande de uma legislação que também começa a se transformar mundialmente (mas não no Brasil)”.


O cenário começaria a se alterar com o título expedido pela Unesco em 1987. “A memória foi reconhecida como patrimônio”. A pesquisadora compreende que a manutenção do patrimônio em Brasília não é simples. 

A capital aprovou, por exemplo, há dois anos, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Mas a pesquisadora entende que são necessários mais recursos e políticas públicas de proteção para que tanto o tombamento quanto a manutenção estejam em ordem. “Em Brasília, isso devia ser um exemplo, mas ainda não é. A capital é uma cidade muito nova”, diz. ]]></description>
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<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:13:23 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>CIDH realiza audiência sobre operações policiais no Rio de Janeiro</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) realizará, nesta quarta-feira (11), uma audiência sobre as operações policiais no Rio de Janeiro, com destaque para a Operação Contenção.

Considerada a mais letal da história do estado, a incursão contra o Comando Vermelho nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital fluminense, deixou 122 pessoas mortas em outubro do ano passado.

Notícias relacionadas:CIDH condena operação policial que deixou mais de 120 mortos no Rio.Luto e fome: viúva tenta se reerguer após operação mais letal do Rio.PF diz que não conseguiu ver vídeos Operação Contenção e aciona STF.A audiência será na Cidade da Guatemala, capital do país, durante o 195º Período Ordinário de Sessões da comissão. A sessão está programada para as 19h, no horário de Brasília, e será transmitida pelo canal do YouTube da CIDH.

A CIDH é um órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), responsável pela promoção e proteção dos direitos humanos nas Américas. Com sede em Washington D.C., nos Estados Unidos, a OEA é composta por 35 países-membros, incluindo o Brasil.

O objetivo do órgão com a audiência é receber informações e emitir recomendações destinadas a garantir o respeito aos direitos humanos. 

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Relatório

Semanas depois da operação, a CIDH realizou uma visita ao Brasil para apurar possíveis abusos e violações dos direitos humanos. Após a visita, 26 organizações da sociedade civil protocolaram o pedido de audiência, com o objetivo de garantir um acompanhamento direto do órgão sobre as questões monitoradas ao longo da visita.

Na semana passada, a CIDH publicou um relatório sobre o que foi apurado durante a passagem pelo Brasil. Para a comissão, a operação não trouxe resultados positivos para a segurança pública. 

“Longe de enfraquecer estruturalmente o crime organizado, a intervenção aprofundou o sofrimento comunitário, reforçou a desconfiança institucional e elevou o padrão histórico de violência estatal a novo patamar de gravidade”, diz um dos trechos do relatório.

O pedido das organizações de defesa dos direitos humanos para a realização da audiência denuncia a ausência de perícia independente e investigações autônomas.

Além disso, também são citadas tentativas de criminalização de familiares das vítimas, moradores, defensores dos direitos humanos e comunicadores que atuaram na denúncia dos casos, trazendo à tona um “cenário de comprometimento estrutural do acesso à justiça”.

Para as organizações, a operação evidencia que o Estado brasileiro vem descumprindo determinações já estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF nº 635 ─ conhecida como a ADPF das Favelas, que define diversas medidas para combater a letalidade policial durante operações da Polícia Militar contra o crime organizado nas comunidades do Rio de Janeiro.

O Brasil também já foi condenado pela Corte nos casos das chacinas de Acari (1990) e de Nova Brasília (1994 e 1995), ambas na zona norte do Rio de Janeiro.

Operação Contenção 

A Operação Contenção, promovida pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, deixou ao menos 122 pessoas mortas ─ incluindo cinco policiais. No total, foram feitas 113 prisões, sendo 33 de pessoas de outros estados. As apreensões somam 118 armas e 1 tonelada de drogas.

O governo do estado considerou a operação “um sucesso” e afirmou que as pessoas mortas reagiram com violência e ameaçaram a vida dos policiais. Ainda segundo as autoridades do estado, aqueles que se entregaram foram presos e &quot;as únicas vítimas foram os cinco policiais mortos no confronto&quot;.

O objetivo da operação foi conter o avanço da facção Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 expedidos pela Justiça do Pará.

A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos. Os confrontos e as ações de retaliação de criminosos geraram pânico em toda a cidade, com intenso tiroteio, fechando as principais vias, escolas, comércios e postos de saúde.

Moradores da região, familiares dos mortos e organizações denunciam a operação como uma &quot;chacina&quot;. Cadáveres recolhidos pelos próprios moradores das matas que circundam a região foram encontrados degolados e com sinais de execução.  ]]></description>
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<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:13:22 -0300</pubDate>
<dc:creator>Redação</dc:creator>
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<title>Guerra no Oriente Médio: governo vai monitorar mercado de combustíveis</title>
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<description><![CDATA[ 
                    
				O Ministério de Minas e Energia (MME) criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento, que vai acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais.


Notícias relacionadas:RS: produtores rurais alertam para problemas no fornecimento de diesel.Governo pede ao Cade para investigar aumento dos combustíveis.“A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério.


O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país, em linha com medidas já adotadas pelo MME em situações geopolíticas semelhantes.

Até o momento, apesar do cenário de instabilidade, a exposição direta do Brasil ao conflito é considerada limitada. O país é exportador de petróleo bruto e importa parte dos derivados consumidos internamente, sobretudo diesel, mas a participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores de derivados de petróleo é relativamente pequena.

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Aumento nas distribuidoras

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), enviou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) solicitando a análise de recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi encaminhado após declarações públicas de representantes de sindicatos (Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS) informarem que distribuidoras elevaram os preços de venda para os postos sob a justificativa de alta no preço internacional do petróleo, associada ao conflito no Oriente Médio. 

Até o momento, porém, a Petrobras não anunciou aumento nos preços praticados em suas refinarias.

“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completa o MME.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Pela segunda vez, desde julho de 2025, Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã em meio às negociações sobre o programa nuclear e balístico do país persa. 

A ofensiva mais recente teve início no fim de fevereiro, quando EUA e Israel bombardearam a capital Teerã.

O líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morreu neste ataque, além de outras autoridades do país persa.

O Irã, por sua vez, disparou mísseis contra países árabes do Golfo com presença militar dos Estados Unidos, como Kuwait, Catar, Emirados Árabes Unidos e Jordânia. 

Ainda no primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo sobre armas nucleares, firmado em 2015 sob o governo de Barack Obama, para inspeção internacional do programa iraniano. Israel e EUA sempre acusaram Teerã de buscar armas nucleares.

Os iranianos, por sua vez, defendem que o programa é para fins pacíficos e se colocavam à disposição para inspeções internacionais. 

Por outro lado, Israel, mesmo acusado de ter bombas atômicas, nunca permitiu qualquer inspeção internacional do seu programa nuclear. 

Ao assumir seu segundo mandato em 2025, Trump iniciou nova ofensiva contra Teerã exigindo, além do desmantelamento do programa nuclear, o fim do programa de mísseis balísticos de longo alcance e do apoio a grupos de resistência a Israel como o Hamas, na Palestina, e Hezbollah, no Líbano.

Matéria ampliada às 11h50 ]]></description>
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<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:13:22 -0300</pubDate>
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