Dia da Luta Antimanicomial reforça a importância do cuidado em liberdade; conheça os serviços oferecidos pela rede municipal
Luta, Antimanicomial
A mobilização teve como objetivo conscientizar a população sobre a importância do respeito, da dignidade e da humanização no tratamento de pessoas com transtornos mentais, além de combater o preconceito e os estigmas ainda relacionados ao tema. Durante a ação, equipes da saúde mental conversaram com a população e reforçaram a importância do acompanhamento adequado e do fortalecimento da rede de apoio aos pacientes.
De acordo com a referência técnica em Saúde Mental de Araxá, Alessandra Silva, a luta antimanicomial surgiu como um movimento de transformação na forma de tratamento em saúde mental, defendendo o fim do modelo baseado no isolamento em manicômios e priorizando o cuidado em liberdade. A proposta é garantir que o paciente tenha acompanhamento profissional sem perder o vínculo familiar, social e comunitário.
“Esse dia marca um divisor de águas na questão do tratamento em manicômios para o tratamento em liberdade. Durante muitos anos, eles funcionaram como espaços de isolamento social, onde pacientes permaneciam internados por longos períodos e afastados do convívio familiar e da sociedade. Atualmente, o tratamento em saúde mental busca justamente evitar internações prolongadas, priorizando o acompanhamento contínuo, o acolhimento e a reinserção social dos pacientes”, destaca Alessandra.
Rede de atendimento
Araxá conta com três unidades especializadas de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): CAPS IJ (voltado para o atendimento infantojuvenil), CAPS AD (destinado ao atendimento de pacientes relacionados ao uso de álcool e drogas, além de casos de compulsões, como vício em jogos, pornografia e dependência de medicamentos) e CAPS Maria Pirola (unidade destinada ao acompanhamento de adultos com transtornos psiquiátricos persistentes).
A rede conta com atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e suporte da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Além das consultas e acolhimentos, os serviços desenvolvem grupos de convivência, oficinas terapêuticas e atividades externas voltadas para a integração social dos pacientes e o fortalecimento dos vínculos familiares.
“A saúde mental de Araxá realiza atualmente mais de 10 mil atendimentos mensais no município, considerando consultas, acolhimentos, oficinas terapêuticas, grupos de convivência e demais atividades desenvolvidas pelas equipes. Somente os CAPS registram cerca de 3 mil atendimentos por mês em cada unidade. Nos atendimentos as famílias também são acompanhadas junto com o paciente”, complementa Alessandra Silva.
A internação é indicada apenas em situações extremas e como último recurso dentro do tratamento em saúde mental, priorizando sempre o cuidado humanizado e o acompanhamento em liberdade.
Assessoria de Comunicação
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