Catástrofe em Araxá: mineradora fecha após deixar centenas de mortos e danos irreversíveis ao meio ambiente
As demissões na unidade da Mosaic, em Araxá, devem atingir centenas de trabalhadores, com a previsão de que o número total de dispensados ultrapasse 1.200 funcionários.
É uma situação lamentável, pois estamos falando de pais e mães de família. Coloque-se no lugar dessas pessoas. Além disso, há outra questão extremamente preocupante: o meio ambiente local, que foi severamente devastado. Milhares de animais silvestres morreram, e a flora nativa foi destruída.
Na condição de presidente da Associação dos Moradores do Barreiro, realizei diversas denúncias ao Ministério Público em razão dos graves crimes ambientais cometidos naquela região. Ali viviam mais de 174 famílias, que contribuíram diretamente para a construção do Grande Hotel, do Balneário do Barreiro e da Estância Hidromineral.
De forma desumana e sem qualquer escrúpulo, centenas de moradores foram despejados. Muitas dessas pessoas vieram a falecer em decorrência de câncer e de doenças renais e pulmonares, após anos consumindo água contaminada e respirando um ar igualmente poluído.
Peço desculpas aos leitores e leitoras deste jornal, mas não é possível fingir que está tudo bem quando sabemos que não está. Refiro-me às mineradoras que antecederam a MOSAIC, COMO ARAFERTIL, BUNGE E VALE.
Agora, a empresa deixa a cidade, deixando para trás milhares de desempregados, um enorme passivo ambiental e centenas de conterrâneos mortos, vítimas da irresponsabilidade de atividades mineradoras conduzidas sem o devido respeito à vida e ao meio ambiente.
Se este jornalista estiver equivocado, faço um desafio: que os citados busquem a Justiça. Reafirmo que os fatos aqui relatados são verídicos, e assumo integral responsabilidade por esta matéria.
Compartilhe. Faça com que esta denúncia chegue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Gilson Santos – Jornal A Voz de Araxá
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